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GIRAFAS “NATALINAS”

FESTA DO NASCIMENTO – NATAL

O Natal é uma das principais celebrações da Igreja Católica, comemora o nascimento de Jesus Cristo. Em tal festa, utiliza-se decorações natalinas, geralmente uma árvore ornada com os mais variados enfeites... Árvore enfeitada com girafas para o Natal de 2003!

Primeiramente é comemorado o Dia de São Nicolau no dia 6 de dezembro – data que marca a chegada do Papai Noel...

A figura do “Pai Natal” tem origem na história de São Nicolau, um santo especialmente querido pelos cristãos ortodoxos, russos em particular. Padroeiro da Rússia e da Grécia, parece que também é dos marinheiros e das noivas... O nome Papai Noel veio do francês, Père Noel, sendo Noel uma provável derivação da própria palavra Natal, que por sua vez deriva de Natalis dies, ou dia do nascimento. Já o nome inglês Santa Claus, de Klass, a forma reduzida de Niklass (Nicolau, em alemão e nos países de origem saxônica). Vários países associam a figura de Papai Noel a São Nicolau – Bispo em Myra, na Ásia, durante o século IV.

Depois comemora-se o dia 25 de dezembro em homenagem à data considerada de nascimento de Jesus Cristo, ocorrido na cidade de Belém, no Oriente Médio...

Os trágicos acontecimentos no Oriente Médio, atualmente, e especialmente o que diz respeito ao local onde, segundo os Evangelhos, nasceu Jesus, são motivos de grande preocupação para todos, crentes ou não. Referimo-nos a Belém...

No contexto geral recordamos que, por todo o mundo, há inúmeras localidades, de maior ou menor importância, consideradas sob o ponto de vista econômico ou populacional, chamadas Belém, todas com uma origem comum: a Belém da Cisjordânia...

São “Beléns” homônimas que, muito provavelmente, têm a mesma origem bíblica... Talvez, a mais famosa seja a Belém de Lisboa, em Portugal... A capital do Estado do Pará (PA), localizada na região norte do Brasil, também é chamada Belém... Belém também é uma pequena cidade localizada em Mandimba – um dos 15 distritos da Província do Niassa, na região norte da República de Moçambique...

Do lado esquerdo da tela, enfeite natalino de resina. Lado direito, outro enfeite natalino de resina (2002) que serve para pendurar na árvore de natal, por exemplo.

Dois enfeites natalinos de vidro do tipo bola de árvore de Natal, Made in Polônia.

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Lado esquerdo, cabeça de girafa (Número item: 99-053-A), da série Tesouros Eslavos de 1999. No centro, girafa figura (Número item: 01-423-A), da série Tesouros Eslavos de 2001.

Lado direito, girafa gigante (Número item: 02-1115), da série Tesouros Eslavos de 2002. Fonte: Slavic Treasures, da Polônia. Slavic Treasures – slavict@aol.com – www.slavictreasures.com.pl

Peças pintadas à mão em marfim, com detalhes em ouro 24, e nas cores azul e rosa. Ornamentos Lenox “boy e girl”, importados da China em 2002. Do lado direito, enfeite natalino de resina.

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FILATELIA NATALINA

— Celebração da Igreja Católica: “Girafas Natalinas”
Nascimento de Jesus Cristo ou Jesus de Nazaré / Festa / Arte Religiosa
Local de realização: Belém – Galileia
Data: 25 de dezembro do 1º ano de nossa era
“Artistas”: Maria e o Espírito Santo
Dimensões: Novo Testamento
Local de exposição atual: aqueles que praticam o Catolicismo e interessados

Selos natalinos com girafas (que conheço) por ordem de data de emissão: Botsuana (1970), Botsuana (1974), Mônaco (1978), Argentina (1989), Zâmbia (1994), África do Sul (1996), Gâmbia (1998)...

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Crônica escrita em 23/10/2005, por Sérgio Sakall.

Sim ou Não às Festas Natalinas?

Você acha que deveria ser proibida a “obrigação” e a comercialização das festas natalinas no Brasil?

Longe disso ser um referendo, penso que você julgará o resultado depois de ler as loucas estórias que escutei. Principalmente as da minha vizinha dona Neusa, pois de todas, elas merecem até um capítulo à parte.

Antes de tudo, quero confessar uma coisa para você: recebi a “missão” de escrever sobre as festas de fim de ano. Um “desafio” estava lançado: passar uma mensagem aos leitores.

Então, durante alguns dias, enquanto pensava no assunto, perguntava aos amigos e conhecidos sobre o tema. Se eles votariam sim ou não, isto é, se eles eram a favor ou contra a esse tipo de festa.

Natal, festas, férias. Família, comes e bebes, viagem. Todo ano é sempre, sempre a mesma coisa. Excluindo os anos em que aqueles parentes distantes, nem sempre queridos, resolvem se hospedar em nossa casa...

Não levando em consideração todo significado religioso (para os cristãos), na verdade é um tempo de estresse total! Sobretudo quando eu lembro da história da dona Neusa que é praticamente “obrigada”, ano após ano, a receber os vinte e cinco componentes da família de seu marido... Um horror!

E não pense que a sogra dela ou alguém a ajuda na limpeza do final da festa... Ah! Coitada. Todo o ano, já de madrugada, o meu vizinho leva os pais e os quatro irmãos dele para casa – do outro lado da cidade. Como o carro é pequeno, ela fica e, às altas horas, a dona Neusa já “enfrenta” a lida...

Mas campeão de reclamações não foram os sogros, não. Pasme: foram os cunhados! Afinal, quem não tem aquele cunhado ou cunhada quase insuportável de se aturar em uma festa de Natal?

A dona Neusa contou que no Natal de 1992, uma de suas cunhadas teve o capricho de embrulhar, separadamente, cada um dos dez maços de cigarros do único pacote que comprou. Justificou que o intuito era dar mais volume embaixo da árvore, além de agradar aos nove fumantes da turma.

Indignada, minha vizinha acrescentou:

– Pode uma coisa dessas? No mesmo ano em que ocorreu a ECO 92? Por isso que o dito fato gravou!

Em festas de fim de ano, escutei também que muita gente coloca embaixo da Árvore de Natal um “pacotinho” para o Totó da família. Assim como tem aqueles que são absolutamente contra tal atitude, alegando milhões de crianças que nem comida tem, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste de nosso país.

Quanto a preparar uma festa, não é nada fácil. Pelo contrário, é super cansativo. Da mesma forma é organizar uma viagem. Destino, passagens, malas, forma de pagamento, agradar a todos os envolvidos...

Mesmo para os que preferem comprar um pacote turístico, não é tão simples assim. No mínimo, é necessária uma boa programação, porque senão a viagem ficará para a próxima vez.

No sentimento e opinião da maioria, os comes e bebes venceu como quesito principal da festa de Natal, embora tenha sido motivo de discussões em algumas delas.

Tem a festa no trabalho (aquela mais abrangente que envolve toda a empresa), depois outra festa do emprego (a mais particular, com poucos escolhidos). Tem gente que comemora com os amigos ainda e, por fim, a festa da família – o grande final!

Ah! Tem o amigo-secreto! Nem sempre tão secreto assim, quem dirá amigo. Há casos registrados com boletim de ocorrência em festas desse tipo.

O que dizer sobre os presentes, então?

Bom, têm os presentes teóricos: aqueles que são politicamente corretos ou seguem uma linha meramente racional de se dar isso ou aquilo para fulano de tal. Têm os econômicos: não quero gastar muito para essa ou aquela pessoa. Existem os presentes de obrigação, os quais dispensam qualquer comentário. Também as lembrancinhas, aquelas compradas em lojas de um e noventa e nove.

Por outro lado, existem os presentes escolhidos e dados com amor, claro. Os quais parecem ser a minoria.

Um amigo me contou que o melhor Natal da vida dele foi quando passou em meio a um bando de jovens turistas, num albergue da juventude, em plena Ilha de Páscoa. Completou dizendo que essa ilha do Chile é a mais afrodisíaca ilha do mundo!

Na ocasião perguntei:

– Mas não será paradisíaca que você quis dizer? Ou então o quê há exatamente em tal ilha que aumentou o seu apetite sexual?

Ele sequer sabia a diferença entre as duas palavras, mas sem vergonha alguma foi logo dizendo quantos flertes aconteceram e que o lugar era o próprio paraíso sim. Disse que “ficou” com duas garotas do albergue, uma da Holanda e outra da República Tcheca, ambas alvas como as areias das duas únicas praias da ilha...

Entretanto, lamentou sua paixão por uma dançarina – um amor ardente que sentiu ao assistir um show de um grupo folclórico local. Ela, linda e enfeitada com colar de flores, que só falava a língua nativa rapanui, quando não estava dançando, desfilava o tempo todo pela ilha com o seu namorado, cujo tal era daquele tipo exibido “2x2” que só anda sem camisa...

– Mas você estava sozinho em pleno Natal? E a sua família? Ele me respondeu:

– Olha! A festa do Natal foi tão boa, mas tão boa, mas tão boa, e aquela gente de países e culturas tão diferentes foi uma experiência tão ímpar que eu nem me lembrei que tinha família.

É, parece que nem a sua frustrada paixão, aquela que o fez gastar quatro vezes com o ingresso para assistir ao show, o sucumbiu em relação ao seu melhor Natal. De qualquer forma, ele me pareceu um tanto desgarrado de laços familiares...

Por falar nisso, a maior queixa que escutei foi de muita, muita gente que lamentou a morte de alguma pessoa querida da família... Penso que é por essa razão que a maioria das pessoas não gosta, tampouco comemora as festas de fim de ano.

De fato, justamente nessa época (em que pensamos mais no significado natalino, sobretudo na família) a nossa mente, nosso subconsciente nos inclina às reminiscências, aos fatos e acontecimentos do passado.

Foi por unanimidade que cem por cento dos entrevistados já havia perdido alguém. Alguns, inclusive, perderam um ente querido durante essa época – o que não poderia ser mais triste.

Mas dizer o quê para toda essa gente? Parece que não existem palavras nessa hora e um buraco sem fim aparece bem no meio da conversa...

Mas a vida continua e a entrevista também.

A Cidinha, por exemplo, esposa do amigo Divino, falou mal por cinco horas, consecutivamente, de quase todos que ela conhecia. Disse que no Natal, as pessoas têm um jeito de se vestir “meio natalino”. Não entendi muito bem o que ela quis dizer, mas o pior foi não estar declaradamente incluso em sua lista. Não foi?

O senhor Antônio, amigo e grande colecionador de Heráldica e Flâmula, foi para os Estados Unidos no Natal de 2001, especificamente para adquirir objetos alusivos aos ataques terroristas de onze de setembro. Por fim, agregou em sua coleção várias peças que traziam o brasão do corpo de bombeiros daquelas terras e bandeirinhas patrióticas lançadas para marcar a tragédia...

Foi também próximo ao Natal do ano passado que ocorreu outro fato horrendo à humanidade: o tsunâmi. Tenho três tias, Adélia, Cecília e Helena, as quais passaram o vinte e cinco de Dezembro inteiro dentro da igreja rezando para as vítimas asiáticas...

Sim, mas voltando na dona Neusa, 1997 foi o ano em que o seu sobrinho de oito anos ganhou uma bola de basquete. Em poucos minutos e de uma só vez, a tal da bola quebrou mais da metade das peças do presépio, todo feito de porcelana italiana – herança de sua bisavó materna.

Isso foi lamentável. A coitada até chorou. Quase morreu naquele dia. Essa festa de Natal tinha um significado especial, pois é o ano que marca a terceira e última visita ao Brasil do Papa João Paulo II. Dona Neusa participou da missa campal no Aterro do Flamengo, ocorrida alguns meses antes.

Única viagem que realizou em toda sua vida, com ênfase, ela me contou que foi à cidade do Rio de Janeiro exclusivamente para ver Sua Santidade. Também que havia decorado toda a festa daquele ano com o tema “Mariano” – uma vez que ela era devota de Nossa Senhora, assim como o Papa.

Mas a pergunta, ainda, não quer calar:

– Afinal, você é contra ou a favor das festas de Natal?

Penso que a turma do “não”, desta vez e nessa pesquisa, vai compreender que a turma do “sim” venceu. Talvez, isso, promova a união, uma verdadeira reunião e a paz tão apropriada ao significado do Natal. Quiçá!

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Última atualização: 27/10/2009.
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