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HINDUÍSMO

Religião atual da maioria dos povos indianos, resultante de uma evolução secular do Vedismo e do Bramanismo, que se transformaram pela especulação filosófica e pela integração de cultos locais.

O hinduísta (tudo o que se refere ao hinduísmo) é a pessoa que professa o Hinduísmo ou se dedica ao seu estudo.

A Literatura dos antigos indianos, que falavam o sânscrito, talvez remonte ao século XV antes de Cristo. Primitivamente, como todos os povos, os indianos possuíram uma literatura sagrada intimamente ligada à sua religião.

Os primeiros livros dessa literatura sagrada são os Vedas. Descrevem e celebram os deuses então adorados que eram:

O estilo dos Vedas, sempre poético e metafórico, é como que uma alegoria contínua...

Veda significa um conjunto de textos sagrados – hinos laudatórios, formas sacrificiais, encantações, receitas mágicas – que constituem o fundamento da tradição religiosa do Bramanismo e do Hinduísmo, e também filosófica da Índia.

Vedanta é o nome dos últimos capítulos dos Vedas, livro ao qual os hindus atribuem origem não humana. São revelações. O mesmo é dito de quase todos os livros sagrados existentes no planeta. “Vedanta” significa “o fim dos Vedas”, em sentido literal ou metafórico. “Advaita” significa “não-dualista”...

Ilustração sobre o Hinduísmo.

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ADVAITA VAIDANTA – MANTRA

Mantras são sons ou palavras cuja repetição sucessiva influi sobre a mente, levando o indivíduo a estados extraordinários de consciência. O mantra sagrado e supremo, o OM pronunciado como A UM, é o absoluto.

As três curvas representam os estados físico, mental e supramental, e o ponto situado no interior do círculo incompleto do infinito representa a verdade que os domina...

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ELEFANTE

Simboliza paz, poder, sabedoria, força e prosperidade. No Nepal e na Índia, é Ganesha, o deus sagrado dos hindus, que é invocado para ajudar a vencer qualquer obstáculo, representando assim a vitória.

No Tibete, é aquele que sustenta o mundo, e em toda a Ásia é a montaria dos soberanos.

Na Idade Média foi símbolo da castidade (durante os dois anos em que a fêmea está em gestação, o elefante macho se mantém em abstinência sexual, junto da companheira), da temperança e da precaução.

Selo do Reino do Nepal emitido em 2003 que mostra a Estátua de Ganesha, em Katmandú.

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LÓTUS

Lótus, loto ou nenúfar é o nome dado a diversas plantas (também a flor dessas) da família das ninfeáceas. Comum na Índia e no Egito onde apresenta um valor simbólico muito importante. No Budismo e no Hinduísmo uma flor de lótus ainda em botão representa as possibilidades infinitas. Quando está aberta simboliza a criação do Universo. Símbolo da elevação do espírito, da luz, da meditação, da pureza e da imortalidade.

A flor de lótus de “mil pétalas” é a espiritualidade em seu mais alto grau de perfeição. Na Idade Média, os cristãos acreditavam que a semente de lótus tinha a capacidade de conter os impulsos sexuais, sendo por isso recomendada como medicamento para padres e freiras... A raiz de lótus, dizem, que serve como adstringente e anti-inflamatório...

Nota: O gênero Nelumbo spp. foi transferido para uma família da ordem Proteales. O lótus-sagrado ou lótus-indiano (Nelumbo nucifera) é a flor sagrada nacional da Índia!

Ninfeácea é uma família de grandes ervas aquáticas, floríferas, espalhadas pelo mundo inteiro. Temos as ninfeias (referente às ninfas da mitologia grega) e as vitórias-régias presente no Parque Nacional da Amazônia, por exemplo.

Família: Nymphaeaceae (Ninfeáceas)

Gêneros:
Barclaya spp. – Com 3 ou 4 espécies nativas da Ásia tropical.
Brasenia spp. – Junsai (Brasenia schreberi); cultivata como vegetal na China e Japão.
Cabomba spp. – Fanwort; com cerca de 5 espécies...
Euryale sp. – Fox nut, foxnut, makhana, gorgon plant (Euryale ferox); nativa do leste da Ásia.
Nuphar spp. – Waterlily; com cerca de 10 espécies incluindo Yellow Water-lily (N. lutea), Least Water-lily (N. pumila).
Nymphaea spp. – Com cerca de 50 espécies de ninfeias, entre elas a lótus-branco, lótus-branco-do-egito, também conhecida como ninfeia, lótus-sagrado-do-egito ou nenúfar-branco / Egyptian white water-lily (N. lotus), nativa da África, tem flores grandes e brancas, é cultivada como ornamental e pelos rizomas e sementes comestíveis.
Ondinea sp. – Apenas uma espécie oriunda da Austrália (Ondinea purpurea).
Victoria spp. – Com 2 ou 3 espécies, sendo a mais famosa a vitória-régia (Victoria amazonica) – Flor Nacional da Guiana!

Existem diferentes tonalidades de ninfeias: lilás no lírio-d’água (Nymphaea elegans) que é uma espécie brasileira, e as amarelas e rosas (Nymphaea spp.). A foto do lado esquerdo da tela mostra o lírio-aquático (Nymphaea alba)... As fotos do lado direito mostram lírios-d’água (Nymphaea elegans): acima (fotometria a mão, lente 300 mm, F 4.5, V 100) e abaixo (fotometria a mão, lente 250 mm, F 4.5, V 1.000).

Ninfeas amarelas e Ninfea rosa (Nymphaea spp.) no Lago das Ninfeias do Jardim Botânico de São Paulo (04/1999). Fotometria a mão na sombra, lente 300 mm, F 4.5, V 125. Nota: Expo Primavera.

A foto abaixo mostra a ninfeia-azul, conhecida também como nenúfar-azul ou lótus-azul-egipcia (Nymphaea caerulea) / Blue Egyptian water lily ou Sacred blue lily.

Vitória-régia / Victoria Regia (Victoria amazonica) é uma grande planta aquática, presa ao fundo por um rizoma comestível, típica da região Amazônica. Ela possui uma grande folha em forma de círculo, com bordo levantado como tabuleiro, que fica sobre a superfície da água. Pode alcançar até 2,5 metros de diâmetro e suportar até 40 quilos se forem bem distruibuídos em sua superfície. Sua flor (a floração ocorre desde o início de março até julho), a maior da América (30 cm de diâmetro), tem muitas pétalas brancas que abrem-se apenas à noite, a partir das seis horas da tarde, e expelem uma fragrância adocicada, chamada pelos europeus de “rosa lacustre”... Mantem-se aberta até as nove horas da manhã do dia seguinte, aproximadamente. No segundo dia, o da polinização, a flor é cor-de-rosa. Assim que as flores se abrem, seu forte odor atrai os besouros polinizadores (cyclocefalo casteneaea), que nela adentram e ficam prisioneiros...

A primeira descrição publicada do gênero foi por John Lindley, em outubro de 1837, com base em espécimes desta planta trazida da Guiana Britânica por seu descobridor, o botânico alemão Robert Schomburgk. Lindley a nomeou em homenagem a nova rainha, Victoria Regia. A ortografia na descrição de Schomburgk, em Ateneu, publicado no mês anterior, foi dada como Victoria Regina. Apesar dessa ortografia ter sido aprovada pela Sociedade Botânica de Londres, foi utilizada a versão de Lindley por todo o século XIX.

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MANDALA – De origem hindu, muito difundidos entre os budistas tibetanos, os mandalas são desenhos circulares usados para meditação. Simbolizam a harmonia do Cosmo e a perfeição divina.

Diagrama composto de círculos e quadrados concêntricos que significam uma totalidade natural, uma perfeita integração. A palavra hindu, em sânscrito significa “círculo mágico” e, designa a representação simbólica do núcleo do psiquismo humano, sendo usado como instrumento de meditação e busca da paz interior. Os mandalas estão presentes na arquitetura de templos de diferentes regiões, danças, símbolos e pinturas sagradas.

PANDAVAS – Em um texto épico do hinduísmo os Pandavas são os 5 filhos do Rei Pandu: Yudhisthira, Arjuna, Bhima, Nakulas e Sahadeva.

VACA – Animal sagrado para os hindus, simboliza a maternidade, a fertilidade, a esperança, a alegria e a criação da vida. Também é apontada como uma condutora de almas e os budistas vêem na vaca de cor branca um símbolo da iluminação espiritual do homem.

Selos postais dos antigos Estados Indianos mostram o Rajá protegido por vacas sagradas... De uma forma geral, a vaca produtora de leite é o símbolo da terra mãe. Na Índia e, em particular para os hindus, a vaca desempenha um papel cósmico e divino. Torna-se assim símbolo de poderes espirituais, daí a sua associação à efígie do detentor do poder temporal, a quem ela protege...

YANTRAS – Desenhos hindus em formas geométricas e cores vibrantes que representam as divindades e são utilizados para a meditação.

Abaixo, selo emitido pelo Reino do Nepal em 06/04/2006, impresso por Walsall Security Printers Ltd., com valor facial de 2 Rúpias Nepalesas, sobre o Jubileu de Prata da Federação Hindu Mundial (Silver Jubilee of World Hindu Federation).

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Veja textos sobre A Forte Ligação entre o Homem e os Animais – Movimento Jainista na Índia – na página Utilização Animal.

ATENÇÃO

Abaixo, alguns países com maior população de expressão hinduísta, separados por continentes; clicando em seus nomes vai para as respectivas páginas em GIRAFAMANIA:

África: Ilhas Maurício...

Ásia: Índia, Nepal...

Europa:

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Última atualização: 13/02/2014.
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