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“ÁLBUM DE ANIMAIS”

ATENÇÃO! O trabalho desta página é uma cópia fiel [sic] do álbum de figurinhas:

► “Álbum de Animais – Enciclopédia zoológica em figurinhas”, Editôra Edigraf, São Paulo – Brasil (1952). Tipo de capa: Brochura. Formato: 23,5 × 32 cm. Nº de páginas: 20. Nº de cromos: 216 figurinhas coloridas. Preço sugerido: de R$ 50,00 a R$ 100,00 dependendo do estado de conservação.

O principal objetivo de transformar em formato digital todo o texto desse álbum é o de permitir acesso aos interessados em seu conteúdo, além da preservação de parte da nossa memória cultural.

Como foi publicado no ano de 1952 (segundo o site “Mania de Colecionador”), embora não contenha a data impressa, ele traz muitos erros ortográficos para a época atual, claro, sobretudo no respectivo nome científico dos animais em questão...

É curioso observar as mudanças que ocorreram na grafia de algumas palavras portuguesas em pouco mais de cinquenta anos... Assim como o texto que descreve os animais, na maioria dos casos, é obsoleto. Em algumas espécies essa descrição chega a ser ridícula, como é o caso dos pinguins que voam (figurinha número 155), por exemplo.

Esse foi o primeiro álbum de figurinhas lançado pela editora. As figurinhas do álbum são ilustrações e cada uma delas possui uma pequena biografia do animal. Na contracapa do álbum aparecem textos sobre noções de História Natural que explicam desde os mamíferos até os protozoários.

O exemplar da coleção foi adquirido em 15/06/09, recuperado de um incêndio que ocorreu na fazenda do tio de Murilo Luppi (diariodeumloko@hotmail.com), Leme (SP)... Falta a figurinha (nº 70) e outra está colada erradamente no número 87. Adquirido por R$ 74,90 (Álbum + PAC + Informações e Fotos por e-mail). Notas: Na coleção há um exemplar muito mal conservado e incompleto que adquiri apenas para substituir as duas figurinhas; isso quando for possível e por algum restaurador, claro. Também outro exemplar bem conservado e completíssimo, adquirido de João em 22/07/10.

A figurinha que representa a girafa é a de nº 95, cujo texto explicativo, não menos obsoleto, grafa o nome científico do animal de forma errada (veja na lista abaixo)... Infelizmente no álbum não contém informação sobre quem foi o ilustrador... mas o desenho é o mesmo de outro álbum mais antigo, aliás, todo o miolo, assim como todos os cromos são do álbum “Coleção Colorida Trópico” (1951).

Nota: Outro Álbum de Animais – 2ª Série – foi lançado pela mesma editora seis anos depois...

► “Álbum de Animais 2ª Série – Enciclopédia zoológica em figurinhas”, Gráfica e Editôra Edigraf Ltda., São Paulo – Brasil (1958). Tipo de capa: Brochura. Formato: 23,5 × 32 cm. Nº de páginas: 20. Nº de cromos: 216 figurinhas coloridas. Preço sugerido: de R$ 50,00 a R$ 100,00 dependendo do estado de conservação.

Propriedade artística e literária reservada. Copyright by Gráfica e Editôra Edigraf Ltda. Rua Uruguaiana, 88 – São Paulo. Distribuidor para o Brasil: Salvador Polano, Rua Bôa Vista 245 (Fundos) – São Paulo. Composto e impresso nas oficinas da Gráfica e Editôra “Edigraf” Ltda., em dezembro de 1958. Notas: Capa verso assinada por M. Roberto... Não há girafa, mas sim uma figurinha sobre o ocapi, mostrada na imagem abaixo. Na coleção há um exemplar bem conservado e completíssimo, adquirido de João em 22/07/10.

OCAPI (Okapia Johnstoni) – Foi descoberto e visto pela primeira vez no Congo Belga, África em 1901, tendo sido classificado na família da girafa. Vive embrenhado nas matas virgens mais cerradas. [sic]

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ALBUM DE ANIMAIS – Enciclopédia zoológica em figurinhas
Editôra Edigraf, São Paulo – Brasil

Meu jovem amigo, Fazemos votos para que êste nosso primeiro álbum, ao qual se seguirão outros, também interessantes e instrutivos, satisfaça o seu interêsse. Desejamos, todavia, conhecer a opinião e eventuais observações que você julgar conveniente manifestar sôbre êste primeiro álbum: parte artística, assunto, impressão e especialmente o novo sistema, que inauguramos no intuito de eliminar figurinhas repetidas ou raras. As opiniões que recebermos servirão para conhecermos os gosotos, preferências e desejos, para aperfeiçoarmos cada vez mais as edições que se sucederem. Agradecendo antecipadamente a sua colaboração, apresentamos-lhe os nossos melhores votos de felicidades. Os Editôres.

Colem cuidadosamente as figurinhas no álbum e conserve-o bem, porque se trata de verdadeiro e valioso livro.

Êste álbum é vendido acompanhado de tôdas as suas figurinhas.

Nosso plano evita o grande inconveniente da compra forçada das figurinhas repetidas ou raras.

Senhores pais! Após cuidadosos estudos apresentamos agora o primeiro volume da nossa Coleção ENCICLOPÉDIA EM FIGURINHAS, que, estamos certos, merecerá sua inteira aprovação, não só pelo seu valor recreativo, como também pelo seu valor educativo e acabamento primoroso. Pedimos, também, a sua atenção para o critério que adotámos para regulamentar esta iniciativa, colocando-a ao alcance de tôdas as bôlsas, por mais modestas que sejam. As figurinhas dêste volume, em número de 216, acompanham o álbum e não acarretam acréscimo em seu preço. O valor artístico e instrutivo do álbum completo) é muito superior ao preço pelo qual é vendido. Esperamos, pois, dos srs. pais o seu indispensável apôio para êste nosso empreendimento. Os Editôres.

Propriedade artística e literária reservada. Copyright by Gráfica e Editôra Edigraf Ltda. Rua Uruguaiana, 88 – Caixa Postal 2310 – São Paulo – Brasil. Distribuidores exclusivos para o Brasil: Salvador Polano, Rua Boa Vista, 245 (Fundos) – São Paulo.

“Noções de História Natural”

Os sêres componentes de um dos chamados reinos da natureza denominam-se animais. Segundo os mais recentes cálculos, conhecem-se mais de 40.000 espécies de animais, assim disdribuídos, por classes e tipos: 280.000 insetos, 3.000 aves, 13.000 reptis, 1.640 serpentes (das quais 300 venennosas), 1.300 anfíbios, 12.000 peixes, 50.000 moluscos, 20.000 aracnídeos, 8.000 vermes, 3.000 equinodermos etc.

Temos animais de quintal, animais domésticos, animais fabulosos, aos quais os antigos atribuíam propeiedades sobrenaturais, animais selvagens e animais pré-históricos, pertencentes a eras distantes, dos quais não ficaram senão restos interessantes, pois desapareceram desde os tempos mais remotos, antes dos Dilúvio, daí serem chamados animais antidiluvianos.

MAMÍFEROS

Os mamíferos são assim denominados por serem dotados de glândulas de leite para amamentação, que servem para nutrir durante algum tempo os recém-nascidos. Distingue-se entre os demais, também, por possuirem sangue vermelho e quente, duplo sistema de circulação e temperatura própria; por terem a faculdade de respirar pelos pulmões e bôca fornida de dentes, por serem vivíparos, com exceção dos monotremos, que são ovíparos ou seja, nascem de ovos. Os mamíferos dividem-se em vários grupos, também chamados ordens, isto é:

Macacos, ou Quadrúmanos: são os animais que mais se aproximam do homem, seja pelas suas formas externas, seja pela sua estrutura. Distinguem-se, ainda, do homem por terem o polegar em oposição aos outros dedos e por possuirem quatro mãos (Macacos).

Quirópteros: que quer dizer “mãos aptas a voar”, têm a aparência de ratos, por isso o povo os distingue sempre pelo nome de “ratos que voam”. São mais conhecidos pelo nome de Morcegos.

Os mamíferos dividem-se, ainda, em frugívoros, que se alimentam de frutas; em insetivoros, que se alimentam de insetos.

Os carnívoros ou feras são animais de unhas recurvas e fortes, com dentes molares, cortantes. Possuem instintos sanguinários e alimentam-se com a carne de outros que vão caçando. Tipos da ordem dos carnívoros são: o gato, o cão, a rapôsa, a fuinha, o urso, que representam os tipos de outras sub-ordens em que se divide a ordem dos carnívoros.

Os pinípedes são animais cujos pés têm o formato de barbatanas de peixes. Levam vida aquática. (Focas etc.).

AVES

As aves distingue-se dos outros animais por terem em si estas particularidades: 1) O corpo recoberto de penas; 2) As extremidades anteriores transformadas em órgãos adequados ao vôo, chamadas asas; 3) A bôca munida de um bico córneo, sem dentes e, no esôfago, uma bôlsa chamada papo ou inglúvio, onde se demora o alimento engolido, para amolecer; 4) Há reprodução ovípara, ou seja, êles produzem os ovos, que depois chocam, em ninhos contruídos de várias maneiras; 5) Os ossos geralmente são vazios, portanto, mais leves, tornando os pássaros mais aptos a voar. Várias são as espécies de aves, como veremos:

De rapina: que possuem bico forte, adunco, pés com quatro dedos, armados de robustas garras. Alimentam-se de carne e de outros animais que atacam. Os animais de rapina dividem-se em dois grupos: diurnos (águia etc.) e noturnos (coruja etc.).

Passarinhos: esta ordem abrange a maior parte de aves que alegram nossos campos e florestas. Distinguim-se pelo bico córneo, quatro dedos e aparelho vocal desenvolvido. Subdividem-se em: cantores ou canoros e barulhentos. Chamam à atençaõ, em geral, pela doçura de seu canto, a beleza de suas plumas multicores, a elegância da forma, rapidez de movimentos, vivacidade, esperteza, irriquietude, petulância. (Pardal, tico-tico, sabiá, canário, andorinha etc.).

Columbáceos: são aves de bico mole junto à base e que se criam em estado doméstico. Uma variedade especial dêstes é a dos pombos-correios, que é empregada especialmente na guerra, para levar mensagens. Isto quando não havia rádio...

Galináceos: muitos dêstes são domésticos, formas desajeitadas, mais aptos a sircar o chão do que a voar. Existem muitas raças, mais ou menos apreciadas (galinhas, perús etc.). Há outros galináceos selvagens, que são caçados por causa de sua carne (perdizes, faisões etc.).

Corredores: são aves com asas não adequadas ao vôo. Possuem pés compridos e fortes. Muito hábeis na corrida, externo chato; cochas carnudas, implumes, tarsos compridos, com dois ou três dedos anteriores. (Avestruz etc.).

Pernaltas: são aves com patas compridas e a parte inferior da tíbia nua. Pescoço comprido, fino, bico alongado e não adunco. Vivem nas proximidades da água. (Garça, martim-pescador etc.).

Nadadores e palmípedes: são aves com as pernas algo voltadas para trás, dedos espalmados, com membranas, bico chato, corpo meio achatado. Levam vida aquática. (Gansos, patos, cisnes etc.).

REPTIS

Os reptis são animais parecidos com os mamíferos e pássaros por terem o esqueleto ósseo, mas se dinstinguem por possuirem o corpo recoberto de escamas, chapas córneas e ósseas, por serem ovíparos ou ovovivíparos. Não têm temperatura própria, mas sim variável, segundo o ambiente em que se encontrem. Dividem-se em quatro ordens:

Quelônios: reconhecíveis pelo corpo protegido por uma caixa óssea ou couraça, resultante da união de muitas chapas, e bôca em forma de bico. (Tartaruga etc.). Loricatos ou encouraçados: caracterizados pelo corpo de grandes dimensões, pele encouraçada por numerosas chapas ósseas e inúmeros dentes córnicos. (Crocodilos etc.). Sauros ou lagartixas: cujas características são o corpo munido de membros e bôca dilatável. (Camaleão etc.). Ofídios e serpentes: distinguem-se pelo seu corpo alongado, despido de membros e bôca dilatável. (Cobra etc.).

ANFÍBIOS

Os anfíbios são animais que diferem dos outros, por possuirem, nos primeiros estágios de sua vida, formas e hábitos diversos daqueles que terão quando adultos, isto é, obedecem a um desenvolvimento gradual chamado metamorfose.

Dos ovos, que a fêmea adulta põe, sempre na água, nascem pequenos animaizinhos, chamados larvas ou girinos, que se assemelham aos peixes, com tufos de filamentos aos lados da cabeça ou brânquias, que são órgãos próprios para a respiração na água, isto é, servem para absorver o oxigênio dissolvido na própria água. À medida que a larva cresce, as brânquias desaparecem com a cauda, formam-se os pulmões e a larva adquiri a forma adulta. Então, pode sair da água e iniciar a vida terrena. Todavia, ela volta, com prazer, ao líqüido elemento, embora deva, de vez em quando, pôr a bôca para fora, a fim de poder respirar. Os anuros têm temperatura variável, segundo o ambiente em que vivem, pele lisa, muitas vêzes maculada, úmida, (Rãs etc).

Os anuros se destacam por causa das extremidades posteriores serem mais compridas do que as anteriores, por não possuirem cauda e, também por surgirem nêles, durante a metamorfose, primeiramente as extremidades posteriores, (Sapo etc.). Os urodelos caracterizam-se pelo fato de terem o corpo alongado, cauda bem desenvolvida. Durante a metamorfose, surgem nêles, em primeiro lugar, as extremidades anteriores. (Salamandra etc.).

(Continua)


1 – AIRÃO ou GARÇA REAL (Ardea cinerea). Vertebrado. Ave de rapina, pernalta, grande destruidor de rãs e ratos. Tem um metro de altura, bico amarelo, mais comprido do que a cabeça, reto, ponteagudo, e um topete ao alto da cabeça. Muito comum em países da Europa meridional.

2 – ALBATROZ ou ALCATRAZ (Albatros). Vertebrado. Ave marítima por excelência. É um palmípede aquático, alto, robusto, vista agudíssima. Há várias espécies, próprias dos mares austrais. É chamado o “pássaro da tempestade”. Mede cêrca de 80 cm de altura e atinge 4 metros de envergadura, algumas vêzes.

3 – ALCE (Alce Machlis). Vertebrado, mamífero. Ruminante do gênero dos veados, dos quais êle é o maior exemplar. Focinho comprido, pescoço curto, chifres eswpalmados. Animal muito robusto, veloz. Vive, em bandos, nas regiões setentrionais da Europe, Ásia e América.

4 – COTOVIA (Alauda Arvensis). Vertebrado. Pássaro muito comum na Europa e um dos poucos que cantam voando. Vive em zonas abertas, pouco arborizados. Na primavera, emigra para regiões montanhosas, voltando, no inverno, às planícies. Seu canto é claroe modulado, muito citado pelos poetas.

5 – PATO (Anas). Ave da família dos aneróides. Palmípede, do qual numerosas espécies se encontram disseminadas por todo o mundo. Muito doméstico, cria-se com facilidade e sua carne é muito saborosa. Bastante ágil, na água, ginga de maneira grotesca, quando anda.

6 – ANTÍLOPE AFRICANO (Antilope dorcas). Vertebrado, mamífero. Ruminante tímido, muito manso, esbelto em suas formas, de pêlo liso. muito procurado, semelhante aos veados. Vive nas regiões mais quentes da Ásia e da África. Anda em bandos.

7 – ABELHA (Apis Mellitica). Invertebrado. Inseto himenóptero. Muito laborioso, produz mel e cêra. Vive em sociedade, em grandes agrupamentos denominados enxames. Sua habitação coletiva chama-se cortiço ou colméia. A “abelha mestra” é a única que põe os ovos, ao passo que as “obreiras” trabalham. O macho denomina-se zângão.

8 – ÁGUIA (Aquila Chrysetus). Vertebrado, ave de rapina. Exerce suas atividades durante o dia. Possui vôo possante, vista agudíssima, garras e bico fortíssimos. Vive nas altas montanhas da Europa e da Ásia, entre picos inacessíveis, onde faz seu ninho. É considerada a rainha das aves. Animal carnívero.

9 – ÁGUIA DOS MACACOS (Pitecofaga Yefferyi). Vertebrado. Ave de rapina, que vive sòmente nas Filipinas. Bico bastante comprido e afiado. Alimenta-se de pequenos macacos, muito abundante naquelas ilhas, as quais constituem sua prêsa mais comum e preferida.

10 – LAGOSTA (Palinurus Argus Vulgaris). Invertebrado. Crustáceo decápode, sem pinças. Vive em todos os mares. É um crustáceo bastante apreciado pelos amantres de um bom prato. Mede de cinqüenta a sessenta centímetros e se reproduz também em viveiros. Alimenta-se de animais mortos.

11 – TATU (Dasypus Tricinctus). Vertebrado, mamífero. Vive na América do Sul, muito abundante no Brasil e Argentina. Desdentado, tem a cabeça, as partes superiores e laterais protegidas por forte couraça, com anéis transversais, que lhe permitem enrolar-se qual uma bola. Cava sua própria toca e alimenta-se de insetos. Os maiores são o tatu-açu e o canastra.

12 – HARPIA (Harpya Destructore). Vertebrado. Ave das mais temidas, pela sua monstruosa ferocidade e fôrça das garras (de 10 cms) e do bico. Vive na região amazônica, pois prefere os bosques úmidos e nas margens dos rios. Chega a atingir dois metros e meio de envergadura. Alimenta-se de pequenos macacos, veadinhos e aves de tôdas as espécies.

13 – BURRO (Equus Asinus). Vertebrado, mamífero. Animal doméstico originário da Ásia ou da África, ora difundido em todo o mundo. É empregado nos mais pesados misteres, adaptqando-se, com facilidade, às mais variadas temperaturas. Embora muito caluniado, é um dos mais inteligentes animais. O leite da fêmea é o que mais se aproxima ao da mulher.

14 – ABUTRE (Vultus Monachus). Vertebrado. Ave de rapina, diurna. Cabeça pequena, pescoço comprido e implume, bico adunco e longo, patas curtas, unhas pouco afiadas. Vive nas altas montanhas da Europa e Ásia meridionais e em certas regiões da África, em climas temperados.

15 – BACALHAU (Gadus Morrhua). Peixe teleosteu, anaçantino. Vive am alto mar, tem cêrca de 1 metro e meio de comprimento. Carne muito delicada e apreciada. De seu fígado, extrai-se um óleo saturado de iodo, ótimo como fortificante, aproveitado em emulsões com hipofosfitos, ferro etc.

16 – BALEIA (Balaena Mysticetus). Vertebrado, amífero. Celáceo. Embora viva na água, (Oceano Glacial Ártico), não é peixe, pois respira por meio de pulmões. É de proporções enormes, chegando a atingir 25 metros de comprimento e possui, ao invés de dentes, lâmina córneas, cêrca de duzentas de cada lado. Fôrça descomunal, pode viver até 200 anos.

17 – PAPAFIGO (Orialus Galbula). Vertebrado. Pássaro dentirostro, de bico fino, direito, afiado. Nutre-se, no outono, de figos e uvas, cessando, então, de ser insetívoro. Pequeno e vivaz, pode imprimir à cauda muitas vibrações. Muito encantrado na Europa.

18 – MACACO BARBADO (Inuus Ecaudatus). Vertebrado, mamífero. Macaco da África setentrional (Argel, Marrocos etc.), de pêlo amarelado, cabeça redonda, sem rabo. É encontrado, também, no estreito de Gibraltar. Muito fácil de ser domesticado. Muito curioso pela barba que lhe dá um aspecto humano.

19 – BISONTE ou BISÃO (Bison). Vertebrado, mamífero. Ruminante da família dos bovinos. Vive em prados, em estado selvagem. A côr do pêlo, que é espêsso an cabeça e nos ombros e rara na parte traseira do corpo, é escura, quase negra. Vive na América e, ainda, na Lituânia e no Cáucaso, mas tende a desaparecer, dizimado por caçadas. Chega a ter 2,30 de altura.

20 – CALAU (Rhytidoceros Calaus). Vertebreado. Gênero de pássaro que possui, no bico, uma excrescência semelhante a um chifre. Vive nas regiões da Ásia e da Austrália. Faz o ninho nos troncos das árvores. Bico duro e recurvo.

21 – BOI ALMISCARADO (Ovibus Moschatus). Vertebrado, mamífero, rminante, pouco maior do que um carneiro, possui, pêlo comprido e pendente. Alimenta-se de algas, líquens. Vive nas regiões rochosas mais frias da Ámerica boreal. O macho é um extrêmo defensor das fêmeas e dos filhos.

22 – BÚFALO (Babalus Bubalis). Vertebrado, mamífero. Ruminante. Chifres compridos, enrolados junto à barba. É sêmi-doméstrico. Foi introduzido na Europa, da Ásia. Prefere viver nasd regiões pantanosas, em manadas. Pode, também, ser usado para puchar veículos a tração animal. O leite de búfala é bastante apreciado. As espécies africanas são rebeldes.

23 – ZÂNGÃO (Vespa Crabro). Invertebrado, Inseto himenóptero. É maior do que a vespa comum, côr escura, estriado de amarelo no seu ferrão, produz uma ferida dolorosa. Também se dá o nome de zângão à abelha-macho. Inseto daninho.

24 – CAMALEÃO (Camaleon Vulgaris). Vertebrado, réptil. Sáurio. Gênero de réptil de cabeça poliédrica. Vive em tôdas as regiões quemcôres, de acôrdo com a que lhe está mais próxima, fenômeno, êsse, chamado mimetismo. Alimenta-se de insetos. Sinônimo de indivíduo que muda muito de opnião.

25 – CAMELO (Camelus Bactrianus). Vertebrado, mamífero. Ruminante, sem chifres, com duas corcovas adiposas, no dorso. Oriundo da Ásia Central, é um meio de tranporte utilíssimo, nas regiões desertas, pois pode passar até oito dias sem beber. Índole pacífica e dotado de boa memória. Difere de seu irmão, o dromedário, pois êste tem só uma corcova.

26 – CERVICABRA (Cervicalis). Vertebrado, mamífero. Ruminante da família dos veados e, como êstes, bastante tímido e manso. Desconfiado ao extremo, foge velozmente, quando avista seres humanos. Vive na Índia e na África. Muito procurado pela sua carne e couro.

27 – CANÁRIO (Serinus Canarius). Vertebrado. Pássaro cantor dos mais apreciados. É chamado o tentilhão das ilhas Canárias, de onde se espáçhou pelo mundo, no século XIV. É amarelo-claro. Muito doméstico, pode ser crusado com outros pássaros.

28 – CÃO BARBETO ou CANICHE (Canis Aquaticus). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Possui pêlo comprido, crespo, semelhante à lã dos carneiros, geralmente branco ou negro. É cachorro de salão e, quando lhe cortam o pêlo, deixam-lhe apenas um tufo sôbre os olhos inteligentíssimos, além de uma espécie de juba.

29 – CÃO DE CAÇA (Canis Venaticus). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Essa raça está espalhada eplo mundo todo. A particularidade que a distingue é o faro agudíssimo, que lhe permite auxiliar o caçador, na tarefa de descobrir a caça abatida.

30 – CÃO BOXER (Canis Box). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Cão de raça alemã, da família dos Bulldogues, porém mais troncudo e volumoso. Pêlo curto e liso. É muito útil para servir de guarda às casas.

31 – CÃO FOX TERRIER (Canis Familiaris). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Difundido em todos os recantos do globo. Sua peculiaridade é dar caça aos ratos, que captura com grande habilidade. Bastante inteligente, é considerado um animal muito útil, valente, e serve, também, para caçar animais de pequeno porte.

32 – GALGO ou LEBREIRO (Canis Velox). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Cão ágil e gracioso, corpo esbelta, pernas compridas e elegantes. Na Inglaterra, é empregado em corridas esportivas. Na Idade Média, devido à sua elegância era um dos mais belos ornamentos, nas slas de banquetes e nas côrtes.

33 – MASTIM (Canis Molossus). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Cão de antiga raça inglêsa, de notável tamanho e estrutura muito robusta. Devido à sua terrível dentadura e natural verocidade, é empregado como guarda de residências e rebanhos.

34 – CÃO DE PASTOR (Canis Pator). Vertebrado, mamífero, carnívoro. É dotado de peculiar inteligência e qualidades afetivas, devido às quais é um ótimo e incansável auxiliar do homem, principalmente na guarda de rebanhos. Seu pêlo é muito macio e de várias côres. Muito apreciado, quando de raça germânica. É, também, chamado cão policial.

35 – CÃO PEQUINÊS (Canis Chinae). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Pertence a uma pequena raça oriunda do Oriente especialmente da Indochina. Possui pêlo comprido e ondulado, pernas curtas e focinho achatado, olhos redondos e orelhas caídas. Bastante afetuoso, mas pouco inteligente.

36 – CÃO DE SÃO BERNARDO (Canus Montanus). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Grande mastim bastardo, de pêlo comprido e expêsso. Sôbre o monte do mesmo nome, é adestrado pelos monges, para descobrir viajantes extraviados ou enterrados na neve.

37 – CANGURU (Macropus Giganteus). Vertebrado, mamífero. Marsupial. Vive na Austrália. Tem cerca de dois metros de cômprimento, possui as pernas traseiras e a cauda bastante desenvolvidas, o que lhe permite longos saltos. A fêmea, tem no ventre, uma bôlsa que carrega os filhotes. É herbívoro. Quando de pé, sôbre as patas traseiras, torna-se enorme.

38 – TOUTINEGRA (Sylvia Atricapilla). Vertebrado. Pássaro dentirostro, do gênero dos silvídeos, de bico negro e plumas cinzentas. É um dos melhores cantores, bastante comum Itália e nas regiões da Europa. Há, também, espécies de penas avermelhadas. Alimenta-se de insetos.

39 – CABRA (Capra Hirans). Vertebrado, mamífero, ruminante. Possui chifres arqueados para trás e pêlos compridos debaixo do queixo. Produz ótimo leite, aproveitado para uso doméstico e amamentação. Sua pele é, também, aproveitada para uso industriais, principalmente em luvas. Seu macho é o bode.

40 – CABRA SILVESTRE ou CAMURÇA (Rupicapra). Vertebrado, mamífero, ruminante. É comum nos vales de Cogne e Valsaravanche, na Europa. Mestiçada com a cabra comum, possui quase o mesmo aspecto e é muito procurada. Vive em entre penhascos, onde é difícil alcançá-la.

41 – PINTASSILGO (Carduelis Elegans). Vertebrado. Pássaro de variegadas côres, quanto a plumagem, onde predominam o amarelo, o vermelho, o branco e o prêto. Seu canto é muito suave. Pode ser cruzado com canários. É muito comum no Brasil e nos países de clima temperado, evitando o frio.

42 – CARPA COMUM (Cyprinus Carpio). Vertebrado. Peixe melacopterígio, ou seja, com barbatans, muito comum em águas doces. Carne bastante apreciada. Alcança extraordinária logenvidade. Pode ser criado em viveiros. Gosta do fundo, do lodo. Atinge até um metro de comprimento.

43 – CASTOR (Castor Fiber). Vertebrado, mamífero, roedor. Possui pêlo avermelhado, bastante procurado para indústrias. Vive na América, nos vales, e também na Europa, à beira dos rios e lagos (Elba, Danúbio). Rói os troncos das árvores, com os quais contrói, mesmo dentro d'água admiráveis obras de arquitetura, casas e diques.

44 – GAFANHOTO (Stenobothrus Rufides). Inseto ortóptero, também chamado locusta. São bem conhecidas suas terríveis invasões, principalmente na Ásia. Alguns povos comem-nos. Vivem entre a relva dos prados. São considerados verdadeiras pragas, quando se reunem em “nuvens”.

45 – CAVALO (Equus Caballus). Vertebrado. Mamífero, perixodátilo. Originário da Ásia, agora vive em todo o mundo, em estado doméstico. Serve como animal de sela, de carga e de tiro, sendo que os de raça mais apurada são empregados em competições turfísticas. De grande utilidade. Vive, geralmente, de vinte a trinta anos.

46 – CAVALO MARINHO (Hippocampus Brevirostris). Vertebrado. Espécie de peixe lotobrânquio, de focinho contraído e estreito, cabeça angulosa, sem barbatanas ou prêsas. Mede de nove a doze centímetros. Mergulha sempre em sentido vertical.

47 – GAMO (Cervus Dama). Vertebrado, mamífero, ruminante. Da família dos veados. Vive no alto de algumas montanhas da Europa, em estado selvagem. Animal bastante veloz, mas tímido e pacífico. Quase sempre anda em grupos de vários indivíduos do mesmo sexo.

48 – CARACOL DO MATO (Helix sylvius). Invertebrado, molusco, gasterópodo. É outra espécie terrestre do gênero hélice. Também se nutre de ervas e vegetais tenros. Igualmente comestível, mas não tanto procurado pelos glutões, por causa de seu sabor acre. Parente próximo da lesma.

49 – CIGARRA (Cicada Plebeja). Invertebrado. Inseto hemíptero. Vive, nas estações quentes, sobre as árvores, especialmente nos troncos, dos quais fura a casca e abserve a linfa. Muito comum em tôdas as regiões quentes ou temperadas. O som estrítolo que o macho produz é devido a um órgão sob o abdômem. Seu som é sinal de calor.

50 – CEGONHA (Ciconia). Vertebrado. Ave pernalta, de pescoço e pernas bastante compridos, bico longo e afiado. Vive em diversas regiões do mundo. Prefere as margens de lagos ou rios, entre os alagadiços. Alimenta-se de peixinhos, que apanha com o bico, e caracóis, ratos e réptis. Animal útil.

51 – CISNE (Cygnus). Vertebrado. Ave palmípede, da família dos lamelirostros, mais nadador do que voador, herbívoro, próprio da Europa Setentrional. É mudo mas, na antiguidade, acreditava-se que preanunciasse a morte com um canto melodioso. Adaptam-se a qualquer clima. Há-os, também, negros.

52 – ABELHARUCO (Parus). Vertebrado. Ave insetívora, vivacíssima, muito comum e encontradiça na Europa Meridional. Possui, segundo sua espécie, plumagem de várias côres: verde, amarelo, negro, branco, escuro e cinzento. Pipila melodiosamente. Deve o nome à predileção que tem por abelhas.

53 – JAVALI (Sus Scrofa). Vertebrado, mamífero, da ordem dos paquidermes que andam em bandos, chamados “varas”. Vive, em estado selvagem, na Europa, Ásia e África. Alimenta-se de vegetais e pequenos mamíferos. Sua caça é emocionante e perigosa. Prefere sair à noite, devastando as plantações de batatas.

54 – CORUJA (Athene noctua). Vertebrado. Ave de rapina, noturna, muito comum em todos os continentes. Alimenta-se de ratos e pequenos pássaros, os quais, embora temendo-a, durante a noite, à luz do dia atacam-na sem receio. Vive em tocos de velhas árvores ou em tôrres e lugares altos.

55 – COCINELA ou JOANINHA (Coccinela Settempuntacta). Invertebrado. Inseto ortóptero. Possui corpo hemisférico, de listrar avermelhadas. Difundida por todo o mundo, multiplicando-se incrivelmente nos meses de verão. Dizem que possui qualidades medicinais, devido ao líquido amarelo e fétido que segrega. É inofensivo.

56 – CROCODILO (Cocodrillus). Vertebrado. Réptil hidrossáurio. A variedade mais conhecida no Brasil é a do jacaré. Chega a ter até seis metros de comprimento e vive nos grandes rios da África. Costuma sair à noite, em busca de alimentos. Muito perigoso e feroz. Animal sagrado no Egito.

57 – COLIBRI ou BEIJA-FLOR (Trochilus). Vertebrado. Pássaro semelhante ao pássaro-môsca, porém, com bico mais comprido do que o corpo e bastante curvado para baixo. Possui esplêndidas e brilhantes côres, e vivem do néctar das flores, na América tropical. Existem mais de cem espécies.

58 – POMBO POLAINUDO (Columba). Vertebrado. Ave monógama, ou seja, vive em casal. Põe sómente dois ovos por ninhada. Após criados os filhotes, emigra em bandos, em busca de clima mais ameno. Constrói os ninhos entre rochas. A espécie dos “correios” vai para bem longe e é empregada, também, na guerra. Muito fácil de ser domesticado.

59 – CONDOR (Sarcohamphus Gryphus). Vertebrado. Ave de rapina, espécie de abutre, com asas que chegam a ter três metros e meio. Voa a grandes alturas. Vive, habitualmente, nas mais altas montanhas dos Andes, no Peru e no Chile. Ataca pequenos, e mesmo grandes animais, pois é um terrível carnívoro.

60 – COELHO (Oryctolagus Cuniculus). Vertebrado, mamífero. Roedor. É um mamífero disseminado por todos os recantos do globo. Muito prolífico, em algumas regiões é realmente uma praga, como na Austrália. Timidíssimo, esconde-se depressa. Boa carne e pêlo muito útil. Animal doméstico por excelencia.

61 – CORVO (Corvus Frugilegus). Vertebrado. Ave de plumagem negra e robusto bico amarelo-alaranjado. Muito comum nos países europeus. Alimenta-se de insetos, vive retirado, entre as montanhas arborizadas. Carne dura como ..., da qual emana péssimo odor. É símbolo de desventura.

62 – CUCO (Cuculus). Vertebrado. Pássaro trepador, que passa o inverno na África e nas regiões quentes da Ásia, para voltar à Europa na primavera, partindo de novo em agôsto. Não faz ninho, e a fêmea põe só um ôvo, no ninho dos outros pássaros igualmente insetívoros. Seu canto tem inspirado os relojoeiros.

63 – DELFIM ou GOLFINHO (Delphinus). Vertebrado, mamífero. Cetáceo de grandes proporções, com órgãos próprios para respirar e expelir a água, e uma barbatana dorsal, à guisa de vela. Carne comestível e gordura bastante apreciada. Vive no Atlântico e no Adriático e alimenta-se de animais marinhos (lulas e peixes).

64 – DONINHA (Mustela Vulgaris). Vertebrado, mamífero. Carnívoro agilíssimo, semelhante à marta, porém, algo menor. Fornece ótima pele e é um rapinante noturno. Gosta muito de ratos e ataca os galinheiros; por isso, prefere viver em lugares habitados. É fácil apanhá-la, com um ôvo.

65 – DROMEDÁRIO (Camelus Dromedarius). Vertebrado, mamífero. Ruminante. Possui apenas uma corcova, no dorso. É mais esbelto e presta os mesmos serviços do camelo aos povos da África setentrional e da Arábia. De índole mansa, é robusto e resiste bastante a sêde. Muito útil.

66 – ELEFANTE (Elephas). Vertebrado, mamífero. Paquiderme prosboscídeo. Vive, em duas diversas espécies, na Ásia e na África. Pode alcançar até quatro metros de altura. Possui orelhas triangulares, prêsas de marfim, muito procuradas, e uma tromba, ou probóscide, pênsil, que lhe serve para apanhar alimentos e auxiliar o homem...

67 – ELEFANTE MARINHO (Mirounga Leonina). Vertebrado, mamífero. Carnívoro e penípede. Vive nos mares antárticos, porém, cada vez mais raro, em virtude da grande caça de que tem sido alvo. Atinge até seis metros de comprimento. Muito procurado, pela sua gordura e pele.

68 – ARMINHO (Mustela Erminea). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Possui a forma da doninha e comprimento de cêrca de vinte e cinco centímetros. No verão, seu pêle varia de côr, tornando-se branquíssimo, no inverno, permanecendo sempre escura, a longa cauda. Pele apreciadíssima em virtude de ... alvura. Vivve nas regiões nórdicas.

69 – FAISÃO (Phasianus). Vertebrado. Ave galinácea, oriunda da Ásia. Possui cauda comprida, de deslumbrantes e variegadas côres, especialmente os machos. Vive nos lugares onde abundam água e árvores, alimentando-se de tôdas as espécies de vermes, insetos e caracóis. Serve também de prato de luxo, nos banquetes.

70 – FUINHA (Martes Foina). Vertebrado, mamífero, carnívoro de cauda comprida e felpuda. É o terror dos galinheiros. Pode ser apanhado por meio de ratoeiras. Vive em tôda a Europa e Ásia Ocidental. Sua pele é muito procurada. Muito nociva e prolífica, checa a ter seis filhos duma só vez.

71 – FALCÃO (Falco Peregrinus). Vertebrado. Ave de rapina, muito difundida por todo o mundo. Voa em largas espirais, antes de mergulhar, no momento oportuno, sôbre a prêsa. As galinhas já o conhecem de sobra e defendem estrenuamente seus pintainhos, quando o vêem. Antigamente era usado pelos homens para a caça. É a ave de rapina mais rápida.

72 – GALINHA DE ANGOLA (Numida Meleagris). Vertebrado. Ave do gênero dos galináceos, proveniente da África Ocidental. Escura, acinzentada, com pintas brancas. Sua carne é muito tenra e apreciada, principalmente para assados. Possui um cacarejar especial. Muito doméstica.

73 – BORBOLETA MACHAON (Papilio Machaon). Invertebrado. Inseto. Esta espécie de borboletas é amarela, com margens negras, tendo desenhos em forma de meia-lua, na orla das asas. Muito comum na Europa meridional. Suas lagardas proliferam nos canteiros de cenouras e erva doce.

74 – BORBOLETA VANESSA (Vanessayo). Invertebrado. Inseto lepidóptero. Borboleta de côres vivazes, comum na Europa. Figura entre as espécies mais apreciadas pelos colecionadores, pelo seu tamanho, pois alcança até 18 cms. É de grande longevidade. Alguns exemplares resistem ao inverno.

75 – FLAMINGO (Flammingo). Vertebrado. Pássaro pernalta, curvirostro. Possui pernas muito compridas, corpo pequeno, pescoço bastante comprido, bico forte, denteado nas margens. Aprecia os climas quentes, sendo comumente encontrado nos países do Mediterrâneo. Aclimatou-se também, no Brasil.

76 – FOCA (Phoca). Vertebrado, mamífero. Carnívoro muito comum nos mares glaciais e nas regiões polares. Bastante procurado, por sua pele e gordura. Pernas curtas e adequadas ao nado. É anfíbio e alimenta-se de peixes e crustáceos. Animal inteligente, trabalha em circos.

77 – FORMIGA (Formica Rufa). Invertebrado, himenóptero. Assim como a abelha, apresenta grande censo de vida em comum. Há entre elas, os machos, as fêmeas e as obreiras, que tratam de buscar a alimentação, construir seus formigueiros e combater contra as tribos inimigas. Animal nocivo, principalmente a chamada saúva. Verdadeira praga, no Brasil.

78 – TAMANDUÁ (Vermilingua). Vertebrado, mamífero, desdentado. Animal próprio da América Tropical. Possui fortes unhas e cauda tão comprida quando o corpo. Alimenta-se de formigas e insetos, que apanha com a sua comprida e viscosa língua, metendo-a nos formigueiros. É comparado ao urso, quando se fala em amigos, pois seu abraço mata.

79 – TENTILHÃO (Fringilla coelebs). Pássaro da família dos curvirostros, espalhado por tôda a Europa e conhecido pelo forte vibrar de seu canto. Prefere os bosques e os pomares, pois se alimenta de sementes e frutos, mas destrói, igualmente, larvas e lagartas em grande quantidade.

80 – FURÃO (Putorius Furox). Vertebrado, mamífero. Pequeno carnívoro, da família dos mustelídeos, que vive em qualquer região do globo. De côr amarelada, olhos rosados. Seus instintos carnívoros são explorados pelo homem, que o emprega na caça à lebra e outros animais do mato.

81 – GAIVOTA (Larus). Vertebrado. Pássaro palmípede.Vive em enormes bandos, ao longo das costas. Voa beirando as ondas, à procura de peixes e moluscos. Geralmente de plumagem branca, prêta nas costas, embora existam algumas espécies diferentes. Sua carne tem um sabor acre e desagradável, pelo seu mau odor.

82 – GALINHA (Gallina). Vertebrado. Ave doméstica por excelência, vive encerrada em galinheiros, fornecendo, ao homem, ovos, penas e carne saborosíssima. Alimenta-se de grãos, principalmente de milho, insetos, verdura e restos de comida. Há numerosas espécies, umas poedeiras e outras apreciadas pela carne.

83 – GALO (Gallus). Vertebrado. Ave do tipo dos galináceos, do qual descendem vários tipos das nossas granjas. É encontrado em todos os recantos da terra. Tem crista vermelha, esporas, e penas de várias côres, arqueadas na cauda. É o emblema da saúde e da vigilância, é símbolo na França. São muito procurados os da espécie de briga.

84 – CARANGUEJO (Astacus Moenas). Invertebrado. Decápode. Vive nas profundidades marinhas e é comestível, tendo muitos apreciadores. Encontra-se entre pedras e rochedos, que permanecem descobertos, após as mares altas. Cozido, adquire uma bela cor vermelha. No Brasil, é bastante conhecido o siri.

85 – GATO (Felis Catus). Vertebrado, mamífero. Carnívoro digitigrado. Animal doméstico, inimigo natural dos ratos, do qual se alimenta. Era venerado, entre os antigos egípcios, como divindade. É encontrado em todos os países do mundo. Possui olhos fosforescentes, que enxergam no escuro.

86 – GATO ANGORÁ (Felis Cyprius). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Originário da ilha de Chipre, segundo alguns, de Angorá (cidade da Turquia), distingue-se das demais espécies pela maciez de seu pêlo espêsso e comprido, geralmente branco mas, também, cinzento, servindo, mesmo, para ornamentos de moda.

87 – GATO SIAMÊS (Felis Maniculato). Vertebrado, mamífero, carnívoro. É de físico mais desenvolvido do que os demais. Seus olhos são de um azul intensíssimo, pêlo marrom, liso, as vêzes manchado. Cauda comprida e redonda como a dos macacos. Seu nome lembra a origem: o Sião.

88 – GATO SORIANO ou PARDO (Felis Domestica). Vertebrado, mamífero, carnívoro. É oriundo da África e possui o aspecto de uma pequena pantera. É a espécie mais difundida. Dizem que seus bigodes possuem um sentido especial de tacto. Animal desconfiado e muito ladrão, para justificar o nome.

89 – PÊGA (Pica Caudata). Vertebrado. Ave semelhante ao corvo. Amante de algazarra, aprende facilmente a articular palavras. Possui instinto de furto e oculta tudo quando a atrai pelo seu explendor ou que lhe chame a atenção. De plumagem branca e prêta, alimenta-se de insetos, sementes e frutas.

90 – GAZELA (Antilope Dorcas). Vertebrado, mamífero. Ruminante, espécie de antílope. Encontra-se no Egito, na Somália e na Ásia Menor. Possui olhos muito meigos, elegância e agilidade. Pode ser considerado um dos mais velozes animais. Olhos de gazela: olhos grandes e meigos. Há quarenta espécies.

91 – PATO REAL (Anas Platyrhincha). Vertebrado. Ave anseróide. É, também, conhecido por pato selvagem. Quando neste estado, vive em tôdas as regiões, principalmente nos terrenos alagadiços e pântanos. Alimenta-se de plantas aquáticas. Bastante procurado pelos caçadores.

92 – MARGAI (Acinonyx). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Vive na América Central e Meridional. É um felino parecido com o gato e tem mesmo algo de cachorro, pode ser caçado vivo; destrói grande quantidade de caça e animais domésticos. Muito daninho.

93 – ARGANAZ (Myoxus Glis). Vertebrado, mamífero. Do gênero dos roedores da família dos ratos. Possui pêlo cinzento e passa o inverno em letargo. Esconde-se nas matas e pomares, e é grande destruidor de nozes e outros frutos de casca grossa. Muito prolífeco de grande dano para a lavoura.

94 – ONÇA (Felis Uncia). Vertebrado, mamífero, considerado o jaguar da América do Sul. Felino dos mais ferozes. Quando possui a pele manchada como um leopardo, é chamado onça pintada. Trepa, com a maior facilidade, nas árvores, e ataca os homens.

95 – GIRAFA (Giraffa Cameleopardolis). Vertebrado, mamífero. Ruminante próprio da África central. Pescoço muito comprido, pernas dianteiras bem mais compridas do que as traseiras, altura que chega a ter cinco metros. Andam sempre aos casais. É muda, e sua pele, acinzentada, tem manchas escuras.

96 – GNU (Cannochaetes Gnú). Vertebrado, mamífero. Ruminante do gênero do antílope indígina da África meridional, vive em manadas, em estado selvagem. Tem chifres iguais aos do búfalo e pernas semelhantes as do veado. Anda de maneira estranha e corre aos pulos. Carne macia e suculenta.

97 – GORILA (Gorila Gina). Vertebrado, mamífero. O maior dos macacos. Sua estatura iguala a chega a exceder a do homem, pois é muito corpulento, tem peito largo e braços compridos; pernas curtas. A face é projetada para frente, pêlo prêto e comprido. Formidáveis mandíbulas, sem rabo. Vive na Guiné inferior. Não ataca, mas, quando atacado, é feroz.

98 – GRIFO (Gyps Fulvus). Vertebrado. Ave de rapina. É uma espécie de abutre estacionário da Europa setentrional. Não é perigoso, e alimenta-se de preferência, de animais em estado de putrefação. Faz seu ninho nos cimos das montanhas e reune-se em bandos, quando surge prêsa abundante.

99 – GRIFO NEGRO (Vultur Fulvus). Vertebrado. Ave de rapina. É um pássaro solitário, que vive e faz seu ninho onde existem grandes árvores. Muito voraz mas também, se nutre somente de carnes de animais que morreram a vários dias. Chega a ter mais de metro e meio de altura.

100 – GRILO (Acheta Campestris). Invertebrado. Inseto saltador. Vive nos campos e nos prados. De côr escura, amarelado, e bastante conhecido pelo ruído que produz ao friccionar seus elétritos. Os machos possuem um aparelho estridulante, poderoso. Dizem que o grilo doméstico dá sorte.

101 – GROU (Megalornis Grus). Vertebrado. Pássaro alectório. É um pernalta emigrador, que passa o verão na Europa, e o inverno na África. Alimanta-se de rãs e sapos, moluscos e vermes. Quando dorme, apresenta a particularidade de repousar somente sôbre uma perna. Vive nos pantanos.

102 – MOCHO (Asios Otus). Vertebrado. Ave noturna, da família dos estrigídeos. É bastante útil na destruição de ratos e outros animais daninhos à lavoura. Seu canto, devido à crendice popular, é considerado de mau agouro. Vive e faz seu ninho nas cavidades dos troncos.

103 – HIENA (Hjaena). Vertebrado, mamífero, carnívoro. É um digitigrado da família dos felinos. Vive na África e na Ásia. Na idade terciária, viveu, também, na Europa. Evita o homem e prefere cadáveres. Faz grandes estragos entre rebanhos. Pêlo cinzento alourado. Cheira muito mal.

104 – HIPOPÓTAMO (Hippopotamus). De hippos (cavalo) e potamus (rio). Vertebrado, mamífero, herbívoro. Vive nos grandes rios da África, especialmente no Nilo. Possui formas rudes, focinho enorme, nada com muita facilidade. É procurado, devido à sua saborosa carne e dentes de marfim.

105 – PORCO ESPINHO (Hystrix). Vertebrado, mamífero. Roedor próprio das regiões quentes da Europa meridional, Ásia e África. Possui o corpo recoberto de espinhos, que são seu meio de defesa. Muitas vêzes, chega a ser maior do que um gato. É inofensivo mas causa prejuízos à lavoura.

106 – LAMA ou LHAMA (Lama Guanicoe). Vertebrado, mamífero, ruminante. Vive geralmente, nos Andes peruanos, empregado pelos indígenas como animal de carga. Tem afinidades com os camelos, mas o corpo de um carneiro. Pêlo comprido e macio, muito procurado para fins industriais. Chama-se, também, guanaco ou vicunha.

107 – LEÃO (Felis ...). Vertebrado, mamífero, felino. Feroz carnívoro... planícies e as montanhas da África e as regiões mais cálidas da Ásia. Chega a ter três metros de comprimento e um de altura. Devido a sua fôrça, agilidade e temperamento, é chamado “o rei dos animais”.

108 – PUMA ou ONÇA VERMELHA (Felis Concolor). Vertebrado, mamífero, carnívoro. É uma espécie de leão típico da América do Sul, de côr avermelhada, uniforme, pernas grossas e robustas, garras afiadas, cabeça pequena, principalmente entre as fêmeas. É menos audaz dos demais felinos. Também é conhecido como suçuarana.

109 – LEOPARDO (Felis Leopardus). Vertebrado, mamífero. Enorme felino, de côr dourada, manchado de negro, e branco na parte inferior, oriundo da Guiné e Senegal. Chega a ter cêrca de um metro de comprimento. Muito feroz. Apreciado pela sua pele e dentes. Figura em muitos brasões.

110 – LEBRE (Lepus). Vertebrado, mamífero. Inofensivo, mesmo quando perseguido. Rápido na corrida, herbívoro por excelência é procurado por causa de sua ótima carne. É cassado especialmente da metade de setembro à metade de abril. Vive na Europa. Parece-se com o coelho e é, também, muito medroso.

111 – LIBÉLULA (Aeschua Cyanea). Invertebrado. Inseto peseudoneuróptero. É fácilmente reconhecível, devido as suas quatro asas, bem reticuladas e quase iguais, e pelos seus órgãos da bôca bem desenvolvidos. No estado de larva, é aquático e respira na água, ao passo que, quando adulto, torna-se aéreo.

112 – LINCE (Lynx). Vertebrado, mamífero. Do gênero dos felinos, carnívoro muito daninho. Sua pele é bastante apreciada. Vive especialmente na América do Norte e Ásia setentrional. Dizem que possui vista maravilhosa e pouca memória. Chega a ter 1,20 de comprimento. Vigoroso e ágil.

113 – LONTRA (Lutra). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Possui linda pele. Há várias espécies dêsse animal, na Europa, Ásia e América. Seus principais característicos são: focinho obtuso, cauda grossa e chata, pés espalmados. Sai sómente à noite, à caça de peixes. Olhos vivos e penetrantes.

114 – LAGARTIXA (Lacerta Ocellata). Vertebrado, réptil. Pequeno sáurio, de corpo alongado e côr esverdeada, rabo comprido e cônico, que se move ainda mesmo depois de cortado. Transcorre o inverno em letargo, nos países frios. Gosta de estar ao sol, e é inofensivo. Insetívoro.

115 – CARACOL DE HORTA (Helis Pomatia). Invertebrado, molusco, gasterópodo. É uma espécie terrestre do gênero hélice. Alimenta-se dos brotos das plantas e é bastante prejudicial a agricultura, principalmente na época da semeadura. Comestível e, segundo os que o apreciam, muito gostoso.

116 – LÓBO (Canis Lupus). Vertebrado, mamífero. Carnívoro muito voraz. Quando impelido pela fome, ataca e devora até o homem. Vive em alcatéias, nos bosques da Polônia, da Rússia e da Noruega meridional. Fornece boa pele e coro muito sólido.

117 – MELOLONTA (Mouses Clythras). Invertebrado. Inseto ortóptero. Possui cabeça oblonga e oval, de côr escura. A fêmea morre, após postos os ovos. Desenvolve-se e multiplica-se por metamorfose. Muito comum nos países da Europa meridional, no mês de maio. Prejudicial à lavoura, especialmente às videiras.

118 – PORCO (Sus Domesticus). Vertebrado, mamífero. Foi para a Europa, levado da América. Descende do javali, ao qual se asemelha. Seu corpo é adiposo e recoberto de cerdas, que servem para a confecção de pincéis e escôvas. Carne muito saborosa, além de fornecer, também, ótima gordura. Animal muito doméstico e prolífeco.

119 – MANDRIL (Mandrilus Sphinx). Vertebrado, mamífero, do gênero dos macacos africanos. Grande e corpulento, côr cinzenta esverdeada, com uma barbicha amarelada. Mede cêrca de um metro de altura. Caminha qual um quadrúpede e é considerado o mais repugnante dos macacos, pelos seus hábitos e aspectos.

120 – OPOSSUM (Didelphus Virginiana). Vertebrado, mamífero. Marsupial da família dos didelfos ou sarigas, do tamanho de um gato doméstico. Originário da América setentrional. É caçado em grande escala, por causa de sua preciosa pele e saborosa carne. Seu pêlo é côr de cinza, claro.

121 – RINOCERONTE (Rhinoceros Bicornis). Vertebrado, mamífero. Paquiderme que se defende de maneira feroz. Sua única região vulnerável é a parte em redor dos olhos. Armado de dois poderosos cornos, na parte anterior do focinho, possui fôrça descomunal. Chega a ter 4 metros de comprimento por 2 de altura. Alimenta-se de ervas e raízes, e vive nos rios da África.

122 – MARTIM CAÇADOR (Dacelo Cervina). Vertebrado. É natural da Austrália, e vive da caça que dá aos réptis e pequenos mamíferos. Não chega a ser maior do que uma galinha e possui uma voz estridente e especial, que lembra uma gargalhada.

123 – MARTIM PESCADOR (Alcedo Athis). Vertebrado. É um pássaro bastante comum em vários continentes, da família dos aucionídeos. Vive sempre à beira d'água, às margens dos rios, lagos e pântanos, porque se alimenta de peixes, rãs e sapos, que captura com o bico, após longa espera.

124 – MEDUSA ou ÁGUA VIVA (Chrysaora Hisonella). Invertebrado. Acéfalo simples, gelatinoso. Tem, geralmente, a forma de um sino ou de uma umbela. É fosforescente, e chamado, também, água viva ou urtiga do mar, pois o seu contacto com a pele produz uma espécie de queimadura. Notáveis, alguns, por suas formas e côres.

125 – MEIA-LUA (Pterophyllum Scalare). Vertebrado. Peixe ósseo, teleóstero. Vive nos mares tropicais e nas zonas mais temperadas. Possui a particularidade de mudar de côr, a seu talante. Põe os ovos entre as algas marinhas e vigia-os ciosamente.

126 – CARNEIRO (Aries). Vertebrado, mamífero. É o macho da ovelha. Possui chavelhos oblíquos e robustos, pêlo espêsso e enovelado. Animal bastante sossegado mas, quando o incomodam, investe de cabeça baixa, aplicando fortes marradas. Sua carne é muito nutritiva. Um dos mais úteis animais.

127 – MÔSCA (Musca Domestica). Invertebrado. Inseto díptero, da família dos muscídeos. Bastante aborrecido e incômodo, além de nojento e prejudicial à saúde, porque serve de veículo à propagação de micróbios. Nasce de ovos, que as fêmeas põe com prodigiosa fertilidade, multiplicando-se demais.

128 – LEIRÃO (Myoxus Avellanarius). Vertebrado, mamífero. Pequeno roedor, muito comum na Europa e na América setentrional. Dêle emana um penetrante odor de almíscar. É considerado bastante daninho.

129 – VACA (Vacca). Vertebrado, mamífero, ruminante. Fêmea do touro. Produz leite em abundância, vive em estado doméstico, em todos os países do mundo, dividindo-se em várias raças, mais ou menos tôdas apreciáveis. Além do saboroso leite, aproveita-se sua carne e couro. Um dos mais úteis animais.

130 – MULA (Equus Mulus). Vertebrado, mamífero. Animal híbrido, ou seja, produto do cruzamento de dois animais diferentes: asno e égua. É forte, sóbria, infecunda, bastante procurada como cavalgadura, principalmente nas regiões montanhosas ou de péssimas estradas, devido à segurança de seu passo.

131 – BADEJO (Merlucius Merlucius). Vertebrado. Peixe ósseo, teleóstero. É uma sub-espécie do bacalhau, embora seja menor do que êste. Vive em grandes profundidades. Sua pesca é sempre abundante e geralmente é salgado e preparado da mesma forma que se procede quanto ao bacalhau.

132 – MILHAFRE (Milvus Regalis). Vertebrado. Ave de rapina, da família dos falconídeos. Côr de fava, com asas negras e cauda vermelha, bifurcada. Voa com muita rapidez, alimenta-se de pequenos insetos e ataca as galinhas com pintainhos. Muito comum na Europa central e meridional. Chega a ter 1,50 de envergadura.

133 – ÁGUIA PESCADORA (Pandion Haliaectus). Vertebrado. Ave de rapina, de bico curto, agudo, convexo. Asas aguçadas, excedendo a cauda, que é curta. Alimenta-se de peixe, que apanha mergulhando, e de rãs. Prejudicial à pscicultura. Comum na Europa, Ásia e África, principalmente à beira dos brejos.

134 – GANSO (Anser). Vertebrado. Palmípede doméstico, do qual existem várias espécies. Suas plumas são muito procuradas, bem como o fígado, que serve para preparar deliciosos pratos. Em todas as partes do globo, é uma das vítimas preferidas para os festejos de Natal. Muito fácil de criar.

135 – ORANGOTANGO (Scimia Satyrus). Vertebrado, mamífero. Seu nome quer dizer, em malaio: orang (homem) utan (bosque). Grande macaco das ilhas de Sumatra e Bornéu. Possui doze pares de costelas e fôrça prodigiosa. Sai de madrugada, à procura de alimentos, geralmente frutas. Menos feroz do que o gorila.

136 – URSO BRANCO (Thalactus Maritimus). Vertebrado, mamífero. Carnívoro, plantigrado. Vive nas regiões polares árticas, alimentando-se de focas e pingüins, chegando a atacar, muitas vêzes o homem. Os esquimós dão-lhe caça, por causa da carne e da pele, que é espêssa e macia, muito quente.

137 – URSO CASTANHO (Ursus Arctos). Vertebrado, mamífero. Carnívoro, plantigrado. Formas grotescas, focinho comprido, orelhas pequenas. Vive em quase tôda a Europa e atinge até 50 anos. Quando apanhado muito novo, pode ser domesticado, ao passo que, quando adulto, é selvagem e ataca os rebanhos.

138 – URSO GRIZZILI (Ursus Spelaeus). Vertebrado, mamífero. Plantigrado. É a espécie própria da América do Norte, chamada, pelos indígenas de baribal ou murswa. De grandes dimensões, guloso e voraz, o que o impele a efetuar verdadeiras matanças entre os rebanhos, durante a noite.

139 – ORNITÓRRINCO (Ornithorynchus Anatinus). Vertebrado, mamífero da ordem dos monotremos da Austrália e da Tasmânia. Animal noturno. Costuma cavar ao fundo das grandes galerias, que tem uma saída na águia e outra em terra. Alimenta-se de vermes e insetos. Animal curioso, meio ave e meio mamífero, pois põe ovos e possui bico de pato.

140 – PANTERA MALHADA (Felis Pardus). Vertebrado, mamífero, carnívoro. É um felino asiático, fulvo, com malhas negras. Ataca, de preferência, os macacos, embora não dispense outros animais. Não teme o homem, e agride-o, saltando para cima dêle, do alto das árvores. Muito perigoso e ágil.

141 – PANTERA NEGRA (Felis Melas). Vertebrado, mamífero, carnívoro. É a espéciue de pantera própria da ilha de Java. Muito rara e ferocíssima, vive no interior das florestas. Seus olhos encontram-se em contínuo movimento e o olhar é terrível e magnético.

142 – PAPAGAIO (Psittacus Actipitrinus). Vertebrado. Pássaro psitáceo. Frugívoro, de bico bem forte, recurvo e afiado, embora curto. Sua plumagem é de côres vivas e bonitas. Certas espécies têm a faculdade de repetir palavras e frases. Não constrói ninhos, e põe os ovos na cavidades das árvores. Bicho muito popular nas anedotas.

143 – PARDAL (Passero Domesticus). Vertebrado. Pássaro muito comum entre nós, tendo vindo de Portugal. Anda geralmente em bandos e pratica verdadeiras devastações nas plantações, principalmente na época das semeaduras. Procria três vezes ao ano e faz o ninho nas árvores e telhados. Muito daninho, e inimigo do nosso tico-tico.

144 – PAVÃO (Pavo). Vertebrado, galináceo. Ave originária das Índias Orientais. Possui um penacho de plumas, na cabeça, e magnífica plumagem, na cauda, que se abre, num deslumbrante efeito multicôr, em forma de leque. Carne sêca e pouco apreciada. Animal sagrado, entre os romanos, que o usavam, também, como prato de luxo.

145 – OVELHA (Ovis Aries). Vertebrado, mamífero. Ruminante de pêlo comprido e lanoso, difundido em muitas espécies, mas tôdas derivados do argali asiático. Vive, em estado selvagem, na Córsega e na Sardenha. É muito útil, por vários motivos: lã, carne, leite, peles, chifres e adubos.

146 – PELICANO (Pelicanus Onocrotalus). Vertebrado. Ave esteganopode. Palmípede de pernas curtas, bico longo e grosso, provido de um saco membranoso, em que deposita o peixe apanhado. As espécies de maior vulto são encontradas nas prais dos mares da Europa oriental e Ásia meridional.

147 – PERDIZ (Alectoris Rufa). Vertebrado. Ave galinácea, de formas tôscas e pequena cauda. Existem várias espécies. Vive nas planícies. Alimenta-se geralmente de insetos. Sua carne, prêsa preferida pelos caçadores, é um prato requintado e saboroso. O macho denomina-se perdigão.

148 – TUBARÃO (Charchadoro Carcharinso). Vertebrado. Peixe cartilaginoso. Do gênero dos esqualos. Comum em todos os mares, voracíssimo, com dentes triangulares, margens cortantes, em forma de serra. Existem várias espécies, muitas delas ferocíssimas. Bastante temido pelos navegantes. Fornece ótimo couro e óleo.

149 – PEIXE LUA (Ortogrico Mola). Vertebrado. Peixe ósseo, teleósteo. É um animal bastante esquisito, devido à sua forma especial. Vive em todos os mares e em tôdas as profundidades. Quando nada, parece um remador preguiçoso e inesperto.

150 – PEIXE MARTELO (Sphyrna Zygaena). Vertebrado. Peixe cartilaginoso, também da família dos esqualos. Deve seu nome à estranha forma da cabeça, alargada transversalmente, com o s olhos situados nas extremidades. Alguns exemplares atingem até seis ou sete metros de comprimento.

151 – PEIXE ESPADA (Xiphia Gladius). Vertebrado. Peixe ósseo, teleosteo. Tem afinidades, com o atum e seu queixo superior prolonga-se numa lâmina comprida (chega a ter um metro), muito afiada, com a qual luta contra peixes de maior porte, como os tubarões. Carne muito apreciada.

152 – PINTARROXO (Erythacus Rubecola). Vertebrado. Pássaro canoro. Muito bonito e conhecidíssimo pássaro da família dos silvinios. Encontra-se, nos países da Europa, em quase tôdas as estações. Grande destruidor de insetos. Habitua-se fácilmente à gaiola, onde o prendem, devido ao seu canto mavioso.

153 – PICA-PAU (Picus). Vertebrado. Pássaro trepador e canoro, insetívoro. Com seu bico robusto, vai furando a casca das árvores e captura os insetos, com sua língua fina e ágil. Existem várias espécies dessa ave, nas várias regiões do globo. O pica-pau mais comum na Europa é negro, embora existam alguns verdes.

154 – POMBO DOMÉSTICO (Columba Lyvia). Vertebrado. Pássaro columbáceo, também chamado pombo de tôrre. Conhecido em todos os países. Alimenta-se de cereais e insetos. Sua carne é procurada, embora tenha um leve sabor selvagem. Muito prolífeco e doméstico.

155 – PINGÜIM (Aptenodytes). Vertebrado. Pássaro implume. Caracterítico das regiões polares, tem o corpo erecto, pés muito pequenos, asas sem penas. Reunem-se em colônias de vários milhares de indivíduos e é caçado devido à sua gordura e pele. Voa regularmente e tem o tamanho de um pato.

156 – MORCÊGO (Plecotus Auritos). Vertebrado, mamífero. Quiróptero. Possui o corpo de um rato e órgãos para voar, membranosos. Nos países frios, passa o inverno em torpor, de cabeça para baixo. Abunda nas regiões quentes, onde chega a atingir grandes dimensões. Ave noturna.

157 – PITÃO (Python). Vertebrado, Réptil. Ofídio.Enorme serpente, semelhante à sucuri, própria da zona tórrida dos continentes asiático e africano. Supera em dimensões a tôdas às demais cobras. Embora não seja venenosa, ataca os homens e animais de grande porte, caindo, depois, em grande letargo, para fazer a digestão.

158 – POLVO (Octopus Vulgaris). Invertebrado. Molusco. Cefalópodo. Sem concha, com oito tentáculos iguais, é essencialmente aquático e marinho. Tem o corpo carnoso e mole, em forma oval. Nas grandes profundidades do oceano, são encontrados os maiores exemplares. Carne muito apreciada.

159 – PORQUINHO DA ÍNDIA ou COBAIA (Cavia Cobaya). Vertebrado, mamífero. Roedor. Animalzinho bastante prolífeco, semelhante a um pequeno coelho, mas de focinho mais curto e orelhas pequenas. Oriundo da América do Sul, tem sido espalhado por todo o mundo, não só pela sua carne, mas, também, para experiências médicas.

160 – PINTO (Pullus). Vertebrado. Ave galinácea por excelência, pois é o filhote da galinha, e nasce do ôvo que ela põe. Segue a mãe por todos os lados, sempre barulhente e petulante, devorando continuamente, ao passo que ela, vigilante, indica-lhe os melhores bocados.

161 – PUMA ou GUGUARDO (Felis Fulvus). Vertebrado. Gênero de mamífero sem juba, pêlo furta-côr bastante comum, nas florestas do Paraguai e Bolívia, parente próximo da nossa onça parda ou suçuarana. Ataca o gado e pequenos animais, mas defende-se pouco do homem. Ágil e vigoroso.

162 – ZIBELINA (Mustela Zibellina). Mamífero, vertebrado, também conhecido por marta zibelina. Espalhada desde a Europa boreal ao Japão e Alasca. Muito procurada por causa de sua pele, que serve de ótimo adôrno. Sua estatura não excede 0,50.

163 – CORCONIZ (Coturnia). Vertebrado. Ave galinácea, onde figura entre os seus menores representantes. Bastante procurado, pelas suas carnes saborosas, emigra todos os anos, geralmente ao luar ou ao crepúsculo. Chega à Europa, na primavera, e passa o inverno na África. Alimenta-se de insetos.

164 – ARANHA (Tegenaria Domestica). Invertebrado. Aracnídeo. Dividi-se em várias espécies, algumas venenosas. Segrega um líquido gomoso, que se estira e endurece, ao cantacto com o ar, tornando-se um fio e, com êle tece sua teia, para atrair os insetos. Possui oito pernas.

165 – RENA ou RANGIFER (Tarandus Rangifer). Vertebrado, mamífero, ruminante, da família dos veados, bastante difundido nas regiões glaciais da Europa, Ásia e América. Utilíssimo na Lapônia, porque fornece carne, leite, peles, ossos, e serve para puxar veículos. Dizem que puxa o carro de Papai Noel...

166 – OURIÇO (Erinaceus). Vertebrado, mamífero. Insetívoro, com o corpo recoberto de agulhas defensivas, que se enrola em forma de bola, quando atacado. Em alguns países, sua carne é bastante apreciada, após liberta do espinhoso envólucro protetor. Sai à noite e é invunerável às picadas de cobra.

167 – RINOCERONTE DA ÁSIA (Rhinoceros Unicornius). Vertebrado, mamífero. Paquiderme, ou seja, animal de pele grossa. Difere um pouco de seu parente próximo da África, porque o outro, às vêzes, chega a ter dois chifres e é bem mais feroz. Animal bastante caçado pelos seus dentes e couro.

168 – ANDORINHA (Hirundo Rustica). Vertebrado. Pássaro insetívoro. Possui bico pequeno, asas compridas e pontudas. Tôda negra, contudo, sua parte inferior é branca. Costuma fazer o ninhonas calhas, junto aos telhados. Vem na primavera e emigra para regiões mais quentes, quando chega o frio.

169 – SALAMANDRA (Salamandra Maculosa). Vertebrado, anfíbio. Salamandriforme. Passa o inverno entre as cascas das árvores ou debaixo da terra. Originária da Europa, chega a ter 20 centímetros de comprimento. Nasce na água. Sôbre ela corre a lenda de ser incombustível e resistir aos mais fortes calores.

170 – SALMÃO (Salmo Soler). Vertebrado. Peixe ósseo, teleósteo. Procuradíssimo, devido ao sabor de sua carne. Muito comum nos grandes rios da Europa e da América do Norte. Surge em suas nascentes e procura o mar, quando chega a época de desenvolver-se, voltanto, depois, ao local do nascimento.

171 – SARDINHA (Clupea Sardina). Vertebrado. Peixe ósseo, teleósteo. É da família dos arenques, e bastante copiôso, no Atlântico, Báltico e Mediterrâneo. Aparece em cardumes numerosos. Após apanhada, é preparada em latas ou barris, com óleo. Pode ser apanhada também à noite com lanternas.

172 – ESCARAVELHO (Orictes Nasicoruis). Invertebrado. Inseto coleóptero, graudo, de côr escura, avermelhado. Muito comum na Europa, onde é encontrado nos jardins, durante a noite. Os cornos que apresenta são um privilégio dos machos.

173 – CHACAL (Thos Aureos). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Além da África e Ásia, também pode ser encontrado na Península Balcânica. Vive em bandos, mais ou menos numerosos. É um animal vil e desprezível, que se alimenta dos restos putrefatos deixados pelas outras feras.

174 – CHACAL ESTRIADO (Thos Virgata). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Animal felino, noturno, de voz bastante desagradável, às vêzes sujeitos a ataques de hidrofobia. Quando isso acontece, é evitado pelos outros animais da floresta. Côr cinzenta, manchas escuras, estrias amarelas.

175 – MACACO URRADOR ou GUARIBA (Scimmia). Vertebrado, mamífero. Quadrúmano que vive nas florestas das regiões quentes dos dois hemisférios e que, pelo conjunto de caracteres, poder intectivo e complicada estrutura, está bem acima de todos os outros animais, aproximando-se bastante, quanto ao tipo, do organismo humano. Seu urro parece humano.

176 – CHIMPANZÉ (Anthropopithecus). Vertebrado, mamífero. Macaco antropomorfo, que vive na África ocidental, alimentando-se de frutas. É ágil e vivaz, de índole meiga, amante de brincadeiras. Fàcilmente domesticável, sem cauda. Preferido pelos amestradores de animais para circo.

177 – ESQUILO ou SERELEPE (Sciurus). Vertebrado, mamífero. Roedor. Muito difundido pelo mundo, exceto na Austrália. É gracioso, de pêlo macio e comprido, longa e feupuda cauda. Agilíssimo. A espécie americana, chamada volante, atira-se de árvore a árvore, quase voando. Símbolo de agilidade e esperteza.

178 – ESCORPIÃO (Scorpio Europeus). Invertebrado. Aracnídeo. Bicho noturno, carnívoro e venenosíssimo. Ataca a prêsa ferindo-a com seu afiado ferrão. Na antiguidade, a crendice popular julgava-o apto a servir como antídoto, após curtido em azeite. Muito comum em matas que beiram as cidades.

179 – CARRIÇA (Troglodita Parvelus). Vertebrado. Pássaro encontradiço na Europa meridional. Muito pequeno, um dos menores do continente europeu, e, também, bastante rápido em seus movimentos. Constrói seu ninho entre as telhas dos casebres. Vulgarmente, é chamado “rei dos castanheiros”.

180 – CHOCO ou SIBA (Sepiola Rondelleti). Invertebrado. Molusco cefalópodo. Vive nas profundidades marinhas, envolto na areia. Deixa a descoberto sòmente os olhos, que são enormes, espreitando a prêsa, que depois envolve em seus tentáculos.

181 – LULA (Calmar Communis). Invertebrado. Molusco do gênero cefalópodo decalópodo, da mesma família dos chocos, com quem se confundem. Também vive nas profundidades marinhas. Muito apreciado pelos glutões, é apanhado e comido fresco, ou conservado em latas.

182 – JIBÓIA (Boa Constrictor). Vertebrado, réptil, ofídio. Peculiar da América do Sul, principalmente da Amazônia e Mato Grosso. Não é venenoso, mas mata a prêsa, envolvendo-a em suas espirais e sufocando-a. Serve de tema para muitas histórias e lendas. Da grossura de uma coxa, atinge até 10 metros.

183 – SERPENTE DE ÓCULOS ou NAJA (Maya Tripudians). Vertebrado, réptil, ofídio. Venenosíssimo, pois sua picada mata ràpidamente. Vive na Ásia, prinmcipalmente na Índia, na China, nas ilhas malaias. Seus olhos, circundados de branco e negro, deram origem ao seu nome.

184 – CAVALA (Sgombrus). Vertebrado, teleósteo, acantáptero. Muito comum nos mares da Europa meridional e América do Sul. Carne bastante procurada, da qual os antigos extraíam um licor preciosíssimo. É, também, conservado em latas, em óleo.

185 – ESQUILO RAJADO (Tamaias Striatus). Vertebrado, mamífero, roedor. Vive na América, em compridas galerias subterrâneas, onde armazena suas provisões de frutas. Seu pêlo expêsso é de côr neutra, com listas ainda mais escuras. Muito ágil, possui uma estranha conformação da bôca, provida de uma bôlsa.

186 – COLHEREIRO ou ESPATULA (Platalea Leucorodia). Vertebrado. Pássaro agressor. Comum na Europa meridional e climas temperados. É um pernalta de bico comprido, que prefere os terrenos pantanosos e faz seu ninho entre os caniços e baixos arbustos à beira d'água. Deve seu nome à forma do bico.

187 – ESTURJÃO (Arcipenser). Vertebrado, ósseo, teleósteo. Peixe marinho, mas que, na primavera, sobe os grandes rios, a fim de pôr os ovos, com os quais se prepara o caviar, prato finíssimo, de alto preço. Muito famoso e procurado, é o caviar do Volga, rio da Rússia.

188 – AVESTRUZ (Struthio Camelus). Vertebrado. Ave corredôra, a maior que existe. Incapaz de voar, possui, no entanto, extraordinário poder digestivo, já proverbial. É rapidíssimo, e pode ser domesticado. Seus ovos são enormes e muito preciosas suas plumas. Vive na África.

189 – PERU (Meleagris Gallipago). Vertebrado, ave da fdamília dos galináceos. Oriundo da América, difundiu-se pela Europa e outros continentes. Pernas compridas, cauda redonda, chata, principalmente no macho. Crista e pescoço implumes, com apêndice rubro, sôbre o bico. Prato de luxo, nas festas de Natal e banquetes.

190 – TOPEIRA (Talpa Caeca). Vertebrado, mamífero, insetívoro. Cavador de galerias subterrâneas, onde vive. Os olhos ficam ocultos sob a pele, sem abertura, mas de qualquer maneira sensíveis às mudanças de luz. Muito voraz, torna-se nociva, pois come até as raízes das plantas.

191 – ANTA ou TAPIR (Acrocodia). Vertebrado, mamífero. Perixodáctilo, tem afinidades com os suínos. Vive nas florestas úmidas da América do Sul e Sumatra. Possui corpo bastante reforçado, focinho prolongado, com a parte superior terminando numa pequena tromba. Muito procurado pelos caçadores, devido à sua carne e ao couro.

192 – LAGARTO (Lacartus). Vertebrado, réptil, sáurio. Animal ágil, amante de lugares pedregosos ou áridos. Gosta do calor do sol e oculta-se em sua toca durante o inverno. Inofensivo, defende-se com a cauda quando atacado. Alimenta-se de insetos e pequenos animais. Chega a ter 80 cms. de comprimento.

193 – TARTARUGA (Testudo Graeca). Vertebrado, anfíbio. Quelônio, de patas fortes e robustas. Possui uma couraça bastante grossa e dura, à prova de bala. Vive em todo o mundo, especialmente à beira dos rios. As do Brasil são as maiores. Muito procurada pelos seus ovos, que enterra na areia, e, também, pela carne.

194 – TEXUGO (Taxus). Vertebrado, mamífero. Onívoro, plantigrado, de pernas curtas, gordo e de cheiro infecto. Vive na América e na Europa. Alcança 75 cms. Mora nas tocas, profundas, que chegam a ter 10 metros de comprimento. Sai à noite, para procurar alimentos: toupeiras, ratos, víboras etc.

195 – TARTARUGA MARINHA (Testudo Natnas). Anfíbio, vertebrado. Possui afinidades com a tartaruga terrestre. Vive em todos os mares e é bem maior do que as outras. Suas patas, em forma de remos, ajudam-na a nadar. É muito procurada, pois dela fazem excelente sopa.

196 – TIGRE (Felis Tigris). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Vive na Ásia meridional, especialmente na Índia. Seu pêlo é fulvo, avermelhado, com listas negras transversais, branco na barriga. Animal feroz e sanguinário, pois mata mesmo sem ter fome, sòmente por sede de sangue.

197 – ATUM (Tynnus). Vertebrado, ósseo, teleóstero. Abunda nos mares italianos, onde atinge até 900 quilos de pêso e 6 metros de comprimento. É pescado geralmente em maio ou junho, quando emigra, para se reproduzir. Ótima carne, fresca ou salgada. Além do atum vulgar, existe o atum branco. Encontrado também, nas costas do Algarve, Portugal.

198 – RATO (Muss Rattus). Vertebrado, mamífero, roedor. Vive em tôdas as regiões do mundo, fazendo sua toca em buracos e subterrâneos, canos de esgoto e mesmo no mato. Come de tudo, acarretando graves prejuizos ao homem. É, também, veículo transmissor de perigosas moléstias, como a peste bubônica. Seu inimigo tradicional é o gato.

199 – TORDO GÁRRULO (Garrulax Leucalophus).Vertebrado. Pássaro cantor, da família dos dentirostros, que emitem um trilo especial. Sua plumagem geralmente é cinzenta, avermelhada ou côr de ardósia, mas existe dêle nada menos do que 20 espécies, só na Europa. Carne muito apreciada.

200 – TOURO (Taurus). Vertebrado, mamífero, ruminante. Macho da vaca. Boi que não é castrado. Existe em todo o mundo. Sua carne e couro são utilíssimos ao homem. Serve, ainda, como animal de tiro e de arado. Só na idade de três anos é que pode ser usado na reprodução. Na Espanha e no México, é muito procurado para touradas.

201 – RÔLA (Turtur). Vertebrado. Ave da família dos columbáceos. Vive entre os montes e os bosques de tôda a Europa, sendo originária da Índia. No Brasil, também, é muito difundida, mais conhecida por pomba rôla ou rolinha. Muito mansa e domesticável. Carne apreciável, o que a torna procurada pelos caçadores.

202 – MORSA (Trichecus Rosmarus). Vertebrado, mamífero. Carnívoro da ordem dos cetáceos, que vive nos mares glaciais. Mede cêrca de 4 ou 5 metros e chega a pesar até 1.500 quilos. Alimenta-se de peixes. É chamado, também, “boi marinho”. Pêlo liso, escuro. Muito feroz, é caçado pela sua gordura, couro e marfim dos dentes. Vive em bandos.

203 – TRUTA (Salmo Fario). Vertebrado, ósseo, teleósteo. É um salmonóide comum a todos os rios e lagos da Europa. Côr de oliva, no dorso, com manchas rosadas e escuras. Carne bastante apreciada. Pode ser criada em tanques ou viveiros. Chega a ter 60 cms. de comprimento e 8 quilos de pêso.

204 – LIRA ou AVE LIRA (Menura Superba). Vertebrado. Pássaro anômalo. Vive na Austrália. Tem o aspecto de um faisão. Deve seu nome à forma elegante de sua longa cauda, que tem o formato de uma lira. Nutre-se de insetos e é bastante procurado pelos museus, devido à sua beleza, principalmente o macho.

205 – AVE DO PARAÍSO (Paradisea Apoda). Vertebrado, macróquiro. Magnífico pássaro, comum nas ilhas do arquipélago malaio. A beleza e o esplendor de suas penas fazem com que seja bastante procurado pelos museus e colecionadores. Os malaios consideram-no animal sagrado.

206 – POUPA (Upupa Epos). Vertebrado. Pássaro insessóride. É um tenuirostro, com as dimensões de um melro, com penacho ao alto da cabeça. Exclusivamente insetívoro, emana dêle um desagradável odor. Seu ninho é feito de excrementos. Vive geralmente nas árvores carcomidas. Comum na Europa meridional.

207 – ROUXINOL (Philomela Luscinia). Vertebrado. Uma das aves mais canoras e cantadas pelos poetas. Dentirostro, de côr parda, arruívada por cima e amarelada por baixo. Bico ponteagudo e asas curtas. Chega à Europa, na primavera, e emigra para à África, no inverno. O macho e a fêmea chocam, alternadamente, os ovos.

208 – VESPA (Crobo Campestris). Invertebrado. Inseto himenóptero. Alimenta-se do suco de vegetais e de insetos. Deposita os ovos em ninhos feitos de favos e revestidos de madeira ou outras substâncias, que ela tritura e reduz a polpa. Sua picada produz forte dor e inchaço, deixando o ferrão cravado na parte atacada.

209 – VÍBORA (Vipera). Vertebrado. Réptil, ofídio. Muito venenosa. Existem várias espécies, principalmente na Europa, nas regiões áridas ou montanhosas. Combate-se sua mordedura, sugando imediatamente o sangue, na parte atacada, e lavando-a com amoníaco. Alimenta-se, em geral, de pequenos roedores.

210 – BEZERRO (Vitulus). Vertebrado, mamífero, ruminante. Boi novo, também chamado garrote, depois de um ano de idade. É criado com o leite materno e vegetais. Sua carne é delicada, visto ser mais tenra do que a de vaca ou vitela. Também sua pele é procurada para calçados.

211 – RAPÔSA (Vulpes). Vertebrado, mamífero. Carnívoro de focinho adunco e cauda felpuda. Muito astuta e ladra. Vive nos bosques, onde se alimenta de animaizinhos selvagens, mas é igualmente bastante apreciadora de galinhas, nas quais faz estragos. A caça à rapôsa é um esporte muito praticado na Inglaterra.

212 – RAPÔSA PRATEADA (Urocyon Cinereoargenteus). Vertebrado, mamífero, carnívoro. Espécie bastante procurada, pela sua beleza, e daí o valor comercial de seu pêlo, cinzento-prateado, espêsso e longo. A cauda é comprida e felpuda. Vive nas regiões frias da América do Norte.

213 – RAPÔSA POLAR (Alopex Lagopus). Vertebrado, mamífero, carnívoro. É acinzentada, no verão, e alvíssima, no inverno. Os habitantes das regiões polares dão-lhe caça, pois dela auferem bons lucros, por causa da preciosidade da pele. É a menor das rapôsas.

214 – MOSQUITO (Anofeles). Invertebrado. Inseto dos mais fastidiosos e transmissor de várias moléstias, como a malária e a febre amarela. Prefere os terrenos paludosos e as águas estagnadas. Deposita suas larvas na água. Para o destruir, é aconselhável lançar petróleo na superfície dos charcos e brejos.

215 – ZEBRA (Equus Zebra). Vertebrado, mamífero, do grupo dos cavalos. Aliás, parece-se mais com o burro. Possui o corpo listrado em branco e negro. Junta-se, geralmente, com as girafas. Encontrada em tôda a África austral, vive em bandos. Desconfiada, foge ao menor barulho, e galopa com rapidez.

216 – ZEBU (Indius Bos). Vertebrado, mamífero, ruminante. Boi hindu, geralmente branco, giboso, selvagem em muitas regiões da Índia. Tem orelhas caídas e pernas finas e compridas. Corre, trota e galopa, e por isso é usado como animal de sela e tiro. Aclimatou-se no Brasil, havendo grande criação dessa espécie no Triângulo Mineiro.


(Continuação)

PEIXES

Os peixes são animais vertebrados, que vivem exclusivamente na água. Possuem um corpo mais ou menos comprido, um tanto afusolado, que também pode ser cilíndrico, prismático, romboidal etc. Têm esqueleto ósseo e cartilaginoso, pele recoberta de escamas. As extremidades transformam-se em barbatanas. As barbatanas do peito podem mesmo faltar-lhes. Sua locomoção, provocada pelas barbatanas, principalmente pela barbatana de cauda, é favorecida pela conformação do corpo. Os peixes podem fàcilmente elevar-se e mergulhar na água, mercê de um órgão especial que se chama bexiga natatória, que êles podem encher ou esvaziar à vontade. Sua respiração é efetuada por meio das guelras e a temperatura de seu corpo varia conforme a do ambiente que os cerca. Existem peixes de água doce e peixes de água salgada; há aquêles que emigram da água doce para a água salgada (enguia) e vice-versa (esturjão).

MOLUSCOS

Os moluscos são, geralmente, animais invertebrados, de corpo mole, sem extremidades articuladas, munidos de uma membrana dorsal ou manto, que muitas vêzes segrega uma substância calcárea, a qual forma uma casca ou concha, dentro da qual se encerra o animal. A concha pode ser de duas ou três valvas. Alguns moluscos vivem na terra e respiram por meio de pulmões; outros vivem n'água, seja na doce, seja na salgada, e repiram pelas brânquias. Conhecem-se cêrca de trinta mil espécies de moluscos, que se subdividem, geralmente, em três classes:

Gastrópodes: que formam a parte mais numerosa dos moluscos (caracol etc.). Caracterizados pela concha univalva e a parte inferior do corpo ou pé, alargada em forma de sola. Alguns gastrópodes constituem a ordem dos pulmonados, porque respiram por meio de pulmões. Outros formam a ordem dos branquiados, porque respiram por meio das brânquias e vivem tanto na água doce quanto na água salgada. (Búzio etc.).

Cefalópodes: que possuem uma cabeça bem definida e são munidos de tentáculos dispostos em círculo, em redor da bôca. (polvo etc.).

Lamelibrânquios ou bivalves: assim chamados porque repiram por meio das brânquias, mais desenvolvidas, possuem manto bilobado, que segrega uma concha bivalva. Entre os lamelibrânquios, preciosa é a ostra perlífera, que nos dá a madrepérola e a pérola, precioso ornamento feminino. Os teredos são moluscos nocivos, porque corroem a madeira, causando graves prejuízos aos navios e às obras submarinas em madeira.

ARTRÓPODES E INSETOS

Os artrópodes são animais cujo corpo parece ser constituído pela reunião de muitos segmentos e anéis, alguns dos quais trazem, lateralmente, patas também formadas por segmentos e articulações. Tal tipo abrange muitos animais divididos, em várias classes, sendo as principais as dos insetos, dos miríapodes, dos aracnídeos e dos crustáceos.

Insetos: o corpo dos insetos quase sempre é constituído de anéis ou segmentos, que o dividem em três partes, a saber: cabeça, tórax e abdome. A cabeça compreende os órgãos bucais, duas antenas de forma variável, e os olhos. O tórax é munido de seis patinhas e, muitas vêzes, de asas. Os insetos são todos ovíparos e as fêmeas depositam os ovos em lugares apropriados, de maneira que os recém-nascidos possam encontrar fàcilmente alimento. Os recém-nascidos, em muitos casos, para chegarem à idade adulta, devem sofrer metamorfoses, passando do estado larval ao de crisálide. As principais e mais interessantes classificações dos insetos são:

Coleópteros: o grupo mais numeroso, pois se conhecem dêle cêrca de 250 mil espécies; possuem quatro asas, duas das quais denominadas élitros (melolonta etc.). Lepidópteros: de asas delicadas, multicores, metamorfose completa (Borboletas etc.). Dípteros: contituem um interminável exército. Possuem só duas asas e dois balancis Metamorfose completa. (Môscas etc.). Himenópteros: exército numeroso e pungente. Quatro asas membranosas e um aparelho bucal mastigador. (Abelha etc.). Neurópteros: aparelho bucal mastigador, asas membranosas, metamorfose completa. Pseudoneurópteros: voadores por excelência, esbeltos, ligeiros, sobrevoam as águas com asas membranosas. (Libélula etc.). Ortópteros: conhecem-se mais de 15 mil espécies, com quatro asas, duas das quais reforçadas. Entre os mais conhecidos, podemos citar: o grilo, o gafanhoto etc. Homóptero: o modêlo desta espécie é a clássica, despreocupada e conora cigarra.

MIRIÁPODES

À classe dos miriápodes pertencem animais de corpo alongado, feito de numerosos segmentos semelhantes entre si, com a cabeça munida de duas antenas (centopéia etc.).

ARACNÍDEOS

A classe dos aracnídeos compreende os arirópodes, de respiração aérea, com cabeça e tórax ligados numa só peça, munidos de duas queixadas e quatro parte de pernas e abdômem, sem pés. As pincipais ordens em que se dividem os aracnídeos são: os escorpiões, aranhas e ácaros (os ácaros da sarna transmitem tal enfermidade ao homem).

CRUSTÁCEOS

A classe dos crustáceos é contituída pelos animais, geralmente aquáticos, de corpo dividido em céfalo, tórax e abdome, com duas antenas desiguais e pernas, também no abdome (Caranguejos, camarões etc.).

VERMES

Os vermes são animais mais ou menos segmentos, sempre despido de extremidades. (Lombriga etc.). Geralmente, são sêres parasitários.

EQUINODERMOS

São animais de corpo em forma raiada, com cinco ou mais raios recobertos de um tegumento calcário. O corpo pode ter forma globosa, como o ouriço do mar ou de estrêla, como na estrêla do mar.

CELENTERADOS

Animais cujo corpo é raiado, com três ou quatro raios e seus múltiplos; muito gelatinosos, possuem um aparelho digestivo constituído de uma cavidade de fundo cego. Fazem parte desta espécie: os corais e as esponjas, bastante utilizados no comércio.

PROTOZOÁRIOS

O grupo dos protozoários compreende numerosas e pequeninos sêres, que formam um grupo de protoplasma circundado, às vêzes, de uma membrana que emite filamentos ou cílios vibrantes. Alguns protoplasmas formam esqueletos ou cascas adequadas a conter ou amparar o animal. Vivem, geralmente, em água doce ou se tornam parasitas no corpo de sêres vivos. Êste pequeno bôlo de protoplasma, em que não se nota órgão algum, executa todos os atos vitais relativos aos outros animais. Alimenta-se, absorvendo corpo estranho; respira, consegue reproduzir-se e morre. Alguns, como aquêles que produzem a malária, são nocivos ao homem. Outros são úteis, fornecendo alimentos a outros sêres. Ilhas inteira podem ser formadas por gigantescos agrupamentos de protozoários.

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Última atualização: 15/03/2011.
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