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A HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA

O CIANOTIPO

1800 — JOHN FREDERICK WILLIAM HERSCHEL (07/03/1792 – 11/05/1871), astrônomo britânico, nascido na Alemanha, descobre a região infravermelha do espectro de luz. Em 1819, descobre o fixador fotográfico, hiposulfato de sódio.

Herschel, a quem a História sempre atribuiu o mérito de ter criado palavras relativas ao novo invento. Inscreveu seu nome já em 1839, quando conseguiu a primeira fotografia em vidro – um suporte que imediatamente foi incorporado pelos daguerreotipistas. Foi um homem que soube usar as palavras, pois cunhou em seus diários os termos fotografia e fotográfico.

No ano seguinte, pronunciando-se na Royal Photographic Society, criou os termos Matriz: negativo e positivo. Em 1860, idealizou outras palavras que fariam carreira: disparo e instantâneo. Também foi um visionário: previu arquivos públicos em que a documentação seria microfilmada e lida em ampliadores (fato que só ocorreu no século seguinte). Tem o mérito da primeira cópia azul, o cianotipo.

A cianotipia foi um dos primeiros processos de impressão fotográfica em papel. Foi descoberta por Sir JOHN HERSCHEL, notável cientista, cuja atividade principal era a astronomia, tendo feito diversas descobertas neste campo. Além disso, fez pesquisas relevantes na fotografia e, segundo autores abalizados, deve-se a ele também a descoberta do HIPOSSULFITO como agente fixador.

A cianotipia tem este nome porque as imagens assim produzidas apresentam-se em azul. Isto acontece porque se baseia em sais de ferro e não de prata. Também é conhecida como FERROPRUSSIATO ou “BLUEPRINT”, além de outros nomes menos conhecidos.

Não é um processo para produzir negativos, mas cópias em papel. A emulsão é muito lenta, mais ou menos da ordem de 0.05 ISO. Por causa disso, é impraticável ampliar negativos sobre papel ao ferroprussiato. A cópia é obtida por contato, numa prensa especialmente construída, embaixo de uma luz rica em UV, podendo ser a própria luz do sol. Nesse caso, a impressão pode demorar de 15 a 45 minutos, dependendo da densidade do negativo. Após o tempo de exposição, a folha de papel é lavada em água corrente por alguns minutos e, ao secar, a imagem adquire tons azuis bem saturados.

Alguns operadores desenvolveram métodos para ampliar negativos pequenos para poderem imprimi-los por contato. Os sais que entram na composição da emulsão sensível são citrato de ferro amoniacal, ácido oxálico e ferricianeto de potássio, às vezes, podendo entrar bicromato de potássio como regulador de contraste, devendo ser dissolvidos de preferência em água destilada. Existem muitas fórmulas e procedimentos.

Os negativos a serem impressos por cianotipia devem ser “duros”. Isto é assim porque a emulsão, embora lentíssima, tem uma gradação muito suave. Um negativo bom para ser ampliado em papel comum de grau dois vai produzir uma cianotipia sem contraste. Se falando em termos de “Zone System”, um negativo processado a N+2 é o ideal. E se o assunto for de baixo contraste, um processamento N+3 é recomendado. A emulsão, para maior durabilidade, pode ser preparada em duas partes que se juntam no momento do uso.

Em princípio, qualquer papel serve, desde que não seja ácido. Há os papéis importados, especialmente feitos para processos alternativos, como por exemplo o ARCHES PLATINE, que também é excelente. Via de regra, o papel, ANTES de receber a emulsão, precisa ser banhado numa solução de amido ou gelatina e posto a secar, para que a solução sensível não seja absorvida a fundo pelas fibras do papel, o que ocasionaria resultados inferiores.

Para trabalhar com processos alternativos – assim chamados por se apresentarem como opções frente à grande massa da fotografia industrializada – requer grande dose de paciência, romantismo, curiosidade e um objetivo definido. Pode começar como simples curiosidade, mas derivar para algo mais profundo. Assim é com a Platinotipia, Goma bicromatada, Kallytipia, Bromóleo, Daguerreotipia, Ambrotipia, só para citar alguns. Muitos outros existem.

Saindo um pouco do tema central, vem a indagação: por que todos esses processos caíram em desuso? Acredito que os procedimentos padronizados com base na prata surgiram mais por força de interesses industriais do que qualquer outro fator. A prata é – pelo menos até agora – o metal mais conveniente para ser explorado em larga escala pela indústria fotográfica. Não é tão caro como a platina, que dá resultados reconhecidamente superiores, e fornece emulsões rápidas o bastante, ao contrário dos sais de ferro. Outros procedimentos, como Goma bicromatada, Bromóleo, etc, são muito sujeitos a variações individuais.


CONTINUANDO...

THOMAS WEDGEWOOD ou WEDGWOOD (14/05/1771 – 11/07/1805) captura algumas imagens, mas suas silhuetas não tornaram-se permanente.

HUMPHEREY DARVY ou HUMPHRY DAVY registra certas imagens de bactérias.

Ambos em junho de 1802, conseguiram fixar imagens por um “tempo muito moderado”. No entanto, elas só podiam ser observadas à luz de velas, em local escuro e, mesmo assim, iam enegrecendo. Faltou pouco para que eles conseguissem as primeiras fotografias permanentes...

1807 — WILLIAM HYDE WOLLASTON, químico e físico de Londres, inventa a “Máquina fotográfica Lucida”. Este é um dispositivo óptico que projeta a imagem virtual de um objeto sobre uma tela.

1815 — DAVID BREWSTER (11/12/1781 – 10/02/1868) é eleito companheiro da Royal Photographic Society. Em 1849, melhora o estereoscópio, aumentando o realismo 3D quando são vistos em quadros.


SURGE A FOTOGRAFIA... NIÉPCE, TALBOT E DAGUERRE

Abaixo (do lado esquerdo da tela), WILLIAM HENRY FOX TALBOT (1844) e, do lado direito, LOUIS-JACQUES MANDÉ DAGUERRE (1846).

Para o processo se tornar mais automático, faltava descobrir ainda, como substituto do pergaminho, um material sensível à ação da luz, isto é, capaz de registrar uma imagem ao ser atingida pela luz refletida de um objeto. Em 1816 o químico francês Nièpce deu os primeiros passos para resolver o problema, conseguindo registrar imagens em um material recoberto com cloreto de prata. Mais tarde, em 1826, ele associou-se ao pintor também francês Daguerre, e ambos desenvolveram uma chapa de prata que, tratada com vapor de iodo, criava uma camada superficial de iodeto de prata, substância capaz de mudar de cor quando submetida à luz.

1822 — Um teatro para a exibição de panoramas com efeitos de luz variáveis e pinturas, conhecido como DIORAMA, é projetado pelo ator e pintor francês Louis Jacques Mamnde Daguerre. Co-inventor e proprietário desse processo – trata-se de panoramas imensos pintados sobre telas semitransparentes, nos quais se exibiam alguns “efeitos especiais” que, refletidos por uma luz, contavam uma história.

DAGUERRE — Físico francês, autor, pintor, inventor. Nasceu em 18/11/1787, em Cormeilles – Paris, França. Ele inventou o Daguerriótipo (Daguerrotype), em 1839. Morreu em 12/07/1851 na mesma cidade em que nasceu.

NIEPCE — Físico francês, químico, autor. A nephew, Claude Felix Abel Niepce de Saint-Victor (1805-1870), was the first to use albumen in photography and also produced photographic engravings on steel.

1826 — Niépce aprimora a técnica e faz a foto “A mesa posta”. No mesmo ano, Daguerre teve contato com os trabalhos de Niépce.

1826 — Pioneiro, o físico e litógrafo francês Joseph Nicéphore Niépce (07/03/1765 – 05/07/1833) foi a primeira pessoa do Planeta a obter uma verdadeira imagem fotográfica. A experiência foi o primeiro passo prático para a fotografia em toda a Europa, possibilitando combinar a chapa fotossensível (filme) e a câmera escura (máquina fotográfica).

Abaixo, a primeira fotografia do mundo: “PUNTO DE VISTA DESDE LAS VENTANAS DEL GRAS” – Niépce, 1826 – França.


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“Ponto de vista”, assim é como chama Niépce as imagens obtidas do natural para distinguir as “heliografias”. Esta é a primeira fotografia que se conhece, tirada em 1826. É uma paisagem campestre, uma vista descortinada da janela do sótão da casa de campo do inventor, em Gras, França. Resultado de um processo heliográfico...

Ele usa uma placa de estanho recoberta com “betume da Judeia” para fixar a fotografia nesse metal e revelada com óleo de lavanda. Coloca uma placa sensibilizada quimicamente dentro de uma câmara escura com orifício para exposição à luz, processo que demora, na época, oito horas. Isto é, calcula-se que a exposição à luz tenha durado oito horas, em um dia de verão.

Nota (http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Nicéphore_Niépce): Ele produziu as primeiras imagens da janela do seu escritório. Tais imagens mostravam o terreno da granja em Chalon-sur-Mer no vale do Loire...

1827 — Niépce consegue produzir o primeiro quadro fotográfico próspero, com imagem permanente... Em fevereiro de 1827, Niépce recebeu uma carta de Louis Daguerre, de Paris, que manifestou seu interesse em gravar imagens...

Poucos anos após a primeira imagem de NIÉPCE, os fotógrafos já se dividiam em seis aficionados gêneros temáticos. Duas áreas eram privilegiadas, o retratismo e o paisagismo (cenários urbanos ou naturais). Os fotógrafos profissionais começavam a criar suas associações; e iniciava-se uma linha divisória entre amadores e profissionais, arte e comércio, registro documental e de cenários idílicos, arranjos vulgares e expressões pessoais.

O registro de paisagens e monumentos foi outro desejo que, aos poucos, foi saciado. Os europeus tendiam a ir para centros da Antiguidade clássica ou oriental: monumentos gregos e romanos, pirâmides egípcias, marcos sacros de Jerusalém passavam a habitar o imaginário popular de uma maneira muito mais palpável. Já os americanos iam para o oeste, retratando uma paisagem e uma expansão que eram motivos de orgulho e identidade nacionais. Ateliês têm como atividades principais os retratos e as paisagens. A curiosidade por um país tropical e “primitivo” imprime às fotografias um tom exótico e bastante comercial...

1829 — Niépce e Daguerre unem-se numa sociedade, para avanços nas pesquisas relativas à fotografia, no entanto Niépce morre depois de quatro anos.

1832 — O físico britânico William Henry Fox Talbot (11/02/1800 – 17/09/1877) é eleito companheiro da ROYAL ASTRONOMICAL SOCIETY. Um dos inventores da fotografia, produziu os primeiros negativos em papel por volta de 1834. Fotografou sua casa em Abadia de Lacock – um negativo pequeno e pobre em qualidade.

TALBOT — o Princípio do Negativo. Outros dois nomes devem ser lembrados na história daquilo que se entende hoje por fotografia. DAGUERRE e outros continuaram a aperfeiçoar as chapas sensíveis, os materiais de revelação e fixação e até mesmo as objetivas. Mas foi uma invenção de Jose Petzval que libertou os primeiros fotógrafos dos absurdos tempos de exposição, que chegavam a 30 minutos nos primórdios: uma lente dupla, formada por componentes distintos, com abertura f 3.6, trinta vezes mais rápida do que as tradicionais lentes Chevalier, adotadas até então. Mesmo assim, o invento não resolvia o problema final para a total popularização da fotografia: a reprodução, pois todos os processos produziam um só positivo. Foi o inglês FOX TALBOT quem resolveu o problema, ao criar o sistema para reprodução infindável de uma imagem fotográfica a partir da chapa exposta – o negativo. Isto ocorreu na década de 40 do Século XIX. De lá para cá, todas as demais invenções foram aperfeiçoamentos de um mesmo sistema. Outra revolução igual só aconteceria com o advento da câmera digital.

1835 — DAGUERRE descobre a imagem latente, uma imagem oculta que reduzia o tempo de exposição de oito horas para trinta minutos (fotografia prática). Descobre que placas de cobre cobertas com sais de prata conseguem captar imagens, que podem se tornar visíveis ao ser expostas ao vapor de mercúrio. Isso o leva, em 1837, a fixar suas imagens – o que chamaou de DAGUERREÓTIPO – processo capaz de fixar a imagem com um tempo menor de exposição (em geral 30 minutos), o que possibilita realizar fotografias mais rápidas. Cada uma ainda é exemplar único, do qual não é possível fazer cópias...

Em Boulevard du Temple, de 1838, vê-se uma paisagem de Paris com uma pessoa na parte inferior esquerda da fotografia. Proeminente, no dia 19/08/1839, anunciou oficialmente ao mundo a fotografia. Sua única e não duplicável imagem invertida sobre uma placa de metal – daguerreótipo. Alcançou grande popularidade em seu tempo. Publicou um manual em que descrevia seu método: Historique et description des procédés du Daguerreótype et du Diorama.

1838 — Físico, CHARLES WHEATSTONE, inventa um dispositivo óptico, o estereoscópio. Com a ajuda de espelhos estrategicamente colocados, convergem dois quadros ligeiramente diferentes quando visto pela máquina e dá uma sensação de profundidade à imagem.

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RESUMINDO...

Durante muito tempo, alguns escritos reverenciaram DAGUERRE como o “inventor” ou descobridor da fotografia, ou seja, aquele que primeiro produziu uma imagem fixa pela ação direta da luz...

Diz a história que, em 1835, ao fazer pesquisa em seu laboratório, DAGUERRE estava manipulando uma chapa revestida com prata e sensibilizada com Iodeto de prata, que não apresentava nenhum vestígio de imagem. No dia seguinte, a chapa, misteriosamente, revelava formas difusas.

Estava criada uma lenda: o vapor de mercúrio proveniente de um termômetro quebrado teria sido o misterioso agente revelador...

Rapidamente, DAGUERRE aprimorou o processo, passando a utilizar chapas de cobre sensibilizadas com prata e tratadas com vapores de iodo. O revelador era o mesmo mercúrio aquecido e o fixador, uma solução de sal de cozinha.

Já em 1839, sua invenção, batizada de DAGUERRÓTIPO – nome pelo qual a fotografia foi conhecida durante décadas – foi vendida ao governo francês em troca de uma polpuda pensão vitalícia. DAGUERRE, mais do que um competente pesquisador, era um hábil comerciante.

Sem dúvida, DAGUERRE vinha trabalhando na ideia há muito tempo, acompanhando de perto, desde 1929, seu sócio na pesquisa da HELIOGRAFIA (gravação através da luz) – NIÉPCE, este sim o primeiro a obter uma verdadeira fotografia...

Ao contrário de seu colega, NIÉPCE era arredio, de poucas falas, compenetrado na invenção de aparelhos técnicos e na ideia de produzir imagens por processos mecânicos através da ação da luz.

O apego à produção de imagens começou com a LITOGRAFIA em 1813, curiosamente uma atividade ligada às artes, outra das áreas dominadas por DAGUERRE, talentoso pintor e desenhista de cenários.

Em 1816, NIÉPCE iniciou os estudos com a HELIOGRAFIA. Só dez anos depois conseguiu chegar à primeira imagem inalterável. Os resultados, porém, não foram nada auspiciosos...

Utilizando verniz de asfalto sobre vidro e uma mistura de óleos fixadores, o processo não era muito prático para se popularizar. Daí os méritos inegáveis de DAGUERRE. Seus experimentos podiam ser repetidos sem grandes dificuldades por qualquer pessoa e o resultado era melhor.

O primeiro DAGUERRÓTIPO foi obtido 2 anos após a morte NIÉPCE, mas, sem suas descobertas, talvez não tivesse acontecido...
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1º DAGUERREÓTIPO (1839) E O CALÓTIPO (1840)

14/03/1839 — primeira pessoa a dar o nome “fotografia” ao que chamava de “a aplicação dos raios químicos de luz para a representação pictórica”.

19/08/1839 — os direitos de Daguerre (daguerreótipo) é comprado pelo Governo Francês e exposto ao mundo com detalhes pela Academia de Ciência em Paris.

Abaixo (do lado esquerdo da tela), suporte para fixar a cabeça usado na época de DAGUERRE. Do lado direito, câmera de DAGUERREOTIPIA com o monograma de DAGUERRE, 1839 (reconstituição).

1839 — O DIÁRIO DO COMMERCIO, do Rio de Janeiro, noticia a invenção do daguerreótipo, primeiro processo fotográfico reconhecido mundialmente (Página da História da Fotografia no Brasil).

1840-1841 — TALBOT cria uma base de papel emulsionada com sais de prata que registra uma matriz em negativo, a partir da qual é possível fazer cópias positivas. Assim, descobriu o processo negativo/positivo usando como filme folhas de papel sensibilizado (preparado para reagir à luz) que depois foi substituído por vidro (os negativos de vidro foram usados até os anos 50). Publicou o processo, mas os materiais eram lentos e o tempo de exposição era muito longo para permitir a imagem de pessoas (ou qualquer coisa que se movesse).

Em 23/09/1840, Talbot inventou o processo CALÓTIPO, o qual consistia no desenvolvimento da imagem latente em um tempo de exposição rápida. Em 10 de outubro, o inventor usou o novo processo para retratar sua esposa, Constance, em uma pequena experiência. Quatro dias mais tarde, ele executou o primeiro calótipo. O negativo foi feito em três minutos, de acordo com a anotação em outra cópia enviada ao senhor John Herschel (a cópia encontra-se na Coleção de Gernsheim, na Universidade do Texas).

The Footman. Calotype, 6-3/8” x 8-1/4”. October 14, 1840. A primeira fotografia de uma figura humana em papel.

Essa impressão está em um papel de marca d’água “J. Whatman 1839”. Seus tons delicados de rosa e roxo indicam que foi estabilizado com sal comum ao invés de ser fixada com solução “hypo” descoberta por Herschel (e mais tarde, adotada universalmente). Em Sun Pictures Catalogue Three (New York, H. P. Kraus, Jr., Inc., 1988), o historiador fotográfico Larry J. Schaaf observa: Talbot tinha sido recentemente eleito delegado de Wiltshire, e a magnífica vestimenta do homem foi um importante caminho para expressar o seu estatus. Baseado somente na estética da foto e na aparência documental, esse calótipo é uma impressionante marca do estilo de Talbot.

1840 — JEAN BAPTISTE LOUIS GROS, numa missão diplomática, em 1840, foi o primeiro a ultrapassar os limites das cenas urbanas e campestres, registrando daguerreótipos do Parthenon. Começava a se perceber o valor documental e memorial do invento.

1840 — ALEXANDER WALCOTT emitiu patente americana para a sua máquina fotográfica.

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PRIMEIROS ESTÚDIOS E O BOOM

1840 — O norte-americano ALEXANDER WOLCOTT abre o primeiro estúdio fotográfico do mundo em Nova York (EUA), onde realiza pequenos retratos com um daguerreótipo.

1841 — Começa a funcionar o primeiro estúdio europeu, em Londres (Reino Unido), dirigido pelo fotógrafo britânico RICHARD BEARD. Quatro anos depois da novidade de Daguerre, os estúdios já adquiriam importância nas maiores capitais europeias...

Abaixo (do lado esquerdo da tela), daguerreótipo de 1843 – Hogg fotografando no estúdio de Richard Beard; de autor desconhecido. Do lado direito, “Les Jactard”, daguerréotype de DAGUERRE, vers 1845-1850 (The Jactard – Daguerreotype by Daguerre,1845-1850).


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1841 — Talbot patenteia o Calotipia. Mais barato do que o de Daguerre, tornou a fotografia mais acessível e presente na vida das pessoas. Entre 1844 e 1846, TALBOT publica um livro chamado “THE PENCIL OF NATURE”, onde estavam escritos em seis grandes volumes os detalhes de seu trabalho. Esse é o primeiro livro do mundo ilustrado com fotografias.

Em 1830 ou 1840 – Josef Max Petzval ou Joseph Petzval (matemático húngaro ou austríaco?) cria uma nova objetiva com dupla abertura e a apresenta como F 3.6 Petzval, lente fotográfica projetada para difundir 16 vezes mais luz que a lente de campo, é usada perfeitamente para fotografias em retratos – 30 vezes mais rápida que a anterior.

Foi o primeiro a dar uma solução para o retrato – ambição dos fotógrafos. Em 1841, criou uma câmera que tirava fotografias circulares com 9 centímetros de diâmetro. Funcionava com uma objetiva combinada (dupla), propciava excelente definição, oferecia opções variáveis de abertura e cada exposição durava cerca de 90 segundos a dois minutos. Suas lentes, um grande avanço, foram usadas por meio século.

1841 — JEAN FRANÇOIS ANTOINE CLAUDET (12/08/1797 – 27/12/1867), um dos primeiros fotógrafos comerciais, que comprou a licença do daguerreótipo de seu inventor, para operar na Inglaterra, montou um estúdio no telhado da Galery of Adelaide, (hoje o Nuffield Center). Claudet inventou também: a luz escura vermelha, para a revelação dos negativos, a descoberta do cloro no lugar do bromo.

1842 — Influências de Talbot sobre Claudet (calotipia).

1844 — MARC ANTOINE GAUDIN escreve um livro onde testemunha a excitação com que os anúncios do daguerreótipo trouxe cinco anos mais tarde.

1845 — CLAUDET compra a lente projetada por Joseph Petzval.

1846/48 — JOSIAH HAWES e ALBERT SOUTHWORTH, por volta de 1846/48, realizaram a imagem Sala de operação, um daguerriótipo feito no Hospital Geral de Massachussets, Boston.

1847 — O britânico ROGER FENTON – primeiro fotógrafo de guerra – em 1847, foi membro fundador do Clube Fotográfico de Londres, o qual se transformou na Royal Photographic Society, em 1853.

1848 — ABEL NIÉPCE DA SAINT-VICTOR usa albumina (clara de ovo, mais Iodeto de potássio) para melhor fixação da prata no vidro.

Bagagem pesada - As câmeras para calótipos e daguerreótipos eram semelhantes.

INSERING, um gravador suíço, registrou vistas de várias cidades e coloriu daguerreótipos a mão, iniciando um gênero temático que iria ser dominante entre 1850 e 1880, o paisagismo.

1850 — A América sofria um grande crescimento de galerias fotográficas, somente em Nova Iorque haviam 77. CHARLES BAUDELAIRE (1826-1867), poeta e crítico, da época das expanções das galerias fotográficas, comentava: “nossa sociedade esquálida apressou, Narciso para um homem, se regozijar a sua imagem trivial em um pedaço de metal”.

1851 — CLAUDET cria o “Temple to Photography” (Templo da Fotografia), um estúdio na Rua Regent, 107.

Em 1851, o escultor britânico FREDERICK SCOTT ARCHER (1813-1857), desenvolve o processo de negativo em vidro chamado: COLÓDIO ÚMIDO – negativo feito sobre placas de vidro sensibilizadas com uma solução de nitrocelulose com álcool e éter. Tal processo, tinha mais sensibilidade à luz, era 20 vezes mais rápido que os anteriores, reduzindo o tempo de exposição para dois ou três segundos (melhorando a qualidade do negativo e abrindo novos horizontes para a fotografia). Os negativos apresentavam uma riqueza de detalhes semelhante à do daguerreótipo, com a vantagem de permitir a produção de várias cópias. O fotógrafo tinha que sensibilizar a placa imediatamente antes da exposição e revelar a imagem logo depois.

1851 — LOUIS JULES DUBOSCQ projeta uma máquina fotográfica estereoscópica, baseado nos conceitos dois anos desenvolvidos mais cedo por Senhor DAVID BREWSTER, na Inglaterra.

1853 — CLAUDET recebe honras da Rainha Victoria como “Photographer-in-ordinary”, e dez anos mais tarde, honras do imperador da França. Menos de um mês depois de sua morte, seu estúdio fotográfico estava queimado e suas valiosas obras fotográficas perdidas.

1852 — TALBOT patenteia um protótipo de “fotografia-engraphing”.

1853 — Primeiro foto clube do mundo o ROYAL PHOTOGRAPHIC SOCIETY.

PHILIP HENRY DELAMOTTE, em 1853, fez uma tomada de valor documental, intitulada de Colunata aberta para o jardim na frente do Crystal Palace. A fotografia dá ideia da esbelta arquitetura do Crystal Palace em Londres, que foi destruído posteriormente.

1854 — TALBOT entra com uma reivindicação da patente do “colódiotipo”.

CARLO PONTI documentou os monumentos locais de Veneza, obtendo imagens de grande beleza.

CHARLES NÈGRE fotografou cenas cotidianas nas ruas de Paris.

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CARTE-DE-VISITE

1854 — ANDRÉ-ADOLPHE DISDÉRI (1819-1889 ou 1890) patenteou sua técnica de fabricação de pequenos retratos chamados de “carte-de-visite”. Esse sistema, além de durável, era um novo produto comercial.

Uma vez popularizado o retrato, a fotografia tornou-se mais econômica, prática e acessível. Uma chapa era dividida em oito fotos, criando um produto semelhante ao que muitas crianças de hoje ainda têm em suas casas.

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Última atualização: 15/03/2010.
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