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GIRAFAS EM ARTES FOLCLÓRICAS

Nesta página, você vai encontrar diversos objetos da coleção Girafamania que compreendem várias formas de arte folclórica mundial. Folclore é o estudo e o conhecimento das tradições de um povo, expressas nas suas lendas, crenças, canções, costumes...

Último “censo”: 15 peças (02/2007).

Na temática “folclorista” – assim resolvi chamar uma coleção de objetos folclóricos – tenho várias peças de diversos países como: PêssankaOvos Ucranianos, algumas Artes Africanas com Máscaras e Miçangas, pinturas em Batique e Tinga e em Ovos de Avestruz, por exemplo.

Também Chifre de Touro em arte espanhola, Origami e Raku em artes japonesas, Matryoshka e Ovos Fabergé em artes russas, Tatoo (tatuagem ou pintura sobre a pele), objetos sobre as Mulheres-girafas em arte tailândesa...

Entretanto, do Brasil tenho pouco material folclórico, sobretudo pelo motivo de minha coleção temática ser a respeito de fauna exótica, claro. Mas algumas peças contemporâneas compreendem a coleção na temática folclore-brasileiro, como objetos em cerâmica do Mestre Vitalino e discípulos (folclore do Estado de Pernambuco ou arte pernambucana), peça em desenho de areia dentro de vidro (arte cearense) e a girafa-azulão das Figureiras de Taubaté (arte paulista)...

As tradições de nossos antepassados não são superstições ou crendices ignorantes... Elas representam a sobrevivência de antigas religiões e do conhecimento que o povo possuía da natureza. É costume que a religião dominadora transforme os deuses da religião dominada em demônios.

A ciência dos dominadores também transforma em curiosidades e simpatias a ciência dos dominados. Isto aconteceu na Europa, e muito do que conhecemos das práticas dos celtas e outros povos “bárbaros” chegou até nós transformado em histórias folclóricas...

O folclore mágico é a sobrevivência dos antigos cultos e da sabedoria, popular ou não, de muitos povos ao redor do mundo. A reinterpretação deste conhecimento, só pode ser feita num clima de respeito e ecumenismo religioso.

O estudo sério deste Folclore pode nos trazer informações importantes sobre como os antigos viviam, cultuavam e curavam, por exemplo.

16/10/1974 – Série de 4 valores “Cultura Popular”, com valor facial de Cr$ 0,50 centavos cada, os selos mostram: Rede de Dormir, Rede de Bilro, Literatura de Cordel e Cerâmica de Vitalino. Picotagem: 11½ × 11. Tiragem: 1.500.000 selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê, gomado. Yvert: 1120/1118. Scott: 1362/1365. Michel: 1454/1457. RHM: C-859/C-862. Na sequência das imagens: Série de selos, máximo postal Literatura de Cordel e selo postal Cerâmica de Vitalino.

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O FENÔMENO FOLCLÓRICO

A palavra folclore tem origem no inglês antigo “folk” que significa povo e “lore” quer dizer conhecimento, cultura... Alguns autores costumam dividir o Folclore, enquanto ciência sócio-cultural, em duas grandes áreas:

Imaterial: refere-se ao estudo do comportamento humano, no que diz respeito à cultura espontânea. O sentir, o pensar, o agir e o reagir de determinado agrupamento humano, são elementos fundamentais no âmbito imaterial. Nessa ordem, situam-se os usos e costumes, as festas e celebrações, sejam elas religiosas ou profanas, a sabedoria popular, a linguagem e a literatura popular, as superstições e crendices.

Material: tudo aquilo que se refere aos estudos dos artefatos e objetos, que vão desde o tipo de moradia e todo o material que lhe dá consistência, aos utensílios, indústria, alimentação e transportes utilizados pelo povo de uma determinada região. Assim, incluímos nessa área, a arte popular e o artesanato folclórico.

A imagem ao lado é de Watercolor Paintings, by Imperial Fantasy.

Conforme dispõe a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro do Folclore, em 1951, no Rio de Janeiro, “constituem fato folclórico, as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular ou pela imitação, e que não sejam diretamente influenciadas pelos círculos eruditos ou instituições que se dedicam à renovação do patrimônio científico e artístico humano ou à fixação de um orientação religiosa e filosófica.”

Em outras palavras, tudo aquilo que se aprende fora dos livros, e fora da escola, por força de uma tradição ou da transmissão oral, constitui fenômeno folclórico, desde que apresente as seguintes características:

Anonimato: impossível identificar sua origem. Sem autor conhecido, vira obra do povo. Com o passar do tempo, aceito e transformado, o fenômeno se despersonaliza e o povo acaba assumindo a sua autoria.

Aceitação Coletiva: a partir do momento em que aceito pelo povo, como verdadeiro, o fenômeno adquire novos autores que o modificam e o transformam, pelo simples ato de transmiti-lo de boca em boca. Daí a expressão popular: “Quem conta um conto, aumenta um ponto.”

Transmissão Oral: De boca em boca, o fenômeno folclórica vai sendo divulgado e adquirindo a sua tradicionalidade. Nas comunidades do interior, distante dos grandes centros, onde predomina a sabedoria popular, só se aprende pelo “ouvir dizer” ou por “ver fazer”.

Tradicionalidade: Caracteriza tradição a transmissão dos conhecimentos através das gerações. Tudo aquilo que se aprende com antepassados e permanece, no presente, buscando garantir a sobrevivência de uma determinada cultura, é considerado tradição. Assim deve ser o fenômeno folclórico.

Funcionalidade: Tudo o que o povo faz, faz por um determinado motivo. Sendo assim, para tudo existe uma razão, razão esta, geralmente, ligada a um comportamento ou norma psico-religiosa-social.

Por exemplo, se analisarmos uma a uma, as manifestações folclóricas brasileiras no que diz respeito a festas e folguedos, poderemos notar que, a maioria delas, com raras excessões, são de cunho religioso.

Enunciadas essas características, cabe frisar aqui, que o fenômeno folclórico é extremamente dinâmico, uma vez que é capaz de modificar-se e ajustar-se às necessidades externas de um determinado grupo social, sem perder sua estrutura ou essência original.

Dentre os fatores que determinam a modificação e adaptação de um fenômeno folclórico, de região para região, cita-se os fatores físicos, climáticos e linguísticos. Os fatores geográficos, por exemplo, são responsáveis pela determinação das vestimentas, culinária e artesanato de uma determinada região.

No dia 22/08/1965, o Presidente Castelo Branco assinou o Decreto Federal nº 56.747, denominado o Dia do Folclore Brasileiro e o Congresso oficializou a data...

Deuses, folclore e lendas (tupi-guarani):

• Airequecê, iasi, îasy, iaé, kamaiurá?, yací (irmã e esposa de coaraci; protetora da vida vegetal) – lua; Jaci (nome próprio de îasy)

• Aracy (omunhã?) – a mãe do dia, a fonte do dia, a origem dos pássaros

Boitatá ou mboi-tata – de mboi (cobra) e tata (fogo), portanto cobra de fogo; fogo-fátuo: inflamação espontânea de gases emanados das sepulturas e de pântanos; plural: fogos-fátuos.

• Boto – É uma narrativa sobre mulheres que se deixam seduzir por homens desconhecidos e acabam se tornando mães solteiras ou tendo o destino trágico de acabarem mortas no fundo do rio. Mas, como todos os mitos, este também apresenta outras versões. Atribui-se à existência do boto-rosa e do preto a manifestação maligna do primeiro e a benigna do segundo. As histórias sobre o boto-rosa, no geral, narram que, nos dias de festas juninas, ele se transforma num rapaz bonito, vestido de branco e de chapéu (para esconder a narina em cima de sua cabeça), que, por meio de sua dança irá fazer mal às mulheres. O boto-preto é bom, pois ajuda a salvar as pessoas dos afogamentos. As narrativas do Boto alertam para os perigos da sedução, e podem se constituir em um discurso eficaz contra o estranho, para grupos ribeirinhos afastados. Num outro polo, cabe observar que há versões com a estrutura narrativa semelhante à do Boto, só que de sedução masculina, tais como as Iaras, espécies de sereias que vão encantar os homens, afogando-os. Elemento: Água.

Caipora ou Caapora – ente fantástico do folclore brasileiro (mitologia tupi), representado, segundo as regiões, de formas diversas; pessoa azarada... Também chamado de “caapuã”, “kaapora” (protetor das matas) – aquele ou aquilo que vive ou mora no mato.

Cuca – ente fantástico do folclore brasileiro que é uma espécie de papão, monstro imaginário com que se amedronta as crianças; bicho-papão, plural: bichos-papões.

Curupira ou Currupira – Ente fantástico do folclore brasileiro que habita as matas, geralmente é representado por um índio de pés virados para trás, mas às vezes, aparecem como seres cabeludos que sempre perseguem caçadores, fazendo com que se percam nas florestas, consequentemente protegendo os animais...

É responsável por assustar pessoas nas matas e até pelo desaparecimento de algumas crianças. Seus registros remontam à nossa era colonial. José de Anchieta, catequista, o referencia, juntamente como o Boitatá, em uma de suas crônicas no século XVI como um dos demônios que assolam os índios e, por tal razão, utilizado como argumento para o processo catequizador brasileiro. Sérgio Buarque de Holanda, historiador, referencia-o, observando que se tratava de uma estratégia de resistência dos índios à escravidão, que buscavam despistar os portugueses nas matas com pegadas ao contrário. Mito alomórfico, é considerado um dos pais do mato, podendo ser representado como um monstro peludo de cabelos vermelhos e pés invertidos, montado num porco-do-mato, ou um anão loiro com uma bengalinha de ouro, ou um espírito invisível com gritos assustadores ou, ainda, como uma índia ou índio velhos. Esta última versão está, também, presente no imaginário popular no Paraguai. As histórias sobre o Curupira destacam os cuidados que o homem deve ter ao adentrar nas matas, precavendo-se do contato com o novo, que pode ser perigoso. Suas versões se assemelham a de outros mitos da mata como o Pomberinho, o Saci e o pantaneiro Mãozão. Elemento: Terra.

• Coaraci, guaraci, nheengatu? (criador de todos os viventes) – o sol no idioma tupi. Kwarase (quarasé) – o sol no idioma guarani. De coá (este), ara (dia), ci (mãe deste dia), a explicação da origem da luz diurna.

Iara ou Yara – deusa das águas, mãe d’água, senhora; lenda da mulher que mora no fundo do rio.

• Iracema, Iraci (nome de mulher) – de eíra (mel) e sy (mãe), mãe do mel; lábios de mel; abelha. A índia Iracema de José de Alencar chamou seu filho, o primeiro cearense, de Moacyr. Em tupi, a voz causativa é formada antepondo-se o prefixo MO- a verbos intransitivos, substantivos, adjetivos, partículas, etc...

• Kilaino – duende dos bacaeris (caraíbas do Mato Grosso), variante do caipora, curupira, saci-pererê.

• Mãe-do-ouro – Apresenta-se como uma narrativa sobre aquilo que o mundo oferece ao homem e de sua ambição desmedida ou falta de coragem, que faz pôr tudo a perder. A versão mais comum é a de uma bola de fogo vinda do céu, que vai revelar onde se encontra uma jazida. A Mãe-do-ouro, também, aparece na forma de uma mulher, ora com os cabelos de fogo, ora sem cabeça, protetora das minas, cujas orientações devem ser seguidas à risca. O mito, não raramente, funde-se às narrativas de enterro ou botijas, como são conhecidas no Nordeste, verdadeiros tesouros enterrados, que são revelados por sonhos, luzes ou espíritos para alguém de muita coragem. Interessante notar que ouro vem do latim aurum, que significa “brilhante”. Este mito reúne simbologias que são transpostas para o homem. Assim, a pureza do metal se reflete nos puros que conseguem retirá-lo da mina e a cobiça da humanidade em possuí-lo, faz com que ele se desvie dos ambiciosos. Elemento: Fogo.

• Maíra (nome de mulher) – entidade mitológica dos antigos índios da costa que serviu para designar os franceses, que os índios supunham ser criaturas sobrenaturais. Significa, assim, francês.

• Maní – deusa da mandioca, amendoim... manioca – deusa maní, foi enterrada na própria oca, gerou uma raiz alimentícia, raiz de mandioca...

• Mula-sem-cabeça – História sobre a amante do padre que é amaldiçoada e se transforma em um equino (pode ser burro, cavalo ou mesmo uma mula, derivada do cruzamento entre égua e o asno ou jumento), pelo qual saem labaredas pelas narinas ou boca. Nesse sentido, as variantes mais comuns encontram-se na representação do animal, para o qual muitos acreditam ter um jato de fogo saindo da cabeça. Outras variantes tratam da forma de desencantamento do animal: que deve ser sangrado ou ser retirada a ferradura de sua boca. As narrativas da Mula-sem-cabeça atravessam a América Latina e há registros dela na península Ibérica. Seu sentido mais evidente é o de respeito ao celibato, mas também, alinha-se aos mitos de transmutação, como o do Homem-onça, do Boto e, principalmente, do Lobisomem, entre outros. Elemento: Ar.

• Rudá – deus do amor, para o qual as índias cantavam uma oração ao anoitecer...

Saci-pererê – leia a pequena matéria nesta página, mais abaixo...

• Tuá-nadéyara – deus no idioma guarani.

Tupã – deus; tupã-beraba (raio); tupã-cunun (trovão, que também pode ser tiapú-arazunie); tupãoca ou tupanaroca (casa de deus)

Nota: Veja o animal-símbolo da China, o dragão...

Abaixo (do lado esquerdo da tela), uma quadra sem picotagem do selo Música Popular, o qual compreende a série de 3 valores “Promoção das Artes Populares – Motivos Populares” emitida em 07/07/1972, cujos selos mostram: Taça Independência (nome oficial do torneio internacional de futebol que reuniu algumas importantes seleções mundiais no Brasil, ao longo dos meses 6 e 7/1972; 20 centavos), Música Popular (75 centavos) e Artes Plásticas (Cr$ 1,30) mão... Picotagem: 11. Tiragem: 500.005 cada. Impressão: Rotogravura. Yvert: 1001/1003. Scott: 1230/1232. Michel: 1324/1326. RHM: C-740/C-742.

Do lado direito, bloco emitido em 28/09/1996 (RHM: B-106), com valor facial de R$ 2,43: BRAPEX IX – 9ª Exposição Filatélica Brasileira, ocorrida em Recife – Pernambuco (PE). Os 3 selos (RHM: C-2011/C-2013) mostram Lendas Populares: Cuca (0,25), Boitatá (1,05) e Caapora (1,15).

28/02/1974 – Série de 5 valores “Divulgação das Lendas Populares Brasileiras”, cujos selos mostram: Saci Pererê (Cr$ 0,40), Zumbi (Cr$ 0,80), Chico Rei (Cr$ 1,00), Negrinho do Pastoreiro (Cr$ 1,30) e Iara (Cr$ 2,50). Yvert: 1091/1095. Scott: 1332/1336. Michel: 1420/1424. RHM: C-829/C-833.

01/12/1994 – Série de 4 valores “Natal 1994”, cujos selos mostram: Menino Maluquinho, Bichinho da Maçã, Turma do Pererê e Saci Pererê (razão pela qual a série está apresentada nesta página). Nota: Foi emitida também em caderneta contendo a quadra e quatro etiquetas com os seguintes dizeres: Boas Festas, Feliz Natal, Feliz Ano Novo, Paz e Alegria... Scott: 2523. Michel: 2629/2632. RHM: C-1928/C-1931. Nota: Ziraldo (1932-) cria em 1960 o personagem Pererê. Entre muitos títulos de livros infantis, destacam-se Flicts (1969), O Menino Maluquinho (24/10/1980) e O Bichinho da Maçã (1982).

Outros selos brasileiros na temática Folclore: Série emitida em 1972 (RHM: C-744/748) e selo emitido em 22/08/1973 – Selo Festival Nacional do Folclore, com valor facial de $ 0,40 (azul e vermelho) (RHM: C-798).

O Dia das Bruxas é uma festa típica anglo-saxã comemorada no dia 31 de outubro... Os celtas, um povo que viveu há muito tempo na região onde hoje ficam a Inglaterra, a Escócia e a Irlanda, bem antes do nascimento de Jesus Cristo, comemoravam o Dia de Samhain (pronuncia-se “so-in”) em 31 de outubro. Era o final de um ano e começo de outro, o fim da “temporada do sol” e o começo do frio, quando chegava o inverno e a terra congelava. Esta data significava também a abertura do portal entre o mundo dos mortos e o dos vivos...

Mil anos se passou e o feriado foi somado ao que a Igreja comemorava em primeiro de novembro, Dia de Todos os Santos, chamado de All Hallows Day, em inglês. E o dia anterior, 31 de outubro, ficou conhecido como Hallows Eve, ou véspera de Todos os Santos, dando origem ao nome que conhecemos hoje, Halloween (“raloim”). Vários grupos ligados ao folclore brasileiro protestam contra a adoção dessa festividade “importada”; o que eu acho muito justo. Então criaram o “Dia do Saci e seus Amigos”, para valorizar as lendas brasileiras e nossa cultura popular... Visite o site da “SoSaci” – Sociedade dos Observadores de Saci (www.sosaci.org), sediada em São Luiz do Paraitinga (SP)!

O Saci é uma entidade fantástica do folclore brasileiro: negrinho de uma perna só, de olho pequeno escamoso, usa cachimbo e um barrete vermelho, ele persegue os viajantes e gosta de travessuras... Plural: sacis-pererês ou saci-pererês.

23/07/2011 – Série de 4 valores + 1 bloco (minifolha) “Lendas do Folclore Brasileiro: Curupira, Mãe-do-ouro, Boto e Mula-sem-cabeça”, ambas com os mesmos selos, mas com valores faciais diferentes. Edital nº 17. Artista: Jô de Oliveira. Processo de Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê gomado com fosforescência. Locais de lançamento: Recife/PE, Olímpia/SP e Porto Velho/RO. O bloco tem valor facial de R$ 4,40 (R$ 1,10 cada selo), com tiragem total de 50.000 unidades. Já os selos têm valor facial de 1º Porte Carta Não Comercial (atualmente, R$ 0,75) e foram emitidos em folhas de 24 unidades (6 quadras), com tiragem de 300.000 quadras.

Sobre os Selos: Os personagens foram dispostos pelo artista em quatro selos, formando uma quadra. No canto superior esquerdo, a imagem do Curupira montado num porco do mato, assustando um possível agente do desmatamento, representado por um homem e uma serra elétrica que derruba a árvore. No canto superior direito, a Mãe-do-Ouro emerge das águas com uma bola de fogo nas mãos, sintetizando a inspiração para um garimpeiro. No canto inferior esquerdo, as figuras do Boto e de uma jovem gestante, aludem à lenda da sedução de mulheres por um homem desconhecido. No canto inferior direito, a Mula-sem-Cabeça, que teria sido uma mulher, amante de um padre, este representado pelo homem dentro de uma igreja. Como imagem de fundo, a natureza, o verde simboliza a mata com muitas plantas, frutos e animais; o rio isola os personagens como uma ilha, de difícil acesso, reportando ao imaginário. A quadra de selos está disposta, também, em uma minifolha, que divulga, no canto superior direito, a logomarca da Exposição Filatélica Nacional – BRAPEX 2011. Os personagens são conhecidos de norte a sul do País, embora não deixem de apresentar uma espacialidade recorrente, às vezes, como o caso do Boto, são bastante específicas. Por exemplo, o Curupira é o mito das matas; o Boto, das águas amazônicas; a Mula-sem-cabeça, das pequenas cidades; a Mãe-do-ouro, de ordem mais temporal que espacial, diz respeito a lugares marcados pela cultura do garimpo ou pelo passado do ciclo de ouro.

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Cultura pode ser definida como o conjunto formado pela linguagem, crenças, hábitos, pensamento e arte de um povo. Outra definição de cultura se refere mais estritamente às artes de caráter erudito: literatura, pintura, escultura, arquitetura e artes decorativas. Por exemplo:

Angola – tem cultura africana e latina.
Etiópia – tem cultura árabe, africana, latina [italiana] etc.
Líbia – tem cultura árabe, africana, latina [italiana] etc.
Marrocos – tem cultura árabe, beribéri, latina etc.

Filipinas – tem cultura latina, asiática, anglo-saxã, austronésica etc.
Israel – tem cultura hebraica, árabe, germânica, latina [sefardíes e romenos] etc.
Guam, Vanuatu, Palau e Ilhas Marianas – tem cultura anglo-saxã, latina, austronésica etc.
Goa – tem cultura latina, hindu etc.
Macau – tem cultura latina, asiática etc.

Espanha – tem cultura árabe, hebraica, grega, basca, ibérica, celta, germânica, latina, cigana etc.
França – tem cultura germânica, celta e latina.
Itália – tem cultura grega, latina, etrusca, germânica, celta, itálica etc.
Romênia – tem cultura eslava, húngara, latina, dacia, grega, cigana etc.
Suíça – tem cultura germânica, latina, celta etc.

Brasil – tem cultura africana, latina, germânica, ameríndia etc.
México – tem cultura ameríndia, latina, árabe, germânica, africana etc.


ARTE GUATEMALTECA

Do lado esquerdo da tela, girafa em madeira entalhada e pintada à mão que retrata o artesanato da Guatemala, tamanho 34 × 44 centímetros. Do lado direito, girafa em madeira entalhada e pintada à mão...

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ARTE OAXACA

Girafa em escultura de madeira, feita e pintada à mão, é assinada TRIBUS MIXES, um dos melhores artesãos de Oaxaca – cidade localizada no sul do México. O trabalho artístico e as técnicas em madeira do povo Mixe são lendárias e bem conhecidas pelo movimento elegante e graça de suas esculturas. Eles usam madeira de cedro e palo torcido.

Estas girafas medem 25 centímetros, aproximadamente. A foto central mostra escultura de girafa na arte folclórica de Oaxaca, feita por Sergio Aragon.

Escultura de girafa exclusiva, feita na arte folclórica de Oaxaca, criada pelo renomado artista mundial Enrique Ramirez, de Arrazola – um “pueblo” localizado no Vale Central de Oaxaca.

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FAMÍLIA OROZCO

José Clemente Orozco (1883-1949) é sem dúvida o artista moderno mexicano de maior transcendência e vitalidade para a contemporaneidade plástica. Várias gerações encontraram em sua obra uma fonte de inspiração radical e de busca analítica em direção a novas linguagens de vanguarda. Seu estilo é inexplicável sem a influência inicial do gravador mexicano do fim do século, José Guadalupe Posada, em quem descobriu o expressionismo rude da imaginária popular e o dramatismo das cenas de costumes.

Outro aspecto que marcou a intensidade de sua obra plástica consiste em suas vivências da Revolução Mexicana. No campo dos acontecimentos revolucionários, Orozco fez caricatura e desenhos satíricos, à maneira de comentário político. O vigor e o dinamismo dessa crônica marcou sua pintura, além de sua recorrência para estereotipar as representações históricas com símbolos e personagens que “atuam” na cena em seu clímax heróico.

Da mesma forma que Rivera e Siqueiros, Orozco realizou vários murais importantes no México (Escola Nacional Preparatória, Escola Industrial de Orizaba, Hospital Cabañas e Palácio do Governo em Guadalajara) e nos Estados Unidos (Escola de Pesquisa Social, Nova Iorque; Faculdade Darmouth, New Hampshire).

Estes murais, de grande impacto visual, destacam-se pelo monumentalismo dinâmico do desenho, pela riqueza compositiva de suas alegorias e pela manipulação dos escorços e das perspectivas em relação a seus marcos arquitetônicos. Ferido com Lança é uma obra realizada em piroxilina sobre masonite [espécie de compensado], técnica inovadora ensaiada por Orozco, inusual então no meio mexicano. Datado um ano depois de que lhe fosse conferido o Prêmio Nacional de Artes e Ciências, este quadro pertence a uma série exposta em 1947 no Colégio do México sob o título de Los Teúles, que narra a Conquista do México.

Fonte: www.mac.usp.br/exposicoes/97/mexico/josecle.htm


Manchas marrons cobrem a pele amarelo-sol da graciosa girafa. A arte da Família Orozco encanta, com as figuras de papel-machê, os detalhes são pintados cuidadosamente à mão e as peças são cobertas com verniz para manter suas cores brilhantes. “Todas as nossas peças mostram as raízes e as cores de nosso país, do qual nós somos muito orgulhosos.” “Nós somos Betsabé Orozco, Edith Orozco e nossa mãe, Delfina Segoviano de Orozco. Por mais de 20 anos, temos criado figuras e esculturas em papier maché.” Obrigado à nossa mãe, nós aprendemos a arte como crianças. E, ela nos mostrou o amor pela arte, cultura e a tradição mexicana. Ela estudou arte e formou-se em design gráfica; juntas nós adquirimos conhecimento e sensibilidade para desenvolver novos estilos em papel-machê.

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ARTE DHOKRA – ÍNDIA

Está girafa capta a beleza da arte dhokra – tradição que data de 2.000 antes de Cristo. A arte dhokra está associada a grupos tribais do norte da Índia, incluindo Vindhyas e leste de Ghats, Bihar e suas redondezas, Orissa, Madhya Pradesh e West Bengal. A estatueta é muito detalhada e feita em liga de metal. Todo trabalho é tratado com polimento fino para brilhar à altura da lendária arte dhokra. Por ser feita à mão, podem existir pequenas diferenças em dimensão e forma. Peso: 1.06 kg.

O selo postal comemorativo foi emitido em 15/11/2002, pela Índia, com valor facial de 500p, ele mostra um boi feito na arte Dhokra.


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Você pode me ajudar?

O vendedor não soube informar nada a respeito da peça abaixo, exceto que sua procedência era da Alemanha... Peça toda feita em madeira (parece que vários tipos), com trabalho de colagem em madeira moída (corpo da girafa), adquirida na Feira de Antiguidades do vão livre do MASP, em São Paulo (10/2006)... Super interessante... parece com alguma manifestação folclórica que alguém se esconde por baixo da girafa... assim como os bonecos João Paulino e Maria Angu ou os Mascarados fazem na Festa do Divino, em várias cidades do Brasil...

Informação recebida de Luana Araújo – luanadearaujob @ hotmail.com (21/06/2010): Olha, aqui no Rio Grande do Norte temos uma figura que achei muito parecida com essa peça, mas não é uma girafa, e sim um cavalo. O Jaraguá é uma personagem folclórica presente no Boi de Reis. A fantasia é bem do jeito que você disse, tem uma cabeça de madeira e o corpo é uma cortina de pano bem colorida, onde o brincante se esconde. Diz-se que a origem está nas encenações dos jesuítas para catequizar os índios, contando histórias sobre um cavalo fantasma que surgia do lodo para pegar os rebeldes. A palavra “jaraguá” é supostamente de origem tupi-guarani e pode significar “senhor do vale” (iará= “senhor”, “rei”, “soberano” + guá= “foz”, “baía”). Sei que a figura existe também em outros estados, e pode também ser chamada de Jaguará, mas não estou bem informada sobre isso. Já vi algumas versões um pouco mais sinistras, em que o traje é feito com um crânio verdadeiro de cavalo e o corpo com musgo, mas não posso dizer de onde é. Espero ter sido útil e não cansativa! Fontes... E minha (nem tão longa, nem tão curta...) vida inteira vivida no Rio Grande do Norte!

JARAGUÁ: É considerado um personagem fantástico que faz parte do imaginário da Cultura Popular; Fantasma de cavalo; o Jaraguá faz parte do Boi de Reis no RN; ele aparece no Carnaval de PE; em Cariri no sertão do CE; ele é uma figura do Reisado assim como no PI e em outros Estados do Nordeste...

22/06/10: Imagine só: você cansativa...... claro que não! Além de solícita, você foi super gentil em pesquisar e querer elucidar minha dúvida... Muitíssimo obrigado por seu empenho e contribuição. Sempre é bom aprender... sobre tudo! Vi as fotos dos sites indicados... realmente, trata-se de um cavalo... Cuja roupa usada é até parecida com a suposta roupa da peça em madeira de minha coleção... Luana, você coleciona alguma coisa? Além de girafas, como deve ter visto em Girafamania, eu coleciono tudo sobre os zoológicos brasileiros... Como não custa perguntar, por um acaso você tem cartões-postais ou fôlderes do Aquário de Natal ? Não o conheço, mas sei que lá existem algumas espécies de animais, como mamíferos e répteis, além de peixes, claro... E “aproveitando” de sua “vida inteira vivida no Rio Grande do Norte” (rs) você sabe algo a respeito para me contar...? Qualquer informação do Aquário de Natal será bem-vinda, ok?! Novamente agradeço sua atenção.

25/06/10: Sérgio, acredita que só agora me dei conta de que nunca fui lá? (Ardendo de vergonha!...) Mas tenho uma escapatória explicação: é que moro um pouquinho longe... Tá, nem tanto assim!... Mas essa eu fico devendo... Só posso te indicar o site do Aquário...

25/06/2010: Olá Luana! Que “vida inteira vivida no Rio Grande do Norte” foi essa? Onde você esteve todo esse tempo que não visitou o aquário? (rs) O site do aquário não vale.... esse eu já tenho... afinal, como você acha que eu sei o que existe por lá?! eh eh eh Ahhh meu deus... qual será a minha escapatória então, por eu não conhecer tal aquário, se a sua explicação é a distância...?! (rs) Não vale “retribuir” isso tudo com algum tipo de pergunta similar, como: se eu visitei algum lugar “diferente” daqui de Sampa... Imagina se eu conheço tudo de São Paulo... Você já ouviu falar sobre ver a minha cidade do alto, especificamente da Torre do Banespa? Pois é, lá eu nunca estive... Luana desculpe pelas brincadeiras.

08/07/10: Sem problemas quanto às brincadeiras. Só lamento não poder ajudar... Então... Desculpe a demora (foi justamente por causa da enxaqueca!), e também por não ter sido tão útil desta vez... Beijos!


NOVICA – www.novica.com

A Novica apresenta mais de 2.000 artistas em volta do mundo, de diferentes culturas, com mais de 17.000 trabalhos de arte feitos à mão. Novica United Inc, ©2003. Alguns artistas que ilustram esta página foram encontrados no site da Novica.

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Última atualização: 07/09/2012.
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ARTE RUPESTRE LISTA DE MATERIAIS
ARTES PLÁSTICAS