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ESPIRITISMO – CURIOSIDADES

Que eu saiba existem quatro cartões telefônicos emitidos sobre o tema, os quais estão descritos abaixo...

03/2001 (imagem do lado esquerdo) – Cartão telefônico de 30 unidades, tiragem de 50.000, emitido pela operadora de telefonia Telemat, empresa da Brasil Telecom: “140 anos O Livro dos Médiuns” (1861-2001), com texto da FEEMT – Federação Espírita de Mato Grosso, seu desenho sugere as mãos de Kardec grafando a obra...

02/2003 (imagem não disponível) – Cartão telefônico de 40 unidades, tiragem de 70.000, emitido pela operadora de telefonia Teleron, empresa da Brasil Telecom: “Obras básicas do Espiritismo, doutrina codificada por Allan Kardec”, com texto da FERO – Federação Espírita de Rondônia (www.espiritismoemrondonia.hpg.com.br): conheça o Espiritismo, uma nova era para a humanidade. O verso (frente) desse cartão mostra a capa das 5 obras básicas de Kardec.

Nota: Entre as obras de Kardec, cinco delas são consideradas fundamentais: “O Livro dos Espíritos” (1857), “O Livro dos Médiuns” (1861), “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (1864), “O Céu e o Inferno” (1865) e “A Gênese” (1868).

07/2004 (imagem não disponível) – Cartão telefônico de 40 unidades, tiragem de 10.000, emitido pela empresa municipal de Londrina, Sercomtel: “Bicentenário do Nascimento de Allan Kardec (1804-2004)”, com logomarca e texto da FEP – Federação Espírita do Paraná (www.feparana.com.br), União Regional Espírita 5ª Região. O reverso (atrás) desse cartão mostra a capa das 5 obras básicas de Kardec.

2008 (imagem do lado direito) – Cartão telefônico de 40 unidades, tiragem de ?, emitido pela empresa municipal de Londrina, Sercomtel: “Sesquicentenário de O Livro dos Espíritos”, Filosofia Espiritualista – Princípios da Doutrina Espírita: Deus, Imortalidade da Alma, Comunicabilidade dos Espíritos, Pluralidade dos Mundos Habitados e Reencarnação.

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Embora tenha formato de selo impresso, não é um selo postal oficial que foi emitido por um órgão postal. Chamado de “selo-etiqueta”, “selo-pôster”, “figurinha” ou “cinderela”, conhecido pela expressão inglesa “Label” (Cinderella), é um tipo de mini-cartaz criado para vários fins que, tanto pode advertir ou comemorar um produto ou evento, usado para propaganda e divulgação, como pode servir para arrecadar fundos, por exemplo. Abaixo, quatro selos-etiquetas descritas na sequência das imagens.

1. Fragmento de envelope com selo-etiqueta obliterada em 06/04/1961, com valor facial de Cr$ 20 (cruzeiros), o lado esquerdo mostra a efígie de Allan Kardec e o lado direito as inscrições: “Contribui pró-Construção do Sanatório Allan Kardec – Abrigo e tratamento de doentes mentais pobres”.

 

2. Selo-etiqueta datada de 1969, emitida pelo Grupo de Difusão Espírita “A Caminho da Luz”, Belo Horizonte – M.G. – Brasil, com inscrições em quatro frases: “Allan Kardec o abnegado codificador espírita / O Livro Espírita ampara o mundo / Testamento Kardequiano baseado em Jesus Cristo / Fora da caridade não há salvação”. Nota: O canto inferior direito traz a inscrição Sirdjan, que penso ser o artista.

 

3. Selo-etiqueta com a efígie de Allan Kardec no centro e as inscrições: “Codificação 1857”, “USE – Trabalho – Solidariedade – Tolerância”, “Unificação 1947” e “São Paulo – Brasil”. Emitida pela USE – União das Sociedades Espíritas de São Paulo, em 1947 – provavelmente em comemoração aos 90 anos de “O Livro dos Espíritos”.

 

4. Selo-etiqueta “IX Concentração das Mocidades Espíritas do Brasil Central e Estado de São Paulo, 29 a 31 março de 1956”, cuja imagem mostra as efígies de quatro espíritas: Allan Kardec (em cima, sobre o mapa de Goiás), Adolfo Bezerra de Menezes 1831-1900 (lado esquerdo, sobre os mapas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), Chico Xavier (embaixo, sobre o mapa de São Paulo) e Eurípedes Barsanulfo? (do lado direito, sobre o mapa de Minas Gerais).

Folhinha propaganda com espécie de selo personalizado, cuja borda inferior esquerda tem um pequeno senão, com as seguintes inscrições: “Confrade amigo: Auxilia a propagação da Doutrina, contribuindo, ao mesmo tempo, para a manutenção de uma casa de caridade: O Lar Espírita! | Eis o Selo da Confraternização para tua correspondência | Folha com 12 Fotografias Cr$ 1,00 | Pedidos para: União da Mocidade Espírita de Uberaba, Caixa Postal 64, Uberaba – Minas”. A peça foi selada e obliterada em Franca (SP) no dia 07/09/1956; adquirida de Cláudio por R$ 10 em 24/11/11.

Envelope timbrado da União Espírita Mineira, circulado da cidade de Belo Horizonte (MG) para o Rio de Janeiro, então Capital Federal, com “Selo da Codificação” pagando o porte e “selo-etiqueta” (ampliado ao lado) alusivo ao 1° Centenário da Codificação do Espiritismo, ambos obliterados com carimbo da agência, em 18/04/1957. É considerado incomum selo-etiqueta sobre envelope circulado...

Folhinha ou espécie de convite “Semana de Kardec” (27/09/64 a 03/10/1964), promovida pela Federação Espírita do Espírito Santo (ES), comemorando o 1º Centenário de O Evangelho Segundo o Espiritismo 1864-1964... atrás tem selo, carimbo e uma etiqueta; adquirido de Cláudio por R$ 8 em 24/11/11.

Abaixo (lado esquerdo da tela), cartão-postal da Federação Espírita Argentina: Confederacion Espiritista Argentina, Departamento de Defensa y Propaganda del Espiritismo, emitido por ocasião ao centenário do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864-1964), “1º Centenario del Libro, El Evangelio Segun el Espiritismo”. Do lado direito da tela, selo propaganda datado de 1969: “1869 AÑO del CENTENÁRIO de ALLAN KARDEC 1969”. Ambas imagens enviadas por Enio... Adquirido de Antonio (RS).

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“Não saiba sua mão esquerda o que dá a direita”
(texto recebido de Enio, em 07/11/06)

“Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. – Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. – Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; – a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará.” (Mateus, cap. VI, vv. 1 a 4)

Abaixo, trecho do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”

Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus.

Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz.

Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda! Foi por isso que Jesus declarou: “Os que fazem o bem ostentosamente já receberam sua recompensa.”

Com efeito, aquele que procura a sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já se pagou a si mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.

Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se há a modéstia real, também há a falsa modéstia, o simulacro da modéstia. Há pessoas que ocultam a mão que dá, tendo, porém, o cuidado de deixar aparecer um pedacinho, olhando em volta para verificar se alguém não o terá visto ocultá-la. Indigna paródia das máximas do Cristo!

Se os benfeitores orgulhosos são depreciados entre os homens, que não será perante Deus?

Tambám esses já receberam na Terra sua recompensa. Foram vistos; estão satisfeitos por terem sido vistos. É tudo o que terão. E qual poderá ser a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre aquele que os recebe, que lhe impõe, de certo modo, testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição, exaltando o preço dos sacrifícios a que se vota para beneficiá-lo?

Oh! Para esse, nem mesmo a recompensa terrestre existe, porquanto ele se vê privado da grata satisfação de ouvir bendizer-lhe do nome e é esse o primeiro castigo do seu orgulho. As lágrimas que seca por vaidade, em vez de subirem ao Céu, recaíram sobre o coração do aflito e o ulceraram. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor.

A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola.

Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar atá as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade.

Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço.

Eis o que significam estas palavras: “Não saiba a mão esquerda o que dá a direita”. Kardec, A. – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XIII, Itens 1 e 3.

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CEPA DA VIDEIRA

O “Livro dos Espíritos” contém a explicação sobre a única imagem utilizada por Allan Kardec: a cepa, tronco ou galho da videira, a qual foi desenhada pelos Espíritos... Trecho do Livro dos Espíritos:

“Porás no cabeçalho do livro a cepa que te desenhamos, porque é o emblema do trabalho do Criador. Nela, encontram-se reunidos todos os princípios materiais que melhor podem representar o corpo e o espírito. O corpo é a cepa; o espírito é o licor; a alma ou o espírito unido à matéria é o bago (cada fruto do cacho de uvas). O homem quintessência o espírito pelo trabalho e tu sabes que só mediante o trabalho do corpo que o espírito adquire conhecimentos.”

Como exemplo do desenho utilizado por Allan Kardec, a imagem (acima) mostra a cepa da videira. A videira é uma trepadeira vitácea cujos frutos, as uvas, dão, fermentados, o vinho. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos emitiu vários selos postais que, por motivos diversos, mostram a cepa da videira. Entre eles, apenas três selos são regulares, Recursos Econômicos Nacionais e Série Frutas, os outros são comemorativos. Neste trabalho, os selos regulares brasileiros que mostram a uva foram empregados de forma alusiva ao único desenho utilizado por Allan Kardec em toda sua obra espírita.

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Camille Flammarion (1842-1925), “o poeta das estrelas”
(aprendizado e informações recebidas de Enio, em 27/09/06)

Selo emitido pela França, em 07/04/1956, com valor facial de 18 francos, presta homenagem a Camille Flammarion, um dos maiores vultos do Espiritismo. Escritor e espírita atuante, contemporâneo de Kardec, além de astrônomo – o que lhe valeu a homenagem filatélica em questão.

www.phil-ouest.com/Timbre.php?Nom_timbre=Camille_Flammarion_1956

Astrônomo célebre, sábio e filósofo, o investigador francês é também famoso e respeitado autor espírita, dotado de “estilo encantador” (como se refere Léon Denis). Encarnado em Montigny le Roi (Haute-Marne), França, a uma hora do dia 26/02/1842 (nasceu de 7 meses).

A região da cidade onde nasceu teve uma grande influência romana; daí a razão de muitos dos seus habitantes terem nomes com essa origem. Camille é um deles (Flamma Orionis...). Era descendente de modesta família de lavradores. Aos 4 anos sabia ler.

Sua desencarnação ocorreu, aos 83 anos, em Juvisy-sur-Orge, França, tendo sido “inhumé dans son jardin”, no vasto Parque do Observatório, de Juvisy, no dia 04/06/1925. Com a sua desencarnação, sua esposa Madame Gabrielle Camille Flammarion (quando solteira, Gabrielle Renaudot, que era sua secretária) assumiu a direção do Observatório, desencarnando, porém, dois anos após.

Em 1858, com 16 anos de idade, Camille foi admitido como auxiliar no Observatório de Paris e fez parte do “Bureau des Longitudes”, como calculador. Desde muito jovem se deu a conhecer no mundo das letras com a notável obra “La Pluralité des Mondes Habités”, que escreveu aos 19 anos de idade.

Ele morou em Paris, na esquina da rua Cassini com a avenida do Observatório, a qual se ligou muito, pois foi onde morou por muito tempo, escreveu a maioria das obras que lhe deram fama e, depois de se casar, viveu com sua fiel companheira.

A sua mesa estava sempre coberta de cartas, que chegavam todos os dias, dos quatro extremos do mundo, e de provas para a sua Revista “L'Astronomie”, que fundara em 1882, e para o “Nouveau Dictionnaire Encyclopedique, etc.” Durante cerca de uma dezena de anos, Flammarion recebia, quase todas as semanas, extensas cartas de um senhor chamado Meret, de Burgos, que o felicitava.

– Flammarion, demasiado ocupado para responder a tal entusiasmo, contentava-se em dar-lhe graças de vez em quando, por um breve bilhete de recebimento. Flammarion já não se preocupava com o generoso Bordelés, quando, um dia, se apresentou um notário em seu domicílio, para anunciar-lhe que M. Meret, sentindo próximo o seu fim, e não tendo herdeiros, lhe legava totalmente – objetivando que a utilizasse para seus estúdios – a bela e vasta propriedade que possuía em Juvisy, e que se chamava, no país, o “castelo da corte de França...”

Em 1883, Flammarion fundou o Observatório Juvisy, que dirigiu durante toda a sua vida. Foi presidente da “Societé Astronomique de France” e professor do Príncipe Imperial. Em 1923, presidiu a “SPR - Society for Psychical Research”. Fez experiências, entre outras, com as médiuns Madame Girardin (na casa de Victor Hugo, em Jersey), Mademoiselle Huet e Eusápia Paladino.

O Imperador Pedro II, amante das ciências, foi visitar o astrônomo em seu retiro e plantou, com as suas próprias mãos, no parque, para perpetuar a memória de sua passagem, um pequeno cedro do Líbano, de cujo ato Flammarion, por sua vez, gravou em uma prancha de cobre, os detalhes desse acontecimento.

Espírita sincero e fervoroso, publicou muitas, muitas obras tanto na campo da astronomia, como romances plenos de ciência espiritualista... Suas obras são classificadas em 5 categorias: filosóficas, astronomia prática, ensinos de astronomia, ciências gerais e variedades.

Rendendo homenagem a Allan Kardec que desencarnara repentinamente no dia 31/03/1869, Flammarion, a convite da Direção da Sociedade Espírita de Paris, consigna no seu discurso para a posteridade que “Ele era o que eu denominarei o bom senso encarnado”, publicado posteriormente sob o título “Discours prononcé sur la tombe d'Allan Kardec”, por Didier et Cie. Paris, 1869, Imp. P. A. Bourdier, 24 pp; reeditado pela “Librairie Spirite”, com o título “Le Spiritisme et la Science”, Paris, 1869, “in” 8º dm, 24 pp, e incluída, por Pierre-Gaëtan Leymarie, em “Oeuvres Posthumes d'Allan Kardec” (Obras Póstumas) (RE – 1869, Maio; OP, Discurso pronunciado junto ao túmulo de Allan Kardec).

As obras de Flammarion foram traduzidas para grande número de idiomas e são referidas na “Revue Spirite”, que também publica seus artigos, relacionados a seguir:
1863 – Janeiro: Bibliografia – A Pluralidade dos Mundos Habitados
1863 – Abril: Os Espíritos e o Espiritismo
1864 – Janeiro: Variedade – Fontenelle e os Espíritos Batedores
1867 – Março: Notícias Bibliográficas – Lúmen – relato Extraterreno
1867 – Maio: Lúmen
1867 – Agosto: Notícias Bibliográficas – Deus na Natureza
1867 – Dezembro: O Homem antes da História – Ancianidade da Raça Humana
1869 – Maio: O Espiritismo e a Ciência
(Da Revista ICESP, ano 4, nº 14, 2º trimestre/2005 – autoria Dr. Paulo Toledo Machado)

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Última atualização: 24/11/2011.
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