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PEDRA-SABÃO

A pedra-sabão, também conhecida como esteatito, é uma variedade de esteatita, muito usada em Minas Gerais para esculturas e ornatos arquitetônicos.

As pedras-sabão ou pedras-sabões são resistentes, de grande plasticidade, beleza e têm multiplicidade de usos. Sua resistência e sua dureza podem ser comparadas às do mármore, com a vantagem de ser também refratária, suportando temperaturas elevadas.

Tais características fazem dela o material perfeito para uso tanto em áreas externas como em ambientes internos. Não deve, entretanto, ser confundida com a pedra-talco, um material com menor dureza e bastante frágil, utilizada em peças de adorno.

Os primeiros registro da utilização da pedra-sabão na Europa datam do início do século XV. Já naquela época, por sua nobreza e versatilidade, era utilizada para embelezar e decorar palácios, bem como para cozinhar e conservar alimentos.

Nos últimos 20 anos, sua utilização tem crescido nos países frios, na fabricação de fornos domésticos de aquecimento.

No Brasil, imediatamente associamos a pedra-sabão ao Barroco mineiro. Nas mãos de gênios como o mestre maior da pedra-sabão, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, ela foi eternizada na forma de objetos ornamentais de igrejas e esculturas únicas!

Estátua em pedra-sabão do Profeta Daniel com um leão, by Aleijadinho.
Congonhas do Campo – Minas Gerais (MG), foto Sérgio Sakall (12/2003).

Nas portadas de igrejas, nos altares, nas fontes, nas imagens, nos brasões, em quase todas as formas de ornamentação do período colonial ela esteve presente. Com tonalidades variando de verde-escuro a nuances mais claros a pedra-sabão é ainda o material preferido pelos artesãos e escultores da região dos Inconfidentes.

Pedra consideravelmente “mole” (o que deu origem ao seu nome) é ideal para escultura e para a liberdade criativa.

A obra mais antiga em pedra-sabão conservada em Cachoeira do Campo parece ser o medalhão que encima a portada principal do Colégio Dom Bosco, antigo Quartel da Cavalaria das Minas. À época da inauguração desse prédio, D. Antônio de Noronha mandou confeccionar o grande medalhão com as armas e a coroa de Portugal. Diz-se que esta também é uma obra de Aleijadinho...

Hoje, a pedra-sabão é explorada em quantidade considerável na região de Santa Rita de Ouro Preto, lugar onde se concentra grande número de artesãos. De lá, ela é exportada para vários lugares, inclusive à Cachoeira do Campo, onde numerosos artesãos dão vida à pedra bruta.

Estes, são tidos entre os mais criativos do gênero! Suas obras já foram apreciadas em vários lugares do mundo. O mesmo mundo que já vem admirando nossas riquezas artesanais, imortalizadas nesta pedra, desde o século XVIII.

Curiosidade: O Cristo Redentor, talvez um dos mais belos cartões-postais do Brasil, também é todo revestido com pastilhas de pedra-sabão! A OPPS – Ouro Preto Pedra Sabão (www.opps.com.br) participou de sua restauração em 1990, fornecendo a pedra e a mão-de-obra.

Localidades: Brasil...

Analogias:

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Girafas pintadas em dois “ovos”, na tampa de uma caixinha e em um prato, todas as peças em pedra-sabão. Peças adquiridas em Embu das Artes – São Paulo (06/03/2005).

Girafas em pedra-sabão, adquiridas no Quênia e na Tanzânia, em 08/2002.

Quatro girafas em granito formando um só peça.

Girafa em granito preto, riscada de branco, com 23 centímetros de altura, adquirida em frente do National Zoological Gardens of South Africa, Petrória (12/1998). Tenho outra adquirida na feira de artesanato Art Mundi, Pavilhão do Anhembi – São Paulo (08/09/2007).

Girafa em pedra-sabão verde, com suas pintas desenhadas em branco e 13 centímetros de altura. Seu pescoço foi quebrado e colado com “super-bonder” por mim. Presente de Celina Elza Bruna Sakall, São Paulo (SP).

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Última atualização: 18/07/2011.
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