Geraldo de Barros nasceu na cidade de Chavantes, no Estado de São Paulo. Foi um dos fundadores do Foto Cine Clube Bandeirante. Em meados dos anos 40, Geraldo de Barros estuda desenho e pintura com Clóvis Graciano, Yoshiya Takaoka e Colette Pujol. Em 1947, funda o Grupo 15, com Ataíde de Barros e Antônio Carelli, entre outros.
![]() |
Desenho é uma forma de pensar o mundo que estrutura o conhecimento visual e diagrama determinadas percepções. O desenho dá-se atrevés do exercício constante do olhar em relação aos seus elementos formais vistos nos objetos do mundo.
Com o desenho pode-se perceber seus poucos elementos em articulações intensas: linhas que engendram formas, luzes espaços, criam materialidades, tramas, outras formações, luminosidades, espacialidades.
Como expressão plástica, o desenho é, também, registro e anotação gráfica. Os desenhos de Geraldo de Barros que compõem este conjunto do acervo MAC-USP, mostram o olhar do artista permitindo-nos refletir sobre sua poética-visual.
Nessa trajetória, expõem-se alguns exercícios que orientam o cotidiano do artista. Carmen Aranha / Cauê Alves (http://www.mac.usp.br/projetos/percursos/geraldo/index.html)
![]() |
![]() |
![]() |
Sem Título, 1947 Nanquim s/ papel, 32,3 x 18,5 cm |
Sem Título, 1947 Nanquim s/ papel 27,8 x 21,0 cm |
Sem Título, 1948 Nanquim s/ papel 27,0 x 20,6 cm |
![]() |
![]() |
Sem Título, 1948 Nanquim e grafite s/ papel 15,3 x 18,0 cm |
Sem Título, 1947 Nanquim s/ papel 20,5 x 21,6 cm |
Nos anos 40 e 50, sobretudo em 1946, Barros e José Oiticica Filho impulsionam a fotografia de autor, que deixa de se preocupar com o retrato da realidade e busca novas formas de expressão artística. Eles rompem com a tradição pictorialista predominante até os anos 40 e disseminada pelos fotoclubes.
É o início da fotografia criativa brasileira!
Em 1949, o MASP cria por intermédio de Barros e Thomaz Farkas, seu Laboratório de Fotografia para atender aos cursos externos e ao próprio museu, portanto, ambos fotógrafos foram responsáveis pela criação do laboratório e dos cursos de fotografia do Museu de Arte de São Paulo.
Em 1950/51?, Geraldo de Barros marca o universo da fotografia brasileira com sua arrojada exposição individual FOTOFORMAS, no Masp, firmando seu nome na linha de frente da fotografia experimental no Brasil.
Abaixo (esquerda), foto em homenagem à Simão Leal, da série "Fotoforma", Rio de Janeiro (1950) - superposição de imagens no fotograma.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Em 1951, com bolsa do governo francês, estuda litografia na École National Superiéure des Beaux-Arts e gravura no ateliê de Stanley W.Hayter, em Paris.
Freqüenta também a Hoschule für Gestaltung (Escola Superior da Forma), em Ulm, Alemanha, onde estuda artes gráficas com Otl Aicher.
Em 1952, em São Paulo, participa da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Luiz Sacilotto, Charoux, entre outros.
A partir de 1954, desempenha importante papel na área do desenho industrial e da comunicação visual: funda a Cooperativa Unilabor e a Hobjeto Móveis, dedicadas à produção de móveis, e a Form-Inform, responsável pela criação de marcas e logotipos.
Em 1966, participa da criação do Grupo Rex, com Wesley Duke Lee, Nelson Leirner, Carlos Fajardo, Frederico Nasser e José Resende.
BARROS é o mestre incontestável da arte concreta brasileira, como afirmou Charles Henri Favrod, diretor do Musée de L'Elisé, em Lausanne, na Suíça.
Nesta pequena amostra, o visual de sua obra revela a força das plataformas, que eternizam seu trabalho criador e a essência da sua arte.
"O gato e o rei" (SP, 1949) - desenho sobre negativocom ponta seca e nanquim. "Mulher no espelho" (SP, 1948) - solarização do negativo.
![]() |
![]() |
Última atualização: 09/10/2006. |