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PRIMEIRO ZOOLÓGICO DO RIO DE JANEIRO
Antigo Zoológico de Vila Isabel

O Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, fundado no bairro de Vila Isabel pelo Barão de Drummond, foi inaugurado em 06/01/1888 como 1º Jardim Zoológico do Brasil. O primeiro zoo carioca teve uma área com riachos, lagos artificiais e uma extensa coleção de animais domésticos e selvagens, com bichos brasileiros como jacarés e macacos, mas também com atrações exóticas como elefante e leão, por exemplo. O estabelecimento dispunha de papel timbrado com dizeres simples, mas era diferente para a época: “Jardim Zoológico – Villa Izabel – Rio de Janeiro”.

Hoje, o atual Jardim Zoológico do Rio de Janeiro está localizado no Parque da Quinta da Boa Vista s/nº, no bairro de São Cristóvão.

O passar dos anos, entretanto, trouxe dificuldades financeiras... Para solucionar o problema e salvar o zoológico de uma crise, o Barão criou o “jogo do bicho”, atraindo a atenção de visitantes, moradores do bairro e, mais tarde, de toda a cidade, que faziam suas apostas pela manhã e retiravam o resultado à tarde... A ideia do Barão de Drumond acabou por transformar-se em uma marca no cotidiano da cidade, mas não foi suficiente para salvar o antigo zoológico, que terminou fechando suas portas na década de 1940...

O documento que fala na data da instalação provisória do Zoo diz que foi 06/01/1888 e não 5... Data do fechamento das portas do Zoo: 30/09/1940. Foi vendido e os direitos transferidos à Prefeitura do Distrito Federal pela quantia de Cr$ 10.000,00 em 24/10/1949. (Carlos)

A imagem que mostra o Barão de Drummond (1825-1897) foi publicada no AGB I, em 1939 (página 187) – Titulares do Império, 3ª parte. João Baptista Vianna Drummond (conforme ele assinava), o Barão de Drummond, que ficou famoso pelo “jogo do bicho”, nasceu em 11?/05/1825 em Itabira (MG) e faleceu no dia 07/08/1897 (despojos no Cemitério São João Baptista).

Datado de 25/08/1884, o pedido para instalação de um Zoológico em Vila Isabel foi feito pelo Barão ao Presidente e Vereador da antiga Câmara Municipal da Corte. Fundado como Sociedade Anônima, sob o título de Companhia Jardim Zoológico, em cumprimento ao contrato celebrado em 05/09?/1884. A petição inicial e o termo do primitivo contrato é um documento que está no Arquivo da Cidade (Volume I, fl 102, códice 15.4.62). [Fiquei muito emocionado ao ver a letra do Barão no pedido de instalação do zoo e estive com os documentos nas mãos. Carlos.]

Por contrato lavrado em 05/12?/1884 com a Câmara Municipal, o Barão de Drumond fundou a Cornpanhia do Jardim Zoológico, com capital de 236:000$000. Ocupava o jardim uma área de 230.000 m², pertencente à Cia. Arquitetônica, entre as Ruas Visconde de Santa Isabel, Costa Pereira e Barão do Bom Retiro. (Felipe)

No Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro há também um documento com a relação de animais do Jardim Zoológico de Villa Izabel (mortos entre 1890 a 1899), que foram oferecidos ao Museu Nacional, dentre outros, o corpo de uma girafa (giraffa camelopardalis) [sic] que é da África e que é raríssima. Talvez exista mais algum documento no Arquivo Geral, no Campo de Santana (acho lá muito confuso para pesquisas)... Lógico que algum jornal pode ter feito menção, mas desconhecemos isso e fotos anteriores a 1900 são raríssimas... (Carlos/Felipe)

Em documento ao Prefeito do Distrito Federal, a área de 250.000 m² (aparece nitidamente no documento), tinha inicialmente subvenção anual de 10:000$000, que cessou logo, por parte do novo governo da União. Com o agravamento da situação precária de funcionamento do zoo, foi pedido aumento de receita, estabelecendo acordo para princípio de 1892, de prêmio aos visitantes para que recebessem num sorteio diário 20 vezes o valor da entrada “sempre que lhes tocasse por sorte os bilhetes em que viesse a estampa do animal em cada dia escolhido para prêmio”. (Carlos)

O estabelecimento chegou a possuir uma coleção zoológica valiosa e por muitos anos gozou de bastante prosperidade. Num Guia de visitante do Jardim Zoológico de Vila Isabel, publicado em 1894, ao lado do catálogo e descrição dos animais, era apresentado um roteiro de lazer para o visitante:

Cercado de floresta secular, acha-se dividido em sóbrias alamedas e poéticos atalhos que vão ter ao alto de urna montanha, de onde se descortina o esplendoroso panorama da cidade, seus subúrbios e a baía. Daí, descendo-se por suave caminho em zigue-zague, coberta de espessa folhagem, chega-se a uma elegante vivenda construída para restaurant e que tem confortáveis acomodações mobiliadas para habitação de verão e próprias para pessoas convalescentes. Tendo o Jardim uma rua circular de 1.488 metros de extensão, por onde podem transitar diversos veículos, servindo igualmente para corridas e apostas; possui um pitoresco salão campestre adequado às reuniões familiares e piqueniques; grupos de árvores frutíferas e de flores tropicais circundam os imensos cercados, onde se veem representantes da fauna indígena; diversas casas de ferro e de alvenaria acomodam as feras asiáticas e africanas; gaiolas e jaulas provisórias servem de morada aos animais cuja coleção não foi possível prover e, finalmente, grandes lagos destinam-se à criação de aves aquáticas e à psicultura.

Fonte: “Pereira Passos: Um Haussmann Tropical”, A renovação urbana da cidade do Rio de Janeiro no início do século XX, de Jaime Larry Benchimol (1953-), coleção Biblioteca Carioca, 1990. Volume 11, 1992, 1ª edição, 2ª tiragem. Capítulo 5: A formação das companhias de carris e sua influência sobre o espaço urbano carioca. Páginas: 111 (texto acima) e 325 (imagem abaixo). Nota: Entre janeiro de 1980 e agosto de 1981, Benchimol foi professor-pesquisador no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.

Bilhete de entrada do Jardim Zoológico de Vila Isabel, datado de 1895, com o qual se fazia o jogo do bicho. Reprodução fotográfica MIS.
“LEÃO – Nº. 67307 ENTRADA NO JARDIM ZOOLOGICO – UM MIL REIS
Esta entrada dá ao portador o direito de um prêmio vinte vezes o valor da mesma, se lhe sair? o animal premiado... (válido? por 4 dias)
ESTA ENTRADA NÃO PODE SOFRER A MENOR ALTERAÇÃO”

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Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro, Avenida Presidente Vargas, 3º andar (material do antigo zoo)
Pesquisa de Carlos Alberto Meda, entre junho a dezembro de 2009.

Ao Prefeito do Distrito Federal: Pedido para estabelecer na porta de nº 28 da Praça Tiradentes um ponto de bilheteria para compra de entrada do Zoo, com direito à passagem de ida e volta no bonde de Villa Izabel, datado de 19/09/1895. Indeferido (não aprovado) pelo Prefeito em 1895.

Depois da morte do Barão, o seu sobrinho Carlos Drummond Franklin assumiu a direção do zoo... Segundo Carlos Drummond Francklin “o animal mais caro chegado ao J. Z. V. Isabel foi uma girafa adquirida no tempo da monarquia por 15 contos de réis”. Vi fotos de girafas no zoo carioca de 1974 e 1976, num albunzinho...

Elogio de Carlos Drummond Francklin ao Zoo do Pará pelo cuidado na manutenção e expansão do crescente número de espécies a cada ano. Diz ele, que segundo o Boletim do Museu Paraense – volume II número 1, de 01/05/1897, o número de espécies era de 66 representados por 148 indivíduos. Dirigido pelo naturalista Dr. Emílio Goeldi, o Estado mantém o Museu, Jardim Botânico e Jardim Zoológico, com um orçamento anual de 150:000$000.

Relatório do diretor Geral Interino da Polícia Administrativa sobre a petição dos proprietários do Zoo de Villa Izabel sobre a condição precária de funcionamento do Zoo. Documento datado de 1900 e assinado por Aurelium Portugal. Informa lista dos animais vivos naquela data – dentre outros: leão-da-barbaria (Leo barbarus), macaco-rhesus (Macaca mulatta), babuíno-sagrado, urso-negro – fêmea, onça-negra, onça-parda, lobo-europeu – macho, hiena – casal, veado-campeiro, cervo-dama, cervo-axis, carneiro-selvagem, zebu-anão, canguru – macho, porco-espinho-da-índia, cisne-branco, jacaré, cacatua, grou-demoiselle, guanaco – machos, condor-dos-andes – fêmeas, seriema etc.

Animais: elefante, chimpanzé, águia, tamanduá, urso-malaio, urso-branco, lobo-marinho, tigre, e outros. Seu animal mais famoso era uma chimpanzé de nome “Lulu” que foi substituída na metade da existência do zoo, por outra chimpanzé de nome “Sophia”... Outra personalidade era a elefoa “Elza”...

Arquivo da Cidade (Volume I, fl 102, códice 15.4.62) – Pedido de 4 mil réis ao Prefeito do Distrito Federal Francisco Pereira Passos relatando que o Zoo estava mal cuidado e precisava de auxílio na manutenção; documento escrito por Carlos Drummond Francklin – Diretor Gerente do Zoo, em 21/02/1903. – Veredito positivo, informando ser possível os 4 mil réis mensais por merecidos serviços à comunidade, datado de 20/03/1903.

Abaixo (do lado esquerdo da tela), bilhete postal com foto P&B, “S. Gradim & Ca. Rio-de-Janeiro – Jardin Zoologique III – Rio de Janeiro – Brésil”, circulado para Bourges em 24/06/1904, com porte de 50 réis e três carimbos no verso; peça adquirida de Marcelo em 10/10/08. Nota: Na coleção há outro igual circulado para Anvers em 07/03/1904; adquirido de Joaquim em 03/10/09.

Do lado direito, bilhete postal com foto branco e preto: “S. Gradim & Ca. Rio-de-Janeiro – Jardin Zoologique II – Rio de Janeiro – Brésil”, circulado de Petrópolis para Oran – Argélia, no começo do século XX, com porte de 100 réis e dois carimbos no verso: Rio de Janeiro 25/03/1905? (5ª) e Petropolis 25/03/1905? (Tarde)...

Bilhete postal Nº 15 “Jardim Zoológico – Rio de Janeiro”, Garcia – Grav., editado por J. Schmidt, Alfandega – Rio, circulado do RJ para Copenhague/Dinamarca em 1908, com porte de 100 réis; adquirido de Cláudio em 25/09/10 (lote 3653, leilão R$50, R$125). Não sei se J. Schmidt, editor do cartão, foi brasileiro ou não, pois muitos destes cartões foram confeccionados por fotógrafos estrangeiros e parte deles também foi impressa no exterior, mesmo com motivos brasileiros... Nota: Na coleção há outro igual, circulado do RJ para São Paulo em 07/09/1903, com porte de 10 réis; adquirido de Riopostal (R$100).

Do lado esquerdo da tela, cartão-postal sem data “Rio de Janeiro – Jardim Zoológico”, Nº 67 CROMOCART – G.W., não circulado em bom estado de conservação, medindo 9 × 14 centímetros. Do lado direito, bilhete postal manchado e mal conservado com foto sépia, “Leões – Jardim Zoologico – Rio de Janeiro”, circulado do Rio de Janeiro em 14/10/1913 para São Paulo, onde recebeu dois carimbos na frente 15/10/1913 (4ª Secção), mais dois carimbos no verso em 16/10/1913.

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RELAÇÃO DOS ANIMAIS MORTOS OFERECIDOS AO MUSEU NACIONAL PELO JARDIM ZOOLÓGICO DESDE 1890 A 1899
Consultado no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro; documento Word criado em 28/06/2006.
Pesquisa de Felipe Santos Magalhães; transcrição do documento [sic] enviado para Girafamania em 14/04/2010.

CLASSE DOS MAMÍFEROS

Série dos primatos — Ordem dos simianos:
Diversas espécies de micos (cebus) como: o capuchinho, o macaco prego ou sauhy e o mico propriamente dito – cebus capucinus, c. fatuellus, c. apella – Brasil
O Cuxiú – pithecia árbara – Norte do Brasil (raro em coleções zoológicas)
O Coitatá – ateles paniscus – Pará e estados vizinhos.
O Barbado Vermelho, Guariba – mycetes rufus – Brazil (raro em coleções zoológicas)
O Mandrill – papio árbar – África (principalmente Guiné)
O Hamadryas – cynocephalus hamadryas – África (principalmente Abissínia)
O Macaco javanês – macacus cynomolgus – Java, etc.
O Tota – cercopithecus grisco-viridis – África

Série dos ungüiculados — Ordem dos carnívoros:
O Leão da barbaria – leo barbarus – África setentrional
O Tigre real de Bengala (esqueleto) – tigris regalis – Índia
O Cuguar ou puma – puma concolor – América (sul e norte)
O Jaguar – leopardus onça – América do Sul
O Jaguarandy – puma yaguarundy – América do sul (raro)
A raposa da Europa – vulpes vulgaris – Europa
O lobo – lupus vulgaris – Europa e Ásia
Cuati de bsndo – nasua socialis – Brasil
O Cuati mundéo – nasua solitária – Brasil
O Urso pardo – ursus arctos – Europa
O Guaxinim – procyon concrivorus – Brasil
A Irara – gallictis árbara – Brasil
O Teixugo – meles taxus – Europa (raro)
O Ursos malaios – Índia (raros)

Ordem dos marsupiais:
O Canguru gigante – Macroopus giganteus – Austrália
O canguru de benett – halmaturus benettii – Austrália

Ordem dos roedores:
O caxinguelê – sciurus brasiliensis – Brasil
A capivara – Hydrochorus capibara – Brasil
A paca – coelogenys paca – Brasil
A cotia – dasyprocta aguti – Brasil
O coandú – cercolabes prehensilis – Brasil
O Mara – lebre patagonica

Série dos desdentados — Ordem dos desdentados:
O Aï – bradypus tridactylus – Brasil
A preguiça – bradypus didactylus – Brasil
O tatu-peba – dasypus setosus – Brasil

Série dos ungulados — Ordem dos ruminantes:
A girafa – camelo pardalis girafa – África (raríssima)
O camelo de bactriana – Camellus bactrianus – Ásia e Africa (raro)
O Guanaco – auchenia guanaco – Chile (raro)
O Waipiti – cervus canadensis – (grande e raro veado) América do Norte
O cervo europeu – cervus elaphus – Europa (raro)
O Axis – axis maculata – Índia (raro)
O veado mateiro-catingueiro – subulo rufus – Brasil
O Nilgó – portax juctus – Índia (raríssimo)
O capricórnio – cervicapra benzoartica – Índia (raro)
O Búfalo – bos bufalus – Ásia e África
O Yack – bos grunnicus – Ásia (raríssimo)
O carneiro da Pérsia – ovisaries steatopyga – Ásia

Ordem dos paquidermes:
O elefante da índia – elephas indicus – Índia (raríssimo)
O tapir ou anta – tapirus americanus – Brasil
O caitetú – dicotyles torquatus – Brasil
O queixada – dicotyles labiatus – Brasil

CLASSE DAS AVES

Série das trituradoras — Ordem dos psittacineos:
A arara canga – ara macáo – Brasil
A arara azul – ara ararauna – Brasil
A Maracanã – ara severa – Brasil
A arara roxa – anodorphyncus hyacinthinus – Brasil (raríssima)
A cacatúa nica – cacatúa nica – Austrália (rara)
A cacatúa cor de rosa – cacatúa leadebeatery – Austrália
A cacatúa do peito cor de rosa – plissolophus roseicapillus – Austrália (rara)
O Domicella – coronus domicella – China (raríssimo)
O periquito da nova Holanda – nymphicus nova-hollandie – Austrália

Ordem dos coracirostros:
A gralha preta – corvus corone – Europa (rara)

Ordem das aves de rapina:
O mocho gigante da Europa – Urrae da Russiahubo maximus – Europa (raríssimo)
O caracará – polybouss brasilianus – Brasil
A águia das pedras – aquila fulva – Europa (raríssima)
A harpia – harpya desfructor – Brasil
A urutaurana – ptarnura tyranus – Norte Brasil (rara)

Série das esgravatadoras — Ordem dos galináceos:
O jacú peba ou pemba – penelope cristata – Brasil
O jacutinga – penelope pipele – Brasil
O aracuan – ortalida oracuan – Brasil (rara)
O mutum preto – crax mitú – Brasil
O mutum cristado – crax blumenbachil – Brasil (raro)
O pavão – pavo cristatus – Ásia

Ordem dos columbídeos:
A pomba apunhalada – columba cruentata – Austrália (rara)
A grande pomba – goura coroadagoura coronata – África (raríssima)
A Kukuli – melopedia meloda – Brasil (rara)

Série das cursoras — Ordem das brevipenas:
O avestruz da África – struthio camellus – África (raríssimo)
O nandú – rhea americana – Brasil

Série das ribeirinhas — Ordem dos pernaltas:
O socó – ardea peleata – Brasil
O grou real – ballarica pavonina – África (raríssima)
O Anhiuma – palamedea cornuta – Norte do Brasil (rara)
O tahau – palamedea chavana – Sul do Brasil (rara)
O Jabiru – mycteria americana – Brasil

Série das nadadoras — Ordem dos steganopodes:
O pelicano – pelecanus onocrotalus – África (raríssimo)

Ordem dos lamellinstros:
O pato mandarim – aix galericulata – China (raríssimo)
O pato Carolina – aix sponsa – América do Norte (raríssimo)
O cisne – cygnus atratus – Europa

CLASSE DOS REPTÉIS

Ordem dos crocodilianos:
O Jacaré – alligator fissipes – Brasil

Ordem dos sáurios:
O lagarto teju – salvator marianœ – Brasil

Ordem dos quelônios:
O jabuti – testudo Hercules – Brasil

Ordem dos ofídios:
A anaconda – eunectes murinus – cobra colossal – Brasil
A jibóia – boa constrictor – cobra colossal – Brasil
A cascavel – crotalus horridus – Brasil

Devemos notar que muitas das espécies citadas foram oferecidas ao Museu Nacional duplicadamente. Além dessas ofertas o museu pediu para a recomposição das flechas das coleções antropológicas e etnográficas, penas de diversas aves, no que foi imediatamente satisfeito, merecendo o Jardim mais um grande elogio do Dr. Ladislao Netto. Os animais, indo para o museu, servem a duas coleções: a de esqueletos e a de taxonomia. Observação: Emitido em 28/02/1900 com o selo recolhido.


Em 16/10/1967, pelo Decreto nº 1456, o antigo local do Zoológico de Vila Isabel passou a se chamar “Recanto dos Trovadores”...

Abaixo, seguem oito fotografias tiradas no começo de outubro de 2009, by Carlos Alberto Meda. Todas mostram como está o local que abrigava o primeiro Zoológico do Rio de Janeiro, isto é, o que restou de mais expressivo dele, pois o local é a entrada de uma favela, atualmente.

A foto do lado esquerdo da tela mostra uma vista interna do muro com grades de ferro do antigo Zoológico de Vila Isabel (por fora o muro estava todo pixado)... No centro da tela a foto mostra o portão de entrada. Do lado direito da tela, um aspecto do interior do zoo..

A foto do lado esquerdo da tela mostra uma pequena ponte... A foto do lado direito relata o que restou do último viveiro que foi utilizado para abrigar côndores...

Aspectos dos jardins no interior do antigo zoo, atual “Recanto dos Trovadores”...

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CONTATO

05/04/2010: Felipe Santos Magalhães (felipesm1 @ hotmail.com). Assunto: imagens jardim zoológico de Vila Isabel. Prezado Sérgio Sakall, Meu nome e Felipe Magalhães e atualmente sou professor de História do Brasil República da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. No ano de 2005 defendi tese de doutorado intitulada “Vale o escrito – Uma história social do jogo do bicho no Rio de Janeiro (1890-1960)”, na qual escrevi um capítulo sobre a criação do jardim zoológico de Vila Isabel e sua relação com o início do jogo do bicho. Tive acesso a uma série de documentos, mas não consegui ter acesso a nenhuma imagem do zoo de Vila Isabel. Neste momento, estou preparando a tese para transformá-la em livro e numa busca na internet vi que você possui imagens sobre o antigo estabelecimento. Deste modo, gostaria de demonstrar meu interesse de ter estas imagens na futura publicação. Por outro lado, preciso saber se você estaria disposto a ceder tais imagens e como poderíamos fazer para empreender esta negociação. Respeitosamente.

06/04/2010: Será uma satisfação ceder tais imagens para sua publicação! Penso que poderíamos trocar isso com os dados documentais que você cita possuir... Felipe gostaria de saber como teve acesso a série de documentos, também quantos são; principalmente se algum documento relata sobre os primeiros animais recebidos pelo zoo; ainda por que o título de sua tese compreende 1890-1960, uma vez que a prática do jogo do bicho teve início em 1892 e terminou em 1941, definitivamente... Você utilizou estas datas apenas pela abrangência da Primeira República (1889) até a Segunda ou até Juscelino? É isso? Enfim, espero aprender mais com “meu” novo professor e desejo que seja proveitoso o nosso relacionamento.

06/04/2010: Gostaria de saudá-lo e dizer que seu hobby é importantatíssimo pois não permite que uma documentação inexistente em arquivos se perca. Você não faz ideia de como era angustiante ler documentos sobre o zoo de Vila Isabel sem ter acesso a nenhuma imagem. Num dado momento da pesquisa cheguei a ler referências sobre a planta do zoo, mas nunca encontrei. Alguns documentos aos quais tive acesso, você os cita no girafamania, foram todos encontrados no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Sobre os animais tive acesso a um documento de 1910 com uma relação dos animais mortos, se você não tiver posso te mandar. Há alguns relatos sobre este zoológico num livro chamado “O Rio de Janeiro do meu tempo” de Luiz Edmundo e há notícias sobre um outro zoológico anterior ao do Barão de Drummond. Minha tese está disponível na internet para download, é só entrar no google com o meu nome ou com o título. Lá também você terá toda a lista dos documentos sobre o zoológico, mas se você quiser posso preparar um documento especial para você. E, para concluir, estou de completo acordo com sua proposta. Também prefiro a camaradagem e a troca. Estou escrevendo um novo projeto de pesquisa sobre o bairro de vila isabel e o jardim zoológico é elemento fundamental para se entender o bairro e o projeto de modernização empreendido pelo Barão de Drummond naquela área. Terei o maior prazer de te informar sobre os rumos da pesquisa e sobre materiais que possam te interessar. E o seu oferecimento de escanear estas imagens em alta resolução é muito gentil. Assumo desde já o compromisso de te dar os créditos. Abraço.

Título: Ganhou leva... do vale o impresso ao vale o escrito uma história social do jogo do bicho no Rio de Janeiro (1890-1960)
Autor: Felipe Santos Magalhães
Categoria: Teses e Dissertações | Ano da Tese 2005
Instituição:/Parceiro [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES
Instituição:/Programa UFRJ/HISTÓRIA SOCIAL
Área Conhecimento HISTÓRIA | Nível Doutorado
Resumo: Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro; 3 de julho de 1892. Neste domingo do inverno carioca foram inaugurados vários divertimentos no Jardim zoológico de propriedade do Sr. João Baptista de Vianna Drummond; o Barão de Drummond. O parque estava localizado no bairro de Vila Isabel; próximo às montanhas do Engenho Novo. Em função da ocasião especial; as companhias de bondes destinaram vagões especiais para transportar as autoridades até o local das festividades. Ao passar pelos portões de entrada do zoológico; o visitante recebia um ticket. Neste bilhete estava impressa a figura representando um animal. Colocada a cerca de 3 metros de altura em um poste próximo a entrada do Jardim; havia uma caixa de madeira. Dentro dela estava escondida a gravura de um animal; escolhida entre uma lista de 25; incluindo o avestruz; a vaca; a borboleta e o crocodilo; entre outros. Neste domingo; às 5 da tarde; a caixa foi aberta pela primeira vez e todos puderam descobrir a identidade dos ganhadores do prêmio de 20$000; vinte vezes o valor pago pelo ingresso. Tendo recebido a liberdade; o avestruz pôde fazer a felicidade de 23 sortudos visitantes. Alguns dias depois de sua criação; a novidade passou a ser tratada como escândalo e o jogo do bicho foi posto na ilegalidade em abril de 1895. Proibido por lei continuou existindo como loteria ilegal. Por esta época os animais já haviam “pulado” os muros do zoológico do Barão e construído uma vida nas ruas da cidade. Logo incorporado ao mercado de loterias existentes; o jogo do bicho passou a ser intensamente explorado por book-makers; nos armazéns de secos e molhados; nos quiosques; nos mais diversos estabelecimentos comerciais e pelos vendedores ambulantes. No período privilegiado para esta pesquisa; procurou-se construir uma trajetória para o jogo do bicho desde o início de sua exploração no Jardim Zoológico até o momento em que a organização para a exploração do negócio em torno do bicho já estaria montada; estruturada e hierarquizada. Legitimado imediatamente pelos apostadores e em função do Estado não conseguir definir claramente qual seria o status do jogo do bicho e daqueles que o exploravam e vendiam; esta loteria acabou cumprindo uma trajetória que a acabou colocando no espaço da fronteira entre o legal e o ilegal; a ordem e a desordem.

Os bichos fugiram do Zoo!
Surgido no Zoológico do Rio de Janeiro, o jogo do bicho logo ganhou as ruas e nem a repressão conseguiu enjaulá-lo novamente
Por Felipe Magalhães, publicado na Revista de História do Museu Nacional (www.revistadehistoria.com.br), em 01/09/2006.

14/04/2010: Prezado Sérgio, Espero que já tenha conseguido acessar minha tese, caso contrário posso te mandar o arquivo em PDF. Envio em anexo a transcrição de um documento com uma lista de animais mortos enviado pelo zoo em 1910, consultado no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.

15/04/2010: Nunca ouvi dizer sobre um outro zoológico anterior ao do Barão... Muito obrigado pelo documento de 1910 com a relação dos animais mortos... Encontrei uma página sobre sua tese disponível na internet que julguei mais interessante: Domínio Público (www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do?select_action=&co_autor=14725)... Há algum outro endereço? Para ter acesso precisa de cadastro...; fiz isso, entretanto não conseguia acessar o download nessa dita página, pois sempre me aparecia “Service Temporarily Unavailable”, apenas os detalhes e resumo da obra eu lia... Puts site chato... não é? Também gostaria de saber o motivo de aparecer dois arquivos no formato PDF, um de tamanho 751,84 KB (227 páginas) e o outro 1,55 MB (183 páginas)... Suponho que sejam iguais... Enfim, ainda não li todo o texto... mas é isso que você irá publicar com as imagens que vou te mandar? Felipe, além do Rio, também encontrei seu nome na Universidade de Tocantins... é seu mesmo? Estou te devendo o escans... em breve faço isso...

16/04/2010: Enviei arquivo Zoológico de Vila Isabel Aves...

16/04/2010: Quanto à lista dos animais, copiei manualmente. Costumo copiar os documentos da forma como estão grafados no documento, mas não posso te dizer que tenha certeza sobre a grafia. É provável que eu vá ao Arquivo da Cidade e lá posso ver a documentação e te dizer como está escrito no original. Também não lembro se estava em itálico, te confirmo isto quando estiver novamente com o documento em mãos. Quanto ao tipo de arquivo, eu não entendo muito bem deste negócio, deixarei pra você decidir sobre isso e só a parte da frente do cartão é suficiente. A imagem que tenho do Barão é a mesma que você tem e me foi enviada pelo pessoal da Revista de História da Biblioteca Nacional. Não sei porque a tese aparece em dois formatos diferentes, mas ela também está disponível no site da UFRJ, ns base MINERVA. E a tese está disponível no Domínio Público em função de um convênio do MEC com alguns programas de pós-graduação que enviam os arquivos para serem disponibilizados virtualmente. E continuo te agradecendo pela boa vontade. E se você quiser ver algo bem interessante, vá para (www0.rio.rj.gov.br/arquivo/anexo/pereira_passos_haussmann_carioca.pdf). Vai ser aberto um arquivo PDF, um livro, vá para a página 355. Irá abrir a imagem de um ticket do Jardim zoológico do barão.

28/11/2011: Prezado Sérgio Sakall, após uma enorme demora por conta da editora, agora o livro parece que vai sair. Por se tratar de uma publicação de cunho acadêmico e ser totalmente bancada por dinheiro público gostaria de te pedir que assinasse um documento cedendo os direitos de imagem para a publicação. Conforme havia combinado com você todos os créditos foram dados, além dos agradecimentos formais. Envio-te uma minuta do documento para que você dê uma olhada e diga se está de acordo. Se estiver tudo ok, te enviarei o documento pelo correio e te pedirei que o reenvie para mim. Abraço. Arquivo Documento do Microsoft Office Word 97-2003 (.doc): Autorização Sérgio Sakall.doc

AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM EM PUBLICAÇÃO DE CUNHO ACADÊMICO

Eu, Sérgio Eduardo Sakall, residente em São Paulo – rua –, CPF, fotógrafo, autorizo a Editora FGV, sediada no Rio de Janeiro, a utilizar as reproduções fotográficas das imagens listadas/descritas abaixo e das quais sou o responsável legal, no livro “Ganhou, leva! O jogo do bicho no Rio de Janeiro (1890-1960)”, de autoria de Felipe Santos Magalhães, obra com previsão de publicação até o final do segundo semestre de 2011. A editora deve, junto ou em remissão às imagens descritas abaixo, dar os devidos créditos, conforme descrição a seguir: Direitos de imagem cedidos por Sérgio Sakall, editor do site Girafamania (www.girafamania.com.br). Sem mais, firmo e dato a presente autorização/cessão.

DESCRIÇÃO DAS IMAGENS: Imagem 1: Cartão-postal nº 15 “Jardim Zoológico — Rio de Janeiro”, editado por J. Schmidt e enviado em 1908 para a Dinamarca | Imagem 2: Cartão-postal com foto em preto e branco: “S. Gradim & Ca. Rio-de-Janeiro – Jardin Zoologique II – Rio de Janeiro – Brésil”, circulado de Petrópolis para Oran – Argélia, provavelmente em 1905. | Imagem 3: Cartão-postal com foto em P&B: “S. Gradim & Ca. Rio-de-Janeiro – Jardin Zoologique III – Rio de Janeiro – Brésil”, enviado em 1904. | Imagem 4: Cartão-postal com foto em sépia: “Leões – Jardim Zoologico – Rio de Janeiro”, enviado em 1913.

São Paulo, 28 de novembro de 2011.
Editora FGV – Fundação Getúlio Vargas Editora
Rua Jornalista Orlando Dantas, 37 | Rio de Janeiro, RJ – CEP: 22231-010
editora@fgv.br | www.fgv.br/editora | 21 3799.4420

28/11/2011: Olá Felipe! Que legal que o livro vai sair... Fiquei feliz! Notei que teve uma leve mudança no título... Suponho que os scans ficaram bons... Você viu alguma impressão? Caso for necessário é só dizer que te envio novamente; ok?! O documento está tudo ok sim. Foi devidamente preenchido e estou reenviando para você. Felipe, não é necessário apenas imprimir e te mandar? Por que você tem que me enviar pelo correio tal documento? Será impresso em algum papel especial? Se for apenas para imprimir e te mandar eu faço isso; só me envie seus dados residenciais. Só uma coisa: no texto da editora está que a obra tem previsão de publicação até o final do segundo semestre de 2011... Vai ser lançado agora no mês de dezembro ou a editora errou o ano e seria 2012? Ainda quero dizer: como ninguém, tampouco você me disse sobre o meu exemplar, o que devo fazer para agregar à minha coleção um?! (rs) Aguardo suas instruções.

28/11/2011: Prezado Sérgio, Primeiramente quero te agradecer pela pronta resposta e pelo seu aceite. Quanto ao título houve uma pequena mudança sim, por sugestão da editora. O livro ainda não foi impresso, está apenas nas provas. Quanto ao fato de eu te enviar o documento não queria te dar mais este trabalho, afinal você tem sido muito gentil desde o início e não queria te importunar ainda mais. Então já aproveito para te agradecer por mais esta gentileza (o endereço vai no fim da mensagem). Quanto ao ano da publicação, há um contrato assinado com a FAPERJ – Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (www.faperj.br), que determina que a publicação saia até dezembro de 2011. Acredito que o lançamento seja em 2012, mas ele sairá na ficha catalográfica com o ano de 2011. Quanto ao seu exemplar, pode ficar tranquilo que assim que eu o tiver em mãos o enviarei para você. Abraço.

28/11/2011: Pode ser impresso em papel reciclado? Cuja cor é meio creme... O papel é Romitec, no formato A4 (210 × 297 mm), Gramatura 180g. Se precisar ser branco tudo bem, pois eu preciso comprá-lo mesmo... Só acho que não poderei te remeter amanhã... Mas se puder ser este reciclado amanhã mesmo eu te envio... ok Abraço e inté. | Pode ser em papel reciclado, não há problema. | Felipe, Hoje, dia 29/11, postei um Sedex para você que, certamente, chegará amanhã. Número para rastreamento: SI108996195BR. Quando chegar, por favor, avise-me se está tudo certo, ok?! Vou aguardar meu exemplar, heim? (rs) Grande abraço e inté.

02/12/2011: Prezado Sérgio, Quero agradecê-lo uma vez mais pela sua gentileza. O documento já está comigo. Assim que eu tiver com os exemplares em mãos, irei te enviar o seu. Abraço, Felipe.

21/03/2012: Recebi através de PAC (PB540317095BR), postado em 15/03/12 da AC Vila Isabel, pesando 0,525 kg, um exemplar do livro com a seguinte dedicatória: “Prezado Sérgio, Tome este livro como um agradecimento. Que os bichos continuem nos dando sorte! Abraço, Felipe 15.03.2012”. Em quatro páginas da obra (página 31 e no anexo de imagens entre as páginas 184 e 185): “Direitos de imagem cedidos por Sérgio Sakall, editor do site Girafamania (www.girafamania.com.br)”. Agradecimentos (página 246): “Por falar nas imagens, quero também agradecer a Sérgio Sakall, editor do site Girafamania e colecionador apaixonado por jardins zoológicos, que me cedeu muito gentilmente o direito de usar alguns de seus cartões-postais com imagens do Jardim Zoológico de Vila Isabel, raras e valiosas imagens.”

Título: GANHOU, LEVA! O jogo do bicho no Rio de Janeiro (1890-1960)
Autor: Felipe Magalhães
ISBN: 978-85-225-0941-6 | Código de Barras: 9 788522 509416
Idioma: Português | Assunto: História
Editora: FGV – Fundação Getúlio Vargas Editora | Edição: 1ª | Ano: 2011
Acabamento / Encadernação: Brochura | Formato Médio: 16 × 23 | Número de páginas: 248

Sinopse: Baseado em depoimentos orais, trechos de jornais da época, propagandas e textos literários, o autor e historiador mostra neste livro o sucesso da atividade nos primeiros tempos, o início e o acirramento da repressão, a oscilação constante entre escândalo e folclore.

22/03/2012: Olá Felipe! Parabéns pelo seu livro! Adorei ver as imagens dos cartões-postais; amei ler a dedicatória e ver o crédito Girafamania... (rs) Só senti falta de ver uma 3x4 sua no lugar que diz sobre o autor... Muito amável e elegante foi você ao me incluir nos Agradecimentos. Muito obrigado Felipe! Vou divulgar o seu livro em Girafamania, claro. Sucesso! Abraços e inté.

23/03/2012: Oi Sérgio, Obrigado pelas palavras e fico feliz que tenhas gostado do modo como seus postais foram tratados e dos créditos, são mais do que justos. E continuo a te agradecer pelas respostas e auxílios sempre rápidos. Quando definir a data do lançamento te aviso. Abraço, Felipe.

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Última atualização: 23/03/2012.
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