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JUDAÍSMO

Única religião essencialmente monoteísta (na teoria e na prática), refere-se ao povo hebreu, formado a partir da volta do exílio babilônico (538 antes de Cristo), e no qual se formou o Cristianismo.

Os hebreus (significa aqueles que vieram do outro lado do rio – no caso Jordão) foi um povo semita da Antiguidade – do qual descendem os atuais judeus que ficaram no Egito, aproximadamente, 400 ou 250 anos.

Entretanto, os israelitas que viviam no Egito ainda não eram chamados de Judeus e sim de Hebreus.

A palavra judaísmo está relacionada ao mesmo tempo com uma região geográfica (a Judeia), um agrupamento humano (os judeus) e uma religião (o judaísmo).

Essa série de referências revela a originalidade de uma religião que se caracteriza pelo pacto da aliança entre um deus – Javé, e um povo – Israel, compondo uma unidade étnico-religiosa, ou mais precisamente, uma nação religiosa.

A religião tem várias correntes, como a liberal e a conservadora. O judaísmo tradicional é o ortodoxo. Acreditam na ressurreição. Uma criança tem que nascer de uma mãe judia para ser um judeu. É necessário se ter 10 homens para se fazer uma oração. O número 7 é associado a perfeição, ao completo...

Desde a época de Abraão, designou-se que Deus é único, onipotente e responsável pela criação do Universo. Não existe “antes” ou “depois” de Cristo, mas sim o tempo de existência da humanidade.

Os três homens mais importantes, chamados de Patriarcas, são Abraão (Abraham), seu filho Isac (Isaac) e seu neto Jacó (Jacob), todos mostrados nos selos abaixo, emitidos em 23/09/1997.

O selo do meio mostra “O Sacrifício de Isac”... A Bíblia conta que o Altíssimo quis provar a fé de Abraão... Então lhe disse:

– “Toma Isaac, teu filho único, a quem amas, e vai ao território de Mória, e aí oferece-o em holocausto sobre um dos montes que eu te mostrar” (Id. 22, 2).

Abraão não hesitou um instante. Chamou Isaac, pôs-lhe aos ombros um feixe de lenha e, portando uma adaga, dirigiram-se para o local indicado por Deus.

Isaac, entretanto, não vendo a vítima, no alto do monte, preparada a lenha para a fogueira, Abraão pediu a Isaac que se deitasse sobre ela.

O adolescente nada replicou, obedecendo fielmente a seu pai. Este, levantando o braço, ia desferir com a adaga o golpe sobre a vítima, quando um anjo do Senhor o chamou pelo nome e disse-lhe da parte do Altíssimo:

– “Não estendas a tua mão sobre o menino, e não lhe faças mal algum; agora conheci que temes a Deus e não perdoaste teu filho único por amor de mim” (Id. ib., 12).

E vendo Abraão perto um carneiro preso a um arbusto pelos chifres, pegou-o e ofereceu-o em holocausto ao Senhor.

Esse ato heróico de fidelidade ao Primeiro Mandamento – Amar a Deus sobre todas as coisas – mereceu a Abraão que Deus renovasse com ele sua aliança...

Abaixo, ilustração sobre o Judaísmo. Em destaque, a imagem mostra Moisés com a Tábua dos 10 Mandamentos, os quais são chamados Decálogo.

Os Dez Mandamentos:

1º – Amar a Deus sobre todas as coisas
2º – Não tomar o Seu Santo Nome em vão
3º – Guardar os sábados
4º – Honrar pai e mãe
5º – Não matar
6º – Não pecar contra a castidade
7º – Não furtar
8º – Não levantar falso testemunho
9º – Não desejar a mulher do próximo
10º – Não cobiçar as coisas alheias

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JUDAÍSMO – HISTÓRIA
Aprendi com Hélio Daniel Cordeiro (Editora Brasiliense)

O texto abaixo está ilustrado com duas séries de selos postais de Israel:

  1. “As Matriarcas da Bíblia” – 4 selos emitidos em 16/08/1977. Os selos mostram: Sara (0,70), Rebeca (1,50) Raquel (2,00) e Léa (3,00).
  2. “Os Patriarcas da Bíblia” – 3 selos emitidos em 22/08/1978 (Yvert: 710/712, Scott: 701/703), para comemorar o Ano Novo (5.739). Os selos mostram: Abraão e Isac (1,10), Isac (5,20) e Jacob (6,60).

O rio Jordão estava localizado em uma antiga região chamada Babilônia que significa porta de Deus, palavra derivada de Babel, a qual quer dizer confusão.

A Babilônia compreende o período Sumério, que teve o desenvolvimento da escrita cuneiforme, de 3.000 a 2.000 antes de Cristo.

Jericó é considerada a cidade mais antiga do mundo porque é a única cidade amuralhada (3000 a.C.), naquela época Ur não tinha muralhas.

Abraão, surge na história, aproximadamente, 1.500 anos antes de Cristo. Ele nasceu em Ur. Muda-se para Canaã e casa-se com Sara – que era linda e estéril...

1977 - Sara. 1978 - Abraão e Isac.

Observação: Canaã é uma antiga cidade localizada acima do mar Morto, entre o Egito e a Mesopotâmia (local dos povos Caldeus e Sumérios). Em Canaã viviam vários povos: Amoreus, Eteus, Cananeus, Periseus, entre outros. Vizinhos de Canaã estavam ainda outros povos: os Filisteus (povo bíblico comprovado pela história), os Fenícios (povo adiantado de pele escura que quer dizer comerciante) e os Sírios... Já Semita é a família etnográfica que abrange os Hebreus, Assírios, Arameus, Fenícios e Árabes...

SEGUNDA GERAÇÃO – ISMAEL E ISAC

Sara tinha uma escrava chamada Asgar, a qual serviu Abraão e teve um filho chamado Ismael... Entretanto, Ismael, primogênito de Abraão, só é considerado como primeiro filho para os muçulmanos...

Enquanto que para os judeus é considerado o primeiro filho de Abraão, Isac ou Isaac (que significa riso) – nome derivado da risada de Sara que não acreditou que teria um filho já com idade avançada... Quando Isac cresce, casa-se com uma mulher vinda de Ur, Rebeca...

1977 - Rebeca. 1978 - Isaac.

Rebeca ou Ifica (que quer dizer ovelha), sente que em seu ventre os seus filhos gêmeos lutam e Deus diz à ela que de seus dois filhos nascerão dois povos, Isaur o mais velho servirá Jacó o mais novo.

TERCEIRA GERAÇÃO – ISAUR E JACÓ

Isaur é o primeiro neto de Abraão. Trabalha no campo, tem personalidade mais agitada, é mais materialista (visão com foco no presente). Casou-se com uma das filhas de Ismael (sua prima por parte de pai).

Jacó ou Iacof (em hebraico) = Israel (aquele que briga com Deus), tem uma personalidade introspectiva, é mais caseiro e esperto, tomou o direito de primogenitura (visão com foco futurista).

1978 - Jacó.

Jacó briga com o irmão Isaur e parte para Ur. Lá, Jacó casou-se com Léa e teve Rúben. Foi traído e teve que trabalhar 7 anos para ficar com sua amada, irmã mais nova de Léa, sua cunhada...

Já casado com Raquel, seu verdadeiro amor, teve José – seu filho preferido. Volta com toda a família para Canaã. Jacó morre no Egito, depois de 17 anos.

1977 - Raquel. 1977 - Léa.

QUARTA GERAÇÃO – OS DOZE

Jacó tem 12 filhos homens com 4 mulheres: duas escravas, Léa e sua irmã Raquel. Os 12 filhos de Jacó formaram 12 tribos, sendo a principal a tribo de Judá ou Judah (daí vem os judeus).

As 12 tribos foram formadas em todo o território que compreende, hoje, o Estado de Israel, e ainda depois do rio Jordão, na região norte da Jordânia. Em ordem alfabética: Aser, Benjamim, Dã, Gade, Issacar, José, Judá, Levi, Naftali, Rúben, Simeão e Zebulão.

Abaixo, série de 12 selos emitida em 3 datas diferentes (08/11/1955, 10/01/1956 e 05/06/1956) que mostram os Emblemas das 12 Tribos de Israel: Judá, Levi, Simeão, Rúbem, Aser, Gade, Naftali, Dã, Benjamim, José, Zebulão e Issacar.

  1. Judá (teus irmãos te louvam), principal povo que se formou através dele ao sul. Judá gerou Tamar, Farés e Zara. Na cidade de Hebrom.
  2. Levi (violência, espadas)
  3. Simeão ou Simeon ou Shimon (violência, espadas). Com a cidade Berseba.
  4. Rúben ou Reuben ou Rubem, filho primogênito de Jacó com Léa. Com o Monte Nebo.
 
 
 
  1. Aser ou Asher (seu pão será abundante e ele motivará delícias reais)
  2. Gade ou Gad (cidade de Sitim, do outro lado do rio Jordão)
  3. Naftali ou Naphtali ou Neftali (é uma gazela solta, de sua boca sairão palavras formosas)
  4. Dã ou Dan ou Daniel (julgador, serpente)
 
 
 
  1. Benjamin (lobo voraz), tribo formada ao sul, em volta de Jerusalém.
  2. José ou Joseph – ramo frutífero, dos seus braços vem a força de Jacó, benções dos céus e dos infernos. Efraim e Manassés ou Manasseh formaram a tribo de José.
  3. Zebulão ou Zebulun ou Zebulom (servirá de porto para os navios)
  4. Issacar ou Issachar ou Isacaar (acomodado, preguiça). Aos pés do Monte Tabor.

José é biblicamente filho de Jacó e Raquel. José teria vivido no Egito entre 1.700 a 1.600 antes de Crsito. José tinha muitos sonhos. Seus irmãos vendem-no como escravo para uma caravana que vai para o Egito... Ele decifra o sonho do faraó: que os primeiros 7 anos serão de abundância e os outros 7 serão de miséria. E assim transforma-se em governador do Egito.

A mulher do faraó, Potifá, tenta seduzir José. Este esquiva-se para manter seu estatus. Ela furiosa, diz ao seu marido que José tentou seduzí-la. José volta para a prisão... Depois, novamente por causa das interpretações dos sonhos, ele ganha fama, importância e fortuna no Egito.

A Bíblia enfatiza muito o lado que José está como presidiário (pobre) e depois a sua promoção por causa dos sonhos, dos desígnios de Deus.

Os dez filhos de Jacó vão para o Egito em busca de alimentos, a pedido do pai. José reconhece os irmãos, mas estes não, pois quando o viram pela última vez (quando venderam ele como escravo) ele era muito jovem. Ele disfarça e manda prender os irmãos julgando-os de espiões.

Depois de 3 dias José diz que um deles deveria continuar preso em prova de honestidade: Simeão, e manda todos de volta para Canaã levando comida para o seu povo, e que só libertaria Simião se lhe trouxessem Benjamim – o filho mais novo.

Nota: o período de escravidão no Egito se deu entre 1.600 a 1.300 antes de Cristo.

Cozem ou Bozem compreendia uma região dentro do Egito onde viviam tribos semitas (hebreus). Os faraós de origem semíticas são considerados hebreus.

Já os faraós de origem não semíticas, pois não reconhecem os descendentes de Jacó e nem o que José fez pelo Egito, são aqueles que escravizaram todos os hebreus.

Entre 700 antes de Cristo até 700 depois de Cristo é o período de declínio de Israel...

Haviam 10 povos do norte que constituíam a antiga Israel e duas ao sul, Judá e Benjamim. Depois da destruição total do norte, Judá cresceu muito para continuar o povo judeu...

Algumas considerações históricas do período pré-estatal de Israel (história, reis):

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SÍMBOLOS

Festa de Bar-Mitzva (festa comemorativa aos 13 anos do filho homem)...

Dia do Perdão (data móvel) – “Yom Kipur” ou, em hebraico, o “Shabat HaShabatot” (Sábado dos Sábados)
Data dedicada ao arrependimento e ao perdão, o Yom Kipur é um dia sagrado do calendário judaico, uma das datas mais importantes do Judaísmo. O feriado começa no pôr do Sol que dá início ao décimo dia de Tishrei (sétimo mês do calendário judaico) e continua até o final da tarde seguinte. O Tishrei corresponde no calendário gregoriano a um período compreendido entre os meses de setembro e outubro. (http://educacao.uol.com.br/datas-comemorativas/yom-kipur.jhtm)

Torá (Lei, rolo, Livro Sagrado) – A palavra lei indica o conjunto de leis e determinações religiosas e civis, colecionadas no Pentateuco. Os israelitas usam o termo Torah que na forma causativa significa instruir. O termo Torah indica toda espécie de determinações, não necessariamente jurídicas, dadas por Javé, através de sacerdotes ou profetas (Is 8, 20; Jer 2, 8). O Torá é a Bíblia dos judeus. A quinta letra do alfabeto hebraico, Hei, representa Deus e os cinco livros do Torá (analogia com o Tarô: O Hierophante).

A Menorá ou “Menorah” é um candelabro de sete braços, uma das características mais importantes do Tabernáculo e dos Templos. Também é o emblema oficial do Estado de Israel, cuja forma teria sua origem na planta de sete galhos moriá, conhecida desde a Antiguidade. Os ramos de oliveira dos dois lados representam o anseio de Israel por paz. A menorá de ouro era um dos principais objetos de culto no Templo do Rei Salomão, em Jerusalém. Através dos tempos, ela tornou-se um símbolo da herança e tradição judaica, em sem número de lugares e com grande variedade de formas.

O Candelabro, por sua vez, simboliza luz, salvação e iluminação espiritual. Na Idade Média, o candelabro de sete braços já representava o Judaísmo. Abaixo (no centro), máximo postal emitido por Portugal, obliterado em Lisboa no dia 20/05/2004.

Sinagogas – com a destruição do segundo templo de Jerusalém, casas transformaram-se em centros comunitários, com funções sociais na qual crianças estudam. Abaixo (nas laterais), dois selos emitidos pela Itália em comemoração aos 100 Anos da 1ª Sinagoga de Roma. Veja o selo postal sobre a Primeira Sinagoga das Américas!

“Maguen David” é a estrela de 6 pontas que representa a união dos contrários, opostos, a interação entre o masculino e o feminino, entre o visível e o invisível, da água com a terra e do fogo com o ar. Entre os judeus é um símbolo de fé. Conhecido também por Hexagrama ou ainda pelo nome “Estrela de Davi”, a qual está na bandeira do Estado de Israel.

O Pentagrama – estrela de 5 pontas, conhecido também por Pentáculo, “Triângulo de Salomão” ou “Selo de Salomão” (símbolo de Salomão), signo do infinito e do absoluto, é um dos antigos símbolos que representa o homem. Do grego “pente”(a) que significa cinco e “gramme” que quer dizer linha, é o signo do microcosmo; da unidade.

Simbologia: Exprime a dominação do Espírito sobre os elementos e os elementais. Representação da união do 2 (princípio feminino terrestre) com o 3 (princípio masculino celeste). O número 5 é um número de transição e passagem, pois sucede o 4 que é um número completo mais a adição do 1 que é o número do começo. O 5 sempre é um número de multiplicidade e irradiação, e tal fato se dá, porque sua base concreta é o 4, por isso que representa um número de realização. O pentagrama investe-nos de uma vontade capaz de intervir na luz astral, que nada mais é que a alma física dos quatro elementos, os espíritos elementais, tornando-se submissos a esse símbolo.

Um pouco mais sobre o significado da estrela de cinco pontas... Uma estrela de 5 pontas é um pentagrama, geralmente, mas quando não contém o pentágono em seu interior, ou é colorido por cores específicas, tem outros significados... O pentagrama aparece em amarelo nos Símbolos Nacionais da Etiópia e em verde (cor tradicional do Islã) no Marrocos, por exemplo.

A estrela de 5 pontas aparece tanto em Bandeiras Nacionais como em Brasões de Armas de países africanos onde a maioria da população é cristã, como nas estrelas amarelas de Angola, Camarões e Sudão do Sul, por exemplo, ou na branca de Togo. Igualmente em países árabes que professam o Islamismo, como nas estrelas amarelas de Burkina Faoso e Mauritânia, na verde do Senegal, na branca da Somália, nas vermelhas da Argélia, Djibouti, Saara e Tunísia... Ainda em países de outros continentes, como nas estrelas verdes do Iraque e da Síria, ou na estrela branca da Turquia.

A estrela de cinco pontas preta aparece em Gana, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e, geralmente, simboliza a liberdade da África ou o próprio Continente Africano. A estrela de cinco pontas vermelha é um símbolo do Comunismo e amplamente do Socialismo. É muitas vezes interpretado como representação dos dedos das mãos do trabalhador, bem como os cinco continentes. É símbolo do Partido dos Trabalhadores (PT), por exemplo.

No Brasil, diversas bandeiras estaduais contém a estrela de cinco pontas que, geralmente, caracterizam o Estado no conjunto da Federação, cuja maioria remete à estrela que o representa, respectivamente, na Bandeira Nacional: Acre (vermelha), Amazonas (5 brancas), Goiás (5 brancas), Maranhão (branca), Mato Grosso (amarela), Mato Grosso do Sul (amarela), Pará (azul), Paraná (5 brancas), Pernambuco (amarela), Piauí (branca), Rio de Janeiro (2 prata e branca), Rio Grande do Norte (branca), Rondônia (branca), Roraima (amarela), Santa Catarina (branca), São Paulo (4 amarelas), Sergipe (5 brancas)...


Livros e indicações interessantes:

Há meio século, o grupo de visionários Leon Feffer, Manoel Epstein, Isaac Fischer, Rubens Frug, Moti Coifman, Maurício Fischer e Moti Frug, responsável pela ideia de criar um novo clube não imaginava que depois de poucas décadas a Hebraica seria o mais importante centro comunitário judeu do Brasil e um dos mais completos do mundo...

A HEBRAICA – Ponto de encontro da comunidade judáica, em São Paulo.
culturajudaica@hebraica.org.br – www.hebraica.org.br

Sinagoga “Beth-el” – Rua Martinho Prado, 175 – São Paulo

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Última atualização: 08/07/2013.
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