This page is part of © GIRAFAMANIA website / Esta página é parte do sítio GIRAFAMANIA

FILMES

O filme fotográfico compõe-se de um material sensível à luz, ou seja, que tem sua estrutura físico-química afetada pela incidência de luz. A mudança estrutural que ocorre nos filmes fotográficos é dependente de vários fatores, dentre eles o tempo de exposição a luz, a quantidade de luz incidente etc.

Vamos estudar com um pouco mais de profundidade os fenômenos físico-químicos que ocorrem no filme fotográfico durante o processo de formação da imagem, já que todos os mecanismos e sistemas de uma câmera foram idealizados com o fim de controlar e aperfeiçoar tal processo. Esta explicação restringir-se-á ao filme branco e preto...

O filme fotográfico é uma película composta de três camadas básicas, a saber: uma emulsão – sais de prata sensíveis à luz, suspensos em gelatina – uma “base” transparente de acetato e uma camada anti-halo. A seguir, mostramos uma ampliação de um filme visto de perfil, como e do que ele é composto:

Imagem produzida por Sérgio Sakall.

Geralmente a espessura de um filme fotográfico é de cerca de 0,125 mm e cada uma de suas camadas possui uma finalidade específica.

A superfície é formada por uma delgada camada de verniz, a qual evita arranhões na emulsão colocada logo abaixo. A camada de emulsão (onde se formará a imagem) consiste de 60% de gelatina e 40% de cristais de prata sensíveis à luz.

Abaixo da emulsão existe uma substância adesiva, ligando a emulsão a uma camada mais espessa de acetato, que é a base do filme. O acetato é um material plástico, firme mas flexível, que dá suporte ao filme. Finalmente, ligada à base de acetato por mais uma camada de adesivo, vem a camada anti-halo, que tem por finalidade evitar que os raios de luz que atravessam a emulsão sejam refletidos e causem halos nas partes claras da fotografia.
volta ao topo


Sais de Prata

Os sais de prata são formados por cristais de estrutura cúbica. Cada cristal é formado pela ligação entre íons de prata (positivos) e íons brometo (negativos). Íons são átomos eletricamente carregados. Quando os íons são positivamente carregados, ou seja, possuem falta de elétrons, eles são chamados de cátions. Quando são negativamente carregados, ou seja, possuem excesso de elétrons ou elétrons livres, eles são chamados de ânions.

Pelo fato do Bromo ser classificado como sendo um halogênio, os sais de prata são também chamados de haletos de prata. A combinação da prata com o bromo, forma moléculas de brometo de prata (AgBr). Note que quando um átomo de bromo ganha um elétron, ele se torna um íon negativamente carregado (ânion) e passa a ser chamado de íon brometo (Br-).

Na figura pode-se ver a estrutura cúbica do cristal de brometo de prata, no qual a prata (bolas negras) são mantidos em seus lugares por atração elétrica. Ambos os elementos apresentam-se na forma de íons. Cada íon brometo possui um elétron extra, isto é, um elétron a mais do que um átomo de bromo não carregado, resultando assim em uma carga negativa. Por sua vez, cada íon prata possui um elétron a menos que um átomo de prata neutro ou não carregado, o que resultará em uma carga positiva. Na figura também é mostrado um ponto de forma irregular que representa um ponto de sensibilidade. Na realidade cada cristal de brometo de prata possui inúmeros desses pontos ou imperfeições, essenciais ao processo de formação da imagem, como veremos mais adiante.

Imagem produzida por Sérgio Sakall.
volta ao topo

Processo de Formação da Imagem

Quando atinge o filme, a luz afeta a estrutura básica dos haletos de prata – cada um dos cristais existentes no interior da camada de gelatina. Quanto maior a quantidade de luz que atinge essa camada, maior o número de grãos afetados.

Até esta etapa, porém, não ocorre qualquer mudança perceptível no filme, necessitando-se então de um agente químico – o revelador – para tornar visível a imagem latente. Este agente atua de modo a transformar os haletos de prata afetados em diminutos grãos de prata metálica pura, que aparecerão na cor preta.

Os haletos de prata que não foram afetados pela luz – situados nas áreas escuras da cena fotografada – não serão modificados pelo revelador.

Após a revelação surge uma imagem em negativo do filme. (A imagem em negativo do filme referida aqui, ainda não é o filme revelado, comumente chamado de “negativo”, que é entregue juntamente com o filme que se manda revelar normalmente. Aquele “negativo” já sofreu a ação do interruptor e do fixador, como veremos).

Fala-se em imagem em negativo em virtude do fato de que as imagens escuras da cena fotografada emitirão pouca ou nenhuma luz e, portanto, não afetarão os cristais de brometo de prata do filme. Como processo de revelação consiste em tornar pretos os íons de prata afetados pela luz, as regiões escuras ou pretas da cena fotografada aparecerão transparentes no filme.

Já as regiões claras ou brancas da cena emitiram muita quantidade de luz, afetando mais os cristais do filme e, portanto, aparecerão escuras ou pretas no filme. É devido a esse fenômeno que chamamos de imagem em negativo. É lógico que entre o branco e o preto, existe todo um espectro de cores, as quais aparecerão em diferentes tonalidades de cinza no filme, porquanto afetam mais ou menos os cristais de prata.

Após a ação do revelador, o filme é colocado em uma substância chamada de interruptor. Sua função, como o próprio nome diz, é a de interromper ou bloquear o processo de revelação. Cada tipo de filme possui um tempo certo para revelação, o qual uma vez atingido, faz com que o processo de revelação tenha que ser interrompido necessariamente.

Neste estágio, entretanto, o processo ainda não está completo, já que se o filme sofrer qualquer incidência de luz, serão afetados agora os cristais que não haviam sido, o que é obviamente indesejável.

Note que o processo até agora foi executado com a ausência absoluta de luz. (Para isso não é necessário que o fotógrafo trabalhe todo o tempo no escuto. O filme é desbobinado no escuro manualmente e colocado sobre um aparelho chamado de espiral, o qual por sua vez é colocado dentro de um recipiente fechado onde se dará a revelação. Depois que o espiral encontra-se dentro do recipiente, não há mais necessidade de se manter a sala escura).

É necessário que os cristais de prata do filme que não foram afetados pela incidência de luz sejam agora retirados do filme, de forma que o filme não mais sofra qualquer tipo de modificação se exposto à luz, este processo chama-se fixação da imagem.

O filme é então colocado em uma substância chamada de fixador, o qual tem por função justamente a retirada dos cristais de prata do filme não afetados. O fixador os torna solúveis em água e sua remoção é feita por meio de uma simples lavagem. Depois da fixação da imagem no filme, resta apenas a prata metálica estável sobre a película transparente.

Os tempos e substâncias utilizadas no processo dependem do tipo de filme utilizado. O fotógrafo deve consultar manuais fotográficos especializados obtidos com fabricantes de filmes ou instituições relacionadas com o ramo, para a obtenção de maiores informações.

Após terminado o processo, o fotógrafo deverá iniciar a ampliação e formação das fotografias propriamente ditas. O processo para isto é análogo ao já exposto, contendo, não obstante mais procedimentos e equipamentos.
volta ao topo


Mudanças Químicas no Filme

Quando um fóton de luz se choca contra um cristal de brometo de prata, começa a formação da imagem. O fóton cede sua energia ao elétron extra existente no íon brometo. Como esse elétron possui carga negativa, pode se mover na estrutura do cristal e alcançar um “ponto de sensibilidade”. A atração elétrica, então, leva até ele um íon prata livre, positivo.

Imagem produzida por Sérgio Sakall.

À medida que outros fótons atingem outros íons brometo no cristal e libertam elétrons, maior quantidade de prata migra para o ponto de sensibilidade. Os elétrons unem-se aos íons de prata, neutralizando suas cargas elétricas e transformando-os em átomos de prata metálica. Examinando ao microscópio nesse estágio, o cristal não mostrará qualquer transformação.

A presença de diversos átomos de prata metálica no “ponto de sensibilidade” constitui uma imagem latente – uma condição química invisível que servirá de ponto de partida para a conversão do cristal inteiro em prata, durante a revelação. O revelador amplia enormemente a leve modificação química, causada pela energia da luz, e cria assim a imagem fotográfica visível.

Imagem produzida por Sérgio Sakall.
Imagem produzida por Sérgio Sakall.
volta ao topo

Tipos de Filme

Ortocromático – Registra os objetos vermelhos e laranjas como se fossem pretos, enquanto as outras cores aparecem em matizes de cinza em tons baixos. Os materiais ortocromáticos podem ser manipulados com segurança à luz vermelha ou laranja. Hoje, sua única função é a de preencher requisitos práticos muito específicos, como acontece com alguns filmes litográficos “litos”.

Pancromático – Registra todo o espectro visível. Tem uma amplitude de sensibilidade que, além de cobrir todas as cores visíveis, chega a penetrar um pouco na região ultravioleta.

1. OS MATERIAIS SENSÍVEIS

Para entender o fenômeno fotográfico, é necessário, primeiramente, entender o que é fotossensibilidade. Fotossensibilidade é a capacidade que alguns materiais possuem de alterar-se mediante uma exposição à irradiação luminosa. Exemplos bastante conhecidos são o bronzeamento da nossa pele quando exposta ao sol; o enegrecimento da prata; o esmaecimento da cor dos tecidos das cortinas depois de longo tempo de uso e a fotossíntese das plantas.

Note-se que, em alguns casos, houve escurecimento e, em outros, esmaecimento. Os materiais fotográficos, de maneira geral, são constituídos por um composto fotossensível – que enegrece quando exposto à luz – à base de haletos de prata. Esses haletos, associados a uma gelatina animal, formam o que conhecemos por emulsão fotográfica.

As emulsões fotográficas reagem de forma diferenciada em relação à intensidade e à qualidade de luz a que são expostos. No primeiro caso, existem várias sensibilidades na emulsão ou, ainda, uma variação na velocidade de reação à luz; no segundo, uma sensibilidade específica a certos tipos de luz, quais sejam: cega (sensível apenas à cor azul), ortocromática (sensível ao azul e ao verde) e pancromática (sensível a todas as cores).

A emulsão deve ser uniformemente espalhada sobre uma superfície que funciona como suporte. O suporte fotográfico dos filmes, atualmente, é em material plástico, que oferece garantias em suas características de resistência mecânica, transparência, flexibilidade e estabilidade dimensional (não dilata ou retrai) – o triacetato de celulose – e é composto da seguinte maneira: numa das faces, fixada por meio de um adesivo, a emulsão fotográfica; na face oposta, uma camada ant-halo, fixada pelo mesmo adesivo.

O princípio da utilização de cristais sensíveis à luz em uma emulsão, como instrumento fotográfico básico, possui uma desvantagem intrínseca: quanto menores os grãos de haletos de prata, menos sensíveis à luz eles tenderão a ser. Assim, para ser capaz de registrar uma imagem com muito pouca luz, a emulsão deve ter grãos de tamanho grande, embora isso, talvez, incorra em uma perda de qualidade. caso os detalhes sejam indispensáveis, e se pretenda usar um filme de grão fino, então a sua sensibilidade à luz será reduzida.

2. A EMULSÃO

A emulsão dos filmes é constituída por haletos de prata – que, agrupados, formam o que conhecemos por grão ou granulação – imersos em gelatina animal. Os haletos de prata reagem rapidamente mediante exposição luminosa, formando uma imagem precisa e detalhada, e têm a propriedade de tornar-se insensíveis à luz depois de processados.

Quando a luz atravessa a emulsão, altera a composição dos grãos sobrepostos que encontra pelo caminho, sendo necessária uma intensidade mínima em sua exposição, abaixo da qual não ocorre nenhuma alteração. O fundamental é que a exposição garanta não só o registro da luz, mas também o de algumas variações de sua intensidade nas sombras (áreas menos iluminadas).

3. SENSIBILIDADE OU VELOCIDADE DO FILME

Como não existe ainda um filme “universal”, ideal para ser utilizado em qualquer circunstância, o fotógrafo deve escolher a película mais adequada para cada situação. A fase mais crucial dessa escolha consiste na velocidade do filme. A velocidade do filme representa um método para se calcular sua sensibilidade à luz – quanto mais rápido, mais sensível. Embora existam diversos sistemas para indicar a sensibilidade do filme, apenas dois são utilizados em grande escala atualmente: O sistema ASA e o DIN, cujas escalas são mostradas a seguir:

25 – 32 – 40 – 50 – 64 – 80 – 100 – 125 – 160 – 200 – 250 – 320 – 400 – 500 – 640 – 800 – 1000 – 1250 – 1600 – 2000 – 2500 – 3200

O registro da imagem está diretamente vinculado à capacidade de captação e reação à luz que os filmes apresentam. Esta capacidade é conhecida como sensibilidade de um filme, e sua variação pode ser medida segundo três sistemas métricos: ASA (American Standards Association), DIN (Deutsche Industrie Norme) e ISO (Internacional Organization for Standardization). Destes, os mais utilizados são o primeiro e o último, por terem progressão aritmética; o sistema DIN exige uma compreensão mais detalhada, pois sua progressão é logarítmica.

Em geral, considera-se como média uma emulsão de ISO 100/21; abaixo deste valor, as emulsões são lentas, precisam de mais luz para registrar as imagens; acima de ISO 400/27, são consideradas rápidas, pois registram densidades com quantidade de luz muito menor.

Como a escala ASA é aritmética, a um número duplo corresponde o dobro de sensibilidade à luz. A emulsão ASA 200 necessita da metade da luz da emulsão ASA 100 para registrar a mesma densidade; uma emulsão ASA 100 registra metade da densidade da emulsão ASA 200 com igual quantidade de luz.

Uma emulsão ASA 400 necessita de um quarto da luz de que, nas mesmas condições luminosas e com a mesma exposição, necessita uma ASA 100 e assim por diante. Em fim, um filme de 200 ASA é duas vezes mais rápido que outro, de 100 ASA (ou seja, ele necessita de metade da exposição do segundo filme para produzir o mesmo resultado). Significam o quanto os filmes são sensíveis à luz. Quanto maior a ASA mais sensível é o filme e menor é a definição da fotografia.

Além da sensibilidade, há outra diferença importante entre os filmes: sua construção. Os filmes mais sensíveis possuem cristais de haletos de prata maiores do que os de baixa sensibilidade, o que produz uma diferença na sua granulação. Os filmes rápidos são mais granulados e possuem uma distribuição de grãos menos homogênea do que os filmes lentos.

Quanto maior o número de Asa, maior são as partículas de sais de prata. E quanto maior os sais menor será a definição da fotografia. Por exemplo: Se for desenhada uma casa com grãos de arroz, a visão do desenho terá uma maior definição do que se desenhar a mesma casa com grãos de feijão.

4. DEFINIÇÃO

Definição é a capacidade da emulsão de registrar com maior ou menor precisão uma linha, um limite ou uma textura. Quando a luz atinge a emulsão, é ligeiramente dispersada pelos grãos sobrepostos de modo que afeta com maior ou menor profundidade uma área.

Isto causa uma perda natural de definição dos limites e texturas de uma imagem, o que poderá ser mais ou menos intensificado de acordo com a sensibilidade e o processamento do filme. Quanto mais espessa for a emulsão e quanto maior o seu grão, menor será o seu poder de definição e, portanto, os filmes de granulação fina terão maior capacidade de registro de traço.

5. CONTRASTE

O contraste é a relação entre o negro profundo e a transparência quase completa que os materiais fotossensíveis permitem. O tamanho da granulação interfere na espessura da emulsão e, consequentemente, altera o contraste, porque os grãos pequenos são geralmente iguais, o que permite melhor distribuição sobre o suporte, resultando em um negro mais denso e uma transparência mais aceitável. Uma emulsão mais sensível é composta de grãos maiores e de tamanhos variados, não possui negro tão denso, nem transparência tão grande. Portanto, as emulsões mais lentas são bem mais contrastadas do que as emulsões rápidas.

Os filmes de baixo contraste (ASA alta)

Filme rápido tem grão grande, é muito sensível e com menos definição. São os que possuem pouca densidade nas altas luzes (zonas negras) e capacidade para formar uma longa gradação de cinzas. São os mais indicados para registrar situações que apresentam grande variedade de intensidades luminosas. Filmes rápidos, com alta velocidade, precisam de pouca luz.

Em cenas externas, com pouca luz do sol ou em dias nublados pedem, muitas vezes, um filme mais sensível, principalmente quando se deseja uma velocidade mais rápida de disparo. Com um filme mais sensível, até mesmo algumas cenas noturnas com pouca iluminação podem ser capturadas sem a necessidade de um tripé.

Assim como as fotos noturnas, os shows e apresentações em ambientes fechados e escuros podem se beneficiar bastante com filmes de alta sensibilidade. Em relação aos pontos negativos, ainda que as emulsões estejam cada vez mais avançadas, o aumento do ISO ainda chega a influenciar a granulação das cópias.

São eles: ISO – 1.600; ISO – 3.200.

Filmes de média velocidade

A contagem e a diferença entre os ISOs são feitos através de quantidade de luz, por exemplo, um ISO 800 tem 3 pontos de luz a mais do que um ISO 100, por isso tem uma alta sensibilidade, um maior alcance do flash, facilidade de congelar ações e maior profundidade de campo. Assa 200 é o melhor para fotografar em dias de céu nublado. Asa 400 é recomendado para ambientes internos ou com pouca luz, como um parque com muita sombra. Asa 400 serve também para congelar esportes. Asa 800 ideal para locais escuros, como uma festa à noite. São usados para cerimônias e eventos noturnos, para fotografias em dias escuros, em interiores ou à noite sem flash:

ISO – 200; ISO – 400; ISO – 800.

Os filmes de alto contraste (ASA baixa)

Filme lento tem grão fino, é pouco sensível e com boa definição. São os que possuem um negro denso no registro das altas luzes e pouca capacidade no registro dos detalhes (gradação de cinzas). São bastante usados na reprodução de textos, projetos gráficos, desenhos e nas fotografias em que o alto contraste é um elemento importante.

Filmes lentos, com baixa velocidade, filmes de sensibilidade lentas, precisam de mais luz. Indicados para fotografar-se com a luz do dia e de se extrair o máximo das cores e do cenário, portanto são adequados para quando há bastante luz, pois há um maior contraste na cena e acentua as cores. Asa 100 Use para fotos em dias mais claros e com sol. É o que deixa a imagem mais nítida.

São eles: ISO – 16; ISO – 20; ISO – 25; ISO – 32; ISO – 50; ISO – 64; ISO – 100; ISO – 125.

À noite, apesar dos filmes ISO 100 oferecerem uma qualidade de imagem melhor, os filmes de ISOs mais rápidos, por exemplo ISO 800, oferecem a vantagem de acelerarem o recarregamento do flash.

6. LATITUDE

A exposição (diafragma/obturador) determinada pelo fotômetro indica uma certa quantidade de luz que atingirá o filme, correspondente a uma média entre as diferentes luminosidades da cena fotografada. A latitude é a capacidade que os filmes têm de registrar uma gama de tons acima ou abaixo desta média prevista, ou seja, a flexibilidade na exposição. A latitude é proporcional à sensibilidade do filme: quanto maior a sensibilidade, maior a latitude. Os filmes que possuem grande latitude captam mais detalhes em áreas de diferentes luminosidades, tornando o negativo mais uniforme. A Kodak tem um cartão cinza chamado Eicard, ele mede a fotometria com 18% de cinza. Há fatores que alteram a latitude de um filme, como a exposição, o processo de revelação, o vencimento, o calor e a umidade.

7. FORMATOS DE FILMES, CLASSIFICAÇÃO DO FILME PELO TAMANHO

Durante muitos anos, as câmeras fotográficas utilizaram material sensível de muitos tamanhos diferentes; cada fabricante construía o seu aparelho para o formato de negativo (ou positivo) de sua preferência. A necessidade de comercializar as películas e as câmeras em escalas cada vez maiores levou à padronização desses formatos, que, hoje em dia, estão reduzidos a padrões internacionais.

O filme é produzido em grandes folhas que são cortadas, fazendo com que haja emulsão mesmo nas partes que não serão aproveitadas; desta forma, o que determina a área da imagem é a janela da câmera em que o filme é exposto. Os filmes convencionais são comercializados em rolos ou em chapas planas (filme rígido).

Os filmes são fornecidos em diferentes formatos e comprimentos, 110 para alguns modelos de câmeras simples, 120 para modelos específicos de câmeras (normalmente profissionais), 126 para câmeras simples maiores, e 35 para câmeras 35 mm.

Os formatos 110 e 126 em geral, permitem escolher 12 ou 24 poses para cópias coloridas.

Nas máquinas mais avançadas encontramos o código DX, o qual dispensa a preocupação do fotógrafo quanto ao acerto da sensibilidade.

Os filmes normalmente encontrados são de três formatos básicos:

Os filmes de pequeno formato – 35 mm produzem negativos de formato 24 × 36 mm. Estes filmes oferecem várias possibilidades: 12, 15, 24 e 36 poses para cópias coloridas e 24 e 36 para slides.

Os filmes de médio formato – 120 mm podem produzir negativos de 4,5 × 6,0 cm, 6 × 6 cm ou 6 × 7 centímetros, normalmente.

Os filmes de grande formato – 4 × 5 tem esta denominação pois refere-se a filmes na forma de chapa, utilizado em câmeras de estúdio, de formato 4 × 5 polegadas.

A utilização de um ou do outro depende, obviamente da câmera utilizada.

Em rolos, são encontrados dois tipos de filme:
– Película 120: rolo com 62 mm × 800 mm.
– Película 135: rolo com metragem variada de 1,00 m a 1,64 m.

Os filmes rígidos são encontrados em caixas contendo de 10 a 100 folhas, cortadas em: 60 mm × 90 mm, 90 mm × 120 mm, 130 mm × 180 mm, 180 mm × 240 mm.

Os filmes instantâneos são comercializados em três tipos:
Tipos integrais: SX 70, T 600, T 95 Captiva/Vision, Spectra/Image Sistem e 339.

Tipos peel apart:
3 ¼ × 3 ¼” – 88
3 ¼ × 4 ¼” – Polapam Pro 100, PC 100, PC Pro 100, 665, 667 e 691
4 × 5” – T 52, T 54, T 55, T 57 e T 59
8 × 10” – 804, 809 e 891

Tipos de Filmes:
T-Max – Iso 100, 400 até 3.200.
Trix – Só existe Iso 400. Bom para alto contraste.
Kodak – Iso 125. Confere baixo contraste.
T-Max CN – asa 400 (P/B?)
EPP Kodak e RDP Fuji (são filmes cromo)

Fotograma: Fotogramas são os espaços do filme nos quais estão fotografadas ou gravadas as imagens. Um fotograma denso é mais escuro pois gravou muita luz.

Negativo escuro, pouca entrada de luz = Queimado.
Negativo claro, muita entrada de luz = Estourado.

C41 = Processo negativo | E6 = Processo positivo

FILMES CROMOS DAY LIGHT

Cromos: São slides que gravam a imagem com muita precisão. Ótimos para se trabalhar em computação ou para scanear. Existem 3 formatos: cromo 35 mm; cromo 120 mm; cromo 4×5. Tipos slide instantâneo (35 mm): CS 12, HCP 12, HC 12, CT 12 e BN 12.

KODAK – É bom para fotografar o céu, a cor azul é realçada e as cores ficam mais vivas.

EPP iso 100 – neutro – registra o que se vê.
EPR iso 64 – neutro – registra o que se vê.
E100VS – Lançamento...
E100S (+ quente) rende mais o amarelo, cor de pele.
E100SW (++ quente) rende mais o vermelho, magenta.
ETL – iso 400 – neutro.

FUJI – É bom para fotografar a natureza, a cor verde é realçada. É responsável por alto contraste, acentua a densidade das cores e permite um grande detalhamento na ampliação. Fuji Crome Velvia é um cromo que deixa muito mais verde. Fuji Super G Iso 800 – Para desfiles a noite sem flash é muito bom.

PROVIA Iso 100 – neutro.
VELVIA (+ frio) rende + o verde.
ASTIA (+ quente).

AGFA Ultra – É bom para fotografar pessoas, a pele fica mais rosácea, as cores ficam mais naturais.

Filme Cromo tungstênio é igual a temperatura de 3.400° Kelvin – EPY, EPT, EPJ.

Entrada principal !
Última atualização: 08/04/2011.
volta ao topo

LENTES E OBJETIVAS PÁGINA PRINCIPAL
Continua...LUZ E FLASH