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FOTOCLUBISMO

No dia 29/04/1939 é fundado nas dependências do edifício Martinelli, na capital de São Paulo, o FOTO CLUBE BANDEIRANTE. Posteriormente, em 1945, muda seu nome para FOTO CINE CLUBE BANDEIRANTE por seus trabalhos na área cinematográfica.

ERWIN VON DESSAUER – chileno que morreu no Brasil. Fez uma foto chamada “Junto à água”, em 1939.

O movimento Fotoclubista teve seu apogeu nas décadas de 40/60, com diversas manifestações, como: exposições, concursos, salões, mostras internacionais. Também, organizou por anos o Salão Internacional de Arte Fotográfica e duas Bienais P/B, em 1972, e a Colorida em 2003.

Na década de 40, o auge do fotoclubismo, movimento que reunia profissionais de diferentes áreas interessados na prática da fotografia como uma forma de expressão artística. Os primeiros fotoclubes surgem no início do século XX, mas é a partir dos anos 30 que passam a ter papel de destaque na formação e no aperfeiçoamento técnico dos fotógrafos brasileiros.

Os principais são o PHOTO CLUB BRASILEIRO (uma das principais agremiações do gênero, responsável pelo incremento da fotografia como meio de expressão pessoal), fundado no Rio de Janeiro, em 1923, e o já citado Foto Cine Clube Bandeirante, criado em São Paulo, cuja atuação é fundamental para o desenvolvimento da fotografia de autor no país.

Enquanto nos outros países já se contavam com muitas sociedades fotográficas, por exemplo: ROYAL PHOTOGRAPHIC SOC., Londres (1853), SOCIETÉ FRANÇAISE DE PHOTOGRAPHIE, Paris (1854), SOCIETÁ FOTOGRÁFICA SUBALPINA, de Turim (1889), aqui no Brasil, só no século seguinte...

A primeira de que se tem notícia positiva aconteceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 1918, o primeiro foto clube brasileiro: o “PHOTO CLUB HELIOS”.


HISTÓRIA DO FOTO CINE CLUBE BANDEIRANTE (FCCB)

A fundação ocorreu em uma loja de artigos fotográficos, a “PHOTO-DOMINADORA”, que surgiu a ideia de organizar um clube fotográfico. A loja, de ANTÔNIO GOMES DE OLIVEIRA e LOURIVAL BASTOS CORDEIRO, também praticantes da fotografia, era palco frequente de discussões acerca de equipamentos e materiais fotográficos, e de trocas de experiências entre fotógrafos e amadores.

Anteriormente, já havia ocorrido uma primeira tentativa de se formar um clube fotográfico em São Paulo. Foi no ano de 1926, e se chamou SOCIEDADE PAULISTA DE PHOTOGRAPHIA que, infelizmente, não resistiu por muito tempo.

Esta sociedade chegou a editar uma revista de boa qualidade, a SOMBRAS E LUZES, mas acabou em 1929, logo após sua primeira exposição pública. Ainda não havia ambiente para a “fotografia-arte”, poucos acreditavam nela e os críticos de arte não a admitiam como tal...

Somente 10 anos depois, destacados paulistanos voltaram a pensar em nova sociedade. Eles costumavam reunir-se na “Photo-Dominadora” – uma loja de artigos fotográficos na rua São Bento, de propriedade de Antônio Gomes de Oliveira e Lourival Bastos Cordeiro, eles próprios adiantados praticantes da fotografia.

Um desses frequentadores era José Medina, que pelas ondas da P.R.K.9 – Radio Difusora, mantinha um programa diário sobre fotografia – “Instantâneos no Ar” – no qual dava conselhos, anunciava as novidades, comentava as fotos enviadas por ouvintes e promovia concursos.

Nas reuniões vespertinas na “loja do Gomes”, esses aficionados mostravam e discutiam suas fotos e experiências, as câmaras, objetivas etc. Até que um dia, não se sabe de quem partiu a ideia, decidiram fundar um novo foto-clube. Abriram-se listas de adesões e ao atingir o número considerado mínimo necessário – 50 aderentes – convocou-se a Assembleia Geral de Fundação, para a noite de 28/04/1939, no salão do Portugal Clube, no Edifício Martinelli, gentilmente cedido.

Foto da fundação: 28 de abril de 1939 (Acervo Biblioteca FCCB).

Participaram da Assembleia 32 membros do clube, que assinaram a ata de fundação. Assim, com os estatutos aprovados, nasceu o Foto Clube Bandeirante. A sugestão do nome ficou por conta de JOSÉ DONATTI, alusão aos desbravadores do Brasil.

Compareceram e assinaram a ata de fundação: Antônio Gomes de Oliveira, José Donatti, Eugênio Fonseca Filho, Benedito Junqueira Duarte, José V. E. Yalenti, Alfredo Penteado Filho, Waldomiro Moretti, Luiz F. Lima, Victor Caccurri Jr., José Medina, Lourival Bastos Cordeiro, Jorge Backer, Eduardo de S. Thiago, Júlio S. Toledo, Joaquim R. Borges, Simon Kessel, José Louzada F. Amargo, Jorge Siqueira Silva, Francisco B. M. Ferreira, Edgar Flacquer, Antonio Ferrero, José A. Vergareche, João A. Giuzio, Mário Caccurri, Aldo Dacomo, Dyano Castanho, José M. Francisco, Waldomiro Ract, Gelmindo Poltronieri e Jorge Bittar.

E o clube iniciou suas atividades, instalando sua sede em três salas alugadas ali mesmo, no 22º andar do Edifício Martinelli, por 700$000 (setecentos mil réis) mensais. Para primeiro presidente do Clube, elegeu-se ALFREDO PENTEADO FILHO.

A primeira excursão fotográfica do Clube aconteceu em 09/07/1939, e foi à Guararema. Logo após, com as fotografias obtidas neste passeio, foi realizado o primeiro concurso interno, cujo vencedor foi RANDOLFO HOMEM DE MELLO.

Foto da Excursão à Guararema 1939 (Acervo Biblioteca FCCB).

Foram vencedores desse primeiro concurso: 1º lugar, Randolfo Homem de Mello (Pereiras); 2º lugar, Lourival Bastos Cordeiro (Faina Diária) e em 3º lugar, José V. E. Yalenti (Outono).

Mas logo veio a Segunda Guerra Mundial, e suas dificuldades acabaram por atingir o Foto Clube. O material fotográfico não chegava às prateleiras, já que havia grandes restrições à importação, e a prática da fotografia foi proibida em diversos lugares. Para resistir, o Clube teve que tomar algumas providências; uma delas foi a mudança da sede para um lugar menor, decisão tomada pelo Conselho de Fundadores, que à época assumiu a direção...

Em 02/1940 o clube transferiu-se para duas pequenas salas, à rua São Bento, 357 – 1º andar, prédio em cujo pavimento térreo estava a loja Fotótica.

03/10/1942 – 1º SALÃO PAULISTA DE ARTE FOTOGRÁFICA

A realização do primeiro salão de fotografia se apresentou como uma saída para escapar da crise causada pela Segunda Guerra e, ao mesmo tempo, chamar a atenção da imprensa e dos interessados nesta arte. Foi assim que, a 03/10/1942, o Primeiro Salão Paulista de Arte Fotográfica foi inaugurado.

Abaixo (lado esquerdo), a fotografia histórica retrata o 1º Salão de 1942. Do lado direito, a foto mostra entregas de diplomas do 1º Salão de 1942. Ambas compõem o acervo da Biblioteca FCCB.

A exposição ocorreu no “Salão Almeida Júnior”, da Galeria Prestes Maia, nos baixos do Viaduto do Chá, e teve o apoio da Prefeitura do Município de São Paulo (PMSP), que colaborou com a impressão do seu catálogo. Apesar do nome, a mostra teve âmbito nacional; também fizeram parte dela, pela primeira vez no país, fotografias de estrangeiros, em uma seção chamada “Boa Vizinhança”.

Estas fotos, que estavam fora de concurso, eram de convidados argentinos, dos Foto Clubes de Concórdia e de Rosário. Este primeiro salão serviu para reafirmar o nome do Foto Clube, pois teve uma ótima repercussão na imprensa. No fim deste ano foi eleito para a presidência Eduardo Salvatore, cuja gestão teve início em janeiro de 1943.

Excursão do Foto Clube Bandeirante para Ribeirão Pires, em 1942.

Salvatore incentivou as atividades internas e a participação dos membros do clube nos Salões Internacionais, que renderam diversos prêmios aos “bandeirantes”. No Segundo Salão, em novembro de 1943, uma novidade: pela primeira vez, abriu-se um lugar para os fotógrafos da imprensa, filiados da Associação Paulista de Imprensa. Estes fotógrafos puderam mostrar seus trabalhos no “Estande Dr. José Maria Lisboa”.

Em novembro de 1944 ocorreu o 3º Salão, já com âmbito internacional, com oito países participantes, entre eles os Estados Unidos da América do Norte e a Inglaterra. Dai por diante, o Salão seria sempre internacional. Já no ano de 1945, com a entrada de um grupo de cineastas amadores, criou-se o Departamento de Cinema, com a direção de Jean Jurre Roos.

O clube mudou seu nome para Foto Cine Clube Bandeirante, e teve que pensar em mudar de sede, já que a antiga ficou pequena. Assim, em 1949 ocorre a mudança para sede própria. Isto propiciou a criação dos primeiros cursos de fotografia e cinema do país...

Excursão do Foto Clube Bandeirante para o Rio de Janeiro.
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Antes e Depois do Bandeirante

Evidentemente, todas essas realizações granjearam grande prestígio para o Foto Cine Clube Bandeirante. Seu maior renome adveio, porém, das novas concepções que trouxe para a fotografia artística brasileira, sendo equiparado aos grandes grupos fotográficos renovadores de outros, como por exemplo o “FOTOFORM”, na Alemanha; o “BUSSOLA”, na Itália; o “GRUPO DOS XV”, na França; o “LA VENTANA”, no México.

Com efeito, ao ser fundado o Foto Cine Clube Bandeirante, em 1939, na fotografia brasileira, como aliás, na grande maioria das sociedades fotográficas, salões e exposições de todo o mundo, ainda prevaleciam os conceitos clássicos e os processos denominados “artísticos”, como o bromóleo, goma-bicromatada, carbro etc.

Era o “pictorialismo”, grandemente influenciado pela pintura acadêmica: as paisagens em meio tons, suaves; a natureza morta; os retratos de “velhos barbudos” que tinha seu grande arauto na “Photographic Societ of América – PSA” e no Brasil, o Foto Clube Brasileiro, com JOÃO NOGUEIRA BORGES, HERMINIA NOGUEIRA BORGES, GUERRA DUVAL, DJALMA GAUDIO, JAYME H. TÁVORA, BELLINI DE ANDRADE e outros.

Em São Paulo, no Bandeirante, eram expoentes dessa “escola”, entre outros, VALENCIO DE BARROS, HEITOR DE ASSIS PACHECO, CARLOS QUIRINO SIMÕES, ISMAEL ALBERTO DE SOUZA, GUILHERME MALFATTI, WALDOMIRO MORETTI, DOMINGOS BUSNELLI, CLAUDIO PUGLIESI, HENRI E. LAURENT, PLINIO S. MENDES.

EXPOENTES DO FOTOCLUBISMO

O “Pictorialismo” fotográfico prevaleceu nos dois primeiros salões...

Mas, a partir do terceiro, em 1943, mais precisamente a partir de 1945 e nas décadas de 50/60, instigados por YALENTE, SALVATORE e BENEDITO J. DUARTE, os bandeirantes se lançaram à experimentação renovadora e modernizadora.

A pesquisa, o estudo e o aproveitamento dos efeitos de luz, desde a luz lateral, os seus contrastes e o contra-luz total, levaram a uma sintetização e simplificação cada vez mais acentuada das linhas e formas geométricas.

É a fase da “fotografia arquitetônica” (José Yalenti, Thomaz Farkas, Benedito Junqueira Duarte, Gertudes Altschull, Eduardo Salvatore e Chico Albuquerque – ambos abaixo) explorando as linhas, os planos, os detalhes dos modernos edifícios e que, através de processos como o “alto contraste”, a “solarização” e o uso do papel brilhante (antes banido das exposições fotográficas) logo evoluiu...

Eduardo Salvatore nasceu em São Paulo (1915-2007). Abaixo (lado esquerdo da tela), uma foto de sua autoria datada de 1948. Do lado direito, uma foto de Chico Albuquerque ou Francisco Albuquerque (Acervo Biblioteca FCCB) quem, em 1948, fez a primeira campanha publicitária fotográfica no país...

... Evoluiu para o “abstracionismo”, o “concretismo” o “grafismo”, com Marcel Giró, Geraldo de Barros, Rubens Teixeira Scavone, Ademar Manarini, Willian Brigato, Emil Issa, entre outros.

De outro lado, porém, o “surrealismo” com Roberto Yoshida (o mestre do “table-top” e da fotomontagem), German Lorca, Moacir Moreira, Alfio Trovato e também Gertudes Altschull (perita na “separação de tons” e na solarização)...

Lado esquerdo, Marcel Giró (1956). Lado direito, Roberto Yoshida (1959).

A fotografia “Subjetiva” e o “néo-realismo” também tinham vez com IVO FERREIRA DA SILVA, DULCE CARNEIRO, JACOB POLACOW, KAZUO KAHAWARA, M. LAERT DIAS, CAMILO JOAN, NELSON PETERLINI...

O “movimento” se descongelava nas fotografias de RAUL CHAMA, ARNALDO MACHADO FLORENCE, JOÃO B. NAVE FILHO; o retrato e a figura humana ganhavam conotações “expressionistas” com ALDO DE SOUZA LIMA, TUFY KANJI, RAUL EITELBERG...

As cenas e os personagens anônimos da grande cidade tinham seus intérpretes nos flagrantes de JÚLIO AGOSTINELLI, EDUARDO AYROSA, ANTÔNIO DA SILVA VICTOR, JOÃO MINHARRO...

A própria paisagem e a natureza morta ganharam novos enfoques com CARLOS COMELLI, LUDOVICO MUNGIOLI, LUIS VACCARI, TAKASHI KUMAGAI, JOSÉ GALDÃO, GASPAR GASPARIAN...

Do lado esquerdo, “A Espera”, foto de Júlio Agostinelli. Lado direito, “Trilhos”, foto de Takashi Kumagai.

Abaixo, fotografias de Gaspar Gasparian: 1950 (lado esquerdo) e 1956 (lado direito).

E HERROS CAPPELLO revolucionaria a fotografia em cores com processos próprios e originais, alterando a seu bel prazer as cores originais dos objetos, solarizando os negativos em cores e fazendo fotografia colorida partindo de negativos branco e preto, numa primazia mundial...

Foram os anos da grande ruptura na fotografia nacional, buscando novas formas de expressão e uma linguagem mais específica para a fotografia, provocando até a conversão de renitentes acadêmicos como por exemplo, JOSÉ OITICICA FILHO, até então o artista-fotógrafo brasileiro mais premiado em certames fotográficos no país e no estrangeiro.

Com suas “recriações”, Oiticica veio engrossar a corrente abstracionista e concretista que teve no seu ápice em 1965, quando o Foto Cine Clube Bandeirante obteve da VIII Bienal de Arte Moderna a criação de uma sala especialmente dedicada à fotografia.

Todos esses “ismos” e os que os sucederam como o “supra-realismo”, a “arte-pop” etc, encontravam guardia e duelavam no Bandeirante através dos seus concursos internos, seminários, salões, artigos na revista Foto-Cine, tornando-o o grande foro de debates da fotografia brasileira.

Também no setor de cinema o clube revelou grandes cineastas, entre eles, BENEDITO J. DUARTE que se tornaria um nome internacional no documentário médico-ciêntifico; GERALDO JUNQUEIRA DE OLIVEIRA, THOMAZ J. FARKAS, CÉZAR YASBECK, ESTANISLAU SZAKOWSKI, ABRÃO BERMAN...

Com todo esse movimento, começaram, finalmente, a cair as barreiras que se opunham à fotografia artística; os críticos de arte passaram a olhá-la com maior atenção; os museus e as galerias de arte principiaram a se abrir para ela...
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O Bandeirante instala os primeiros cursos de fotografia e cinema que se realizaram no país; promove os primeiros Festivais Nacionais e Internacionais de Cinema Amador; o Boletim Informativo (criado em 1946) na revista “Foto cine”; realiza exposições com renomados autores do país e do estrangeiro, seminários, debates, palestras etc.

Sob sua inspiração e orientação, vários outros foto-clubes se organizaram no interior do Estado e em outros Estados do Brasil. Em dezembro de 1950, promove a 1º Convenção Nacional de Arte Fotográfica, reunindo delegações de todos os foto-clubes então existentes. Presidiu o veterano Dr. João Nogueira Borges, Presidente – Perpétuo do Foto Clube Brasileiro.

Dentre outra inúmeras resoluções destinadas à maior divulgação e aperfeiçoamento da arte fotográfica, dessa convenção resultou a fundação da Confederação Brasileira de Fotografia e Cinema, que passou a representar o Brasil na Federation Internationale de l’Art Photographique – FIAP.

Pouco antes, pela Lei Estadual nº 839, de 14/111950, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo havia declarado o Foto Cine Clube Bandeirante “Entidade de Utilidade Pública”.

Com o correr dos anos, também a sede da Rua Avanhandava se tornou pequena. E, meados de 1970, repetindo o feito anterior, o clube adquiriu outra, maior e mais confortável, a sede a rua José Getúlio, 442, onde se prossegue em suas atividades.

Destacados artistas-fotógrafos e dirigentes de foto clubes estrangeiros que a visitaram, entre os quais o Dr. Maurice Van de Wyer, fundador e Presidente de Honra da Federacion Internationale de l’Art Photographique, a consideram-na uma das melhores e mais bem aparelhadas do mundo...


Na metade do século XX, a categoria fotográfica foi assumida, portanto ganha o direito de estar em um museu...

Graças à visão inovadora de seu diretor, PIETRO MARIA BARDI, o MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO ASSIS CHATEAUBRIAND (MASP), se firmará no decorrer do período como o principal espaço de valorização e de ensino sistemático da fotografia.

Dois profissionais egressos do FOTO CINE CLUBE BANDEIRANTE, tornam-se os primeiros a realizar exposições individuais de fotografia num museu brasileiro de arte, foram expostos os trabalhos de Thomas Farkas (1948) e de Geraldo de Barros (1950).

Nesse período, ambos foram os responsáveis pela implantação do laboratório fotográfico do museu, também pelo programa de cursos de fotografia, que contribuíram na formação de diversos profissionais nos anos seguintes...

O Clube continua com suas atividades e, em abril de 2005, foi inaugurada a exposição coletiva “Espontaneidade Estética”, na qual eu participei; veja página de exposições!

FCCB – Um clássico em cursos no Brasil!
Rua Augusta, 1.108 – São Paulo (SP)
E-mail: bandeirante@fotoclub.art.br – www.fotoclub.art.br
José Luiz Pedro – Presidente do Foto Cine Clube Bandeirante
E-mail: jlpedrobr@yahoo.com.br – www.photocluber.blogspot.com
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FOTO-CINE CLUBE GAÚCHO

Era 03/07/1951, um grupo composto por doze apaixonados pela fotografia estava disposto a criar um clube para as pessoas que, como eles, usavam a fotografia como forma de expressão.

Dessa maneira, em assembleia geral realizada no auditório do Correio do Povo, o FOTO-CINE CLUBE GAÚCHO foi fundado por JOSÉ ALBERTO JOÃO STELKENS, JORGE ALBERTO CASTRO DE FARIA, BRUNO REIMANN, NELSON FRANÇA FURTADO, ERNI BRUNO GUTTLER, ARNO ANTÔNIO RÜDIGER, JOSÉ MACHADO DE OLIVEIRA JÚNIOR, RICARDO HELMUTH BERGER, LUIZ CARLOS SERRANO, NESTOR IBRAHIM NADRUZ, ORTWIN SAUER, e PAULO DERLY STREHL.

Anteriormente, Porto Alegre já havia testemunhado a criação e dissolução do PHOTO CLUB HELIOS, um departamento da Sociedade de Ginástica da capital gaúcha, e um dos primeiros clubes de fotógrafos amadores do país. Na época da fundação do Foto-Cine Clube Gaúcho já existia a Associação dos Fotógrafos Profissionais do Rio Grande do Sul – AFPRGS.

Por ser voltada aos profissionais, a AFPRGS não contemplava os interesses dos fotógrafos amadores. Assim surgiu o Clube, como uma dissidência daquela Associação, criado para preencher as necessidades de quem não vivia da fotografia, mas se utilizava dela como um meio de manifestação artística.

De lá para cá, o Clube já formou mais de 4.000 alunos. A grande maioria de associados é composta por médicos, dentistas, engenheiros, arquitetos, que encaram a fotografia como um hobby levado a sério. Muitos fotógrafos que hoje atuam profissionalmente também tiveram suas primeiras lições nas dependências do Clube, como LUIZ ACHUTTI, RUY VARELLA, LUIZ ABREU, MYRA GONÇALVES, LÍGIA BIGNETTI, ANDRÉ CHASSOT, AMAURY FAUSTO.

O cinqüentenário do Foto-Cine Clube Gaúcho deve ser um momento de reflexão acerca da importância do clubismo como movimento. Porque sem dúvida, o clubismo teve um papel fundamental na difusão da fotografia e no seu reconhecimento como arte no Brasil.

O Foto-Cine Clube Bandeirante, por exemplo, colaborou fortemente para essa mudança de mentalidade. A Escola Paulista de Fotografia, que introduziu o modernismo na fotografia brasileira por volta da década de 50, causou uma ruptura, modificando a maneira de ver e compor a imagem.

Infelizmente, o clubismo atualmente não conta com muitos adeptos pelo Brasil. Talvez isso se deva à popularização das câmeras compactas, ou ao alto custo de materiais e equipamentos que dificultam a manutenção de um hobby tão oneroso para amadores...

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Última atualização: 08/10/2010.
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