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A HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA

“REVOLUÇÃO”

1888 — Até este ponto de nossa história, a fotografia foi de domínio exclusivo dos profissionais... Só conheço uma fotografia com girafas anterior a esta data, a qual está exposta no Museu Britânico...

Pois bem, a fotografia era muito limitada...

Mas George Eastman desenvolve a primeira câmera portátil – a KODAK – vendida com um filme em rolo de papel suficiente para tirar 100 fotografias. Agora, disponível a qualquer um, tornou a fotografia mais barata, pois a máquina da Kodak usa filme de rolo com uma base de papel, coberta com uma emulsão fotossensível.

Um rolo de filme tem a capacidade de 100 quadros circulares com um 2 1/4 de diâmetro. Terminado o rolo, o cliente manda a câmera inteira para a empresa Eastman, que revela o filme e faz as cópias, devolvendo o aparelho com um novo rolo de filme.

A simplicidade da câmera Kodak é responsável pela popularização da fotografia amadora. No ano seguinte, Eastman substitui o filme de papel por um de plástico transparente à base de nitrocelulose.

Não fosse por ele... como teria sido a história da fotografia? Ou melhor dizendo, por conta indireta dele, tenho muitas fotografias com girafas em minha coleção, todas tiradas “simplesmente” por pessoas comuns...

Nota: Há um selo postal interessante com valor facial de 60c, que compreende uma folhinha de 15 valores iguais emitida pelas Ilhas Marshall em 15/04/1997, alusiva ao Século 20 (The 20th Century: 1900-1909), cuja imagem mostra uma família com a câmera Eastman – Fotografia para cada homem (Photography for Every Man). Scott: 627a-o (627c).


“AMERICAN FILM”

Por iniciativa do norte-americano George Eastman (12/07/1854 – 14/03/1932), a fotografia começou a se popularizar e o filme passou a ser embalado em rolos.

A partir de 1880, as chapas podiam ser compradas já sensibilizadas quimicamente. Eastman popularizou a fotografia com a criação do filme flexível (em rolo), que tinha o nome de “American Film”.

A fotografia do lado esquerdo, assinada por Nadar em 1890, mostra George Eastman no estúdio em Paris. A foto ao lado, a qual ilustra também o FDC abaixo, eu não sei a autoria...

Como era grande o número de amantes da fotografia dessa época, tornou-se possível a produção industrial de máquinas, materiais e acessórios fotográficos.

Os americanos incluíram também o investimento em publicidade e na expansão de usuários, levado à perfeição pela Kodak, que inaugurou uma nova relação entre os usuários e a indústria: a bobina de filme exposto era novamente levada à empresa para a revelação e a tiragem de cópias.

Pode-se avaliar o impacto dessa novidade para a família média americana, ávida por registrar cada momento de sua existência...

A democratização definitiva da prática da fotografia ocorreu a partir de 1888, quando foi lançada a primeira câmera da linha KODAK, capaz de produzir 100 fotografias com um único filme, que era revelado em seguida pelo fabricante – talvez o principal fator propiciador do surgimento da fotografia de amador.

Com o slogan “VOCÊ SÓ APERTA O BOTÃO E NÓS FAZEMOS O RESTO”, o fotógrafo amador apenas operava a máquina enviando-a à firma em, Nova Iorque, onde o filme seria cortado em tiras, revelado, a emulsão separada da base e colocada em suporte transparente.

Depois eram feitas cópias de todos os negativos que, juntamente com a câmera e um novo filme, eram devolvidas ao proprietário que pagava 10 dólares pelo serviço.

Abaixo, selo emitido em 12/07/1954 (Scott: 1062), alusivo ao centenário de nascimento do inventor e filantropista George Eastman (1854-1932). Ambas imagens são fragmentos do envelope de primeiro dia de circulação (FDC).

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EASTMAN-KODAK COMPANY

George Eastman introduz seus primeiros filmes flexíveis. Inventor, industrial e filantropo norte-americano nascido em Waterville, New York, criador do filme de rolo (patenteado em 1884) e da máquina fotográfica Kodak (1888).

Aos 23 anos montou uma pequena oficina de fotografia, na época em fase de grande desenvolvimento e em vias de converter-se em importante processo técnico e meio expressivo.

Aperfeiçoou a chapa com gelatina de brometo e começou a fabricar chapas secas (1880). Fundou a Eastman Dry Plate and Film Company (1884), em Rochester, New York, localidade onde viveria até sua morte, a primeira empresa a produzir equipamentos fotográficos padrões em série e também filmes transparentes flexíveis, o primeiro filme em rolo, que deu grande impulso a indústria cinematográfica.

Inventou a câmara Kodak (1888), que rapidamente adquiriu popularidade e, no ano seguinte, introduziu a película transparente, que possibilitou o desenvolvimento do filme cinematográfico e da poderosa indústria do cinema.

Três anos depois fundou a poderosa indústria Eastman-Kodak Company (1892), que se transformou numa das maiores empresas mundiais de equipamentos e materiais fotográficos.

Fez fortuna e, durante sua vida doou mais de 75 milhões de dólares a instituições de ensino e educação dos EEUU, Inglaterra, França, Bélgica, Suécia e Itália.

Grande parte de suas doações foram para o Massachusetts Institute of Technology e a criação da Eastman School of Music (1918) e a escola de medicina e odontologia na University of Rochester (1921).


HISTÓRIA DA KODAK

Fábrica da Kodak em Rochester, NY, Estados Unidos (1890).

Quando George Eastman, um jovem bancário, resolveu acatar a sugestão de um colega para fotografar o passeio que faria em suas primeiras férias do trabalho, estava dando início à história da fotografia moderna. Entusiasmado, adquiriu um equipamento completo de fotografia. O equipamento era volumoso, pesado, de difícil manuseio e custou 125 dólares.

A câmara fotográfica era do tamanho de um televisor e precisava ser montada em tripé. Havia necessidade, também, de uma tenda suficientemente espaçosa para garantir a colocação de chapas, que eram umedecidas em emulsões químicas antes e depois de a foto ser batida. Acrescia-se ainda um tanque de vidro, suporte para as chapas, um jarro para água e produtos químicos.

Fascinado com as primeiras experiências, George Eastman cancelou as férias e começou a ler tudo o que era publicado a respeito do assunto. Em revistas inglesas, descobriu que fotógrafos ingleses preparavam chapas fotográficas com emulsões gelatinosas, que as mantinham sensíveis mesmo depois de secas, eliminando a complicada preparação de pouco antes e logo após à exposição. Assim se reduzia significativamente o material básico que o fotógrafo devia carregar. Ainda que não tivesse conhecimento de processos químicos, George tentava elaborar emulsões, baseando-se em fórmulas publicadas.

Em 1880, após três anos de experiências, chegou à fórmula ideal, e foi à Londres patentear a chapa seca, como se tornou conhecida, e uma máquina para fabricá-la. No ano seguinte, George fundou a Eastman Dry Plate, para produzir chapas, e instalou a empresa em Rochester, NY, que hoje é conhecida mundialmente como centro industrial dedicado à fabricação de instrumentos fotográficos, ópticos e de precisão. A comercialização da invenção obteve sucesso imediato.

Eastman demitiu-se do banco e passou a elaborar um plano de diversificação que visava simplificar o processo fotográfico. Em pouco tempo, chegou ao filme flexível, acondicionado em rolo, mas suas vendas ainda eram insatisfatórias. Percebeu, então, que também a câmara deveria sofrer modificações...

A primeira câmara Kodak foi lançada em 1888. A Kodak número 1 tipo caixão, era portátil, fácil de manejar e custava 25 dólares (quando custava 62 dólares para ser fabricada). Usava um filme de papel sensível com 608 X 7 cms, suficiente para tirar 100 negativos circulares de 3,8 cms. de diâmetro.

Após bater as cem poses, quantidade que o filme permitia, o consumidor remetia a máquina para Rochester, onde o filme era retirado, revelado e reposto, num serviço que custava 10 dólares. Tudo por reembolso postal. O lançamento dessa máquina exigia uma divulgação em larga escala e, numa das primeiras campanhas publicitárias da história, foi criado o slogan: “Você aperta o botão e nós fazemos o resto”.

A palavra Kodak, criada por George Eastman e registrada como marca de fábrica em 1888, teve sua origem a partir de um grande número de combinações de letras, que formassem palavras começando e terminando com “K”, letra pela qual Eastman tinha uma certa predileção.

A intenção era obter uma palavra que representasse todas as necessidades de uma marca de fábrica: ser curta, impossível de ser mal pronunciada em qualquer idioma e ter uma personalidade forte e inconfundível.

Com o advento do filme em rolo, também foi possível o cinema se desenvolver, quando som e movimento foram conjugados com a imagem. Os primeiros filmes produzidos para o cinema foram criados por Eastman em 1889.

O passo seguinte foi a primeira “câmara de bolso”, a BROWNIE, uma novidade que custava 5 dólares e podia ser manejada até por uma criança. Sua campanha de lançamento incluía uma extensa programação que atingia escolas e criava fãs-clubes mirins.

No início do século XX, a Kodak já produzia em larga escala, a baixo custo e com alcance internacional. Depois do primeiro escritório em Londres, começava a instalar unidades em outros países da Europa e no Japão, numa política de expansão que se tornou marcante na empresa.

Durante as duas guerras mundiais, as pesquisas e os novos lançamentos foram deixados de lado e os esforços dirigidos para a adaptação de filmes, papéis e equipamentos fotográficos para uso militar, como as câmaras para fotografias aéreas e os filmes para raio X, que permitiam fotografar estruturas de aviões, e o VS-Mail, um programa de microfilmagem para facilitar o envio de correspondências entre os continentes.

A constante busca pela diversificação levou a empresa a estar presente, hoje, nos mais variados segmentos de atuação, ampliando em muito os horizontes imaginados inicialmente por George Eastman.

Fábrica da Eastman, Kodak (1915).

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1910 — PRIMEIRAS CÂMERAS KODAK CHEGAM AO BRASIL

O primeiro escritório foi inaugurado no Rio de Janeiro em 11/10/1920 e contava com apenas seis funcionários. Nesta época, a empresa importava e comercializava chapas, filmes e papéis fotográficos. Em 1933, a empresa chegou a São Paulo com a instalação de uma loja e um laboratório de revelação de filmes preto e branco. A terceira loja foi inaugurada em Porto Alegre, no mesmo ano.

A fase industrial no País começou em 1954, quando a Kodak adquiriu a Wessel, uma fábrica paulista de papel fotográfico preto e branco. Com isso, a Kodak modernizou e atualizou a tecnologia até então utilizada na fabricação de papel. Nesta época, o número de funcionários passou para 190.

No ano seguinte, a empresa transformou-se em sociedade anônima, sob a denominação de Kodak Brasileira S.A – Comércio e Indústria.

O impulso que o mercado nacional necessitava aconteceu em 1965, quando a empresa lançou a primeira câmara Kodak brasileira, a Rio 400, em homenagem ao IV centenário da cidade do Rio de Janeiro.

Nesta época, a empresa produzia também papéis fotográficos e alguns produtos químicos, contando com 430 funcionários.

A primeira grande expansão de suas operações na História da Fotografia no Brasil aconteceu na década de 70, com a inauguração do complexo industrial de São José dos Campos, onde foi incrementada a produção de câmaras e papéis fotográficos coloridos e preto e branco, além de fotoquímicos.

Nos anos 80, a companhia lançou o Plano P-80 no Brasil, responsável por investimentos de US$ 80 milhões, como capital de risco, para ampliar a capacidade de produção de câmaras, papéis fotográficos e fotoquímicos, em São José dos Campos.

O “P80” também possibilitou o início da fabricação de filmes 35 mm e filmes para Artes Gráficas, a fim de substituir importações e atender às necessidades do mercado doméstico.

Com a execução deste programa, a Kodak passou a ser a primeira e também a única indústria fotográfica a produzir câmaras, papéis fotográficos, filmes, equipamentos e fotoquímicos. Na ocasião, o então presidente da Kodak Brasileira, William R. Haines, salientava a atitude da companhia:

“Este programa significa um voto de confiança no País, porque há muito tempo a Eastman não investe uma quantia tão elevada, de uma só vez, como está sendo feito agora. Os investimentos são feitos visando longo prazo, porque estamos aqui para uma longa permanência.”

O P-80 também significou uma economia de US$ 200 milhões em importações nos cinco anos seguintes, aliviando a balança comercial brasileira e gerando mais empregos. Nos anos 90, a Kodak Brasileira superou a marca de 18 milhões de câmaras fotográficas produzidas no território nacional.

Hoje, a empresa possui cerca de 2,5 mil funcionários e comercializa mais de 3,5 mil produtos. Fabricando câmaras, filmes, papéis fotográficos e fotoquímicos e dispondo de uma rede de distribuição que engloba mais de 10 mil pontos-de-venda, a Kodak coloca uma linha de produtos à disposição dos clientes, tornando o consumidor brasileiro tão atualizado com os mais recentes lançamentos quanto os mercados mais avançados do mundo...

Kodak Brasil (1910)

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CONTINUANDO...

DIMITRI JERMAKOV, em 1889, publicou: Álbum histórico de fotografias da Georgia. Durante o tempo em que esteve ativo, reuniu um total de 127 álbuns. Uma de suas obras: Tiflis junto às margens do rio Kura, cerca de 1895.

JACOB RIIS — Norte-americano, 1849-1914. É o primeiro repórter gráfico na América. Seu interesse por denunciar as injustiças sociais através da câmera, como um instrumento de propaganda, o levou a realizar um amplo registro das condições sociais menos favorecidas em New York.

1890 — Popularização da lanterna mágica, diapositivos em vidro de lugares pitorescos.

1892 — FREDERICK IVES inventa o primeiro sistema completo para fotografia de cor natural.

LEON ROBERT DEMACHY, em 1896, fazia retratos pictorialistas. Longe de defender uma linguagem autônoma na fotografia, os pictorialistas tentavam alcançar em suas produções algo que fosse o mais parecido possível com a pintura, o desenho ou a gravura (chamadas de “impressões nobres”), numa tentativa de equiparação que parecia, então, a única forma de conseguir que o seu trabalho fosse considerado artístico.

GEORGE DAVIDSON, tirou uma foto de um lago com um reflexo de uma árvore em 1898. Os pictóricos tentavam, por vezes, multiplicar os véus para reduzir a realidade às sombras.

1899 — WILHELM VON GLOEDEN, alemão que se mudou para a Sicília por causa de uma doença pulmonar, alcançou fama pelos retratos de rapazes nus em poses antigas clássicas que fazia ao ar livre. Em 1899 a Sociedade Fotográfica de Berlim convidou-o para ministrar uma palestra sobre fotografia ao ar livre. Tornou-se conhecido internacionalmente no final do século XIX e foi redescoberto só no início dos anos 70, do século seguinte.

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Última atualização: 19/06/2013.
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