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ZOOLÓGICOS DA CIDADE DE CURITIBA

A capital do Paraná, Curitiba, oferece à visitação pública dois parques que abrigam coleções de animais de variados grupos e espécies, expostos em duas áreas distintas, sendo uma no centro da cidade, o Passeio Público, inaugurado em 02/05/1886, e outra na periferia, localizado no interior do Parque Regional do Iguaçu, conhecido como Zoológico Municipal de Curitiba, aberto em 28/03/1982.

Passeio Público e Zoológico de Curitiba

O acervo do Departamento de Zoológico tem 2.800 espécimes (2007), aproximadamente, representadas por aves, diversas espécies de mamíferos exóticos e nativos, em destaque a ordem dos primatas – incluindo o maior grupo de mono-carvoeiros em cativeiro –, répteis e aquários disponíveis nos dois parques.

A visitação é gratuita em ambos os parques, o que permite ter um afluxo de pessoas bem representativo, e apesar das flutuações existirem, já se registrou em torno de 10.000 pessoas em um final de semana no Zoológico de Curitiba. No caso do Passeio Público o parque é também passagem de pessoas que transitam pela cidade e aproveitam para “dar uma olhada” nos animais.

O Jardim Zoológico de Curitiba possui exemplares da fauna de todas as partes do mundo. São tigres, chimpanzés, hipopótamos, girafas, grous, ariranhas e dezenas de outras espécies. As condições ideais de tratamento possibilitam a reprodução em cativeiro de animais como o bisão-europeu, o lobo-guará, a arara-de-colar e a ararajuba.

Na Casa de Acantonamento acontecem aulas de educação ambiental para crianças. Lanchonetes, banheiros, abrigos e um mirante de 40 metros de altura completam a infra-estrutura (Wikipédia).

Hipopótamos – Os três hipopótamos do zoológico, Dino, Penélope e Charlene, foram motivo de uma extensa reportagem, apresentando curiosidades sobre o casal e seu filhote e sobre a espécie na natureza (O Estado do Paraná, Zoo abriga três moradores de peso, Végas, C., 03/03/06). Nota mais antiga: O hipopótamo, por ser nascido em 17/10/1992, recebeu o nome de Trotski em homenagem a um dos líderes da Revolução Russa.

Leões – Os nomes dos três filhotes de leão que nasceram em 11/2006, “Leo”, “Leona” e “Nala”, foram escolhidos pelo público. Eles vivem com a mãe, “Diana”.

O zoológico expõe a harpia, também o urso-de-óculos e dois filhotinhos de onça-pintada! Acolhe também (02/10/07, by Lídia) dois exemplares de tigres: o macho chamado “Toni” e a fêmea “Fofa”. A tigresa Fofa foi cuidada por dedicados veterinários. Recebeu colinho, mamadeira e muita proteção humana...

O Zoológico de Curitiba ficou famoso por ter sido o primeiro a conseguir com que lontras se reproduzissem em cativeiro... Entre as espécies que já procriaram estão: ema, tamanduá, camelo, macaco, leão e girafa...

Endereço do zoológico do centro, o mais antigo (sede administrativa):

— Zoológico Municipal de Curitiba – Parque Passeio Público
Prefeitura Municipal de Curitiba – Secretaria Municipal do Meio Ambiente
A/C: Departamento de Zoológico – Administração do Passeio Público
Rua Presidente Faria, s/n° – Centro, Curitiba – Paraná (PR) – CEP: 80020-290
Telefone: (41) 3222-2742 / 9961-5224, (41) 3233-2158, (41) 3378-1515

Abaixo, o endereço do outro zoológico, localizado no interior do Parque Iguaçu:

— Zoológico Municipal de Curitiba – Parque Regional do Iguaçu
Rua João Miqueletto, s/n° – Jardim Paranaense, Alto Boqueirão, Curitiba – CEP: 81860-270
As atividades podem ser agendadas pelos telefones:
(41) 3378-1221, (41) 3378-1515 (Acantonamento), (41) 3379-7634 e (41) 3321-8533
Ou pelos endereços eletrônicos: eazoo@curitiba.org.br e eazoocuritiba@yahoo.com.br
zoo@smma.curitiba.pr.gov.br – www.curitiba.pr.gov.br (Secretarias e Órgãos / Meio Ambiente)
www.parques-curitiba.com/parque-iguacu-zoologico.htm

Bosque Capão da Imbuia – Museu de História Natural
A/C: Sra. Lígia Mieko Abe (devolveu o envelope); Gilda (chefe do museu).

Nota (Lídia 04/10/07): A informação que recebi é que a correspondência poderá ser despachada para os três locais sendo, em seguida, enviada via molote à sede administrativa no Parque Passeio Público, ao Sr. Marcos Elias Traad da Silva (msilva@smma.curitiba.pr.gov.br) – atual diretor do Departamento de Zoológico.

Foto by Sérgio Sakall (12/2002).
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História do Passeio Público

Inaugurado em 1886, o Passeio Público é um relicário de preservação natural, bem no centro da cidade, com aproximadamente 70.000 m² e vários pontos de atração. O Passeio Público foi inaugurado como produto do saneamento de um charco na região central da cidade.

Inicialmente a finalidade da construção desse parque foi a de drenar uma área pantanosa. Posteriormente foram incorporados animais, tornando-se o primeiro zoológico da cidade de Curitiba. Hoje, divide seu espaço com o Zoológico de Curitiba, para onde a grande maioria dos animais foi transferida.

Seu portal principal, na esquina da Rua Presidente Faria com Avenida João Gualberto, é cópia do portão que existiu no Cemitério de Cães em Paris... Construído em 1913, em estilo Art Nouveau, foi projetado pelo arquiteto alemão Frederico Kirchgassner. Outra citação, no livro “Passeio Público”, diz que o portão foi encomendado na década de 20, ao arquiteto francês Joseph Antoine Bouvard, o qual projetou o portão original, em Paris...

No entanto, o Cemitério de Cães de Asnières, “Le Cimetière des Chiens d’Asnières” (www.memory-animalier.fr), localizado em Asnières-sur-Seine (comuna nos subúrbios do noroeste de Paris, ao longo do rio Sena), foi aberto ao público em 1899 – portanto 13 anos depois do Passeio Público... O arquiteto parisiense Eugène Petit, que assina vários edifícios do distrito XIV (arrondissement), foi o contratado para projetar a entrada do cemitério. Ele desenvolve o portal em estilo Art Nouveau, ladeado por duas portas para tráfego de pedestres.

Fotografia do portão do Passeio Público, by Lídia em 13/05/05. Panfleto do Passeio Público de Curitiba, com foto da entrada principal. Ainda o livro “Passeio Público”; presentes de Lídia em 18/05/05.

O Passeio Público foi palco de fatos marcantes na história de Curitiba, como a primeira experiência com luz elétrica, em 12/1887. O parque possui três lagos, sendo que em cada um tem uma ilha. Em 1966, ao completar 80 anos, o Passeio foi inteiramente reformado. Lá se encontram duas placas de bronze, uma com inscrição da doação do terreno e outra sobre o tombamento do portão pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, no ano de 1974.

Cartões-postais que compreendem a coleção (adquiridos de Cesar, em 27/12/09):
30/12/1910 – “Passeio Publico Curityba” (alameda com coqueiros). Bilhete postal circulado para o Rio de Janeiro (com pequeno senão)...

Do lado esquerdo, bilhete postal colorido – “Curityba, Paraná Brazil, Passeio Publico” (ponte sobre lago). Editor: Julio C. Langer, Curityba. Circulado com selo de 50 réis e 4 carimbos no verso, 2 saída de Curitiba 16/06/1906, 1 de trânsito no Rio de Janeiro 21/06/1906 e 1 chegada...

Do lado direito da tela, cartão-postal fotográfico em branco e preto, s/d – “Curitiba, Passeio Publico” (lago), com numeração: A5 1006.

Abaixo (do lado direito da tela), cartão-postal de 1970 que mostra um aspecto do zoológico no interior do Passeio Público, localizado no centro da cidade de Curitiba – que aparece de fundo na fotografia colorida. Do lado esquerdo, fotografia da entrada do Aquário (by Lídia, 05/2005).

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História do Zoológico de Curitiba

As primeiras menções da construção de um novo zoológico são de março de 1975. O então prefeito Jaime Lerner assina o Decreto n° 164/75 desapropriando uma área de mais de 150 mil metros quadrados, anexa ao Parque Municipal da Barreirinha (Gazeta do Povo, 09/03/75). Para o novo zoológico seriam transferidos todos os mamíferos existentes no Passeio Público, além de garças e flamingos.

Na área desapropriada seriam desenvolvidos serviços visando montar o novo habitat dos animais dentro das mais modernas técnicas e em curto espaço de tempo, já que o Passeio Público abrigava os animais em condições deficientes. Sempre houve preocupação com a situação de mau alojamento dos animais no Passeio Público além de maus tratos, tais como alimentá-los com comidas estranhas ou jogar cigarros para os macacos, entre outros casos (Diário do Paraná, 12/03/75).

Iguaçu significa “água grande” na linguagem indígena. O rio Iguaçu nasce na Região Metropolitana de Curitiba e, cortando o Estado, deságua no Rio Paraná, na cidade de Foz do Iguaçu. Em sua porção inicial encontra-se altamente afetado, principalmente pela poluição doméstica. Em 1976 é criado o Parque Regional do Iguaçu, a partir de uma ideia que já estava no papel desde 1970.

Havia um grave problema de saneamento nas áreas mais baixas do vale do Iguaçu. As enchentes se repetiam a cada ano e cada vez mais violentas. O Rio Iguaçu, em cada chuva mais forte, extravasava e atingia os bairros mais próximos. Além disso, Curitiba tinha pouca área verde e pouca verba para desapropriações. Ao mesmo tempo o Passeio Público estava saturado, não conseguindo mais ser o pulmão verde da cidade e alojar adequadamente os animais de grande porte.

Situado às margens do Rio Iguaçu, o parque contaria, pelo menos em seu projeto inicial, com uma série de equipamentos e locais para lazer da população. Devido à impossibilidade de se expandir futuramente, a construção do novo zoológico no Parque da Barreirinha foi alterada para o Parque Regional do Iguaçu. Entre esses novos serviços estariam, além do zoológico, os Pomares Públicos, o Parque Náutico e a Cidade Hortigranjeira.

Inaugurado em 1976, o Parque Regional do Iguaçu é o maior parque urbano do Brasil, possui uma área de aproximadamente 8.264.316 m² e está localizado na região Sul-Sudeste de Curitiba, entre a RFFSA e o rio Iguaçu. Oferece várias atrações e está dividido em 7 setores diferentes: esportivo, náutico, pesqueiro, bosques naturais, pomares públicos, santuários ecológicos e zoológico.

Como um dos 7 setores desse parque, o Zoológico de Curitiba está instalado em uma área de mata nativa de 530 mil m², onde se faz pesquisa e serve como centro de reprodução de animais em cativeiro – um dos maiores do país!

Tanto o Zoológico do Parque do Iguaçu, como o Passeio Público, a Casa do Acantonamento e o Museu de História Natural do Capão da Imbuia, todos são administrados pelo Departamento de Zoológico da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Imagens do acervo fotográfico da Secretaria Municipal do Meio Ambiente demonstram que apenas entre maio e junho de 1980 começam as obras de terraplenagem nas cavas de areia na margem do Rio Iguaçu para a implantação dos primeiros recintos do zoológico. Dessa forma, a transferência dos primeiros animais para o zoológico começou apenas em junho de 1981, quando foram levadas as aves aquáticas, além de três veados e uma anta. Em dezembro mais recintos estavam em condições de receber outros animais transferidos do Passeio Público, entre eles os grupos de leões.

Em um documento interno do Departamento de Parques, Praças e Preservação Ambiental são citados os animais já transferidos na primeira etapa de conclusão do zoológico: 17 leões (alojados em 5 recintos), tamanduás (bandeira e mirim), paca, capivara, avestruz, anta, cutia, ema, veado-campeiro e veado-bororó. A serem transferidos ainda faltavam: cervo-nobre (4 animais), cervo-dama (2), cervo-sambar (4), além de catetos, javalis e porcos-do-mato (queixada?). Antes da inauguração, os últimos animais a serem levados foram as harpias, no dia 25/03/1982, conforme noticiado no jornal Diário do Paraná, no mesmo dia.

Em 25/03/1982, os jornais O Estado do Paraná e Diário do Paraná anunciavam, como ponto alto das comemorações pelos 289 anos da cidade, a inauguração do Zoológico de Curitiba. Para as festividades de aniversário, muitas atividades culturais foram realizadas durante 14 dias (18 a 31/03). Seria entregue a população o último item do Parque Regional do Iguaçu. O Parque Náutico havia sido entregue há pouco mais de um ano e já era bastante utilizado pela população. À medida que o Zoológico era construído, essa outra parte do projeto também era realizada, para que fossem entregues ao mesmo tempo e se complementassem. Segundo Walter Angel Bernal, Diretor do Departamento de Parques, Praças e Preservação Ambiental, o novo zoológico deveria funcionar todos os dias, exceto nas segundas-feiras, como o Passeio Público, e teria entrada franca (Gazeta do Povo, 26/03/82).

Com o crescimento do acervo e modernização do conceito de zoológico, foi inaugurado o zoológico do Parque do Iguaçu, o Zoológico de Curitiba, em 28/03/1982, com a transferência dos grandes animais localizados no Passeio Público (Gazeta do Povo, Curitiba recebe Parque Zoológico, maior área de lazer urbana do país, 29/03/82).

Apesar do aniversário de Curitiba ser dia 29/03, a inauguração do zoológico ocorreu no dia 28, para facilitar a participação popular. Mais de vinte mil pessoas prestigiaram o evento. Somente entre os ciclistas, foram entre sete mil (Gazeta do Povo, 29/03/82) e dez mil participantes (Diário do Paraná, 29/03/82).

Entre os convidados de outros estados que haviam confirmado a presença estavam, além de vários diretores de outros zoológicos, o governador Ney Braga, o prefeito Jaime Lerner, o ex-prefeito Saul Raiz, Frei Miguel e Rafael Greca, ainda o ecologista gaúcho José Lutzemberger, que alguns anos depois seria Ministro do Meio Ambiente.

Na inauguração houve a bênção de consagração do parque. Nota: Fotos da construção e da inauguração do zoo compreendem o acervo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Abaixo, placa em frente ao Zoológico:

“Aos 28 dias do mês de março de 1982, nas comemorações dos 289 anos da Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba, foi entregue à população mais uma etapa do Parque do Iguaçu, compreendendo o zoológico da cidade e o Canal Intercavas, com 7 quilômetros de extensão, destinado a conter as cheias do rio Iguaçu... Este Parque é consagrado à memória de São Francisco de Assis, padroeiro da ecologia e dos animais, nos 800 anos de seu nascimento.”

Girafas do Zoológico de Curitiba

A vinda da primeira girafa, com negociação a partir de julho de 1982, oriunda do Zoológico de Sapucaia do Sul (RS), foi motivo de preocupação por parte da equipe técnica e diretoria do Departamento de Parques, Praças e Preservação Ambiental. Em razão de seu longo pescoço, qualquer traumatismo poderia causar uma fratura cervical e consequente óbito. Considerando-se o valor do animal, tanto financeira quanto biologicamente, pensou-se num seguro de vida. Percebendo a promoção que geraria este ato, os bancos Noroeste, Nacional e Bamerindus ofereceram-se como seguradores do animal. A própria vinda da girafa ocorreu em resposta à campanha lançada pelo prefeito Jaime Lerner: “Empresário, adote um animal”. Ricardo Pussoli, empreiteiro responsável por inúmeras obras na cidade sensibilizou-se com o apelo e fez a doação no valor do animal para a Fundação Sapucaia. Surgia também a possibilidade de concurso para a escolha de nomes para os animais que mais chamariam a atenção.

ARAMIS MILLARCH (www.millarch.org), Um seguro e um nome para a girafa da verde cidade. Tablóide, O Estado do Paraná, 18/07/1982.

O seguro foi feito pelo conglomerado Bamerindus, com o valor de quinze mil dólares (Gazeta do Povo, 14/08/82). A girafa de nove meses chegou em setembro, após 30 horas de viagem (Nota: Há foto no acervo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente). No dia 02/10, o então prefeito Jaime Lerner, acompanhado de representantes do Grupo Bamerindus, funcionários do Passeio Público e do candidato ao governo, Saul Raiz, visitaram os novos moradores do zoológico. Além da girafa haviam chegado ao parque um casal de camelos, um dromedário, um casal de jacarés, dois aoudades e duas alpacas. O Estado do Paraná, 03/10/82.

GAZETA DO POVO, Girafa, dromedário e camelos, as novas atrações do zoo do Iguaçu, 03/10/1982

Após a campanha o nome escolhido para a girafinha foi “Amanda” (mais conhecida por todos como “Mandinha”). Em pouco tempo passou a ser a principal atração do zoológico.

GAZETA DO POVO, Girafa, a grande atração do “zoo”, 08/05/1983, 4ª. Página. Nota: Ver Capítulo 4 – Figura 10 (páginas 29 e 30). Abaixo, Mandinha, primeira girafa do Zoológico de Curitiba, chegada em setembro de 1982. Acervo Secretaria Municipal do Meio Ambiente; figura 10 da monografia...

Um fato relevante de 1983 foram as enchentes que afetaram todo o Paraná, além de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A chuva começou do dia 19/05 e se estendeu por vários dias, deixando desabrigadas milhares de pessoas. Em 01/06/1983, a Gazeta do Povo trazia a notícia do fechamento do zoológico devido à inundação. As cheias provocaram destruição de recintos dos animais, ilhando alguns deles. Muitos precisaram ser transferidos para outros locais dentro do zoo até que a situação normalizasse. Estava previsto para o zoológico reabrir após uma ou duas semanas, porém o mesmo jornal noticiava que as visitas continuariam suspensas (Gazeta do Povo, Chuvas isolam cidades no Paraná, 13/06/83 | Zoológico é afetado, 01/07/83).

Em novembro, alguns animais novos foram trazidos do Zoológico de São Paulo, para enriquecer o acervo. Além de um macho de girafa, vieram outras espécies até então inexistentes no zoo: um casal de Eland e outro de Waterbuck, duas espécies de grandes antílopes africanos (Jornal do Estado, Animais vivem em paz no zoológico, 04/12/83 | Gazeta do Povo, Hoje, a reabertura do “zoo”, 04/12/83). (página 32)

O zoológico somente é reaberto para visitação em 04/12, depois de seis meses fechado para reconstrução do que havia sido destruído pela enchente. No dia da reabertura do zoológico começou mais um concurso, agora para escolher o nome do macho de girafa que faria companhia à gaúcha Mandinha. Durante algumas semanas uma urna permaneceu no zoológico recebendo sugestões de nomes. A escolha não foi fácil, tanto pela quantidade de nomes propostos quanto pelo inusitado de alguns deles, como o do então ministro Delfim Neto, além de “Inflação”, “Dólar”, “Juruna”, “Figueiredo”, “Mussum”, “Didi”, “Dedé” e esportistas como “Zico”, “Sócrates”, ou “Bernard”.

No dia 20/01/1984, uma comissão escolhida pela administração do zoo avaliou os nomes sugeridos. O concurso foi considerado um sucesso, pois 1.300 sugestões foram colocadas na urna. O nome escolhido para o macho de girafa foi “Pacheco”, sugestão da menina Inajara Kalil. Como prêmio, a garota recebeu um crachá e o título de “madrinha” do animal.

GAZETA DO POVO, Girafa está para ganhar seu nome, 19/01/1984
TRIBUNA DO PARANÁ, Macho da girafa já tem nome: “Pacheco”, 21/01/1984

Bem mais tarde... Em fevereiro de 1991, ocorreu a construção da piscina em concreto no recinto dos hipopótamos, localizado onde antes ficavam os camelos e dromedários. Nota: Há foto no acervo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Segundo o tratador José de Paula, em entrevista ao Jornal do Estado (Novos moradores do Zoológico estão adaptados ao cativeiro, 01/09/91), entre as atrações animais, as mais procuradas eram as quatro girafas: Pacheco, Mandinha, Pandinha e Candinha (as duas últimas já eram filhotes nascidos no zoo, do primeiro casal). Além disso, Mandinha estava em gestação. No final deste mesmo ano nasceu o filhote da Mandinha (Jornal do Estado, Zoológico de Curitiba é o maior criadouro do país, 22/12/91). (página 35)

Em 1992 os mais procurados pelas crianças continuavam sendo as girafas, por não terem medo dos visitantes e as lontras, por brincarem o dia inteiro. A girafa Candinha foi transferida para o Zoológico do Rio de Janeiro (Fundação Riozoo). Em julho de 1993 foi realizado mais um concurso... A imagem abaixo mostra a ficha de inscrição para participação no concurso para escolha dos nomes dos dois filhotes de girafa nascidos em abril e junho de 1993 (filhos das fêmeas Mandinha e Pandinha). Acervo Departamento de Zoológico; figura da monografia...

As sugestões foram depositadas entre os dias 14 de junho e 14 de julho, em urnas colocadas na administração do Passeio Público, administração do Zoológico, Jardim Botânico e Cicles Romeo. (NASSAR, S., Animais do zoo sofrem com o inverno; Nome e padrinhos para as girafinhas. Folha de Londrina, 04/07/1993, 11ª Página) O concurso foi citado até mesmo em um jornal de fora do Estado (Folha de São Paulo, Paraná, 17/07/93).

O repórter Márcio Varella, da Folha de Londrina, lista em 25/02/94, os animais em vias de reprodução no Zoológico de Curitiba. Em gestação estavam a tamanduá-bandeira Clotilde, a lontra Beth, a girafa Pandinha, entre outras.

Em 08/01/1995 começou uma nova sequência de chuvas que causaram muitos estragos em todo o Paraná, como já havia ocorrido em 1983. Somente em Curitiba, nos primeiros dias de janeiro, choveu mais que toda a média até então registrada. Conforme o meteorologista Oswaldo Iwamoto, da UFPR, as chuvas foram em consequência do efeito El Nino, o mesmo que havia provocado a enchente de 1983. Assim como aquela, em 1995 muitas cidades da Região Sul foram afetadas, inclusive com algumas mortes entre a população. Também o Zoológico de Curitiba foi afetado pelas chuvas. Inicialmente previa-se um fechamento de 30 dias (Gazeta do Povo, Chuvas de janeiro bateram todos os recordes, 22/01/95 | Zoológico estará fechado por 30 dias, 28/01/95).

Mas o zoo permaneceu fechado durante a maior parte do ano devido à destruição causada pelas enchentes... Um fato que chamou a atenção da população, apesar do zoológico não ter visitação, foi a morte do Pacheco, o primeiro macho de girafa. O óbito ocorreu de maneira súbita, no dia 11/03. A causa-mortis citada na época foi uma verminose que não respondeu aos vários medicamentos utilizados.

O médico veterinário e diretor do zoológico, Mário Edson Fischer, garantiu que Pacheco recebia acompanhamento médico constante: “Fiquei surpreso com a sua morte porque, até sexta-feira (10), ele estava se alimentando normalmente e não apresentava problemas”. Amostras de alimento foram encaminhadas para a Universidade Federal do Paraná, para análises. Restaram no zoológico apenas três fêmeas: Mandinha, Pandinha e uma ainda filhote, nascida em novembro de 1994.

O ESTADO DO PARANÁ, Pacheco, a girafa, morreu, 14/03/1995
O ESTADO DO PARANÁ, Zoo apura morte da girafa, 14/03/1995
TRIBUNA DO PARANÁ, Zoo perde a girafa “Pacheco”, 14/03/1995
JORNAL DO ESTADO, Zoo apura morte súbita de girafa, 15/03/1995
TRIBUNA DO PARANÁ, Comida de “Pacheco” é analisada,15/03/1995
FOLHA DE LONDRINA, “Pacheco” pode ser substituído por girafa do RS, 16/03/1995

Nota: Em janeiro de 1996 houve uma enchente no zoológico, quando vários animais morreram de doenças infecciosas; segundo pesquisa pessoal no Passeio Público...

Em agosto de 1996 chegou à Curitiba um grupo de animais vindos por transferência de zoológicos da Europa. Foram doze camelos, doze avestruzes, doze emus e dois machos de girafa. Por terem vindo da Polônia, as girafas receberam o nome dos jogadores poloneses que naquela época jogavam no Clube Atlético Paranaense: Novak e Piekarski. Todos os animais foram alojados em diferentes recintos e paulatinamente destinados a outros zoológicos do Brasil. Devido à morte do Pacheco, ocorrida em 1995, o Piekarski ficou no zoo, enquanto Novak foi transferido para Uberaba, junto com a fêmea nascida em 1994, ainda sem nome (Swanson, W.F.; et al., Journal of Reproduction & Fertility. 106(1), p.87-94, 1996 | Moraes, W. et al., American Association of Zoo Veterinarians Annual Meeting, Houston, Texas, USA. Proceedings 1997, p. 334-336).

A “Calçada da Fauna” foi inaugurada em 05/06/1998, como parte das comemorações pelo Dia do Meio Ambiente (Gazeta do Povo, 06/06/98). Lídia e sua família visitou a casa das girafas, em 1998. Pena que o tempo não estava bom... De qualquer forma, agradeço pela foto abaixo, que mostra aspecto da casa das girafas (1998).

O inverno em 2000 foi rigoroso e em 17 de julho (exatos 25 anos depois da neve em Curitiba) os procedimentos contra o frio eram novamente matéria de reportagem. Lâmpadas incandescentes, cortinas plásticas e cobertores foram mais uma vez citados como forma de minimizar o estresse térmico. Mas a melhor forma de se proteger um animal contra os rigores do clima é a construção de recintos adequados, usando-se o sistema in-door, onde existe uma antecâmara entre a área de exposição e o corredor de manejo. Neste local a temperatura mantém-se relativamente constante, sem correntes de ar nem excessos de umidade.

No dia anterior, porém, ocorreu um fato que passaria a ter relação com o Departamento de Zoológico como um todo, influenciando tardiamente também sobre o zoológico: o derramamento de quatro milhões de litros de petróleo da Refinaria Getúlio Vargas, da Petrobras, no Rio Iguaçu, no município de Araucária, afetando a flora e fauna local. Os animais petrolizados foram recolhidos por voluntários de diversas ONGs, encaminhados para um pequeno posto de atendimento, na margem do rio, para os primeiros cuidados e depois transferidos para o hospital veterinário instalado no Passeio Público, onde ficavam internados até a alta clínica. Para auxiliar nos procedimentos de despetrolização, uma equipe de veterinários vinda do Rio de Janeiro prestou auxílio no resgate e tratamento dos animais afetados. Um outro derramamento havia ocorrido no início daquele ano na Baía de Guanabara e os cuidados inicialmente realizados seriam semelhantes. Os trabalhos de atendimento aos animais atingidos foi extensamente mostrado em diversos jornais locais e até mesmo no jornal argentino Clarin (Giubellino, G. Brasil: um zoológico recibe a los animales empetrolados. Clarin Digital, 25/07/2000).

Em 01/2005 toma posse o novo prefeito, Beto Richa, bem como o novo diretor do Departamento de Zoológico, o zootecnista Marcos Elias Traad da Silva. A partir do dia 23/01, as tarifas de ônibus aos domingos passaram de R$ 1,80 para R$ 1,00. Este fato aumentou consideravelmente o movimento de passageiros, principalmente em visita aos parques. A redução foi anunciada no dia 21 pelo prefeito, em seu início de gestão. No terminal do Boqueirão houve necessidade de ônibus extra para poder atender a demanda de passageiros com destino ao zoológico (Agência de Notícias, Tarifa a R$ 1,00 aumenta movimento nos ônibus, PMC publicado www.curitiba.pr.gov.br, em 23/01/05).

Abaixo, foto de Anielle Nascimento, SMCS 01713; enviada por Lídia em 22/04/05. Veja uma sessão de fotos que recebi em 15/05/2005.

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A reprodução de duas girafas – que receberam o nome de Pandinha e Piekarski – é aguardada ansiosamente no zoológico. Porém, veterinários e biólogos têm pouca esperança que o nascimento de um filhote do casal aconteça. “Não falta entrosamento entre o macho e a fêmea. Entretanto, suspeitamos que Piekarski tenha baixa qualidade espermática, pois tratadores já viram os dois animais cruzando, mas até agora a fêmea não ficou prenha”, informa Manoel Lucas. Bastante dóceis, as girafas se aproximam do público que as observa. Chegam a comer na mão dos tratadores. No zoo elas se alimentam de folhas, alfafa, ração bovina, sal mineral, escarola, limão e cebola. A comida é fornecida de forma balanceada, duas vezes ao dia (Paraná Online, www.parana-online.com.br, 18/11/05).

Em 31/03/2007, foi comemorado o Jubileu de Prata do Zoológico de Curitiba... Os 25 anos do zoo teve fôlder e diversas atividades foram realizadas...

Da mesma forma que na inauguração, as atividades aconteceram num final de semana, neste caso em um sábado, para que mais pessoas pudessem aproveitar o evento. Uma dessas atividades foi um Passeio Ciclístico, organizado pela Secretaria Municipal do Esporte e Lazer, com saída às 14h, de dois pontos: das Ruas da Cidadania do Bairro Novo e do Boqueirão. “O Zoológico de Curitiba foi inaugurado com um passeio ciclístico. Vamos repetir a atividade para comemorar os 25 anos”, disse o diretor do Zoo, Marcos Traad. Os dois grupos se reuniram no Jardim Paranaense, já próximo ao zoo.

Na casa de Educação Ambiental, agora transformada em Centro de Apoio ao Visitante, foi montada uma exposição de aquários com espécies como bagre e lambari, típicos da bacia do rio Iguaçu e um com água poluída. A exposição faz parte de um projeto de reprodução de peixes para repovoar o rio Iguaçu, desenvolvido pelo Museu de História Natural de Curitiba em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). “É uma oportunidade para as pessoas conhecerem um pouco das espécies de peixes nativas que temos nos nossos rios”, disse o diretor Traad.

Passeio ciclístico comemora 25 anos do Zoo de Curitiba (Bondenews, www.bondenews.com.br, em 30/03/07 | Agência de Notícias, www.curitiba.pr.gov.br, em 30/03/07 | Jornal do Ônibus, 02/04/07, n° 213, 6ª página).

REFORMA E INAUGURAÇÃO DA CASA DAS GIRAFAS!

17/02/08 (Cristina): Zoo de Curitiba oferece passeio noturno ao público, Atividades começam em março e inscrições já estão abertas. Passeios fazem parte de programa de educação ambiental (http://g1.globo.com/Noticias/).

A Prefeitura de Curitiba retoma, a partir de 4 de março, atividades de educação ambiental realizadas no zoológico municipal e voltadas a públicos de todas as idades. Entre os mais populares está o projeto “Uma noite no zoo”, dedicado a jovens e adultos que desejam aprender mais sobre animais peçonhentos e de hábito noturno. Os participantes assistem a vídeos com dicas sobre a rotina dos animais e participam de passeios pelas ruas do zoológico.

O projeto “Uma noite no zoo” acontece há dois anos, com grupos de 20 a 40 pessoas. As atividades começam às 17h e terminam às 24h. No fim do ano passado, os passeios foram suspensos porque as atividades são programadas de acordo com o calendário escolar. Além das visitas noturnas com participação de jovens e adultos, o zoológico oferece outras seis diferentes atividades dentro do programa de educação ambiental.

A maior parte das atividades é direcionada a alunos de escolas da rede pública. O “Acantonamento Ecológico”, que acontece normalmente nos fins de semana para crianças entre 9 e 12 anos, oferece palestras sobre o comportamento dos animais e visitas noturnas ao zoo. Para grupos que vão ao zoológico de terça a sexta-feira, são oferecidas as “Visitas orientadas”. A “Trilha ecológica”, feita nas florestas do zoológico, também pode ser programada de terça a sexta-feira.

Projetos itinerantes: Para não resumir os projetos ao espaço físico do zoológico, são programadas atividades itinerantes que levam equipes de educação ambiental do zoológico a escolas e hospitais. A “Zooterapia” leva coelhinhos, porquinhos-da-índia, patinhos e cágados, além de uma calopsita (pássaro) e um casal de chinchilas, para hospitais, asilos e instituições de apoio a portadores de deficiência, para contribuir com a recuperação dos pacientes.

Por meio do programa “O zoo vai à escola”, também é possível conhecer os bichos e seus hábitos nas escolas. Nesse caso, não são animais vivos, mas empalhados. Outra programação itinerante é o “Teatro do zoo”, que percorre as escolas do município com peças sobre meio ambiente.

“Nós temos uma carência de programas que conscientizem a população da necessidade de preservação da natureza. As pessoas não cuidam do que não conhecem. Então acreditamos que, a partir do momento que o jovem, adulto ou criança se sensibiliza e conhece os animais e seus ambientes, ele vai aprender a preservar”, diz Juan Ramón Soto Franco, chefe da Divisão de Educação Ambiental do Zoológico de Curitiba.

Durante passeio noturno, visitantes conhecem diferentes hábitos dos animais. Foto: Ivan Bueno/SMCS.

– Jornal Gazeta do Povo (gazetadopovo.com.br), Curitiba, Domingo, 25/03/2012 – Ano 94 – Nº 30.079: “Zoo em Festa – Zoológico de Curitiba completa 30 anos na próxima quarta-feira e prepara festa com bolo para visitantes e animais” – Vida e Cidadania: Atração, 8. O jornal editado que circulou é o mesmo que está on-line... O zoológico de Curitiba tem um leão, quatro leoas, dois ursos de óculos, um casal de girafas, um tigre de bengala, uma onça pintada, um chimpanzé, três hipopótamos, três jacarés, além de macacos, aves e tartarugas, entre outros. Com majestade de rainha, a girafa tem muitos admiradores. Foto: Jonathan Campos.

Pedido ao funcionário do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna, do Passeio Público em 02/04/12: Olá Silvio! Um “passarinho” me contou sobre o lançamento de seu livro... e que você se lembrou deste colecionador de girafas... li a monografia no sítio da SZB (o arquivo em PDF aparece apenas o que foi escrito e não as fotos colhidas nos jornais)... também que você ganhou o prêmio Amigo da História em 11/08 por essa Monografia... depois a pedi ao Manoel (eu só tinha o e-mail dele) em 16/07/09, mas ele não me respondeu; talvez não tenha recebido tal mensagem... O meu interesse é em alguns jornais que você cita em seu trabalho... Na verdade por fotografias a respeito do primeiro casal de girafas... Sobre a vinda da primeira girafa fêmea ao zoo... Por favor, eu gostaria de obter tal obra autografada por vocês dois... Silvio, o dia que você estiver em Sampa e quiser conhecer uma coleção de girafas terei prazer em te receber aqui em casa, ok?!

02/04/12: Olá Sérgio, bom dia. Mandarei seu exemplar pela Lídia. O livro será um presente, não tem custo. Muito obrigado pelo convite, quando tiver oportunidade de ir à São Paulo farei uma visita. Um abração. Silvio. | 24/04: Olá Silvio! Muitíssimo obrigado pelo livro autografado com dedicatória! Adorei o presente! Por favor, agradeça também ao Manoel por mim... Não se esqueça de me avisar quando vier a Sampa, ok?! Abração e novamente agradeço por sua amabilidade e cortesia. PS: Vou divulgar seu livro e meu presente em Girafamania, claro. | Que bom que gostou Sérgio, fico muito feliz, aproveite a leitura. Abração. Silvio.

Livro com edição limitada lançado em 28/03/2012: “30 Anos Zoológico Municipal de Curitiba”

Exemplar autografado por ambos os autores em 04/04/2012:
Manoel Lucas Javorouski: “Um pouco da história do nosso Zoológico!”
Silvio Alexandre Biscaia: “Ao amigo Sérgio (girafamania) um abraço”

Sinopse: O Zoológico de Curitiba inaugurado em 28 de março de 1982 (como um dos sete setores do Parque Iguaçu) ocupa uma área de 530 mil metros quadrados e está atualmente entre os cinco mais conceituados do Brasil. Criado para receber os animais de grande porte que estavam no Passeio Público, o Zoológico Municipal de Curitiba iniciou suas atividades com uma grande solenidade e um passeio ciclístico que atravessou a cidade inteira, no domingo que antecedeu o aniversário de Curitiba. Nestes 30 anos de existência muitas mudanças ocorreram e houve um acréscimo na quantidade de recintos, que abrigam diversas espécies de animais do Brasil e do mundo. Este livro reúne as memórias dispersas em documentos, informações em jornais e muitas vezes em lembranças dos muitos servidores que trabalham neste local.

Notas: Belas fotos ilustram a obra e uma das girafas ilustra a capa de Emanuelle Milek... Também foi lançado em jogo de cartas, “Animais do Paraná”, comemorativo aos 30 Anos Zoológico de Curitiba... Ambas as peças, também um exemplar do jornal e demais mimos, foram contribuição de Lídia em 23/04/12, que teve muita sorte quando foi buscar o livro no Passeio Público, pois os autores estavam presentes e registraram as dedicatórias!

28/03/2012: Zoo de Curitiba lança selo em festa pelos 30 anos

Sobre os Selos – Na festa pelos 30 anos do Zoológico de Curitiba foi feito o lançamento oficial de um conjunto de quatro selos comemorativos realizados em parceria com a Empresa Brasileira de Correios. Com tiragem limitada, “os selos vão fazer o registro da história do zoológico de maneira inusitada”, destaca o diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação de Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e diretor do Museu da História Natural, Alfredo Trindade. Os selos trazem a imagem de três animais. “O ‘Simba’ – o leão nascido no zoológico, o ‘Chimpanzé Bob’ – que é o animal favorito das crianças e da Arara, além de uma imagem estilizada do local, que completa o conjunto”, conta Trindade. “É motivo de orgulho e satisfação participar desta festa que celebra a vida, pois o zoológico é vida” comentou o representante da diretoria dos Correios do Paraná, Altevir dos Santos. “Que esse sentimento se renove a cada década do zoológico”. Os registros foram feitos por Jonathan Campos, fotógrafo da Gazeta do Povo.

Notas: Parece que o zoo comprou pouquíssimas folhas, sendo que os selos foram distribuídos na cerimônia do evento... Aparentemente, o custo saíu do bolso dos funcionários que tiveram a ideia... No começo de outubro de 2012 recebi do amigo J.A. uma folha do selo personalizado “Amanhecer Paranaense e Gralha Azul” com a vinheta “30 Anos Zoológico Municipal de Curitiba”, também um selo de cada animal em canto de folha com margem superior esquerda em que aparece a gralha-azul.

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Senso: Em pesquisa realizada no Passeio Público, pude verificar que segundo os números de registros 1.092 a 1.095, no Livro de Acervo do Ibama, existiam 1 macho e 3 fêmeas, em 31/12/1990. Desde 27/10/1990 até 27/12/1991 o senso era o mesmo: 1 macho e 3 fêmeas. A maioria dos dados abaixo foi reunida através de pesquisa no livro “Controle de Acervo” (06/1991 a 07/1995), com o auxílio da veterinária Oneida Lacerda (oneidazoo@hotmail.com), no Passeio Público, em 11/04/2008. Nenhum livro do gênero anterior ao ano de 1991 foi encontrado.

Ainda, muitos dados foram confirmados através de um trabalho que encontrei na internet: “A História do Zoológico Municipal de Curitiba” 2007, por Manoel Lucas Javorouski (zoo@smma.curitiba.pr.gov.br) e Silvio Alexandre Biscaia (sibiscaia@smma.curitiba.pr.gov.br). Trata-se de uma monografia apresentada ao curso de Pós-graduação lato sensu em História e Geografia do Paraná, da Faculdade Padre João Bagozzi, como requisito para obtenção de título de Especialista.

Agradeço as informações sobre as girafas da bióloga e chefe de divisão de veterinária Maria Lúcia Faria Gomes. Também a Juan Ramón Soto Franco, Chefe de Divisão de Educação Ambiental do Departamento de Zoológico (eazoo@curitiba.org.br).

Agradeço ainda ao médico veterinário Manoel Lucas Javorouski: possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Paraná (1988), Mestrado em Ciências Veterinárias pela Universidade Federal do Paraná (2003) e Especialização em História e Geografia do Paraná (2007). Texto parcial informado pelo autor.

  1. Amanda, mais conhecida como Mandinha (fêmea) – a primeira girafa de Curitiba chegou com nove meses em 09/1982, proveniente de Sapucaia do Sul. Não encontrei nenhum dado no livro... mas pela data, uma fêmea nasceu em 07/01/1982, filha de Neco e Kita (RS)... Parece que morreu em 1998...
  2. Pacheco (macho) – animal emprestado do Zoológico de São Paulo sob número de cadastro 13.820, chegou no zoo em 16/11/1983. Teve atendimento de claudicação (manco da pata esquerda), em 02/09/1989. Morreu de anaplasmose em 11/03/1995.
  3. ? (fêmea) – nasceu no Zoo em 01/05/1989. Foi para o Zoológico de São Paulo, onde obteve o número de registro: 18.056.
  4. Candinha (fêmea) – nasceu no zoo em 25/10/1990, às 12 horas. Filha de Pacheco e Mandinha. Foi transferida para o Zoológico do Rio de Janeiro em 25/05/1992. Nota: talvez seja a girafa Raio de Luz...
  5. Pandinha (fêmea, 4 metros) – nasceu no Zoo antes de setembro de 1991. Filha de Pacheco e Mandinha.
  6. ? (macho) – nasceu morto em 20/01/1992. Nota: Livro de Acervo do Ibama, em 16/12/1992, havia 1 macho e 2 fêmeas. Em 12/1993, constavam 3 machos e 2 fêmeas. No ano seguinte, em 1994, 2 machos foram transferidos, sendo que um deles foi no dia 21/03.
  7. concurso? (macho) – nasceu no Zoo em 22/04/1993. Filha de Pacheco e Mandinha. Foi transferido para ? em 1994...
  8. concurso? (macho) – nasceu no Zoo em 03/06/1993. Filha de Pacheco e Pandinha (segundo o jornal). Foi transferido para ? em 1994...
  9. ? (macho) – nasceu no Zoo em 02/11/1994 e morreu no dia seguinte, em 03/11/1994. Filha de Pacheco e Pandinha (curioso ambas fêmeas darem a luz no mesmo mês...)
  10. ? (fêmea) – nasceu no Zoo em 11/1994. Filha de Pacheco e Mandinha (segundo o jornal). Foi transferida para a Fazenda do Zebu das Botinas, em Uberaba – Minas Gerais (MG), no final de 1996 junto com Novak (segundo o jornal).
  11. Piekarski (macho, 5 metros) – nasceu no Zoo da Polônia em 1993. Veio para Curitiba em 08/1996. Recebeu este nome porque na época de sua chegada havia um jogador de futebol homônimo que fazia sucesso... Em 2008 completou 15 anos de vida!

As subespécies das duas girafas do Zoo de Curitiba são desconhecidas... A fêmea “Pandinha” é híbrida (cruzamento de espécies diferentes). O macho “Piekarski” possui um defeito no corno, ocasionado por um traumatismo durante o seu transporte para o Brasil... Na verdade seu corno esquerdo é atrofiado. A batida deve ter-lhe afetado o sistema neurológico que irriga a área do corno. Logo, rompido a comunicação que alimenta esse local, houve a parada do crescimento do corno...

Nota (Lídia, 26/02/11): O nome Piekarski lembra “piekarz”, que significa padeiro em polonês. Também não posso deixar de imaginar que possa ser “piesciarski” (cuja pronúncia aproxima-se de piekarski) e quer dizer: de boxe, um pugilista. Sinto que alguma afinidade tem... Na grafia original, a palavra piesciarski, leva acento grave no primeiro S. Sinto que houve uma reformulação e a grafia foi adaptada para simplificar a pronúncia no estrangeiro...

Censo atual (01/2012): 02 girafas Pandinha e Piekarski. Visitei em 12/2002, 11/2004, 04-14/04/2008, 27/12/2009 e 02/08/2011.

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Última atualização: 19/12/2013.
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