Fundado em 1971/1972 (não tenho certeza de quando), por Francisco Luiz de Souza Corrêa Galvão, ou Chico Galvão (ex-dono, quem idealizou e dirigiu o extinto Simba Safári), o local tinha uma casa em um terreno de cem mil metros quadrados, onde viviam “soltos” várias espécies de animais selvagens...
Centro de estudos sobre o comportamento animal, onde o visitante entra em contato quase que direto com as mais diversas espécies. O Simba Safári é único parque da América do Sul que expõe animais selvagens soltos para visitação.
O Dia Internacional do Meio Ambiente, 5/06/2001, foi comemorado pelo Governo do Estado de São Paulo com a reabertura ao público do Parque Simba Safári. Rebatizado de Zôo Safári, o parque está agora sob administração da Fundação Parque Zoológico (http://www.zoologico.sp.gov.br/).
Do lado esquerdo da tela, cartão-postal usado no dia 18/02/1981, cuja verso mostra leões no Simba Safári, com a identificação no reverso: “Brasil 500-97 São Paulo, Simba Safari – Lion's Park”... Do lado direito, foto extraída do site oficial.
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— Zôo Safári (http://www.zoologico.sp.gov.br/zoosafari/)
Avenida do Cursino, 6.338 – Vila Moraes (Zona Sul), São Paulo (SP)
Horário de Funcionamento: de terça a sexta, das 10 às 16:30 hs. Sábados, domingos
e feriados, das 9 às 16:30 hs. Às terças-feiras o Safari oferece entradas gratuitas
para instituições de caridade, mediante ofício prévio. Estação São Judas do
Metrô.
Abaixo lado esquerdo da tela, lembrança do Simba Safari, em metal – promocional dos anos 60.. “Simba Safari – Parque dos Leões” (peça adquirida no ML, em 13/06/08). Do lado direito, adesivo em plástico – promocional dos anos 70 “Simba Safari – Parque dos Leões S.P.”, tamanho 17x17cm (peça adquirida no ML, em 12/11/08).
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A GIRAFA “GIFO”
Abaixo, um recorte da girafa “Gifo” ou “Gifa” – como a Revista VEJA o nomeou na matéria de 02/05/2001 (foto: Renata Ursaia).
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A girafa Gifo é um macho autenticamente brasileiro e muito dócil, única girafa do Zôo Safári. Ela é especial para mim porque foi a primeira girafa que eu tive contato manual !
Um dia, ela enfiou a cabeça dentro de meu carro e apoiou seu pescoço na porta. Babou em minha calça e me cobriu de pelos... Foi muito divertido!
Era Natal de 1998, eu tinha acabado de fazer o curso de fotografia e fui, na época, ao Simba Safári para “treinar”. Mexi em toda a sua cabeça, segurei com as duas mãos seus dois cornos e fiz muito carinho em sua garganta...
Tirei muitas fotos com a minha primeira câmera, uma Pentax K 1000 e, esse retrato abaixo, foi o melhor. Aqueles momentos foram inesquecíveis...
“Gifo”, by Sérgio Sakall, 12/1998.
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Abaixo, eu resolvi deixar registrado nesta página, através de colunas do Jornal Estadão, o que aconteceu com o Simba...
25/04/2001 – O Simba Safari – por Lívia Marra, da Folha Online: O Simba Safari, uma das principais atrações de São Paulo, fecha as portas na cidade neste fim de semana, após três décadas de funcionamento. A área será incorporada à Fundação Zoológico, que pertence ao Estado. O fechamento do Simba Safari se deve ao fim do contrato. O parque, que ocupa cerca de 100 mil metros quadrados de Mata Atlântica e abriga mais de 300 animais, pertence ao Governo do Estado, mas estava arrendado pelo empresário Francisco Luiz de Souza Corrêa Galvão.
O ESTADO DE SÃO PAULO (Terça-feira, 5 de junho de 2001 – http://www.estadao.com.br/)
SÃO PAULO RECLAMA, São Paulo Safári abre hoje: Carta n.° 12.731
O São Paulo Safári (antigo Simba) reabre hoje, administrado pela Fundação Parque Zoológico, que promoveu reformas para melhorar a condição de exposição e bem-estar dos animais e baixou os preços. Todas as espécies expostas, em maior número que antes, trazem placas com nome científico e popular, área de origem, etc. Os únicos animais não expostos, por ora, são os tigres (a área onde ficarão está em reforma).
O parque abre de quarta a domingo e aos feriados, cobrando R$ 8 (adulto) e R$ 6 (criança) pelo passeio nas kombis que circulam entre os animais, ou R$ 34 para quem usar veículo próprio (carro com 2 adultos e 3 crianças). Na área de apoio há lanchonete e balcão de algodão doce, pipoca e sorvete. Os carros passarão entre os cervos, camelos, zebras, quatis, macacos-aranha e prego, emas e pavões. Os visitantes passarão ao lado das áreas de ursos e leões, mas não poderão entrar nelas, pois a Fundação eliminou os jipes que antes passeavam entre os animais.
O período de pouco mais de um mês entre o fim da concessão anterior e a reabertura foi aproveitado para reformas que não podiam ser feitas com público. Exemplo: a separação da área das lhamas, com colocação de telas e construção de um cambiamento, pois uma delas vai ter filhote. A equipe de operação do SP Safári é quase a mesma do Simba, pois o Zoológico recontratou 31 funcionários e completou a equipe com funcionários das frentes de trabalho do governo estadual, especialmente treinados. Luiz Roberto de Souza Queiroz, assessor de imprensa do Zoológico.
– Com ref. à carta Fim do Simba (12.693, 22/5), mesmo tendo grande amizade pelo prof. André Luiz Paranhos Perondini, diretor da Fundação Parque Zoológico, não posso concordar com o simplismo de sua afirmação, dando a impressão de que, bastasse querer, seria a coisa mais fácil do mundo o Simba Safári entrar na concorrência pública a ser aberta – um dia – para exploração da área, pelo seguinte:
Pretender que o Simba Safári entre em uma licitação para reconstruir tudo o que estava pronto e funcionando, e que teve de ser 'demolido', sem que isso fosse necessário, é realmente encarar o fato com muita simplicidade. Francisco Luiz de S. C. Galvão, diretor do Simba Safári.
– Li nesta coluna, em 22/5, a carta da Fundação Zoológico sobre sua atitude de 'apagar' o Simba Safári. Primeiro, verifiquei consternado que os burocratas que lá campeiam não lêem jornal sério, já que parecem ter sido informados do descontentamento dos cidadãos apenas pela coluna. Há 30 anos, vi o Simba nascer. A idéia, então, era tão absurda como se hoje alguém falasse em abrir um parque de minhocas. Alguns, felizmente, acreditaram no Chico Galvão e um grupo de empresários financiou a idéia. A Fundação Zoológico, liderada pelo dr. Mário Autuori, também acreditou na idéia e cedeu o terreno, na ocasião desocupado e sem destinação. O Chico lutou décadas para tornar viável seu empreendimento: comprou equipamentos, treinou pessoal, comprou e condicionou animais, refez a Mata Atlântica naquele terreno inútil. Enfim, como um verdadeiro empresário, criou sua obra-prima e deixou gravada sua marca. Agora, chegam os burocratas e dizem ser preciso licitação para ver quem cuida melhor do Simba: seu criador, Francisco Galvão, ou outro empresário. É a esse absurdo que nos leva a burocracia dos 'geniais funcionários' do apagão brasileiro. É uma pena. Charles Alexander Forbes – Centro.
O ESTADO DE SÃO PAULO (Segunda-feira, 1 de abril de 2002)
SÃO PAULO RECLAMA, Chico Galvão responde: Carta n.° 13.618
Recebi do Zoológico de São Paulo (carta n.° 13.595, publicada em 24/3 e assinada pela Fundação Parque Zoológico de São Paulo) acusações tão despropositadas e gratuitas sobre minha administração, nos 29 anos em que dirigi o Simba Safári (hoje Zôo Safári, nome usado indevidamente, pois é marca de propriedade do Simba Safári), que me sinto na obrigação de responder.
Durante todo o tempo de existência do Simba, uma das grandes preocupações foi com a vegetação, nos seus 100 mil m2 (e não 80 mil m2, como diz a FPZSP). Fizemos a recuperação do bosque e sub-bosque em todas as áreas necessitadas (área dos cobs, lhamas, cervos e camelos).
Nosso cuidado era tanto que até comprávamos água potável de caminhões-pipas para regar o parque nas grandes secas. Dizer que não tínhamos “preocupação ambiental” é, no mínimo, irresponsável. Nenhuma mata apresentaria viço e pujança tão belos, de que nos orgulhávamos, sendo desenvolvida a seus pés atividade que pode ser considerada predatória – os animais destroem as árvores – se não houvesse um cuidado extremo na sua conservação.
Se deixássemos o mato ficar alto, mesmo que colocássemos mais 70 animais, eles não seriam vistos, dando origem a reclamações como as de d. Renata B. Muniz. Se nossas grades estivessem deterioradas, os bichos teriam escapado pelo menos algumas vezes, o que nunca aconteceu.
Sobre as acusações de 'rangeamento' e condicionamento de nossas feras (quando a FPZSP menciona as 'investidas agressivas dos jipes') demonstram total e absoluta ignorância do assunto. Experimentem encostar um jipe em um leão ou tigre, para ver se conseguem.
Se a forma de condicionamento resultasse em algum desconforto para os animais, eles estariam sempre tentando fugir dos jipes, procurando-os só na hora da alimentação, em vez de estar o tempo todo junto deles. Para que o público não reclamasse da apatia dos animais de hábitos crepusculares, modificamos esses hábitos, na medida do possível, para que os visitantes não fossem desrespeitados.
Embora ensinasse a meu pessoal que o direito de passagem pertencia aos animais, as 8 milhões de pessoas que recebíamos não poderiam ser enganadas. À insinuação de que nossas feras eram sedadas, só se os veterinários da Fundação tivessem levado a efeito tal desnecessária barbaridade, pois a eles competia toda intervenção referente à saúde dos animais.
Não posso aceitar que a FPZSP se refira aos meus ex-funcionários como 'pessoas fantasiadas e com armas desnecessárias', embora isso, mais uma vez, demonstre ignorância absoluta do know-how de um parque-safári. Os uniformes dos rangers do Simba se basearam nos uniformes do Kruger National Park, da África do Sul. As armas faziam parte da segurança em caso de acidente com feras, quando não haveria tempo para outro tipo de intervenção (como, aliás, em todos os parques-safári do mundo).
A FPZSP, pelo Contrato de Arrendamento e pelo Convênio firmados em 31/08/1970, fez questão de que seus órgãos técnicos exercessem permanente fiscalização em todas as atividades de segurança do público, dos animais e de preservação da mata. Jamais recebemos uma crítica do Zôo à forma com que exercíamos as nossas atividades. Se estivesse errada, o público reclamaria. Nada procede na resposta da FPZSP.
Agradeço por chamarem o Simba Safári de 'emblemático símbolo da cidade de São Paulo', idealizado, implantado e dirigido por mim durante quase 30 anos. Francisco Luiz de Souza Corrêa Galvão – Simba Safári Ltda.
– Em fevereiro, levei meu neto ao antigo Simba Safári para um encontro com um velho conhecido, o 'Zé Brão', uma zebra macho mansa e simpática, e, para nossa tristeza, fomos informados de que ela havia morrido no próprio parque. Lendo na coluna, em 24/3, a resposta à reclamação de uma visitante (que faço minha também), surpreendi-me ao ler que Zé Brão está no veterinário. Será que o Zôo está mentindo a respeito da situação dos animais? Francis de Souza Dantas – Centro.
– Li a resposta do diretor da FPZSP. Minha indignação com a forma desrespeitosa com que tratou o Simba Safári só não foi maior do que a de meus filhos e netos. Durante 30 anos levei duas gerações de minha família ao 'emblemático símbolo de São Paulo' e nunca vi nenhum animal atropelado pelos 'perigosíssimos jipes', nem um filhote de leão vagando pelas alamedas, por ter escapado pelas 'cercas malcuidadas'. E o tal cambiamento, como é que funcionou 30 anos e ninguém notou que era 'inadequado'? Ao sr. Francisco Galvão, digo apenas para não se impressionar com a grosseria defensiva dos que nada constroem. Vá em frente, sr. Galvão, e nos dê o Simba de novo. Charles Alexander Forbes – Centro.
16/09/07, by Katia: Sr. Sérgio Sakall, Essa sua amiga, Diretora... não me deixou em paz. Não aguentava mais. Espero que alguma foto tenha se salvado! rs Ah! Acho que ela está em treinamento, se preparando para ir à África! Outras fotos enviadas: bisão, hipopótamo, jacaré, ninho de ema, tartaruga, tigre...
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Registro:
Gifo (macho) – nasceu no Zoo de São Paulo, em 1997.
Atualmente: 1 girafa: Gifo.
Visitei sempre, sempre enquanto Simba Safári... Fui uma vez sob a nova administração, entretanto não é a mesma coisa... infelizmente...
Desconsiderando toda a parte das feras que agora estão em jaulas como no zoológico ao lado, quando vi o prédio da administração que, um dia, foi lindo e muito bem decorado abrigando um restaurante e uma loja, tive vontade de chorar...
Essa antiga loja era um primor em seus detalhes de decoração e os produtos à venda então, de primeiro mundo... muito, muito diferentes daqueles que são vendidos na “lojinha” do zoológico ao lado – salvo os livros, claro, não havia nem um simples cartão-postal, por exemplo, tampouco alguma lembrança “decente” para se comprar quando visitei, em abril de 2005...
Última atualização: 12/11/2008. |