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ANOS 80

A década de 80, marca um período que é reforçada a visão da fotografia como obra capaz de transmitir informação e prazer, mas também como meio de comunicar mensagens políticas e sociais. Cresce a importância da imagem fotográfica como instrumento da publicidade.

Um dos principais nomes da fotografia publicitária é o italiano Oliviero Toscani, que causa polêmica com as campanhas para a grife Benetton, iniciadas em 1982, ao tratar de questões como violência e racismo em seus trabalhos.

Técnicas antigas de reprodução voltam a ser utilizadas para a produção de imagens mais elaboradas e verifica-se uma tendência a se reduzir o número de cópias de uma fotografia...

Nos anos 80, a imprensa intensifica o uso de fotos com a introdução do sistema digital de transmissão de imagens, que permite o envio através da linha telefônica. A fotografia brasileira torna-se conhecida no exterior por meio da participação em exposições internacionais e da publicação do trabalho de fotógrafos brasileiros em revistas estrangeiras.

Entre os principais nomes do período estão Sebastião Salgado, Walter Firmo, Pedro Martinelli, Mário Cravo Neto, Cristiano Mascaro, Miguel Rio Branco, Luiz Carlos Felizardo, Hugo Denizart, Cláudio Edinger, Arnaldo Pappalardo, Kenji Ota e Marcos Santilli.

MÁRIO CRAVO NETO (1947-)

As fotos de Mario Cravo Neto irradiam força e um simbolismo desusado...

CRISTIANO MASCARO

Mascaro tem suas fotos em acervo de importantes museus do mundo: MASP (SP), MAC (SP), Pinacoteca do Estado (SP), MAM (RJ), Centro Georges Pompidou / Beaubourg (Paris – França), Museu Internacional da Fotografia de Rochester (EUA), entre vários outros.

Publicou livros de fotografia de autor, entre os quais se destaca “Luzes da Cidade” (1996). Todas as fotos abaixo são da cidade de São Paulo...

Viaduto Santa Ifigênia, Avenida Marginal do rio Pinheiros e Viaduto do Chá.

Edifício Copan (projeto de Oscar Niemeyer), rua Florêncio de Abreu e Estrada de Parelheiros.

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Em 1984, ocorre o início da produção das primeiras câmeras eletrônicas...

Do lado esquerdo da tela, Gianni Versace. Do lado direito, “Ken Moody” – Robert Sherman (1984).

Uma das fotografias mais emblemáticas desse período é da menina afegã refugiada Sharbat Gula (1972), que fugiu para o Paquistão e vivia em um campo de refugiados quando foi fotografada por Steve McCurry, da National Geographic. A foto é de 1984, mas só foi publicada na capa da revista em junho de 1985.

Depois de várias tentativas, McCurry reencontrou-a em janeiro de 2002. Sharbat Gula vive em uma aldeia remota do Afeganistão, casada e mãe de três filhas, uma quarta faleceu quando era pequena. Seu marido, com quem se casou aos treze anos, pouco tempo depois da sua famosa fotografia, se chama Rahmat Gul e suas filhas Robina, Zahida e Alia. Sharbat voltou ao Afeganistão em 1992. Não sabia da sua fotografia e nem que tinha ficado famosa com ela.

A identidade dela foi confirmada mediante tecnologia de reconhecimento facial do FBI e com comparação da íris em ambas fotografias. A National Geographic ajudou a criar em sua homenagem uma ONG chamada “Afghan Girls Fund”, para ajudar no desenvolvimento e educação para meninas e mulheres afegãs. Em 2008, este projeto passou a ajudar também meninos e agora se chama “Afghan Children’s Fund”.

O fotógrafo americano Steve McCurry posa ao lado de suas fotos “Menina afegã” (Afghan Girl), que ele flagrou em dois momentos: 1984 e 2002, na abertura da exposição “Oprimida pela vida” (Overwhelmed by Life), no Museu de Arte e Comércio (Museum for Art and Trade) de Hamburgo, Alemanha, em 27/06/2013. A exposição é composta por cerca de 120 fotografias tiradas entre 1980 e 2012, em países como o Afeganistão, Estados Unidos, Paquistão, Índia, Tibete, Kashmir, Camboja, Indonésia, Birmânia e Kuwait. AFP Photo / DPA / Ulrich Perrey.

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UBIRATAN CASTANHA
www.castanha.fot.br

Descendente de pais franceses e espanhóis, nasceu em Recife. Começou a desenvolver suas habilidades artísticas já criança, onde cursou o Liceu e Belas Artes, nas licenciaturas de Desenho e Artes Plásticas, começando a se interessar pela fotografia a partir de um contato com um grupo de estudos no próprio Liceu no ano de 1966.

Em Recife, começou a trabalhar no Jornal do Comércio, como “Reporter Mirim”, atendendo a alguns clientes comerciais e também retratando a sociedade Recifense. Estabelecido em Brasília na década de 70, teve a sua passagem pelo Governo Federal, sendo contratado pelo Palácio, na acessória de imprensa do então presidente Figueiredo.

Em 1982, de passagem por Goiânia, resolveu montar um estúdio publicitário e conquistar o mercado goiano. Desenvolveu trabalhos como a Implantação da Fotografia Intra-Oral para a ABO-GO, atendimento as Agências de Propaganda, Governo de Goiás, Prefeituras da Capital e Interior, Jornal Folha de Goiás, O Popular.

Além de fotografar a sociedade goianiense, lançou o primeiro Jornal de Moda da Capital o “Moda e Costumes” fotografado por ele e editado pelo seu amigo Antônio Spada, que através desse veículo ganharam projeção nacional no setor de moda daquele momento.

Algumas modelos, atualmente de projeção nacional, começaram a fotografar com ele, como Claudia Lis, Sonia Abrão entre outras. Foi em 1989 que aconteceu sua vinda definitiva a São Paulo, onde se apaixonou pela cidade e se encontra até hoje, contribuindo para retratar o dia a dia da metrópole...

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Última atualização: 02/01/2014.
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