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DODÔ DAS ILHAS MAURÍCIO

Os desenhos abaixo são de artista desconhecido, ambos mostram o dodô, cujo nome científico é Raphus cucullatus [Linnaeus, 1758].

Classificação

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Columbiformes
Família: Raphidae
Gênero: Raphus

Membro da família “pigeon”, ele era endêmico das ilhas Maurício, Reunião (uma ilha-território da República Francesa) e Rodrigues (uma ilha que compreende a República de Maurício), sendo que existiam cerca de 9 espécies, 3 espécies diferentes em cada ilha.

Desde que o pássaro se tornou um símbolo nacional de Maurício, ele tem sido mostrado em selos postais da ilha, dos quais, vários ilustram esta página. Existem outros selos com o dodô, sobretudo na temática pré-histórica.

  • Nome em português: Dodô
  • Nome em inglês: Dodo
  • Nome científico: Raphus cucullatus
  • Época em que viveu: há 200 anos atrás, no atual Holoceno
  • Local onde viveu: Ilhas do Oceano Índico, sobretudo em Maurício
  • Peso da ave adulta: cerca de 23 quilos
  • Tamanho: 50 centímetros de altura
  • Alimentação: Herbívora

O selo ao lado foi emitido por Laos em 20/01/1994 (Scott: 1156), na série sobre Pássaros Pré-Históricos.

Também chamado de “Dronte” (como mostra o selo) foi um pássaro cujas asas haviam se atrofiado no passado distante, portanto ele não podia mais voar.

Por volta de 1505, os portugueses foram os primeiros europeus a descobrir o dodô. Esse estranho animal foi logo chamado assim por causa do som que ele produzia, como “doe-doe”.

A figura mais antiga que se conhece dessa ave é de 1601, feita por De Bry, e representa um animal que foi levado vivo para a Holanda, por Van Neck - explorador holandês que andou em regiões próximas as Ilhas Maurício no final do século XVI.

Em 1681, aproximadamente, ele foi extinto pelos homens, cachorros, ratos e macacos introduzidos pelos europeus na ilha.

O dodô não foi o único pássaro de Maurício que foi extinto nos últimos séculos... Das 45 espécies de pássaros originalmente encontradas, somente 21 ainda sobrevive.

Duas espécies de pássaros intimamente relacionadas ao dodô também foram extintas:

  1. o “Reunion Solitaire”, extinto em 1746
  2. e o “Rodrigues Solitaire” (em 1790), cujo nome científico é Pezophaps solitaria e está representado no selo abaixo, emitido uma série de 15 selos regulares de 16/03/1965, com valor facial de 2,50 Rúpias (Scott: 288).

Roelandt Savery pintou o dodô várias vezes: Berlim (1626), Viena (1628), Haia, Estugarda e Londres (Zoological Society e British Museum), Oxford e Harlem.

Na biblioteca do último imperador da Áustria, existe um desenho atribuído a Hoefnagel que se pensa datar de 1620, feito a partir de animais do aviário do imperador...

Justamente pelo dodô ter algumas dessas características: não poder voar, ser uma ave desajeitada e possuir grande quantidade de carne, é que diversos marinheiros, ao passarem próximos a essas ilhas, abatiam diversos animais com o intuito de se alimentarem...

Os holandeses utilizavam o pássaro para se alimentar porque não havia outro tipo de comida, mas é dito que o sabor era muito ruim, com excessão do peito...

Outros fatores que levaram a rápida extinção do pássaro foram: os porcos e os gatos deixados na ilha pelos portugueses, tinham como alimentação natural o dodô e, também, os macacos trazidos à ilha, desde Java, pelos marinheiros holandeses, alimentavam-se dos ovos de dodô...

Notícias de que haviam dodôs nas Ilhas Maurício por volta de 1990, levaram William J. Gibbons a promover expedições a procura deles, entretanto nenhum foi encontrado... Hoje, o Dodô é a ave nacional da República de Maurício.

Mas a tragédia ainda não terminou... pois a extinção de uma espécie não se dá sem efeitos nocivos sobre outras espécies... O dodô se alimentava do fruto de uma árvore chamada “Calvária”, a qual está prestes a desaparecer também!

A “Calvária” (ou Calvary em inglês), cujas sementes alimentavam o dodô, só conseguia germinar depois que a ave “gastasse” a grossa casca de sua semente. Hoje, não sei ao certo, parece que existem apenas 13 árvores dessas no mundo.

Elas são chamadas formalmente de Calvaria Major, cujo nome científico é Sideroxylon grandiflorum. Também chamadas de Ambalacoque ou árvore dodô (dodo tree), as que ainda resistem têm mais de 300 anos de idade. Sem o dodô e, se não for feito nada a respeito, a “Calvária” poderá desaparecer para sempre...

Abaixo (do lado esquerdo da tela), selo de Cuba emitido em 28/08/1974 (Scott: 1914) que compreende uma série de 5 valores sobre Pássaros Extintos (Fauna Extinguida): 1c Dodô / Dodo (Raphus cucullatus), 3c Arara de Cuba / Cuban Macaw (Ara cubensis), 8c Pomba Migratória / Passenger Pigeon (Ectopistes migratorius), 10c Moa / Giant Moa (Dinornis maximus) e 13c Grande Alca / Great Auk (Pinguinus impennis).

Do lado direito, uma folhinha com 20 selos da Micronésia datada de 24/05/1999 (Scott: 347h), mostra animais ameaçados de extinção (como baleia, elefante, guepardo, rinoceronte), animais extintos (dodô, zebra-cuaga) e animais pré-históricos (dinossauros), emitida em comemoração ao Dia da Terra, comemorado no dia 22 de Abril.


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CURIOSIDADE

Erro Filatélico

Penso que o selo regular abaixo, com valor facial de 12c, emitido em 01/07/1950, seja o primeiro a ilustrar o dodô. Ele mostra o retrato do Rei George VI e um dodô desenhado sobre o mapa da Ilha Maurício. Observe as coordenadas geográficas impressas no selo: Latitude 21 graus e 10 minutos e Longitude 57 graus e 30 minutos.

Já no selo abaixo, de 1954 (a segunda emissão; Scott: 261), com valor facial de 60c, a mesma Latitude foi grafada 20 graus e 10 minutos. Portanto, foi corrigida, uma vez que a linha Paralela passa nos 20 graus. O selo mostra o retrato da Rainha Elizabete II e igualmente o dodô desenhado sobre o mapa da ilha.

Latitude de 21 graus (ERRADA) no selo de 1950.
Latitude de 20 graus (CORRETA) no selo de 1954.
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OUTRAS EMISSÕES FILATÉLICAS DE MAURÍCIO

Em 28/05/1964, selo regular com nova filigrana no selo de 1954 (imagem não disponível). Abaixo, nova série de 15 selos regulares sobre pássaros de Maurício, emitida em 16/03/1965; abaixo, um deles (Scott: 287), com valor facial de 1 rúpia mauriciana.

A mesma série de 15 selos regulares acima (1965), foi emitida novamente em 01/09/1967, com sobrecarga “SELF GOVERNMENT 1967”. Entre eles, o Dodô e o Rodrigues Solitaire.

Abaixo (lado direito), uma série de 6 valores foi emitida em comemoração a Independência das Ilhas Maurício, ocorrida em 12/03/1968; 3 deles mostram um dodô emergindo de um ovo ao lado do Brasão de Armas do país; abaixo um dos selos (Scott: 322), com valor facial de 3c.

Lado esquerdo, nova série de selos regulares foi emitida em 12/07/1968 (abaixo, um deles – Scott: 332), com valor facial de 1R; com o mesmo desenho dos selos de 1964, só que desta vez com nova impressão de cor sob 6 valores faciais, apenas.

Selo de 1978 (Scott: 464c), emitido em comemoração aos 25 anos de aniversário da coroação da Rainha Elizabete II. A série compreende 3 valores, um com a estátua de Dodô (abaixo, lado esquerdo da tela) e os outros dois mostram o antílope de Bohun e a rainha.

Do lado direito, selo sobre selo de 27/08/1979 (Scott: 485), com valor facial de 2R, também emitido em uma série de 3 valores faciais, em comemoração ao aniversário de 100 anos da morte de Sir Rowland Hill (1795-1879) e aos 25 anos do selo regular de 1954.

Abaixo, do lado direito da tela, selo emitido em 29/10/1992 (Scott: 761) que mostra uma moeda dourada com o dodô e compreende uma série de 4 valores emitida em homenagem ao Jubileu de Prata do Banco das Maurícias.

Do lado esquerdo, selo de 09/06/1997 (Scott: 844), com valor facial de 6R, emitido em uma série de 5 valores sobre a História de Maurício; ele mostra um esqueleto de dodô e George Clark – professor e naturalista de Maurício. Clark passou vários anos procurando ossos de dodô. Em setembro de 1865, em Mare aux Songes, ele encontrou ossos o suficiente para montar um esqueleto de dodô completo – que se encontra no Museu Britânico.

Em 18/06/1999, foi emitida uma série de quatro valores com pinturas de artistas locais “Local Artists”. O envelope de primeiro dia de circulação oficial (FDC – First Day Cover) mostra a reprodução da obra “O dodô azul” (Le dodo bleu), pintada por Malcolm de Chazal.

Os 4 selos do FDC ilustram: $1 (“Washer Women”, by Hervé Masson), $3 (“The Casino”, by Gaétan de Rosnay), $4 (“The Four Elements”, by Andrée Poilly) e $6 (“Leaving Church Service”, by Xavier Le Juge de Segrais).

Fontes de pesquisa utilizadas para esta página:
http://people.zeelandnet.nl/acoomens/dodo.htm
http://arthistory.heindorffhus.dk/index.html (frame-Mauritius.htm)
www.mauritius.net
www.pibburns.com/cryptost/dodo.htm
www.birdtheme.org
www.bird-stamps.org

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Última atualização: 06/07/2013.
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