Folhinha com 20 selos emitida em 2002: "Master of American Photography", mostra a obra "Rayograph" (1923), From the Man Ray Trust, Hicksville, N.Y.
Man Ray, an artist who worked in all media, expanded the limits of photography with innovations such as the cameraless images he called rayographs, made by placing objects on photographic paper and exposing the arrangement to light. The mazelike spiral design in "Rayograph," shows his imaginative method of creating abstract pictures...
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Man Ray nasceu em Filadélfia (USA) e morreu em Paris (França). Seu nome MAN RAY foi o pseudônimo de EMMANUEL RUDNITZKY, formado por duas pequenas sílabas, que significam homem (man) e raio (ray) de luz ou de sol.
Man Ray foi fotógrafo e pintor, pioneiro dentro dos movimentos artísticos Dadá e Surrealista nos anos 20 e 30, dos quais sua obra tem profundas ligações, tendo participado nas mais importantes exposições destes movimentos artísticos da 1ª metade do século XX.
Após fundar o movimento Dadaísta da cidade de Nova Yorque, com seus amigos Marcel Duchamp e Francis Picabia (os conheceu em 1914, em Nova York), mudou-se para Paris, onde se tornou retratista, em fotografia, da vanguarda intelectual do momento.
Antes de se estabelecer em Paris, onde desembarcou em 14 de Julho de 1921, Man Ray já era uma figura de primeiro plano do Dadaísmo, em Nova Iorque. Sua obra é muito variada tematicamente, oscilando entre retratos, nus e fotografia de moda.
Chega em Paris pouco depois de Duchamp, que o apresenta a Breton, Aragon, Éluard, e outros. Em dezembro do mesmo ano, realiza uma exposição de pintura na Livraria Six.
Como não vende nenhuma obra, passa a se dedicar à fotografia. A partir de 1925, participa das exposições surrealistas e colabora com a revista La Révolution Surréaliste.
A partir do ano seguinte, realiza também vários filmes. No entanto, nunca aderiu formalmente aos princípios do surrealismo. Em 1961, sua fotografia ganha a Medalha de Ouro na Bienal de Veneza.
Foi um dos fotógrafos mais importantes do século XX, mas também pintor e realizador cinematográfico. Começou a sua carreira artística como pintor e a partir de 1914-15 depois de ter comprado uma primeira câmera para fotografar os seus quadros, desenvolveu uma obra fotográfica que conjugou de uma forma criativa uma grande capacidade plástica com um enorme rigor técnico.
Nas suas fotografias podem-se destacar várias linhas de força, como o jogo de luz-sombra, visível em quase toda a sua obra. Ray cultivou conscientemente a nossa confusão óptica/mental das formas e dos objetos e das suas respectivas sombras.
Também nas suas séries de fotogramas, que ele apelidou de "Rayographs" ou "Rayograms", pois foi dos primeiros artistas a trabalhar com fotogramas, são visíveis imagens que preservam a ambiguidade dos objetos expostos à luz e que incluíam a sua sombra.
Sua fascinação pelo acaso, pelas máquinas e por conceitos inovadores, levaram Man Ray a descobrir a "Raiografia", posteriormente chamada de fotograma, e a solarização. A "raiografia" era realizada colocando o objeto diretamente sobre o papel fotográfico que era então exposto à luz.
A execução dos fotogramas é "automática", pois não requerem câmara fotográfica para a sua realização, apenas uma qualquer fonte de luz sobre formas e objetos, a sua realização é instantânea e cada fotograma é único, pois é impresso diretamente em papel fotográfico, não possuindo por isso película negativa.
Destaque também para os inúmeros retratos realizados ao longo de décadas, de personalidades do meio artístico, artistas plásticos, escritores, músicos e compositores, actores etc.
Fotografou também com especial interesse, quer a natureza quer o meio urbano, com destaque para a sua cidade adotiva, Paris, e o mundo da moda.
Além de ter sido um artista com notáveis capacidades de observação e composição, desenvolveu um grande trabalho de laboratório, aprofundando e desenvolvendo técnicas fotográficas como a solarização/efeito Sabatier, os fotogramas, a exposição múltipla e diversas técnicas originais de sensibilização e impressão fotográficas.
Ele representou a figura do artista multifacetado e vanguardista que procurou ultrapassar as fronteiras disciplinares, e as tendências puristas da época, tentando ligar as várias formas artísticas com a mesma dignidade.
Seu trabalho causava sensação pelo modo como usava a luz natural, contrastes definidos e poses informais. Man Ray era extremamente vanguardista num momento em que o estilo pictórico ainda predominava dentro da fotografia europeia.
O sucesso comercial como retratista, permitiu que Man Ray experimentasse suas idéias junto aos movimentos Dada e Surrealista.
Além de fotografias, Man Ray realizou diversos filmes nos anos 20 como "Anemic Cinema" e "L'Étoile de Mer".
O pintor e fotógrafo, dadaísta e surrealista, criou um importante conjunto de obras. Um dos pioneiros de desenvolvimento pessoal em tendências, foi também um dos primeiros pintores abstratos, assim como é considerado um dos pioneiros da fotografia contemporânea.
Em entrevista a Paul Hill e Thomas Cooper em abril de 1974, conta-nos porque se dedicou à fotografia:
"Fui pintor durante muitos anos antes de me tornar fotógrafo. Um dia comprei uma câmera só porque não gostava das reproduções que os fotógrafos profissionais faziam de minhas obras. Nessa época apareceram as primeiras placas pancromáticas e possibilitaram se fotografar em branco e preto, conservando os valores das cores. Estudei com muita aplicação e depois de alguns meses, me tornei um expert. Meu interesse maior era com as pessoas, especialmente com os rostos. Em lugar de pintar pessoas, comecei as fotografar, e desisti de pintar retratos. Ou melhor, se pintava um retrato, não me interessava em ficar parecido. Finalmente conclui que não havia comparação entre as duas coisas, fotografia e pintura. Pinto o que não pode ser fotografado, algo surgido da imaginação, ou um sonho, ou um impulso do subconciente. Fotografo as coisas que não quero pintar, coisas que já existem."
"A natureza não cria obras de arte. Somos nós, com a peculiar capacidade de interpretação do cérebro humano, que vemos arte".
Fez "Retrato solarizado", em 1931. Em 1993, a foto "GLASS TEARS" (abaixo), de MAN RAY, torna-se a fotografia mais cara do mundo, ultrapassando o valor de 65 mil dólares.Um olho feminino, com esferas de vidro na face, significando lágrimas...
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http://www.masters-of-photography.com/M/man_ray.html
http://artcyclopedia.com/artists/man_ray.html
(algo que tenha gente não olhando para mim ou Luminária com a roda gigante Place de la Concorde, Paris, 2000)
Última atualização: 03/01/2008. |