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VALÉRIO OCTAVIANO RODRIGUES VIEIRA

O fotógrafo VALÉRIO VIEIRA (1862-1941), no começo do século XX, realiza pesquisa em montagens fotográficas com vários negativos.

Assim realizou “Os Trinta Valérios”, seu autorretrato de 1901 – obra premiada com medalha de prata, em 1904, na Feira Internacional de Saint Louis, nos Estados Unidos.

OS TRINTA VALÉRIOS

Considerada marco e referência na história da fotografia brasileira – primeira fotomontagem no Brasil – explora com humor e ironia o potencial da fotografia criativa.

Trata-se de vários autorretratos, em diferentes situações do autor, montados em uma só imagem.

Essa obra, não considerada como linguagem, nem como expressão, tampouco como técnica, em 1922, não foi incluída nas manifestações da Semana de Arte Moderna...

Abaixo (lado esquerdo da tela), um bloco postal emitido em 1972 para comemorar o Cinquentenário da Semana de Arte Moderna de1922 (RHM: B31). Do lado direito, retrato de Valério Vieira.

GRUPO MODERNISTA DE 1922 – os principais articuladores da Semana de Arte Moderna e seu grupo, entre eles os escritores Oswald de Andrade, Rubens Borba de Moraes, Cândido Motta Filho, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Graça Aranha e Paulo Prado.

Foto: Reprodução/Iconographia
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Vieira nasceu em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro, em 16 de novembro de 1862, filho de um fazendeiro de café.

Em 1875, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde frequentou a Academia Imperial de Belas-Artes, como aluno ouvinte. Entre 1890 e 1893 morou em Ouro Preto, trabalhando como fotógrafo e pintor.

Abolicionista, deu o nome de José do Patrocínio ao seu primeiro filho.

Em 1894, mudou-se para São Paulo, mantendo sua residência e seu ateliê na Rua 15 de Novembro.

Foi Valério Vieira quem lançou a moda dos “retratos de formatura”, cultivados principalmente pelos bacharéis da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Seu estúdio era frequentado pelos principais políticos da época.

Lado esquerdo: Retrato feito por Valério Vieira – Luiz Pereira Barreto – primeiro Presidente do Congresso Legislativo. Lado direito: Painel pintado e fotografado por Valério Vieira, em 1900.

Em 1905 fez a primeira foto panorâmica de São Paulo, com 11 metros de comprimento. Esta foto, no entanto, perdeu-se, somente se conservando a de 1922, feita do alto do Liceu Coração de Jesus, que está sendo restaurada no Museu da Imagem e do Som, onde está preservada.

Já reconhecido por seus contemporâneos, só recentemente sua obra artística vem sendo examinada com mais profundidade. Além das telas de sua autoria com os retratos dos sete primeiros presidente da Assembleia Legislativa a partir da Proclamação da República e de um painel dos senadores paulistas de 1900 – ambos expostos publicamente nas dependências do Palácio 9 de Julho –, Valério Vieira recebeu o apoio do Poder Legislativo Paulista para uma de suas mais famosas e monumentais obras: um monumental painel fotográfico de 180º com 16 metros de comprimento da cidade de São Paulo, que havia sido feito para a Exposição do Centenário da Independência, a realizar-se no Rio de Janeiro em 1922.

Parte do panorama da cidade de São Paulo, feito por Valério Vieira, em 1922.

Em 21/09/1922, Valério Vieira enviou petição, acompanhada de um folheto onde o autor explicava a técnica utilizada e sua relevância, para o Congresso Legislativo do Estado de São Paulo solicitando uma subvenção de trinta contos de réis para as despesas com a montagem da foto (abaixo). Reconhecendo a importância da obra, os deputados e senadores paulistas aprovaram a petição e concederam a subvenção.

Petição e folheto de Valério Vieira, solicitando apoio do Poder Legislativo Paulista para expor sua foto panorâmica de São Paulo.

Como reconhecimento pela sua obra, recebeu vários prêmios, no Brasil e no exterior. Valério Vieira faleceu em São Paulo, em 1941. O pintor, compositor, fotógrafo e pianista Valério Vieira, tem importantes registros de sua múltipla atividade na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

A fotografia como meio de expressão era embrionária, apesar disso, tal obra já apontava um caminho inovador para a fotografia brasileira.

Neste mesmo ano, 1922, Vieira recebe medalha de ouro na Feira Internacional de Saint Louis (EUA) pela maior impressão fotográfica do mundo, uma panorâmica da cidade de São Paulo de 16m x 1,4m.

Olegária Phaelante do Amaral Cabinet – foto de Valério Vieira – Recife, 1914. FR-207 (14 x 9,8 cm). Fonte: Fundação Joaquim Nabuco (www.fundaj.gov.br), Recife – Pernambuco (PE).

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Última atualização: 10/06/2009.
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