LORCA inicia o rigor e a maestria de um brilhante autodidata. Paralelamente às fotos pessoais, muitas das quais participaram de salões, concursos etc, o fotógrafo assume consagrada carreira profissional enquanto fotógrafo de estúdio e de publicidade (onde também não se pode esquecer a figura de SÉRGIO JORGE).
Abaixo, uma das obras... e retrato do artista e fotógrafo German Lorca.
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Sempre procurou uma nova perspectiva, um novo percurso, um novo desafio. Enquanto seus filhos viraram cientistas no tratamento mais elaborado e sofisticado de imagens digitais, Lorca foi um "enfant terrible", um poeta da vida e das imagens.
Suas imagens atestam um impecável domínio técnico, aliado à estética da descoberta e construção da imagem. Sábio e conhecedor, a história da fotografia brasileira contemporânea há muito reserva o seu retrato na galeria dos grandes mestres.
Lorca não foi educado para ser artista ou mesmo fotógrafo. Para quem cresceu no proletário bairro paulistano do Brás, seguiu por caminho seguro: trabalhou num escritório de contabilidade. Só depois foi para a fotografia. E logo se revelou no que havia de mais avançado, e aí, por luzes incertas: o modernismo.
Se a literatura e a pintura iniciaram o modernismo até antes da Semana de 22, a arquitetura só o teve em 1930 e a fotografia já no final dos anos 40, quando Lorca começou.
Fotografou centenas ou milhares de situações isoladas, mas também desenvolveu assuntos em que o conceito e o discurso são valiosos. Com isso, torna-se um fotógrafo que acompanhou o tempo de sua laboriosa e longa vida.
(Ricardo Ohtake - Arquiteto e designer gráfico.)
Palácio da Justiça - São Paulo (1954).
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German Lorca "1904"
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Última atualização: 09/10/2006. |