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HÉRCULES FLORENCE (1804-1879)

A verdadeira história da fotografia no Brasil começa em 1832, quando HERCULE FLORENCE, residente na então pequenina Vila de São Carlos (atual cidade de Campinas – interior do Estado de São Paulo), realiza as primeiras imagens fotográficas no país...

O BRASIL NA ROTA DOS PIONEIROS
ANTOINE HERCULE ROMUALD FLORENCE

As fotos mostram Hércules Florence em épocas distintas: 1830? e 1875, respectivamente.

A França, sem dúvida, foi a “mãe” da fotografia. Mas não se pode definir precisamente o “pai”...

Hoje, graças ao trabalho incansável e obstinado do jornalista e professor BORIS KASSOY, um terceiro nome disputa a paternidade da fotografia: ANTOINE HERCULE ROMUALD FLORENCE, francês de nacionalidade, mas brasileiro de mulher (duas), filhos (20), netos, bisnetos e tataranetos.

KASSOY investiu, entre 1972 a 1976, em uma das mais ardorosas pesquisas e reconstituições de métodos, técnicas e processos já realizadas no Brasil para levar uma pessoa do anonimato ao pódio da história – HÉRCULES FLORENCE, como ficou internacionalmente conhecido a partir da publicação do livro de KASSOY: “1833: a Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil” (editora Duas Cidades, 1980).

Em 1976, o historiador brasileiro BORIS KOSSOY divulga publicamente as experiências de HÉRCULES FLORENCE no III SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE FOTOGRAFIA da PHOTOGRAPHIC HISTORICAL SOCIETY OF ROCHESTER (EUA), comprovando seu pioneirismo. Em 1980, KOSSOY publica ORIGENS E EXPANSÃO DA FOTOGRAFIA NO BRASIL, SÉCULO XIX, pela FUNARTE.


GEORG HEINRICH VON LANGSDORFF (1774-1852)

Alemão de Wollstein (Prússia), nasceu em 18/04/1774. Defendeu de maneira precoce, aos 23 anos de idade, tese sobre obstetrícia. Possuidor de um vasto conhecimento científico e experiente viajante por várias partes do mundo (desde o Havaí ao Japão), buscou na Rússia novos horizontes.

Através de um amigo físico russo, obteve a informação de que o Czar Alexandre I queria patrocinar expedições. Langsdorff não poupou esforços para atingir seus objetivos.

Foi para São Petersburgo, tornou-se membro da Academia de Ciências, mudou seu nome para Grigori Ivanovitch Langsdorff e, em 1812, foi nomeado Cônsul-geral da Rússia no Brasil, tendo chegado ao Rio de Janeiro, em 1813.

O Barão Langsdorff morou no Rio alguns anos sem perder seu grande objetivo de vida: conhecer palmo a palmo este país fascinante em riquezas e biodiversidade.

Organizou a expedição com muita sabedoria e dinamismo. Era incansável e ativo e, suportava com alegria as privações e todas as incomodidades. Fascinado com a natureza exuberante, seus textos são verdadeiras declarações de amor ao Brasil.

Infelizmente, no último ano de expedição, Langsdorff perdeu completamente a razão e a memória devido às inúmeras vezes que contraiu malária. Voltou à Europa, vindo a falecer em 1852, na cidade de Freinburg (Freiburg) – Alemanha, sem nunca ter se recuperado.

EXPEDIÇÃO LANGSDORFF (entre 1821 e 1829)

Em meio ao pensamento positivista, foram organizadas muitas expedições de reconhecimento ao Novo e Novíssimo Mundo...

Essas viagens tinham propostas nobres, metas científicas e humanistas, diferente das anteriores que tinham como finalidade a descoberta de minérios e riquezas em geral para serem levadas à Europa ou expedições religiosas que buscavam catequizar o índios.

Naquela época, o Brasil rumava à Independência...

Comandada pelo naturalista alemão Georg Heinrich Von Langsdorff, Cônsul da Rússia no Rio de Janeiro, teve apoio do governo russo e de autoridades brasileiras, entre elas, o estadista José Bonifácio Andrada e Silva. Iniciou em 1821 e durou oito anos.

Foram, ao todo, 39 pessoas, entre elas os pintores Hércules Florence e Adrian Taunay, o astrônomo Nestor Rubtsoz, o botânico Ludwig Ridel, o naturalista Wilhelm Freyreiss e uma equipe técnica de viagem incluindo escravos, guias, caçadores e remadores.

Nota: Alguns narram que o barão contratou eficientes pesquisadores e grandes pintores como Hércules Florence que participou como segundo desenhista, retratando toda a viagem juntamente com Amado Adriano Taunay (Aimé-Adrien Taunay) e Johann Moritz Rugendas...

Em 1824, Langsdorff percorreu Minas Gerais, na primeira parte de sua expedição...

Em viagem pela Província de São Paulo, em 1825, Langsdorff inicia a organização de uma outra expedição, conhecendo em Itu o Dr. Engler; este lhe sugeriu realizar a viagem pelo rio Tietê, até Cuiabá, informação esta confirmada por Hércules Florence. Ainda indicou algumas pessoas com as quais deveria manter contato, como Francisco Álvares de Machado e Vasconcellos, que muito auxiliou nos preparativos...

Resumindo, partiram da fazenda Mandioca no Rio de Janeiro, passaram por São Paulo (um vilarejo de 15 mil habitantes), navegando pelo Rio Tietê e Rio Paraná (SP), depois Rio Pardo, Rio Cuiabá (MT), rumo à Região Norte pelo Rio Arinos e Rio Juruena, atingindo o Rio Tapajós, Rio Amazonas até o Estado do Pará.

A Expedição Langsdorff partiu de Porto Feliz em 22/06/1826, visando atingir o rio Amazonas por via fluvial. Alcançou o porto de Cuiabá em 30/01/1827, mas a viagem só recomeçou em 5 de dezembro, em dois grupos...

O primeiro, com o barão e Florence, subiu o Tapajós e chegou a Santarém em 1º de julho de 1828. Nesse trajeto, o barão adoeceu gravemente, assim como muitos dos expedicionários, ficando mentalmente perturbado (a demência de Langsdorff se deveu a malária).

No segundo grupo, o primeiro desenhista Taunay sofreria pior sorte, morrendo afogado no rio Guaporé. A expedição só se reuniu em Belém, regressando de navio ao Rio de Janeiro, em 13/03/1829...

Todo o trajeto foi registrado sistematicamente nos Diários de Langsdorff, cujos originais estiveram perdidos por vários anos até serem localizados na Rússia... Até então, as informações sobre a Expedição tinham como base o diário publicado por Hércules Florence.

Em todo o caminho, foram muitas as dificuldades. Doenças tropicais (principalmente a malária) prejudicaram inclusive o próprio Langsdorff que, em 1828, perdeu a memória.

Mortes durante o trajeto, devido a perigos fluviais, problemas de incompatibilidade e dificuldades de relacionamento, sobretudo dificuldades financeiras no fim da provisão, transformaram a célebre expedição numa tragédia.

Financiada pelo governo russo, a “Expedição Langsdorff” foi uma das primeiras que registraram a flora, a fauna e a população indígena brasileira.

Dizem que pelos quatro Estados: São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Pará, ele coletou 60 mil exemplares de plantas e enviou para São Petersburgo...

Apesar de todas as dificuldades, estes artistas realizaram inúmeros desenhos em aquarela sobre aves, mamíferos, peixes, plantas, paisagens e índios de nosso país...

A enorme coleção de duas mil páginas de anotações manuscritas, diários, e de registros iconográficos (300 desenhos) e cartográficos, foram dados como perdidos. Somente em 1930 foram encontrados nos porões do Museu do Jardim Botânico, em São Petersburgo.

Nota: Parece que todo este acervo encontra-se, atualmente, em São Petersburgo, na antiga União Soviética.

Hoje, a comunidade científica internacional é unânime em afirmar que esta foi uma das mais importantes expedições científicas que percorreram o interior do Brasil, no século XIX, de grande interesse para as ciências naturais como Zoologia, Botânica, Mineralogia, Geografia, Metereologia e para as ciências humanas como Sociologia, Etnologia, Linguística e Economia.


Com a criação da Associação Internacional de Estudos Langsdorff (AIEL), em 1990, houve o esforço para trazer cópia da documentação da expedição para o Brasil, que agora está disponível para consulta na Fiocruz, no Rio de Janeiro (RJ) e no Centro de Memória da Unicamp (CMU), em Campinas (SP).

Os Diários de Langsdorff, após anos de trabalho, foram publicados em três volumes, pela Fiocruz, com o apoio de diversas empresas. Com base nesta documentação, entre 1999-2000, foi refeita e filmada a Expedição para a Discovery Channel, em parceria com a Grifa Cinematográfica.

A refilmagem dessa Expedição contou com a participação da artista plástica Adriana Florence
http://members.tripod.com/CybelleF/Engler/cengler/langsdorff.htm#refilmagem

A artista plástica, Adriana Florence, é tetraneta de Hércules Florence, pintor e pesquisador na célebre Expedição Langsdorff. Além de retratar e catalogar nossa fauna, flora, costumes e economia, Hércules Florence é reconhecido como o “Pai da Fotografia”. Fone/Fax: (11) 3875-7360 (www.adrianaflorence.com.br – contato@adrianaflorence.com.br – aflorenc@uol.com.br).

Do lado esquerdo da tela “Tucháua – chefe Mundurukú em traje de festa” – agosto de 1828, Santarém – aquarela (25 × 36 cm), Hercule Florence. Do lado direito “Maloca dos Apiaká no rio Arinos” – 1826, Hercule Florence.

Abaixo (do lado direito da tela), selo postal emitido pela Federação Russa em 23/06/1992, com valor facial de 1 rublo, no tamanho 58 × 26 mm e picotagem 11¾ (Michel: 1822/28, Blb.250), ele foi desenhado por Yu Levinovsky (clicando abre uma folhinha com 9 selos).

Este selo postal mostra o retrato do Barão Langsdorff (com seu nome em russo, o mesmo que Grigori Ivanovitch Glangsdorf) e o mapa da rota da Expedição Geográfica e Científica Langsdorff, ocorrida no Brasil entre 1822 a 1828. Do lado esquerdo, cartão-postal com retrato de G. V. Langsdorff...


(48k)

Em 02/06/1992 foi emitida uma série de 4 selos postais para marcar a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e comemorar o Aniversário de 170 Anos da Expedição Langsdorff no Brasil (2nd UN Conference on Environment and Development – 170th Anniv of Langsdorff Expedition). Artista: Martha Poppe. Picotagem: 11½ × 12. Tiragem: 1.500.000 cada selo. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê gomado, fosforescente. Yvert: 2067/2070. Scott: 2363/2366. Michel: 2472/2475. RHM: C-1794/C-1797.

O selo ampliado abaixo, do lado esquerdo, é o último e de maior valor facial (Cr$ 3.000,00 cruzeiros) da série brasileira mostrada ao lado direito da tela, cuja respectiva imagem mostra o retrato do Barão Langsdorff ou Gregory Ivanovich Langsdorff (1774-1852) e a rota da Expedição Geográfica e Científica no Brasil, ocorrida entre 1822 a 1828. Os demais selos, com valor facial de Cr$ 500,00 cruzeiros cada, mostram: o botânico Hercule Florence com flora, o etnógrafo Aime-Adrien Taunay com índios e o zoologista Johann Moritz Rugendas com espécie de primata.

Nota: Ambas imagens dos selos foram utilizadas pelo Grupo Positivo.

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HERCULE FLORENCE

Hercule-Romuald Florence (Antoine Hercule Romuald Florence) nasceu em Nice (sul da França), em 1804, filho de um médico do exército de Napoleão. Uns dizem que com a ajuda do pai, pintor autodidata, estudou artes plásticas... Outros que sendo de uma família de artistas, tinha habilidade para as artes e para as ciências, e sempre manifestou grande interesse por viagens e expedições.

Segundo uma história, chegou ao Rio de Janeiro em 1824, a bordo de uma fragata francesa comandada pelo capitão Rosamel, que lhe consegue o primeiro emprego na loja de um amigo francês. Trabalhava na livraria e tipografia de Pierre Placher quando soube do anúncio do barão de Langsdorff, que procurava um desenhista para sua expedição. Foi contratado, também por seus conhecimentos em cartografia.

Segundo outra história, sua natureza inquieta e uma insistente falta de emprego o conduzem a um desconhecido Rio de Janeiro, onde chega em 1824 e passa um ano como modesto caixeiro de uma casa comercial e, depois, vendedor de livros. Através dos jornais, descobre a vinda do famoso naturalista russo, o barão Langsdorff, e é aceito como desenhista daquela que viria a ser uma das maiores e mais profícuas expedições científicas realizadas no Brasil dos séculos passados.

De qualquer forma, durante a expedição que percorreu o interior do Brasil de 1825 a 1829, Florence escreveu um diário minucioso com importantes registros etnográficos, informações sobre a fauna, flora, hábitos e costumes do século XIX.

Parte deste relato foi traduzida e publicada por Alfredo dÉscragnolle Taunay sob o título “Esboço da viagem feita pelo Sr. Langsdorff pelo interior do Brasil, de setembro de 1825 a março de 1829”.

Outra parte, com o título “De Porto Feliz à Cuiabá (1826-1827), Diário de viagem de um naturalista da expedição do Barão Langsdorff”, foi publicada em 1929, na Revista do Museu Paulista e, mais tarde, reeditada pela Editora Melhoramentos em 1941 e 1948, com o nome “Viagem fluvial do Tiête ao Amazonas, de 1825 a 1829”.

Um outro manuscrito sobre a expedição faz parte do acervo do arquivo da Academia de Ciências de São Petesburgo, Federação Russa.

A contribuição de FLORENCE à Ciência, às Artes e à História estava apenas começando...

Florence não se limitava a desenhar e escrever, fixou até mesmo a musicalidade do canto de nossas aves em sua pequena monografia da Zoofonia, pois antes da Fotografia, Florence estudou a Zoofonia (sons produzidos por animais; atualmente, estabelecida como Bioacústica).

Em 1829, com o fim da expedição, estabeleceu-se na vila de São Carlos (atual Campinas) e constituiu família.

Em 04/01/1830, a filha única de Álvares Machado, Maria Angélica Álvares Machado e Vasconcellos, tornou-se a primeira esposa de Hércules Florence. Este casamento foi registrado por Silva Leme, em sua Genealogia Paulistana, no Título Oliveiras, v. 8, p. 529, onde foi citado como Antonio Hercules Romualdo Florence.

Dedica-se então à pesquisa de um novo sistema de reprodução, quando inventa seu próprio meio de impressão, a POLYGRAFIE ou POLYGRAPHIA – sistema de impressão simultânea de todas as cores primárias. Assim, descobre a POLIGRAFIA – impressão semelhante a de um mimeógrafo.

FLORENCE gosta da ideia de procurar novos meios de reprodução e descobre isoladamente um processo de gravação através da luz, que batizou de FOTOGRAFIA (PHOTOGRAFIE), em agosto de 1832 (três anos antes de DAGUERRE).

Habilidoso, contudo solitário, no ano de 1833, inventou uma câmera fotográfica rudimentar – utilizou uma chapa de vidro em uma câmera escura, cuja imagem era passada por contato para um papel sensibilizado –, descobrindo isoladamente a fotografia no Brasil.

Foi o primeiro a usar a técnica Matriz: negativo/positivo, empregado até hoje! Conforme seu diário, passou a usar urina, rica em amônia, como fixador...

Foi na casa (ou farmácia) de Dr. Carlos Engler que Florence soube da pesquisa, realizada, na França, por Daguerre, sobre o mesmo processo fotográfico (FLORENCE, 1999; PRADA, 2000), abandonando as pesquisas...

Trabalhou sem descanso no processo de fixação de imagens através da luz solar. Suas anotações e pesquisas são elementos relevantes para nos levar a crer que ele antecedeu Daguèrre na invenção da fotografia.

A anotação em seu diário é bem clara:

“A fotografia é a maravilha do século. Eu também já havia estabelecido os fundamentos, previsto esta arte em sua plenitude. Realizei-a antes do processo de Daguèrre, mas trabalhei no exílio. Imprimi por meio do sol sete anos antes de se falar em fotografia. Já tinha lhe dado este nome; entretanto, a Daguèrre todas as honras.”

Com o falecimento de Maria Angélica, em 1850, Florence casou-se com a alemã Carolina Krug, em 1854.

Hoje, com acerto, Hercules Florence é reconhecido como o pai da fotografia. Florence morreu em Campinas, em 27/03/1879.


A ironia histórica (oculta por 140 anos) é que o processo era mais eficiente do que o de DAGUERRE...

Autor de vários livros, entre os quais se destaca: “Viagem Fluvial do Tietê ao Amazonas de 1825 a 1829”, publicado em 1875. Florence criou o vocábulo “PHOTOGRAPHIE” – definidor do processo de impressão de imagens pela ação da luz – seis anos antes do britânico JOHN HERSCHEL – considerado o primeiro a fazer menção à palavra...

Embora não conhecesse o trabalho de JOSEPH NICÉPHORE NIÉPCE, que fixou a primeira fotografia em 1826, Florence pesquisa a gravação de imagens pela ação da luz.

Tal processo, desenvolvido por ele aqui no Brasil, baseia-se no mesmo princípio estabelecido pelo inglês WILLIAM HENRY FOX TALBOT: a reprodutibilidade das chapas (negativo/positivo).

Em 1976, após 4 anos de pesquisas e estudos exaustivos sobre documentação já existente a respeito de Florence, o historiador BORIS KOSSOY conseguiu comprovar em Rochester Institute of Technology, nos Estados Unidos, as experiências pioneiras e as aplicações práticas realizadas em 1833 sobre a descoberta isolada da fotografia no Brasil.

Graças à essas comprovações, hoje, qualquer livro clássico e sério sobre história da fotografia inclui a figura de Hércules Florence como um dos grandes precursores da invenção da fotografia...

Em 14/08/1989 foi emitido o selo “Ano Internacional da Fotografia”, com valor facial de NCz$ 1,50 ele mostra o nome de cinco fotógrafos: “NIÉPCEDAGUERRETALBOT • BAYARD • FLORENCE” e imagens de 4 fases da fotografia. Picotagem: 11½ × 12. Tiragem: 1.500.000 selos. Impressão: Ofsete. Papel: Cuchê gomado. Yvert: 1930. Scott: 2203. Michel: 2316. RHM: C-1643. O selo é mostrado abaixo sobre um fragmento de envelope obliterado por carimbo de primeiro dia de circulação, Brasília (DF).

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Para saber mais e fontes:

MÚLTIPLAS PATERNIDADES...

O professor e pesquisador de fotografia Boris Kossoy lançou, no dia 29/08/2001, a nova edição do livro “Fotografia & História”, pela Ateliê Editorial. A obra, que há muito tempo se achava esgotada, tornou-se referência obrigatória em toda a América Latina, sendo pioneira na abordagem teórica sobre o emprego da fotografia como fonte de pesquisas históricas e sociais. É de Boris Kossoy a comprovação da descoberta independente da fotografia no Brasil, pesquisa que rendeu ampla repercussão internacional.

Boris Kossoy nasceu em São Paulo, em 1943. Arquiteto e pesquisador, é mestre e doutor pela Escola Pós-Graduada de Ciências Sociais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1977/79) e livre-docente pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (2000).

Em meados de 1960, Kossoy dividia seu tempo entre a prancheta de arquiteto e a câmera fotográfica. Naquela época abriu o seu primeiro estúdio profissional, dedicando-se principalmente ao retrato e à ilustração. Em paralelo, desenvolvia suas imagens de expressão pessoal: são desse período as criações da série “Viagem pelo Fantástico” (que daria início ao livro do mesmo nome).

Suas fotografias dessa fase encontram-se representadas nas coleções permanentes do Museum of Modern Art e no Metropolitan Museum of Art, ambos em Nova York, Biblioteca Nacional de Paris e Museu de Arte de São Paulo.

Autor, entre outros, do Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro (1833-1910) e de uma recente trilogia publicada pelo Ateliê Editorial, onde disserta sobre a “desmontagem da informação”, Boris Kossoy desenvolve extensa atividade como curador e conferencista. É um nome definitivo para a compreensão da história da fotografia no Brasil.

“Hommage a Escher”, by Boris Kossoy, São Paulo 2000.

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Última atualização: 06/11/2010.
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