EUGÈNE ATGET (1857-1927)


Ignorado por seus contemporâneos, Eugène Atget é o fotógrafo de Paris. Graças à Bérénice Abbott, assistente de Man Ray, sua obra ficou conhecida através de uma exposição no MOMA — Museu de Arte Moderna, nos Estados Unidos.

Atget nasceu na França, em 12/02/1857 (ou 1956?) e morreu em 04/08/1927. Perdeu seus pais ainda criança e foi educado por um tio.

Se tornou marinheiro, viajando por rotas americanas; posteriormente optou pela carreira de ator. Entrou para o conservatório em 1879 e o deixou em 1881, numa pobre companhia que atuava nas redondezas e subúrbios de Paris.

Em 1889, dedicou-se à pintura e acabou desenvolvendo sua capacidade observatória. Tornou-se fotógrafo para sobreviver aos 40 anos de idade. Inicia a fotografia moderna em Paris.

Especializou-se em postais e vistas cotidianas de Paris (mais de 10.000). Seus registros fotográficos de Paris são muito importantes, nos quais ressalta sobretudo as pessoas e a arquitetura, sempre de uma perspectiva pessoal, com íntima busca artística.

Em 1898, fotografou Berenice Abbott que por sua vez, foi quem guardou os negativos dele...

Foi um "bruxo" romântico. Fez a fotografia Vaso no jardim do castelo, Versailles, em 1900. Em 1926 participou da Review la Revolution Surrealiste.

O programa filatélico dos correios franceses — La Poste — rendeu homenagem a grandes fotógrafos. Esta série de 6 selos foi emitida em julho de 1999, por ocasião da abertura do 30° Encontro Internacional da Fotografia d'Arles.

Todos os selos trazem dois valores faciais: o antigo F (Franco francês) e o atual € (Euro), devido a mudança monetária ocorrida no ano seguinte à emissão: 3,00F + 60F ou 0,46€ + 0,09€. Eles mostram uma obra de cada fotógrafo: Doisneau, Brassai, Lartigue, Cartier-Bresson, Atget (selo ampliado acima) e Nadar.

(VASO em primeiro plano - mudar, pois viveu em Montmartre – era matutino; Place de la Concorde, Paris, 2000.)
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BERENICE ABBOTT (1898-1991)

Nasceu em Ohio, nos Estados Unidos. Logo se especializou em retratos, gênero pelo qual é principalmente reconhecida. Também realizou importantes registros fotográficos em Nova Iorque e um pouco de fotografia científica de caráter ilustrativo.

Ainda que sua obra esteja intrinsecamente ligada à cidade de Nova Iorque, da qual foi uma das documentaristas mais importantes na década de 30, ela desenvolveu um incessante trabalho durante toda a sua carreira.

Foi Bérénice Abbott quem resgatou do esquecimento a obra do francês Eugène Atget, resgatando seus Matriz-negativos após a sua morte e organizando uma grande retrospectiva no MOMA — Museu de Arte Moderna.

Defensora dos grandes formatos, em Matriz: negativos de 8x10 polegadas (20x25 cm), defendia a idéia de que um quadro deveria conter todos os detalhes possíveis.

Mudou para Nova Iorque e mais tarde para Paris, em 1918, a fim de estudar escultura, terminando como assistente de Man Ray.

Durante três anos, entre 1925 e 1929, dirigiu a sua própria galeria de retratos, onde fotografou personalidades da literatura e conheceu Eugène Atget, que tinha 70 anos de idade e cuja obra lhe impressionou profundamente.

Quando da morte de Eugène, em 1927, Abbott conseguiu recuperar todos seus negativos e cópias originais, e mais recentemente, em 1968, pôde apresentar uma mostra retrospectiva no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, instituição para qual vendeu esse arquivo e que a nomeou curadora oficial do trabalho do genial autor francês.

Em 1929, regressa aos Estados Unidos e, inspirada pelo trabalho de Atget, empreendeu uma tarefa semelhante à realizada por ele, tomando Nova Iorque como tema.

Obteve o apoio do diretor do museu da cidade, Phelps Stokes e, em 1935, foi contratada pelo Federal Art Proyect of the Works Progress Administration, criado durante a gestão do presidente Roosevelt – isso lhe permitiu levar a cabo o Changing New York, trabalho em que mostra a cidade velha que vai submergindo ante a modernidade dos arranha-céus, vias expressas e pontes de metal.

Junto com Margaret Bourke-White, é reconhecida como uma das mais notáveis fotógrafas da primeira metade do século, que representou aquele espírito norte-americano que deu tanta vitalidade à fotografia contemporânea.

Juntamente com nomes como Edward Weston, Walker Evans, Ansel Adams, Dorothea Lange, Arthur Rothstein e Paul Strand, entre outros, são os mais genuínos representantes daquela geração.

(Foto da pirâmide com o Louvre ao fundo - antigo/novo)

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Última atualização: 11/10/2006.
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