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LENTES E OBJETIVAS

Tipos de Lentes

Lentes são elementos ópticos, feitos de vidro ou plástico, capazes de dirigir ou desviar os raios de luz. Existem dois tipos básicos de lentes:

Lentes Convergentes (positivas)

Dirigem os raios de luz para um ponto central. Quanto mais espessa e curva for a superfície de uma lente, maior será sua capacidade de desviar a luz. Isto é medido como sua distância focal – a distância do centro da lente até o ponto no qual convergem os raios paralelos nela incidentes. Quanto menor for a distância focal da lente, mais desviada será a luz.

Lentes Divergentes (negativas)

Desviam os raios de luz a partir de um ponto central para um ângulo mais aberto.

Objetivas

A objetiva é um acessório da câmera fotográfica e um dispositivo óptico composto de um conjunto de lentes utilizado no processo de focalização ou ajuste de foco da cena a ser fotografada. Ela é responsável pela angulação do enquadramento e pela qualidade ótica da imagem. A objetiva á a interface entre a cena e o filme fotográfico e suas características implicarão diretamente na qualidade da fotografia.

Do conjunto de lentes componentes, resultará uma distância focal resultante, a qual será a distância focal da objetiva.

Ela é a parte mais importante de qualquer câmera. para uma boa fotografia é indispensável uma boa objetiva. Sua qualidade é avaliada pela sua definição e nitidez da imagem. Embora uma objetiva seja de boa qualidade, pode não se prestar ao que se pretende realizar com ela.

A característica que mais distingue uma objetiva de outra é a distância focal - distância existente entre a objetiva e o plano de foco, quando a objetiva está focada para o infinito (uma grande distância, da qual os raios de luz chegam na objetiva praticamente paralelos). É comum definir-se uma objetiva por sua distância focal ou por sua distância focal relativa (normal, curta e longa).

A distância focal da objetiva também controla a ampliação (tamanho da imagem produzida pelas lentes) e o ângulo de visão (a porção de cena inclusa na imagem). Uma objetiva de curta distância focal (lente mais fina), desvia bastante os raios de luz. estes focam, portanto, bem perto da objetiva e formam uma imagem pequena do objeto focado. Já uma objetiva de grande distância focal (lente mais grossa), desvia pouco os raios de luz, portanto, maior será a ampliação da imagem e mais longe das lentes ela se formará.

Ao se utilizar uma objetiva de grande distância focal, teremos um ângulo de visão menor e, portanto, maior será o tamanho relativo do objeto focalizado. Com uma objetiva de menor distância focal, teremos um maior ângulo de visão e, portanto, a fotografia abrangerá uma maior porção de cena na qual o objeto focalizado aparecerá com um tamanho relativo mais reduzido.

Para entender tal fenômeno, pode-se pensar naquilo que acontece quando fazemos um círculo utilizando nosso polegar e o dedo indicador. À medida que afastamos o círculo de nossa vista, vamos reduzindo nosso ângulo de visão, abrangendo, desta forma, uma porção de cena cada vez menor. Já, à medida que o aproximamos da vista, mais porção de cena conseguimos ver através dele, pois o ângulo de visão é maior.

Basicamente, existem três tipos de objetivas:

  1. as grande-angulares que, quando radicais, levam o nome de olho-de-peixe (fish eye),
  2. as normais
  3. e as teleobjetivas.

Também existem lentes especiais Zoom e Macro.

Para saber classificá-las, é necessário descobrir a objetiva normal, mas, para isso, temos que aprender o que é distância focal. Quando a imagem entra na câmera escura, ocorre sua inversão e é desse ponto até o plano do filme que medimos a distância focal de uma objetiva.

Se calcularmos a diagonal no fotograma que a janela do obturador produz e transportarmos essa medida para a distância focal, teremos uma normal, ou seja, uma objetiva onde as relações de distância não se alteram. Ex.: A diagonal do fotograma 35 mm é de, aproximadamente, 43 milímetros; assim, sua objetiva normal seria uma 43 mm, mas no caso da 35 mm, aceita-se a 50 mm como normal por uma questão de mercado e pela sua facilidade de construção.

Uma vez descoberta a normal, toda objetiva que tiver uma distância focal maior será uma tele e a que tiver distância focal menor será uma grande-angular.

Sempre que se fala em fotografia de produtos, fala-se em qualidade e muito deste conceito está contido na escolha apropriada das objetivas.

Como se sabe, uma objetiva será normal para seu formato de câmara, quando a distância focal (DF) da mesma é aproximadamente igual ao valor da diagonal do formato, ou seja, em uma 4 × 5 sua normal terá 150 mm de distância focal, numa 5 × 7 a normal será de 210 mm de DF e para 8 × 10 a DF normal será de 300 mm.

Nas câmaras de formato médio são normais objetivas com distâncias focais de 75 mm, 90 mm, respectivamente para formatos de 6 × 6 cm e 6 × 9 cm. Nos pequenos formatos, 50 mm é a distância focal normal.

Na escolha de objetivas para produtos, devemos possuir uma normal, uma grande angular média e algumas de distâncias focais maiores que a normal (TELES).

Todas as objetiva deverão ser tratadas para correção cromática, assim como corrigidas todas as aberrações fundamentais (esférica etc.). Uma boa definição e luminosidade acrescentarão qualidade e maneabilidade no trabalho diário.

Quando falamos de características, cada objetiva, por sua construção, tem as seguintes diferenças:

  1. Distorção de borda: Causada pelo arredondamento das lentes.
  2. Profundidade de Campo: Alterada pela mudança de distanciamento ou aproximação do enquadramento.
  3. Luminosidade: Para uma objetiva ser bastante luminosa, é necessário que ela tenha um diafragma bem aberto, mas, para isso, é preciso que ela seja construída com material de boa qualidade (portanto, mais cara), caso contrário, não será possível uma grande abertura.
  4. Foco mínimo: É a menor distância na qual se obtém foco.
  5. Relação de planos: As objetivas alteram a relação de distância de acordo com o enquadramento escolhido.

Em geral, uma típica objetiva fixa possui dois anéis: o de abertura (o mais próximo do corpo da câmera), e o de foco que mostra as distâncias em que o motivo está da câmera (em metros e polegadas). A escala de profundidade de campo fica localizada, geralmente, entre esses dois anéis. Dessa forma, assim que se regula a abertura e o foco de uma cena, já se pode ter uma noção da extensão que ficará em foco na frente e atrás do motivo principal.

Explicando melhor: depois de escolher o motivo, faça o foco e selecione uma abertura, por exemplo F=16. Procure em seguida, na escala de foco, os números que indicam as distâncias relativas à abertura F=16: uma delas deve indicar a distância mais próxima e a outra, a mais distante. Dentro destes dois intervalos, qualquer coisa deverá ficar em foco.

Anel de Escala de Abertura do Diafragma: 2 – 2.8 – 4 – 5.6 – 8 – 11 – 16 – 22

Anel de Escala de Profundidade de Campo: 22, 16, 8, 4 <> 4, 8, 16, 22

Escala de Distância – foco em metros (m): 0.45 – 0.5 – 0.6 – 0.8 – 1 – 1.5 – 2 – 3 – 10

Escala de focos em pés (ft). Um (1) metro é igual a 3.28 pés e 1 pé é igual a 0,3048 metros:
1.55 (0,5 m) – 1.8 (0,55 m) – 2.2 (0,7 m) – 3 (0,9 m) – 4 (1,2 m) – 6 (1,8 m) – 8 (2,4 m) – 15 (4,6 m)
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Tipos de Objetivas

Como já dissemos, a principal característica que distingue uma objetiva de outra é a sua distância focal. Neste sentido, existem três tipos básicos de objetivas: normal, teleobjetiva e grande angular.

Normal ou Padrão:

Quando a distância focal de uma objetiva (linha pontilhada) é aproximadamente igual à diagonal do negativo (linha tracejada), considera-se esta objetiva “normal”. Quando apontada para um motivo (que está simbolizado, no desenho, através do círculo), capta raios luminosos num ângulo de aproximadamente 50° – o mesmo do olho humano projetando-os contra o filme sob o mesmo ângulo.

Imagem produzida por Sérgio Sakall.

A objetiva normal (ou Standart) possui uma distância focal (linha pontilhada) aproximadamente igual à diagonal do filme ou negativo utilizado (linha tracejada). Por exemplo, uma objetiva de 50 mm é normal para uma câmera de 35 mm, cuja diagonal do negativo mede cerca de 45 mm. Quando apontada para o motivo, capta raios luminosos num ângulo de aproximadamente 46° graus – o mesmo ângulo útil do olho humano – projetando-os contra o filme sob o mesmo ângulo.

São as objetivas de 35 mm, 45 mm, 50 mm e 55 mm. Geralmente para as objetivas de 50 mm, mais ou menos 3 metros já é considerado infinito.

Teleobjetiva ou Objetiva de Foco Longo:

Numa teleobjetiva, a distância focal (linha pontilhada) é consideravelmente maior que a diagonal do filme ou negativo utilizado (linha tracejada). Assim, a luz entra na máquina segundo um ângulo mais agudo que o da visão humana, o que permite obter uma imagem muito aumentada de uma pequena área. O ângulo de visão é mais restrito. Para uma câmera de 35 mm, por exemplo, uma lente de 135 mm proporciona um ângulo de visão de cerca de 16° graus.

As teleobjetivas aproximam as cenas (aumentam o tamanho da imagem) e reduzem a quantidade de cena que será incluída no filme, permitindo trabalhos a longas distâncias. A profundidade de campo é bastante reduzida e também é diminuída a sensação de perspectiva entre os planos da cena.

Imagem produzida por Sérgio Sakall.

Para as câmeras de 35 mm, usam-se muito e com bons resultados: lentes de 105 mm; enquanto para as máquinas Reflex 6 × 6 cm a teleobjetiva correspondente é a de 200 mm. São as objetivas de 210 mm até 2.000 mm. O ângulo de visão é fechado. A Teleobjetiva é usada para integrar um indivíduo ao ambiente.

Grande-Angular:

Aqui, a distância focal da objetiva (linha pontilhada) é cerca de 2/3 da diagonal do negativo (linha tracejada). Isto a define como uma grande angular, pois proporcionam um maior ângulo de visão. As objetivas do tipo grande angular tem um ângulo de visão de 75° graus, ou cerca de 50% mais do que o olho pode ver nitidamente olhando o mesmo objeto. A distância focal mais comum de uma grande angular para uma câmera 35 mm é de 28 mm; para uma Reflex de duas objetivas, seria de 55 mm. Por exemplo, uma objetiva de 28 mm para uma câmera de 35 mm, o ângulo de visão é de cerca de 73% graus.

A relação acima implica em uma profundidade de campo maior em comparação a uma objetiva normal, além do que perspectivas mais acentuadas, podendo, em alguns casos, distorcer os cantos da imagem. É importante notar que uma objetiva de 50 mm, que é normal para uma câmera 35 mm, é uma grande angular para uma câmera 120.

Imagem produzida por Sérgio Sakall.

São as objetivas de 4 mm, 6 mm, 12 mm, 16 mm, 18 mm, 20 mm, 24 mm, 28 mm e 40 mm. Usada para ambientes amplos internos ou externos. A mais usada é a objetiva de 28 mm, que fotografa um ângulo de quase 90 graus.

As objetivas de grande-angular são usadas para se fotografar uma imagem com ângulo grande e na qual não se tem muito espaço físico para se trabalhar. Em fotos com grande-angular é preferível usar uma objetiva fixa ao invés de outra com zoom, pois pode-se tremer ao fotografar a imagem.

Semi-Teleobjetiva:

São as objetivas de 60 mm, 70 mm, 100 mm, 105 mm, 120 mm, 135 mm, 180 mm, 200 mm. Perfeitas para capturar fotos de um ângulo mais alto, ou ainda quando se quer capturar os detalhes de um assunto sem ter que se aproximar demais.

Abaixo (lado direito da tela), uma objetiva 135 mm, Tele-Elmar f4.0 (filtro 39 mm) – Germany. Preta, excelente estado, não tem riscos, lentes cristalinas sem qualquer traço de fungos. Com as tampas originais e parasol Leica. Valor estimado: R$1.600. Do lado esquerdo, corpo Leica M6 chrome (0.72), adquirida nova, em Portugal, portanto o fotógrafo foi o único dono. Na caixa, com manual e nota fiscal da revenda oficial. Valor estimado: R$5.500. Fotos de Marcelo Vigneron, recebida em 20/11/2005, ocasião em que o próprio fotógrafo ofereceu o equipamento para venda.

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Outros Tipos de Lentes

Alguns outros tipos de objetivas foram projetadas para situações especiais. São elas: Macro e Zoom.

Objetivas Macro:

Macro ou Micro, foram construídas para serem usadas em fotografias à extrema curta distância (macrofotografia), isto é, para distâncias muito pequenas, produzindo no filme uma imagem até mesmo do tamanho que o sujeito original e, dependendo do tamanho do objeto, tem um aumento de 10 vezes. A macrofotografia, ou apenas macro, possibilita ao fotógrafo um mundo muito interessante, de visões pouco comuns ao olho nu, pois são fotos de aproximação e detalhes.

Sua distância focal corresponde à de uma objetiva comum, e é a objetiva ideal para fotografar a natureza. Mas também, a macro, encontra um largo uso em diversos campos, como o artístico, o médico e o publicitário, entre outros.

Então, objetivas macro são objetivas de foco mínimo muito próximo que, sendo especialmente construídas para esse tipo de foto, garantem uma boa qualidade ótica. São objetivas com as mesmas características já citadas, porém com a possibilidade de foco mínimo muito mais próximo.

Podemos ter normal macro, tele macro ou zoom macro. A grande-angular não é recomendada pela enorme distorção de borda dada pela distância.

Para esse tipo de fotografia, o equipamento adequado tem papel muito importante; existem algumas opções que, bem conhecidas, podem produzir excelentes resultados. São elas:

A iluminação em macro, aconselha-se o uso de flash anelar (ring flash) a fim de evitar erros de paralaxe entre o flash e a objetiva. Esse tipo de flash é acoplado em torno da objetiva, iluminando, necessariamente, o tema a ser fotografado, sem desperdício de luz.

Quando se ilumina objetos próximos com flash, pode haver um retorno de luz muito grande, prejudicando a visualização dos detalhes; isso pode ser evitado com o uso de algum difusor de luz, como, por exemplo, um papel vegetal.

A fotometria quando se utiliza objetivas macro ou lentes close-up em objetivas de distância focal fixa, não há necessidade de compensação na exposição, pois a fotometria da câmera é adequada.

Porém, quando se altera a distância focal com tubos e foles de extensão, é preciso compensar a luminosidade com a abertura do diafragma de 1 a 2 pontos, dependendo do comprimento do tubo (quanto maior o tubo, maior deve ser a abertura do diafragma). A abertura ideal deve ser encontrada por meio de testes.

O foco em macro: O maior problema encontrado em fotos macro é a perda da profundidade de campo, pois, estando o foco real muito próximo, os planos posteriores e anteriores ficam fora de foco rapidamente. Opções para melhorar a profundidade de campo são o maior distanciamento do assunto fotografado ou o fechamento do diafragma, lembrando, neste caso, que o diafragma completamente fechado provoca difração de luz – perda de luminosidade nas bordas da foto.

O filme em fotos macros: Pela própria natureza da macro, fotografia de detalhes, de texturas mais complexas etc, o uso de filmes com baixa definição pode prejudicar o trabalho. Portanto, recomenda-se o uso de filmes de baixa sensibilidade (baixo ISO), preservando a qualidade da imagem registrada.

Tubos e foles de extensão: São adaptações que alteram a distância focal das objetivas, permitindo um foco mínimo próximo; tenha-se em conta, entretanto, que seu uso implica alguma perda de luminosidade da objetiva.

Objetivas Zoom:

Essas lentes são construídas de modo a proporcionar uma variação de distâncias focais sem prejuízo do foco ou do diafragma selecionado. São objetivas que não têm distância focal fixa, dando ao fotógrafo uma grande agilidade na hora de enquadrar.

Estas objetivas de distância focal variável, são mais conhecidas como Zoom, por poderem trazer rapidamente objetos distantes para bem perto, são instrumentos ópticos que prestam a várias finalidades. Uma só unidade pode funcionar como uma grande angular, uma objetiva normal ou uma tele. Seu princípio de funcionamento decorre de alguns elementos ópticos móveis entre si, que possibilitam mudar sua distância focal, e portanto, o tamanho da imagem.

As vantagens desse sistema são óbvias especialmente no que diz respeito à fotos jornalísticas ou esportivas. Sem mudar de objetiva e nem mesmo ter que refocar, o fotógrafo pode passar rapidamente da grande panorâmica de um estado de futebol para fotos próximas dos jogadores em campo.

Quando se utiliza uma objetiva zoom ou uma teleobjetiva, chega-se a perder alguns pontos de luminosidade, nessas ocasiões, utilizar um filme de ISO alto é uma boa ideia para se recuperar os pontos perdidos. É bom se ter estes dois tipos de zooms:

  1. Zoom 28~70 mm é para quando não se tem muito tempo de trocar a objetiva.
  2. Zoom 70~300 mm é para quando se está longe do tema.

Ex.: 35~70 mm, que é uma grande-angular, normal e tele na mesma objetiva. Temos que lembrar que cada objetiva é feita com um certo conjunto de lentes, mas a Zoom trabalha sem essas alterações, isso ocasiona perdas em algumas características da imagem em relação a uma objetiva fixa.

Ex.: Se fizermos uma foto com uma 28~70 mm, na opção 70 mm, teremos uma foto com mais distorção de borda do que se usarmos uma 70 mm fixa, pois o jogo de lentes é mais arredondado, possibilitando, também, o uso em grande-angular.

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Última atualização: 08/04/2011.
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