![]() |
“GIRAFA DÁ LIÇÃO DE FILATELIA”, by Sérgio Sakall
Desde a infância coleciono objetos relacionados ao animal que mais amo: girafa. No entanto, só depois de alguns anos na área da filatelia temática foi que tentei montar um roteiro (tarefa nada fácil) e participar de uma exposição filatélica competitiva.
Esse período é semelhante ao que ouço os mais experientes, converso com juízes e comerciantes filatélicos, pesquiso em catálogos de selos, livros e na internet, visito e participo de palestras e exposições do gênero. Enfim, como todo colecionador de selos, são anos adquirindo conhecimento dos diversos significados intrínsecos na filatelia.
No início “esbarrei” nas inúmeras terminologias filatélicas, mas na mesma proporção encontrei alguém ou um rumo que me esclarecia a respeito de tudo isso. Em todo tempo pensei estar diante de uma arte muito complexa para mim, com um número sem fim de nomenclaturas específicas, das quais algumas me confundiam bastante e outras eu não sei classificar até agora. Nesse caso, percebo o quanto ainda tenho que aprender, embora sinta necessidade de compartilhar minha experiência.
No meio do caminho tive a oportunidade de realizar o primeiro selo postal brasileiro “Girafa” – uma conquista e tanto. Confesso que, às vezes, permaneço admirando este selo e, atônito, fico imaginando que outra peça eu poderia criar com ele... Então, enxergo que sempre me cercaram dois fatos nada comuns entre si: girafas e nomenclaturas filatélicas.
Recentemente, compreendi de verdade que filatelia também significa união, pois ela “liga” duas cidades através de uma sobrecarta, por exemplo. Isso serviu de estímulo para unificar nesta coleção os dois fatos incomuns que convivem comigo durante todos esses anos.
Como o nome indica, “GIRAFA DÁ LIÇÃO DE FILATELIA” ambiciona explicar assuntos básicos e algumas nomenclaturas tratadas na filatelia, através de um contexto lúdico, como se a girafa, estampada em todas as peças filatélicas desta coleção, fosse uma professora.
Cada página oferece ao aprendiz condições não só para que fique bem informado, mas exprime o sentimento de que seu animal predileto ou sua própria coleção pode compreender mais de um destes capítulos; por outro lado (acrescento): filatelia temática é um propulsor do conhecimento, tanto em seus conceitos principais e básicos, como em sua abrangência composta por elementos de natureza tão distinta.
Observar a arte da filatelia apenas sob alguns dos diferentes aspectos que ela encerra, seja na expressão literária, seja na manifestação temática, como disse Drummond ao seu “menino”: é um prazer filatélico.
I – TIPOS DE SELOS POSTAIS
SELOS POSTAIS: Selo postal é uma estampilha adesiva, de valor convencional, comumente quadrada ou retangular, destinada a franquear (pagar) o porte de correspondência e objetos expedidos pelos Correios de qualquer país emissor.
SELOS COMEMORATIVOS: São selos emitidos com a finalidade de comemorar um acontecimento importante, registrar datas ou fatos expressivos da atualidade, como evento ligado à história, à cultura e aos costumes do país emissor. Também pode homenagear personalidades de destaque, em âmbito nacional e internacional. Geralmente de emissão temática, a estes selos têm seu período ou prazo de circulação limitado e tiragem (número de selos emitidos) definida.
SELOS REGULARES OU ORDINÁRIOS: Emissão não comemorativa, de tiragem ilimitada e prazo de circulação indefinido. Emissão base é o termo dado às emissões de selos de tiragem ilimitada que se destinam ao uso corrente. Também são chamados de Selos Definitivos. Veja na página: Selos Regulares com Girafas!
SELOS AÉREOS: São selos utilizados para porteamento de correspondência aérea, ou seja, estes selos foram criados para pagamento das taxas necessárias ao transporte de volumes e correspondências por via aérea.
SELOS ESPECIAIS: Emissão temática não relacionada a comemorações ou eventos específicos, voltada à demanda filatélica nacional e internacional.
SELOS OFICIAIS: São selos emitidos para serviço oficial do governo do país emissor...
SELOS DE TAXA: Chamados também de Taxa de Favor são selos com taxas adicionais para arrecadação de fundos, ou seja, certa quantia da taxa postal é destinada para fins beneficentes.
SELOS SOBRECARREGADOS: São selos com sobrecarga e/ou sobretaxa.
SOBRECARGA: Inscrição impressa em um selo e que tem por fim dar-lhe um destino diferente daquele que deveria desempenhar, ou torná-lo utilizável em data diferente da prevista. Geralmente, são reimpressões feitas e adicionadas em selos regulares, depois de sua produção inicial, e por uma ou mais razões... podem ser feitas à mão, com o uso de um carimbo, ou por outro sistema de impressão... Às vezes, sobrecargas são usadas para comemorar um evento especial, para notificar mudanças do governo, para limitar ou expandir o uso dos selos, bem como para muitas outras propostas...
SOBRETAXA: Valor impresso em um selo alterando-lhe o seu primeiro valor facial deveria desempenhar, ou torná-lo utilizável em data diferente da prevista.
SELOS PERSONALIZADOS
II – TIPOS DE EMISSÕES POSTAIS
SÉRIES DE SELOS: O selo pode ser emitido em conjunto ou sozinho. O conjunto de selos emitido é sempre chamado de série e não de coleção! Chamamos de coleção a reunião de peças filatélicas agrupadas de forma lógica, atendendo, sobretudo, às regras existentes na filatelia, que poderá ser tradicional ou temática, por exemplo. Emissão ou série comemorativa é o termo dado às emissões de selos de tiragem limitada que se destinam a celebrar eventos ou personalidades.
SE-TENANT: A expressão francesa “Se-Tenant” significa “o que não se separa”. É referido filatelicamente como o conjunto de dois ou mais selos, denteados ou não, nos quais o desenho encontra continuidade um no outro.
BLOCOS: Conjunto de um ou mais selos, iguais ou diferentes, emitidos para assinalar um acontecimento especial, impressos em pequena folha, que pode ser usado no todo ou em parte, no porteamento de correspondência. Geralmente, as margens do bloco (espaço entre o desenho do selo e seu contorno) são utilizadas para decoração ou para legendas.
CARNÊS ou CADERNETAS DE SELOS / Selos de Bobina: Chamado de “Carnet” pelos franceses e de “Booklet” pelos ingleses, eles têm uma unidade ou mais de pequenas folhas ou blocos...
MINI-FOLHINHA OU FOLHINHA: São emissões oficiais, em geral de pequenas dimensões com vários selos, iguais ou diferentes...
III – ALGUNS ASPECTOS FILATÉLICOS NOS SELOS
Filigrana ou marca d'água é a imagem impressa na trama do papel que identifica o selo. Ela revela legendas ou figuras utilizadas por questões de segurança, prova sua autenticidade e dificulta falsificações. Filigranas foram utilizadas no mundo todo, durante séculos, entretanto não são mais usadas em selos modernos.
A imagem “clássica” de uma filigrana é uma pequena coroa ou outro símbolo nacional que aparece em padrão contínuo ou múltiplo. A filigrana pode ser observada a olho nu ou contra a luz, mas a melhor maneira de observá-la é a benzina retificada pingada sobre o selo colocado com a imagem sobre um fundo preto (filigranoscópio).
PICOTAGEM ou DENTEAÇÃO e ODONTÔMETRO
![]() |
É a seqüência de furos, picotes ou dentes que delimitam um selo. São obtidos por meio de máquinas especiais e se destinam a facilitar a separação dos selos, os quais são impressos em folhas já picotadas. A picotagem pode ser fina, com grande número de dentes, ou grossa, com pequeno número de dentes. Sua medição é feita através das escalas do odontômetro, procurando a coincidência entre os picotes ou os vãos. A picotagem é medida por convenção, pelo número de dentes ou picotes, contidos em dois centímetros de margem. As margens são medidas na seguinte ordem: superior, inferior, esquerda e direita. Uma picotagem 11, por exemplo, significa que há 11 picotes em 2 cm de margem (nas quatro margens). Na picotagem 12x13: existem 12 picotes nas margens horizontais (superior e inferior) e 13 picotes nas margens verticais (esquerda e direita). A Namíbia emitiu uma série de 18 selos regulares: “Fauna e Flora”. Os selos desta série foram impressos em duas versões, com diferentes picotagens entre ambas as emissões: folha horizontal (13½ x 13¾) e carnê (13¼ x 13¾). Os primeiros selos emitidos não eram picotados. Para separar um selo do outro, os funcionários usavam tesouras ou simplesmente rasgavam com as mãos. Daí a grande variedade nas margens dos selos chamados clássicos. Posteriormente, com a introdução da máquina de picotar o serviço foi facilitado. Porém com o uso de diversos instrumentos perfuradores, surgiu uma gama de variedade. Para fazer esse ordenamento, o fundador da Sociedade Filatélica de Paris, Jacques Auguste Legrand introduziu o uso do odontômetro, que servia para medir as perfurações dos selos. Para fazer a medida da denteação basta colocarmos o selo na escala do odontômetro para verificarmos os intervalos entre os dentes. |
Sistema ou Processo de Impressão (numismática): gravura, ofsete (Off-set), tipografia, rotogravura, talho-doce etc...
ESTADO DE CONSERVAÇÃO
O valor do selo novo depende do estado de sua conservação, se ele possui marca de charneira (CH), mancha de ferrugem (MF) ou ponto de ferrugem (PF), por exemplo.
Charneira ou dobradiça é um pequeno pedaço retangular de papel transparente, tipo “impermeável”, fino e gomado em uma das faces que, dobrado em dois ou em seu terço, adere no verso do selo em uma das partes e, na outra parte, adere no álbum ou caderno de selos.
“Aminci” é uma palavra francesa que significa “afinamento”, “adelgaçamento”, usada para selos com papel esfolado em um ou diversos lugares, com diminuição da espessura do papel. A retirada brusca da charneira é uma das razões do “aminci”. Este tipo de defeito diminui bastante o valor de um selo.
“Ferrugens” são manchas que aparecem nos selos, com o tempo, produzidas por fungos que conferem ao selo uma cor amarelada. Entretanto, é possível eliminar a ferrugem através de lavagem química. A ferrugem é progressiva e costuma surgir nas bordas do selo, ataca o verso e em último caso a frente, quando pode danificá-lo para sempre.
Atenção: Se você for lavar uma peça circulada, isto é, um registrado ou um envelope que está com pontos de ferrugens, não esqueça de passar lápis em cima do endereçamento, pois senão a tinta vai embora e você terá um envelope sem endereço.
Abreviações utilizadas:
NNN (abreviação inglesa: Unused) – selo novo com goma plena, denominado “Mint”, ou seja, “virgem”, sem qualquer marca ou vestígios de charneira, sem impressões digitais. Isso vale para os selos emitidos com goma e no Brasil utilizamos a seguinte notação: *** (três estrelas)
NN – selo novo com CH e/ou PF. Quando o selo apresenta vestígios de marca de charneira e/ou pequenas pintas de ferrugem ele é anotado com ** (duas estrelas)
N – selo novo sem goma: quando lavamos o selo para tirar a goma e a ferrugem temos os de * (uma estrela). Nota: Os selos novos emitidos sem goma (que nos selos brasileiros, por exemplo, são poucos), devemos anotar com (*) – uma estrela entre parênteses.
U – selo carimbado, usado (U)
TIRAGEM: Quantidade de selos que compõem uma emissão. Tiragem 6.000.000 (seis milhões de selos); tiragem (de cada valor), selos com números de cilindro na margem da SWA...
SISTEMA MONETÁRIO / Valor facial: Em emissões conjuntas (Bélgica e Congo), por exemplo, podemos comparar aspectos filatélicos nos selos, como o país emissor, seus respectivos sistemas monetários, idioma oficial de cada país, entre outros. A diferença de valor facial entre dois selos que retratam imagens iguais, em outro exemplo, também pode indicar uma mudança monetária no país emissor, como Suazilândia 1969/1975...
Formatos... Número de selos nas folhas (blocos)...
Formato: Retangular, Horizontal
Prova de Cor / Variedade de Cores / Prova de Luxo ou Prova Final?
Papel: Cuchê (couché), gomado, bobinado, filigranado
Casa Impressora, Dimensões do selo, Área de desenho etc...
Sem Picotagem / Erro de Impressão
Veja ótimo artigo sobre Papel Marmorizado na página (http://www.pennyblack.com.br/artigos/papelmarmorizado.htm)
Nota: abaixo um pequeno trecho para rápida consulta.
Selos impressos em papel “marmorizado” não se trata de papel diferente, mas sim de defeito da fabricação do referido papel, conhecido como gessado ou couchê. O papel ainda em bobina, úmido, recebe em máquina especial o banho de uma substância leitosa constituída de kaolin e caseína (fixador). Após o banho, a folha de papel sofre o tratamento de uma série de escovas, as quais agindo num vai-vem constante espalham aquela substância uniformemente. Quando, por acaso, essas escovas deixam de trabalhar alguns instantes, a substância não é espalhada convenientemente, o papel sai, então, com aquele aspecto que cognominaram de “marmorizado”. Esse pedaço de bobina com papel marmorizado não tem lugar fixo, pode ser no início, no meio ou no fim da bobina e, como a bobina é entregue à Casa da Moeda pelo fabricante, não é possível desenrolá-la para verificar onde o papel ficou defeituoso...
IV – ALGUMAS VARIEDADES
Para a confecção de um selo postal existem diversas etapas. No começo são apresentados desenhos preliminares, os ensaios. Na segunda etapa são confeccionadas as provas (de cor, papel, tinta etc.). Uma vez tudo aprovado, os selos são impressos nas tiragens necessárias.
Nesse período de produção, às vezes, acontece o que chamamos de variedade (ou erro), é quando observamos a presença de variações em relação ao selo tipo da emissão. Há variedades de cor, características do desenho, entre outros. Algumas variedades são catalogadas. Geralmente, variedades constantes são aquelas que se verificam em toda a emissão, ou em grande parte dela. Muitos especialistas consideram as variedades constantes mais importantes e interessantes do que as variedades ocasionais, embora estas, em regra geral, sejam mais espetaculares e atinjam maiores preços no mercado filatélico...
Erro é a variação existente em um selo, capaz de diferenciá-lo dos demais, seja em decorrência da impressão, da composição (falta de uma ou mais cores, por exemplo), da perfuração (picotagem fora de lugar ou mesmo selo sem picote que é um erro de produção), da chapa ou de outro motivo que lhe tenha dado origem. Um exemplo clássico de erro filatélico com emissões sobre girafas é o de Nyassa, de 1901, na qual toda a série “Quadro Negro” foi emitida com o centro invertido.
ENSAIO DE ARTISTA: No processo de criação de um novo selo postal, o ensaio é o desenho, a pintura ou material impresso de autoria original do artista, criado para apresentá-lo as Autoridades Postais; sejam ilustrações aprovadas ou rejeitadas. Ensaios ou provas de artista podem diferir em alguns detalhes do processo final de impressão do selo. Estas provas foram feitas em cores, restritas a 2 exemplares de cada. Assinatura do artista... Única peça conhecida...
SPECIMEN: Antes da emissão de um selo, a empresa ou órgão responsável pela impressão produz também alguns exemplares chamados “Specimen”, cuja tradução literal significa espécime ou amostra. Há duas finalidades principais para essas impressões: integrar o arquivo da empresa responsável pela fabricação e distribuir nas diversas agências postais do mundo, com a finalidade de divulgar a nova emissão. Geralmente estes selos são sem picotagem, mas sempre apresentam uma inscrição ou carimbo com a palavra “SPECIMEN” nas cores vermelha, azul ou preta, em várias posições, inclusive invertida. Freqüentemente os selos, que possuem goma plena, apresentam um pequeno furo circular. Para os selos antigos a quantidade desses selos não passa de 10 ou 20 exemplares.
CENTRADO: Selos cujas margens são perfeitamente iguais em todos os lados. O selo perfeito deve ser bem centrado.
Par de selos, Quadra, Tira (conjunto horizontal ou vertical de selos não destacados; ao conjunto horizontal chama-se Banda)
DUPLA IMPRESSÃO: Diz-se dos selos que contém uma dupla imagem nitidamente delineada. Constituem uma variedade.
Expressões francesas: “Perce” (não sei o que significa exatamente...), “plié” (dobra do papel que pode ser “plié duplo”)...
V – OUTRAS PEÇAS FILATÉLICAS OU ELEMENTOS POSTAIS
O elemento básico de uma coleção é o selo. Entretanto, diversas peças filatélicas, com a inclusão do selo ou não, podem ser usadas na coleção. A seguir, apresentamos uma descrição básica dos principais tipos de peças filatélicas. Carta é o elemento postal importante, constituída por algumas folhas de papel fechadas em um envelope, que é selado e enviado ao destinatário da mensagem através do serviço dos Correios.
Edital / FDI Primeiro Dia de Emissão
EDITAL: Muitos consideram o Edital como a “Certidão de Nascimento” do selo, pois contém os detalhes técnicos da emissão, como tiragem, picotagem, processo de impressão, tipo de papel, tamanho do selo, informações sobre as eventuais peças filatélicas que acompanham a emissão, além de um breve descritivo sobre o selo e um histórico sobre o motivo da emissão. Antigamente, o Departamento dos Correios e Telégrafos publicava os editais dos selos no Diário Oficial... Os editais emitidos até 1990 eram grandes, vinham com os selos fixados, assim como o carimbo de lançamento e eram escritos em três idiomas: português, francês e inglês. Os emitidos a partir de 1991 são pequenos, isto é eles diminuíram de tamanho, o francês foi abolido e não contém mais os selos (mas muitos colecionadores fazem questão de colá-los e carimbar). Eles contém apenas a imagem dos selos e dos carimbos, está escrito em português e inglês, salvo raras exceções. De qualquer forma, continuam sendo uma excelente fonte de pesquisa sobre cada emissão.
CARIMBOS – VEJA MARCOFILIA / CARIMBOLOGIA
Carimbos são marcas que registram a geografia e documentam a história, fixando os acontecimentos importantes do país e situando-os no tempo com a data e no espaço com a indicação do local. O carimbo também serve para cancelar (obliterar) os selos, inutilizando assim o seu valor de franquia. Chamamos de Marcofilia a arte e a ciência voltadas para o estudo e o colecionamento das marcas postais e, por extensão, dos próprios carimbos. Seus colecionadores são chamados de marcofilistas. Os carimbos podem ser:
Carimbo de Expedição ou Comum é o instrumento datador existente em todas as agências de Correio, destinado a obliterar (carimbar) os selos aplicados nas correspondências postadas e registrar a data de expedição.
Carimbo de Primeiro Dia de Circulação tem o objetivo exclusivo de acompanhar e registrar o dia de lançamento de um selo e, por isso mesmo, só pode ser utilizado no dia da emissão. Somente pode ser aplicado sobre o selo ao qual se refere.
Carimbo Comemorativo ou Especial é aquele destinado a comemorar eventos importantes ou homenagear personalidades.
As obliterações “girafídeas”, por exemplo, podem ser organizadas em duas classes: aquelas relacionadas diretamente com a idéia do animal e as que apenas refletem atividades filatélico-temáticas, apenas apontam o nome da organização promotora do certame comemorado no carimbo... Devemos colecionar apenas os carimbos que obliteram o selo, nunca os carimbos em branco que são aqueles fora do selo...
ENVELOPES DE PRIMEIRO DIA DE CIRCULAÇÃO
Chamados também de “FDC” (abreviação do termo em inglês “First Day Cover”), ou seja Envelope de Primeiro Dia. Quando um selo é emitido, fazem um envelope especial, com motivos alusivos impressos; o selo é fixado nesse envelope e depois recebe o carimbo de primeiro dia de circulação e ou o carimbo comemorativo feito para o selo em questão. Envelopes de 1º Dia de Circulação são sobrecartas com o selo (ou conjunto deles) obliterado por carimbo relativo ao primeiro dia da data oficial de emissão do selo correspondente. Data de emissão: 05/10/2007, Local de lançamento: Brasília (DF), por exemplo. Além do carimbo de primeiro dia, o FDC eventualmente pode conter carimbo especial comemorativo, relativo ao motivo da emissão. Os FDCs podem ser oficiais, emitidos pelo correio, ou particulares, emitidos por alguma pessoa ou entidade. Segundo os juízes filatélicos: “FDC's somente os circulados são válidos em exposições e vale apenas o que está nos selos ou carimbos e não no envelope. Quando não circulados, deve-se janelar.”
POSTAIS MÁXIMOS: Uma coleção de Maximafilia é constituída exclusivamente por máximos postais, às vezes, chamados também de postais máximos.
CARTÃO-POSTAL (CP) – VEJA EM CARTOFILIA
Peça confeccionada em papel resistente, própria para correspondência breve, contendo ilustração ou fotografia no anverso e, no reverso, espaços para indicação do franqueamento e do destinatário.
O cartão-postal é uma simplificação da carta simples. Trata-se de um pequeno retângulo de papelão fino, com a intenção de circular pelo Correio sem envelope, tendo uma das faces destinada ao endereço do destinatário, postagem do selo, mensagem do remetente e na outra alguma imagem. A vantagem dos postais, como também são conhecidos, é o porte de valor inferior ao das cartas comuns e a dispensa do uso do envelope tornava a correspondência mais fácil e mais barata. Os primeiros cartões-postais emitidos (hoje conhecidos como inteiros–postais) eram de monopólio oficial e já vinha selados. Com o decorrer dos anos outros países passaram a autorizar as indústrias a imprimirem cartões-postais para circularem pelos correios depois de serem devidamente selados no valor do porte fixado.
FRANQUIA MECÂNICA ou FM: A franquia mecânica é composta de três partes: flâmula, datador e selo. Franquias mecânicas incluem flâmulas em suas máquinas franqueadoras de correspondência, firmas particulares, desejam Feliz Natal, Boas Festas aos seus clientes... Sua forma é variavel, mais frequentemente retângular. Uma FM é composta basicamente dos seguintes elementos:
INTEIROS POSTAIS / BILHETE POSTAL: Foi previamente pago... Existem bilhetes postais simples e duplos. Estes últimos acompanham a resposta paga pelo remetente... Bilhetes postais com selos adicionais, geralmente, merecem acréscimo de preço variável, dependendo do(s) selo(s) afixado(s)...
Bilhetes postais (BP) são cartões-postais destinados à correspondência que já traz impresso o selo na frente, isto é, já vem pré-selado pela administração competente e que, às vezes, tem imagem igual ou semelhante ao lado... É um tipo de inteiro postal.
Inteiros postais (IP) são envelopes destinados à correspondência cujo selo e desenho são oficialmente impressos, isto é, a administração competente imprimiu diretamente sobre a mesma peça o selo ou valor da franquia e/ou outros dizeres e elementos gráficos autorizando o franqueamento.
Veja ótimo artigo sobre Inteiros Postais na página (http://www.pennyblack.com.br/artigos/inteiros.html)
AEROGRAMAS / PRÉ-FRANQUIADOS
Um aerograma é uma carta que se envia por correio aéreo, sem necessidade de sobrescrito. Tem uma tarifa diferente da do resto da correspondência. Chama-se aerograma o papel especial para cartas aéreas, emitido por várias administrações postais, já franqueados, que dobrado, transforma-se em envelope. A vantagem da utilização deste elemento postal está na comodidade e na praticidade, pois são produtos pré-selados, que dispensam o uso de envelope e selo, e que podem ser depositados em qualquer Caixa de Coleta. Para a filatelia, aerograma é qualquer envelope circulado por via aérea, com selos e carimbos especiais.
Aerograma Nacional: Peça que reúne papel de carta, selo e envelope, proporcionando maior comodidade do cliente. Utilizado no Território Nacional, pode ser enviado também ao exterior, mediante o complemento da tarifa relativa ao primeiro porte da carta simples internacional.
Aerograma Internacional: Destinado ao exterior do país, podendo ser aceito no regime interno, se for de interesse do remetente.
Aerograma Comemorativo: Encontramos vários modelos com mensagens dirigidas aos pais, mães, namorados e amigos em dias especiais, bem como de cumprimentos por ocasião de aniversários. Os Aerogramas Sociais incentivam o hábito saudável da troca de mensagens de afeto entre as pessoas e também serve de propósito promocional, divulgando um estabelecimento, por exemplo.
TUDO ISSO É FILATELIA!
Filatelia é o estudo e o colecionismo de selos postais e materiais relacionados. O objetivo deste hobby é selecionar selos para compor uma coleção que pode ser geral ou temática. Existem coleções que além dos selos possui informações sobre o tema, parâmetro utilizado por muitas pessoas nas coleções temáticas. Enquanto entre as coleções gerais, pode-se dizer que se dividem em países. É freqüente encontrar coleções com apenas selos de um país, assim como de qualquer lugar do mundo. Quando não seguem nenhum critério este tipo de coleção é usual entre iniciantes. Apesar de diferenças entre os vários tipos de coleções, além do que foi dito, um único ideal une os filatelistas de todo o mundo: a vontade de conhecer mais sobre um lugar, objeto, pessoa, país, etc. É o conhecimento que estimula os filatelistas a continuar com seu hobby... A filatelia tem várias áreas de estudo, alguns dos Principais Conceitos: Filatelia Tradicional, História Postal, Pré-Filatelia, Marcofilia, Inteiros Postais, Filatelia Temática, Aero-Filatelia, Astro-Filatelia, Maximafilia, Filatelia Juvenil, Literatura Filatélica, Selos Fiscais, Classe Aberta e Um Quadro.
Fontes:
Site oficial da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
Site oficial da FEBRAFE
AFSC - Associação Filatélica de Santa Catarina
Manual de Filatelia, 2ª Edição, Curitiba/2007, de Carlos Daniel Dumpel César
Catálogo de Selos do Brasil (RHM), Edição 1995, Volume 2, São Paulo/2007
ACESSÓRIOS: São os materiais utilizados pelos filatelistas, tais como: pinça, lente, charneira, filigranoscópio, odontômetro, classificador, álbum, caderno de selos, envelope transparente, catálogo, hawid, etc.
AGÊNCIA FILATÉLICA: Unidade da ECT, especialmente criada para atendimento aos filatelistas, com a venda de selos e peças filatélicas.
ÁLBUM: É um livro de folhas soltas, podendo ser de “casas” já impressas, de folhas quadriculadas ou mesmo em branco. Os álbuns com as “casas” impressas podem ser universais ou de determinado país ou “assunto”. São livros apropriados para colecionar selos. Não confundir com classificador. O primeiro álbum foi publicado em 1862, por Justin Lallier, com o nome de “Timbres Postales”.
APÊNDICE: É uma etiqueta aderente ao selo, separada ou não dele, por denteação. São apêndices os selos com propaganda comercial ou textos relativos à emissão. É o mesmo que vinheta ou “tab”.
BISSECTADO: Selo cortado pelo correio, em sua metade, para a utilização no porteamento de correspondência, na falta de um determinado valor. No Brasil, na época do Império, essa prática era utilizada quando não havia selos de 100 réis. Cortavam-se selos de 200 réis ao meio.
BRAPEX: é a sigla de Brazilian Philatelic Exhibition – Exposição Filatélica Brasileira. Trata-se de uma exposição nacional geral, organizada e patrocinada pela FEBRAF. Em 1988 comemorou o seu cinquentenário, com a sua realização em São Paulo.
BRASILIANA: Exposição Mundial FIP organizada e patrocinada pela FEBRAF e FIP. São realizadas no Brasil periodicamente.
BURILAGEM: Fundo de selo, formado por linhas paralelas ou entrecruzadas, sobre as quais é aposto o desenho principal do selo. Essa burilagem tem por finalidade prevenir falsificações.
CABEÇAS-OPOSTAS: Quando na folha um selo é impresso de cabeça para baixo (invertido) em relação a outro selo que se encontra logo abaixo ou ao lado, um par deles constitui o que chamamos de cabeças opostas ou tête-bêche, segundo os franceses.
CAIXA POSTAL: É uma caixa destinada a distribuir correspondência na própria agência postal. A minha é de número 2929!
CANCELADO: Selo que foi carimbado, selo que foi usado.
CATÁLOGO: Guia no qual se encontram todos os selos organizados por ordem de datas, emissões, valores, tiragens, obedecendo a coluna da esquerda o preço para os selos novos e a direita para os selos usados. É a principal fonte de referência para os filatelistas. Veja os links para alguns catálogos do mundo na página: INTERNACIONAL !
CECOGRAMA: Tipo de correspondência impressa no sistema Braille, para o uso de pessoas cegas.
CEMORIN: Produto para tirar ferrugem dos selos...
CEP: O CEP (Código de Endereçamento Postal) é um sistema de códigos que visa racionalizar o processo de encaminhamento e entrega de correspondência através da divisão do país em regiões postais. O Código de Endereçamento Postal Brasileiro foi criado em 1972 e tinha apenas cinco dígitos. Atualmente, o CEP é composto por oito dígitos, cinco de um lado e três de outro. Cada algarismo do CEP possui um significado. Da esquerda para a direita, os números indicam a região, sub-região, setor, sub-setor, divisor de sub-setor e identificadores de distribuição (três últimos algarismos). O Brasil é dividido em dez regiões postais, que compõem o primeiro dos números do CEP:
Região 0 – grande São Paulo
Região 1 – interior de São Paulo
Região 2 – Rio de Janeiro e Espírito Santo
Região3 – Minas Gerais
Região 4 – Bahia e Sergipe
Região 5 – Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte
Região 6 – Ceará, Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas, Acre, Amapá e Roraima
Região 7 – Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul
e Rondônia
Região 8 – Paraná e Santa Catarina
Região 9 – Rio Grande do Sul
No caso do CEP 13165-000, por exemplo, podemos perceber que o código se refere a uma localidade no interior de São Paulo, já que o primeiro algarismo do mesmo começa com o número um. Se analisarmos cada um dos outros algarismos, segundo os critérios estabelecidos, chegaremos à conclusão de que o CEP se refere à cidade de Engenheiro Coelho. Os três últimos dígitos do código se referem à identificação individual de localidade, logradouros, códigos especiais e unidades de correio.
CHAPA: Peça de metal utilizada na impressão de selos. Chamamos de Chapa Cansada, a chapa metálica que já foi bastante usada, a qual provoca impressão defeituosa. Às vezes, essas chapas são retocadas para serem novamente utilizadas.
CLASSIFICADOR: Folha de papelão revestido com papel branco ou preto, com um certo número de tiras de acetato ou de papel transparente, onde se colocam os selos com o auxílio da pinça, sem necessidade de manuseio. Há diversos tipos, desde o pequeno, de bolso, até os de grande porte. Os classificadores são úteis para a conservação do selo e facilitam sua ordenação, classificação e separação. Não confundir com o álbum.
A empresa Walis, por exemplo, produz há mais de 30 anos, classificadores artesanais, álbuns para envelopes, FDC's e para folhas inteiras de selos (walis@uol.com.br), telefone: (11) 6982-0493, em São Paulo.
CONDENADO – SELOS CONDENADOS: Selos emitidos com a finalidade de explorar os filatelistas. São, na verdade, apenas “figurinhas”. A FIP relacionou os países que emitem tais tipos de selos e elaborou lista de selos condenados. Solicite-a ao seu clube.
DESMONETIZADO: Selo fora de circulação, após declaração oficial da administração postal. Não tem mais valor para franquia postal, tendo apenas o uso filatélico.
Embalagens: Os Correios oferecem uma linha de embalagens, composta por caixas de encomenda e envelopes padronizados, que facilitam o acondicionamento e a postagem da sua encomenda.
Envelopes Sedex: são envelopes tipo saco, para remessas de pequeno porte, como comunicações escritas de toda espécie, papéis comerciais, documentos legais etc, via Serviço de Encomenda Expressa – SEDEX. Disponíveis em dois tamanhos e confeccionados em cartão duplex ou plástico. O verso do produto é destinado para identificação e endereçamento do destinatário e do remetente, inclusive com etiquetas código de barras. Dimensões Externas: Médio (353mm x 250mm), Grande (400mm x 280mm).
Caixas Temáticas: têm as mesmas características das caixas convencionais, porém são ilustradas com estampas coloridas e variadas, ideais para quem quer presentear! As Caixas Temáticas estão disponíveis nos tamanhos 01, 02 e 03.
Envelopes para Cartas: Tipo de envelope padronizado utilizado como sobrecarta, sendo oferecido ao público em geral na remessa de cartas. A grande vantagem em relação aos envelopes que o mercado oferece, é que alguns modelos da ECT são pré-pagos, isto é, já vêm com o porteamento impresso, o que dispensa o uso de selos quando o destino da postagem é o território nacional. E você pode adquirir em grande quantidade porque os envelopes pré-pagos não necessitam de complementação do valor do selo, em caso de reajuste tarifário. Além de tudo, alguns de nossos modelos são temáticos, fazendo referência a diversos assuntos relevantes para o nosso contexto sócio-cultural. Dentre estes, se destacam os envelopes de primeiro dia de circulação que, com temas associados a lançamentos de selos, são peças de grande valor para colecionadores.
ENVELOPE CENSURADO (EC) / ENVELOPE CIRCULADO (EN) / ENVELOPE REGISTRADO (ER)
FILIGRANOSCÓPIO: É um acessório feito de plástico ou cerâmica com fundo preto onde se coloca o selo e se pingam algumas gotas de benzina pura retificada ou tetracloreto, em último caso álcool puro, para se observar a filigrana ou marca-d'água. Quando a filigrana é fortemente impressa, torna-se visível contra a luz.
FOSFORESCENTE: Tipo de papel com substância luminescente, visível facilmente com a lâmpada de quartzo.
FRAGMENTO (Cut Square): Pedaço de envelope, inteiro postal ou carta, contendo selo postal carimbado. Em determinada época, era usual colecionar-se essas peças filatélicas, porém, atualmente, não se entende e não se adota tal procedimento, colecionando-se a peça filatélica ou o inteiro postal como um todo.
GOMAFOBIA – neologismo filatélico que nasceu na Europa, são os colecionadores que olham apenas o selo pela goma, para ver com lentes se há início de pintas de ferrugem...
HAWID: Em substituição as charneiras, o colecionador pode utilizar uma proteção de plástico chamada hawid que tem uma das tiras transparente e a outra (fundo) na cor preta que forma uma bolsa protetora onde são colocados os selos. Esse acessório é vendido em diversos tamanhos.
LABEL: a printed area adjacent to or between stamps that looks like a stamp but has no postal validity or imprinted denomination.
LUPA: Juntamente com a pinça, a lupa ou lente são o símbolo da filatelia. Uma boa lente de aumento serve para examinar cuidadosamente os selos e demais peças filatélicas, procurando com isso descobrir as variações nas cores, pequenos defeitos, erros de impressão, etc.
PINÇA: Um bom filatelista evita pegar o selo com os dedos. Deve sempre que possível utilizar a pinça especial própria para o selo, ou seja com pontas achatadas de modo que ao apanhar o selo nunca o estrague. O uso da pinça é muito fácil e em poucos dias se adquire a prática necessária. Assim evita-se pegar os selos diretamente com as mãos que podem estar úmidas ou sujas, trazendo assim, sérios prejuízos aos selos.
Plate block: a block of four or more stamps from the edge of a pane that includes a plate number in one of its margins.
Postal Stationery: consists of government printed envelopes, postal cards or air letter sheets that include imprinted postal franking (the equivalent of a stamp).
Proofs: any trial printings of stamps in their accepted designs that are made as part of the printing process (die proofs, plate proofs, color-trial proofs), that are specially produced for presentation to officials, or that are used to gain final printing approval.
PRÉ-OBLITERADO: Selo já vendido com a obliteração, feita pelo Correio.
REINCISO: Selo onde aparecem sinais de dupla impressão, parcial ou total, em alguns pontos da gravura.
SOBRECARTA: Invólucro da carta, o mesmo que envelope.
TÊTE-BÊCHE: A expressão francesa “Tête-bêche”, que em português chamamos de “Cabeças-opostas”, significa um par de selos em que as gravuras estão invertidas, uma em relação à outra. Pode ser vertical ou horizontal. Têtes-bêches: stamps in which adjacent examples are inverted relative to one another as with several of the stamps.
Tira com 10 setas vermelhas auto-adesivas.
![]() |
VI – EXPOSIÇÕES E ALGUMAS CLASSES FILATÉLICAS
Classe filatélica é o termo utilizado para designar as diferentes modalidades de colecionismo de selos. A Federação Internacional de Filatelia (FIP) reconhece, para fins de participação em exposições filatélicas, qualquer coleção que se enquadre numa das classes seguintes:
1 – Classe de Honra
2 – Classe de Aerofilatelia e Astrofilatelia
3 – Classe de Filatelia Tradicional – A Filatelia Tradicional baseia-se no colecionismo
de toda peça filatélica relacionada com os selos postais, de forma generalizada
ou especializada, sem limitação a temas ou a uma peça filatélica específica.
4 – Classe de História Postal
5 – Classe de Inteiros Postais – Inteiros postais são objetos postais nos quais
está impresso o valor do porte sob a forma de selo-fixo ou com a indicação de
pré-franqueamento. Constituem exemplos de inteiros postais: envelopes, bilhetes
postais, cartas-bilhete, cartas pneumáticas, mensagens sociais, aerogramas.
6 – Classe de Filatelia Temática – Na Filatelia Temática, a coleção é relacionada
com um tema escolhido. O desenvolvimento da coleção tem em vista o objetivo
do assunto tratado. O conhecimento do tema é demonstrado da melhor forma possível.
7 – Classe de Maximafilia
8 – Classe de Filatelia Juvenil – A Filatelia Juvenil inclui toda coleção de
jovens filatelistas com menos de 21 anos de idade. Seção O (jovens até 12 anos
de idade); Seção A (13 a 15 anos de idade); Seção B (16 a 18 anos de idade);
Seção C (jovens de 19 a 21 anos de idade)
9 – Classe de Selos Fiscais – O colecionismo de selos fiscais compõe uma seção
da Filatelia Tradicional restrita à coleções de papéis selados e selos adesivos
para uso fiscal.
10 – Classe de Filatelia Moderna – A Filatelia Moderna é uma classe experimental
que permite o colecionismo de material filatélico emitido nos últimos dez anos.
11 – Classe de Filatelia Social
12 – Classe de Um Quadro (das classes acima relacionadas)
13 – Literatura Filatélica
– Classe de Filatelia Social representa um estudo do desenvolvimento dos sistemas sociais e dos produtos derivados da operação de sistemas postais. Neste tipo de coleção podem ser incluidos material normalmente encontrado em outras Classes Filatélicas bem como itens não filatélicos relacionados diretamente com as operações e produtos de um sistema postal, como equipamentos de agências postais ou material elaborado pelo comércio para usar ou refletir os produtos e serviços de uma agência postal.
Existem basicamente, dois tipos de Exposições Filatélicas, as não competitivas (mostras) e as competitivas. As exposições não competitivas visam a divulgar a Filatelia e a incentivar o aparecimento de novos expositores, reservando espaço aos iniciantes e aos filatelistas juvenis. As não competitivas não apresentam grandes regulamentos, visam apenas estabelecer diretrizes para a sua realização. Os filatelistas devem ter por objetivo, além de colecionar para si próprio, exibir sua coleção, divulgando o trabalho elaborado, colaborando para a divulgação da Filatelia, ocorrendo uma salutar troca de experiências. Por outro lado, as exposições são como um importante veículo de difusão da Filatelia para o público em geral, em especial a juventude, proporcionando aos jovens uma visão deste entretenimento e de seu enorme valor social, cultural e educacional.
As exposições competitivas são aquelas nas quais os expositores concorrem a prêmios e se qualificam para eventos de maior porte. O espaço (número de painéis) atribuído às participações nas exposições, não permite, normalmente, ao expositor, a apresentação de toda a sua coleção. Assim sendo, deve este selecionar o material adequado, de forma a assegurar a continuidade e compreensão do assunto, mostrando, simultaneamente, os mais relevantes aspectos da coleção, no que se refere ao conhecimento e estado do material. A Filatelia Competitiva necessita de diretrizes e regulamentos, os quais são elaborados pelas Federações Estaduais (FEFIESP etc.) no âmbito estadual, pela FEBRAF no âmbito nacional, pela FIAF no âmbito Interamericano e pela FIP no âmbito internacional.
FILATELIA TRADICIONAL (Niassa 1901/1922 - 1º Selo Girafa do Mundo), Companhia do Niassa (1921/1924). Nota: À Companhia do Niassa foi concedida pelo Império a responsabilidade de administrar... Niassa, (Companhia de) Nyassa, 1898-1930
TRADICIONAL (ou clássico): É o sistema mais difundido até mesmo por ser o mais antigo. Ele está caracterizado pelo colecionismo de selos baseado neles próprios, estudando-se os elementos constitutivos dos selos e assemelhados.
A Classe de Filatelia Tradicional abrange todos os aspectos da filatelia. Qualquer coleção será considerada assim, a menos que se integre em uma das outras classes especializadas. A coleção é estruturada utilizando-se: selos postais, novos ou usados, simples ou múltiplos e selos usados sobre carta; variedades de todos os tipos; peças pré-filatélicas; outras peças especiais, incluindo falsificações postais etc. O plano ou o conceito da coleção deve ser claramente exposto em um texto introdutório.
Uma coleção tradicional compreende peças filatélicas agrupadas segundo a época de sua emissão, sendo chamada Filatelia Clássica aquela cujos selos foram utilizados até a Segunda Guerra Mundial (1945) e de Filatelia Moderna a que compreende os selos emitidos depois deste ano...
A coleção tradicional quer clássica ou moderna poderá ser subdividida em nacional (se as peças filatélicas forem brasileiras) ou universal (por países) e especializada, quando se prende a tipos específicos de peças – uma coleção de selos aéreos de 1894, por exemplo. Em uma coleção clássica os selos são agrupados de forma cronológica, desde o primeiro até o ultimo, ou apenas os selos de certo período.
FILATELIA TEMÁTICA
A Classe de Filatelia Temática está baseada no estudo não mais no selo como selo, mas no desenho do selo. Através dos desenhos será contada uma história, obedecendo-se a um roteiro previamente elaborado. É o segmento da Filatelia no qual a coleção analisa um tema específico ou apresenta uma tese, sempre através dos variados elementos postais existentes. Seu desenvolvimento deve ser feito a partir de um plano, apresentado no início da participação.
TEMÁTICO (ou moderno)
Uma coleção temática compreende peças filatélicas agrupadas que não se prende ao tempo de emissão e sim a idéia, a imagem e o assunto. A coleção segundo a idéia é a que desenvolve um roteiro sobre o tema, obedecendo a uma pesquisa prévia. A Filatelia Temática adiciona uma nova dimensão – o caráter cultural – ao tradicional colecionismo dos selos e outros materiais ligados à comunicação por Correio. Ao mesmo tempo em que exige o conhecimento técnico e formal da filatelia, a modalidade Temática da Filatelia estimula o estudo e o aprofundamento em um tema escolhido pelo colecionador. O tema pode contemplar os mais variados aspectos naturais, tecnológicos, sociais e humanos. Nesta modalidade de colecionismo, a abordagem do tema, a concatenação de idéias e a adequação do material filatélico escolhido para ilustrá-lo são quase tão importantes quanto o próprio material. O enfoque do tema já é em si mesmo um desafio à criatividade. O colecionismo temático é de grande valor para incentivar o jovem a buscar novos conhecimentos, novas culturas e novos desafios. Estimula-se o conhecimento técnico, aliado à arte da montagem das coleções dentro de padrões estéticos. E há ainda a disciplina de enquadrar a coleções às regras de exposições, se o colecionador desejar apresentar sua coleção em exposições competitivas.
Filatelia temática é uma forma de coleccionar selos postais que se foca e organiza sobre um tema ou um conceito específico. Os temas podem incluir praticamente todos os motivos de interesse para o coleccionador, como pássaros, cientistas famosos ou a história de uma qualquer região. Se inicialmente os selos representavam apenas os bustos dos monarcas reinantes, de personagens importantes ou escudos e brasões, a contínua necessidade de novos tipos de selos adicionada ao desejo de injectar alguma variedade, levou as administrações postais a desenvolver novos temas para as suas emissões, procurando inspiração nas culturas nacionais bem como na natureza. Actualmente a variedade temática em selos postas é impressionante, dando aos coleccionadores temáticos muito com que se ocupar. Na realidade, a variedade é tão grande que os temas tradicionais, como navios ou pássaros se tornaram praticamente impossíveis de completar, e os colecionadores temáticos acabaram por se começar a especializar ainda mais, por exemplo, em navios de vela redonda ou pássaros não-voadores. Sendo que a maioria dos novos selos postais existem em boas quantidades e são acessíveis no que respeita a preços, coleccioná-los significa sobretudo conhecer profundamente o tema para ser capaz de, ao percorrer os catálogos em busca de selos, reconhecer os que são relevantes e articulam um discurso temático. As associações de filatelia temática publicam regularmente listas e catálogos sobre os temas mais procurados. A filatelia temática é oficialmente reconhecida como uma categoria para as exposições e concursos.
HISTÓRIA POSTAL: A História Postal engloba o colecionismo de documentos ou objetos postais transportados por um serviço postal, seja oficial, local ou privado.
É o conjunto de documentos ou objetos postais que foram transportados por um serviço postal oficial, local ou privado. Tais coleções poderão apresentar rotas, taxas e marcas ou a classificação e estudo das marcas postais sobre cartas, aplicadas por aqueles serviços ou instituições e, ainda, dos tipos de obliteração usados em objetos postais. A coleção é estruturada utilizando-se envelopes circulados, inteiros postais usados, selos postais usados e outros documentos postais dispostos de forma a ilustrar um plano equilibrado no seu conjunto. Quando absolutamente necessário, podem ser usados mapas, gravuras, leis e material similar. A organização da coleção poderá compreender, entre outros, qualquer dos seguintes aspectos da História Postal: O desenvolvimento dos serviços postais nacionais ou internacionais; Taxas postais; Marcas postais (marcofilia); Automatização postal.
INTEIROS POSTAIS
A Classe de Inteiros Postais compreende um conjunto lógico e coerente de objetos postais que comportam um selo impresso oficialmente autorizado ou uma marca ou inscrição indicando que um determinado valor facial, referente a um serviço postal ou relacionado, foi previamente pago. A coleção é estruturada utilizando-se inteiros postais devidamente selecionados, novos ou circulados por via postal, de um determinado país ou grupo associado de territórios. Normalmente as peças devem estar completas.
LITERATURA FILATÉLICA
Compreende todas as comunicações impressas ao dispor dos colecionadores relativos a selos postais, história postal e suas formas de colecionar, bem como qualquer das áreas especializadas relacionadas. Em termos práticos, pode-se dizer que a Literatura Filatélica abrange manuais, monografias, artigos de pesquisa, bibliografias, periódicos filatélicos, artigos gerais etc. O suporte poderá ser impresso ou não. Porém, a comunicação deve ser relativa a qualquer das classes filatélicas aceitas. A Literatura Filatélica costuma subdividir-se em seções: Manuais e Estudos Especializados, Catálogos Gerais, Periódicos Filatélicos, Artigos.
Seção A (manuais e estudos especializados, livros, compreendendo monografias,
bibliografias, trabalhos especiais e similares);
Seção B (materiais audiovisuais: filmes, vídeos etc.);
Seção C (catálogos especiais e gerais);
Seção D (periódicos e revistas filatélicas: noticiários, boletins e publicações
de entidades);
Seção E (colunas filatélicas, compreendendo noticiário filatélico publicado
em jornais, revistas, boletins e artigos); Seção F (programas informáticos específicos
ou adaptados para filatelia, boletins eletrônicos, por exemplo).
São 5 as Classes de Participação: Corte de Honra, Oficial, Especial, Grande Competição e Competição. A Classe Especial é uma parte reservada às participações dos membros do júri, colecionadores e das entidades especialmente convidadas pela Comissão Organizadora.
Para saber mais – http://www.askphil.org/ – http://www.stamp2.com/
Última atualização: 26/09/2008. |