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Mapas Antigos

Mapas das Américas

Aviso: Todas as imagens desta página foram copiadas da internet, como sítios de Bibliotecas, por exemplo, com a intenção de aprender mais sobre a África e compartilhar com os internautas interessados... Inicialmente, a pesquisa que fiz foi referente às girafas identificadas em mapas antigos do Continente Africano, claro. Mas com isso também aprendi outras curiosidades, como antigos reinos que existiram na África...

Não se separa os conceitos de cultura e civilização. Nos livros de História de nossas escolas atuais, somos capazes de ler sobre a civilização egípcia – que uma certa historiografia ocidental nos fez esquecer que ela também é africana... Em contrapartida, por exemplo, é pouco provável vermos nos compêndios escolares algo como a Civilização Shona...

Não apenas as girafas me fascinam... Fico encantado e seduzido quando vejo mapas cartográficos, principalmente os antigos; também sinto grande atração, até deslumbramento pela cronologia da história africana... Tudo isso me atrai irresistivelmente ao ponto de reproduzir imagens da internet...

Portanto, não sei se eu posso utilizar estas imagens ou se teria que ter algum termo de autorização para poder publicá-las nesta página. Já li que obras com mais de cinquenta anos tornam-se de domínio público. De qualquer forma, penso e me prevaleço de meu objetivo e propósito inicial. Quero alcançar maior conhecimento nesta área e espero não causar nenhum problema com isso...

A cartografia se subdivide em: Cartografia Sistemática – ligada ao mapeamento topográfico (consiste na representação do espaço territorial de um país por meio de cartas em diversas escalas, e para fins diversos, gerais ou específicos, segundo planos, normas e padrões estabelecidos), Cartografia Temática – ligada a comunicação cartográfica (consiste na parte da cartografia que se ocupa do planejamento, execução e impressão de mapas temáticos); e Cartografia Digital – ligada a visualização cartográfica (consiste em processo que pressupõe o uso de computadores em projetos nas áreas mecânica, civil e cartográfica e em outras atividades, incluindo funções de display gráfico interativo, cálculos geométricos e processamento limitado de atributos alfanuméricos). Teixeira e Christo-Foletti, 1997.


O Mapa-múndi genovês de 1457

Título – Mapa-múndi genovês (Genoese World Map)
Data – 1457 | Autor – desconhecido
Localização – Biblioteca Nacional Central, FlorençaItália.
Descrição – Mapa da Idade Média – Portolano, carta marítima, com escala.

O mapa-múndi é um mapa da superfície do globo terrestre em sua totalidade. Um claro “S” está identificado no mapa-múndi genovês, de 1457, nos lagos onde o rio Nilo tem seu curso, assim como as informações de Alpin [2, p. 78]... A criatura voadora de cores vermelha e verde tem uma longa e estreita língua, uma crista dupla na cabeça, duas asas, duas pernas e um longo rabo... Cardanel (citado por Topsell) disse que os répteis voadores que ele observou eram muito coloridos... Existe claramente identificado uma girafa e um elefante presentes no mapa da Etiópia... A girafa é bem colorida, marrom e com manchas, e o elefante é cinza. O etíope é preto. Existem um mamífero e um réptil não identificados... O mapa colorido é um portolano sobre couro de cabra...


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Além do desenho medieval mostrar as míticas Gog e Magog (tribos perigosas localizadas no norte da Ásia, identificadas por Alexandre, o Grande), o mapa genovês também contém um grande número de desenhos de interesse zoológico: elefante, camelo, leão, macacos, girafa, dragão e crocodilo aparecem na região da Etiópia; grifo ou abutre-negro, leopardo, boi e urso-polar aparecem nas regiões do Paleártico; e cobra e cegonhas aparecem na região oriental...

Esta é a primeira vez que uma girafa foi bem desenhada (de forma bastante definida) em um mapa da África, embora Camelopardalis tenha aparecido muito antes, na mesma área do mapa de Ebstorf (224)... Camelopardalis era o nome como se conhecia as girafas, todavia, foram mostradas como um animal de quatro patas e, normalmente, de pescoço curto. Girafas têm sido desenhadas perfeitamente desde o século III antes de Cristo...

Abaixo (do lado esquerdo da tela), mapa sem ilustrações da mesma área para melhor visualização. Do lado direito, parte ampliada do mapa para melhor visualização da girafa.

O Mapa genovês, com texto em inglês, da "Encyclopedia Britannica", Volume XVII, New York, 1911.
Mapa genovês, com texto em inglês, da “Encyclopedia Britannica”, Volume XVII, New York, 1911.
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O Mapa-múndi de Verbiest, cerca de 1674 – The Verbiest Map of the World, c.1674

O Mapa-múndi de Verbiest é o nome dado ao mapa criado pelo cientista Ferdinand Verbiest (1623-1688), um padre jesuíta flamengo que ingressou na ordem jesuíta em 1641 e viajou para Macau em 1659, onde estudou chinês e confucionismo. Ele trabalhou na China durante a Dinastia Qing, a partir de 1674 até sua morte... O mapa segue um precedente histórico distinto... Acredita-se ter sido desenhado para o Imperador K’ang-hsi ou a um alto funcionário da corte do imperador chinês, entre 1665 e 1688.

Verbiest foi um polímata (aquele que aprendeu muito), conhecido por este mapa-múndi chinês, um calendário chinês revisado e obras bilíngues de astronomia em chinês e latim. Para o imperador, a cartografia foi uma expressão significativa do seu controle sobre as regiões sob o domínio imperial. Contra as tradições da cartografia ocidental, centrado na Europa, sua obra “Kunyu Quantu” (mapa-múndi), deferida para convenções locais, coloca a China no centro simbólico, rodeada de países que poderiam ser entendidos como estados tributários...

Na verdade são dois mapas que representam os Hemisférios Oriental e Ocidental feitos em gravura de seda, cada um dos Hemisférios tem cerca de seis metros quadrados (183 cm). Este mapa único incorpora o texto chinês com conhecimentos cartográficos europeus do mundo naquela época... O mapa de Verbiest foi originado de mapas chineses e holandeses, mas ele o apresentou ao mundo em um formato adequado para o público chinês.

As imagens abaixo mostram o mapa-múndi completo (Kunyu Quantu), em dois Hemisférios, de Ferdinand Verbiest (1674) e, ao lado, apenas um dos hemisférios, o Hemisfério Leste, onde aparece uma girafa entre outros animais...

Nota: O mapa “Kunyu Wanguo Quantu” (mapa de meríade dos países do mundo), primeiro mapa-múndi chinês feito ao estilo europeu e primeiro a mostrar o Continente Americano foi feito originalmente em 1602, por Matteo Ricci, primeiro dos cartógrafos jesuítas na China, que lá chegou em 1583.

A Cartografia tem sido há muito tempo uma ciência chinesa, mas com a vinda dos jesuítas europeus, os chineses começaram a incorporar conceitos ocidentais da cartografia em seu conhecimento detalhado... No mapa de Verbiest, painéis de caracteres chineses oferecem informações geográficas e mesmo nomes de lugares não chineses são escritos em caracteres chineses, quer como conversões fonéticas ou por tradução, o significado do nome.

Animais exóticos e aves aparecem, alguns perdidos, como a girafa azul na Antártida e o pássaro-do-paraíso colocado no continente australiano. Outros reais ou mitológicos animais são ilustrados, como os macacos-do-himalaia, um dragão, um unicórnio e um pássaro parecendo um dodo azul...

O Mapa-múndi de Verbiest é um material cartográfico, datado de 1674, que pertence a centenária Livraria Nacional da Austrália (1901). Doação do sinologista australiano William Hardy Wilson, que o havia comprado em Pequim, em 1921, e o ofereceu a National Library of Australia, em 1949.

MAP RM 3499/1-2 Held in Pictures Section Stacks, Row 46. Part 1 and Part 2. Detail The Verbiest Map c.1674
www.nla.gov.au/anniversary/pages/text.html#verbiest
www.nla.gov.au/pub/nlanews/1991/sep91/story-2.pdf

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OUTROS MAPAS ANTIGOS DA ÁFRICA

África Tábula Nova (1579). Título – Africae Tabula Nova
Publicado na Antuérpia, Data – 1570
Autor – Abraham Ortelius (1527-1598)
Localização – Biblioteca Alberto I, Bruxelas...?
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Negrolândia e Guiné – Herman Moll, 1736

Título – Negroland and Guinea with the European Settlements, Explaining what belongs to England, Holland, Denmark, etc.
Negrolândia e Guiné com os protetorados europeus, explicando o que pertencia a Inglaterra, Holanda, Dinamarca etc.
Data – 1736 | Autor – Herman Moll (geógrafo)
Localização – Extraído do site Map Mogul Ltd., Londres – Reino Unido. Impresso e vendido por T. Bowles.

Um atrativo e bem desenhado mapa do oeste da África, do Atlas Menor de Herman Moll. O mapa em quatro cores mostra a área da Guiné Francesa, Serra Leoa, Libéria, Costa do Marfim, Ghana, Togo, Nigéria etc. Os rios são nomeados, assim como as cidades e ilhas.


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Império de Monomotapa e Estados Vizinhos – Jacques Nicolas Bellin, 1750

Título – Império de Monomotapa e Estados Vizinhos
Data – 1750 | Autor – Jacques Nicolas Bellin
Localização – Extraído do sítio Map Mogul Ltd., Londres – Reino Unido.
Com tira de M. Delisle e autros autores.


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Na região do Zimbábue, entre 1400 e 1800, surge o Reino do Monomotapa... Houve um o Rei Monomotapa, em 1531, que mantinha minas de ouro, na costa oriental africana, localizado ao sul do rio Zambeze... Toda a região compreendia além do reino de Monomatapa, os reinados de Chikanga, Mauruca, Mongas, Sabia e de Sacombe, entre outros, também as terras do rei Biri etc.

A narração “Mhondoro do Mutota” que conta a origem das migrações e do Monomotapa.

De acordo com nossos ancestrais, tudo se passou como se segue... Houve uma grande quantidade de guerras à Guruuswa (Gunuvutwa) e, uma falta crônica de sal. Mutota enviou um mensageiro pessoal, chamado Nyakatonje (do muputo “totem” shumba) procurar novas minas de sal.

Ele dirigiu-se em direção ao norte, atravessou as montanhas mavuradonha entre os Dande e atravessou o rio Mukumbura, chegando finalmente no país Chedima, ao sul do Zambeze e a oeste do atual Tete (Moçambique). Localizou uma grande quantidade de minas de sal (mapare) sob o controle do Mhondoro Chivere; depois de oferecer presentes ao soberano local, Nyakatonje ganha um bloco de sal e uma mensagem, para levar ao Mutota: “Chiregerai Kudya matuzvi embudzi” (pare agora de comer fezes de cabras). Tal mensagem foi transmitida ao povo do mambo-chefe que não mais extraiu o sal das fezes de cabra senão em caso de urgência (ENCARNAÇÃO, 1995, p.232-233).

A gênese da expansão das linhagens aristocráticas shona em direção ao norte do planalto e a emergência da dinastia Monomotapa em meados do século XV. A desagregação do Império do Grande Zimbábue deveu-se a um conjunto de fatores tais como esgotamento ecológico, lutas internas entre os grupos, lutas de aristocratas regionais para escapar aos tributos facilitadas pelas dificuldades de controle em razão das grandes distâncias e da concorrência árabe ao norte, seriam estes os fatores correlativos para a falência desta formação social.

O Estado shona, ou Estados shona depois de sua divisão, portanto, já no contato com os portugueses, momento final de desagregação do antigo império e cobrindo a atuação dos dois blocos: Chamgamine e Monomotapa. No século XVII, quando Moçambique foi oficialmente declarado uma colônia, o comércio português de escravos destruiu o Império Monomotapa, o mais poderoso estado Banto da região.

Menções:

O relato sobre o reinado do Monomotapa é feito por diferentes cronistas. Camões, por exemplo, se refere a ele como um império de “selvática gente negra e nua”. João de Barros descreve, em detalhes, esse reino vinculando-o ao mito do Preste João, ou seja, da localização do paraíso terrestre no interior do continente africano, num reinado exótico e fabulosamente rico, habitados por gentes nobres e negras, defendido por Amazonas – às quais De Bry, na gravura intitulada As Amazonas do Monomotapa, de 1597, representou como mulheres brancas, nuas, com longos cabelos lisos e loiros.

Vários cronistas, além de João de Barros (Panegírico da Infanta D. Maria), mencionam o mito do Preste João e o reino de um grande imperador (o Monomotapa). Sua fama leva o filósofo Diderot, dois séculos após, a escrever um verbete na Enciclopédia sobre o assunto...

Para ir além: Dissertação de doutorado – “Genèse et structure des royaumes Zimbabwé-Monomotapa: organization économique, état et symbolique dans les sociétés shonas”, de José A. Orta da Encarnação (1995).

“António Fernandes, carpinteiro de naus abandonado na África, garimpou para os portugueses informações valiosas sobre o reino de Monomotapa, riquíssimo em metais preciosos, no interior do continente africano (onde hoje ficam o Zimbábue e Moçambique). Explorou toda a região e morreu por lá mesmo, tratado como um pequeno deus pelas populações locais.” De Fernão Lopes de Castanheda, cronista dos descobrimentos portugueses.
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Aegyptus Antiqua – Tranquillo Mollo, 1809

Título – Aegyptus Antiqua, Libicus Nomus – Marmarica (Marmarika) e Cirenaica (Cyrenaica)
Data – 1809 | Autor – Tranquillo Mollo
Localização – Extraído do site Map Mogul Ltd., Londres – Reino Unido.
Publicação – Atlas Orbis Antiqui Totius, J. Dirwaldt, Viena.
Descrição – Um desenho da costa leste mediterrânea da África, também chamada de áreas tribais.


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Abaixo, um mapa moderno com a localização de Cirenaica e Marmarica, na atual Líbia.

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A CRONOLOGIA DA HISTÓRIA AFRICANA PODE TER A SEGUINTE COMPOSIÇÃO:

10.000 anos antes de Cristo – Aparecimento do Homo Sapiens na África
5000 a.C. – Agricultura e criação no Vale do Nilo
3100 a.C. – Os Faraós unificam o Estado Egípcio
2250 a.C. – O Estado Kerma governa a Antiga Núbia no Sudão
1570 a.C. – As dinastias Egípcias colonizam o Núbia
1100 a 500 a.C. – Os Estados Kushes e Napatos se estabelecem no Sudão
814 a.C. – Fenícios fundaram a Capital em Cartago
760 a.C. – Os Estados Kushes da Núbia governam o Egito
500 a.C. – A tecnologia do Ferro é introduzida no Egito pelos invasores Assírios
400 a.C. – Reinos Núbios
450 a.C. – Civilização Nok na África Ocidental
332 a.C. – Os Gregos invadem o Egito
40 a.C. – Os Romanos invadem o Egito
0 – Início do esplendor dos Reinos Axum na África Oriental
639 – Expansão Islâmica no Norte Africano
700 – Data aproximada da construção do Zimbábue
1076 – Ocupação de Gana pelos Almoravides
1200 – Fundação do Império Monomotapa na África Austral
1235 – Início do Império do Mali
1240 – Fundação do Reino do Congo
1400 – Início do Império Songai
1415 – Os Portugueses vencem os Mouros e tomam Ceuta no Norte Africano
1420 – Fundação do Reino Luba na região do Rio Congo
1445 – A presença constante de mercantes portugueses no Rio Senegal
1456 – Estabelecimento do tratado comercial entre Reinos da África Ocidental e os Portugueses
1475 – Tratado de Alcáçovas entre Espanhóis e Portugueses que permitem aos Portugueses a introdução de escravizados Africanos na Espanha
1484 – Chegada dos Portugueses ao Congo
1484 – Conversão do Rei do Congo ao Catolicismo (o Catolicismo já havia penetrado na Etiópia 400 anos antes)
1591 – Destruição do Império Songai
1575 – Portugueses invadem Angola transformando o Reino em Colônia
1630 – O Reino do Congo é dominado pelos Portugueses
1795 – Chegada dos Ingleses como invasores e colonizadores na África do Sul
1808 – Início das Campanhas Militares de Chaka-Zulu
1884-1885 – Consolidação do Domínio Europeu na África...

Nota: Os elementos cartográficos (cartografia) de uma coleção pode ser organizada nos seguintes eixos temáticos: mapas antigos, expedições, meio ambiente, redes de transportes e de telecomunicações, migrações e etnia etc.

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Última atualização: 17/07/2013.
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