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Parábolas são uma forma de pedagogia participativa. Falam de algo que o povo já conhece, para levá-lo a descobrir aquilo que ele nem imagina. Usando linguagem figurativa, as parábolas não expressam sua mensagem em definições.
Assim podem falar de realidades misteriosas como o Reino de Deus, por exemplo, como as parábolas de Jesus nos envolvem naquilo que está sendo apresentado e provocam uma iluminação por meio de uma comparação que nos faz perceber como a realidade funciona...
Origem das Fábulas
Fábula (latim fari + falar e grego Phaó + dizer, contar algo) é uma narração breve, de natureza simbólica, cujos personagens por via de regra são animais que pensam, agem e sentem como os seres humanos. Esta narrativa tem por objetivo transmitir uma lição de moral.
A fábula segundo os fabulistas:
O nascimento da fábula coincide com o aparecimento da linguagem. Antes de ser considerada um gênero passou dispersa na boca do povo. A fábula nasceu simultaneamente na África, na Europa e no Oriente.
As fábulas orientais foram passando da Índia para a China, ao Tibet e à Pérsia, terminando na Grécia com Esopo que soube adaptar as histórias orientais à sabedoria grega.
As fábulas de Esopo obedecem ao mesmo padrão, com intenção e espírito parenético: veiculam uma norma de conduta sob a analogia clara de atos de animais, homens, deuses ou coisas inanimadas.
A motivação é de origem popular e o espírito geral é realista e irônico. São curtas, bem humoradas e suas mensagens e ensinamentos estão relacionadas com os fatos do cotidiano.
Os provérbios, assim como as fábulas, sobretudo as que retratam os animais, faz-nos refletir seriamente sobre o comportamento humano e nos levam a um posicionamento crítico sobre suas condutas...
Emissões Filatélicas
Do lado esquerdo, série de Mônaco emitida em 1972, aniversário de 350 anos de nascimento do fabulista Jean de La Fontaine (1621-1695), famoso autor de inúmeras fábulas com animais (Scott: 818/820). Do lado direito, série da França emitida em 1995, fábulas de Jean de La Fontaine (Scott: 2486/2491, Yvert: 2958/2963). Nota: Há outro selo francês emitido em 1938 (Scott: 351).
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Série aérea de 3 valores emitida pelo Níger em 23/11/1972 sobre fábulas: “Jean de la Fountaine”. Artista: Durrens. Os selos mostram: 25F (“Le courbeau et le renard”: Mon bon monsier, apprenez que tout flatteur vit aux dépens de celui qui l'écoute. – raposa e corvo, Northern Raven, Corvus corax), 50F (“Le lion et le rat”: Patience et longueur de temps font plus que force ni que rage. – leão e rato) e 75F (“Le singe et le leopard”: Le singe avait raison: ce n'est pas sur l'habit que la diversité me plaît, c'est dans l'esprit. – chimpanzé e leopardo). Scott: C200/C2001. Michel: 352/354.
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Será que Esopo existiu realmente?
Várias lendas nos falam de um escravo chamado Esopo, fabulista grego que se acredita ter vivido no século VI antes de Cristo, mais ou menos de 620 a 560. Não há provas históricas de que ele tenha existido, embora ninguém negue a existência de mais de 300 fábulas, com características semelhantes, que podem ter sido escritas ou reescritas e divulgadas por ele.
De espírito engenhoso e sutil, homem de muita cultura e criatividade, foi o maior contador de fábulas e o 1º compilador dessas famosas histórias. Seu nome era familiar a Aristófanes e Platão. Foi escravo em Samos e morreu em Delfos, Grécia – local onde sua coletânea de textos recolhidos fora da Grécia, nas regiões da Ásia Menor, foi amplamente divulgado e prestigiado pelos atenienses.
Figura meio lendária, de incerto local de nascimento, possivelmente nasceu em alguma cidade da Ásia Menor. Ignora-se o lugar exato de seu nascimento; alguns dizem ter sido Samos ou Sardes, enquanto Aristófanes o supôs filho de Atenas. A versão mais corrente, apesar de não oferecer mais segurança que as outras, é a de que ele tenha nascido na Frígia.
Não há indícios de que tivesse escrito alguma coisa, mas foi atribuído à sua autoria um conjunto de pequenas histórias, de caráter alegórico e moral, em que os animais desempenhavam papéis: as chamadas Fábulas Esópicas. Uma coleção delas circulava em Atenas pelo século V, e Sócrates versificou algumas delas.
Hoje, uma compilação dessas fábulas que circula sob o título de Fábulas de Esopo, escrita em prosa grega, é atribuída ao monge bizantino Planúdio (século XIII-XIV d.C.). As edições modernas incluem ora 359 fábulas, ora 426. O fato é que foi ele quem criou a tradição literária da fábula para as literaturas ocidentais, pois desde o século III compiladores anônimos lhe atribuíam a autoria das peças que reuniam, até que Fedro e Babrio deram ao gênero categoria de arte literária.
Provavelmente foi capturado em uma guerra e virou escravo na Grécia. Diz-se que foi comprado e vendido muitas vezes, talvez devido à sua estranha aparência. Imagina-se que ele era corcunda, tinha o nariz chato, lábios muito grossos com a cabeça deformada; também era anormalmente moreno. As lendas fazem crer que ele sofria de um defeito na fala.
Depois de conhecer vários mestres, como Demarco em Atenas, Esopo foi libertado por Jadmo de Samos. Alforriado e livre, viajou pelo mundo, visitando o Egito, à Mesopotâmia e o Oriente. Foi para a Babilônia, visitou a Ásia Menor, e passou alguns anos na corte do Rei Creso, na Lídia.
As experiências com as viagens de Esopo deram-lhe um conhecimento e uma sabedoria superiores aos de seus companheiros. Talvez por causa de suas deficiências, ou apesar delas, ele possuía uma profunda compreensão da humanidade e de todas as suas fraquezas, o que se reflete nas fábulas.
Adaptou para o comportamento dos animais aquilo que percebia, sabendo que dessa maneira seria mais fácil as pessoas aceitarem e entenderem a verdade dos seus julgamentos simples.
Enviado à Grécia por Creso, visitou Atenas, sob o domínio de Pisístrato, e escreveu a fábula “As rãs procuram um rei”, onde incitava o povo a trocar de rei. Segundo Plutarco, ele assistiu nessa ocasião ao banquete dos Sete Sábios, em Corinto, dado pelo tirano Periandro.
Foi em seguida para a Ilha de Delfos, onde deveria, conforme ordens de Creso, oferecer um grande sacrifício a Apolo e dar, a cada habitante da cidade, uma soma de dinheiro. Na ilha, declarou que, de longe, ela parecia “feita de um material pujante”, mas de perto revelava-se “um monte de ervas daninhas e lixo”.
Parece que foi condenado à morte, depois de uma falsa acusação de sacrilégio, por consultar o oráculo de Delfos, em nome do Rei Creso. Foi o fato de Esopo julgar as pessoas que, dizem as lendas, acarretou sua morte. Ou talvez porque os habitantes de Delfos estivessem irritados com suas zombarias, pois seus comentários irritaram a tal ponto os habitantes da ilha, que estes se enfureceram: agarraram-no, atiraram-no de um alto rochedo (Hiampéia), e ele morreu.
É possível que com todas as lendas a respeito de Esopo a verdade se tenha misturado com rumores, de modo que não se sabe com exatidão o que foi que ele escreveu ou não. Seja como for, seu nome e seus feitos transformaram-se em folclore, e o resultado disso foi que muitas fábulas, que talvez não tenham sido escritas por ele, a ele acabaram sendo atribuídas.
Esopo não deixou nada escrito, mas as fábulas que lhe são atribuídas por tradição foram recolhidas pela primeira vez por Demétrio de Falera, por volta de 325 antes de Cristo.
Fábula: A Coruja e a águia. Provérbio: Quem o feio ama, bonito lhe parece.
Fábula: A galinha dos ovos de ouro. Pensando em conseguir de uma só vez todos os ovos de ouro que a galinha poderia lhe dar, ele a matou e a abriu apenas para descobrir que não havia nada dentro dela. Provérbio: Quem tudo quer, nada tem.
Fábula: A raposa e as uvas. Provérbio: Quem desdenha, quer comprar.
Fábula: O cavalo e o asno. Provérbio: O orgulho precede a queda.
Fábula: O asno na pele do leão. Provérbio: Quem finge ser o que não é, costuma trair-se pelo exagero.
Fábula: O lavrador e a cegonha. Ao descobrir que os grous estavam destruindo o seu milho recém plantado, um lavrador, certa noite, armou uma rede no milharal para apanhar as aves daninhas. Na manhã seguinte, quando foi examinar a rede, encontrou não só alguns grous como também uma cegonha. – Solte-me, bom homem, suplico-lhe – gritou a cegonha –, pois não comi do seu milho nem lhe fiz mal algum! Sou uma pobre e inocente cegonha, não sou como esses sujeitos. Sou uma ave muito cumpridora dos meus deveres. Honro pai e mãe. Eu... Mas o lavrador interrompeu: – Tudo isso pode ser verdade, sim – disse ele, agarrando a rede. – Mas eu a peguei junto com as aves que estavam destruindo a minha plantação, e você vai ter o mesmo destino que elas. Moral da História: Diga-me com quem andas e te direi quem és.
Fábula: O leão e o veado. Um veado perseguido por uns cães, quando se viu quase alcançado, correu a esconder-se numa caverna. Mas assim que nela entrou apareceu ao fundo um leão que se lançou sobre o desgraçado e o despedaçou entre as suas garras. Pobre de mim, exclamou o veado, já entre a vida e a morte. Entrei nesta caverna para fugir de uns cães e vim cair nas garras de um leão. Às vezes, para evitar pequenos perigos vamos cair noutro maior.
Última atualização: 02/09/2009. |