This page is part of © GIRAFAMANIA website / Esta página é parte do sítio GIRAFAMANIA

ANOS 70

Na década de 70, as fotografias ganham maior importância como obras de arte. Começam a ser produzidas com mais frequência em formato de livro, são exibidas em galerias e museus e compradas por colecionadores.

A fotografia passa também a ser objeto de estudo acadêmico, como arte que deve ser compreendida e estudada, a exemplo das demais manifestações artísticas (pintura, música, literatura, entre outras).

A fotografia documental continua a ser desenvolvida, apesar de ter perdido espaço para a televisão e o cinema. Aumenta o uso da cor, em especial na fotografia de moda e de publicidade.

Nos anos 70, surgem em diversos pontos do país agências de fotografias, fundadas por profissionais que desejam independência criativa e maior controle sobre a difusão de suas fotos. As principais são CÂMARA TRÊS (RJ), ÁGIL (Brasília), F4 (SP) e FOCONTEXTO (Porto Alegre).

A fotografia de autor começa a tomar corpo no Brasil...

As exposições se multiplicam aos poucos e surge uma série de livros de fotografia, como VI-VENDO (PEDRO DE MORAES), CARNAVAL E FOTOGRAFIAS (BINA FONYAT), FOTOGRAFIAS (OTTO STUPAKOFF), FOTOGRAFIAS (CARLOS A. MOREIRA), O ENCONTRO DA UNE (MILTON GURAN) e BRASÍLIA: SONHO DO IMPÉRIO, CAPITAL DA REPÚBLICA (LUÍS HUMBERTO).

Também surgem inúmeras oficinas e escolas de fotografia no país, como a ENFOCO e a IMAGEM E AÇÃO, em São Paulo.

A falta de lugares especializados para exposições leva à criação de diversas galerias como a FOTÓPTICA (criada em 1979 por THOMAZ FARKAS, com curadoria de ROSELY NAKAGAWA, ainda em funcionamento) e a ÁLBUM (criada por ZÉ DE BONI que permaneceu em atividade por 4 anos).

FOTOGALERIA, no qual fotógrafos cariocas e paulistas constituem um grupo com o objetivo de inserir de forma definitiva a fotografia no circuito da arte (a presidência era ocupada por GEORGE RACZ no RJ e a vice-presidência por BORIS KOSSOY em SP.


SILVINO SANTOS

Fotógrafo e cineasta, português da aldeia de Sernache de Bomjardim, aqui chegado pelos 14 anos de idade e pouco depois, valendo-se de uma máquina 13X18 varou o interior da Amazônia, seguindo também para Iquitos com o fotógrafo LEONEL ROCHA e após idas e vindas, ficou estabelecido em Manaus.

O país das amazonas mereceu o registro fotográfico da alma portuguesa embrenhada nas selvas, transformando-se, sem saber e desejar, no maior documentarista visual da Amazônia de cujas lentes guardam-se centenas de negativos em vidro, prontos a revelar o apogeu e a decadência da região.

O artista Márcio Souza o classificou como “...o poeta da técnica, o único caso de criatividade numa época de mórbida imitação...” Até maio de 1970, realizou milhares de fotografias, 9 longra-metragens, 57 documentários de média e curta metragem e uma série de 26 filmes de família.

Sua fotografia documenta o objeto da produção artesanal, registra a sua concepção, linhas, formas e detalhes que o enriquecem e melhor identificam. Ao mesmo tempo o expõe como peça de consumo, de uso comum das populações dos sítios de produção e, também, como exemplar de identificação dos valores inventivos do homem brasileiro, ou seja, de identidade cultural.

Nota: O texto, com ampliações e pequenas modificações, fez a apresentação ao livro Arte Brasileira, editado em 1999, com trabalhos de arte popular de várias regiões do país.


ART KANE (1923-1995)
www.artkane.com

Apesar de ser mais conhecido como um dos melhores retratistas norte-americano, das décadas de 60 e 70, Art Kane não é somente isso. Sua fotografia relata toda a mudança social e política da época, opinando, delatando e persuadindo com suas imagens simples e poderosas.

Nasceu em New York em 1923. Durante a II Guerra Mundial, serviu à US Army na Europa. Aos 27 anos se graduou na Cooper Union School of Art e tornou-se diretor de arte da revista Seventeen. Kane deixou a revista em 59 e dedicou seu tempo totalmente à fotografia.

Kane tem um grande senso de cor e composição, que vem de sua grande experiência e conhecimento da área de layout, impressão e artes gráficas. Kane ministrou vários workshops fotográficos pelo mundo; passou inclusive muito tempo aqui no Brasil, entre 1976 e 1977, trabalhando em um livro de fotografia para a Time-Life e gostou muito daqui.

Kane morreu em fevereiro de 1995 e infelizmente nenhum destes workshops foram documentados em filme ou vídeo. Visite o site oficial em www.artkane.com

Não deixe de conhecer também o incrível site www.harlem.org e você pode conhecer mais fotos de Art Kane, da coleção “Black is beautiful” no www.liquidart.com (pelo menos uma destas fotos foram tiradas no carnaval do Rio de Janeiro).


RODRIGO WHITAKER SALLES

Fotógrafo em São Paulo, 1979... A cianotipia foi um dos primeiros processos de impressão fotográfica em papel. Foi descoberta por Sir JOHN HERSCHEL.

Provavelmente, o primeiro livro de fotografia registrado foi feito com cianotipia. Em 1843, ANNA ATKINS, em seus estudos botânicos editou o livro “Photographs of British Algae: Cyanotype Impressions”, depositando seus espécimes sobre folhas de papel sensibilizado ao ferroprussiato e fazendo contatos...

Saiba tudo sobre CIANOTIPIA no livro: “THE KEEPERS OF LIGHT – A HISTORY AND WORKING GUIDE TO EARLY PHOTOGRAPHIC PROCESSES”, do autor: WILLIAM CRAWFORD, Editora: MORGAN & MORGAN – DOBBS FERRY, New York.

Rodrigo Whitaker Salles Rodrigo Whitaker Salles
volta ao topo

Em 1977, a primeira câmera compacta AUTOFOCUS é fabricada...

Em 1978, STEFANIA BRIL promove o primeiro (dos dois) Encontro de Fotografia de Campos do Jordão (SP), o outro é realizado no ano seguinte. Este evento antecipou as Semanas Nacionais da Fotografia da FUNARTE, que seriam realizadas a partir de 1982 em diversas cidades, contribuindo para a difusão e sedimentação das atividades fotográficas no país...

Em 1979, ZECA ARAÚJO cria o Núcleo de Fotografia da Fundação Nacional de Arte FUNARTE (RJ), primeiro organismo federal dedicado ao fomento da atividade fotográfica no Brasil – órgão do Ministério da Cultura. A iniciativa marca o começo de uma política oficial para a área, o que possibilita o mapeamento da produção fotográfica da época...

Posteriormente, em 1984, PEDRO VASQUEZ cria o Instituto Nacional da Fotografia, incrementando e diversificando as atividades da FUNARTE em prol da fotografia, com a criação de um programa de bolsas e do Projeto de preservação e Pesquisa da Fotografia.

Atualmente, tem o objetivo de promover, incentivar e amparar, em todo território nacional, a prática, o desenvolvimento e a difusão das atividades artísticas.

Rua da Imprensa, nº 16, sala 706 – Rio de Janeiro (RJ). www.funart.gov.br – clima@mincrj.gov.br

Entrada principal !
Última atualização: 28/09/2012.
volta ao topo

FOTOGRAFIA NO BRASIL PÁGINA PRINCIPAL
FOTOGRAFIA NO BRASIL