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HOMENS PRÉ-HISTÓRICOS

Ordem: Primatas (página com macacos africanos)

Os métodos das datações geológicas podem ter margens de erros grosseiros dependendo do utilizado, das condições das amostras e do “caráter” do pesquisador... Portanto, há redatações consideráveis nos fósseis encontrados...

Outra consideração importante nesta questão é que após as datações dos fósseis, uma experiência mostrou que o C14 pode ser ainda menos preciso que o considerado ideal...

Notas: A Vida Pré-Histórica, em uma folhinha com 20 selos, celebrando descobertas científicas do Século XX, é a emissão de Palau emitida em 2000 que ilustra 15 selos desta página. Também uma série com 8 selos do Uzbequistão emitidos em 10/05/2002.

Com origem no Continente Africano, no período entre 4,2 e 1 milhão de anos atrás, consideram-se 9 espécies repartidas por 3 gêneros: Australopithecus, Paranthropus e Kenyanthropus, todos com hábitos de vida, assim como o seu aspecto que pouco diferiam ainda dos chimpanzés.

Entre cerca de 2,5 e 1,6 milhões de anos atrás situam-se as duas primeiras espécies atribuídas ao gênero Homo: Homo habilis e Homo rudolfensis, ambos tinham dentadura mais delicada e face mais plana do que os Australopitecos; são os inventores da primeira técnica de talhar a pedra...

A sua filiação no gênero Homo é contestada, negando-lhes assim o estatuto de primeiros homens... Entretanto, coabitando com eles, a partir de há cerca de 1,9 milhões de anos, assinala-se a presença do Homo ergaster e Homo erectus, ainda na África Oriental. E quanto a estes parece haver consenso, trata-se de verdadeiros homens! Com uma silhueta erecta, são tão semelhantes que, por vezes, são agrupados na mesma espécie Homo erectus.

O erectus e o ergaster são os primeiros a dominar o fogo, adquirem uma bipedia semelhante à nossa libertando-se da vida exclusivamente arborícola, aprendem a produzir instrumentos de pedra (bifaces) com os quais podem mais facilmente esquartejar a caça e constróem as primeiras habitações resistentes ao frio e à intempérie.

Mas a grande estreia destes homens primitivos consiste no fato de que foram os primeiros a deixar a Mãe África! Através do Oriente Médio, instalam-se na Europa e na Ásia sem deixar de habitar o continente de origem. Em vários locais destes três continentes têm sido encontrados restos fósseis destes hominídeos como é o caso dos inicialmente designados por Pithecanthropus erectus e Sinanthropus pekinensis, mas hoje agrupados na espécie Homo erectus.

Terá sido a partir dos descendentes dos erectus e dos ergaster que, entre há 200 e 150 mil anos atrás, teria se desenvolvido a nossa espécie, o Homo sapiens, o qual se caracteriza por um esqueleto mais leve, um tamanho médio de 1,70 metros, queixo proeminente e crânio redondo. As arcadas supraciliares proeminentes foram desaparecendo ao longo do processo evolutivo, enquanto a face e os dentes foram diminuindo de tamanho.

Mas a origem geográfica dos sapiens e a forma como substituiram os seus antepassados não estão ainda esclarecidas...

Estas mesmas dúvidas estendem-se a uma forma particular, designada por Homem de Neandertal, que terá vivido entre há 150 e 34 mil anos atrás. Assim, enquanto há quem o considere uma espécie diferente, o Homo neanderthalensis, outros, atendendo às diferenças mínimas relativamente a nós, atribuem-lhe o estatuto de subespécie, Homo sapiens neanderthalensis, sendo a nossa Homo sapiens sapiens.

Uma das formas mais antigas do sapiens moderno, registadas na Europa, é o Homem de Cro-Magnon, assim chamado devido à primeira descoberta desses fósseis se ter verificado naquela localidade francesa, em 1868.

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1 – Australopithecus afarensis (4 a 3 milhões de anos atrás)

Abaixo (lado esquerdo), selo da Etiópia emitido em 1986 (Scott: 1153) que mostra o Pré-humano de Hadar, um esqueleto feminino com 3,5 milhões de anos que foi chamado de “Lucy” (Australopithecus afarensis). Ao lado, o selo de Palau (número 6) mostra que Lucy foi o primeiro esqueleto completo descoberto de um Australopithecus (1924?). Já o selo do Uzbequistão mostra como supostamente era a aparência da espécie.

Outro selo da Etiópa, emitido em 1986 na série sítios arqueológicos do país, ilustra a primeira “mandíbula” humana do Australopithecus gracilis, encontrada no Vale Omo, lugar de escavações onde esqueletos foram encontrados. Ao lado, selo de Palau (número 11) que mostra o Australopithecine ethopis, um primo do Australopithecus.

Veja em Arte Rupestre do Quênia selos que mostram o Dryopithecus Proconsul africanus e o Austrolopithecus (Bosei) robustus (Leaky, 1962)!

Veja em Arte Rupestre da Tanzânia selo que mostra o Zinjanthropus afarensis (Australopithecus Jinjanthropus)!

Abaixo, 3 selos do Uzbequistão mostram: Dryopithecus maior, Zinjanthropus boisei e Protanthropus heidelbergensis, respectivamente. Outros: Autralopithecus anamensis, Australopithecus rudolfensis...

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2 – Australopithecus africanus australis (Dart, 1924); 2,5 e 1,6 milhões de anos atrás

Seu nome significa “macaco do sul”. Foi um nômade das savanas no leste da África, sobretudo viveu no sul do continente, em um período que oscila entre 3 milhões e 1 milhão de anos (dois maxilares e os quarenta dentes, posteriormente, foram redatados em 15 mil anos).

O gênero pesava cerca de 40k, media uns 105 centímetros de altura e seu cérebro era mais ou menos do tamanho de um chimpanzé.

Ao lado, selo da África do Sul emitido em 1991 (Yvert: 1951), mostra o Dr. Robert Broom (1866-1951).

Já andava ereto e talvez usasse ferramentas rudimentares como paus e pedras (sem modificá-los), mas provavelmente não falava.

Eles dominaram o planeta extinguindo várias espécies animais que cruzavam seu caminho, até mesmo outras espécies de Australopithecus que não estavam tão adaptados ao meio e acabaram se extinguindo. Os mais adaptados deram origem aos nossos ancestrais um pouco mais evoluídos que o Australopithecus.

(1) Australopithecus – uma espécie de “macaco do sul” encontrado na África que usou ossos e pedras como instrumento. (2) Australopithecus, um macaco com pernas e dentição humanóide. (14) Taung Baby, o primeiro conjunto de remanescentes do Australopithecus foi descoberto, por Raymond Dart. (20) Raymond Dart (1899-1988), quem descobriu o Taung Baby.

(01) (02)
(14) (20)

Em seus estágios finais há aproximadamente 2,5 milhões de anos atrás surgiu um Australopithecus que incluía carne em sua alimentação, podendo ser até carniça, isso possibilitou uma diminuição no tamanho do estômago e um acumulo de proteína que resultou no aumento do cérebro e o surgimento de uma nova espécie o Homo habilis. Possuiu diversas espécies as quais uma acredita-se ser ancestral direto dos humanos. Época: Plioceno superior.

ETIÓPIA 1967 – Scott: 488/491. Arte rupestre. Província de Harar e Melke Kontourfe. Ano Internacional do Turismo. Scott: 827/831 – Dryopithecus africanus. Scott: 1158 – Australopithecus africanus.
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3 – Homo erectus e Homo habilis (2 a 1 milhão de anos atrás)

Homo erectus (viveu há um milhão de anos atrás). O Homo habilis também viveu no continente africano há 2 milhões de anos, aproximadamente (na época do Plioceno superior), o qual se credita ser ancestral direto dos humanos...

Abaixo (lado esquerdo), selo do Uzbequistão mostra o Homo erectus modjokertensis. Do lado direito, selo de Palau (número 15) o primeiro esqueleto completo do Homo erectus, descoberto por Richard Leaky. E selo de Palau (número 9) Homo erectus.

(15)
(09)

(3) Homo habilis com uma espécie de machadinho – o primeiro instrumento de trabalho. (5) Homo habilis, que viveu aproximadamente há dois milhões e meio de anos atrás.

(03) (05)
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ÁSIA

O Pithecanthropus erectus (selo abaixo, lado esquerdo) ou Javanthropus (Homem de Java) e o Sinanthropus pekinensis ou Homem de Pequim (selo do lado direito), que viveram na Ásia há 500 mil anos.

Entretanto, os restos do Homem de Java que viveu no Pleistoceno Inferior (700 mil anos), um crânio e um fêmur, posteriormente, descobriram que se tratava de um gibão gigante extinto...

Selos sobre o Homo Pithecanthropus erectus ou Homem de Java:

COREIA DO NORTE – Yvert: 2105. Yvert: 2765/2766.
CUBA – Yvert: 3676.
INDONÉSIA – Yvert: 1190.
QUÊNIA – Yvert: 213.
LAOS – Yvert AP: 121.

Selos sobre o Homo Sinanthropus pekinensis ou Homem de Pequim:

CUBA – Yvert: 1097. Yvert: 3578.
CHINA – Yvert: 3073.

Selos do Uzbequistão mostram: Pithecanthropus erectus e Sinanthropus pekinensis.

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O MAIS PARECIDO CONOSCO – O HOMEM DE GIBRALTAR

E, finalmente, o Homem de Neanderthal (Homo sapiens neanderthalensis), o mais semelhante aos homens de hoje, foi datado entre 150 e 34 mil anos atrás. Encontrava-se na Europa, Oriente Médio e Norte da África. Viveu na época do Pleistoceno médio (120 mil anos), existem crânios e ossos.

Ele era igual ao Homem Moderno, mas sofria de raquitismo comprovado. Recentemente, foram encontrados fósseis de Homens Modernos abaixo deste mesmo Extrato Geológico de Neanderthal... Veja selos postais sobre o Homem de Neanderthal, na página de Gibraltar!


5 – Homo sapiens

(7) Homo sapiens arcaico que viveu aproximadamente há 800 mil anos atrás. (13) Homo sapiens começa a demonstrar os primeiros sinais da civilização.

(07) (13)

Selo do Uzbequistão mostra como supostamente era a aparência da espécie Homo sapiens fossilis. O selo de Palau (12) descreve o início da humanidade há 100 mil anos atrás.

(12)
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Uma incógnita nas pesquisas é a origem da espécie humana atual... Para alguns o lugar de origem do Homo sapiens sapiens seria a África; para outros, o Oriente...

Os fósseis mais antigos do homem moderno datam de 40.000 anos e foram encontrados primeiramente na localidade de Cro-Magnon, na região francesa da Dordogne, em 1868. Mas o Homem de Cro-Magnon foi apenas uma das primeiras raças da espécie humana...

Homem da Rodésia (9.000 anos), cujo nome científco me parece que é Homo sapiens arseniene.

Selos sobre o Homo sapiens ou Homem-de-Cromagnon:
CUBA 1967 – Yvert: 1098/1100. Yvert: 3679.
MALI – Yvert: 644.

Selos sobre o Homo sapiens sapiens (Homem Moderno):
INDONÉSIA – Yvert: 1193.
COREIA (NORTE) – Yvert: 2283-2287 e Yvert: 2765/2766.
ESTE AFRICANO – Yvert: 304 + Bf. 4.
JERSEI – 644/647.
GUERNSEY – 643/646.
QUÊNIA – Michel: 73 + Bf. 5 e Yvert: 73 + Bf. 4.
TANZÂNIA – Michel: 73 + Bf. 5.
UGANDA – Michel: 156 + Bf. 5.
NIUAFO'OU (TONGA) – Yvert: 123 e 328.
TONGA – Yvert: 1053.

Ao mesmo tempo que surgia e se espalhava pelo mundo, o Homo sapiens sapiens foi gerando inúmeras raças. As raças surgiram a partir de variações biológicas, como cor da pele e do cabelo, formato do crânio e do nariz.

Essas e outras tantas características resultaram de adaptações biológicas ao meio ambiente, por parte de populações que permaneceram isoladas em determinadas regiões durtante certo tempo.

A pele escura, por exemplo, resultou de uma defesa adaptativa contra o sol dos trópicos; o estreitamento das narinas funcionou como proteção ao ar frio das regiões temperadas e frias...

Para paleontólogos e arqueólogos, outra questão muito debatida tem sido a das origens do homem americano. Pesquisas recentes descartaram definitivamente a velha hipótese do autoctonismo, segundo a qual os primitivos homens da América procederiam do próprio solo.

Hoje se afirma, que os primeiros habitantes da América foram originários do Velho Mundo, ou seja, da Eurásia, e pertenciam todos à espécie do Homo sapiens sapiens.

As discordâncias entre os cientistas persistem quando se trata de saber quando chegaram à América seus primitivos povoadores. Alguns pesquisadores falam em 12 mil anos; outros em 30 mil, 40 mil e até mais.

O Homem da Serra do Cafezal (Homo sapiens sapiens), por exemplo, pertence ao gênero Homo e à espécie sapiens-sapiens...

Adaptado para este sítio, textos de MURAL DA HISTÓRIA – Portal da Internet, que agradeço aos responsáveis pelas informações...

Veja outras séries sobre essa temática, como as de Cuba, por exemplo!

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Última atualização: 27/04/2012.
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