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História do Jogo do Bicho

Trata-se de um trabalho-proposta em se fazer uma relação entre a História da cidade do Rio de Janeiro, a História do Estado, a História do Brasil e outras importantes histórias do país... A base da relação é a linha da vida ou linha do tempo.

Alguns fatos históricos citados neste trabalho não são aprofundados. O objetivo é somente fazer a relação dos fatos para que se tenha uma noção do que estava acontecendo em um momento histórico em relação ao outro.

Este tipo de trabalho pode ser considerado como eternamente inacabado, já que sempre se poderá acrescentar um dado ou uma análise nova...

As datas nas fontes consultadas nem sempre são coincidentes. Quanto a seleção, procurei relevar os fatos que tenham servido como marcos históricos, sem comparar um fato com outro em grau de importância. Em relação as datas, optamos por considerar as que eram mais citadas pelos autores ou as que pareciam mais lógicas no registro da evolução.

Talvez a maior dificuldade tenha sido definir se o fato histórico faz parte da História do Rio de Janeiro, do Brasil ou das pessoas citadas, pois as histórias se confundem.... Assim como a capital do Império e da República, a História do Rio de Janeiro se confunde com a História do Brasil.

Introdução de José Luiz Bello, a quem agradeço grande parte das informações do Século XIX.


História do Barão de Drummond, João Baptista Vianna Drummond (1825-1897)

A história do Barão de Drummond se mistura com a mudança do Império para República,
que se une com a formação de um bairro do Estado do Rio de Janeiro, Vila Isabel,
que se cruza com a fundação do primeiro Jardim Zoológico do Brasil,
que se comemora a abolição da escravatura,
que se junta com a história do primeiro bonde elétrico a circular na América do Sul,
que se liga ao primeiro selo postal bicolorido brasileiro,
que se confunde com a criação do jogo do bicho no país...

Veja se não?

Em 17/07/1841, inicia-se o Segundo Reinado no Brasil, com a coroação de D. Pedro II, o qual dura até a Proclação da República em 15/11/1889.

João Batista Viana Drummond, o Barão de Drummond, nasceu em 1º de maio de 1825, e faleceu em 1897, na Rua São Francisco Xavier, em um velho solar onde existiria o atual Colégio Rabelo, no Rio de Janeiro.

Era Oficial da Imperial Ordem da Rosa e foi agraciado em 1888 com o título antroponímico de Barão de Drummond, tomado do sobrenome de linhagem. Membro da família Viana Drummond, estabelecida no Rio de Janeiro, que teve origem através da união de João Batista Drummond com Maria do Carmo Viana. Deixou geração de seu casamento, em 1855, com Florinda Gomes Pereira, nascida em 1840 no Rio Grande do Sul e falecida em 14/05/1882, na cidade maravilhosa. Como a esposa faleceu antes da concessão do título, não houve Baronesa de Drummond.

Industrial e capitalista teve várias ocupações antes de se dedicar ao ramo imobiliário. Foi administrador da Estrada de Ferro Dom Pedro II, criou o bairro de Vila Isabel, foi diretor da Companhia de Ferro-Carril de Vila Isabel e o fundador do Jardim Zoológico na encosta da Serra do Engenho Novo.

Em 1858, é inaugurado o primeiro trecho da Estrada de Ferro D. Pedro II, atual Central do Brasil.

Em 1859, foi inaugurada por D. Pedro II, a Companhia Ferro-Carril da Tijuca, que põe a circular o primeiro bonde puxado a burro, ligando o Largo do Rocio (atual Praça Tiradentes) ao Alto da Boa Vista (alto da Tijuca?) e coloca o Brasil como o segundo país a implantar este sistema, depois dos Estados Unidos (1832) e bem antes da Inglaterra (1870) e da França (1873).

Naquela época, embora de tração animal, mas sobre trilhos de ferro, os bondes renovaram completamente os transportes da cidade maravilhosa. Para explorá-los, instalou-se no Rio de Janeiro, em 09/10/1868, uma companhia americana, a Botanical Garden Rail Road Company...

O Barão era abolicionista e quando adquiriu a Fazenda dos Macacos, em 1872, da Princesa Imperial Duquesa de Bragança, por 120 contos de réis, aproveitou o empreendimento imobiliário para homenagear fatos históricos...

O Barão havia ido à Europa e se encantou com Paris. Quando comprou a fazenda, entregou o projeto de loteamento e urbanização para o ilustre arquiteto e engenheiro, doutor Bitencourt da Silva, fundador do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro.

Já na confecção da planta, a antiga fazenda deu origem ao bairro de Vila Isabel (nome que deu em homenagem à Princesa Isabel), assim como homenageava vários abolicionistas.

Nota: Pontos turísticos e de interesse de Vila Isabel: Escola de Samba Vila Isabel, Praça Barão de Drummond, Praça Noel Rosa (com estátua)...

Batizou a praça central de 7 de Março, em homenagem ao dia da constituição do Gabinete do Primeiro Ministro Visconde de Rio Branco, que promoveu a famosa Lei de 1871, Lei do Ventre Livre (a qual determinava a libertação dos nascidos de mães escravas). Sancionada pela Princesa Isabel, em 28 de Setembro, como passou a chamar-se o Boulevard – uma avenida que desemboca na Praça Sete (com o falecimento do Barão, a Praça Sete passou a chamar-se Barão de Drummond).

Teodoro da Silva, por exemplo, quem assinou a Lei com a Imperatriz, teve o nome indicado para a segunda rua mais importante do bairro. Logo, deu início a comercialização dos lotes pela Companhia Arquitetônica fundada pelo Barão. A partir daí, o bairro foi crescendo...

A Cia. Ferro Carril de Vila Isabel (ou Carris de Ferro), organizada em 1872 pelo Barão e mais dois sócios, colocou em tráfego a sua primeira linha, da atual Praça Tiradentes ao portão da Fazenda dos Macacos, de cujo loteamento originou-se o bairro de Vila Isabel.

Curiosidades: No mesmo ano de 1872, ocorreu o primeiro recenseamento feito no Brasil e foram lançados os primeiros cartões-postais ilustrados. O Brasil contava com uma população de 10 milhões de habitantes e apenas 150.000 alunos matriculados em escolas primárias. O índice de analfabetismo era de 66,4%...

Não tardou muito para que outros americanos estendessem linhas de bonde para São Cristóvão, Rio Comprido, Andaraí e Saco do Alferes, todas com ponto central no Largo de São Francisco.

Em 1873, por iniciativa do Barão, que fundou a Companhia Ferro Carril de Vila Isabel, novos trâmueis começaram a funcionar, aproximando a praça da Constituição (centro) da antiga Fazenda dos Macacos, em Vila Isabel. Em 1875, começa a funcionar as linhas de bondes entre o Centro e os bairros de Andaraí Grande (Andaraí, Vila Isabel, Grajaú e Maracanã), São Francisco Xavier e Engenho Novo, pela Companhia Ferro-Carril de Vila Isabel. Mais tarde, o Barão requereu licença para instalar no Caminho do Goiabal (atual rua Visconde de Santa Isabel), um jardim zoológico até então inexistente na Capital do Império.

Curiosidade: Em 1877, é instalada a primeira linha de telefone do Rio de Janeiro (LESSA, 2001, p. 143) e de toda a América do Sul. Inventado um ano antes, em 1876, por Alexander Graham Bell.

Bonde especial de Dom Pedro II, encomendado em 1887. Foto do álbum de John Stephenson.

No dia 05/09/1884, foi realizado um contrato entre a Câmara Municipal do Rio de Janeiro e o Barão de Drummond, no qual ele requereu licença para instalar no Caminho do Goiabal (atual rua Visconde de Santa Isabel), um jardim zoológico até então inexistente na Capital do Império.

Então, o primeiro Jardim Zoológico do país, o Zoológico de Vila Isabel foi fundado em 1888, em terras de sua propriedade, no pé da Serra do Engenho Velho, com o objetivo de dar lazer, passeio e instrução aos moradores...

Com o reconhecimento da Câmara Municipal conseguiu isenção de impostos e direitos aduaneiros de importação de plantas e animais. Além disso, o monarca D. Pedro II (de quem era amigo), dava-lhe uma subvenção, visto que o jardim era franqueado ao público. O auxílio imperial era de 10 contos de réis, por ano!

Enfim, em 16/01/1888 (algumas fontes informam dia 5) foi inaugurado ao público, pelo Barão de Drummond, o Zoológico de Vila Isabel, no bairro de Vila Isabel – zona norte da cidade do Rio de Janeiro.

Nota: No ano de inauguração do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro circulava a série de selos postais de 1884/88 – Tipos Cifra, Cruzeiro do Sul, Coroa Imperial, Pão de Açúcar.


Paralelamente...

... pouco tempo depois da inauguração do zoo, em 13/05/1888, foi realizada a promulgação da Lei Áurea, libertando os escravos e extinguindo a escravidão no Brasil, documento apresentado ao povo, aglomerado, defronte ao Paço da Cidade, hoje Paço Imperial.

Na fala do trono de 03/05/1888, a Princesa já a prenunciava claramente ao dizer que “a extinção do elemento servil (...) é hoje aspiração aclamada por todas as classes”. Quatro dias depois, em 7 de maio, o ministro João Alfredo apresenta a lei ao parlamento e sequer se dá ao trabalho de justificá-la. Desnecessário, aliás, pois em 8 de maio a lei é aprovada por maioria esmagadora: 89 votos a 9.

A princesa estava em Petrópolis e de lá desce ao Rio especialmente para sancioná-la. No domingo, 13 de maio, às 15h15 (hora local do Rio de Janeiro), a Princesa Isabel assina a Lei Áurea em meio a manifestações de júbilo e festas populares. A escravidão foi a grande nódoa dos primeiros quatro séculos de história de nosso país. Sua abolição veio como fruto de um longo processo, mas foi a Princesa Isabel quem ganhou o status de redentora da raça negra.

Quando a Lei Áurea foi sancionada, havia pouco mais de 700 mil escravos no país, menos de 6% de sua população total. Em São Paulo, quase já não havia escravos desde antes de 1880, substituídos nas fazendas de café pela mão de obra dos imigrantes italianos. Províncias inteiras já estavam livres da escravidão, como o Ceará e o Amazonas, que a extinguiram ainda em 1884.

O fim do cativeiro dos negros era questão de tempo. Com a proibição do tráfico negreiro em 1850 e com a Lei do Ventre Livre de 1871, o sistema escravista tendia ao desaparecimento natural, pela absoluta falta de braços.

Nota: 28/09/1971 – Centenário da Lei do Ventre-Livre. Valor facial: 40 cts. Yvert: 964. RHM: C-708.

Se por um lado o fim da escravatura era apenas questão de tempo, seria, por outro lado, excesso de rigor negar à princesa – e à família real, por extensão – qualquer mérito no processo abolicionista. Isabel Cristina, a herdeira do trono que por tantas vezes já assumira a regência durante as longas viagens de seu pai ao exterior, tinha real simpatia pela causa abolicionista e vinha externando consistentemente esta posição ao longo das duas décadas anteriores.

Entretanto, a cautela caracterizava as atitudes do trono, cuja base de sustentação contava com muitos elementos escravocratas. O fato é que, numa análise fria, o 28/09/1871, data da Lei do Ventre Livre, tem uma importância estratégica para o fim da escravidão maior do que a própria Lei Áurea, sendo esta, antes de tudo, um ato simbólico.

A campanha abolicionista ganhou o coração da opinião pública em função do trabalho incansável de jornalistas como José do Patrocínio, poetas como Castro Alves, diplomatas e parlamentares como Joaquim Nabuco, compositores como Chiquinha Gonzaga, empresários como o Barão de Drummond e tantos mais...

Não custa lembrar que a Abolição foi também uma das gotas-d’água para a queda do Império, e que a República veio exatamente pelas mãos dos militares... Um ano depois, em 15/11/1889, acontece o fim do período Imperial, o fim da monarquia e o início da República.

O Marechal Manoel Deodoro da Fonseca saiu de sua residência, na Praça da Aclamação, hoje Praça da República, para proclamar a República dos Estados Unidos do Brasil...

No mesmo ano, D. Pedro II e sua família embarcam para a Europa e a sede da administração do país transfere-se do Paço Imperial, na atual Praça XV, para o Palácio do Catete.

Notas: Em 1889, começa a circular a revista “A Rua do Ouvidor” (Carlos, 1970, p. 118). No mesmo ano da Proclamação, a Torre Eiffel e a Exposição Universal são inauguradas em Paris e ainda, em Portugal, morre D. Tereza Cristina, ex-imperatriz do Brasil, mãe da Princesa Isabel.
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Proclamação da República

Com a Proclamação da República, no Governo Provisório do Marechal Deodoro da Fonseca, torna-se Ministro da Instrução Pública, Correios e Telégrafos Benjamin Constant Botelho de Magalhães.

Com o advento da República o Rio de Janeiro torna-se o Distrito Federal. Então, logo em seguida, a subvenção do zoológico foi cortada... Com a falta desse dinheiro, o Barão, com a sua fortuna empregada na bicharada, começou a encontrar dificuldades para manter o zoológico. Poucos anos depois, em 1892, foi que ele teve a sua mais grave crise financeira...

Daí, um mexicano, Manuel Ismael Zevada, que havia introduzido no Rio de Janeiro (Rua do Ouvidor), sem muito sucesso, o “jogo das flores”, deu-lhe a ideia do “jogo do bicho”...

Assim, em 1892, o Barão organizou um passeio à empresa do Jardim Zoológico, ao qual compareceram membros destacados da sociedade e representantes da imprensa. Em meio às festividades, o Barão apresentou a sua estratégia para atrair visitantes ao local, que consistia em premiar, em dinheiro, os frequentadores cujos bilhetes tivessem estampadas as figuras dos animais sorteados ao final de cada tarde.

Associado a Zevada que ocupou o cargo de gerente do zoológico, o Barão acabava de criar o chamado Jogo dos Bichos, que se tornou um sucesso em diferentes círculos sociais. O jogo do bicho surgiu como um divertimento da alta sociedade fluminense, como mostram os jornais da época.

O jogo se processava da seguinte maneira: Cada ingresso, vendido para visitar o zoológico, dava direito a um cupom que trazia a estampa e o nome de um animal para concorrer a um sorteio que concedia ao ganhador um prêmio vinte vezes maior do que o valor pago pelo ingresso. Como a entrada no zoológico, à época, custava mil réis, a sorte enchia o bolso do ganhador com vinte mil réis!

Toda manhã, logo cedo, o Barão escolhia uma estampa com a figura e nome de um dos 25 bichos que faziam parte do jogo e colocava essa estampa em um quadro de dimensões enormes, içado a um mastro erguido à porta principal do Jardim Zoológico. Uma vez o quadro içado ninguém tinha acesso a ele. Esse quadro era de madeira e, trancado à chave. Às 15 horas o próprio Barão de Drumond acionava um dispositivo, exibia o bicho sorteado sem causar dúvida a quem assistia ao sorteio.

Aos poucos, aumentava o número de visitantes, por isso foram criados outros pontos de venda de ingressos com a finalidade de concorrer ao jogo do bicho. Em um só domingo a venda atingiu 80 contos de réis, com entradas!

Estes eram os bichos sorteados pelo Barão de Drumond: JOGO DOS BICHOS

Nota: No ano de inauguração do jogo do bicho, 1892, no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, estava em circulação o primeiro selo postal bicolorido impresso no Brasil. Emitido em 01/05/1891, nas cores azul e vermelho e com valor facial de 100 réis, o qual tem o nome de ALEGORIA REPUBLICANA “TINTUREIRO”.
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Paralelamente, aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, três meses depois, exatamente em 08/10/1892, outro fato histórico: o primeiro bonde elétrico a circular na América do Sul.

A Companhia Ferro-Carril Jardim Botânico (que detinha a concessão do bonde para a zona sul), importou dos Estados Unidos o material necessário e, nesta data, informa Charles J. Dunlop, à 1 hora da tarde, teve lugar a inauguração da tração elétrica na sinuosa linha do Flamengo.

Assistiram ao ato o vice-presidente da República em exercício da Presidência, Marechal Floriano Peixoto, seu Estado-Maior, o ministro da Marinha, almirante Custódio José de Melo (o qual em 1893, já senador da República e ex-ministro, rompeu com o governo de Floriano, declarando-o ilegítimo, iniciando a Revolta da Armada, ocorrida em 1893/1894), deputados, os intendentes minicipais Silveira Lobo, Abdon Milanez, Siqueira de Menezes e França Leite, representantes de diversas classes sociais e da imprensa, os diretores da Companhia, barão Ribeiro de Almeida, comendador Malvino Reis e barão de Santa Leocádia e o gerente dr. Coelho Cintra.

Os três carros elétricos, únicos que os recursos concedidos permitiram adquirir, partiram da curva do antigo Teatro Lírico (no Largo da Carioca – Zona Sul), subiram a rampa da rua Senador Dantas, com as lotações excedidas e, sem dificuldade, deslizaram suavemente e sob os aplausos do povo, pela rua do Passeio, cais da Lapa, Russell e Flamengo e, doze minutos depois, entravam nas oficinas da Companhia na rua Dois de Dezembro.

O desenvolvimento do bairro de Copacabana, por exemplo, está ligado à abertura do túnel Alaôr Prata (túnel Velho). O cartão-postal abaixo (lado direito da tela) mostra a saída do tunel do Leme. Do lao esquerdo, “Bonde Assistência” da Cia Ferro Carril Jardim Botânico, estacionamento na Praia do Flamengo.

Abaixo, os bondes de tração animal no Rio de Janeiro em 1892, circulando por uma rua da região sul da cidade. Foto publicada no livro Shepp's Photographs of the World, de James W. Shepp e Daniel B. Shepp.

Enfim...

Tolerado no governo de Floriano Peixoto, o qual de início pensou que o jogo evitasse conspirações, começou a ser menos tolerante... Posteriormente, o jogo foi reprimido e classificado como “jogo de azar”. Desde então o jogo do bicho vive “entre tapas e beijos” com a Lei, conforme as conveniências...

O jogo cresceu tanto junto à população que o Prefeito da Cidade, através do Decreto n°. l33, de 10/04/1895, foi autorizado a rescindir o Termo Aditivo que permitiu o jogo do bicho. Após essa data, o jogo passou a ser ilegal, mas já estava de tal maneira introduzido nos hábitos das pessoas que até hoje, apesar da ilegalidade, o povo não deixa de fazer o seu “joguinho” em um dos 25 bichos, como nos tempos de Drumond...


Resumindo:

O jogo do bicho surgiu no Brasil no início da República pelas mãos do Barão de Drummond. O aristocrata decidiu fazer uma campanha para conseguir reerguer o jardim zoológico de sua propriedade em Vila Isabel, que passava por dificuldades. Assim, o Barão listou os 25 animais existentes no espaço e lançou o jogo, estipulando quatro números para cada bicho, que formam as dezenas de 00 a 99. Esse critério é usado até hoje. Inaugurado em 03/07/1892, a imprensa e a alta sociedade carioca festejaram a novidade que o barão criou para atrair mais gente ao seu jardim zoológico, que tinha também restaurante, hotel e outros passeios...

Mas os vigilantes da lei logo apontaram a ilegalidade do jogo como mostra a correspondência entre delegados publicada por outro jornal carioca cerca de duas semanas depois da inauguração do jogo...

Assim, entre idas e vindas, o jogo do bicho começou a funcionar no Brasil. Essa ambiguidade entre legalidade e ilegalidade manteve-se pelas décadas que o jogo foi se popularizando. Finalmente, a lei de contravenções penais, decreto-lei 3.688, de 03/10/1941, considerou efetivamente a proibição dos jogos de azar no Brasil, prevendo prisão (de 4 meses a um ano), multa e fechamento do estabelecimento quando descoberta a prática do jogo do bicho. A sua proibição, no entanto, não inibiu a prática. Os chefes do jogo, os chamados bicheiros, começaram a tornar-se cada vez mais poderosos com braços em agremiações populares como as escolas de samba e na política, com o apoio indireto a políticos.

Abaixo, marca de cigarros “PALPITE”, da fábrica de cigarros Zita... Uma marca de cigarros única, uma história interessante... Legendas: Bragança e Acara, Esmero e Asseio, Tabacos Escolhidos, Especialidade da Fábrica Zita. Descrição: Parece que é uma peça única; embalagem tipo caixa, contém 20 cigarros, galo e cavalo. Imagem da coleção de Jacques de 10/06/09.

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NOTÍCIAS DA ÉPOCA SOBRE O JOGO DO BICHO

Abaixo, Diário do Commercio, Diário de Notícias, Gazeta de Notícias, Gazeta da Tarde, Jornal do Commercio, Jornal do Brasil, O Paiz e O Tempo, todos trazem notícias sobre o jogo do bicho no mês de julho de 1892... Circulados a partir de 1903, os cartões-postais (que ilustram esta página) reproduzem a primeira página de vários jornais cariocas, tendo ao centro, uma vista da cidade do Rio de Janeiro. Entretanto eu não tenha nenhum cartão-postal, sequer alguma ilustração sobre tais jornais...

Detalhe da Revista do Brasil (Ano 1, número 1, 84), Secretaria de Ciência e Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Angelo Augostini (detalhe) – Revista Ilustrada (1893/1895), Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.

Diário do Commercio

Destaco esse jornal carioca que, bem antes de anunciar a inauguração do Jogo do Bicho no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, já em 1839, noticiava a invenção da Fotografia... No ano seguinte (1840), foi o Jornal do Commercio que relatou com entusiasmo o procedimento fotográfico...

03/07/1892: “Jardim Zoológico – Grande festa hoje no Jardim Zoológico. Inaugura-se uma empresa de divertimentos públicos, com rifas em que se pode tirar até 40:000$000. Uma fortuna.”

04/07/1892: “Realizou-se ontem, como tinhamos anunciado, a inauguração da nova empresa do Jardim Zoológico. Às 3 horas das tarde partiram do largo do Rocio em direção a Vila Isabel, dois bonds especiais dessa companhia, levando os convidados daquela empresa, sendo precedidos de uma banda de música. Chegados ali foram os convidados recebidos pela administração do Jardim, que gentilmente acompanhou-os na visita geral. Às 5 horas desceu a caixa que continha a figura do animal que dominava o dia, de acordo com o programa. O avestruz foi o animal vencedor e que deu aos donos dos bilhetes respectivos os 20$ de prêmio. Após a vitória do avestruz a vitória do estômago. Deu-se começo pois a um lauto e profuso banquete de 100 talheres, havendo por esta ocasião brindes de saudações recíprocas. À festa compareceram muitas distintas senhoras, representantes da imprensa e outros muitos convidados.”

11/07/1892: “Venceu ontem o gato. A empresa pagou prêmios na importância de 1:420$000. O Jardim foi visitado por 1.350 pessoas. O Sr. ministro da Guerra visitou ontem o Jardim Zoológico em companhia do barão de Drummond. S. Ex. foi testemunha da forma dos prêmios estabelecidos pela empresa, afim de animar a concorrência daquele estabelecimento. Muito agradou a S. Ex. a ordem e asseio daquela vivenda de animaes.”


Diário de Notícias

03/07/1892: “A empresa do Jardim Zoológico inaugurando hoje um restaurant no mesmo jardim, destinado a famílias, e onde estabeleceu graciosos jogos para crianças e distrações próprias a um magnífico logradouro público, oferece hoje aos seus convidados um jantar regado a fino champagne Clicot. A inauguração terá lugar às 5 horas da tarde, saíndo um bonde especial para os convidados, às 3 horas, da praça da Constituição.”

Bonde elétrico, Rio de Janeiro - RJ.
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O Tempo

03/07/1892: “Jardim Zoológico – A empresa deste importante estabelecimento de criação do benemérito barão de Drummond vai hoje inaugurar diferentes divertimentos ao público fluminense, que alí terá diariamente um passatempo. O sr. M.I. Zevada, é o gerente da empresa e conhecedor de vários estabelecimentos europeus e americanos idênticos ao Jardim Zoológico, dá esperanças de engrandecer aquela instituição de mérito nacional. Há um jantar de instalação, cujo convite muito agradecemos.”

06/07/1892: “A empresa Jardim Zoológico deu domingo último um grande banquete no magnífico restaurant que existe no Jardim. Para esse banquete tinham sido convidados a imprensa e várias pessoas da nossa melhor sociedade. Correu animadíssima a festa, no meio da maior cordialidade e da maior gentileza por parte dos diretores da empresa. Durante todo o tempo em que estiveram presentes os convidados tocou uma excelente banda de música as melhores peças de seu repertório. A empresa está atualmente organisada sob grandes moldes, procurando o mais possível distrair o público por todos os meios do seu alcance, organizando concertos, bailes públicos, circos de cavalinhos, espetáculos diversos, bilhares, jogos carteados, jogo de bola e outros modos de diversão. Além disso, a empresa resolveu estabelecer um prêmio de 20$ por meio de um sorteio original. Cada pessoa ao entrar no jardim receberá por 1$, um bilhete com a indicação de um animal dos 25 que existem no jardim. Em um poste de 5 metros de altura, numa caixa fechada, será colocado um quadro representando um dos animais e quem tiver no bilhete receberá o prêmio. A empresa deposita como garantia de pagamento dos prêmios 10$000 em um banco. O serviço de bondes vai ser aumentado proporcionando assim maior comodidade ao público.”

10/07/1892: “Para os azaristas – No Jardim Zoológico venceu ontem o Avestruz. A empresa pagou de prêmios 680$.”

12/07/1892: “Prêmios Diários Sobre Animais de 20$ a 40:000$ – Vendas das Entradas na Rua do Ouvidor N° 129 e no Jardim.”

14/07/1892: “Venceu ontem o gato. A empresa pagou de pêmios 1:100$.”

16/07/1892: “Venceu ontem o cavalo. Pagou-se de prêmios 740$. Amanhã (domingo) das 3 horas da tarde em diante baverá bondes diretos. Divertimentos diversos.”

17/07/1892: “Venceu ontem o cachorro. Pagou-se de prêmio 2:08$.”

19/07/1892: “No Jardim Zoológico venceu ontem o pavão. Pagou-se prêmio de 1:140$.”

CRÔNICA — Artigo assinado por Maximo Job e publicado em O Tempo, no dia 23/07/1892, que trata ironicamente do jogo do bicho como uma prática similar às grandes jogadas financeiras da época do encilhamento, com a diferença de que era voltado para o “caipora”, o popular. Ele escreve:

“Quem nasceu para dez réis nunca chega a vintém, – é verdade que nenhum caipora é capaz de contestar. Nestes dias de prosperidade, de progresso amamentado pelo papel moeda que, às enxurradas de magníficos negócios engrandeceram o gênio das finanças, é sabido que a melhor e mais segura indústria é a do jogo e loterias sob todas as formas. Já tinhamos cassinos, clubes, cercles e outros grandes estabelecimentos industriais que prosperam a bragas molhadas sem auxílio nem nada. Temos agora a loteria zoológica, o víspora dos bichos, a rodas das alimarias.

Atirei ao trabalho honrado, isto é, ao novo jogo que é o trabalho da época. Aquele provérbio dos dez réis que não passa a vintém, haja o câmbio que houver, perseguiu-me até nesta invenção biolotérica. Os bichos fogem do caipora como o demo da caldeirinha. Caso singular! Perco sempre na mesma. Outro dia joguei no perú, e saiu o pavão, galináceo como aquele e tão vaidoso como o seu parente, mas com a diferença, que um me daria vinte mil réis e o outro fez-me perder mil réis. Comprei uma entrada com o “gato” e perdi nas garras do “tigre”, ambos felinos, e diversos no estado de domesticidade e no estado selvagem. Para maior dos pecados, quando contava desforrar-me com o elefante, cuja corpulência e força devia arrazar tudo, caiu da caixinha a estampa corcunda do camelo. Tanto um como o outro são pachydermes, mas o camelo deu os vinte mil réis e o elefante nem um nickel.

Sendo a loteria cientificamente zoológica, porque não se aplicar o sensato e justo sistema esportivo de correr as poules por coudelarias? Neste caso os lotes seriam por famílias, gêneros e espécies. Quem jogasse nos felinos poderia ganhar com o gato ou com o tigre entre os galináceos, o perú seria tão bom segundo como o pavão foi primeiro. Entre os roedores poderia eu achar dente de coelho ou apanhar ratazanas nedias e roliças com o seu recheio de notas de mil réis e farofa de vinte mil ditos. Quisesse eu jogar na alta e molharar-me-ia com os trepadores e se o tucano caísse por qualquer descuido, o papagaio de vistosas penas me levaria às alturas das finanças. E os repteis não poderiam dar a fortuna do prêmio gordo, tamanha é a família e tão rasteiro o seu gênero?

A rola biolotérica não está bem organizada; precisa de reforma, pelo menos enquanto eu perder nesse pacão. O que não posso contestar é que o sistema, como se dizia no tempo de Law, é genuinamente popular. É vir à rua do Ouvidor às 5 horas da tarde, quando a caixa sobe para os que tem de ir ao cofre, para se reconhecer que que o inventor da vispora é homem de gênio. Na primeira revolução em que eu tenha influência fal-o-hei ministro da Fazenda. Então é que o Brasil verá o que são bancos geniais de emissão e encilhamento de corar de vergonha todas as ruas Quincampoix e Alfândega passados e por vir. Ex digito, gigas. Por aqueles papéis de bichos pintados, avalia-se o gênio de um povo e a moralidade de um regime político. Ganhar pelo trabalho é uma velharia e custa uma vida inteira. Hoje reza-se por outra cartilha; o jogo, a sorte, o ágio e a advocacia administrativa parlamentar que em um abrir e fechar de mãos levam um homem a habitar palácios principescos em Lisboa ou pelintrar nos boulevards de Paris. O gênio que criou tudo isso bem sabe o que fez.”

23/07/1892: O jornal O Tempo informa que o Chefe de Polícia enviou um ofício ao diretor do Jardim Zoológico, intimando-o a suspender, imediatamente, o jogo dos bichos, sob a alegação de que aquele poderia ter sido concebido como uma diversão inocente mas que, na prática, constituía uma infração ao Código Penal. A atividade em curso no Jardim Zoológico é definida como um jogo de azar, “porque a perda e o ganho dependem exclusivamente do acaso e da sorte”. A intimação se pauta nos artigos 369 e 370 do Código Penal.

“Ao Dr. 2° delegado dirigiu ontem o Dr. Chefe de Polícia o seguinte ofício: No empenho de procurar atrair concorrência de visitantes ao Jardim Zoológico, solicitou o seu diretor para certo recreio público licença, que lhe foi concedida pela polícia, em vista da feição disfarçadamente inocente que da símples primeira descrição do divertimento parecia se deduzir. Entretanto, posta em prática essa diversão, se verifica que tem ela o alcance de verdadeiro jogo, manifestamente proibido. Os bilhetes expostos à venda contém a esperança puramente aleatória de um prêmio em dinheiro, e o portador do bilhete somente ganha o prêmio, se tem a felicidade de acertar com o nome a espécie do animal que está erguido no alto de um mastro. Esta diversão, prejudicial aos interesses dos incantos, que com a esperança enganadora de um incerto lucro se deixam ingenuamente seduzir, é precisamente um verdadeiro jogo de azar, porque a perda e o ganho dependem exclusivamente do acaso e da sorte. Como semelhante divertimento não pode por mais tempo ser tolerado, e conquanto maior fundamento quanto é certo que muitas queixas me têm sido dirigidas pelas pessoas lesadas, assim intimarei ao diretor do Jardim Zoológico para que suspenda imediatamente a continuação do aludido jogo, sob pena de ser processado na coformidade dos arts. 369 e 370 do código penal.”[sic] O Tempo, 23 de julho de 1892.
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Jornal do Commercio

03/07/1892: “Há hoje festa no Jardim Zoológico, inaugurando-se ali novos divertimentos.”

05/07/1892: “Foram inaugurados ante-ontem diversos divertimentos no Jardim Zoológico, entre os quais o do sorteio dos animais, que tem por fim animar a concorrência àquele estabelecimento. Esse sorteio consiste no seguinte: d’entre 25 animais escolhidos pela Empresa é tirado um diariamente e metido em uma caixa quando começa a venda de entradas. Às cinco horas da tarde, a um sinal dado, abre-se a caixa e a pessoa que tem a entrada com o nome e o desenho do animal, ganha-o como prêmio. No próximo domingo o público lá encontrará diversos divertimentos e jogos infantis. Está em construção uma grande sala destinada a bailes populares.”

Cartão-postal sobre o Jornal do Commercio, fundado no Rio de Janeiro, em 1827, pelo francês Pierre Plancher. Jornal conservador, no qual colaboraram personalidades do governo, entre elas o Barão do Rio Branco. Em 1877, o Jornal do Comércio publica os primeiros telegramas com notícias da agência internacional Reuters.

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Jornal do Brasil

04/07/1892: “A empresa do Jardim Zoológico realizou ontem um magnífico passeio campestre ao seu importante estabelecimento, situado no pitoresco bairro de Vila Isabel. Em bondes especiais dirigiram-se os convidados e representantes da imprensa àquele local e depois de visitarem o hotel, que se acha nas melhores condições, os jardins, as gaiolas em que se acham os animais e aves, tomaram parte em um lauto jantar, em mesa de mais de 60 talheres, presidida pelo digno diretor daquela empresa, o sr. barão de Drummond. O 1º brinde foi levantado pelo sr. Sérgio Ferreira ao sr. barão de Drummond, que em seguida com toda a gentileza brindou à imprensa, sendo correspondido pelo nosso representante. Trocaram-se ainda outros brindes, sendo o último ao sr. vice presidente da República. Como meio de estabelecer a concorrência pública, tornando freqüentado e conhecido aquele estabelecimento que faz honra ao seu fundador, a empresa organizou um prêmio diário que consiste em tirar à sorte dentre 25 animais do Jardim Zoológico o nome de um, que será encerrado em uma caixa de madeira às 7 horas da manhã e aberto às 5 horas da tarde, para ser exposto ao público. Cada portador de entrada com bilhete que tiver o animal figurado tem o prêmio de 20$. Realizou-se ontem o 1º sorteio, recaíndo o prêmio no Avestruz, que deu uma recheiada poule de 460$000. A empresa tem em construção um grande salão especial para concertos, bailes públicos, e vai estabelecer no jardim jogos infantis e outros diversos para o público. Às 9 horas voltaram os convidados, pessoas de alta distinção, penhorados todos à gentileza do sr. barão de Drummond e seus dignos auxiliares. Foi uma festa esplêndida.” [sic]

11/07/1892: “O sr. ministro da Guerra visitou ontem o Jardim Zoológico, percorrendo todas as suas dependências, acompanhado pelo sr. barão de Drummond.”

Abaixo (do lado esquerdo da tela), cartão-postal sobre o Jornal do Brasil, que começou a circular em 1891... Ao lado, selo postal emitido em 1991, em comemoração aos 100 Anos de Fundação do Jornal do Brasil (www.jb.com.br), lançado em 09/04/1891. Nota: Crônica “A solidão do Girafo”, publicada em 09/05/1981.

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O Paiz

04/07/1892: “A empresa do Jardim Zoológico ofereceu ontem um jantar a vários convidados, que em um bonde especial seguiram, às 3 horas da tarde, para o soberbo restaurante situado naquele jardim, em Vila Isabel. Para desejar que faça carreira este novo estabelecimento, basta desejar-lhe mais orientada administração do que teve o seu antecessor.”

Cartão-postal sobre O Paiz, jornal fundado em 1884, pelo banqueiro Visconde de Morais.

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Gazeta de Notícias

05/07/1892: “A empresa do Jardim Zoológico ofereceu domingo, no restaurante alí estabelecido, um lauto jantar a diversos cavalheiros.”

06/07/1892: “Jardim Zoológico – Venceu ontem o coelho. Pagou a empresa prêmios na importância de 640$000.”

Cartão-postal ilustrativo sobre a Praça 15 de Novembro e a Gazeta de Notícias. Cartão-postal sobre o jornal Gazeta de Notícias, fundado em 02/08/1865 ou 75? por Ferreira de Araujo.

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Gazeta da Tarde

08/07/1892: “O marechal Floriano Peixoto visitará brevemente o Jardim Zoológico.”


Fontes:

– Vila Isabel (www.vilaisabel.com.br/nascebicho.htm)
– Rio de Janeiro Vila Isabel (www.vila-isabel.de/geschichte/zoologico.htm)
– Dados da Fundação Biblioteca Nacional
– Museu da República – Centro de Referência da História Republicana Brasileira (www.republicaonline.org.br)
– Revista do Brasil, Ano 1, número 1, 84, Secretaria de Ciência e Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro
– Sérvulo José Drumond Franklin
– In Apontamentos para a história dos bondes no Rio de Janeiro, Gráfica Laemmert, 1953, p. 193 e 194
– Bibliografia: HERSCHMANN, Micael e LERNER, Katia
– José Luiz Bello (www.pedagogiaemfoco.pro.br/hrcrono.htm)

VELLOSO, Mônica Pimenta. As tradições populares na Belle Époque carioca. Rio de Janeiro: FUNARTE/Instituto Nacional do Folclore, 1988.


Notificação

– Existe o livro: “Águias, burros e borboletas”, um estudo antropológico do jogo do bicho, dos autores e antropólogos Roberto DaMatta e Elena Soárez (ensaio 200 páginas, ISBN: 8532509592), o qual conta, por exemplo, que a loteria popular foi criada em 1890, pelo barão de Drummond, com o objetivo de angariar fundos para a manutenção do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro...

Roberto DaMatta é professor de Antropologia da Universidade de Notre Dame (EUA). Elena Soárez é mestra em antropologia social pelo Museu Nacional da UFRJ...

– Acontece que foi no dia 03/07/1892 que o Barão apresentou a sua estratégia para atrair visitantes ao local: o jogo do bicho, como anunciam vários jornais da época citados acima...

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Última atualização: 15/06/2011.
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