This page is part of © GIRAFAMANIA website / Esta página é parte do site GIRAFAMANIA
Você sabia que 18 de maio é o Dia
Internacional dos Museus?
Muitos deles não cobram a entrada neste dia!
Os museus são casas que guardam e apresentam sonhos, sentimentos, pensamentos e intuições que ganham corpo através de imagens, cores, sons e formas. Os museus são pontes, portas e janelas que ligam e desligam mundos, tempos, culturas e pessoas diferentes. Os museus são conceitos e práticas em metamorfose...
O museu é uma instituição que coleciona os mais variados objetos, portanto o museu não deixa de ser um colecionador...
Etimologia da palavra Museologia – do grego μουσειόν = museión 'museu', mouseîon, através do lat. muséum, lugar ou templo das musas, lugar onde as musas residem, museu, biblioteca, academia (cada uma das nove deusas que presidiam às artes), e λόγος = logos, razão; área do conhecimento dedicada especialmente à administração, manutenção, organização de exposições e eventos em museus.
Preservar alguma coisa, em seu sentido mais simples, é possibilitar a sua permanência por mais tempo que o estipulado ou previsto. Quando um museu preserva um objeto, seja uma obra de arte, uma máquina, ou uma simples chave, ele tenta levar adiante, de preferência para outras gerações, não só a aparência física dessas coisas, mas também suas histórias e as memórias a elas associadas...
Definição de 1956 – Museu é um estabelecimento de caráter permanente, administrado para interesse geral, com a finalidade de conservar, estudar, valorizar de diversas maneiras o conjunto de elementos de valor cultural: coleções de objetos artísticos, históricos, científicos e técnicos, jardins botânicos, zoológicos e aquários.
Museu é uma instituição permanente sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento e aberto ao público, que adquire, conserva, pesquisa e exibe para finalidades do estudo, da educação e da apreciação, evidência material dos povos e seu ambiente. Essa definição foi dada pelo Conselho Internacional de Museus, o ICOM, na Assembleia Geral de Copenhaguem, em 1972. Usando-a, podemos incluir em sua abrangência máxima os jardins botânicos, zoológicos, aquários, planetários, parques nacionais e outras instituições.
Definição aprovada pela 20ª Assembleia Geral, ocorrida em Barcelona, Espanha, 06/07/2001 (Comitê Internacional de Museus – ICOM): Instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e deleite da sociedade.
Os museus modernos concentram-se em um assunto particular, e a maioria dos museus pertencem a uma ou a mais das seguintes categorias: artes finas, artes aplicadas, arqueologia, antropologia, etnologia, história, história cultural, ciência, tecnologia. Dentro destas categorias muitos museus especializam-se mais, por exemplo, museus de arte moderna, ecomuseus, museus industriais, de história local, da história da aviação, da agricultura ou da geologia. Há também os museus ao ar livre, que mostram e erguem edifícios antigos em zonas amplas ao ar livre, geralmente em locais que recriam paisagens do passado.
Os primeiros museus, chamados “Gabinetes de Curiosidades” ou “Os Quartos das Maravilhas”, surgidos entre os séculos XV e XVI, eram um “amontoado” de objetos sem relação entre si, sem nenhuma classificação ou ordenação, que praticamente não transmitiam nenhuma informação.
Somente no fim do século XIX que um certo museu, o Museu de História Natural de Londres, exibiu seus objetos ordenados cientificamente, graças à classificação de Carlos Lineu. Durante o século XX, as técnicas de exposição foram incorporando os avanços da comunicação e da ciência da informação, havendo, hoje, museus que fazem uso de multimídia.
No Brasil, por exemplo, o Museu da Língua Portuguesa usa recursos como projeção de imagens para transmitir a informação sobre o “acervo” (no caso, a própria língua portuguesa).
Hoje, a Museologia trata desde as técnicas de restauração, conservação, acondicionamento e catalogação do acervo até a preparação de mostras, exposições e ações culturais. O museógrafo trabalha com as ciências da comunicação e da computação. A televisão e a informática tem sido incorporadas para transmitir os conteúdos de forma lúdica e eficiente e a manipulação, estudo e catalogação dos objetos passou a ser praticamente uma condição essencial aos museus, assim como a inclusão de tecnologia.
MUSEUS DE ARTES
Museus de arte são estabelecimentos permanentes criados para conservar, estudar, valorizar pelos mais diversos modos e, sobretudo, expor para deleite e educação do público, coleções de interesse artístico, histórico e técnico.
MUSEUS DE HISTÓRIA NATURAL
Museus de história natural contam a história do Planeta e da vida na Terra. Neles encontramos ossos, fósseis, pedras e outros objetos que contam como as plantas, o homem e os outros animais evoluíram e passaram a ter a forma que têm hoje.
Nesses museus aprendemos sobre formas de vida que deixaram de existir, como os dinossauros, por exemplo, e as transformações que aconteceram nos lugares onde viviam. Igualmente, eles ensinam sobre espécies que ainda existem, como as girafas e os ocapis, por exemplo.
Abaixo, duas séries emitidas pela Alemanha Ocidental, ilustram o que também podemos aprender em Museus de História Natural...
Do lado direito da tela, série de 2 valores “FOSSILIEN” emitida em 13/07/1978, cujos selos (Scott: 1275/1276) mostram:
1. Fossil bat (Palaeochiropteryx tupaidon), esqueleto de morcego fóssil,
que na época era o mais antigo fóssil de morcego conhecido, muito bem preservado
e com toda a dentição foi encontrado perto de Darmstadt.
2. Primitive horse (eohippus) cavalo primitivo fóssil – arqueologia de Massel
opencast mine, datada de 50 milhões de
anos. (archaeological heritage from Massel opencast mine, c. 50 million
years old).
Do lado esquerdo, emitido em 1980 (Scott: 9N541), o selo mostra a configuração do mundo como Alfred Wegener (1880-1930) acreditava ser na época do Eoceno (54,8 a 33,7 milhões de anos atrás) – a maioria da moderna ordem dos mamíferos apareceu nesse período...
![]() |
![]() |
As girafas estão representadas nesses museus das mais variadas formas como: pedaços fósseis de girafas (Paleontologia), pinturas rupestres com girafas (Antropologia e Arqueologia), esqueletos e girafas empalhadas inteiras (Taxidermia – arte de empalhar animais), afrescos com girafa, óleo sobre madeira com girafa, óleo sobre tela com girafas, fotografias com girafas... etc.
Em alguns dos Museus Brasileiros temos peças girafídeas expostas ou mesmo objetos relacionados ao tema!
Abaixo, uma lista de museus mundiais que têm girafas expostas:
Museu Britânico (1753) – Londres, Inglaterra – Reino Unido da Grã-Bretanha
“Fragmento de pintura da tumba de Sebekhotep” (Arqueologia de 1400-1390 antes de Cristo, Tebas – Egito)
“A girafa da Núbia” (óleo sobre tela, pintura inglesa de 1829), Jacques-Laurent Agasse
“A girafa em Bloomsbury” (fotografia de 1875), Frederick York
Museu Hermitage (1764) – São Petersburgo, Federação Russa
“Girafa – Porcelana Zoo” (porcelana russa de meados do século XX), Victor Zhbanov
Museu do Louvre (1793) – Paris, França
“Girafa” (escultura francesa em bronze, de meados do século XIX), Antoine-Louis Barye
Centro George Pompidou ou “Beaubourg” (1977) – Paris, República Francesa
“A Girafa” (escultura em ferro, arte moderna de 1935), Julio Gonzàlez
“O almoço sob à árvore” (óleo sobre tela, pintura moderna russa de 2002), Vladimir Dubosarsky e Alexander Vinogradov
Museu Nacional do Prado (1819) – Madri, Reino da Espanha
“O Jardim das Delícias” (tríptico, óleo sobre painel, pintura medieval de 1504, aproximadamente), Hieronymus Bosch
Museu de Figueras – Catalunha, Reino da Espanha
“A Girafa em Chamas” (vitral do Museu de Figueras, de 1974), Salvador Dalí
Museu de História Natural de Viena – Áustria
“Crânio fóssil de Paleotragus roveni” (Paleontologia)
“Esqueleto de Girafa”
“Girafa empalhada da subespécie reticulada”
“Ocapis empalhados” (2 fêmeas)
Museu de Arte Metropolitano de Nova Iorque – Estados Unidos
“Pente de Marfim” (Período Pré-Disnástico – Egito)
National Gallery of Art – Washington, Estados Unidos
“The Gathering of Manna” (pintura Renascentista de 1540 – Itália), by Francesco Bacchiacca
Kunstmuseum Basel – Basileia, Confederação Helvétia (Suíça)
“Girafa em Chamas” (óleo sobre madeira, pintura de 1936-37), Dalí
“Girafas queimando e telefones”, Dalí
“Venus a La Giraffe” (escultura em bronze de 1973), Dalí
“A Girafa-elefante”, Dalí
Palácio Pontífice – Cidade do Vaticano
“Decoração de Loggetta” (afresco datado de 1516-17), Rafael
“A Criação dos Animais” (afresco datado de 1518-19), Rafael
Museu de Ciências Naturais de La Plata – La Plata, República da Argentina
“Esqueleto de Girafa”
Museu Nacional – Nairóbi, República do Quênia
“Crânio fóssil de Olduvai Gorge” (Época Pleistoceno, 1,5 milhão de anos atrás – Tanzânia)
Museu de História Natural Álvaro de Castro – Maputo, República de Moçambique
“Três Girafas taxidermizadas”
Museu Nacional e Galeria de Arte de Garabone (1968) – Garabone, República de Botsuana
“Pinturas rupestres de Tsodilo Hills” (100.000 anos, aproximadamente – Botsuana)
CLIQUE NOS CONTINENTES
ÁFRICA • AMÉRICAS • EUROPA • ÁSIA e OCEANIA
|
Monumentos, Museus e Galerias Pontifícias
O primeiro núcleo dos Museus Vaticanos foi a coleção de estátuas formada por Júlio II e expostas no chamado “Pátio das Estátuas”, hoje Pátio Octogonal. Na sua forma de coleções artísticas ordenadas em edifícios próprios acessíveis ao público, os Museus e as Galerias Pontifícias têm a sua origem com Clemente XIV e Pio VI e, por isso, inicialmente tinham o nome de Museu Pio-Clementino. Pio VII ampliou-os notavelmente, acrescentando-lhes o Museu Chiaramonti, o Braço Novo e a Galeria Lapidária.
Gregório XVI fundou o Museu Etrusco (1837) com peças arqueológicas encontradas nas escavações da Etrúria Meridional de 1828 em diante, o Museu Egípcio (1839) com monumentos egípcios provenientes de explorações feitas no Egito e com peças que se encontravam espalhadas nos museus de arte clássica e também no Museu Capitolino, e o Museu Profano Lateranense (1844), com estátuas, baixo-relêvos, mosaicos de idade romana que não teriam lugar nos Palácios Vaticanos.
Pio IX acrescentou ao Museu Profano Lateranense, em 1845, o Museu Cristão, que compreende esculturas, especialmente sarcófagos e inscrições cristãs antigas e, mais tarde (1856-1869), duas salas de monumentos extraídos das escavações de Óstia executadas em S. Herculano e S. Áurea; depois em 1866, doadas pelo Príncipe A. de Torlônia no Porto.
Sob o pontificado de São Pio X, em 1910, foi acrescentada uma seção que continha 137 inscrições de antigos cemitérios judaicos de Roma, em grande parte do cemitério da Via Portuense, doadas pelos antigos proprietários, marqueses Pellegrini Quarantotti. Estas duas coleções foram transportadas, por desejo de João XXIII, do Palácio Lateranense a um novo edifício construído de propósito para recebê-las no Vaticano; em 1970 foram reabertas ao público, com a denominação de Museu Gregoriano Profano e Museu Pio Cristão.
Também fazem parte dos Museus:
• Galeria das Tapeçarias, com uma coleção
de tapetes de várias fábricas dos séculos XVI e XVII.
• Galeria dos Mapas Geográficos, instituída por Gregório XIII e restaurada
por Urbano VIII.
• Salas Sohieski e da Imaculada Conceição.
• Sala e a Lógia
de Rafael, mandadas decorar
por Júlio II e Leão X.
• Capela de Fra Angélico,
pintada sob o pontificado de Nicolau V.
• Capela Sistina, assim chamada pelo seu fundador Sisto IV.
• Apartamento Bórgia, que já tinha sido morada de Alexandre VI, restaurado
e aberto ao público por Leão XIII, em 1897.
• Pinacoteca Vaticana, situada sob Pio VII no Apartamento Bórgia, depois no
de Gregório XIII à 3 Lógia, transportada por São Pio X, no ano de 1909, para
a Galeria sob o braço da Biblioteca na direção dos jardins, e colocada por Pio
XI em 1932, em um edifício próprio, junto ao novo ingresso dos Museus.
• Museu Missionário Etnológico fundado por Pio XI, em 1926, organizado nos
andares superiores do Palácio Lateranense, e este também foi depois transportado,
por vontade de João XXIII, no Vaticano, onde foi reaberto ao público no mesmo
edifício que acolhe as coleções ex-Lateranenses. Em 23/06/1973, foi acrescentada
a Coleção de Arte Religiosa Moderna, inaugurada por Paulo VI.
• Museu Histórico, também fundado em 1973, foi transferido em 1987 para o Apartamento
Papal do Palácio Lateranense, reúne uma série iconográfica dos Papas, assim
como peças arqueológicas dos Corpos Militares Pontifícios e da Capela e Família
Pontifícia.
Antes dos Acordos Lateranenses os Museus e as Galerias Pontifícias dependiam da Prefeitura dos SS. PP. AA.; desde 1929 dependem do Governadorato do Estado da Cidade do Vaticano. Além das tarefas institucionais, a Direção Geral dos Monumentos, Museus e Galerias Pontifícias deve garantir, como sua competência, a plena tutela do patrimônio histórico, arqueológico e artístico da Santa Sé.
MUSEOLOGIA – MUG – Museu Girafamania
Última atualização: 28/02/2010. |