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APÓSTOLOS DE JESUS

Os Apóstolos (Apostle) foram escolhidos pelo próprio Jesus entre todos os seus discípulos para divulgar o Evangelho pelo mundo...

Foi na ordenação dos doze apóstolos que se deram os primeiros passos na organização da Igreja, que depois da partida de Cristo devia levar avante Sua obra na Terra... A respeito desta ordenação, diz o relato: “E subiu ao monte, e chamou para Si os que Ele quis; e vieram a Ele. E nomeou doze para que estivessem com Ele e os mandasse a pregar.” Mar. 3:13 e 14.

Primeiro, Simão, também chamado Pedro (príncipe dos apóstolos), e seu irmão André (primeiro pescador de homens); ambos mostrados na obra abaixo.

Tiago Maior (filho de Zebedeu) e João (o apóstolo bem-amado; Evangelista, autor do quarto Evangelho e do Apocalipse), seu irmão, Filipe (o místico helenista) e Bartolomeu (o viajante)...

Depois Tomé (o ascético) e Mateus (ou Levi, o publicano e Evangelista). Tiago Menor (filho de Alfeu), Judas Tadeu (o primo de Jesus), Simão Zelota (o Cananeu) e Judas Iscariotes, aquele que o traiu...

“O Chamado dos Apóstolos Pedro e André” – by Duccio di Buoninsegna

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I – Pedro ou Simão Pedro (Pietro / Peter) – “Príncipe dos Apóstolos” (29/06)

Simão Bar Jonas foi, por Jesus, mudado de nome por ter sido escolhido como chefe da cristandade aqui na terra:

“E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus” (Mt. 16: 18-19).

Ardoroso, impulsivo e líder pioneiro que se converteu na pedra angular da nova igreja do cordeiro...

Pedro era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu o Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor. Em princípio fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em sua morte por crucifixão.

O próprio Senhor o confirmou na fé após sua Ressurreição (da qual o Apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho, o que o tornou líder da primeira comunidade.

Pregou no dia de Pentecostes e selou seu apostololado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, morrendo em Roma, no império de Nero, que o crucificou de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor.

Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Etimologia: Português arcaico Pero. Do latim Petrus, masculino de Petra: “pedra, rocha rochedo”; em grego Pétros, masculino de Pétra, tradução do arameu keplá: “rocha, pedra”. Francês Pierre; italiano Pietro, Piero, Pier. Espanhol Pedro; alemão e inglês Peter.

Nota: Áries (iniciador – inspirador); ligado a Terra; alicérce do Catolicismo; dono das chaves; primeiro papa; sem cultura e tanto incrédulo; podendo ser análogo também ao signo de Touro... Pedro (Áries), João (Leão) e Tiago Maior (Sagitário) foram líderes espirituais da Igreja primitiva: os três tipos cooperativos dos signos de fogo.


II – André (Andrea / Andrew) – “Pescador de Homens” (30/11), santo padroeiro da Escócia e da Rússia

Irmão de Simão Pedro, André foi o primeiro a receber de Cristo esse título e a recrutar novos discípulos para o Mestre. André ocupa um lugar eminente no elenco dos apóstolos: os evangelistas Mateus e Lucas colocam-no no segundo lugar, logo depois de seu irmão Pedro.

O Evangelho menciona o apóstolo André outras três vezes, mas após a “Ascensão de Cristo”, a Escritura cala por completo o seu nome. A respeito de seu martírio, poucas são as informações corretas. A morte na cruz (uma cruz de braços iguais) é referida por uma Paixão apócrifa.

Pescador, no mar da Galileia, nasceu em Betsaida e residia em Cafarnaum, juntamente com São João Evangelista, no tempo de Jesus. De início, foi discípulo e teve por mestre São João Batista, que lhe indicou Jesus, às margens do Jordão, como o Cordeiro de Deus.

Com São João, começou a segui-lo, por isso André é reconhecido pela Liturgia como o “protocleto”, ou seja, o primeiro chamado: “Primeiro a escutar o apelo, ao Mestre, Pedro conduzes; possamos ao céu chegar, guiados por tuas luzes!”.

André levou seu irmão, Simão Pedro, para conhecer Jesus (Jo i, 41). Algum tempo depois, enquanto André e Simão Pedro lançavam redes ao mar, Jesus prometeu fazê-los pescadores de homens. Posteriormente, escolheu-os como apóstolos.

Em dois episódios do Evangelho aparece André ao lado do apóstolo S. Filipe, que também procedia de Betsaida. Quando da primeira multiplicacão dos pães, depois de Filipe responder à pergunta de Cristo sobre alimento, André informou que um jovem tinha cinco pães e dois peixes. E pouco depois da Paixão, encontrando-se em Jerusalém, os dois apóstolos apresentaram a Jesus alguns gregos que desejavam vê-lo.

Cita-se também André entre os que interrogaram Jesus Cristo acerca da destruição do templo. O historiador Eusébio diz que evangelizou a Cítia e outros autores mencionam diversas regiões em que também esteve.

Diz-se que morreu crucificado em uma cruz em forma de X. Daí denominar-se cruz de Santo André a esse tipo de cruz. Suas relíquias veneram-se na catedral de Amalfi... Sua cabeça, que estava em S. Pedro de Roma, foi devolvida a Patrai pelo papa Paulo VI (1964).

Santo André se expressa no Evangelho como “ponte do Salvador”, porque é ele que se colocou entre Pedro e Jesus, o menino do milagre da multiplicação de Cristo e por fim entre os gentios e Jesus Cristo. Conta-nos a tradição que depois do batismo no Espírito Santo em Pentecostes, Santo André teria ido pregar o Evangelho na região dos mares Cáspio e Negro.

Apóstolo da coragem e alegria Santo André foi fundador das igrejas na Acaia, onde testemunhou Jesus com o seu próprio sangue, já que foi martirizado numa cruz em forma de X, a qual recebeu do Santo este elogio: “Salve santa Cruz, tão desejada, tão amada. Tira-me do meio dos homens e entrega-me ao meu Mestre e Senhor, para que eu de ti receba o que por ti me salvou!”.

Etimologia: Grego: Andréas, derivado de Andreios: “varonil, viril, robusto, másculo”. Português arcaico Andreu. Feminino: Andrea, Andreia, Andrelina. Espanhol Andrés.

Nota: Câncer (iniciador – simpático) caseiro, seguidor de João Batista; seu primeiro pensamento ao descobrir o Messias, foi correr rápido em busca de seu irmão Simão; podendo ser análogo também ao signo de Áries, pois sua cabeça é relíquia...


III – Tiago Maior (Giacomo Maggiore / James The Greater) – “Símbolo da Peregrinação – Filho do Trovão” (25/07)

Santiago Maior era pescador, filho de Zebedeu e de Salomé, irmão mais velho do evangelista João (irmão do “leonino”). Estava com o irmão nas margens do lago Genesaré, quando Jesus os chamou.

Foi o primeiro evangelizador da Espanha. Para revigorar esta tradição, no século IX o bispo Teodomiro de Iria afirmou ter reencontrado as relíquias do apóstolo e desde aquela época, a cidade de Iria, que tomou o nome de Santiago de Compostela, tornou-se a meta preferida de todos os peregrinos da Europa. Parece que foi primo consanguíneo de Cristo...

Etimologia: Nome aportuguesado, resultante de Santiago, como se existissem os elementos São Tiago. Outrora: Thiago.

Nota: Sagitário (mutável – inspirador). Pedro (Áries), João (Leão) e Tiago Maior (Sagitário) foram líderes espirituais da Igreja primitiva: os três tipos cooperativos dos signos de fogo.


IV – João Evangelista (Giovanni / John) – “4º Evangelista – Filho do Trovão” (27/12), Animal-símbolo: águia.
Outras datas comemorativas: 24/06 (nascimento) e 29/08 (morte)

São João, apóstolo e evangelista, irmão de Tiago Maior, ambos pescadores, originário de Batsaida, foram apelidados por Cristo como os “Filhos do Trovão”. O mais novo, querido e mais amado dos apóstolos, João ocupa lugar de destaque entre eles.

É o autor do quarto Evangelho e um dos mais belos livros da Bíblia: o Apocalipse. É o homem da elevação espiritual, mais inclinado à contemplação que à ação. Está entre os mais íntimos de Jesus e aparece representado por Michelângelo, na cúpula da Basílica São Pedro, em Roma, pela imagem da águia.

Está ao lado de Jesus na hora da ceia, durante o processo e é o único, entre os apóstolos, que assiste a morte do Mestre, ao lado de Nossa Senhora. É perseguido e degradado para a ilha de Patmos, onde escreve o livro do Apocalipse.

Sob o imperador Domiciano foi colocado dentro de uma caldeira de óleo fervendo, mas saiu ileso. Conforme a tradição, viveu e morreu em Éfeso, onde foi sepultado.

No Apocalipse, que significa revelação, portanto, uma mensagem reveladora foi escrita pelo apóstolo João. O livro procura revelar o mistério do que está acontecendo e do que vai acontecer: Deus vai agir na história, julgando e destruindo o mal, para implantar definitivamente o seu reino.

São João escreve o livro em um tempo de opressão e perseguição e, por isso, faz uso de imagens, símbolos, figuras e números misteriosos. Os símbolos são tirados do Antigo Testamento, pelo autor. Um anjo é enviado ao servo João e lhe mostra, através de sinais, o testamento de Deus:

João viu sete candelabros de ouro. No meio deles estava um filho de homem, vestindo longa túnica; no peito, um cinto de ouro; cabelos brancos feito lã, os olhos pareciam uma chama de fogo, cor de brasa; na mão direita ele tinha sete estrelas, representando os anjos das sete igrejas; de sua boca saía uma espada afiada, e o seu rosto era como o sol. Obs.: o número sete é simbólico e indica totalidade, plenitude.

No Apocalipse de João, Jesus é o único mediador entre Deus e as comunidades: é Sacerdote (túnica), Rei (cinto de ouro), Divino (cabelos brancos), tem a ciência de Deus para penetrar (olhos de fogo), é firme (pés de bronze) e Poderoso (voz como as águas).

Etimologia: Do hebraico: Iehohanan, Iohanan: “Javé (ieho) é cheio de graça (hanan)”. Ou “Javé é misericordioso”. Outros: “Javé deu, presenteou”. Grego Ioánnes; latim Jo(h)annes; italiano Giovanni; espanhol Juan; francês Jean; inglês John; alemão Johann; húngaro János; russo Iwan, checo Jan.

Nota: Leão (fixo – inspirador). Pedro (Áries), João (Leão) e Tiago Maior (Sagitário) foram líderes espirituais da Igreja primitiva: os três tipos cooperativos dos signos de fogo.


V – Felipe (Filippo / Philip) – “Amigo de cavalos” (03/05)

Os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas falam de Filipe somente o nome e o lugar de origem: Betsaida. João nos oferece maiores particularidades sobre a personalidade de Filipe, apresentando-o como grande amigo do apóstolo Bartolomeu.

Na última ceia Jesus fala aos apóstolos do profundo Mistério da Trindade, o pobre Filipe fica abismado e permanece atônito quanto ao Mistério da Trindade...

O resto de sua vida não consta em nenhum relato, assim como a sua morte. A tradição mais comum afirma que Filipe morreu crucificado aos 87 anos, em Gerápolis, no tempo do imperador Domiciano.

As suas relíquias teriam sido transportadas à Roma e colocadas juntas com as de São Tiago Menor, na igreja dos santos Apóstolos. Este seria o motivo pelo qual a Igreja latina festeja os dois apóstolos no mesmo dia...

Etimologia: Felipe ou Filipo. Grego Philippos, amigo (philos) de cavalos (hipos). Francês antigo Filipe, com e final, veio pelo espanhol em documentos portugueses do séc. 17, 18: Felipo. Em Camões, Felipe e Filipo (I, 75, VII 54). Italiano Filippo; francês Philippe; espanhol Felipe e inglês Philip.

Nota: Virgem (mutável – materialista) sempre preciso, calculador, inquisitivo e prático...


VI – Bartolomeu (Bartolomeo / Bartholomew) – “” (24/08)

São João o trata por Natanael ou Nataniel – do hebraico: “Deus (El) deu (nathan)”, outras formas: Ithanael; italiano Nataniele.

Foi apresentado a Jesus pelo apóstolo Filipe. Nasceu em Caná, a 14 quilômetros de Nazaré. Foi visto pelo mestre sob uma figueira (descansava embaixo de uma árvore). De suas atividades apostólicas não há notícias certas.

Pregou na Índia e converteu muitos homens... Essas conversões provocaram uma enorme inveja nos sacerdotes locais, que conseguiram a ordem de tirar a pele de Bartolomeu e depois decapitá-lo.

Etimologia: Do arameu, quer dizer: “filho (bar) de Tolomeu (Tholmal ou Talmai)”. Em hebraico: Tholmai ou Tholomai: “arado, sulco, agricultor”. Outros: “filho que suspende as águas”. Espanhol Bartolomé; francês Barthélemy; italiano Bartolomeo.

Nota: Libra (iniciador – intelectual), o inocentemente puro, “em quem não há dolo” (culpa). O evangelista persuasivo e de tato; arrancaram a sua pele...


VII – Tomé (Tommaso / Thomas) – “O incrédulo” (03/07)

O apóstolo Tomé ou Tomás, a quem obstinadamente fazemos a injustiça de chamá-lo de incrédulo, se despede do Evangelho com um breve e alto grito de fé: “Meu Senhor é meu Deus!” – Foi o primeiro a reconhecer Jesus como Deus!

Ninguém até aquele momento, nem mesmo Pedro e João, havia pronunciado a palavra Deus dirigindo-se a Jesus.

Tomé entra no Evangelho quase inobservado. As primeiras palavras que pronuncia são de desconforto. A segunda intervenção, deixa transparecer também melancolia. Foi em resposta a Tomé que Jesus nos introduz ao mistério trinitário: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se vocês me conhecem, conhecerão também meu Pai...”

São Tomé era israelita. Seu nome consta na lista dos quatro evangelistas. O Evangelho de São João dá-lhe grande destaque. Em João 11,16, ele incita os discípulos a seguir Jesus e a morrer com ele na Judeia: “Tomé, chamado Dídimo, disse então aos discípulos: Vamos também nós, para morrermos com ele!”.

É ele quem pergunta a Jesus, durante a Última Ceia, sobre o caminho que conduz ao Pai: “Tomé lhe diz: 'Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?' Diz-lhe Jesus: 'Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim'” (João 14, 5-6).

Tomé encontrou Jesus ressuscitado (João 21, 2). Temperamento audacioso e cheio de generosidade, percorreu as etapas da fé e professou que Jesus era realmente Deus e Senhor.

Oito dias depois, achavam-se os discípulos, de novo, dentro de casa, e Tomé com eles. Jesus veio, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco!”.

Disse depois a Tomé: “Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” Respondeu-lhe Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!” (João 20, 26-28).

Etimologia: Do aramaico: Ta’ma, To’ma: “gêmeos”. Cp. Geminiano, Dídimo. fem.: Tomea (doc. do séc. XVI).

Nota: Escorpião (fixo – simpático) o céptico desconfiado, mas decidido e valoroso. Outra citação: Tomé é um céptico virginiano que só crê em si mesmo e nas suas impressões. Colocou o dedo nas chagas; geralmente o achamos incrédulo, entretanto foi bastante crente...


VIII – Mateus (Matteo / Matthew) – “1º Evangelista – O coletor de impostos, Levi” (21/09)

Também chamado Levi pelos demais evangelistas, era coletor de impostos, político e o único com autoridade na sede governamental de Roma.

Foi Judas Escariotes, porém, e não Mateus que teve o encargo de caixa da pequena comunidade apostólica. Mateus deixa o dinheiro para seguir o Mestre, enquanto Judas o trai por trinta moedas.

Da atividade de São Mateus após o Pentecostes, conhecemos somente as admiráveis páginas do seu Evangelho. Uma tradição antiga recorda que Mateus, como chefe missionário, não teria comparecido diante dos juízes para dar testemunho.

Outras fontes, menos verídicas, difundem-se na narração dos sofrimentos e do martírio de São Mateus, apedrejado, queimado e decapitado na Etiópia, de onde as relíquias do santo teriam sido transportadas, primeiro para Paestum e depois, no século X para Salermo, onde até hoje se encontram.

A Ordem é o Sacramento onde Deus nos chama a sermos verdadeiros apóstolos. Na Bíblia podemos ver os inúmeros chamados de Jesus: “Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, que estava sentado no posto do pagamento das taxas, Disse-lhes: 'Segue-me'. O homem levantou-se e o seguiu” (Mt 9,9).

Portanto, Jesus, com uma só palavra consegue levar Mateus, um homem pagão e rico, ao sacerdócio (sacer = sagrado; dócio = Dom).

Etimologia: Do hebraico, o mesmo que Matias ou Matatias, “presente (mathath) de Javé (Iah)” ou “dom de Deus”. Do latim Matthaeus, Mathesius; espanhol Mateo; francês Mathieu; italiano Mateo.

Nota: Capricórnio (iniciador – materialista).


IX – Tiago Menor (Giacomo Minore / James The Lesser) – “” (03/05)

São Tiago, que o evangelista Marcos chamou de “o Menor” para distingui-lo de Tiago, irmão de João, entra em cena como bispo de Jerusalém, após o martírio de Tiago, o Maior, no ano de 42, e após o afastamento de Pedro de Jerusalém.

A sua imagem austera sobressai pela Epístola que dirigiu, como uma encíclica, a todas as comunidades cristãs. Leem-se aí fortes expressões que a distância de dezenove séculos não fez perder sua perene atualidade.

Sobre sua morte, há poucas informações. Entre as mais consideráveis, aquelas do historiador hebreu José Flávio, segundo o qual o apóstolo teria sido condenado ao apedrejamento no ano 61 ou 62.

As relíquias de Felipe teriam sido transportadas à Roma e colocadas juntas com as de São Tiago Menor, na igreja dos santos Apóstolos. Este seria o motivo pelo qual a Igreja latina festeja os dois apóstolos no mesmo dia...

Etimologia: Aportuguesado, resultante de Santiago, como se existissem os elementos São Tiago. Outrora: Thiago.

Nota: Gêmeos (mutável – intelectual) lento em aceitar a autenticidade do Messias, chegou a ser um eloquente pregador da Igreja em Jerusalém e ativo evangelista e exortador. Sobressai pela epístola que escreveu; entra em cena após a morte de outros...


X – Judas Tadeu (Giuda Taddeo / Thaddeus) – “Primo do Jesus” (28/10)

Irmão de Tiago Menor, agricultor, portanto parente consanguíneo de Jesus, era chamado também “Irmão do Senhor”. Nasceu na Galileia e seu pai era irmão de São José. Sua mãe, Maria Cleófas, era prima-irmã de Maria Santíssima.

Judas Tadeu foi um dos mais fervorosos apóstolos. Pregou a fé no meio dos maiores sofrimentos e perseguições, na Judeia, Samaria, Idumeia e, principalmente, na Mesopotâmia. Conforme os textos apócrifos, Judas Tadeu teria sido esposo nas núpcias de Caná (bodas de Caná) e isto explica a presença de Maria e de Jesus naquela realização...

Etimologia: Do siríaco, quer dizer: “o amável, o amoroso”. Sobrenome italiano Taddei, “do Taddeo”. Masculino de Tadea ou Tadeia.

Nota: Aquário (fixo – intelectual) que pensava na sorte dos camponeses e buscava melhores condições de vida e trabalho para as massas; e que perguntou a Jesus, na Última Ceia, sobre como se manifestaria em sua volta. Sua ligação de família é muito citada...


XI – Simão Zelota (Simone Zelota / Simon) – “O Cananeu” (28/10)

Nome dado por Lia, esposa de Jacó, porque Deus ouviu o seu pedido (Gênese 29: 33). São Simão é o mais desconhecido dos apóstolos. A seu respeito, a Sagrada Escritura conserva somente o nome.

Para distingui-lo de Pedro, os evangelistas Mateus e Marcos lhe deram o sobrenome de Zelota ou Cananeu. O apelido pode significar tanto a cidade de origem – Caná, como a sua participação no partido dos zelotes, ou conservadores das tradições hebraicas.

Como os outros apóstolos, também Simão percorreu os caminhos do Evangelho. Segundo uma notícia de Egesipo, o apóstolo teria sofrido o martírio durante o império de Trajano, em 107, já com a avançada idade de 120 anos.

Certamente Simão teria pertencido ao partido radical e nacionalista dos zelotes, opositores intransigentes do domínio romano na Palestina.

Quanto a Judas, chamado Tadeu, sabemos pelo Evangelho que na Última Ceia perguntou a Jesus: “'Senhor, por que te manifestarás à nós e não ao mundo?' Respondeu-lhe Jesus: 'Se alguém me ama, guardará minha palavra e o meu Pai o amará, e a ele viremos e nele estabeleceremos morada. Quem não me ama não guarda minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou”.

Etimologia: Abreviatura de Simeão, do hebraico “Shimeun (dádiva da) atenção, do ouvir; o escutado”. Do francês Simon, feminino de Simone; espanhol Simón; italiano Simeone.

Nota: Touro (fixo – materialista) o dogmático, fanático decidido; ocupado com a propriedade e as finanças, se rebelou contra a cobrança de impostos e recebeu de Jesus a advertência de dar a Cesar o que é de César. Atenção do ouvir e ser ouvido; preocupado com os outros; o mais desconhecido; participou de um partido; longevidade, aquele que morreu velho; podendo ser análogo também ao signo de Capricórnio...


XII – Judas Iscariotes (Giuda) – “O traidor” (sábado anterior ao domingo de Páscoa, entre 22 de março e 25 de abril)

Judas Iscariotes ou Escariotes, aquele que o traiu por trinta moedas de ouro; quando sucumbiu ante a tentação, sofreu fortes remorsos; arrependido se matou...

Etimologia: Judas = lat. Judas, do grego Louda(s) = Judá.

Nota: Peixes (mutável – simpático).

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Ao pintar a famosa obra “Santa Ceia”, também conhecida por “A Última Ceia” ou em italiano “Ultima Cena” (Schema del Cenacolo Vinciano), Leonardo da Vinci retratou cada um dos 12 Apóstolos de Cristo...

Esta obra quase desapareceu pelo uso de suas inovações na preparação do afresco... Feita em 1497 ou 1498, com 460 × 880 metros, para o refeitório do Convento de Santa Maria delle Grazie (www.cenacolovinciano.it), está localizada na Piazza Santa Maria delle Grazie 2, em Milão (Milano) – Itália.

A imagem abaixo retrata uma cópia da obra original, a qual é bastante similar... só que na pintura original a parte que mostra os pés de Cristo não existe mais devido a uma porta que costruíram no local a séculos atrás... Nota: Para ver essa obra é necessário agendar a visita. Tive a oportunidade de contemplar a obra em 31/07/07, às 9 horas da manhã.

A relação dos 12 signos com os Apóstolos de Cristo, encontra-se na Enciclopédia Astrológica de Nicholas Devore (Ed. Kier, Buenos Aires). Abaixo (da esquerda para à direita), os nomes dos 12 Apóstolos em poses análogas às atitudes de cada signo:

Bartolomeu (Libra)
Tiago Menor (Gêmeos)
André (Câncer)
Judas Iscariotes (Peixes)
Pedro (Áries)
João Evangelista (Leão)
– Jesus Cristo
Tomé (Escorpião)
Tiago Maior (Sagitário)
Filipe (Virgem)
Mateus (Capricórnio)
Judas Tadeu (Aquário)
Simão Zelota (Touro)
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EVANGELISTAS

Na ordem tradicional do Novo Testamento, os autores dos quatro Evangelhos aparecem: Mateus (também Apóstolo), Marcos, Lucas e João (também Apóstolo de Jesus Cristo).

SÃO MARCOS () – “2º Evangelista” (25/04), Animal-símbolo: leão.

Nota: na simbologia, particularmente com o Leão de São Marcos, escolhido pelo evangelista São Marcos (tal como o foram a águia e o touro alado por São João e por São Lucas), o leão é símbolo das forças divinas... Sua imagem, aureolada e alada, apoia a pata anterior direita sobre as Santas Escrituras... O Livro do Evangelho é representado aberto em tempo de paz, fechado em tempo de guerra...

Nota: O selo 700 anos do nascimento de Marco Polo mostra o Leão de St. Marcos (Veneza) e o Dragão da China...

SÃO LUCAS () – “3º Evangelista” (18/10), Animal-símbolo: touro alado.

São Lucas, evangelista, nasceu provavelmente em Antioquia. Foi amigo e companheiro de São Paulo, apóstolo, na tarefa da propagação do Evangelho de Jesus Cristo. Pertencente a uma família pagã, Lucas se converteu ao cristianismo. Segundo São Paulo, era médico: Saúdam-vos, Lucas, o médico amado e Demas (Colossenses 4,14). Lucas, entretanto, é mais conhecido como aquele que escreveu o terceiro Evangelho. Segundo a tradição, escreveu seu Evangelho por volta do ano 70. É o mais teólogo dos evangelistas sinóticos (Mateus, Marcos). Ele nos apresenta uma visão completa do mistério da vida, da morte e da ressurreição de Cristo. Embora escrevesse mais para os gregos do que para os judeus, seu Evangelho dirige-se à todos os homens. Mostra, com isto, que a salvação que Jesus de Nazaré veio trazer dirige-se à todos os homens. É uma mensagem universal: o Filho do homem veio para procurar e salvar o que estava perdido (Lucas 19,10). De acordo com ele, Jesus é o amigo dos pecadores; é o consolador dos que sofrem. A vinda de Jesus é causa de grande alegria. O Evangelho de Lucas propõe-se como regra de vida não somente para a pessoa em si, mas para toda a comunidade. Daí o seu cunho social.

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SÃO BENTO (Benedict) – “” (11/07)

São Bento, nascido em Núrsia, por volta de 480, é grande figura bíblica de inabalável demonstração de fé. Seguiu a disciplina monástica, nas abadias e casas beneditinas, onde em silêncio e na solidão, busca-se atingir profunda comunhão com Deus.

O Mosteiro de São Bento de São Paulo (mosteiro.org.br), de C.N.P.J. 61.018.750/0001-85, está localizado no Largo de São Bento, s/nº (em frente a estação São Bento do Metrô), na região central da capital de São Paulo. A construção substituiu o local que abrigou, no século XVI, a taba (residência) do primeiro casal a habitar as terras paulistanas... Isto é, origina de uma modesta capela construída por Frei Mauro Teixeira, em 14/07/1598.

Abaixo, selo postal emitido em 10/07/1998 alusivo aos “400 Anos do Mosteiro de São Bento de São Paulo”, com valor facial de R$ 0,22 centavos, mostra a imagem do santo e a fachada do Mosteiro. Picotagem: 11½ × 12. Tiragem: 1.800.000 selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê gomado. Scott: 2681. Michel: 2879. RHM: C-2142. Nota: Outro selo.

Entre os grandes caciques na época de colonização está o índio Tibiriçá (chefe da nação indígena tupi) – primeiro índio a ser catequizado pelo padre José de Anchieta, convertido e batizado sob o nome cristão Martim Afonso, em homenagem ao fundador de São Vicente. Teve muitos filhos com a índia Potira, entre os quais a índia Bartira (conhecida também por Mbicy ou Isabel Dias), que viria a ser mulher do português João Ramalho, de quem era grande amigo. Parece que o nome Bartira vem de ibotí, mbotyra, potira e significa flor... Em 1554, Tibiriçá acompanhou Manuel da Nóbrega e Anchieta na obra da fundação de São Paulo, estabelecendo-se no local onde, hoje, encontra-se o Mosteiro de São Bento. Seus restos mortais encontram-se na cripta da Catedral da Sé.

O Mosteiro é um complexo que compreende a abadia dos monges beneditinos, a Basílica de Nossa Senhora da Assunção (Igreja de São Bento) e o tradicional Colégio de São Bento. Sua atual igreja foi reedificada algumas vezes... A segunda, de 1650, teve como benfeitor o bandeirante Fernão Dias Paes conhecido como “caçador de esmeraldas” – seu corpo encontra-se sepultado na igreja, junto à sua esposa. A Basílica atual data de uma construção entre 1911 e 1922, e é a terceira igreja construída neste local.

A Igreja tem grandes imagens dispostas em pedestais nas paredes que representam os 12 Apóstolos, cujas obras são do escultor belga A. van Emelen. São 7 apóstolos do lado direito: Simão, Mateus, Filipe, Tiago Maior, Tomé, João Evangelista e Paulo (São Paulo não foi um dos 12 Apóstolos e está no “lugar” de Judas Iscariotes) e 5 do lado esquerdo: Judas Tadeu, Bartolomeu, Tiago Menor, André e Pedro.

A Igreja possui mais de 30 imagens de Nossa Senhora em pintura ou escultura. A mais célebre de todas é a escultura de Nossa Senhora de Kasperovskaia ou Virgem de Kasperovo, datada de 1893, o chamado ícone russo da coluna, foi trazida por refugiados russos e é incrustada com rubis, turquesas e seis mil pérolas negras. Combinando estilo eclético e elementos neogóticos, adquirindo um estilo próximo ao ecletismo germânico. As numerosas peças ornamentais como pinturas, esculturas e vitrais são magníficos exemplares do estilo barroco, datadas de 1777.

Atualmente, missas e liturgias acompanhadas por canções gregorianas são celebradas no templo. Música monofônica composta com palavras em latim, vindas dos textos sagrados, as melodias gregorianas favorecem o crescimento espiritual e o equilíbrio do indivíduo, através de sua aura de mistério e magia. O mosteiro possui um órgão tubular Walcker, um dos mais antigos instrumentos musicais do mundo. O Festival Internacional São Bento de Órgão tem inúmeras apresentações.

O domingo no Mosteiro de São Bento é bastante movimentado por conta da Missa das 10 horas. Sempre lotada, a Missa tem como ponto alto a beleza eucarística, embalada com cantos gregorianos acompanhados pelo grande órgão da Basílica. No segundo e no último domingo de cada mês a movimentação aumenta, pois o Mosteiro abre as portas de seu refeitório monástico para servir o brunch – uma espécie de refeição matinal – onde são servidas sofisticadas iguarias dos monges e da gastronomia de grandes chefes de cozinha de São Paulo.

Para participar do Brunch no Mosteiro de São Bento, mais conhecido por Brunch do Mosteiro, é necessário falar com Silvia Moreira através do telefone (11) 2440-7837 ou por e-mail (brunchnomosteiro@multiplaeventos.com.br), da empresa Múltipla Eventos & Comunicação (multiplaeventos.com.br). Não há lugar demarcado na Igreja e recomenda-se chegar meia hora antes do início da Missa para conseguir sentar. Ápos a Missa, em dia de brunch, a Múltipla Eventos agrega alguma atividade cultural na programação do Brunch do Mosteiro, como exposições, dança etc. O brunch tem início por volta do meio-dia e durante esse período, além de poder comprar pães e bolos da Padaria do Mosteiro, pode-se fazer uma visitação interna e guiada por um dos monges a alguns pontos do Mosteiro. Geralmente os participantes são divididos em duas turmas por horários: às 13h35 (a preferência é para quem está sentado do lado esquerdo do salão) e às 14h15 (ao contrário, a preferência é para quem está sentado do outro lado do salão).


1ª participação: Em 11/08/2011 fiz o cadastro no mailing da Múltipla Eventos para adquirir os ingressos. No dia 06/02/2012, fui informado sobre vagas e fiz reserva de 4 lugares. No dia seguinte recebi (brunch@mosteiro.org.br) o boleto referente a compra de 4 ingressos (120212). Junto aos nomes dos participantes enviei o comprovante de pagamento para o financeiro (financeirobrunch@uol.com.br). Na quinta-feira, dia 9, recebi a programação detalhada sobre o evento... Enfim, no dia 12/02/2012, Marcos, seus pais e eu chegamos cedo, cerca de uma hora antes. 2ª participação.


SÃO PAULO (Paul) – “Evangelista, Apóstolo dos Gentios”
É celebrado nos dias 25/01 (dia da sua conversão e da fundação da cidade de São Paulo) e 29/06 (dia de sua morte).

O apóstolo dos gentios não foi testemunha ocular de Jesus Cristo, mas convertido através de visões do Jesus ressuscitado, tornou-se um dos mais ardentes apóstolos do Cristianismo.

Paulo de Tarso, que não conheceu Cristo, tinha como nome, antes da conversão, Saulo ou Saul, era cidadão romano (apesar de ser judeu), natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes Mestres da Lei da época.

Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar muitos cristãos em nome de Roma até se converter e tornar-se o maior teórico do Cristianismo. Converteu-se à Fé Cristã no caminho de Damasco (Atos, 9: 1-9), quando o próprio Senhor lhe apareceu e o chamou para o apostololado.

Recebeu o Batismo e preparou-se para o Ministério, sendo grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.

Foi ele quem lançou as bases da evangelização no mundo helênico, fundando numerosas comunidades e percorrendo toda a Ásia Menor, a Grécia, Roma, e Jerusalém, dentre outras regiões, anunciando o Evangelho de Jesus Cristo crucificado, morto e ressuscitado pelo poder de Deus.

São Paulo foi o primeiro a elaborar uma teologia cristã. Ao lado dos Evangelhos, suas epístolas são as fontes de todo o pensamento e de toda a vida mística cristã. Isto o coloca num lugar de destaque entre os maiores pensadores da história do cristianismo.

São Paulo era um homem de fortes paixões e de grande poder de liderança e de organização. É a figura mais cosmopolita de toda a Bíblia. Segundo os estudiosos, Paulo era um homem da cidade, e em nenhum lugar de seus escritos mostra qualquer mentalidade ou interesse pela vida rural ou pela vila.

Ele diz de si mesmo: “Eu trabalhei mais que todos os apóstolos...”, mas também: “Eu sou o menor dos apóstolos... não sou digno de ser chamado apóstolo”. Foi, em Roma, decapitado com São Pedro, no ano de 66 ou 67, pelo imperador Juliano, o apóstata.

Os Santos Apóstolos Pedro e Paulo – são considerados “os cabeças dos Apóstolos”, por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.

Etimologia: Do latim Paulus, Paullus: “pequeno”. Compare os adjetivos paulus e paucus. A forma latina com dois “ll” é um diminutivo expressivo ou afetivo. Os romanos usavam-no muito como sobrenome.


SÃO BARNABÉ () – “” (11/06)

Natural da ilha de Chipre, como São Paulo Apóstolo, foi discípulo de Gamaliel: “José, a quem os apóstolos haviam dado o cognome de Barnabé, que quer dizer 'filho da consolação', era um levita originário de Chipre. Sendo proprietário de um campo, vendeu-o e trouxe o dinheiro, depositando-o aos pés dos apóstolos” (Atos dos Apóstolos 4,36-37).

Foi São Barnabé quem convenceu a comunidade de Jerusalém a receber o temível perseguidor dos cristãos, Paulo de Tarso, como discípulo, levando-o como colaborador seu à Antióquia. Barnabé e Paulo foram escolhidos pelos profetas e doutores de Antioquia para anunciar o Evangelho aos gentios ainda não convertidos à fé cristã.

Paulo, Barnabé e João Marcos, seu primo, partiram, então, para Chipre, Perge, Antioquia da Pisídia e cidades da Licaônia. Barnabé participou do Concílio de Jerusalém. Desentendeu-se com Paulo e dele se separou, tomando rumo diferente...


Ascensão de Cristo

1 – Guiado pelo Espírito Santo, Cristo é levado aos céus, que se rasga numa luminosidade intensa. Seis anjos querubins trazem consigo os objetos da paixão: a coroa de espinhos, os cravos, o falso cetro e a tabuleta onde se lê: INRI (Jesus de Nazaré Reis dos Judeus).
2 – André, irmão de Pedro, conhecido como o pescador de homens, aparece sentado, abarrotado de peixes. Ao seu lado, Verônica, exibe o linho impregnado com o sangue de Cristo. Apoiado num cajado, Filipe observa a cena, enquanto o amigo Bartolomeu, à direita, segura um galho de figueira.
3 – Maria Santíssima ostenta o sudário com o qual Jesus foi enterrado. Ela nos observa com expressão misericordiosa, cheia de compaixão. Tiago Maior, primo consanguíneo de Cristo, segura entre os dedos uma das trinta moedas de ouro, fruto da traição de Judas. Ao lado, seu irmão João, o mais novo e querido dos apóstolos, se faz retratar empunhando pergaminho e pena, com os quais redigirá, anos mais tarde, um dos mais belos livros da Bíblia: Apocalipse.
4 – Tomé, o mais incrédulo dos apóstolos, demonstra ser o único a ver o espectro da cruz. Pedro, em primeiro plano, sustenta na mão esquerda as chaves com que abrirá as portas do céu. Ao fundo, Simão, o mais desconhecido dos apóstolos. A seu respeito, pouco foi dito nos textos sagrados.
5 – Mateus, em primeiro plano, se deixa retratar redigindo o evangelho. Compenetrado, ele nos parece extasiado diante da cena da Ascensão. Ao fundo, vemos os irmãos Judas Tadeu e Tiago Menor. Por fim, Madalena, cujos cabelos, longos, enxugaram os pés de Jesus, na Santa Ceia.

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Última atualização: 14/06/2013.
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