FOTO-SECESSÃO
A Foto-secessão - um movimento fotográfico conduzido por STEICHEN e STIEGLITZ, que se iniciou em 1902 e durou até 1916, aproximadamente - estabeleceu o direito da fotografia ser considerada uma das belas-artes. Através de suas fotografias e suas apresentações em concursos e exibições, os Secessionistas demonstraram conclusivamente que era necessário diferenciar a fotografia como informação visual da fotografia como expressão visual. O tema, por si só, não faz da fotografia uma arte; usada como uma forma de compreensão estética, ela poderia ser um meio expressivo. Apesar das técnicas de pintura favorecidas pelo Secessionistas, seus melhores trabalhos são bastante bonitos.
1902 — ALFRED STIEGLITZ (Estados Unidos, 1864-1946), funda o movimento FOTOSSECESSÃO, que discute a fotografia como arte. Sua fotografia reflete a necessidade expressiva do artista. Sua obra inicial foi influenciada em grande parte pelo movimento pictorialista, e explorou as técnicas alternativas de manipulação dos materiais fotográficos para criar imagens com tendências plásticas ou gráficas. Sua etapa final, a mais conhecida, inclina-se a fotografia pura, baseado na idéia de que era mais importante a visão que as condições. Assim, buscava condições atmosféricas que de alguma maneira repassavam os efeitos visuais elaborados, destacando sempre suas composições. Funda o movimento FOTOSSECESSÃO, no qual a foto passa a ser valorizada como expressão artística própria, diferente das demais artes. Os fotossecessionistas defendem a fotografia sem retoques ou manipulação nos negativos e nas cópias, em reação ao pictorialismo. A fotografia se aproxima do ABSTRACIONISMO, com ênfase na forma e não no objeto em si. O trabalho dos fotossecessionistas é divulgado pela revista CAMERA WORK, fundada por Stieglitz e publicada entre 1903 e 1917. EDWARD STEICHEN, ALVIN LANGDON COBURN e PAUL STRAND estão entre os principais nomes do movimento.
Provavelmente a idéia mais madura já apresentada na atividade fotográfica foi o conceito de EQUIVALÊNCIA, nomeado por ele em 1920 e por ele praticado em toda a sua vida. Conseqüentemente, a teoria agora é praticada por um número sempre crescente de fotógrafos sérios e dedicados, amadores e profissionais. O conceito e disciplina de Equivalência é, na prática, a coluna vertebral e o cerne da fotografia como um meio de expressão e criação. (Circo, todas as fotos focadas, Ver página 672, Paris, 1996)
PAUL STRAND — (Estados Unidos, 1890-1976). Sua obra corresponde à época do modernismo na América do Norte e na Europa. É importante dentro deste marco histórico por revolucionar uma estética baseada na natureza objetiva da realidade e as possibilidades visuais que permitem as câmeras de grande formato uma imagem de alta resolução. PAUL STRAND – página 686.
WILLIAM BOYOD POST, no final do século XIX, já era um fotógrafo amador proeminente. Realizou Clima de Inverno, uma de suas fotografias mais famosas, de 1904. Teve objetivo de promover a fotografia como forma de expressão artística, centrando seu trabalho, sobretudo, em paisagens de neve. A neve constituía seu particular desafio, pois fazia realçar as nuances sutis da interação de luz e sombras sobre as superfícies brancas.
Em 1907, os irmãos franceses Auguste Lumiére e Louis Lumiére simplificaram muito o processo de seleção de cores por filtros, dando o primeiro vislumbre de possibilidades comerciais para a fotografia colorida com suas chapas AUTOCHROME – o primeiro processo fotográfico colorido.
Fabricadas em Lyon a partir de 1907, consiste em uma placa de vidro coberta com grãos de amido tingidos (que agem como filtros para as cores primárias) e de poeira preta (que bloqueiam a luz não filtrada pelo amido).
Sobre essa placa preparada é colocada uma fina camada de emulsão pancromática (sensível a todas as cores), obtendo-se uma transparência colorida positiva, uma chapa positiva colorida. ANTOINE LUMIÈRE, pai deles, trabalhou como fotógrafo em Lyon.
Já em 1894 eles inventaram o CINEMATÓGRAFO. Entretanto, esse e outros processos tiveram vida relativamente curta no mercado devido à baixa sensibilidade. Precisavam de uma fonte de luz muito intensa e um largo tempo de exposição...
Abaixo, um selo da República Francesa, emitido em 1955 (Scott: 771), que mostra os irmãos Lumière e um projetor de filmes. Este selo foi emitido para comemorar os 60 anos da invenção do Cinema Francês (1895-1955).
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Em 21/06/1995, foi emitido um bloco brasileiro (B-99) sobre o Centenário do Cinema Mundial, o qual mostra peças do cinema e os irmãos Lumière, Auguste e Louis. Abaixo, um exemplar do bloco carimbado.
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O Teatro São Carlos, na cidade de Campinas (interior do Estado de São Paulo), ladeado pelas ruas 13 de Maio e Costa Aguiar, onde ocorreu em 1897, a primeira exibição de "cinematógrafo" — "aparelho que reproduzia os movimentos da vida", exibido na Europa, em 1895, pelos Irmãos Lumière.
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Evolução da CorLa Tour Eiffel, Paris, 1996
HARRY C. RUBICAM, a sua fotografia No circo, surgiu ao lado das de outros fotógrafos na edição de número 17, de Camera Work, 1907. Este livro mostrou que a fotografia artística estava a dividir-se em duas direções, que podiam ser definidas como "fotografia pictórica contra fotografia direta".
(Colocar o cavalo do carrossel – ver página 555, Paris, 1996)
CLARENCE HUDSON WHITE (U.S., 1871-1925), em 1907 fez um planotipo de natureza morta, ele levou ao extremo a estética do distanciamento, ao confundir uma bola de cristal com uma peneira de seda usada em laboratórios.
"What Was It Trying To Remind Me Of?"
Title page design, collodion print and ink, 14 x 10.75 inches, 1903 From a unique portfolio by the great Photo-Secessionist photographer and teacher, containing six images illustrating the short story "Beneath the Wrinkle." Three of the images were published along with Clara Morris's story in the February 1904 issue of McClure's. This distinctive title page design by White, depicting the story's prologue, was not included in McClure's, and remained unpublished until 1980. Another image from the portfolio was published along with the story and also appeared in Alfred Stieglitz's famed magazine, Camera Work. The portfolio was produced at the time when White was leaving Newark, Ohio to become a full-time photographer and teacher in New York, and thus represents an important commission in his career. In this image, the narrator is shown holding an old, faded ribbon. In the story, the narrator notices a brilliant streak of color hidden inside a wrinkle in the fabric... reminding her of an episode that began half a century before. (Qu’es que ce? Ce une esfére ou ce le céu?La Géode, Parc de la Villette, Paris, 1996)
JOSEPH TURNER KEILEY, em 1907, realizou Um pequeno pedaço de Paris. (Um pequeno pedaço de Paris?Foto de qualquer pedaço ou casa, Paris, 1996)
WILLIAM H. "DAD" MARTIN, em 1908-1912 fazia fotos surreais, nas quais objetos eram grandes, como os homens pegando um ganso...
ANTONIN PERSONNAZ, um dos primeiros fotógrafos a utilizar o processo autocromático dos irmãos Lumière. Em 1908, ele explicou, por escrito, como fotografava paisagens. Utilizava uma máscara negra que permitia expor o céu durante dois segundos e a parte terrestre em quinze segundos. (foto terra/céu em cor, Paris, 2000)
HIPPOLYTE AUGUSTE COLLARD documentou, a pedido do Ministério das Obras Públicas, a profunda reforma urbana de Paris. (Antigo e modernoMusée du Louvre – Paris, 2000)
GEORGII PETRUSSOW — produziu um documentário sobre um edifício; usou a sua máquina para documentar a ocupação soviética da cidade; usou perspectivas arrojadas. (foto do CHAFARIZ à noite)
EL LISSITZKY — russo, vanguardista, criou um importante conjunto de obras, um dos pioneiros de desenvolvimento pessoal em tendências, dispunha objetos, de preferência, do quotidiano, tais como colheres, alicates, óculos, sobre papel fotográfico, mas ao contrário de László Moholy-Nagy, não tentava criar um espaço leve imaterial. (cromo raio X? ver página 394)
LÁSZLÓ MOHOLY-NAGY — húngaro, criou um importante conjunto de obras, um dos pioneiros de desenvolvimento pessoal em tendências, ele tentou clarificar a relação entre a pintura e a fotografia, promovendo uma separação clara entre as duas formas de expressão. Esforçou-se sempre por tornar a fotografia num meio com o mesmo valor artístico da pintura. Ele é a qualidade sem igual da fotografia (1923) "O fotograma, ou registro sem câmera, que registra formas produzidas por luz, encarna a única natureza do processo fotográfico, e é a chave real para fotografia. É ele que nos permite capturar o intervalo padrão da luz numa folha com papel sensibilizado, sem recorrer a qualquer aparato. O fotograma abre perspectivas de uma morfose completamente desconhecida governada por leis ópticas peculiares, feitas para si mesma. É o meio mais completamente desmaterializado comandado pela nova visão." (nem imagino, ver página 450)
LUCIA SCHULZ (solteira) MAHOLY - quando casada com László. (foto de um edifício em perspectiva...)
BORIS IGNATOVICH — gostava de tirar fotos de posições extremamente baixas ou altas da máquina e, através destes ângulos de visão não convencionais, descobriu uma nova maneira de olhar para a vida cotidiana. Um vôo turístico sobre Leningrado ofereceu-lhe novas oportunidades na sua procura de perspectivas não convencionais. Criou vistas aéreas como chaminés e fábricas de um complexo industrial, em que a arquitetura é representada como uma composição abstrato-construtiva. (foto de cima da roda gigante)
ALVIN LANGDON COBURN — (Inglês-Americano, 1882-1996). É um dos mais conhecidos fotógrafos que se dedicou as composições abstratas e experimentos químicos e ópticos na fotografia. Autodenominou suas imagens como "vortografias". Trouxe a mudança da arte pictórica do século XIX para o estilo de fotografia de orientação vanguardista. (a torre desfocada colorida)
E. J. BELLOCQ — (Estados Unidos, 1873-1949). Sua obra inicial é de caráter comercial, porém sua obra mais importante é um registro documental de Nueva Orleáns, na qual fotografou a vida cotidiana nas casas de citas e retratou as prostitutas fora de seu contexto laboral.
KARL BLOSSFELDT — (Alemanha, 1865-1932). Realizou um documento fotográfico muito extenso sobre a forma das plantas, em uma espécie de expedição botânica de laboratório, porém com uma expressão artística dramática no manejo da luz e nas composições.
Tabard, Maurice — (1897, Lyon, França - 1984, Nice)Fotógrafo da chamada Nouvelle Vision francesa, passa a sua vida entre os Estados Unidos e a França. Chega em Nova York em 1914, onde estuda com Emile Bunuel. Volta à França em 1928 e Philippe Soupault o apresenta a Lucien Vogel, diretor do Jardin des Modes et de Vu, iniciando a sua carreira como fotógrafo de moda e de publicidade. A partir de 1932, experimenta a técnica de solarização e de montagem para suas fotos pessoais.
A MINNOGRAPH 35mm, criada por LEVY-ROTH em 1914, tirava 50 fotos de 18x24mm, e tinha as dimensões externas de 5x6x13cm, muito semelhantes às da futura Leica.
A primeira LEICA surgiu no mesmo ano, desenhada pelo construtor de microscópios o engenheiro OSKAR BARNACK para a casa LEITZ, de Wetzlar. Mas a Leica demoraria dez anos para se aperfeiçoar devido ao início da I Guerra Mundial e a inflação que se seguiu na Alemanha, prejudicando a indústria de modo geral. A primeira câmera fotográfica de dimensões reduzidas: 35mm, a LEICA , afirma-se em 1924. Em 1925 a empresa começa a comercializá-la. Ela dá um grande impulso ao fotojornalismo por ser silenciosa, rápida, portátil e por ter disponíveis diversos tipos de lentes e acessórios. Quando iniciou sua trajetória, era a primeira câmera miniatura a vir com telêmetro acoplado à sua objetiva ELMAR, de excelente definição, com abertura máxima de f3,5. O poder de resolução era incomparável: como ressaltam HELMUT e ALISON GERNSHEIM, elevou as câmeras miniaturas a "verdadeiros instrumentos de precisão". Isso foi percebido a partir de 1931, quando os reveladores de grão fino reduziram a granulosidade dos filmes rápidos, assegurando boas ampliações.
1915 — Com o aperfeiçoamento dos processos de impressão, os jornais diários começam a utilizar a fotografia com mais freqüência para ilustrar as reportagens, em substituição ao desenho. A presença de fotos na imprensa firma-se com os jornais Daily Mirror, de Londres (Reino Unido), e Ilustrated Daily News, de Nova York (EUA).
1919 — CHRISTIAN SCHAD – Descobriu a fotografia sem máquina, fazendo experiências com objetos encontrados e papéis fotográficos. Essas fotos, das quais produziu cerca de 30 em 1919, são os primeiros fotogramas artísticos. A partir de 1936 foram denominadas "SHADOWGRAPHS", termo utilizado primeiro por TRISTAN TZARA, alemão de espírito inquieto. (talvez aquela foto tirada debaixo da torre, à noite que não dá para perceber o que é)
1919-1938 — Ao final da I Guerra Mundial, a fotografia liga-se a movimentos artísticos de vanguarda, como o CUBISMO e o SURREALISMO. Fotógrafos como o norte-americano MAN RAY e o húngaro LÁSZLÓ MOHOLY-NAGY trabalham em estreita ligação com pintores e outros artistas. As técnicas de FOTOMONTAGEM (manipulação de negativos) e FOTOGRAMA (imagem direta sobre o papel fotográfico, sem o uso do negativo e da câmera) são amplamente usadas.
1925 — Na Alemanha surge um estilo realista conhecido como NOVA OBJETIVIDADE, que propõe uma fotografia puramente objetiva, em oposição ao pictorialismo. Seu maior representante é ALBERT RENGER-PATZSCH, autor de fotografias que se caracterizam por linhas fortes, documentação factual e grande realismo.Outro expoente do movimento é AUGUST SANDER, alemão, fez muita fotografia de paisagens na zona do rio Reno, mas seu trabalho principal foi ser retratista. Em Käthe Lamers com Hannelore e Helmy, trabalho de 1922, ele retratou uma mãe com suas filhas. (Cláudia Baptiste avec sus files?Maison de la familie Baptiste, Strasbourg, Bas-Rhin, Alsace, 1996)
HUGO ERFURTH, um dos mais significativos fotógrafos de retrato em seu tempo, dispensava cenários decorativos, concentrando-se inteiramente no rosto do modelo, cultivava um estilo bastante sóbrio em seus retratos. (Reis de Judá ?Galeria dos Reis, Musée du Cluny, Paris, 1996)
MICHEL BERCKELAERS —"SEUPHOR" (anagrama de Orpheus), por volta de 1925, tornou-se cronista da cena artística de Paris e tirou retratos de muitos dos seus colegas artistas. (Arts dans du metroChamps-Élysées Clemenceau, Paris, 1996)
WILLIAM KLEIN — (Estados Unidos, 1928). Suas fotografias tem sido de grande influência no meio fotográfico por sua prodigiosa noção de composição. Seus temas são muito variados, mas principalmente sua obra se enfoca no registro da vida cotidiana. Además da fotografia se dedica a otras artes visuais como o cine, a pintura e a ilustração.
GEORGE HOYNINGEN-HUENE, considerado um dos grandes expoentes da fotografia de moda dos anos vinte e trinta, trabalhou para a Vogue. Composições sem defeitos, com uma iluminação bem equilibrada é a sua marca registrada, assim como a inclusão de propriedades gregas clássicas e efeitos surrealistas. (talvez a foto do vaso em primeiro plano – ver o sol)
1929 — As fotografias começam a ocupar grande espaço na publicidade, considerada um dos principais processos de criação artística nesse período. Vários profissionais importantes na época, como CECIL BEATON, MAN RAY, MOHOLY-NAGY e EDWARD STEICHEN, fazem fotografias publicitárias paralelamente ao seu trabalho artístico pessoal.
CECIL BEATON — fotografou retratos de atrizes famosas, como MARILYN MONROE, MARLENE DIETRICH, com o fundo produzido.(foto da torre laranja – cromo horizontal; talvez, fotografei a mais famosa de todas as “atrizes”: la Tour Eiffel, não me utilizando de construir fundos elaborados com materiais vistosos tais como espelhos ou celofane, mas sim do fundo não menos vistoso, todavia mais claro e direto, assim como no final de sua carreira).
1928-1929 — O fotojornalismo desenvolve-se na Alemanha nas revistas Berliner Illustrierte e Münchener Illustrierte Presse. Os principais nomes dessa época são o alemão ERICH SALOMON e o britânico FELIX MAN.ERICH SALOMON – judeu nascido em Berlim. Em 1928 chamou atenção com uma série de imagens tiradas com uma máquina oculta numa sala de tribunal. A forma dele fotografar acontecimentos políticos e sociais tornou-o fundador do fotojornalismo político moderno. Possuía um dom inimitável para estar em todo o lado sem ser notado e as fotos refletiam assim uma observação precisa. As suas imagens davam ao observador a sensação de estar realmente presente nos acontecimentos retratados. Foi chamado de "o rei do indiscreto". (sem flash, alguma foto dentro do museu, como o cluny por exemplo ou algo proibido)
ALEXANDER RODCHENKO — (Rússia, 1891-1956). Ele surge na revolução bolchevique. Sua obra fotográfica tem uma inclinação social notável, mas ao tomar consciência de uma necessidade de análise documental na imagem, opta por fazer esses registros de ângulos visuais pouco usuais. Vanguardista, criou um importante conjunto de obras. Em 1928, escreveu: "Para educar o homem para um novo desejo, os objetos familiares do quotidiano devem-lhe ser mostrados de perspectivas e situações completamente inesperadas. Os novos objetos devem ser representados de lados diferentes de modo a proporcionar uma impressão completa dos mesmos". Sua fotografia é dominada pelo elemento artístico da linha. Uma de suas fotos mais famosa é Pinheiro, de 1925 ou Escadas, de 1930. (obelisco na diagonal - trípticoPlace de la Concorde, Paris, 2000)
ALMA LAVENSON, americana, autodidata, pictorialista, adepta de um foco suave. Seu trabalho demonstra a influência e o engajamento com a fotografia espontânea. Esteve entre os quatro fotógrafos convidados a expor com os sete sócios de Grupo f/64 na polêmica exibição do Museu De Young, em San Francisco, 1932. Ela manteve sua atividade como fotógrafa durante toda a sua longa vida.
WALKER EVANS — americano. Fotógrafo documental de pessoas pobres. (foto das crianças no Saint Michel... metrô)
Roger Parry (1905-1977)Francês, fotógrafo desde 1928, assistente de Maurice Tabard, logo passa a fazer parte das exposições coletivas que reúnem nomes como Man Ray e Lee Miller. Em 1932, expõe na Galeria Julien Levy, em Nova York. No começo dos anos 30, viaja para a África e a Polinésia, publicando, em 1934, o livro Tahiti. Realiza a fotografia do último filme de Jean Vigo.
Roland Penrose (1900-1984)Pintor, fotógrafo e poeta londrino, fundador e organizador do surrealismo na Inglaterra. Em Paris, de 1922 a 1935, estabelece relações com o grupo francês, que sustentará o movimento inglês. Em 1936, organiza a exposição do surrealismo em Londres, formando um grupo que durará até 1947.
Pierre Jahan (1909) Fotógrafo francês. Chega em Paris em 1932 onde encontra Emmanuel Sougez e torna-se fotógrafo profissional. Faz mais de 20 exposições individuais e mais de 30 coletivas, onde Paris aparece sempre como cenário de suas obras. A partir de 1941, influenciado por artistas surrealistas, começa a desenhar e a pintar.
Dora Maar (1909-1997) Fotógrafa francesa, amiga do cineasta Louis Chavance. Adere ao surrealismo em 1934. Mulher de Picasso, entre 1936 e 1940, fotografa os sucessivos estados de Guernica, no ateliê do pintor, na rue des Grands-Augustins. Man Ray realiza um retrato seu em 1936. Anos mais tarde, retira-se voluntariamente no campo, em Ménerbes.
LEWIS WICKES HINE — (Norte-americano, 1874-1940). É um dos pioneiros. Foi o expoente mais notável da fotografia documental social da América. Suas fotos foram usadas numa campanha contra o trabalho infantil. Foi incumbido de documentar o gigantesco projeto de construção do Empire State Building.É um dos mais reconhecidos foto-repórter na história. Através da câmera fotográfica, suas intenções eram gerar imagens capazes de criar reformas políticas, focando-se nas injustiças sociais. Alguns de seus trabalhos mais conhecidos neste âmbito foram os trabalhos árduos das crianças e o trato de imigrantes em New York. (talvez algum edifício ENORME...)
MARGARET BOURKE-WHITE — americana. Fotojornalismo de tendência política e social. Foi a primeira repórter estrangeira a ter autorização de fotografar as instalações industriais soviéticas. Tem uma foto de Gandhi, na qual realça em primeiro plano a roca – símbolo da independência da Índia.
A foto da luminária com a roda gigante. Place de La Concorde,
Paris, 2000.
A luminária representa Gandhi X a roda gigante que representa a roca.
HERBERT BAYER — 1930. Astríaco. Surrealismo. (foto dos cilindros do Louvre – que eu não acho; foto do céu e jardim do Palácio; foto da igreja de notre dame de la garde)
1932 — Fundação do GRUPO 64, nos Estados Unidos, pelos fotógrafos ANSEL ADAMS, EDWARD WESTON e seu filho BRETT, WILLARD VAN DYKE, IMOGEN CUNNINGHAM e SONIA NOSKOWIAK. O nome refere-se à mínima abertura das lentes (diafragma) que permite a máxima profundidade de campo com o máximo de nitidez, a principal proposta do grupo.
1933 — O norte-americano HAROLD EDGERTON desenvolve e introduz o flash eletrônico.
ARKADII SAMOILOVICH SHAIKHET — fotojornalista russo de estilo vanguardista. O seu trabalho lidou sobretudo com a nova vida sob o socialismo, em particular a luta heróica do indivíduo, representava uma imagem do elevado padrão de vida dos trabalhadores industriais soviéticos e que estava fortemente tingido de propaganda. Fez uma foto chamada Locomotiva em movimento; outra Torre na Praça Vermelha. (Página 593 - aquela foto de todo mundo entrando no Monte Saint Michel, pois retrata fortemente a propaganda de turismo de um certo lugar)
ROBERT ADAMS — (Estados Unidos, 1937). Fotógrafo paisagístico cujo tema se enfoca principalmente em expressar a atmosfera solitária da geografía no ocidente norte-americano, como una forma de poesia visual. Também é um reconhecido escritor sobre o tema da fotografia.
GEORGE PLATT LYNES — tirou fotos de amigos, nu feminino e masculino, surrealista, americano, foi diretor da Vogue. (página 404, é importante)
1935 — Os norte-americanos LEOPOLD GODOWSKY JR. E LEOPOLD MANNES inventam o filme KODACHROME, que permite a obtenção de transparências (slides) coloridas com grande riqueza de detalhes e de tons, próprias para reprodução ou projeção.
1935-1943 — A FARM SECURITY ADMINISTRATION, entidade criada pelo presidente norte-americano FRANKLIN ROOSEVELT para estudar e diminuir os problemas da população rural dos Estados Unidos (EUA) durante a Grande Depressão, recorre à fotografia para registrar suas atividades, dando impulso à fotografia documental e de denúncia social. Destacam-se o trabalho dos fotógrafos WALKER EVANS, DOROTHEA LANGE, MARGARETH BOURKE-WHITE, BEN SHAHN, ARTHUR ROTHSTEIN e GORDON PARKS.
1936 — O norte-americano HENRY LUCE funda a REVISTA LIFE, nos Estados Unidos, com o objetivo de substituir a fotografia acidental, improvisada, por uma edição de fotografia planejada. Os fotógrafos a serviço da revista, um marco da fotorreportagem mundial, são pautados para cada matéria e encorajados a produzir uma grande quantidade de imagens para dar mais opções de escolha aos editores. Vários dos principais nomes do fotojornalismo mundial trabalham para a Life, entre eles ROBERT CAPA, que faz a cobertura de guerras em todo o mundo, durante vinte anos, até morrer no Vietnã, ao pisar em uma mina terrestre. Entre suas fotos mais famosas estão Morte de um Soldado Legalista (soldado sendo alvejado na Guerra Civil Espanhola, entre 1936-1939) e a série de imagens feitas durante o desembarque das tropas aliadas na Normandia, em 1944, durante a II Guerra Mundial.
YURI EREMIN — russa. Sua foto mais famosa chama-se: Rua em Buchara com camelos, na qual documentou a atmosfera oriental dessa cidade no sul da URSS, com um encanto especial à imagem: as figuras escurecidas em primeiro plano criam um contraste com o fundo brilhante inundado de sol, realçando a impressão de profundidade da fotografia. (foto das pessoas com fundo à sacre coeur - Le Sacré-Coeur, Montmartre, Paris, 2000)
DAVID SEYMOUR — fez a guerra civil na Espanha; efeitos da guerra sobre as crianças; foi morto no Canal de Suez no dia 10/11/1956 por tiros de metralhadoras egípcias quando estava a registrar uma troca de prisioneiros. (talvez o casal de estátua do cemitério?)
Bibliografia e Referências:
Última atualização: 27/03/2007. |