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EQUIPAMENTOS, CÂMERAS E FORMATOS

Uma câmera fotográfica precisa, a rigor, compor-se de apenas alguns componentes básicos, necessários e suficientes ao processo de fotografia. É claro que a própria evolução dos tempos, desde o invento da primeira câmera, foi introduzindo novos conceitos, sistemas e materiais, os quais acabaram por tornar-se também indispensáveis ao processo de fotografia moderno.

Embora não seja escopo do presente trabalho fazer um estudo pormenorizado da evolução tecnológica das câmeras fotográficas através dos tempos, começaremos nosso estudo através da descrição de uma câmera básica esquemática, a fim de que se possa entender o processo de uma forma ampla e genérica, bem como os principais termos utilizados.

A concepção de qualquer câmera fotográfica é a mesma. Trata-se simplesmente de uma caixa, com um pedaço de filme numa face e uma abertura na outra. Esta abertura é construída de forma a permitir que a luz entre na caixa, atingindo a superfície quimicamente sensível do filme. É assim que produz-se a fotografia. Todas as câmeras, da mais primitiva à mais sofisticada funcionam dessa forma. A diferença de um tipo e outro está na eficiência e simplicidade com que desempenham sua função.

No trabalho profissional da fotografia de produtos, são utilizados todos os tipos e formatos de câmaras acompanhando as necessidades específicas de cada caso. Apesar do expresso acima, determinações de qualidade, definição e utilização final do material fotográfico, existem alguns formatos mais apropriados para a fotografia de produtos com fins publicitários. Uma câmera básica precisa compor-se de um corpo, um visor, uma objetiva (ou lente), um obturador, um diafragma, o filme e um sistema de transporte do mesmo, e um controle de foco.

As câmaras de GRANDE FORMATO são as mais utilizadas pelos estúdios categorizados, fundamentalmente porque são câmaras que permitem basculamentos e movimentos de compensação de forma e perspectiva junto a rígidos controles na profundidade de campo.

Por outro lado, as câmaras de grande formato fornecem negativos e cromos de tamanhos que melhoram a qualidade da reprodução em comparação direta com as de médio e pequeno formato. As marcas mais conhecidas são SINAR, PLAUBEL, CAMBO, LINHOF, CALUMET, S&K etc.

FORMATO MÉDIO – São as câmaras com negativos de 6 × 6 cm, 6 × 7 cm, 6 × 4,5 cm e 6 × 9 cm, etc. As marcas mais utilizadas e conhecidas são: HASSELBLAD, ROLLEYFLEX, BRONCA, MAMIYA etc.

FORMATO PEQUENO – São as câmaras conhecidas também pelo nome de 35 mm, que utilizam filmes em rolo de 24 × 36 mm de área, pouco utilizadas em fotos de produtos, porém, com uma enorme versatilidade e rapidez de manuseio, graças a um verdadeiro sistema de acessórios para qualquer tipo de evento.

1 – Câmera de Visor Direto

Esse tipo de máquina compõe-se apenas de um corpo, uma objetiva de foco fixo e um obturador, mesmo se dispusesse de apenas uma velocidade de obturador e uma abertura, ela ainda seria ideal para instantâneos desde que fosse mantida a luminosidade. Nesses tipos de câmeras compactas, simples, pequenas, quase sempre discretas, leves e relativamente baratas, porém são suficientes para os temas que não fujam muito do convencional, como os instantâneos tirados durante as férias, por exemplo.

Então, são chamadas de câmeras de visor, aquelas máquinas em que o sistema de visor é independente do sistema de lentes componentes da objetiva. Observa-se a imagem por um ponto da câmera e fotografa-se a mesma imagem por outro ponto da câmera. Por ser independente e fixo, o sistema de visor é projetado (calibrado) para apenas um tipo de objetiva, que é aquela que vem com a câmera, o qual não poderá ser cambiado em função da necessidade de uma diferente distância focal, por exemplo.

Apesar disso, a maior desvantagem apresentada pelas câmeras de visor direto, reside no problema denominado de ERRO DE PARALAXE. O erro de Paralaxe ocorre quando há uma diferença entre o tamanho da imagem vista através do visor e o tamanho da imagem captada pelas lentes da objetiva.

Esse fenômeno pode resultar em acidentes clássicos, como o corte da cabeça de uma pessoa na parte superior da fotografia por exemplo, já que o fotógrafo vê a cena através de um ângulo diferente daquele que o filme irá registrar. Só este tipo de câmera apresenta um defeito de paralelismo, isto é, o campo de visão do fotógrafo por um ponto da câmera difere do campo de visão do outro ponto da câmera. O fotógrafo olha uma imagem e fotografa outra imagem que está em paralelo da focada.

Imagem produzida por Sérgio Sakall.

O erro de paralaxe, ou seja, a omissão acidental de partes da cena, é um problema comum em câmeras compactas. Para evitá-lo, em algumas máquinas de visor de desenho mais complexo, isso pode ser corrigido até certo ponto, graças à uma moldura que foi incorporada ao visor, que se move ligeiramente durante o processo de focalização da imagem. Basta utilizar as marcas de correção presentes no visor, pois para ajudar o fotógrafo, a maioria das câmeras apresentam marcas de correção no próprio visor, indicando a área da cena que ficará dentro do quadro; ou então, modificar levemente a posição da câmera na hora do enquadramento. Tal moldura resulta da existência de um telêmetro incorporado ao sistema de visor.

2 – Câmera MonoReflex, Reflex de Duas Objetivas ou Objetivas Gêmeas

A câmera reflex de objetivas gêmeas (TLR – Twin Lens Reflex), permite trabalhar de maneira que a imagem seja projetada em uma superfície plana. São câmeras mais antigas que trabalham sempre com duas objetivas, uma em cima da outra. O fotógrafo olha a imagem refletida num espelho por uma das objetivas e a outra objetiva é que fotografa a imagem. A objetiva situada na parte superior permite a visualização pelo fotógrafo da cena, sendo portanto a objetiva de visor. A objetiva situada na parte inferior é responsável pela captação da imagem e registro no filme fotográfico, sendo portanto a objetiva de registro. Em virtude da objetiva de visor não interferir diretamente na qualidade da imagem final na fotografia, ela não precisa ter a mesma qualidade óptica da objetiva de registro, apesar de que as duas objetivas devem necessariamente ter distâncias focais iguais.

Tais câmeras possuem um espelho que reflete a imagem para a tela de focalização. Entretanto esse sistema é fixo, o que exige uma lente para a câmera e outra para o visor. A objetiva visor da câmera reflex de 2 objetivas envia a imagem do campo de visão (da cena) para uma tela de vidro despolido. A imagem na tela fica invertida em sentido lateral. Ambas, as objetivas, ficam muito próximas uma da outra, tornando mínimo o erro de paralaxe. Alguns modelos têm um indicador para a correção desse erro. Alguns modelos profissionais possuem objetivas intercambiáveis, mas como é preciso trocar as duas ao mesmo tempo, o equipamento acaba custando muito caro. Além disso, esse tipo de câmera utiliza um obturador concêntrico, e por esse motivo, todas as lentes situadas na parte inferior têm seu próprio obturador embutido.

O filme usado na câmera reflex de 2 objetivas é o de rolo (120), do qual se obtém negativos 6 × 6 cm.

3 – Câmera Reflex ou Mono-Objetivas

A câmera mono-reflex ou “SRL – Sigle Lens Reflex”, representa o projeto mais versátil e bem sucedido de todos. A melhor maneira de se ver com precisão o que está sendo focalizado pela câmera é obviamente, olhar através da própria objetiva, enquadrando o motivo com exatidão e saber exatamente qual porção está em foco. Basta apenas uma objetiva para tirar a fotografia e também fazer as vezes de visor, eliminando assim o problema de erro de paralaxe. Além disso, como o visor mostra automaticamente a imagem da maneira exata como ela será registrada, torna-se muito fácil trocar as objetivas.

É possível adaptar as máquinas reflex monobjetivas para quase todos os tipos de trabalhos especiais pela facilidade de troca das objetivas, mesmo com a máquina carregada com filme. Seu funcionamento depende de um mecanismo complexo acarretando desvantagens óbvias, porém insignificantes. Na maioria das reflex mono-objetivas são utilizados filmes de 35 mm, mas o fotógrafo pode contar com máquinas desse tipo, em modelos de grande formato – como a Hasselblad, a Bronca e a Mamiya – que utilizam-se filmes em rolo de 120 mm, para negativos em tamanhos 4,5 × 6, 6 × 6 e 6 × 7 cm, sendo que estas constituem o projeto mais aperfeiçoado atualmente.

O mecanismo reflex são dotados de um espelho reflex e um penta-prisma. Compõe-se de um espelho colocado a um ângulo de 45 graus, exatamente atrás da objetiva e trabalha com o reflexo da imagem em outros espelhos internos. Ele envia a luz para cima, sobre uma retícula de focalização, a fim de formar uma imagem sobre a retícula de focalização. Um obturador de plano focal, situado atrás do espelho, protege o filme durante o processo de focalização. Depois, na maioria dos casos, a luz passa por um prisma de cinco fases (pentaprisma) e chega aos olhos do fotógrafo, no visor de contato visual direto. O penta-prisma, colocado diretamente sobre a retícula, reflete a imagem através da ocular e a inverte, de modo que sua posição é corrigida, tanto horizontalmente (direita/esquerda) como verticalmente (para cima / para baixo), assim aparece a imagem real, não invertida.

A fim de assegurar que a imagem formada sobre a retícula seja luminosa o suficiente para permitir não só a focalização correta como também uma visão clara, quase todas as máquinas mono-reflex são equipadas com um diafragma automático: ao invés de só fechar logo depois do anel da abertura ser girado, ele permanece completamente aberto até o momento de se bater a foto. Quando o disparador é pressionado, tem início uma complicada sequência de acontecimentos no interior da câmera. Em primeiro lugar, o diafragma fecha-se até a abertura previamente escolhida; o espelho então recua, desobstruindo o caminho para a passagem da luz, por isso escurecendo o visor durante alguns instantes; o obturador se abre e expõe o filme de acordo com a velocidade selecionada; por fim, o espelho retorna à posição original e o diafragma abre-se mais uma vez.

4 – Câmera de Studio ou 4 × 5

Embora muitas vezes possuam uma quantidade assustadora de botões de controle, em especial no caso dos modelos profissionais como a Sinar, a aparência das câmeras de estúdio ainda lembra o formato básico das câmeras do tipo caixão, rudimentares. São câmeras grandes e pesadas que registram a imagem numa chapa e que geralmente são fixas dentro dum estúdio. Elas são compostas por um painel dianteiro, onde se encaixa a objetiva; uma retícula de focalização, situada na parte de trás (que é substituída pelo chassi do filme no momento de fazer a exposição); e por um fole vedado à luz, espécie de sanfona preta, que é o corpo da câmera, localiza-se entre o plano do filme e o plano da objetiva e liga essas duas extremidades. Em geral, tanto a parte da frente quanto a parte posterior da câmera são acopladas a um monotrilho. O conjunto de todos esses dispositivos montados exige um tripé ou outro tipo de apoio.

Usa-se com essas máquinas, filmes planos de formato grande, como o de 4 × 5 polegadas, ou até de 8 × 10 polegadas. Apesar da alta qualidade das emulsões fotográficas de formato menor fabricadas hoje, ainda se obtém negativos com definição muito melhor com esses tipos de filme. A principal vantagem da câmera de estúdio sobre as demais reside em sua flexibilidade e no controle sobre a imagem.

A máquina de estúdio deve a sua flexibilidade ao movimento independente de seus diversos componentes, num total de 18 movimentos para se trabalhar com a imagem. Eles permitem criar mudanças na perspectiva e no foco da imagem. Em determinadas situações, é possível usá-los também para conseguir uma grande profundidade de campo. A imagem é focada sobre um visor de vidro despolido, situado na parte de trás da câmera. Uma vez determinada a composição da foto, e efetuados todos os ajustes, substitui-se essa peça pelo chassi do filme, onde existe uma tampa corrediça vedada à luz e destinada a protegê-lo, antes e depois da exposição.

Geralmente, não se trabalha com a objetiva e sim com o fole. A lente “normal” de uma câmera 4 × 5 polegadas tem cerca de 150 mm de distância focal. Entretanto, a pequena profundidade de campo dessas lentes, muitas vezes pode ser corrigida pelos movimentos da câmera (báscula). Dispõe-se de uma grande variedade de lentes intercambiáveis, e cada uma é provida de seu próprio obturador central. Nestas câmeras de estúdio a luz vinda da cena atravessa a objetiva e incide numa tela de focalização, localizada na parte de trás da câmera. A imagem vista pelo fotógrafo é uma projeção direta da objetiva, ela está invertida (direita/esquerda) e de cabeça para baixo. No visor dessa câmera, tem gravadas finas linhas, formando um quadriculado para auxiliar a composição.

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Corpo da Câmera

O Corpo da Câmera – É uma caixa que abriga as várias partes e protege o filme de toda a luz, exceto a que entra através da lente quando se tira a fotografia.

Ocular do Visor – O visor mostra a cena que será captada em geral por meio de um conjunto de lentes ou da própria objetiva da câmera. É através desse sistema que o fotógrafo visualiza e compõe a cena a ser fotografada. É também através do visor que o fotógrafo controlará o processo de focalização, entendendo-se foco como sendo o ponto em que os raios de luz, que passam através das lentes se convergem para formar uma imagem da cena.

O sistema de visor pode ou não ser diretamente ligado ao sistema de lentes da objetiva, por hora, chamaremos de câmera de visor qualquer câmera cujo sistema de visor se componha de uma pequena janela indicativa de seu campo de visão. Um telêmetro, basicamente, consiste de um dispositivo óptico para medir distâncias e, quando é acoplado a janela comum do visor, a câmera passa a ser chamada de “Câmera de Visor Telemétrico”. Em virtude das diferenças mínimas na aparência desses dois tipos de câmeras, o uso dos termos visor e telêmetro tende a ser indiscriminado.

Penta-Prisma – É uma saliência que fica na parte superior da câmera.

Armador da Máquina, Avanço do Filme ou Sistema de Transporte do Filme – Após ser feita uma foto, existe um sistema que transporta o filme a fim de que uma nova foto possa ser tirada (repetição do processo). Esse sistema pode ser manual ou automático. Em geral, trata-se de uma alavanca encontrada no lado direito e em cima da máquina. Sua função é avançar o filme de um carretel para o outro em câmeras de filme em rolo ou cartucho. Esse mecanismo consiste em armar a máquina ao mesmo tempo em que avança o filme. Em outros tipos, nas de chapas, há uma tenda onde se coloca uma chapa para cada fotografia. Algumas máquinas possuem uma segunda alavanca logo abaixo do armador que possibilita a sobreposição de fotos. Acionada esta alavanca, ela retorna ao modo inicial no momento em que for armada novamente.

Alavanca de Rebobinagem – Do lado oposto ao dispositivo de avança do filme, existe um outro que retorna o filme para a bobina depois de ter terminado. Existe uma trava que solta o filme para que este corra livremente para a bobina sem ser danificado (rebobinamento do filme). A localização do sistema de transporte do filme varia conforme o equipamento.

Contador de Exposições

Disparador e Disparador Automático – É um dispositivo que, quando pressionado, aciona o mecanismo de propulsão ou exposição da câmera fotográfica. Em algumas câmeras, esse dispositivo possui uma trava de segurança; em outras pode ainda possuir um estágio que aciona um estágio de fotometragem. A função do disparador é acionar o obturador nas máquinas mais simples. Nas máquinas mais complexas o disparador aciona todo o mecanismo para possibilitar que a luz atinja o filme, além de acionar o obturador. Já o disparador automático auxilia o fotógrafo no caso em que haja dificuldade de acionar o disparador sem que a foto saia tremida, e também no caso em que o fotógrafo deseja ser fotografado.

Alguns modelos de máquinas possuem um dispositivo interno do disparador que possibilita a conexão de um propulsor de disparo. Propulsor para uso fotográfico. Instruções de uso:

a) Os propulsores são usados para eliminar qualquer vibração.
b) Estando disponíveis em vários tamanhos 30, 50 e 75 cm.
c) Para utilizá-lo basta rosqueá-lo acima do botão de disparo da câmera.
d) Lembramos que não são todas as câmeras que possibilitam o uso deste acessório.

Plano do Filme – É uma linha onde corre o filme. Localiza-se atrás da câmera em paralelo com a objetiva.

Seletor de Asa ou Marcador de Sensibilidade do Filme – Todo filme já vem de fábrica com uma sensibilidade que é escolhida pelo fotógrafo na hora da compra. ao carregar a máquina com o filme, o fotógrafo, numa atitude que tem que se tornar mecânica, deverá colocar no anel de sensibilidade o valor correspondente com o filme comprado. Esta sensibilidade é medida por uma escala americana conhecida por ISO, ou uma outra escala alemã conhecida por DIN, que veremos mais tarde. A mais utilizada no Brasil é a escala ISO ou ASA. E a escala mais encontrada nas máquinas é: 20, 32, 64, 100, 200, 400, 800, 1.600, 3.200.

Ponto Nodal – Ponto Nodal é o ponto que se tem a inversão da imagem, todas as imagens convertem para o mesmo ponto.

Distância Focal – É a distância física que existe entre o plano do filme e o ponto nodal. Numa objetiva de 50 mm, por exemplo, a distância do ponto nodal até o plano do filme é de mais ou menos 5 centímetros.

Anel de Controle de Foco – Este anel encontra-se, normalmente, na extremidade da objetiva e tem como função, deixar a imagem principal, a ser fotografada, nítida e sem borrões. O fotógrafo tem que ter em mente que o foco é uma medida de precisão e este é um fato do qual o fotógrafo poderá explorar para obter vantagens. Essa vantagem é o foco estimado pela distância. Para nos auxiliar no foco, algumas máquinas possuem um recurso que chamamos de telêmetro.

Sapata do Flash – Encontra-se no extremo superior da máquina e serve como suporte para o flash ao mesmo tempo em que promove o contato que dispara o flash automaticamente. Caso o fotógrafo use um flash que não utiliza o contato de disparo, algumas máquinas dispõe de um ponto de encaixe do cabo de sincronismo.
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Obturador – O obturador é um dispositivo que permite e controla o tempo durante o qual o filme fica exposto à luz. Quanto mais tempo o obturador permanece aberto, mais luz atinge o filme. Ele se consiste de um sistema, em geral posicionado na frente do plano do filme ou entre as lentes, que se abre e fecha com o acionamento do propulsor da câmera, fazendo desta forma que a luz refletida da cena a ser fotografada atinja o filme fotográfico e nele processe as alterações químicas responsáveis pela formação da imagem.

Quando o obturador está fechado, o filme não é atingido pela luz; porém quando se aciona o propulsor, ele se abre durante um tempo que pode ser especificado pelo fotógrafo em câmeras com mais recursos (geralmente sendo uma fração de segundo), permitindo a exposição do filme à luz. A função do obturador é regular a luz que atinge o filme de maneira que o fotógrafo tenha a possibilidade de fotografar em condições de muita ou pouca luz. A velocidade do obturador controla o tempo de exposição à luz do filme fotográfico. O obturador não controla a luz sozinho, o controle de luz pelo obturador se faz de acordo com o tempo que este fica aberto. Através do ajuste da velocidade do obturador, ou seja, da velocidade de abertura e fechamento do mesmo, pode-se controlar o registro do movimento da cena.

Ele pode “congelar” o movimento dos objetos focados, ou “borrar” a trajetória desse movimento. Em outras palavras, quando se está fotografando um objeto em movimento, a utilização de uma alta velocidade de obturador, permite que se registre uma imagem tanto quanto possível instantânea, ou “congelada”, do objeto. Caso se utilize uma baixa velocidade de obturador para se fotografar um objeto em alta velocidade, o filme registrará a imagem do mesmo em várias posições de sua trajetória, pois ele andou um certo espaço durante o tempo em que o obturador permaneceu aberto, e portanto, o filme registrará uma imagem “borrada” do objeto em questão.

Obturador no Controle do Movimento – Sempre que um objeto se move em frente a uma câmera fotográfica, sua imagem, projetada sobre o filme, também se move. Se o movimento do objeto é rápido ou se o obturador fica aberto por tempo relativamente longo, essa imagem em movimento será registrada como um borrão, um tremor ou uma forma confusa. Se o tempo de obturação for reduzido, o borrão também será reduzido ou até eliminado.

Não é apenas a velocidade com que o objeto se move que determina o quanto a fotografia ficará tremida ou borrada. O que importa é a rapidez com que a imagem percorre o filme durante a exposição (direção do movimento). Esse tipo de imagem pode ser utilizada como efeito: Efeito Movimento – um tempo de exposição longo pode ser usado deliberadamente para acentuar o borrão ou tremor, sugerindo uma sensação de movimento. Efeito Congelar – um tempo de exposição curto pode “paralisar” o movimento de um objeto, mostrando sua posição num dado momento.

Geralmente as velocidades assinaladas, na maioria das câmeras fotográficas modernas, obedecem uma sequência determinada que baseia-se na redução da exposição pela metade em cada ponto. A velocidade é expressada através dos números:

1s., 1/2s., 1/4s., 1/8s., 1/15s., 1/30s... 1/1000s., 1/1800s., 1/2000s. T, B, X.

Cada número indica uma fração de segundo, respectivamente: o número 1 trabalha com 1 segundo; o número 2 trabalha com meio (1/2) segundo; o número 4 trabalha com um quarto (1/4) de segundo; ...; o número 1.000 trabalha com um milésimo (1/1000) de segundo, assim por diante. A cada ponto que subimos na escala de tempo, corresponde à metade do tempo anterior e analogamente a cada ponto que descemos, dobramos o tempo que o obturador permanecerá aberto. Existem pequenas irregularidades em virtude de arredondamento dos números por questões de conveniência; por exemplo: 1/15 ao invés de 1/16. As discrepâncias são mínimas, entretanto.

Frequentemente encontram-se dois sinais suplementares na escala de velocidades do obturador: T (tempo) e B (breve). Eles permitem ao fotógrafo usar velocidades inferiores àquelas assinaladas na escala contínua. Quando o obturador é colocado em B, ele permanece aberto enquanto o seu propulsor for pressionado. O sinal T, por outro lado, indica que o obturador vai se abrir quando o propulsor for acionado pela primeira vez, permanecendo nessa posição até que o propulsor seja acionado novamente. Utilizando o obturador em T, o fotógrafo pode se afastar da câmera durante uma exposição muito demorada, por exemplo.

Tipos de obturadores – As câmeras modernas utilizam dois tipos principais de obturador, o obturador de plano focal (cortina) e o obturador concêntrico (central ou entre-as-lentes).

Obturador Concêntrico ou Central – O obturador central consiste em pequenas lâminas que se sobrepõem quando o disparador é acionado. Estas se abrem e fecham no tempo determinado pelo fotógrafo, portanto, têm a forma de um diafragma. Normalmente o obturador central é colocado exatamente atrás da lente, no caso de uma objetiva simples, ou no seu interior (entre as lentes) na própria objetiva, próximo ao diafragma, no caso de uma objetiva composta. O obturador concêntrico compõe-se de um jogo de lâminas de metal que são abertas e fechadas por meio de uma mola movimentada pelo mecanismo de transporte do filme, e este não possibilita grandes velocidades de obturação.

Obturador de Plano Focal ou Obturador de Cortina – Diferente do obturador central, o obturador de plano focal está localizado no corpo da máquina, logo em frente ao filme, nos dando a vantagem de olhar através da lente facilitando a focalização. Outra vantagem é a de permitir a passagem da luz através da lente de forma que ela chegue ao visor, sem que para isso o filme tenha que ser exposto. Funcionam através de um sistema de duas “cortinas” (borracha ou metal) divididas por uma abertura em forma de fenda, que formam uma fresta variável de acordo com a velocidade selecionada pelo fotógrafo. Trabalham sempre juntas, no momento em que se aperta o dispositivo para a fotografia. Existem obturadores de cortina que correm horizontal ou verticalmente na frente do plano do filme.

Obturador Dissetor – Chamado também de “palhetinha”, encontra-se em câmeras fotográficas simples.
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Fotômetro – Para que se consiga uma fotografia bem exposta, ou seja, que chegue o mais próximo possível da realidade em termos de tons e cores, é imprescindível que o fotógrafo use um recurso existente na maioria das máquinas fotográficas, o Fotômetro. O Fotômetro é um dispositivo destinado a medir a luminosidade da cena a ser fotografada com exatidão. Na sua construção, utilizam-se materiais como selênio, sulfeto de cádmio e silício. Os fotômetros podem ser manuais (vendidos como acessórios, independente da câmera) ou embutidos (construídos no corpo da máquina). Os profissionais preferem os manuais, sobretudo quando pretendem um controle preciso da exposição. O fotômetro manual pode ser utilizado de duas maneiras:

Luz Incidente – Medindo a luz que incide sobre o tema a ser fotografado; e Luz Refletida – Medido na posição da máquina a luz refletida pelo tema. Esse último é utilizado pelas câmeras fotográficas com fotômetros embutidos. Os fotômetros energizados por baterias funcionam de maneira que a corrente produzida pela pilha flua através de uma célula de sulfeto de cádmio. Atuando como um resistor, essa célula deixa passar maior ou menor corrente elétrica, conforme a luz que a atinge.

A maneira mais fácil de se usar um fotômetro de luz refletida consiste em apontá-lo na direção da cena. Esse processo funciona quando os tons claros e escuros têm aproximadamente a mesma distribuição, pois o fotômetro indica a exposição média. No entanto se houver predominância de tons claros ou escuros, a exposição indicada pode falhar no registro de detalhes dos tons minoritários. O caso acima exposto é o erro de fotometragem. O fotógrafo deve ter cuidado também com uma medição que pode causar um outro erro: o contraluz.

Imagem produzida por Sérgio Sakall.

Caso o fotômetro indique a primeira situação, ou seja, super exposta, então você deverá girar o anel de tempo do obturador (diminuindo o tempo de exposição), até que o fotômetro, esteja indicando a fotometragem correta. E, caso indique a segunda, ou seja, subi exposta, aumente o tempo de obturação. Um número cada vez maior de câmeras inclui seus próprios sistemas de fotometragem (medida de luminosidade). Entre eles, o mais sofisticado é o fotômetro de leitura direta, através da lente denominada TTL. Este sistema tem ligação direta com os controles do obturador e do diafragma, determinando a exposição por meio de um processo inteiramente automático.

O fotômetro manual avulso representa uma alternativa para os fotômetros embutidos no interior das câmeras. São de melhor qualidade e proporcionam maior precisão, mesmo em níveis muito baixos de luz. Funcionando basicamente com luz incidente, dão a leitura da cena desejada com bastante precisão. Já a leitura através de fotômetros embutidos do tipo TTL pode resultar em erros. A leitura com eles depende apenas do lugar para onde foi apontado. deste modo, se uma grande área do céu, por exemplo, for incluída na cena cuja luz está sendo medida pelo fotômetro, a luminosidade média provavelmente será muito maior do que a apresentada por essa mesma cena sem o céu. Nesse caso, o fotômetro indicará uma exposição inferior à necessária e a fotografia ficará sub-exposta.

Para uma máquina fotográfica Pentax K 1.000, a bateria usada é a 625A.

Tipos de Fotometragem Direta Através da Lente

LEITURA MÉDIA OU INTEGRAL – Duas células fotossensíveis medem a luz sobre quase toda área da retícula de focalização. Esquematicamente, o sistema de funcionamento de um fotômetro de leitura integral, de uma câmera MonoReflex é o seguinte: a luz que atravessa o objetiva é refletida pelo espelho para o prisma. Duas células de sulfeto de cádmio, montadas uma de cada lado do visor, medem a luz refletida pela cena. Cada uma cobre metade da área do visor. Elas estão interligadas, de forma a fornecer uma leitura média da luz de ambas as metades da cena. Para determinar a exposição correta, o fotógrafo em geral observa um ponteiro que aparece no visor, a seguir, ajusta o diafragma ou a velocidade. Quando o ponteiro se alinha com um referencial, a exposição está corretamente regulada.

AÇÃO CENTRAL – A leitura é predisposta em relação à intensidade de luz no centro do visor. Num fotômetro centralizado típico, a luz entra na câmera através da lente, chega ao espelho inclinado e é refletida até o prisma, como ocorre no caso do fotômetro de leitura integral. Para que as áreas medidas se sobreponham, há um pequeno prisma diante de cada célula de sulfeto de cádmio, inclinado para o centro em relação ao prisma principal. Desse modo, a luz que provém do centro da cena alcança ambas as células, predominando assim no medida do fotômetro. Como no caso do fotômetro de leitura integral, o fotógrafo obtém a exposição correta ajustando o diafragma ou a velocidade do obturador, até a agulha que aparece no visor ficar centralizada ou alinhada com a outra agulha.

AÇÃO RESTRITA OU SPOT – Lê apenas uma área limitada no centro do quadro fugindo a quaisquer outras influências. Num fenômeno “spot” típico, a luz penetra na câmera através da lente e chega até um espelho inclinado, que tem ao centro uma pequena área sem prata, transparente. A maior parte da luz é refletida para o visor; uma reduzida porcentagem atravessa a seção transparente do espelho e é dirigida para baixo, por outro espelho, até uma célula de sulfeto de cádmio. Esta só se sensibiliza com a pequena área central da foto que lhe é permitido “ver”. Na maioria das câmeras equipadas com um fotômetro “spot” embutido, a regulagem é feita como nos de leitura integral e centralizado: ajusta-se o diafragma ou a velocidade do obturador, até que a agulha no visor indique que a exposição está correta.

Como Funciona um Fotômetro

Selênio – Ao ser exposto a luz, o selênio produz uma corrente elétrica fraca medida por um galvanômetro que é ligado a ele. Não usa pilhas e não pode ser ligado/incorporado a um circuito integrado.

Imagem produzida por Sérgio Sakall.
Imagem produzida por Sérgio Sakall.

Sulfeto de Cádmio (CdS) / Silício – É um resistor sensível à luz, Sua resistência varia de acordo com a intensidade de luz que incide sobre ele. Uma pilha ligada em série com a célula fornece uma voltagem contínua. O galvanômetro, então, mede a corrente no circuito, a qual é proporcional à resistência da célula. As pilhas fornecem sempre a mesma voltagem durante sua vida, mas param inesperadamente de funcionar. O Silício é mais moderno, possui o mesmo funcionamento.
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Diafragma ou F – Como já vimos, a velocidade do obturador controla o tempo de exposição à luz do filme fotográfico. A “quantidade” de luz que atinge o filme, entretanto, é também controlada pela abertura das lentes da objetiva, a qual é ajustada por um dispositivo chamado diafragma. Da abertura do diafragma, portanto, dependerá uma maior ou menor “quantidade” de luz incidente no filme. Isto é, sabemos que a quantidade de luz que atinge o filme não depende apenas do tempo em que o obturador permanecerá aberto (velocidade do obturador).

Depende também da abertura (regulável) pela qual a luz passará em seu caminho até atingir o filme. O diafragma é, portanto, o dispositivo que controla a quantidade de luz que incide sobre o filme. A função do diafragma é regular a luz que atinge o filme de maneira que o fotógrafo tenha a possibilidade de fotografar em condições de muita ou pouca luz. Se o fotógrafo não quer ou não pode mudar a velocidade de obturação para ajustar a quantidade de luz que atinge o seu filme, poderá ter este segundo ajuste.

Basta alterar o tamanho do orifício tecnicamente conhecido como “abertura do diafragma”, através do qual a luz entra na câmera fotográfica. Durante o processo de focalização da imagem, o diafragma permanece completamente aberto, e se fecha até a abertura especificada pelo fotógrafo imediatamente antes da abertura do obturador, abrindo-se completamente de novo imediatamente após o fechamento do mesmo.

O diafragma pode se localizar na frente, dentro ou atrás das lentes da objetiva e será ele um recurso importante para se atingir a nitidez desejada na fotografia. Pode-se concluir, portanto, que a exposição é o produto da intensidade de luz que atinge o filme (a qual é controlada pela abertura do diafragma) pelo tempo durante o qual essa luz ficará atingindo o filme (o qual é controlado pela velocidade do obturador).

Localizado no interior da objetiva, consiste num anel de folhas de metal superpostas e é representado pela letra F. Girando-se um anel da lente, as folhas se movem, permitindo a passagem de toda luz que atinge a superfície da lente. Girando-se na direção oposta, o diafragma vai formando um orifício cada vez menor. Contém numerações que se relacionam com o tamanho de abertura da objetiva, e estes tamanhos são medidos de acordo com uma escala padrão chamados de números “F STOP” ou “Pontos”.

Por exemplo: no ponto 2 o tamanho da abertura é de 25 mm, no ponto 4 o tamanho da abertura é de 12,5 mm, no ponto 22 o tamanho da abertura é de 2,25 mm, e assim por diante. Cada número F corresponde ao dobro da abertura correspondente ao número seguinte e a metade da abertura correspondente ao número anterior.

Assim, por exemplo, uma abertura de F4 admite o dobro da luz de uma abertura de F5.6 e apenas a metade da luz de uma abertura de F2.8. Isto é, cada número F seguinte, a partir do primeiro, reduz à metade o fluxo de luz admitido e, de modo inverso voltando na escala, a quantidade de luz a cada ponto será o dobro.

O diafragma não altera a imagem, ele só altera a quantidade de luz. Conforme os pontos vão crescendo, menor vai sendo o tamanho da abertura da lente. Isto é, quanto maior o ponto do F, mais fechado está o diafragma e maior é a profundidade de campo. Os números “F” podem ir desde 1.2 ou 2.8 (dependendo da luminosidade da lente) até 22, ou 32, ou até 90 em algumas câmeras de estúdio.

É importante observar que o diafragma não é uma peça independente da objetiva, e sim incorporado a ela. Cada objetiva possui, portanto, seu próprio diafragma. A maior abertura do diafragma de uma determinada objetiva, ou seja, o maior número F de sua escala, representa o que se chama de luminosidade dessa objetiva. Quando se diz que a luminosidade de uma certa objetiva é, digamos, F1.8, está-se querendo dizer que a abertura máxima alcançada por seu diafragma é de F1.8.

Um exemplo de escala de pontos do diafragma encontrada numa câmera pode ser:
1 – 1.2 – 1.4 – 2 – 2.8 – 4 – 5.6 – 8 – 11 – 16 – 22 – 32 – 45 – 64 – 90

Exemplos: Geralmente para um dia nublado, fotografando-se com Iso 100 e com uma velocidade de 125, a abertura do diafragma poderia ser 5.6. Já para um dia de sol, fotografando-se com Iso 100 e com uma velocidade de 125, a abertura do diafragma poderia ser 22, isto é, uma menor abertura, para entrar menos luz pelo diafragma.

Intensidade de Luz × Distância – A relação entre a intensidade de luz e a distância percorrida pela mesma é dada pela Lei do Quadrado Inverso: A intensidade de luz é inversamente proporcional ao quadrado da distância percorrida por ela desde a fonte até a superfície na qual ela incide.

Imagem produzida por Sérgio Sakall.

d = Significa a distância percorrida.
i = Significa a intensidade.

Imaginemos que em uma determinada superfície, situada a uma distância de 1 metro da fonte, incida luz com uma certa intensidade. Se a distância for dobrada para 2 metros, então, pela lei acima, a intensidade da luz ficará dividida por 4. Se ao invés de dobrarmos a distância, tivéssemos quadruplicado a mesma, então a intensidade iria ficar dividida por 16, e assim por diante. Analogamente, se tivéssemos diminuído a distância pela metade, então a intensidade ficaria multiplicada por 4.

Distância Focal da Objetiva × Intensidade de Luz – Também de acordo com a lei do quadrado inverso descrita no item anterior, uma objetiva cuja distância focal é de 50 mm, por exemplo, ficaria com que no filme incidisse uma quantidade de luz 4 vezes maior do que uma objetiva de distância focal 100 mm. Isto porque a objetiva de 100 mm projeta uma imagem da cena a uma distância duas vezes maior do que uma objetiva de 50 mm. Em compensação, como sabemos, o tamanho da imagem projetada pela objetiva de 100 mm é o dobro do tamanho da imagem projetada pela objetiva de 50 mm. Poder-se-ia raciocinar, simplificadamente, que quanto maior for a distância focal da objetiva, menos luz ela “deixa passar”, ou seja, tanto mais escura será a imagem projetada por ela. Uma objetiva de 50 mm “deixa passar” quatro vezes mais luz que uma objetiva de 100 mm.

Abertura do Diafragma × Distância Focal da Objetiva – No item anterior vimos que quanto maior a distância focal de uma objetiva, tanto mais escura será a imagem projetada por ela. Para solucionar este problema, a escala de números F do diafragma é calibrado para cada objetiva, de acordo com a distância focal da mesma, de modo a permitir a passagem da mesma quantidade de luz, não importando a distância focal da objetiva. Desta forma a abertura do diafragma proporcionada por um número F8 é maior em milímetros em uma objetiva de distância focal maior do que o é em uma objetiva de menor distância focal. Por exemplo, uma abertura de diafragma F8 em uma objetiva 100 mm é maior do que uma abertura de diafragma F8 em uma objetiva 50 mm.

Como a objetiva de 100 mm deixa passar menos luz, tal fato é compensado por uma maior abertura do diafragma para um mesmo número F. A escala de diafragmas, portanto, ajusta o tamanho da abertura de forma que, com uma determinada objetiva, a mesma quantidade de luz atinja o filme, qualquer que seja a distância focal da mesma, para um número F fixo. Em outras palavras, para um mesmo número F na escala do diafragma, o diâmetro efetivo de abertura será maior em uma objetiva de maior distância focal. Na realidade, os números F de abertura de um diafragma estão relacionados tanto com o diâmetro da abertura do mesmo como com a distância focal da objetiva, um número F é a razão entre o diâmetro da abertura e a distância focal da objetiva.

Imagem produzida por Sérgio Sakall.

Se a distância focal de uma objetiva é, por exemplo, 100 mm e o número selecionado na escala do diafragma é F2, então o diâmetro efetivo de abertura do diafragma será de 50 mm. O número 50 significa o diâmetro útil da abertura, veja no exemplo abaixo (lado esquerdo). Já para uma objetiva de distância focal de 50 mm, o diâmetro efetivo da abertura do diafragma será menor, tendo o diâmetro útil da abertura de 25 (imagem abaixo, lado direito).

Imagem produzida por Sérgio Sakall.

Abertura do Diafragma × Exposição (Relação entre o diafragma e o obturador) – A quantidade de luz que atinge o filme é afetada por diversos fatores, principalmente, a duração da exposição (controlada pela velocidade do obturador e a abertura do diafragma). A quantidade de luz correta em cada situação depende de uma combinação correta entre esses dois fatores.

Quando passamos de um número F para outro, estamos dobrando ou dividindo pela metade a abertura do diafragma (dependendo se estamos diminuindo ou aumentando o número F em um ponto). Por exemplo, se aumentarmos o número F de F4 para F5.6, estamos dividindo a abertura pela metade (fechamos um ponto no diafragma). Analogamente se diminuirmos o F de F5.6 para F4, estamos dobrando a abertura do diafragma (abrimos um ponto no diafragma).

De forma semelhante, as velocidades do obturador são calibradas de tal modo que cada uma delas equivale – com exatidão ou com boa aproximação – à metade ou o dobro da velocidade do número imediatamente subsequente. Se então, após termos aberto um ponto no diafragma, dobrássemos também a velocidade do obturador, a exposição líquida (ou a quantidade de luz incidente no filme) permaneceria inalterada. Em outras palavras, quando abrimos o diâmetro do diafragma, estamos permitindo que uma maior quantidade de luz atinja o filme.

Se compensarmos este fato fazendo com que o obturador se abra e feche mais rapidamente, podemos fazer com que a quantidade de luz incidente no filme permaneça inalterada. Desta forma, abrir o diafragma um ponto e fechar o obturador também um ponto, faz com que a situação de luz incidente no filme não se altere.

Exemplificando: A combinação da velocidade de obturador equivalente a 1/60 segundos com abertura de diafragma F8, resulta em uma exposição idêntica àquela obtida com 1/30 segundos com abertura F11. Analogamente, a combinação F8 com 1/60 é idêntica, em termos de exposição com a F5.6 e 1/125 segundos. Desde que cada mudança no número F corresponda uma mudança inversa no número V (velocidade do obturador), pode-se assegurar que o filme receberá idêntica quantidade de luz.

Profundidade de Campo – Define-se como sendo profundidade de campo a distancia entre o ponto (nítido) mais próximo e o ponto (nítido) mais distante dentro de uma determinada cena focalizada, independentemente do ponto em que as lentes estão focadas. Teoricamente, uma objetiva só tem foco preciso em objetos situados a uma certa distância da câmera (dependendo da distância focal da objetiva utilizada). Na prática, entretanto, há um intervalo aquém e além dessa distância no qual a nitidez da imagem é aceitável. A esse intervalo, área, chamamos de Profundidade de Campo.

Quanto a objetiva está focada sobre um determinado objeto, a distância correspondente à profundidade de campo não se divide igualmente no espaço aquém ou além do objeto. Dois terços (2/3) da profundidade de campo ficam além do mesmo e o um terço (1/3) restante fica aquém do mesmo, ou seja, entre ele e a câmera. A profundidade de campo tem relação direta com a abertura do diafragma, isto é, quanto menor a abertura do diafragma, maior é a profundidade de campo; e quanto maior a abertura do diafragma, menor será a profundidade de campo. Por exemplo, uma abertura de F2.8 tem uma menor profundidade de campo do que uma abertura F4.

Para entender a razão de tal fenômeno, é preciso que se entenda o que sejam Círculos de Confusão de uma imagem. Imagine que uma objetiva esteja focada num determinado objeto, ou seja, que o mesmo esteja focalizado. Como já dissemos, um objeto está focalizado no momento em que os raios de luz provenientes dele se convergem, formando, assim, uma imagem nítida do mesmo. A imagem em torno desse objeto, mais precisamente a imagem aquém e além do mesmo fica cada vez menos focada, ou seja, sua imagem torna-se cada vez mais "confusa", na medida em que ela está mais longe do objeto focado.

Daí definir-se profundidade de campo como sendo um intervalo aquém e além do objeto focado, cuja imagem ainda é aceitável. Pois bem, a imagem aquém e além do objeto focado vai se tornando cada vez menos nítida porque os raios de luz provenientes dela são cada vez menos convergentes. Esses raios não convergentes vão formando os chamados círculos de confusão. Nos limites do intervalo definido como sendo a profundidade de campo, os círculos de confusão são de um tamanho tal que a nitidez da imagem é considerada inaceitável.

Porém, não vamos nos deter na explicação detalhada de tais fenômenos ópticos, bastando, não obstante, saber que a profundidade de campo é inversamente proporcional à abertura do diafragma, ou seja, quanto mais aberto o diafragma, menor é a profundidade de campo. Na maior parte das câmeras de visor direto e em todas as mono-reflex, a escala de profundidade de campo é impressa no corpo da objetiva. Nas câmeras mono-reflex, além dessa escala, existe um botão que provoca o fechamento do diafragma até a abertura especificada, antes da foto, de forma a permitir que o fotógrafo possa saber a parte da imagem que estará em foco. Cria-se profundidade de campo, numa foto de paisagem, quando se diminui a quantidade de visão do céu na imagem, isto é, na parte superior da foto tem-se uma pequena “faixa” do céu.

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Modos de Operação das Câmeras

O fotógrafo assume o controle de todos os comandos da câmera, alcançando uma EXPOSIÇÃO CORRETA. Esta é determinada pela quantidade de luz que atinge o filme. Quando o filme recebe uma quantidade maior de luz que ele necessita para obter bons resultados, dizemos que o filme foi superexposto; quando recebe uma quantidade menor que a exigida, dizemos estar subexposto. Portanto, chegamos à conclusão que o filme precisa de uma quantidade de luz suficiente (correta). Para obtermos a correta exposição de uma fotografia, temos que notar vários recursos que trabalham numa relação de interdependência entre si. São eles: tipo de ISOs, obturador, diafragma e fotômetro. Ao colocar o filme na máquina não esquecer de alterar (ou conferir) o anel de sensibilidade (Iso). Caso você esqueça desse detalhe, a exposição estará errada ficando, a fotografia super ou subexposta.

Fotometragem

Todo filme, quando fotografamos, admite uma quantidade de luz limitada, que é regulada pela sua sensibilidade, Iso. Se acaso, submetemos o filme a uma quantidade de luz excessiva, diremos que o resultado é uma fotografia superexposta e se apresentará com seus tons “lavados” perdendo a densidade das cores. Caso contrário, o filme receba uma quantidade insuficiente de luz, teremos uma foto sub-exposta com perda de contraste e detalhes nas áreas de pouca luz.

O obturador e o diafragma são dispositivos que devem funcionar de maneira sincronizada, a partir do acionamento do propulsor (ou disparador). O esquema de funcionamento dos dois dispositivos em sua ordem é: disparo, fechamento do diafragma, abertura do obturador, fechamento do obturador e abertura do diafragma. A abertura do diafragma é especificada pelo fotógrafo até o grau desejado durante o processo de focalização da cena.

Ao usarmos a relação obturador/diafragma, temos que utilizar o recurso do fotômetro, pois somente poderemos ter certeza que o filme estará recebendo a quantidade correta de luz se conferirmos o fotômetro. Portanto concluímos que uma fotografia estará perfeitamente exposta se usarmos simultaneamente o obturador, o diafragma e o fotômetro.

Determinar a abertura do diafragma ou o tempo de exposição de acordo com sua necessidade (fotometria por prioridade). Digamos que sua escolha tenha sido prioridade de abertura. Apontando a câmera para a cena desejada, observe o fotômetro e veja o que ele informa: a cena está correta, subi ou super exposta.

Então FOTOMETRIA POR PRIORIDADE, pode ser de duas formas: Prioridade de Abertura é utilizada intencionalmente pelo fotógrafo quando deseja, por exemplo, que o fundo fique ou não em foco. Deste modo a abertura do diafragma permanecerá fixa variando o tempo de exposição de maneira que a fotografia fique perfeitamente exposta.; ou Prioridade de Velocidade de Obturação, que de modo análogo ao anterior o fotógrafo usará intencionalmente a velocidade de obturação fixa, variando-se a abertura do diafragma para correta exposição.

Ficando desta forma, o fotógrafo limitado no que diz respeito à profundidade de campo. Enfim, esta situação depende exclusivamente do resultado que o fotógrafo espera ter. Caso queira como resultado uma fotografia que apresente pouca ou muita profundidade de campo, o fotógrafo definirá em primeiro lugar qual abertura do diafragma será utilizada, ficando assim sujeito ao tempo de obturação que for necessário para correta exposição. Ou caso queira uma fotografia congelando a imagem ou que nos passe uma sensação de movimento periodizará então, o tempo que o obturador permanecerá aberto, ficando sujeito ao diafragma que for conveniente, limitando assim a profundidade de campo.

Semi-automático – O fotógrafo seleciona a abertura ou a velocidade e a câmera faz as outras regulasses.

Automático simples – A câmera assume todos os controles, inclusive do fhash, se houver necessidade.

Automático criativo – Dependendo da foto que será feita, o fotógrafo seleciona o modo adequado: retrato, paisagem, macro ou esporte; e a câmera seleciona automaticamente a melhor regulagem para cada situação.

Modos de Fotografias

Modo Congelar – Quando se pretende congelar uma ação, uma velocidade rápida de disparo é fundamental.

Modo Macro – Neste caso se focaliza o mais perto possível e seleciona-se uma abertura de diafragma pequena, para aumentar a profundidade de campo. O Macro é ideal para fotos de close-ups de flores e animais, e still-life de pequenos objetos. É ainda muito útil quando se quer fazer retratos de quadro cheio, que mostrem apenas uma parte do rosto da pessoa.

Modo Landscape (Paisagem) – Para se obter uma boa foto de arquitetura, jardins, costas litorâneas e bosques, com o máximo de nitidez dentro da cena, é necessário uma pequena abertura no diafragma justamente para produzir uma profundidade de campo extensa. Para compensar a abertura pequena, selecione uma velocidade baixa de disparo.

Modo Portrait (Retrato) – O ideal quando se deseja fazer bonitos retratos é produzir uma profundidade de campo limitada, para que o fundo não chegue a competir com o motivo principal. Ou ainda em outra ocasião, quando se quer isolar uma flor das demais num canteiro, por exemplo, e deixar as outras desfocadas, é uma excelente ideia para uma profundidade de campo limitada. Sempre que se quiser fazer com que um elemento na cena se destaque dos outros, criando assim um efeito tridimensional (3D), regular a maior abertura de diafragma possível, limitando com isso a profundidade de campo da cena e jogando o fundo fora de foco.
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Manutenção e Conservação do Equipamento Fotográfico – Muitos fotógrafos não sabem porque não conseguem uma boa qualidade em seu trabalho. Existe um fator “invisível” que se chama manutenção do equipamento e que poucas pessoas fazem ou fazem incorretamente. Vamos enumerar algumas das principais condutas.

1. Evite limpar as lentes de uma câmera assoprando ou usando a barra da camisa. Tenha um kit para isso: bomba de ar manual de borracha, éter sulfúrico ou de petróleo, flanela macia e limpa e papel de arroz. Primeiramente, elimine a poeira das lentes e do visor com a bomba de ar; depois, passe um cotonete embebido no éter e, por último, passe o papel de arroz ou uma flanela limpa. Use filtros UV para proteger as lentes.

2. Nunca guarde o equipamento no fundo de gavetas ou armários, pois os lugares escuros e úmidos são propícios ao desenvolvimento de fungos; evite também guardá-lo dentro da capa, mas cubra-o com um pano branco para protegê-lo da poeira.

3. Se você tiver muito equipamento, vale a pena colocar dentro do armário uma lâmpada fraca ou um desumidificador tipo anti-mofo (os pequenos saquinhos de sílica gel pouco adiantam).

4. Evite deixar o equipamento no sol muito quente: a lubrificação poderá derreter-se, o que causará danos à parte eletrônica.

5. Use sempre malas próprias para transportar seu equipamento e guarde-as em lugares seguros, nunca no automóvel.

6. Para limpar e manter tripés, passe um pano úmido e depois vaselina líquida, tirando bem o excesso.

7. Verifique sempre as baterias dos equipamentos e tenha sempre um conjunto de baterias novas para pronta reposição. A borracha de nanquim serve para limpar as pilhas.

8. Os filmes convencionais podem ser armazenados em refrigerador doméstico (e nunca em freezer), devendo ser retirados duas horas antes de ser abertos. Os filmes instantâneos Polaroid devem ser colocados em lugares frescos e secos (e nunca em geladeira), e estocados com as caixas sempre em pé.

9. Quando fizer um serviço comercial, evite usar filmes que não conhece, fora do prazo de validade ou rebobinados: você pode ter surpresas desagradáveis.

10. Evite deixar sem uso por longo tempo equipamentos eletrônicos como flash e fotômetro: poderá ocorrer oxidação dos terminais.


Fotometria Simétrica – São opções diferentes da câmera que o fotógrafo usa, e que significam a mesma coisa. Por exemplo: Se o fotógrafo usar o diafragma no ponto F2 com uma velocidade V30, obterá a mesma fotografia se usar o F2.8 com V15. O Fotômetro baseia-se numa média de claridade existente na cena em que será fotografada. Deve-se fazer a fotometria sempre no lado mais claro da imagem.

Os pontos do diafragma: 2, 2.8, 4, 5.6, 8, 11, 16, 22, 32, 45, 64, 90

Imagem produzida por Sérgio Sakall.

As velocidades: 1/1, 1/2, 1/4, 1/8, 1/15, 1/30, 1/60, 1/125, 1/250,
1/500, 1/1.000, 1/2.000, 1/4.000, 1/8.000

Imagem produzida por Sérgio Sakall.

Iso: 25, 32, 40, 50, 64, 80, 100, 125, 160, 200, 250, 320, 400, 500, 640, 800, 1000, 1250, 1600, 2000, 2500, 3200. Os mais conhecidos são: 50, 100, 200, 400, 800, 1.600, 3.200.

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Última atualização: 09/06/2012.
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