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A exposição desse polêmico fotógrafo norte-americano, com 209 retratos, autorretratos e cenas de sadomasoquismo homossexual, em abril de 1997, foi a terceira mais visitada da história do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).
Desde a sua estreia, a exposição recebeu cerca de 25 mil visitantes, quase o dobro do público de 14 mil pessoas da mostra do pintor brasileiro Cândido Portinari, um dos mais populares do país, em 1996.
Suas fotografias de composições clássicas e sofisticadas, suas naturezas mortas refinadas e suas imagens da sexualidade explícita do universo sadomasoquista, despertaram tanto a idolatria quanto a fúria da sociedade norte-americana...
Talvez seja principalmente conhecido por suas fotografias de nu e sua maneira controversa de abordar o erotismo. Outros temas comuns, são seus retratos e a natureza morta. Algo que predomina em toda sua obra é a pulcritud da imagem e o perfeccionismo técnico. Fez autorretrato vestido de mulher, nu masculino. Foi homossexual. Um dos mais controvertidos fotógrafos contemporâneos.
Nascido em 04/11/1946, Robert foi o terceiro filho de uma família pobre do subúrbio de Nova Iorque. Estudou arte no Pratt Institute do Brooklyn e suas primeiras fotografias foram feitas na década de 70 com uma Polaroid.
Ele queria ser, na verdade, um artista plástico e encontrou na fotografia a maneira perfeita para expressar suas inquietações artísticas.
Na segunda metade dos anos 70 começa a produzir fotos com uma médio formato Hasselblad e prepara duas mostras simultâneas, pesquisando novos materiais, processos de impressão e formas de apresentação de suas criações.
A partir dos anos 80 o fotógrafo passa a refinar seu trabalho a nível técnico e estético, produzindo imagens explorando o nu artístico sob uma ótica clássica e composição purista, still life de flores e portrait de personalidades do meio artístico e cultural. São desta fase algumas de suas fotos mais marcantes de homossexuais em rituais sadomasoquistas, muitas das quais foram proibidas de serem expostas nos EUA...
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Robert Mapplethorpe foi um dos aristas que mais causou polêmicas nos anos 80. Desde sua morte, suas fotografias foram varias vezes denunciadas no Senado Norte Americano, provocando processos e julgamentos em torno de obcenidade e pornografia.
Sua estória pode ser resumida como, um rapaz que rompeu com uma formação católica rigorosa em Queens (NY), e passou a explorar um universo homosexual e sadomasoquista nos anos 70 e 80 em Nova Yorque.
Suas últimas fotografias são basicamente divididas em dois grupos, o corpo humano e flores, sendo que as fotografias de flores e arranjos florais fazem clara referência à sexualidade.
Após sua morte, em 1989, aos 42 anos, e em consequência da AIDS, Mapplethorpe teve seu último livro cassado, proibído, retirado de bibliotecas e centros culturais, criando uma das maiores e mais recentes controvércias sobre a liberdade de expressão nos EUA...
Hoje, seu trabalho já pode ser visto em galerias e museus, mas sempre com certas restrições...
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Última atualização: 28/09/2010. |