Rua Cubatão, 1072. CEP: 04013-003 - São Paulo (SP)
"Foi analisando a situação e a beleza do que tinha que ser fotografado (já que eu era psicóloga) que virei fotógrafa. Isso tudo começou em 1986. Após um ano de mergulho ganhei minha primeira câmera submarina. Sem nenhum conhecimento de fotografia, diafragmas e lentes me aventurei logo para debaixo da água.
Depois de desvendar os mistérios das câmeras, da água funcionando como um filtro e os segredos de como iluminar o objeto e não as partículas em suspensão, comecei a fazer matérias para as revistas especializadas e na seqüência muitas exposições.
Quando comecei profissionalmente, em 1990, a fotografia de natureza quase não era utilizada. Nós, os poucos fotógrafos que levavam isso a sério, fomos com certeza os precursores de uma mudança de mentalidade para o uso de imagens de natureza em catálogos, folhetos e campanhas publicitárias, como são utilizadas hoje em dia.
Comecei a viajar muito e a cada viagem percebia que desperdiçava a natureza, já que fazia imagens só submarinas e foi assim que comprei minha primeira Nikon, uma FE usada.
Há alguns anos comecei a me questionar sobre como poder ajudar ainda mais os animais, já que os fotografava e divulgava as imagens num sentido preservacionista e com respeito.
Comecei a fotografar para a WWF/Brasil e junto aos projetos desenvolvidos por eles entrei em contato com um lado do país que muito poucos tem acesso - os ribeirinhos da Amazônia, os pantaneiros e sua forma de viver, não no Pantanal do turista, mas no Pantanal das bordas, das fronteiras...
Temos constantemente desafios, sejam eles sobre o assunto a ser fotografado, técnicas, equipamentos ou até de nós mesmos. Uma carreira que privilegia a evolução e o desenvolvimento (o apuro) do olhar, da linguagem."
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"O Brasil, como todos sabem, é sem dúvida um fenômeno natural, racial e cultural que a civilização já pôde conhecer. Aqui diversas culturas se misturam, diversos credos convivem pacificamente, diversas etnias se aliam e se misturam tornando multifacetada a raça do povo brasileiro.
O enorme abismo entre o moderno e o arcaico, a sociedade tecnologicamente avançada e a tradicional, a cultura globalizada e a cultura de raiz, se assim podemos chamar, coexistem e se apresentam aos olhares passivos da sociedade.
Mulheres do Brasil, busca através do universo feminino retratar estas distintas formas de ser e viver do Brasil. Mas por quê a mulher para um retrato do país?
Como não poderia ser diferente de todas as outras condições da sociedade brasileira, a mulher vive os contrastes de sua posição social em uma sociedade machista e patriarcal na sua essência e ao mesmo tempo exigindo dela os compromissos de liderança, mediadora, trabalhadora em paralelo à posição de mãe e mulher obediente.
Atualmente sendo desenvolvido fora dos grandes centros, este trabalho busca um olhar mais voltado para o belo dos universos abordados, na tentativa de fugir ao retrato comum e consagrado da "estetização da miséria" e das carências sociais que vivem, embora não as negue.
Busca a recuperação da valorização da nossa cultura e, através do universo feminino coloca em questão a estrutura patriarcal que temos, mostrando a mulher como ponto central de toda ação social da comunidade em que está inserida.
Para cada região do país foram escolhidas características e comunidades que apresentem características marcantes de sua região.
Este trabalho não tem a pretensão de ser um registro profundo e completo do Brasil, mas sim criar possibilidades para o aprofundamento dos universos distintos que o país oferece aos seus cidadãos.
Marcelo Greco já fotografou para as revistas Vogue, Terra, Família Aventura, Horizonte Geográfico, Contigo, IstoÉ, Photo & Camera, além dos jornais Gazeta Mercantil e Folha de São Paulo.
Foi correspondente da Agência SIPA Press França, com material publicado em revistas do exterior sobre os mais diversos assuntos como Fórmula Um, economia e matérias sobre regiões da América Latina (como Patagônia e Bolívia).
Participou em Janeiro de 1999 do "Projeto Comunidade Solidária", fotografando comunidades carentes em quatro estados do Brasil (Amazonas, Roraima, Rio Grande do Norte e Bahia).
Desde então dedica-se ao desenvolvimento deste projeto. Como trabalho pessoal dedica-se ao universo feminino desde 1995, quando iniciou o registro de atrizes atuando no teatro."
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Última atualização: 09/10/2006. |