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CATOLICISMO

Desenvolve-se em torno de Roma, reivindica o título de católico (do grego, universal) e o primado sobre as outras sedes do cristianismo, argumentando a primazia de Pedro no grupo dos apóstolos...

Da conversão de Constantino, no século IV, até meados do século XVI, a história do catolicismo está intimamente associada à história do Império Romano e dos reinos em que se divide. Sua expansão também está vinculada à expansão da civilização ocidental e ao processo de dominação e aculturação de povos de outras culturas...

A Cruz (do crucifixo) já era símbolo da Bandeira do Imperador Constantino, de Roma... Que era símbolo da Religião de Roma, dedicada ao deus Tamús... O deus Tamús era representado por uma trave em “T” e que estava na bandeira romana do Imperador Constantino e seguintes...

Depois rebaixaram a trave superior e invetaram a cruz que, posteriormente, passou a representar a morte de Jesus, numa cruz, quando as Escrituras, antes do século IV, diziam que era um madeiro, onde Jesus foi supliciado...

Nota: Parece que nenhum estudioso da Bíblia acredita que alguém possa ser colocado com pregos nas mãos e elevado na vertical, nem pode ter morrido de braços estendidos pois isso faria com que o corpo fosse projetado para a frente e a “rigidez mortis” impossibilitasse o seu enterramento...

Era comum uma estaca com os braços na vertical, no sentido do corpo, para melhor ser enterrada a estaca com o corpo, aliás a sepultura vem provar que Jesus foi colocado em uma gruta como já tinha acontecido com seu amigo Lázaro que ele próprio ressuscitou com o poder do Pai.

Curiosidade: D. Afonso Henrique também evocou o deus Tamus ao copiar da história de Roma o mesmo símbolo, “IN HOC SIGNO VINCIS”, pois havia sonhado com esse símbolo e colocou-o na Bandeira do Reino de Portugal...

Organização da Igreja

A Igreja Católica estrutura-se em regiões geográficas autônomas, as dioceses, dirigidas pelos bispos, vinculados organicamente ao bispo de Roma, o Papa.

Desde a Idade Média, os papas são eleitos por um grupo de bispos, os cardeais. Atualmente há cerca de 120 cardeais no mundo inteiro, e João Paulo II foi o 262º sucessor de Pedro, apóstolo e primeiro papa... Veja um bloco emitido pelo Quênia!

Uma das bases de expansão do catolicismo romano são os mosteiros, comunidades de homens ou de mulheres dedicados inteiramente à oração e ao trabalho e, a partir do século XIII, os conventos de frades e freiras.

No período das grandes navegações e descobrimentos, após o século XV, as ordens monásticas e religiosas exercem papel decisivo na difusão do catolicismo na Ásia e nas Américas. Calcula-se em 900 milhões o número de católicos no mundo inteiro.

Por séculos, o latim é a língua usada para as celebrações litúrgicas. Após o II Concílio do Vaticano (1962-1965) é permitido o uso das línguas locais (como ocorre na Ilha de Páscoa, por exemplo). Além do canto, a liturgia inclui instrumentos musicais.

Os sacramentos pelos quais os fiéis entram em comunhão com Deus e entre si são os mesmos (com pequenas diferenças), tanto na Igreja Romana como na Igreja Ortodoxa:

  1. Batismo
  2. Eucaristia
  3. Crisma (ou confirmação da fé)
  4. Penitência (ou confissão)
  5. Matrimônio
  6. Ordenação Sacerdotal
  7. Unção dos Enfermos

Na Ortodoxa o Sacramento do Crisma é dado junto ao Batismo e a Penitência é dada antes da Eucaristia. Já na Católica o Sacramento do Crisma e a Penitência são ministrados separadamente do Batismo e da Eucaristia.

Os sacramentos dados na Igreja Ortodoxa são válidos na Romana, e vice-versa. O casamento de sacerdotes na Católica é proibido desde a Idade Média. As mulheres não são admitidas ao sacerdócio ordenado (na Igreja Ortodoxa também não).

Saiba mais no site da CNBB – Confederação Nacional dos Bispos do Brasil: www.cnbb.org.br

Os Sete Pecados Capitais só foram enumerados no século VI, pelo Papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as Cartas de São Paulo... As Sete Virtudes foram escolhidas para combater os pecados capitais. As sete virtudes sagradas em ordem crescente de santicidade são:

1. Castidade × Luxúria (Lust × Chastity)
Simplicidade. Abraçar a moral de si próprio e alcançar pureza de pensamento através de educação e melhorias.
2. Generosidade × Avareza (Greed × Generosity)
Despreendimento, largueza. Dar sem esperar receber, uma notabilidade de pensamentos ou ações.
3. Temperança × Gula (Gluttony × Temperance)
Auto-controle, moderação. Constante demonstração de uma prática de abstenção.
4. Diligência/Disciplina × Preguiça (Sloth × Discipline)
Presteza, ética, decisão, concisão e objetividade. Ações e trabalhos integrados com a própria fé.
5. Paciência × Ira (Anger × Patience)
Serenidade, paz. Resistência a influências externas e moderação da própria vontade.
6. Caridade × Inveja (Envy × Charity)
Compaixão, amizade e simpatia sem causar prejuízos.
7. Humildade × Soberba/Orgulho (Pride × Humility)
Modéstia. Comportamento de total respeito ao próximo.

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ÁFRICA – MISSIONAÇÃO NO IMPÉRIO PORTUGUÊS

As primeiras experiências evangelizadoras portuguesas ocorreram na África negra, uma vez que, no Marrocos, a resistência dos muçulmanos não permitiu o desenvolvimento do proselitismo cristão, sendo as dioceses criadas: Ceuta (1420), Tânger (1468) e Safim (1487) destinadas às guarnições militares e aos portugueses que se estabeleceram nas praças-fortes marroquinas.

Nos arquipélagos atlânticos portugueses verificaram-se duas situações distintas. Nas ilhas europeias da Madeira e dos Açores, a esmagadora maioria dos contingentes de povoadores era proveniente de Portugal, sendo, por conseguinte, cristãos, tendo a fundação das respectivas dioceses: Funchal (1514) e Angra (1534) correspondido à evolução natural daquelas cristandades insulares.

Outro foi o caso das ilhas africanas de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe, onde a maior parte da população, adquirida como mão-de-obra escrava no século XV, era de origem africana.

Nessas ilhas foi desenvolvido um trabalho de cristianização dos cativos, mas num contexto de domínio, militar, político e religioso cristão, daí tendo resultado o surgimento, no século XVI, dos respectivos bispados, em 1533 e 1534.

Na segunda metade do século XV, foram efetuadas importantes tentativas, sobretudo, pelos franciscanos, de conversão de populações negras, surgindo comunidades cristãs em Geba, Farim e Bafatá (Guiné) e na Serra Leoa.

No reinado de D. João II (1481-1495), as expedições missionárias à África Ocidental intensificaram-se nomeadamente no Benin (1484) e no Senegal (1490), tendo neste último caso o rei Bemoim dos Jalofos chegado a receber o batismo em Palmela (Portugal), sendo o próprio rei o padrinho.

No entanto, diversas circunstâncias não permitiram a consolidação dessas iniciativas. Diferente foi o caso do Mbanza Congo, onde o respectivo soberano, desde a chegada de Diogo Cão ao rio Zaire (1483), se mostrou receptivo à difusão do cristianismo.

Em 1491, frades loios, na sequência do trabalho de evangelização anteriormente realizado na corte congolesa, procederam ao batismo da família real, no Soio (São Salvador do Congo), tendo um dos filhos do rei, Henrique, ido estudar em Portugal, tornado-se bispo de Útica (1518) e o primeiro prelado negro da Igreja.

Durante longas décadas floresceu a nova cristandade congolesa, mas, por um lado, a crescente intransigência dos sacerdotes católicos, agravada a partir do movimento reformista tridentino, face à organização social africana (onde imperava a poligamia) e o culto dos antepassados, considerado idolátrico, bem como o incremento do tráfico negreiro, contribuíram para enfraquecer a sua consolidação e restringir as possibilidades de desenvolvimento...

No reino de Ngola (Angola), embora a missionação se tivesse iniciado apenas no século XVI, obteve resultados mais consistentes, intensificando-se a partir da chegada dos jesuítas a São Paulo de Luanda, integrados na expedição de Paulo Dias de Novais (1576), tendo-se o cristianismo expandido gradualmente, ao longo de séculos, para os sertões angolanos, tarefa em que participaram outras ordens religiosas, designadamente capuchinhos.

Na África Oriental, os esforços dos missionários dominicanos – especialmente frei João dos Santos, autor da Etiópia Oriental... – e jesuítas concentraram-se, na segunda metade do século XVI, no Monomotapa (Zimbábue), onde foi martirizado o jesuíta Gonçalo da Silveira, e em Moçambique, onde depararam com a aguerrida concorrência do islamismo, obtendo, todavia, importantes frutos em Tete, ilha de Moçambique, Sofala, Sena e Manica.

De caráter diferente revestiu-se a atividade religiosa na Etiópia, onde os missionários portugueses procuraram durante cerca de um século, embora sem êxito final, substituir o cristianismo etíope, de rito copta pelo latino, destacando-se nesse empreendimento os jesuítas, particularmente o patriarca da Etiópia D. João Nunes Barreto (1555-1562) e os padres Manuel de Almeida, Baltasar Teles, Jerónimo Lobo (autor de Itinerário) e Pêro Pais (autor da História da Etiópia).
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Quatro de outubro é o Dia dos Animais!
Portanto, é o Dia da Girafa!

A data foi escolhida para homenagear São Francisco de Assis, que morreu neste dia em 1226. Nesta mesma data se festeja o Dia de São Francisco de Assis (1181-1226) – santo protetor dos animais, também dos poetas e da natureza; ainda Patrono da Ecologia.

Abaixo (lado esquerdo), a obra “São Francisco com pássaros”, peça em cerâmica crua das Figureiras de Taubaté – SP (Fonte: Cerâmicanorio, foto de Renato Wandeck). No centro da tela, foto e selo postal (1955) sobre a Basílica de São Francisco, localizada em Assis, na Itália. Visitei em 05/08/07.

Francisco Bernardone (nome de batismo) nasceu na cidade de Assis, Itália. Diz a história que após um chamado divino, largou tudo e adotou um estilo de vida baseado na pobreza, na simplicidade de vida e no amor total às criaturas.

Sempre se referia aos bichos como irmãos: irmão leão, irmã girafa, assim como irmão sol, irmã lua eram expressões comuns na fala do santo. Ninguém como ele irmanou-se tanto com todo o universo: foi irmão da água, das estrelas, das aves e dos animais. O “Cântico ao Sol”, em que proclama seu amor a tudo que existe, é uma das mais lindas páginas da poesia cristã. Foi canonizado em 1228, por Gregório IX.

Filho de um rico comerciante de tecidos, ele tirou todos os proveitos de sua condição social vivendo entre os amigos boêmios. Tentou como o pai seguir a carreira de comerciante, mas a tentativa foi em vão. Sonhou então, com as honras militares. Aos vinte anos, alistou-se no exército de Gualtieri de Brienne que combatia pelo papa, mas em Spoleto teve um sonho revelador...

Em Assis, o santo dedicou-se ao serviço de doentes e pobres. Um dia do outono de 1205, enquanto rezava na igrejinha de São Damião, ouviu a imagem de Cristo lhe dizer: “Francisco, restaure minha casa decadente”.

O chamado ainda pouco claro para São Francisco foi tomado no sentido literal, e o santo vendeu as mercadorias da loja do pai para restaurar a igrejinha. Como resultado, o pai de São Francisco, indignado com o ocorrido, deserdou-o. Com a renúncia definitiva aos bens materiais paternos, São Francisco deu início à sua vida religiosa, “unindo-se à irmã pobreza”.

Fundou a Ordem dos Frades Menores (1209), que em poucos anos se transformou numa das maiores da Cristandade, com Clara de Assis – o ramo feminino da mesma Ordem. Para os leigos que viviam no mundo, mas desejavam ser fiéis ao espírito de pobreza e participar das graças e privilégios da espiritualidade franciscana, fundou a Ordem Terceira.

A devoção a Deus não se resumiria em sacrifícios, mas também em dores e chagas. Enquanto pregava no Monte Alverne, nos Apeninos, em 1224, apareceram-lhe no corpo as cinco chagas de Cristo, no fenômeno denominado “estigmatização”. Os estigmas não só lhe apareceram no corpo, como foram sua grande fonte de fraqueza física e, dois anos após o fenômeno, São Francisco de Assis foi chamado ao Reino dos Céus.

Filatelia Franciscana

04/10/1976 – Selo Homenagem a São Francisco de Assis (750 Anos da Morte), com valor facial de Cr$ 5,20 cruzeiros. Picotagem: 11 × 11½. Tiragem: 1.000.000 selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê, gomado. Yvert: 1223. Scott: 1477. Michel: 1562. RHM: C-956. Abaixo (do lado esquerdo da tela), máximo postal particular com carimbo CBC; ao lado, selo avulso ampliado.

24/07/1982 – Selo Aniversário de 800 Anos, VIII Centenário do Nascimento de São Francisco de Assis, com valor facial de Cr$ 21,00 cruzeiros, mostra a imagem do santo. Artista: Jorge Eduardo. Picotagem: 11½. Tiragem: 1.500.000 selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê, gomado. Yvert: 1551. Scott: 1809. Michel: 1909. RHM: C-1269.

19/10/1994 – Selo Aniversário de 800 Anos do Nascimento de Santa Clara de Assis, com valor facial de R$ 0,12 centavos. Artista: Martha Pope. Picotagem: 12 × 11½. Tiragem: 1.000.200 selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê, gomado. Scott: 2518. Michel: 2622. RHM: C-1920.

11/08 – Dia de Santa Clara de Assis, em italiano, Santa Chiara d’Assisi (1194-1253) • Ao se dirigir para a igreja de São Damião, Clara – juntamente com outras moças – deu início à Ordem contemplativa e feminina da Família Franciscana (Clarissas), da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade... Conta a lenda que ela assistiu à Celebração da Eucaristia sem precisar sair de seu leito, pois a missa foi projetada em sua parede... Por isso é considerada Patrona da Televisão...

Abaixo (lado esquerdo), série da Suíça emitida em 1969 (Scott: B382/B385). Na sequência, emissão especial da Áustria de 14/05/1982, em comemoração aos 800 anos de nascimento do santo. A ilustração é do “Sermão de São Francisco de Assis”, de um manuscrito de Liège, datado do século XIV. Do lado direito, selos emitidos pela França (Scott: 1818) e pela Itália, respectivamente. Ambos são do mesmo ano, 1982, e comemoram os Oitocentos Anos do Aniversário de Nascimento de São Francisco de Assis.

NT

Notas: Em 10/2005, foi emitido um carimbo comemorativo sobre a estátua São Francisco de Assis, com cerca de 30 metros de altura, erguida no Alto do Moinho, em Canindé, no Estado do Ceará (CE) – Brasil, onde está localizado o maior santuário franciscano das Américas. Outras estátuas brasileiras: Fundação Parque Zoológico de São Paulo, Fundação Zoo-Botânica, Parque do Ibirapuera... Veja a página com fotos da Igreja São Francisco de Assis, Belo Horizonte – Minas Gerais. Nessa igreja podemos ver o santo pintado por Candido Portinari, em 1945.

Outras emissões filatélicas franciscanas:
. Alemanha Ocidental – 1982, selo São Francisco e pássaros, por Giotto. St. Francis preaching to the birds, by Giotto. Aniversário de 800 anos do nascimento e 87º Congresso Católico Alemão, em Drusseldorf. Scott: 1380. NT
. Chile – 1977, selo... Scott: 507. NT
. Colômbia – 1982, série de 3 valores, “Congresso Eucarístico Internacional de Bogotá”, pinturas by Zurbaran, entre elas São Tomás de Aquino e São Francisco de Assis. Scott: 902/904. JT série e FDCs.
. Estados Unidos – tenho selo sobre São Francisco...
. Itália – 1926, série de 6 valores, 700 aniversário de morte (caro)... Scott: 178/183.
. Itália – 1976, selo Afresco do século XIII que mostra São Francisco de Assis, 750 aniversário de morte. Scott: 1234. JT
. Índia – 1983, São Francisco com um falcão – estátua de Giovanni Collina... Yvert: 760. Scott: 1016.
. Vaticano – 1977, 750 anos da morte de S. Francesco D’Assisi, com 6 valores faciais de 50, 70, 100, 130, 170 e 200 liras. Scott: 607/612. JT
. Zâmbia – 1980, série de 4 valores... Scott: 228/231. JT

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Última atualização: 15/04/2015.
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