Este tema nos remete a uma pergunta que não quer calar: de onde viemos?
A Ciência tenta nos dar a resposta sobre a origem da vida através da Teoria da Evolução, a qual é estabelecida como a mais precisa explicação para a origem da vida...
Mas enfrentar o Mito da Criação? Algo do qual depende boa parte de toda a Teologia Cristã e suas diretrizes de comportamento?
Não obstante, o trabalho árduo de vários pesquisadores, cientistas e filósofos levou a uma mudança de pensamento. Se uma coisa existe, podemos pensar a princípio em duas possibilidades:
1 – ELA SEMPRE EXISTIU
2 – ELA PASSOU A EXISTIR
Durante muito tempo acreditou-se que o mundo e o Universo sempre haviam existido. Muitas religiões Panteístas não possuem cosmogêneses embora a natureza esteja em constante movimento.
Também no Budismo o Universo existe sempre, e no Bhramanismo apesar de existir o surgimento e fim do Universo, o ciclo é infinito. Alguns filósofos gregos também eram adeptos da existência eterna do mundo. O sábio grego Aristóteles foi um deles.
Os mitos Politeístas e Monoteístas sempre possuem uma origem das coisas, do Universo e dos seres vivos. São os Deuses ou um Deus que criam o mundo e o Ser Humano.
Com o domínio dessas crenças e em especial do Cristianismo, a idéia de uma existência eterna foi abandonada, pois havia um relato de criação...
Mas a existência Eterna também não satisfaz a observação cuidadosa da realidade. Se prestarmos atenção, principalmente com os métodos que dispomos agora, veremos que tudo está em constante transformação.
Será que o homem ignora propositadamente as obras de Deus? Talvez, o homem não queira aprender de Deus, negando-O. No entanto, a natureza por si mesma fala de Deus...
Se cada espécie reproduz-se segundo a sua espécie, por que elas não são exatamente iguais?
Por que, às vezes, nascem animais diferentes de seus pais? Por que de um boi e de uma vaca malhados, às vezes, nascem bezerros escuros ou mesmo brancos e listrados?
| Na Bíblia, no Capítulo 30 da Gênese nos versículos de 32-43, fica clara a idéia de que tais características podem ser determinadas pela influência direta do ambiente, como colocar um rebanho perante um cenário listrado e sua prole nascer listrada... | ![]() |
Esse é só um exemplo de como a Bíblia e a Teologia Cristã normalmente não tem uma resposta para explicar por que em geral os descendentes não são idênticos aos genitores...
Curiosidade: Bíblia é, na verdade, o plural da palavra grega “Bíblion” que significa livro. A palavra Bíblia passou para o latim como o conjunto dos livros sagrados que formam o antigo e o novo testamento. O Dia da Bíblia é comemorado em 30 de setembro.
A Bíblia ou as Sagradas Escrituras são redigidas em três línguas: o Hebreu, o Aramaico e o Grego.
Traduzida para vários idiomas, a Bíblia não representa nenhum símbolo, até porque a Lei de Moisés o condenava: “Não farás para ti imagem esculpida, ou de qualquer outra forma de tudo o que existe debaixo dos céus...” (Exôdo 20)
Entretanto a Bíblia traz passagens com nomes de vários animais, além da passagem sobre a Arca de Noé...
A Bíblia cita a girafa sob o nome de “Zemer”...!
Quase todas as religiões utilizaram com proveito a força simbólica do bestiário... Temos animais sagrados como elefantes e vacas no Hinduísmo, por exemplo, também o leão-branco-da-montanha como símbolo do poder divino de Buda no Tibete...
Animal-símbolo como o leão, por exemplo, aparece entre os muçulmanos (com o leão vermelho), os cristãos (com o Leão de São Marcos), os israelitas (com a Porta dos Leões em Jerusalém)...
São João (apóstolo e evangelista): águia
São Lucas (evangelista): touro alado
São Marcos (evangelista): leão
Você sabia que Zoomancia é a arte de adivinhação por meio dos animais?
Você sabia que Zoomorfismo é o culto religioso que atribui às divindades a forma de animais, ou que é acreditar na metamorfose dos homens em animais?
Sabido que o espírito é imaterial e incorpóreo, pois ele é desprovido de carne e ossos, e para que possamos assimilar mais facilmente Deus, a Bíblia usa zoomorfismo, antropomorfismo e antropopatismo...
Curiosidade: Em muitas línguas, ainda que de origem etimológica diferente, a palavra para expressar a idéia do ser supremo é escrita com quatro letras. Alguns exemplos: Deus (latim e português), Dios (espanhol), Teos (grego), Gott (alemão), Godh (dinamarquês), Goth (sueco), Godt (Holandês), Ball (Fenício), Alah ou Amir (árabe), Deva (sânscrito), Coru (persa), Papa (inca), Kami (japonês), Rama (hindu).
Dois blocos da Libéria mostram animais da Arca de Noé, também: raposas (fox), abutres (vultures), tartarugas (turtles) e gansos (ducks). Aaron shall cast lots upon two goats (cabras), David saves his sheep from leão e urso, ravens feed Elijah (corvos) e Abel e as ovelhas... Daniel in the Lions Den, Isaac e seus camelos, Maria José e as duas pombas, Balaam and his Donkey (burro) or Jack Ass...
Bloco da Libéria que mostra animais citados na Bíblia...
![]() |
Abaixo, bloco e série de 4 selos postais emitida por Israel em 22/02/2005: Animais na Bíblia (Animals in the Bible): avestruz, urso marrom, lobo e crocodilo-do-nilo; obliterado por carimbo comemorativo (First Day Cancel) em 22/02/2005, na cidade de Jerusalém, o qual mostra os mesmos animais...
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Bem, eu quero dizer que aprecio esta temática – RELIGIÕES – embora não tenho quase nada sobre GIRAFAS neste tema... Apenas alguns objetos relacionados ao Cristianismo, em particular a religião Católica...
De qualquer forma, nas páginas seguintes, você vai encontrar um apanhado histórico religioso e filosófico, explicações sobre algumas religiões...
Antes disso, um texto de minha autoria feito para uma exposição fotográfica:
“CRENÇA MANIFESTADA”
É certo que José foi o ramo frutífero de Jacó, assim como Salomão o foi de Davi. Se Ismael ou Isac é o filho primogênito de Abraão, isso é uma questão de filiação a um sistema específico de crença que envolve uma posição filosófica...
É mais ou menos assim que nascem algumas das tantas ramificações religiosas, como na ressurreição de Jesus – filho do outro José, iniciou-se o catolicismo.
Acreditar na existência de uma ou mais forças sobrenaturais, considerando-as como criadoras do Universo, é um princípio. A partir daí, ser fervoroso, ter devoção e piedade é o modo de cultivar a religiosidade. Pensamentos são incontáveis, difícil foi sempre os sustentar...
Também são muitos os que professam uma religião ou que fazem votos monásticos, reverenciando as coisas sagradas. O ser humano, num geral, precisa de uma crença, de um culto, embora o modo de pensar ou de agir nem sempre esteja vinculado à uma vida religiosa.
A manifestação de qualquer crença por meio de doutrina e ritual próprios, geralmente, envolve preceitos éticos que são adotados e obedecidos. Então, o homem presta a Deus o culto que lhe é devido, florescendo uma de suas maiores virtudes: a fé.
Há quem afirme que as primeiras sementes do judaísmo foram plantadas por Moisés, bem como do catolicismo foram por Pedro. Não considerando o mérito dos cultos faraônicos, é sabido que o terceiro rei de Israel – Salomão – construiu um templo gigantesco em Jerusalém, no qual todos os judeus iam orar. Acredita-se que esse templo foi construído por volta do ano 900 a.C. e foi destruído pelos babilônios em 587, também antes de Cristo.
Sabemos que há um ponto de convergência nos diferentes caminhos religiosos e que, através dos séculos, as religiões cresceram, multiplicaram-se e construíram cada vez mais templos para que seus adeptos rezassem. Ainda hoje, podemos ver nascer uma nova comunidade, através de um conjunto de fiéis ligados pela mesma fé ou sujeitos ao mesmo chefe espiritual. Talvez, esse, seja o grande ideal humano...
Algumas das religiões se tornaram mais populares do que outras. Apontar, especificamente, a proliferação da religião católica é a minha proposta... Tive o privilégio de fotografar muitos dos seus templos pelo mundo afora que, por força do trabalho e esforço do homem, alcançam cada canto do planeta, mesmo os mais longínquos e de diferentes filosofias.
Igualmente, vi expressões de fé materializadas através de objetos. Tais demonstrações públicas trouxeram-me o verdadeiro significado delas. Acredito que essas revelações sempre despertam a comoção mesmo àqueles que estejam alienados da religião.
Por outro lado, acredito que a fotografia seja uma das expressões visuais mais ágeis na reflexão e criação da arte contemporânea. O paradoxo dessa arte é que ela sempre promove no observador a possibilidade da crença, pois tudo o que vemos numa fotografia é real.
Captei imagens que retratam datas da Idade Média até hoje, para transmitir meu apontamento visual ao próximo. Passei a refletir antes e depois de tal “caçada”. Cada imagem desencadeia o discurso da idéia, numa narrativa não linear, mas de cunho poético. Utilizo-me da simbologia e espero que a construção das cenas evoque os índices necessários às percepções.
Sendo assim, faço votos que este trabalho estimule à reflexão e acrescente dimensão à experiência... São suntuosas igrejas ou simples capelas. Fotos de fachadas e seus interiores. Imagens de ditos santos e velas como suas oferendas. Ricos patrimônios arquitetônicos e abandonadas cruzes em cemitérios.
Sabemos que a manifestação religiosa é encontrada em diferentes classes sociais, independente de religiões. Livre delas (da riqueza e da pobreza) e embriagado de calor na imaginação que anima qualquer artista, convido todos a participarem desta cruzada de caráter observador, embora atentos não contra os hereges como no passado, mas sim para a grandiosidade da fé humana, demonstrada através da crença manifestada...
Por Sérgio Sakall
Existe uma diferença entre arte religiosa e arte sagrada...
É fácil verificar isto nas imagens do Cristo. Observe que, até os primeiros séculos, temos a figura de Cristo distante de qualquer homem real, depois, particularmente a partir da Renascença, utilizam-se até modelos vivos, até para Deus, que passa a ser representado, embora isto não tenha sentido!
Houve, durante uns 150 anos uma violenta polêmica em torno da questão das imagens (como se pode ver em Besançon) no mundo cristão, que foi resolvido por concessões de ambas as parte envolvidas.
Só é permitida (Catolicismo Romano) a imagem plana, como os famosos ícones russos, mas a Igreja não obedece suas próprias orientações... Estes ícones eram construídos por monges que se preparavam para este trabalho com jejuns e orações, de forma que qualquer traço de subjetividade fosse removido. A idéia era purificar-se para que o Espírito Santo guiasse o seu trabalho...
Considerações de Ivan Antonio de Almeida (aquilasacra@sti.com.br), em 25/11/2000.
Última atualização: 10/10/2008. |