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Primeiro Zoológico de São Paulo
PARQUE DA ACLIMAÇÃO
Parque da Aclimação
Prefeitura do Município de São Paulo – Subprefeitura Sé
Endereço: Rua Muniz de Souza, 1.119 – Aclimação, São Paulo/SP
Telefone: (11) 3208-4042
Funcionamento: 6h às 20h
Data de Implantação: 16/09/1939
Bacia Hidrográfica: Tamanduateí
Área: 112.200 m² (segundo o site da Prefeitura); outra fonte: 122.130 m²
O Parque
Infraestrutura – O Parque da Aclimação conta atualmente com uma concha acústica, bicicletários, aparelhos de ginástica (barras), campo de futebol, quadra de areia, pista de cooper/caminhada e playgrounds. A Biblioteca Raul Boop, administrada pela Secretaria Municipal de Cultura, conta com um acervo temático sobre meio ambiente e oferece aos usuários cerca de 30 mil exemplares de diversos títulos. Ainda jardim japonês com espelho d’água e área para piquenique com mesas e bancos...
Paisagem – O lago é o mais importante elemento ambiental do Parque. Uma nascente forma um brejo com espécies típicas e contribui para o abastecimento do lago, constituindo-se em mais um elemento importante da paisagem. A trilha existente tem potencial para ampliação e monitoramento.
Flora – Destaque para o extenso eucaliptal, tombado pelo COMPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico Central e Ambiental da Cidade de São Paulo), além de espécies exóticas como chorão, figueira-benjamim e falsa-seringueira, e nativas como araribá-rosa, copaíba, embiruçu e jequitibá-rosa.
Fauna – Predominam no Parque as aves aquáticas, como socó-dorminhoco, biguá e martim-pescador, bem como gansos, patos e o cisne-negro, introduzidos posteriormente. Existem ainda aves migratórias como o marreco ananaí, o irerê e as garças. Tilápias, carpas coloridas e carpas-de-espelho podem ser vistas no lago e, esporadicamente, é possível avistar um gambá-de-orelha-preta, única espécie de mamífero a viver no Parque. As figueiras-benjamim, próximas à Administração, são os locais preferidos pelos bandos de periquitos-verdes que também habitam o Parque.
Arte – O Parque tem acolhido eventos culturais como espetáculos de música, teatro e dança, além de servir de abrigo a belas esculturas. Seu ambiente rico em recursos naturais, flora e fauna, lagos e córregos, cria condições ideais para o contato com a arte e a cultura. Um exemplo desse casamento bem sucedido entre arte e natureza são as três obras do artista Arcangelo Ianelli (esculturas: “Todas as manhãs”, “Os Amantes” e “Dança Branca”), doadas por ele ao Parque da Aclimação. Por se encontrarem danificadas, essas três obras foram substituídas por outras, também doadas por Ianelli. As obras do artista estão espalhadas por museus de vários países e em São Paulo podem ser conferidas também na Pinacoteca.
Particularidades – O Parque da Aclimação, na década de 1920, oferecia botes de aluguel, remo e natação, atividades que se desenvolviam no lago. Também havia salão de baile, restaurante, rinque de patinação, barracas e feiras de diversão. O Parque contava ainda com um zoológico.
História
O Parque da Aclimação surgiu a partir do chamado “Jardim da Aclimação”, implantado por iniciativa privada do Dr. Carlos Botelho. Data de 1939, quando a prefeitura adquiriu as terras da família Botelho. O prefeito da época, Prestes Maia, transformou a região do Parque da Aclimação. Em 05/10/1986 foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico – CONDEPHAAT.
Carlos José Botelho, mais conhecido como Dr. Carlos Botelho (1855-1947), nasceu em Piracicaba (SP), primogênito de Antonio Carlos de Arruda Botelho, o Conde do Pinhal (selo comemorativo mais abaixo). Homem de larga visão, foi médico-cirurgião, político, agricultor e colonizador brasileiro. Pouco depois de seu regresso da França, casa-se no Rio de Janeiro com Constança de Brito Souza Filgueiras. Abandonando a medicina, dedicou-se a vida agrícola...
Cavaleiro da Real Ordem do Mérito Agrícola da Bélgica; representou o Senado de São Paulo na recepção ao Rei Alberto I da Bélgica. Faleceu com 93 anos em sua fazenda, Santa Francisca do Lobo (Solar de Botelha), município de São Carlos.
Na época em que estudou em Paris, conheceu o “Jardin d'Acclimation”, local onde era mantido um zoológico e acontecia a seleção, reprodução e hibridação de animais e também o cultivo e aclimatação de espécies exóticas. Inspirado naquele “Jardin”, quando voltou ao Brasil comprou as terras do Sítio Tapanhoin, situado “além da Liberdade e da Glória”, região onde se localiza o Parque da Aclimação, atualmente.
Nessa área instalou, em 1892, o primeiro Posto Zootécnico no Brasil, local destinado a estudos de zootecnia, com granja leiteira, transformando-o também num parque de diversões e zoológico experimental – 1º Zoológico de São Paulo...
De início, logo ao adquirir as terras do Tapanhoim, mandou buscar vacas na Holanda para fornecer leite ao paulistanos – e é de gado bovino a primeira exposição estadual que acontece no Jardim da Aclimação... Os gados permaneciam em observação assim que chegavam no Brasil e passavam por uma espécie de “aclimatação” temporária às novas temperaturas destas terras...
No zoológico havia leões, onças, jacarés, antas, cotias, tamanduás, carneiros, cabritos e ursos. Na década de 20 o Jardim da Aclimação foi atingindo seu ápice. O parque marcou época na capital e tornou-se marco do desenvolvimento do bairro. Ao expandir-se, algumas de suas ruas foram recebendo nomes de pedras preciosas ou rochas nobres, como: Ametista, Diamante, Safira, Topázio, Turmalina, Ônix; e também nomes de planetas – Saturno, Urano etc.
O acesso ao jardim se fazia por dois monumentais portões de ferro fundido. O principal ficava voltado para a avenida Aclimação e o outro, para a rua Muniz de Souza. Ao entrar pelo portão da avenida, o visitante logo se deslumbrava com uma larga e bem cuidada alameda sombreada por árvores frondosas, que circundavam o lago em toda sua extensão, numa distância de dois quilômetros.
Essa alameda estava dividida em duas partes: na maior ficavam as diversões (como o salão de baile, o rink de patinação e barracas de tiro ao alvo), o bosque e a vacaria; na outra estava instalado o zoológico...
Hoje, o Parque conserva seu antigo lago, grandes árvores centenárias e belos caramanchões. O bairro foi se desenvolvendo ao longo do Parque, seguindo a tradição de calma do jardim, e se tornando eminentemente residencial com grandes casas cercadas de altos edifícios.
Selo comemorativo “Centenário de São Carlos 1857-1957, Conde do Pinhal – Fundador”, emitido em 04/11/1957, com valor facial de Cr$ 2,50 mostra a efígie do conde Antonio Carlos de Arruda Botelho (1827-1901). Picotagem: 11½. Tiragem: 5.000.000, Rotogravura. Filigrana: (Q) Correio Estrela Brasil – 5 mm. RHM: C-394.
Militar, político e empresário, realizou o sonho de seu pai, Carlos José de Arruda Botelho, de fundar uma vila em suas terras. Após se esforçar em prol da demarcação das terras da Sesmaria do Pinhal, adquirida por seu pai junto à Coroa portuguesa, em 04/11/1857, fundou São Carlos do Pinhal (hoje, São Carlos) em companhia do lavrador Jesuíno José Soares de Arruda. Em 31/12/1887 conseguiu que todos os escravos de São Carlos do Pinhal obtivessem alforria, o que na prática significou antecipação à Lei Áurea. Em 1957, durante as comemorações do centenário da fundação de São Carlos, os Correios emitiram um selo em homenagem ao Conde do Pinhal. Fonte: Wikipédia e www.fazendapinhal.com.br.
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Fontes:
Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente
www.dicionarioderuas.com.br
www.prefeitura.sp.gov.br
Resumindo...
Na cidade de São Paulo, além das pequenas coleções de animais como a do Parque da Luz, por exemplo, o primeiro zoológico propriamente dito foi o do Jardim da Aclimação. O zoo fazia parte de uma área adquirida em 1892 por Carlos Botelho, para a criação de uma versão brasileira do “Jardin d'Acclimatation”, em Paris.
Botelho fazia ali a quarentena ou “aclimatação” do gado trazido da Holanda e realizava pesquisas com animais exóticos, como ursos, leões, macacos, elefantes e onças, que também eram expostos à visitação pública.
Na década de 20, o Jardim da Aclimação era uma das grandes atrações da capital paulista. A prefeitura comprou a área em 1939, e assim nasceu o Parque da Aclimação, no atual bairro homônimo. Os animais migraram, em 1942, para o recém-criado zoo de Vila Maria, o qual funcionou até 1975...
OUTROS ZOOS DA CIDADE DE SÃO PAULO
► O Zoológico de Vila Maria, famoso e mais conhecido como Zoológico do Agenor, localizava-se na Rua do Imperador, na esquina com a Rua Ernani Pinto (Vila Maria Alta), que com a morte de seu proprietário, viu-se desfeito por seus herdeiros (www.bairrodevilamaria.com.br).
Esse Zoo era de propriedade do Sr. Agenor Gomes, quem era dedicado e acostumado a tratar pessoalmente dos animais, principalmente da simpática elefanta Bruma... Mas acabou por ser pisoteado e morto pelo animal, num dia incomum, pois a elefanta era extremamente dócil, dizem... Parece que a elefanta nasceu na Índia e foi levada para o Egito, onde sofreu maus-tratos por parte de um adestrador e tinha traumas por esse motivo... O próprio Sr. Agenor conhecia tais fatos quando a adquiriu e trouxe para seu zoo...
Após a morte do proprietário a elefanta foi enviada para o Zoo da Água Funda, onde permaneceu até falecer... Bruma vivia grudada a uma égua, que também foi junto para o Zoo da Água Funda... A família que morava em uma casa dentro do próprio zoológico, acabou por não mantê-lo e o mesmo foi fechado. Hoje, no local, funciona um estacionamento que traz em seu nome a única lembrança do que foi aquele lugar: chama-se Zoo Park...
Nota: Como alguns dizem que o zoo ficava na Vila Guilherme, pesquisei a respeito... Acontece que tais ruas estão sob a jurisdição da Subprefeitura Municipal de Vila Maria / Vila Guilherme:
Nome: Rua do Imperador / Distrito: Vila Guilherme / Histórico: Esta rua foi denominada através da Lei nº 5.306 de 23/08/1957 do vereador Modesto Guglielmi. O citado vereador não anexou uma “Justificativa” dizendo apenas que “passa a denominar-se rua do Imperador a atual Estrada da Bela Vista”.
Nome: Rua Ernani Pinto / Distrito: Vila Maria / Histórico: Prof. Dr. Ernani Carlos Menezes Pinto (1876-1951).
A Vila Maria foi fundada em 1917, com o loteamento realizado pela Companhia Paulistana de Terrenos. O nome teria sido dado em homenagem à esposa de um dos antigos proprietários daquelas terras. As ruas do bairro receberam os nomes dos diretores e corretores da Companhia Paulista de Terrenos, como Guilherme Cotching, Thomaz Speers, Antônio da Silva e Eugênio de Freitas. Até 1918, a travessia do rio Tietê para se chegar à Vila Maria só era possível de barco. Naquele ano foi construída uma ponte de madeira. Mas os barcos continuaram sendo de grande utilidade, já que as inundações eram frequentes na região.
► O Parque da Água Branca, batizado de Dr. Fernando Costa Água Branca, em homenagem ao ex-secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, foi inaugurado em 02/06/1929, idealizado para abrigar o Departamento de Indústria e Produção Animal. Abriga o Centro de Solidariedade do Estado de São Paulo. Projetado e construído por Mário Whatelly, com arquitetura simples e sólida, possui 160 mil metros quadrados de área e inúmeras atrações como: Bosques (Bosque das Palmeiras); Lagos (Lado das Carpas com Chafariz); Aquário; Museu Geológico; Casa do Caboclo (próxima ao Lago Preto), uma construção feita de barro úmido socado e ripas entrecruzadas, também conhecida como taipa de sopapo; Trilha Ecológica; Espaço Zootécnico; Parque Infantil e Mini-zoo.
Lá acontecem leilões de gado, regularmente, animados por música sertaneja e rodeios que reproduzem o típico ambiente rural brasileiro. Incluindo animais soltos pelo parque, o mini-zoo tem viveiros com macacos, pequenos animais e aves... Aos sábados de manhã acontece feirinha de produtos orgânicos. Avenida Francisco Matarazzo, 455, telefone: (11) 3865-4130, diariamente das 6 às 18 horas. Estacionamento com vagas limitadas e entrada gratuita. Estação Barra Funda do Metrô.
► O Parque da Luz, localizado no coração da cidade de São Paulo, conserva, há 180 anos, 113.428 metros quadrados de área verde. Bancos e um coreto lembram a São Paulo de 1900. Avenida Ribeiro de Lima, 99 ou Avenida Tiradentes. Diariamente das 7 às 17:30 horas. Estação da Luz do Metrô (www.prodam.sp.gov.br/dph/servicos/rotjdluz.htm).
Neste lugar, não sei o motivo, no início do século, houve exposição de cisnes e veados... como mostram 7 cartões-postais que tenho na coleção:
1 – Cartão-postal “São Paulo – Jardim da Luz III”, foto 34 de Guilherme Gaensly, fotografia pintada que mostra aspecto do jardim com bancos, pessoas, coreto...
2 – Cartão-postal “São Paulo – Jardim da Luz II”, foto 53 de Guilherme Gaensly, circulado em 21/12/1908 para Montividéu – Uruguay, com porte de 100 réis e três carimbos no verso: “Campinas 21/12/1908 São Paulo”, “2º Trem-Ambulante 21/12/1908 (2ª T.)” e “3ª Ambulante Rio 22/12/1908”. A foto maior mostra um aspecto do jardim, com pedras e pinheiros, em cujo fundo podemos ver a torre do relógio na Estação da Luz, construída entre 1897 e 1901... Já a foto menor, em detalhe lateral, mostra dois veados no parque...
3 e 4 – Dois cartões-postais “S. Paulo (15) Brasil – São Paulo – Jardim da Luz – Os Veados” (fotografia sépia de parte do lago e três veados, mostrada abaixo), um com data no verso de 26/09/1923 e o outro cartão-postal foi circulado em 09/06/1924 para Porto Alegre, com porte de 100 réis, onde recebeu o carimbo “P.Alegre 15/06/1924 R.G.doSul” no verso...
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5 – Cartão-postal “N. 22 – Trecho do Jardim da Luz – S. Paulo – Brasil” (fotografia branco e preto com sete veados), circulado em 10?/08/1924, com porte de 200 réis, com carimbo no verso de “Vigliano 28/08/1924 Biellese”?...
6 – Cartão-postal “Brazil No. 8 – S. Paulo. Jardim da Luz I” (fotografia branco e preto do lago com chafariz central, estátuas, casal de cisnes, pinheiro e torre ao fundo), no verso a inscrição “Casa Garaty, S. Paulo, Rua 15 de Novembre, 40”...
7 – Cartão-postal “S. Paulo – No Jardim da Luz – 19 Edição do Mundo Illustrado” (fotografia branco e preto com dois veados, coqueiro, araucárias e torre ao fundo), circulado em 13/03/1906? para Como – Italie, com porte de 10 réis, sem carimbo de chegada...
Última atualização: 11/10/2009. |