Nesta página você irá encontrar a história da Família dos Girafídeos contada através do tempo, da Paleontologia!
Entretanto, só estudaremos a Paleontologia a partir da Era Cenozóica (cerca de 65 milhões de anos atrás até o presente), na qual apareceu a família dos Girafídeos, ok?!
A Era Cenozóica marca o aparecimento do cavalo primitivo, bem depois dos dinossauros, como mostra o quadro abaixo:
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O princípio da Era Cenozóica marca a abertura do capítulo mais recente da história da Terra. O nome desta era provém de duas palavras gregas que significavam vida recente. Durante esta era (que se divide em dois períodos principais), a face da Terra assumiu sua forma atual...
O mais antigo, Período Terciário, subdivide-se em 5 Épocas (Paleoceno, Eoceno, Oligoceno, Mioceno e Plioceno), e o outro, Período Quaternário, subdivide-se em 2 Épocas, Pleistoceno e Holoceno ou Atual.
Veja um selo com mapa ilustrativo sobre a época do Eoceno! A maioria da moderna ordem dos mamíferos apareceu nesse período...
Durante todo o Período Terciário houve muita atividade vulcânica e formaram-se os grandes maciços montanhosos do mundo, como os Andes, os Alpes e o Himalaia. A Era Cenozóica foi marcada pelo aparecimento de 28 ordens de mamíferos, 16 das quais ainda vivem.
No decorrer de milhões e milhões de anos a vida animal transformou-se lentamente no que se conhece hoje. A família dos GIRAFÍDEOS e seus numerosos representantes povoaram o mundo até o final do Terciário.
Muito antes disso, na época dos Dinossauros, apareceu o primeiro mamífero, entretanto é muito difícil determinar qual foi. Mas um forte candidato é o MELANODON que viveu na América do Norte há 150 milhões de anos e cujos vestígios foram dos primeiros fósseis de mamíferos encontrados.
Só há uns 60 milhões de anos os mamíferos começaram a se estabelecer e os grandes répteis se extinguiram (provavelmente devido a extremas variações climáticas que começaram a acontecer na Terra).
Escala do Tempo Geológico
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(o tempo é dado em milhões de anos antes do presente e contado a partir do início de cada período ou época) |
| ERA | PERÍODO | ÉPOCA | TEMPO | PRINCIPAIS EVENTOS |
| CENOZÓICA | TERCIÁRIO Há 60 milhões a África e a América do Sul se separaram. |
PALEOCENO | 66,4 | Surgimento das atuais ordens e famílias de mamíferos. Desenvolvimento dos modernos mamíferos, insetos e plantas. A linhagem humana surge entre o final do Mioceno e o início do Plioceno. Já a família dos girafídeos surge no final do Oligoceno. |
| EOCENO | 57,8 | |||
| OLIGOCENO | 36,6 | |||
| MIOCENO | 23,7 | |||
| PLIOCENO | 5,3 | |||
| QUARTENÁRIO | PLEISTOCENO | 1,6 | Animais e plantas modernos. Domínio da raça humana (Homo Sapiens) com o surgimento das primeiras civilizações. | |
| HOLOCENO | 0,01 - 10.000 anos |
Qual a razão do período Terciário ter sido dividido em 5 épocas diferentes?
A rochas de idade terciária foram primeiramente identificadas na bacia de Paris. No anos de 1820 e 1830, Charles Lyell, um geólogo inglês notável que teve uma grande influência em Charles Darwin, subdividiu as rochas terciárias da bacia de Paris em seus fósseis.
Lyell teve uma idéia genial. Observou que as rochas ao alto das camadas tem uma porcentagem muito elevada de fósseis de espécies vivas de moluscos, já aqueles nas camadas abaixo existiam muito poucas espécies de famílias viventes.
Deduziu que esta diferença era por causa da extinção das espécies mais antigas e da evolução das espécies vivas durante o tempo em que a rocha estava se depositando.
Ele dividiu a rocha terciária em três épocas: o Plioceno, o Mioceno, e o Eoceno. 90% dos moluscos fósseis do rocha pliocênica tinham representantes hoje.
Nas rochas miocênicas, somente 18%, e na rocha de eocênica, somente 9,5%. Estas subdivisões do terciário foram correlacionadas em todo o mundo usando as espécies fósseis.
Tempos depois observou que nas áreas, à exceção da bacia de Paris, havia dois tipos de rochas que não foram representados na seqüência de Lyell, isto porque durante aqueles períodos não tinha havido nenhuma deposição na região da bacia de Paris pesquisada por Lyell. Estes dois períodos eram o Oligoceno e o Paleoceno inferior e acabaram sendo introduzidos no terciário.
PALEOCENO (compreende, aproximadamente, de 66 a 58 milhões de anos atrás)
Nessa época, também no Eoceno, viveram mamíferos de tipo arcaico que no fim do Eoceno e no Oligoceno foram substituídos (exceto na América do Sul), pelos ancestrais dos mamíferos modernos.
EOCENO (compreende, aproximadamente, de 58 a 37 milhões de anos atrás)
Aparecimento do primeiro cavalo conhecido, era do tamanho de uma raposa e viveu, aproximadamente, a 53 milhões de anos atrás.
Os UNGULADOS (diz-se dos mamíferos cujos dedos são providos de cascos) são herbívoros derivados de ancestrais pequenos e ligeiros que corriam nas pontas dos pés para escapar dos predadores.
São os ancestrais do cavalo... O primeiro cavalo conhecido data da época do Eoceno (53 milhões de anos atrás) e era do tamanho de uma raposa.
Surgem o Lophiomeryx e o Gelocus (final do Eoceno e começo do Oligoceno) – os mais avançados ruminantes chamados “Gelocids”, com compactos e eficientes tornozelos, pequenos dedos laterais, complexos pré-molares, provavelmente deram origem as famílias.
OLIGOCENO (compreende, aproximadamente, de 37 a 21 milhões de anos atrás)
É nesse período que surge a família dos girafídeos!
No Oligoceno os ungulados atingiram grandes dimensões: primitivos rinocerontes, primitivos camelos, primeiros bisões, primitivas girafas, zebras etc.
A família dos girafídeos diferenciou-se dos outros ruminantes há mais ou menos 25 milhões de anos, no Mioceno. Os seus numerosos representantes povoaram o mundo até o final do Terciário.
Há uns 20 milhões de anos, existia uma espécie primitiva, o Paleotragus, de estatura semelhante a de um antílope e que sobreviveu durante milhões de anos. Mamífero artiodáctilo, é considerado o provável ancestral da girafa. Atarracado, com um pescoço curto e cornos longos cobertos de pele, ele foi bem parecido com o atual ocapi...
Existem duas peças do Paleotragus no Museu
Geológico de Lisboa...
Também um crânio do Paleotragus no Museu
de História Natural de Viena...
A ilustração (abaixo), provavelmente, mostra como eram alguns animais há 5 milhões de anos atrás. O Okapi-like giraffid (Paleotragus) que vemos aqui (no meio do desenho), viveu na época do Mioceno.
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Uma outra espécie, o Giraffokeryx (abaixo, lado esquerdo), assemelhava-se ao Paleotragus, mas possuía dois pares de cornos a mais. Foram encontradas evidências desse animal na Grécia, Turquia, Sérvia, USSR e Quênia.
O Girafídeo de chifre no focinho (abaixo, lado direito) pertencia ao grupo dos girafídeos, ancestrais das atuais girafas e ocapis, viveu há cerca de 6 milhões de anos. Acredita-se ser o ancestral mais próximo do Ocapi, pois era muito parecido em tamanho e forma.
Nome Científico: Giraffokeryx punjabiensis. Época: Plioceno. Local onde viveu: no leste da África. Peso: Cerca de 150Kg. Tamanho: 1,6m de altura.
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MIOCENO (compreende, aproximadamente, de 21 a 5 milhões de anos atrás)
Foi um momento de climas globais, mais amenos do que o clima oligocênico ou o pliocênico. É marcado pela expansão dos campos e cerrados que é correlacionada a um clima mais árido no interior dos continentes.
As correntes marinhas mudaram criando uma corrente antártica tornando esta circulação isolada do resto do mundo. Isto reduziu significativamente a mistura de águas tropicais mais quentes e a água polar fria.
Ao mesmo tempo, a Placa Africana-Arábica uniu-se, fechando o mar que tinha separado previamente a África da Ásia, e um número de migrações de animais uniu as faunas destes continentes...
Paleontologistas descobriram a primeira evidência de fósseis de mamíferos da época do Mioceno na Arábia, em 1974. Esses fósseis – ancestrais de elefantes, rinocerontes e antigas girafas foram encontrados no leste da Arábia Saudita e são datados de, aproximadamente, 19 milhões de anos atrás. Encontrados por Peter J. Whybrow – Natural History Museum.
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O Prolibitério é um dos mais antigos girafídeos conhecidos, ele viveu há 15 milhões de anos atrás, no norte da África, região acima do deserto do Saara. Já mostrava as futuras aptidões de sua família, possuía pernas longas e finas, pescoço um pouco mais comprido que de seus parentes e possuía chifres um pouco maiores que os encontrados nas girafas atuais. Seu comportamento deveria ser semelhante aos de seu descendente atual, o Ocapi, vivendo solitário no interior das florestas, alimentando-se de folhas de arbustos. Nome Científico: Prolibytherium magnieri. Época: Mioceno. Local onde viveu: África. Peso: Cerca de 50Kg. Tamanho: 1 metro de altura. |
Recentemente, no Mioceno Superior (há cerca de 10 milhões de anos) existiram várias subfamílias, todas descendentes do Paleotragus.
Um destes representantes, o Sivatério ou em inglês Sivathere, cujo nome científico é Sivatherium, penetrou na África há 5 milhões de anos, para depois desaparecer no Plioceno, por volta de 2 milhões de anos atrás.
A palavra “Therium” significa fera, besta, animal.
No final do Mioceno e início do Plioceno, o clima tornou-se frio e seco, florestas e bosques da área foram transformados em pastos.
Os sivatérios e outros herbívoros que viviam neste local foram duramente afetados por essas mudanças e tiveram uma alta tacha de mortalidade.
Um representante de Sivatério vivia, na Idade do Gelo, no sul da Ásia. Era uma girafa gigantesca, robusta, com o pescoço curto e se assemelhava a um enorme boi.
A cabeça era maciça e com chifres largos e achatados, provavelmente revestidos de pele. O gênero Giraffa, a atual girafa, e o gênero Okapia apareceram mais ou menos na mesma época que os Sivatérios.
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O Girafídeo de chifre ramificado pertencia ao grupo dos girafídeos, ancestrais das atuais girafas e ocapis, viveu há cerca de 8 milhões de anos. Seus chifres se parecem muito com os de cervos, porém seus cascos, rabo e estrutura óssea não deixam dúvidas de sua origem. Por possuir hábitos semelhantes das atuais girafas, acredita-se que vivessem em bandos e então os machos teriam desenvolvidos chifres maiores para disputarem territórios e posições hierárquicas. Nome Científico: Climacoceras gentryi. Época: Plioceno. Local onde viveu: leste da África. Peso: Cerca de 100Kg. Tamanho: 1,5m de altura. |
Provavelmente a família dos girafídeos evoluiu de Climacoceras, Canthumeryx, Paleomeryx e Paleotragus. Desse ponto da história em diante, a linhagem da girafa evoluiu para o Sivatherium (final do Mioceno), e depois evoluiu para Okapia – uma espécie que vive desde o Mioceno!
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O Sivatério europeu pertencia ao grupo dos sivatheriuns, parentes das atuais girafas e ocapis, viveu durante o Pleistoceno há 1 milhão de anos. Eles se separaram do grupo das atuais girafas durante o Mioceno e possuem um ancestral comum bem próximo. Nome Científico: Birgerbohlinia schaubei. Local: sul da Europa. Peso: Cerca de 220kg. Tamanho: 2m de altura. |
Existiram 2 espécies de sivatérios
Sivatherium maurusium (África) e Sivatherium giganteum (Ásia)
Ambos tem a seguinte classificação:
Reino: Animal
Filo: Cordados
Classe: Mamíferos
Ordem: Artiodáctilos
Família: Girafídeos
Gênero: Sivatérios
O sivatério-africano foi bastante semelhante ao sivatério-asiático. O corpo de ambos era bem robusto e lembrava o de um boi. Eles diferenciavam entre si em peso e tamanho, sobretudo nos cornos.
O africano pesava cerca de 260 quilogramas e media 2,3 metros de altura. O asiático era mais pesado e um pouco maior, cerca de 400 a 500 quilogramas, com 3 metros de altura.
Observação: A única emissão filatélica que conheço sobre o Sivatério é das Ilhas Maldivas – Ásia.
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Ao contrário das girafas e ocapis, os sivatérios-africanos não sobreviveram ao final da Era Glacial e tornaram-se extintos há 1 milhão de anos atrás.
Existe um exemplar de Sivatério, datado de milhões de anos atrás que foi encontrado em Koobi Fora, no Lago Turkana, Quênia.
Tanto o Sivatério africano como o Sivatério asiático pertenceram ao grupo dos sivatheriuns, parentes das atuais girafas e ocapis. Viveram até o Pleistoceno, sendo que um no norte da África e o outro na Ásia.
Tal grupo de animais não possui mais representantes vivos, eles se separaram do grupo das atuais girafas durante o Mioceno. Possuem um ancestral comum bem próximo e acredita-se que seus hábitos eram semelhantes aos das girafas.
Além de fósseis que existem de sivatério-africano no norte da África, há evidências de obras de arte feitas por tribos africanas que datam de menos de 10 mil anos atrás muito semelhantes a este animal, criando teorias de que viveram até alguns milhares de anos...
Assim como fósseis de sivatério-asiático que ocorrem na Ásia, existem evidências de esculturas feitas pelos Sumérios que datam de 5 mil anos atrás muito semelhantes a este animal, o que demonstra que este animal também foi um dos últimos parentes da girafa a desaparecer...
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PLIOCENO (compreende, aproximadamente, de 5 a 2 milhões de anos atrás)
Desse ponto da história houve o alongamento das pernas e do pescoço das girafas. Na vida animal e na vegetal as espécies do plioceno são em sua maioria modernas sendo que 3/4 das espécies da Ásia, África, Europa, América do Norte e Oceania deixaram espécies viventes.
• GIRAFFA (5.5 M) MIOCENE-RECENT África, Ásia, Grécia, Turquia, Paquistão)
• SIVATHERIUM – existe um exemplar datado de milhões de anos atrás que foi encontrado
em Koobi Fora no Lago Turkana.
• GIRAFFA ATTICA (Grécia, Turquia)
• GIRAFFA CF. CAPENSIS (Tanzânia)
• GIRAFFA GRACILIS (Etiópia, Quênia e Tanzânia)
• GIRAFFA JUMAE tinha cornos virados para trás. Durante o começo do Pleistoceno,
Koobi Fora (Lago Turkana – Quênia) tinha um rico ecossistema. (Etiópia, Quênia
e Tanzânia)
• GIRAFFA PUNJABIENSIS (Quênia, sudoeste da Ásia, Índia?, Europa?)
• GIRAFFA PRISCILLA (Índia)
• GIRAFFA PYGMAEA, PYGMAE ou PYGMAEUS (Etiópia, Quênia e Tanzânia)
• GIRAFFA STILLEI (Tanzânia)
A raça humana aparece no final do anterior e começo do Plioceno. Na vida animal e na vegetal as espécies do Plioceno são em sua maioria modernas sendo que 3/4 das espécies da Ásia, África, Europa, América do Norte e Oceania deixaram espécies viventes.
Girafas foram encontradas em diversos pontos da Continente Africano, datadas do Plioceno... Outras espécies que existiram da antiga família dos girafídeos...
PLEISTOCENO (compreende, aproximadamente, por volta de 2 milhões de anos atrás)
• GIRAFFA CAMELOPARDALIS (existe até hoje) Há uma cabeça fóssil encontrada
em Olduvai Gorge e está no Museu do Quênia, atualmente, que data de mais ou
menos 1,5 milhões de anos atrás.
• GIRAFFA GRACILIS (Etiópia, Quênia e Tanzânia – extinta)
• GIRAFFA SIVALENSIS (Índia – extinta)
• OKAPIA STILLEI (Tanzânia)
• OKAPIA JOHNSTONI
• GIRAFFA CAMELOPARDALIS
Segurando um crânio, Hamlet diz: “Ser ou não ser, eis a questão!”
Ao utilizar crânios humanos, os rituais da antiguidade resgatavam a inteligência da pessoa morta. Símbolo do medo e do perigo, o crânio desperta sensações diferentes na população em geral.
No entanto, essa estrutura óssea protege o cérebro dos vertebrados. Alguns pesquisadores conseguem, por exemplo, inferir como um homem morreu pelas marcas em seu crânio, mesmo que esse homem tenha vivido a milhares de anos atrás...
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Conheça a arte rupestre em a história da ARTE PRÉ-HISTÓRICA!
Última atualização: 24/11/2008. |