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MILITÃO AZEVEDO (1837-1905)

Em 1862, Militão fotografou uma série de vistas da capital paulista para a Photographia Academica, de Carneiro & Gaspar, em São Paulo. Em 1887, 60 fotografias originais sobre papel albuminado integraram a obra “Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo: 1862-1887”, no qual contrapôs vistas dos mesmos logradouros realizadas nessas duas datas, criando assim um modelo de fotografia paisagística urbana de enfoque comparativo. É o primeiro álbum comparativo da evolução de uma cidade brasileira.

O fotógrafo e arquiteto Militão Augusto de Azevedo, que comprovadamente realizou mais de 12.500 retratos, foi o primeiro a retratar sistematicamente a transformação urbana da cidade de São Paulo. No intuito de aplicar as inovações técnicas da fotografia, as imagens de Militão são registros do processo de transformação da arquitetura paulistana, que passa das “taipas” às construções de inspiração europeia.

Estes trabalhos permitem que sejam acompanhadas as mudanças ocorridas na cidade durante a segunda metade do século XIX. As imagens de 1862 fazem parte dos raros registros visuais da vila de São Paulo nesse período.

Carte-de-visite, Militão Augusto de Azevedo
Ateliê Carneiro & Gaspar (s/ data)

Acervo de Militão em exposição permanente:
“São Paulo nas Lentes de Militão”, no Museu Paulista (Ipiranga)

A mais completa coleção de fotos de São Paulo, com imagens da cidade e de seus habitantes. São mais de 12 mil retratos, feitos entre 1865 e 1879 pelo fotógrafo carioca e doados à cidade de São Paulo pela TV Globo São Paulo e Fundação Roberto Marinho, em 1996, através do Projeto Globo Patrimônio. Também pertencem a esta coleção um conjunto de fotografias e manuscritos do filho de Militão, Luiz Gonzaga de Azevedo. O Museu Paulista dedicou uma sala ao acervo de Militão, que foi totalmente digitalizado, permitindo que estudiosos e interessados realizem pesquisas e façam reproduções sem manuseio dos originais. A Fundação Roberto Marinho financiou, através da Lei de Incentivo à Cultura, o tratamento físico e documental das coleções, incluindo restauração, pesquisa, acondicionamento e catalogação. Entre os destaques, dois álbuns, com 71 fotografias, mostram as cidades de Santos e São Paulo do século passado.

Nota: No acervo de Girafamania tem várias tomadas do Museu do Ipiranga feitas em 2009 para a folha de selos personalizados “Cidade de São Paulo”, cuja imagem retrata a frente do museu vista lateralmente; mas a primeira vez que o fotografei mostra uma vista frontal do museu desde a calçada, cuja foto foi tirada com uma Yashica Zoomate 70, em 07/1998.


Museu do Ipiranga ou Museu Paulista da USP
Palácio do Ipiranga e Monumento da Independência
Local: Parque da Independência, Avenida Nazaré, s/nº – Ipiranga – SP
Horário: das 9h às 17h, de terça-feira a domingo (inclusive feriados)
Ingresso: R$ 2,00 (menores de 5 e maiores de 60 anos não pagam)
USP (www4.usp.br) – Página oficial do Museu Paulista da USP (www.mp.usp.br)

A peça mais rara do “cruzeiro” brasileiro é a cédula que tem a numeração C-005 no catálogo C. Amato e que no ano de 2003 estava cotada em mais de dezoito mil reais. A cédula com valor facial de cinquenta mil cruzeiros, emitida pelo Tesouro Nacional da República dos Estados Unidos do Brasil, mostra no anverso a efígie de Xavier da Silveira e no reverso o Monumento da Independência (imagem abaixo), localizado no Parque da Independência, ao lado do Museu do Ipiranga. Tamanho: 14 × 7,3 cm. Peso: 1 grama. Fabricante: Waterlow & Sons Limited, Londres.

O Parque da Independência, às margens do rio de mesmo nome, abriga o Monumento à Independência – uma homenagem a D. Pedro I. Também conhecido por Monumento do Ipiranga foi executado pelo escultor italiano Ettore Ximenes, para comemorar o primeiro centenário da Independência, em 1922, mas só ficou realmente pronto quatro anos depois.

Já o edifício Museu do Ipiranga, atualmente denominado Museu Paulista da USP, foi construído pelo arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Bezzi. O projeto teve início em 1884, concluído em 1890, no primeiro aniversário da República, mas só foi inaugurado em 1895.

Em tupi-guarani Ipiranga (nome também de um bairro da cidade de São Paulo) significa: ‘y (água, rio) + pyrang (vermelha), água ou rio vermelho; ‘y i pyrang, o rio, ele (é) vermelho.

Abaixo, bloco emitido em 19/07/1972, Propaganda da EXFILBRA – 4ª Exposição Interamericana de Filatelia, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro entre 26/08 a 02/09/1972, em comemoração aos 150 Anos da Independência do Brasil (07/09/1822). Yvert: 29. Scott: 1233. Michel: 30. RHM: B-32. O bloco mostra a tela do artista Pedro Américo, “Independência ou Morte”, mais conhecido como “O Grito do Ipiranga” (1888), óleo sobre tela, 415 × 760 cm, Acervo do Museu Paulista – São Paulo.

Do lado direito da tela, emitido em 05/09/1995 (RHM: C-1959), o selo Centenário do Museu Paulista da USP, com valor facial de R$ 0,15 e tiragem de 1.000.200 selos, mostra aspecto da fachada do museu e uma estátua... Artista: Álvaro A. Martins / Márcio Rocha. Há também o carimbo CBC do Centenário do Museu Paulista.

Nota1: Angela Maria Gianeze Ribeiro escreveu o Edital do Selo Comemorativo do Centenário do Museu Paulista/USP, São Paulo, 1995; Revista Correio Filatélico/COFI, Rio de Janeiro, v. 153, 1995.

Nota2: Para agregar ao selo personalizado, em 17/07/09 enviei um e-mail para (angel@usp.br): Pedido de Esclarecimento... Olá Angela Maria Gianeze Ribeiro! Encontrei seu e-mail na página de seu Currículo disponível na internet: (http://sistemas.usp.br/atena/atnCurriculoLattesMostrar?codpes=263884) Por favor, eu gostaria muito de esclarecer uma dúvida... e penso que não há alguém mais indicado do que você... Na página oficial do Museu Paulista da USP (www.mp.usp.br) informa que as obras encerraram-se em 15/11/1890, no primeiro aniversário da República. Cinco anos mais tarde, foi criado o Museu de Ciências Naturais, que se transformou no Museu Paulista. Entretanto, o Selo Comemorativo do Centenário do Museu Paulista informa que a inauguração ocorreu em 1895... Afinal, qual é o ano de inauguração 1890 ou 1895? Muito obrigado por sua atenção. | Mas não me respondeu...

A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes para o país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Meses após o Dia do Fico – dia em que Dom Pedro I recebeu a carta exigindo o seu retorno a Portugal. Durante rápida viagem a Minas Gerais e São Paulo, o então Príncipe Regente do Brasil D. Pedro I recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembleia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole. Essas notícias chegaram às suas mãos quando estava próximo ao riacho do Ipiranga. Ele levantou a espada e gritou: “Independência ou Morte!”. No mês de dezembro do mesmo ano, D. Pedro foi declarado Imperador do Brasil.

Abaixo, mostrado através do máximo postal, selo (RHM: C-2169) emitido em 13/10/1998 alusivo aos “200 Anos do Nascimento de D. Pedro I”, com valor facial de R$ 0,22 centavos, mostra a obra de Benedito Calixto (1853-1927) “Retrato de D. Pedro I” (1902), óleo sobre tela, 140 × 100 cm, Acervo do Museu Paulista – São Paulo.

Datas comemorativas relacionadas a Família Imperial:
1798 – Nasce D. Pedro I no Palácio de Queluz, em Portugal
22/01/1808 – D. João VI e a Família desembarcam no Brasil, Bahia
08/03/1808 – D. João VI e a Família Real desembarcam no RJ
07/03/1821 – D. João VI nomeia D. Pedro Regente do Brasil
09/01/1822 – Dia do Fico, D. Pedro I resolve ficar no Brasil
13/05/1822 – D. Pedro I é aclamado Defensor Perpétuo do Brasil
07/09/1822 – D. Pedro I proclama a Independência do Brasil, em SP
12/10/1822 – D. Pedro foi Aclamado Príncipe – Imperador do Brasil
07/04/1831 – D. Pedro I abdica em favor do Príncipe D. Pedro II
24/09/1834 – Morre D. Pedro I no Palácio de Queluz
18/07/1840 – Coroação de D. Pedro II
29/07/1846 – Nasce a Princesa Isabel
14/11/1921 – Morre a Princesa Isabel

Abaixo (lado esquerdo da tela), selo Dom Pedro I – Herói Nacional. Ao centro, selo “Sesquicentenário da Morte de D. Pedro I”, emitido em 24/09/1984 (RHM: C-1417). E, por último, do lado direito, efígie de D. Pedro I... Outras emissões filatélicas alusivas a D. Pedro I, segundo a numeração do catálogo RHM: 524, C-1415...

Nota: Em 07/09/1922 foi emitida uma série de 3 valores Centenário da Independência e Exposição Nacional, cujos selos mostram: 100 réis (azul; Ypiranga), 200 réis (vermelho; Dom Pedro I e José Bonifácio) e 300 réis (verde; Presidente e Exposição Nacional). Yvert: 183/185. Scott: 260/262. Michel: 245/247. RHM: C-14/C-16.

Em 04/09/1972 foi emitida uma série de 5 valores 150 Anos da Independência do Brasil, cujos selos mostram: Cr$ 0,30 (Fundação da Pátria Brasileira), Cr$ 0,70 (Aclamação de D. Pedro I Imperador do Brasil), Cr$ 1,00 (D. Pedro I), Cr$ 2,00 (Peça da Coroação) e Cr$ 3,50 (O Sete de Setembro de 1822)... Yvert: 1007/1011. Scott: 1242/1246. Michel: 1336/1340. RHM: C-753/C-757...

Nota: Em abril de 1972, após negociações entre os governos brasileiro e português, os restos mortais de D. Pedro I deixavam Portugal e seguiam para o Brasil, onde desembarcaram no estado da Guanabara, após alguns dias de viagem marítima, em uma esquadra composta por navios da Marinha de Guerra do Brasil (Paraná, Pernambuco e Santa Catarina) e Portugal (Gago Coutinho, Sacadura Cabral e João Belo), além do navio Funchal (da Marinha Mercante portuguesa e que trouxe o Presidente do país europeu, à frente de delegação oficial composta por vários Ministros de Estado)...

O selo com valor facial de 70 centavos mostra um detalhe da obra de Debret: Aclamação de D. Pedro (s/d), óleo sobre tela, 48 × 70 cm. Museu Nacional de Belas Artes, RJ.

– José Bonifácio de Andrade e Silva, o “Patriarca da Independência”, nasceu em Santos. Formou-se em Ciências Físicas e Naturais e em Filosofia por Coimbra. Durante dez anos, aperfeiçoou seus estudos na Europa. De volta ao Brasil em 1819, participou da Independência, tornando-se Ministro do Império e dos Negócios Estrangeiros do primeiro Gabinete autônomo. Exilado em 1823, foi tutor de D. Pedro II até a maioridade.

06/04/1988 – Selo “Sesquicentenário da morte de José Bonifácio de Andrada e Silva”. Artista: Ivan Wasth Rodrigues. Valor facial: Cz$ 20,00 cruzados. Artista: Picotagem: 11½ × 12. Tiragem: 3.000.000 selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê gomado. Yvert: 1869. Scott: 2131. Michel: 2248. RHM: C-1582. Edital: O selo mostra a figura de José Bonifácio de Andrada e Silva, O Patriarca da Independência, com elementos que o identificam: o brasão de armas do Brasil independente, envolvido pela cruz da Ordem de Cristo, o martelete e o minério do mestre da mineralogia e, ainda, a faixa, o avental e o emblema maçônico para lembrar o Grão-Mestre de maçonaria. O artista fez o retrato a bico-de-pena e aquarela inspirando-se em uma gravura e uma litografia da época.

Do lado direito da tela, selo José Bonifácio – Herói Nacional.

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Abaixo, todo o texto é do sítio Enciclopédia Itaú Cultural. Copiei porque quis saber e divulgar a verdadeira história do Museu do Ipiranga, pois nem o sítio da USP relata tão bem a história desse Museu... Infelizmente tarde, em relação a emissão do selo personalizado Museu do Ipiranga, mas finalmente tive a certeza de que o Museu foi inaugurado em 1895, assim como eu havia descoberto em pesquisas anteriores... Mas no selo ficou errado, 1890... Então, no mesmo dia (30/10/09), deletei o texto que havia nesta página acima e deixei apenas o que segue...

Museu Paulista da Universidade de São Paulo – MP/USP
Outros Nomes: Museu do Ipiranga, Museu Paulista

Histórico

“O fim destas coleções é dar uma boa e instrutiva ideia da rica e interessante natureza da América do Sul e do Brasil, em especial, como do homem sul americano e de sua história”, afirma o cientista natural alemão Hermann von Ihering (1850-1930), no momento em que o Museu Paulista abre suas portas ao público, em 1895.

Formado em medicina e membro da Sociedade Etnológica de Berlim, esse especialista em moluscos vem para o Brasil em 1880, como pesquisador do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Sob sua direção, de 1895 a 1916, o Museu Paulista ambiciona ser um museu sul-americano especializado em ciências naturais, nos moldes dos congêneres europeus, reunindo peças de diversas regiões do continente americano. A instituição, segundo ele, preencheria uma lacuna no campo da pesquisa científica, num país ainda sem universidade nem escola de ciências. A despeito de certa especialização, o novo museu deveria ter caráter enciclopédico, ambicionando reunir exemplares de todo o conhecimento humano.

A Revista do Museu Paulista, criada também em 1895, traduz essa vocação primeira. Textos variados – de história do Brasil, arqueologia, botânica, zoologia e paleontologia – compõem o número inaugural da publicação que aos poucos se especializa em botânica e zoologia, seguindo os interesses preferenciais de seu diretor. O caráter internacional e profissional que Von Ihering almeja imprimir à instituição transparece nas páginas da revista, atesta a majoritária presença de colaboradores estrangeiros e as instituições parceiras mencionadas.

A história da criação do Museu Paulista relaciona-se à coleção particular do coronel Joaquim Sertório – que reúne espécimes naturais, moedas, jornais, manuscritos, quadros, armas, gravuras, curiosidades, mobiliário, objetos indígenas etc. –, aberta para visitação como “Museu Sertório” em prédio localizado na atual praça João Mendes, centro da cidade de São Paulo.

Em 1890, a coleção passa ao Estado que a incorpora ao Museu da Sociedade Auxiliadora, com o nome de Museu do Estado. No ano seguinte, o botânico da Comissão Geográfica e Geológica do Estado, Alberto Loefgren, organiza o acervo, então sob a guarda da comissão que, finalmente, em 1893, passa a se chamar Museu Paulista.

Em 1894, Von Ihering, já responsável pela coleção, transfere-a para o atual edifício, no bairro do Ipiranga. A nova sede do Museu Paulista – imponente edifício em estilo eclético projetado pelo italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi – havia sido criada com outra finalidade. A ideia inicial é a construção de um monumento em homenagem à Independência, voltado para a perpetuação de sua memória. Desde as comemorações do 7 de setembro de 1824, tal projeto é acalentado e, a partir de então, diversas tentativas de angariar recursos para a obra têm lugar, todas sem sucesso.

É somente em 1885 que o imperador dom Pedro II (1825-1891) aprova o projeto de Bezzi, que se efetiva em 1890. O palácio, de grandes proporções e jardins inspirados no modelo francês de Versalhes, permanece desocupado por muito tempo. Isso em parte devido às discordâncias quanto ao seu uso. Para alguns, palácio e monumento. Para outros, além do caráter simbólico, é preciso dotar a construção de finalidades práticas, educativas e culturais.

A gestão do historiador Afonso d’Escragnolle Taunay (1876-1958), que se inicia em 1916, confere novas feições ao museu, evidenciadas, entre outras, pela saída das seções de botânica (1927) e de zoologia (1939). Historiador interessado no bandeirismo paulista e na colonização, Taunay cria as seções de história e de etnografia e lança também os Anais do Museu Paulista (1922), publicação centrada na história nacional. É nessa fase que a mitologia do bandeirante-herói é solidificada, com base em estudos da história paulista, tida como história nacional.

Em 1946, o historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) assume a direção do museu. Nesse momento, ao lado da seção de história, é fortalecida a seção de etnologia, beneficiada pela contratação do etnólogo alemão Herbert Baldus (1899-1970) e do gaúcho Harald Schultz (1909-1965). Além da reorganização das coleções etnológicas, Sérgio Buarque retoma a publicação da revista, extinta em 1938.

A nova série sai em 1947, com novo perfil, agora preferencialmente textos de antropologia, voltados, sobretudo, para a etnologia indígena. A revista publica ainda trabalhos na íntegra, por exemplo, A Moda no Século XIX, em 1951, de Gilda de Mello e Souza (1919-2005) e A Função Social da Guerra na Sociedade Tupinambá, 1952, do sociólogo Florestan Fernandes (1920-1997). Os Anais continuam a ser editados, veiculando estudos importantes no campo da história, por exemplo, o artigo de Buarque de Holanda, Índios e Mamelucos na Expansão Paulista (vol. 13), que integra sua obra posterior, Caminhos e Fronteiras.

Com a exoneração do historiador, em 1958, Mário Neme assume a direção do Museu Paulista, e se mantém no cargo até 1973. Em 1963, o museu, antes instituto complementar da Universidade de São Paulo, integra-se definitivamente a ela. Diversas coleções do Museu Paulista vão sendo paulatinamente incorporadas a outras instituições como o Instituto Biológico, o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo – MZ/USP, a Pinacoteca do Estado de São Paulo – Pesp e o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo – MAE/SP.

Na gestão do historiador Ulpiano Toledo Bezerra de Menezes (1938), entre 1989 e 1994, o acervo do museu tem caráter exclusivamente histórico, parte dele instalado no Museu Republicano “Convenção de Itu”. Datam desse período publicações com fins didáticos, como os Cadernos de História de São Paulo, os Cadernos Pedagógicos e História e Cultura Material. O museu afirma uma vocação formadora, estabelecendo vínculos estreitos com o ensino de primeiro e segundo graus. A prestação de serviços à comunidade se intensifica nessa fase.

Fazem parte do acervo histórico mais de 125 mil obras, entre objetos, iconografia e documentação arquivística do século XVII até meados do século XX. Coleções particulares – entre outras a do fotógrafo Militão Augusto de Azevedo (1837-1905), a do arquiteto Tomasso Bezzi e a do aviador e inventor Alberto Santos-Dumont – se somam, ao longo dos anos, ao conjunto original.

Do acervo de pinturas e gravuras fazem parte a coleção Bernardelli, com 1.400 trabalhos dos irmãos Henrique (1858-1936) e Rodolfo (1852-1931), painéis de Wasth Rodrigues (1891-1957), telas de Benedito Calixto (1853-1927), Almeida Júnior (1850-1899) e Oscar Pereira da Silva (1867-1939). Entre as obras célebres expostas encontra-se a grande tela de Pedro Américo (1843-1905), Independência ou Morte [O Grito do Ipiranga], 1875/1879 e Partida da Monção, 1897, de Almeida Júnior.

O Museu Paulista procura integrar cada vez mais pesquisa, exposição e difusão cultural. Com o eixo do acervo voltado para a história de São Paulo, as três linhas de investigação em vigor – Cotidiano e sociedade, Universo do trabalho e História do imaginário – se refletem no plano geral da organização do acervo. As três alas do museu correspondem às linhas de pesquisa existentes. Visitas monitoradas, cursos e atividades educativas sistemáticas arrematam o trabalho de um museu apoiado em três pilares básicos: história, arte e educação.

Atualizado em 27/10/2008.

FRANÇOSO, Mariana de Campos. Um outro olhar: a etnologia alemã na obra de Sérgio Buarque de Holanda. 2004. 143p. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UNICAMP, Campinas, 2004.

O MUSEU Paulista da Universidade de São Paulo. Texto Sílvia Maranca. São Paulo: Banco Safra, 1984. 319 p., il. color. (Banco Safra).

SCHWARCZ, Lilia M. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil, 1870-1930.São Paulo: Companhia das Letras, 1993. 287 p., il. p&b.

WITTER, José Sebastião (coord.); BARBUY, Heloisa (org.); LIMA, Solange Ferraz de (org.). Acervos do Museu Paulista (Museu do Ipiranga). São Paulo: Imprensa Oficial, 1999. 128 p., il. color.

Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural (http://itaucultural.org.br/AplicExternas/enciclopedia_IC/)
Nota: Os verbetes da Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais são de titularidade do Itaú Cultural, e questionamentos sobre a possibilidade de utilização deverão ser dirigidos a (atendimento@itaucultural.org.br).


01/11/09 (atendimento@itaucultural.org.br): Para quem possa interessar, Encontrei a página da Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais sobre o Museu do Ipiranga e deixei uma mensagem no sítio... Adorei ler a verdadeira história do Museu do Ipiranga, pois nem o sítio da USP relata tão bem a história desse Museu... Infelizmente tarde, em relação a emissão do selo personalizado Museu do Ipiranga que realizei para os Correios, mas finalmente tive a certeza de que o Museu foi inaugurado em 1895, assim como eu havia descoberto em pesquisas anteriores... Mas no selo ficou errado, 1890... Bem de qualquer forma, gostaria de utilizar esse texto em meu site Girafamania - o qual é puramente educativo e mostra uma coleção que tenho... Aguardo uma posição.

06/11/09: Nº do Atendimento: 9059. Olá Sergio, Fico feliz que tenha utilizado e aproveitado a nossa enciclopédia virtual do Itaú Cultural. Esse é justamente o nosso objetivo. Você pode consultar os textos a títulos de pesquisas e utilizá-los em trabalhos acadêmicos, sem fins comerciais, sem nenhum problema. No entanto, para a divulgação no seu site, peço a gentileza que entre em contato com a nossa assessora de imprensa, Larissa Correa, através do e-mail larissa.correa@mailer.com.br. Ela vai te orientar a forma mais adequada de como divulgar os textos que você tem interesse. Abraços, Bruno Dória – Núcleo de Comunicação e Relacionamento. Responsável pelo Atendimento.

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Última atualização: 01/02/2013.
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