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| 1989 |
Série de 8 valores sobre Animais Selvagens Africanos emitida em 24/11/1989. Scott: 857/864. Yvert: 556/563. SG: 1174/1181. Michel: 1096/1103. Contribuição de António. Selo ocapi com valor facial de 350p (Scott: 860, Yvert: 559), cujo nome científico é Okapia johnstoni.
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Abaixo, imagem do Catálogo Selos Postais PALOP, de 1998 – AFINSA.
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HISTÓRIA DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU
Sua história está ligada à do arquipélago de Cabo Verde, outra ex-colônia portuguesa. O território foi descoberto no século XV e o domínio português começa no século XVI, quando habitantes de Cabo Verde estabelecem uma vila às margens do rio Cacheu. Fundada em 1588, Cacheu, é sujeita administrativamente ao arquipélago de Cabo Verde.
Após a Restauração, foi retomado o povoamento, tendo-se construído as povoações de Farim e Zinguinchor. A ocupação portuguesa iniciou-se a partir da foz dos rios Casamansa, Cacheu, Geba e Bula.
Nos finais do século XVIII, edificou-se a fortaleza de Bissau, em uma altura em que os ingleses começaram a interferir-se nos tradicionais interesses portugueses na área. Foi necessária uma arbitragem internacional, resolvida a favor de Portugal, para encerrar a questão.
A nação é usada, então, como base para o tráfico de escravos. Ao longo dos séculos seguintes, a região será palco de várias revoltas pela independência.
Em 1955, acontece sua elevação à Província Portuguesa e, no ano seguinte, em 1956, o intelectual cabo-verdiano Amilcar Cabral funda, no exílio, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde – PAIGC.
Independência
Em 1961, o PAIGC inicia guerrilhas e, em 1972, controla dois terços do país. Entre 1963 e 1974, verificou-se o acontecimento de várias lutas entre os guerrilheiros do PAIGC e as tropas coloniais portuguesas. Cabral é assassinado em 1973.
No mesmo ano, os guineenses proclamam a independência, entretanto só após a revolução de 25/04/1974, Portugal reconheceu a independência da Guiné-Bissau, a qual só passou a vigorar mesmo a partir de março de 1975, pois até então a Guiné Portuguesa foi dirigida por um Governador-Geral.
FDC emitido em 24/09/1973, alusivo a Amilcar Cabral (12/09/1924 – 20/01//1973), “Fundador da Nacionalidade”...
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Luís Cabral (irmão de Amílcar) assume a Presidência e institui um regime de orientação marxista liderado pelo PAIGC, o único partido legal. O governo de Cabral herda um país devastado.
Erros econômicos do governo provocam a escassez de alimentos. Cabral é deposto em 1980 por um golpe de Estado chefiado pelo general das Forças Armadas João Bernardo Vieira (ou Nino Vieira), um ditador, veterano do partido.
O golpe sela a separação entre o PAIGC da Guiné-Bissau e o de Cabo Verde, abortando o processo pretendido de unificação dos dois países, que rompem relações, somente reatadas em 1982. Perante o fracasso econômico, França e Portugal pressionaram Vieira à abertura no sentido da democracia...
Abertura
O processo de transição para a democracia foi bastante demorado, começa em 1990, sob a influência do colapso do comunismo no Leste Europeu.
Em maio de 1991, o PAIGC deixa de ser partido único. Dissidentes do partido governista formam o Partido da Renovação e do Desenvolvimento (PRD), de oposição.
Como parte das reformas, a pena de morte é abolida em 1993. Apesar do clima de abertura política, o governo adia as eleições até julho de 1994.
O PAIGC obtém maioria na Assembléia Nacional (62 das cem cadeiras) e Vieira elege-se presidente, vencendo com 46,29% dos votos. Manuel Saturnino da Costa (PAIGC) é indicado para primeiro-ministro.
Em setembro, Guiné-Bissau dá início a conversações com o vizinho Senegal para equacionar a questão da fronteira, objeto de disputa entre ambos.
Em Julho de 1997, o presidente João Bernardo Vieira visita o Brasil durante quatro dias. Os dois países assinam um acordo de cooperação técnica, outro na área de turismo e um terceiro de ampliação do número de bolsas de estudo.
Entretanto, a guerrilha que deu fim à ditadura de Vieira iniciou-se apenas em 4 de Setembro de 1998...
A “verdade”...
Um Jornal da Guiné-Bissau, chamado “No Pintcha”, em português “Avante”, é que relata diversas ações do maior ditador que a Guiné-Bissau já pariu. Pessoas foram torturadas até à morte, inclusive militares de Cabral.
Torturas com bainetas, cigarros apagados pelo corpo, pontapés... Presos passaram fome e eram torturados na cela - um deles, testemunhou para uma reportagem da SIC – Televisão Portuguesa – que perdeu sua virilidade por tomar choques elétricos nos testículos.
As guerras aconteceram porque a exploração do petróleo e as armas para Casamansa passavam por Vieira e seu séquito de capangas. Matavam sem deixar testemunhas...
Assim morreu Ussumani Mané, onde mataram tanto o guerreiro vitorioso contra as tropas do Senegal, da Guiné-Konacri e da Serra Leoa, assim como todos os militares que o acompanhava... Depois, traziam os corpos e diziam que houve resistência, assim teriam sido mortos.
Um avião doado para servir de assistência médica às crianças do interior da Guiné-Bissau, não chegou em Bissalanka, foi direto para o Senegal, pois Nino Vieira já o havia vendido. Empresas, como a Coca-Cola, queriam montar em Bissau suas fábricas e só não o fizeram porque Nino exigia 30% para ele...
Para se ter uma idéia do nível de terror que lá havia, até mesmo a música de Justino Delgado, Jujo, era censurada na época e tinha de falar nas entrelinhas...
Vieira abusava sexualmente de mulheres até se cansar, depois as abandonava, mesmo aquelas que ficaram grávidas dele. Isso, é dito nas canções de Justino Delgado, como Baby Sufri, assim como nas de Dulce Neves – outra cantora da Guiné-Bissau...
Última atualização: 11/04/2010. |