Zoológicos do Arizona (AZ)

Dialeto dos índios Papayo: aleh + zon (pequena fonte).

Litchfield Park – Phoenix – Tucson

Wildlife World Zoo (localizado em Litchfield Park)
The Phoenix Zoo (localizado em Phoenix)
Arizona Sonora Desert Museum (localizado em Tucson)
Reid Park Zoo (localizado em Tucson)


Abaixo, uma maravilhosa matéria (reduzida) que foi copiada do site Brinquedos de Faroeste: http://www.brinquedos.faroeste.nom.br/

22/12/07: Pedido. Olá Marcos Guazzelli (mguazzelli@uol.com.br)! Visitei o seu site e fiquei encantado especialmente com uma matéria: Enciclopédia do Forte Apache – Volume I. Parabéns pelo trabalho e, sobretudo, divulgação aos interessados... Como para mim sempre foi muito difícil entender as séries de Zoológicos da Gulliver e suas respectivas datas de lançamento, paralelamente sempre pesquisei na internet... Assim, no final de novembro de 2007, em seu site, encontrei esta matéria que me serviu de base para a minha coleção... Com ela aprendi o significado da palavra “Apache”, a história desse brinquedo e muito mais além de meu interesse: Zoológico da Gulliver... Gostaria de sua permissão para a reprodução desse texto... na verdade, parte dele pois ele é muito explicativo e eu queria reproduzir o que julgo essencial na história da empresa... claro que com divulgação de seu site e devidos créditos... Bem, agradeço pelo aprendizado e parabéns novamente.

27/12/07: O seu site é impressionante, muita informação. O primeiro Zoológico que vc mostra no site é o da Gulliver, da década de 70. Foi este que tive enquanto criança (foto). Desconheço que a Casablanca tenha lançado o conjunto zoológico mas, enfim, sempre podemos ter surpresas. Abraços Sergio. Fique à vontade para usar o texto.

12/07/08: Lembra d'eu? Estava pensando que vc tem muito mais contato com o pessoal que coleciona Gulliver... talvez vc possa me ajudar em encontrar alguém que queira vender o zoológico da Gulliver... Sonho em ter novamente esse brinquedo... mas é difícil... Marcos, qualquer notícia sobre o zoológico da Gulliver, por favor, gostaria que vc me informasse... ok?! Grande abraço e inté.

13/07/08: Sergio, o melhor a fazer é ficar de olho no mercado livre. As partes do zoológico vão aparecendo, e vc tem que comprar e ir montando. Só conheço uma pessoa que tem um completo na caixa, mas não vende por nada. Abraços.


ENCICLOPÉDIA DO FORTE APACHE – VOLUME I

Os brinquedos fazem parte do cotidiano das pessoas há milênios, desde os mais rudimentares de pedra e ossos, até os modernos brinquedos eletrônicos. Neste tempo todo, muitos brinquedos fizeram sucesso, e marcaram definitivamente a memória de quem teve oportunidade de brincar com eles.

Não muitos brinquedos, no entanto, marcaram gerações inteiras e se tornaram ícones de uma época. É para homenagear um representante deste seleto grupo de brinquedos – o Forte Apache – que escrevemos este texto.

CONSIDERAÇÕES INTRODUTÓRIAS

Antes de iniciarmos este texto, algumas considerações introdutórias se fazem necessárias:

– A denominação “enciclopédia” pode levar o leitor a acreditar que está diante de um conjunto de verbetes sobre o tema Forte Apache, organizados alfabeticamente. Na verdade, a denominação “enciclopédia” está posta apenas no sentido de indicar a profundidade com que o texto pretende abordar o tema.

– O termo “Forte Apache” foi criado, originalmente, para identificar um determinado brinquedo. Contudo, ao longo do tempo, passou a ser utilizado genericamente para identificar todo o conjunto de brinquedos dedicados ao tema faroeste, tais como fazendas, cidades, etc. Este texto, contudo, é dedicado exclusivamente ao brinquedo Forte Apache original produzido no Brasil, e não aos demais brinquedos integrantes da linha faroeste, que serão abordados em textos futuros.

– Diversas fábricas produziram brinquedos de faroeste no Brasil (Estrela, Trol, Comanche, Viocema, Educa, Papae Noel, etc.). Este texto aborda os produtos fabricados pela Casablanca e pela Gulliver

– Este texto é produto do trabalho e da paixão de um grupo de colecionadores de Forte Apache, identificados ao final como autores. Contêm as informações que os colecionadores acumularam ao longo dos anos dedicados ao hobby de colecionar brinquedos. O texto não é fruto de uma pesquisa científica em moldes tradicionais. Não há obras na literatura Brasileira a respeito do tema, lamentavelmente. Desta forma, o texto não tem a pretensão de completude e nem de verdade absoluta. Temos a consciência de que se trata de um trabalho introdutório no tema. Que sirva de estímulo para que mais pessoas se interessem pelo colecionismo de brinquedos, e que mais textos sejam produzidos sobre o assunto. Críticas e retificações sugeridas por leitores serão sempre bem recebidas.

CONTEXTO HISTÓRICO

Abordaremos aqui apenas algumas informações elementares para contextualizar o Forte Apache na história do oeste americano.

O principal cenário dos combates entre os Apaches e o Governo dos Estados Unidos era o Estado do Arizona (então território). Neste Estado, três fortes faziam a linha de frente no combate aos Apaches:

– Forte Whipple
– Forte Verde
– Forte Apache

Os três fortes eram ligados por uma estrada denominada “Crooks’s Trail” em referência ao General Crook, por duas oportunidades comandante máximo do exército naquela região. O Forte Apache foi ativado em 16/05/1870 (teve outros nomes antes de se chamar “Apache”) e desativado em 1924. Ao longo de seus 54 anos de atividade foi um forte onde se deu pouca ação, e sem nenhum fator de destaque especial na história geral da conquista do oeste.

Era um forte sem paliçadas, como a maioria dos fortes do velho oeste. Devido à sua localização geográfica, o Forte Apache possuía uma proteção natural representada por um rio e um pequeno vale, difícil de atravessar, que passavam em torno de uma boa parte do forte. Afora isto, era um conjunto de casas de oficiais de um lado (officers’ row) e alojamentos de soldados, sargentos e cabos do outro, construídos em torno de um pátio de manobras denominado “parade ground”.

Atualmente o Forte Apache fica na reserva onde vivem parte dos remanescentes dos Apaches, e é aberto à visitação. Nele restam, basicamente, as casas dos oficiais e o “parade ground”. No local onde ficavam os alojamentos de soldados foram construídos prédios que abrigam uma escola.

O COMEÇO DA MÍSTICA

Em 1948, o diretor John Ford decidiu filmar uma trilogia em homenagem à cavalaria do exército dos Estados Unidos, e seu papel na conquista do oeste. Por razões que nos são desconhecidas, decidiu dar ao primeiro dos três filmes o título de “Fort Apache”. Evidentemente, a ação se passava em um hipotético Forte Apache.

O filme foi rodado no magnífico Monument Valley, que fica na divisa dos estados de Utah e Arizona, uns 500 quilômetros ao norte de onde ficava o Forte Apache original.

O filme foi um sucesso, é considerado um clássico, consagrou John Ford, ajudou a projetar a carreira de John Wayne, e até hoje é assistido por muitos em DVD e VHS. Evidentemente, o Forte Apache virou moda. O ator principal do filme era Henri Fonda.

Logo no início dos anos 50, a televisão americana lançou a série Rin Tin Tin, um sucesso que seria produzido ao longo de 5 anos, e que seria exibido nas televisões do mundo todo por décadas.

O cenário de Rin Tin Tin era o Forte Apache. Parece claro que a opção por passar a ação no Forte Apache ocorreu para pegar carona no sucesso do filme de John Ford. Rin Tin Tin foi fundamental para impulsionar e eternizar na memória das crianças a mística do Forte Apache. O forte da série possuía paliçadas e é desta forma que iria fazer sucesso no mundo dos brinquedos.

Homens que viveram sua infância nos anos 60 sabem que as ruas ficavam desertas de meninos durante a hora em que o seriado passava na TV. Nos anos 70, Rin Tin Tin ainda foi bastante popular no Brasil. O declínio da popularidade do seriado ocorreu nos anos 80. Atualmente, pode ser visto esporadicamente em canais da TV a cabo, ou em vídeo.

Além da série Rin Tin Tin, muitos filmes de faroeste passavam nos cinemas e na TV, estimulando a imaginação da criançada. Isto sem falar nas dezenas de gibis do tema faroeste que circulavam nas bancas de revista da época, muitos deles editados no Brasil pela saudosa EBAL de Adolfo Aizen, de grandes recordações. A RGE de Roberto Marinho também era forte na linha de gibis de faroeste.

A ESTRÉIA NO MUNDO DOS BRINQUEDOS

Como uma coisa puxa a outra no mundo dos negócios, em 1952 a empresa americana Marx lançou o Forte Apache de brinquedo no mercado americano. Era o auge de Rin Tin Tin. Foi um estouro.

A Marx produziu modelos de plástico e de lata, mas nunca de madeira. As figuras que acompanhavam o Forte Apache da Marx eram sempre na cor do plástico, jamais pintadas a mão. O forte era um conjunto de paliçadas encaixáveis, inspirado na série de TV. Poucos se preocupavam se o Forte Apache verdadeiro/histórico não possuía paliçadas.

Calcula-se que tenham sido vendidas em torno de 50 milhões (isto mesmo) de unidades de Forte Apache no mercado americano. Diziam que não era possível reabastecer as prateleiras das lojas na mesma velocidade em que os consumidores adquiriam o produto nos anos 50, 60 e 70.

Hoje, o Forte apache não é mais produzido regularmente nos Estados Unidos, mas, de tempos em tempos, é lançada uma série especial para colecionadores.

O brinquedo Forte Apache foi, e ainda é, produzido no mundo inteiro. Conhecemos fortes mexicanos, argentinos, ingleses, espanhóis, alemães e italianos, entre outros. Em alguns locais a denominação apache foi mantida. Na maioria das vezes, os fortes ganharam outros nomes como: Fort Worth, Fort Texas, Fort Cheyenne, Fort Cherokee, Fort Custer, Fort Oklahoma, Fort Grant, Fort Federal, etc.

O FORTE APACHE NO BRASIL

No Brasil o Forte Apache foi lançado em 1964 pela empresa Casablanca. A Casablanca foi fundada pelo imigrante espanhol Mariano Lavin Ortiz, que aportou em terras Brasileiras em 1959. Antes disto, o Sr. Lavin já possuía uma fábrica de brinquedos na cidade de Madri, e já havia lançado o Forte Apache em terras espanholas.

A Casablanca foi instalada em um prédio de esquina, na Rua Madre de Deus, 627, em São Paulo – SP. Abaixo, uma foto (362013665) do estado atual do prédio onde funcionava a Casablanca, tirada em janeiro de 2005...

Poucas informações, ou quase nenhuma, restaram sobre a Casablanca. Jamais obtivemos, por exemplo, um catálogo da Casablanca, ou qualquer outro material escrito sobre a empresa, que fosse usado na divulgação de seus produtos para os lojistas. Assim, quase tudo o que está escrito aqui se baseia em fragmentos de memórias de infância dos colecionadores. Algumas informações sobre a Casablanca:

– Produziu o Forte Apache de 1964 a 1969, quando parou de atuar. Na verdade, ninguém sabe o que aconteceu com a Casablanca, e as razões pelas quais saiu do mercado.

No final de 1969 foi construída em São Caetano do Sul a Gulliver, que pertence à mesma família (filhos do Sr. Mariano) proprietária da Casablanca, e deu continuidade à produção do Forte Apache no Brasil. Mas o fim da Casablanca permanece um mistério para os colecionadores...

– Há uma tese relativamente corrente de que a Casablanca teria sido destruída por um incêndio. Pesquisamos nos arquivos da Folha de São Paulo, e não havia nenhuma notícia sobre a ocorrência deste sinistro. Partimos então para visitas a antigos moradores da vizinhança da Casablanca. Muitos se lembram da fábrica, se lembram dos produtos, mas nenhum se lembra da ocorrência de um incêndio, fato que teria com certeza marcado suas memórias. O estado atual do prédio onde funcionava a Casablanca também evidencia que não houve destruição por fogo. Desta forma, o mistério persistirá – o que ocasionou o fim da Casablanca?

– Até onde sabemos, a Casablanca nunca desenvolveu figuras próprias. Todas as suas figuras de faroeste eram baseadas em figuras de fábricas estrangeiras, tais como Elastolin, Reamsa, Jecsan, Comansi, entre outras tantas...

– O processo de produção de figuras era interessante... As figuras eram produzidas/injetadas nas instalações da Casablanca, e distribuídas para moradores da região (basicamente senhoras e, às vezes, famílias inteiras) que se encarregavam da pintura. Essas senhoras não eram muito familiarizadas com faroeste e, no início, as figuras da Casablanca possuíam pinturas um pouco atípicas para o “velho oeste”. Posteriormente, as figuras eram recolhidas para que, na fábrica, fossem embaladas junto com os demais componentes dos conjuntos...

– Não sabemos quantas unidades de Forte Apache foram vendidas na época da Casablanca, mas é certo que o brinquedo foi um sucesso, transformou uma empresa iniciante num dos maiores fabricantes de brinquedo do Brasil, e levou-a a incomodar os líderes do mercado na época, como a Estrela...

– O Forte Apache da Casablanca foi o precursor de uma linha que se completou com: Caravana, Fazenda Ponderosa, Acampamento Apache e Virgínia City...

– A Casablanca era a patrocinadora do Programa do Tio Molina que passava na Bandeirantes, e que tinha como assistente de palco Claudete Troiano em início de carreira. Os sets da Casablanca ficavam montados no estúdio, e os apresentadores faziam comentários sobre os brinquedos. Já tentamos contato com a Bandeirantes, e com a própria Claudete Troiano, na esperança de obter fitas sobreviventes do programa, mas sem sucesso...

– Outro programa patrocinado pela Casablanca era o Pulmann Jr. da Record. Neste eram sorteados produtos Casablanca, e os aniversariantes também ganhavam seus brinquedos...

– Os sorteios de produtos Casablanca realizados à época pelo Toddy eram um sucesso entre a garotada...

– As caixas dos sets Casablanca traziam coladas por dentro uma folha de papel amarelo onde era apresentada toda a linha de brinquedos de faroeste da marca. A Casablanca possuía uma preocupação com detalhes. Desta forma, todas as figuras, cabanas, carroças, etc. eram numeradas e identificadas pelo nome nesta folha amarela...

– Alguns sets da Casablanca tinham como ilustrador das caixas o desenhista Nelson Reis. No entanto, Nelson Reis não desenhou as ilustrações das caixas dos modelos de Forte Apache lançados pela Casablanca na década de 60...

O GRANDE FORTE APACHE CASABLANCA

1968 foi o ano do Grande Forte Apache Casablanca. A empresa estava no auge, seus produtos eram um sucesso sem precedentes, consumidos no País inteiro, ocorriam novos lançamentos, e, então, decidiu lançar o maior Forte Apache produzido no Brasil (em termos de dimensões) em todos os tempos.

O produto inovou no visual, em relação aos modelos produzidos até então, que eram praticamente os mesmos desde 1964.

Apesar de não termos conversado com nenhum representante da Casablanca a respeito disto, nos parece claro que o Grande Forte Apache foi baseado no forte que aparecia na série de TV Rin Tin Tin.

O Grande Forte Apache Casablanca teve vida curta, uma vez que as atividades da Casablanca foram encerradas em 1969. Isto, aliado ao fato de que era um brinquedo caro (consideradas suas dimensões, quantidade de figuras, etc.), fez com que não muitas unidades fossem comercializadas. Desta forma, trata-se de um dos modelos mais difíceis de se localizar para completar as coleções...

POLITICAMENTE “INCORRETO”

Vivemos a era do politicamente correto, e uma das posições contemporâneas do “corretismo” é ser anti-americanista. Este é um texto sobre brinquedos, para ser alegre e trazer boas recordações aos leitores, ou para apresentar o tema àqueles que não o conheciam.

Não é nosso propósito adentrar na controvérsia do politicamente correto. No entanto, como colecionadores de Forte Apache, já recebemos críticas por sermos entusiastas de um brinquedo que não retrata a história do Brasil, e no qual os soldados geralmente “matavam” os índios.

Os anos 60, 70 e 80 eram outros tempos, foi este o brinquedo com que crescemos brincando e que marcou toda uma geração. A preocupação era brincar e se divertir, e não iam além disso.

Alguns aspectos são interessantes de ressaltar, pois mostram como a vida era diferente em 1960, e como as preocupações foram mudando ao longo das décadas de 70. 80 e 90, como será demonstrado ao longo deste texto.

A década de 60, e também a de 70, era a época de brincar na rua, subir em árvore, cair, se machucar, etc. Não havia todas as preocupações com segurança e proteção de crianças como há hoje.

O FIM DE UMA ERA

1969 foi o ano do fim da Casablanca, no auge do seu sucesso, em circunstâncias desconhecidas, como comentado anteriormente neste texto. No mesmo ano surge a Gulliver S.A. Manufatura de Brinquedos, localizada na cidade de São Caetano do Sul.

A Gulliver dá continuidade à produção do Forte Apache e produziu, e produz, produtos de excelente qualidade como demonstrado adiante.

A mística dos produtos da Casablanca, que existia na mente dos apreciadores de Forte Apache dos anos 60, no entanto, se perdeu para sempre ou, se perdurou, foi somente na mente de quem conheceu os produtos.

OS ANOS 70, ATÉ 1977

Quem foi criança na década de 70 ainda teve oportunidade de assistir muito Rin Tin Tin, assim como Bonanza, Laredo, James West, Chaparral, Gunsmoke, entre outras tantas séries maravilhosas.

Além disso, com certeza assistiu muito filme de faroeste na Sessão da Tarde, ou Sessão das Duas. Embora já fosse raro encontrar filmes de faroeste passando nos cinemas nos anos 70, eles eram fortes na TV e, desta forma, ajudavam a manter nas crianças o desejo de possuir brinquedos ligados ao tema.

A Gulliver, fundada em 1969, continua produzindo o Forte Apache, que se mantém um brinquedo campeão de vendas ao longo da década de 70. Abaixo, a imagem (1470234336) das instalações da Gulliver em São Caetano do Sul...

A marca FORTE APACHE, no segmento de jogos, brinquedos e passatempos, está registrada no INPI em nome de Gulliver S.A. Manufatura de Brinquedos. O depósito do registro ocorreu em 21 de julho de 1971. A concessão do registro ocorreu em 25 de setembro de 1975 e a validade é 25 de setembro de 2005.

Nos anos 70 o Forte Apache era integrante da série far-west de brinquedos Gulliver.

Os modelos de Forte Apache produzidos ao longo da década de 70 eram de madeira. Não existiu Forte Apache de plástico neste período.

Nota: Ursos foram produzidos na mesma fôrma utilizada no conjunto Zoológico produzido na década de 70... Abaixo (394969349), reprodução do catálogo 1978 da Gulliver, com a imagem da Caravana. Na mesma ilustração aparecem outros brinquedos, como o Acampamento Apache e o Zoológico...

OS ANOS 1978 E 1979

A década de 70 se aproximava do seu final, e já se viviam as expectativas das mudanças que os anos 80 trariam para o mundo, para o país e para a sociedade, e as mudanças seriam grandes, incluindo, para nós, o processo de redemocratização.

Na TV os filmes de faroeste rareavam, e as antigas séries não eram mais transmitidas. Era um tempo de expectativa pelo “novo” e o faroeste, infelizmente para aqueles que o apreciam, fazia parte do “velho”. Era o tempo das discotecas, da anistia, de um novo e moderno Papa, era tempo de mudanças.

Neste contexto, a Gulliver resolveu dar uma repaginada no seu produto tradicional buscando, através de uma mudança de visual, dar uma “sacudida” em suas vendas. Mas o Forte Apache ainda era um brinquedo comercialmente forte, entre os preferidos das crianças.

A Gulliver lançou quatro modelos de Forte Apache no biênio 78/79...

DIVISOR DE ÁGUAS

A História do Forte Apache no Brasil pode ser dividida em duas metades:
– 1964 a 1979
– 1980 – atual

Evidentemente, estes períodos podem ser subdivididos. Por exemplo, o primeiro período pode ser dividido entre a fase Casablanca e a fase Gulliver. O segundo período pode ser dividido, por exemplo, entre fase madeira e fase plástico. Mas a divisão radical acontece em 1980, uma verdadeira divisão de eras, de mudanças mais radicais na linha faroeste.

Os autores deste texto são colecionadores mais antigos e, desta forma, consideram como fase de ouro do Forte Apache no Brasil o período compreendido entre 1964 e 1979.

Isto não é um demérito aos produtos que foram produzidos a partir de 1980. Com certeza, são os produtos pós 1980 que povoam as recordações de muitos jovens adultos de hoje.

Mas por quê “fase de ouro”? É difícil de explicar de forma objetiva. Tentemos dar um pouco de racionalidade a este conceito, a esta divisão (se é que é possível racionalizar):

– A popularidade do Forte Apache é bastante distinta entre as duas épocas. Uma quantidade proporcionalmente maior de crianças da geração pré 79 brincou de Forte Apache, do que da geração pós 80. Outros brinquedos tiveram muita popularidade nos anos pós 1980, tais como super heróis, playmobil, brinquedos ligados a desenhos da TV, como He Man, etc. Sem falar nos videogames. Com mais apreciadores, o brinquedo era mais vendido e podia ter mais detalhes a custo menor.;

– As figuras que acompanhavam o forte mudaram a partir de 1980. Para os autores, até 1979 havia uma riqueza maior de caracteres, de detalhes. É clara a redução de detalhes ocorrida nos “acompanhamentos” do Forte Apache pós 1980. Mas as figuras são tema para um outro volume desta enciclopédia;

– Muitos fortes produzidos no pré 79 eram mais rústicos. Até os defeitos que os fortes mais antigos pudessem ter parece que somam ao romantismo da época pioneira.

Bom, vamos em frente conhecer ou relembrar esta nova era do Forte Apache no Brasil.

No que se refere à embalagem: os fortes lançados entre 1970 e 1977 traziam a ilustração feita por Nelson Reis. Na linha 78/79 a ilustração foi substituída pela foto do menino brincando com o forte... Em 1980 as caixas voltam a trazer desenhos, produzidos por Nelson Reis...

A principal mudança que ocorreu a partir de 1980 foi nas figuras. Foram definitivamente abandonadas as figuras tradicionais pintadas à mão, que haviam acompanhado o Forte Apache desde seu lançamento em 1964. Em seu lugar entraram as figuras em fôrma Atlantic (fábrica Italiana), sem pintura, na cor do plástico...

ANOS 90 marcou o fim da “era” da madeira. Daí para frente, só foram produzidos fortes em plástico. Interessante – um modelo em plástico foi produzido na década de 60, como comentado anteriormente, e depois o plástico foi abandonado por 20 anos. Quando retornou, foi de forma definitiva e acabou de vez com a madeira...

AUTORES EM ORDEM ALFABÉTICA

Marcos de Bem Guazzelli – colecionador de Curitiba/PR
Marcos de Vasconcelos Faria – colecionador de Angra dos Reis/RJ
Wagner de Azevedo Marques – colecionador de São Paulo/SP

FONTES:

Galeria dos Brinquedos – http://www.galeriadosbrinquedos.com.br/
Gulliver S.A. Manufatura de Brinquedos – http://www.gulliver.com.br/
Nosthalgia – http://www.nosthalgia.kit.net/
Usina de Letras – http://www.usinadeletras.com.br/

Nota dos autores: Este texto foi escrito para publicação no site www.galeriadosbrinquedos.com.br, razão pela qual a “Galeria” é citada ao longo do texto. Como a “Galeria” optou por não mais publicar artigos, decidimos publicar no site www.brinquedosdefaroeste.com.br. E esperamos poder concluir os outros dois volumes que restam para completar a enciclopédia. Agosto de 2005.

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Última atualização: 14/07/2008.
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