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MÍDIA REVISTAS

REVISTA VIAGEM E TURISMO – EDITORA AZUL (Abril)
São Paulo, março de 1998 / Ano 4 / Número 3 / Edição 29 / Páginas 26 e 27

A revista Viagem e Turismo realizou uma promoção: “A VIAGEM DOS SEUS SONHOS”, na qual o meu texto ficou entre os 25 finalistas, dentre 5.000 cartas que a editora recebeu. Parte do texto publicado (imagem abaixo): “Adoro girafas. Elas são elegantes, esbeltas, misteriosas. Tenho uma coleção de quase 200 miniaturas, de plástico a porcelana. Mas nunca vi uma ao vivo. Por isso, quero ir à África, ver de perto o animal que mais amo.” Sérgio Sakall, São Paulo, SP. A imagem do lado esquerdo da tela (que eu resolvi divulgar), mostra a carta vencedora da criativa professora carioca...

Durante os três meses da promoção A Viagem dos Seus Sonhos, mais de 5 mil cartas chegaram à redação de VIAGEM E TURISMO. Vieram de todos os Estados brasileiros, de grandes capitais a cidades que, de tão pequenas, nem sempre aparecem nos mapas. Foram escritas em computadores, máquinas de escrever, papéis perfumados e, principalmente, à mão. Até em folhas amareladas, com aquela grafia difícil de quem não tem muita intimidade com o papel. No entanto, todas as cartas, sem exceção, traziam doses imensas de esperança e revelavam a diversidade que os sonhos humanos podem ter. Pois viagens de sonho são como opinião: todo mundo tem pelo menos uma.

Das geleiras da Groenlândia ao sol do Caribe, do agito de Barcelona ao sossego das montanhas canadenses, quase todas as paisagens dos cinco continentes apareceram nas cartas que recebemos. Alguns lugares, no entanto, destacaram-se pela frequência com que apareceram. Grécia e, principalmente, Paris, foram os campeões na preferência dos leitores — a carta vencedora da promoção optou, inclusive, por um deles. Depois, seguiram-se Londres, Portugal, Nova York, Itália. Centenas de pessoas citaram Veneza, possivelmente influenciadas pela novela das oito. Talvez pela mesma razão, a vontade de conhecer o trem Orient-Express tenha sido tão expressiva.

Mas, a despeito dos sonhos mais tradicionais, encontramos inúmeras viagens curiosas. Para aproveitar ao máximo, muita gente pediu para conhecer sete países em sete noites, tempo máximo de duração da viagem. Outros, como uma leitora de Santa Bárbara d’Oeste, no interior paulista, descreveram sonhos mais modestos, como visitar pela primeira vez o Rio de Janeiro. Vários professores sonharam conhecer ao vivo os lugares que vivem ensinando aos alunos e que seus baixos salários jamais permitirão conhecer. De tão empolgada, uma senhora de Itaiópolis, Santa Catarina, descreveu com emoção e riqueza de detalhes tudo o que faria na sua tão sonhada viagem. Mas, de tão empolgada, esqueceu-se de dizer para onde, afinal, seria. O mesmo deslize cometeu uma professora aposentada, de Colina, no interior de São Paulo. Centenas de leitores invocavam uma volta às origens, sonhando conhecer a terra de seus pais ou avós. E pelo menos setenta noivas gostariam de casar no Taiti. Trinta e oito roteiros vieram em versos, como uma poesia.

Apesar do volume, todas as cartas foram lidas do começo ao fim pelos editores da revista. E a escolha esteve longe de ser tarefa fácil. Por várias razões. Muitas foram bem escritas, outras traziam roteiros interessantes e várias descreviam um sonho acalentado há anos. Mas nenhuma conseguiu ser mais original do que a da professora carioca Maria Alice Pinto, de 40 anos, que descreveu seu sonho de conhecer Paris como quem dita a receita de uma iguaria irresistível, com doses certas de criatividade e bom humor. Confira a seguir a carta vencedora de Maria Alice, bem como trechos de outros tantos textos que recebemos. E que, mesmo não ganhando o prêmio (uma viagem para aquele lugar tão desejado), também nos fizeram sonhar. Obrigado e uma boa viagem a todos.

Texto que enviei para a promoção “A VIAGEM DOS MEUS SONHOS...” (eu estava com 33 anos):

Nos primórdios de meus passos adquiri uma girafa de plástico... Minha mãe guardou-a sem saber que tal peça seria futuramente a primeira girafa da minha diferente coleção... Hoje, com mais de 300 exemplares, sonho em vê-las bem próximas em seu habitat natural, para num inesquecível safari, poder adicionar em minha coleção a maior quantidade de fotos que eu puder tirar... E ainda, registrar momentos dos tão comentados “big five”, que são o leão, o leopardo, o elefante, o rinoceronte e o búfalo.

Adoro girafas... Elas são elegantes, bonitas, nobres, misteriosas, charmosas, esbeltas e para mim, representam uma agradável ambição... Nenhum animal vivo pode competir em altura com a girafa. A estatura desse singular ruminante é de quase 6 metros... Só há girafas nas savanas da África, onde vivem em grupos nos bosques de acácias e mimosas...

À parte, toda a excentricidade que tenho em relação às girafas e, numa extensão de minha criança interior, além de ver o animal que mais amo, conheço os seguintes locais: República da África do Sul (país onde aconteceu a brutalidade do drama “Apartheid”), Kruger National Park (reserva chamada de “país dos animais”, fundada pelo ex-presidente Paul Kruger em 1898 e que, aliás, comemora o seu centenário), Petrória, Johannesburg, Sun City, Cidade do Cabo, Cabo da Boa Esperança (marco fundamental na história da navegação, que separa o Oceano Atlântico do Índico) e Robben Island...

Acredito que poderei realizar o sonho de ver as girafas e ainda, conhecer tudo isto, que este exuberante país oferece de melhor e de mais atraente para o turismo...


São Paulo, 07 de março de 1998 (mandei via e-mail).

O passado... Neste século, vieram os folhetins, os jornais, o telefone e com eles nasceram os mais diversos assuntos e meios de comunicação. Na segunda metade do século XX, as revistas já atravessavam as portas do lar e ganhavam um espaço mais amplo na sociedade. Já haviam oferecido na prática diária a forma de conhecer, avaliar cada informação, provar a alegria de oferecer à própria família os mais “saborosos” assuntos. Vocês que durante anos dedicaram-se à informação, criando, editando e inovando fórmulas para o interesse público e em especial, à todos vocês, que desde o lançamento da primeira edição da REVISTA VIAGEM E TURISMO, em novembro de 1995, proporcionam aos leitores informações sobre viagens em torno da Terra... Parabéns! Parabéns à todas essas pessoas que com sua magia, conhecimento, ciência e arte edifícaram a tradição da informação brasileira. Obrigado! Obrigado, em nome de todos os brasileiros, pelo interesse na informação, principalmente sobre viagens que vocês tanto nos proporcionam...

O presente... Editar matérias para servir aos tão variados clientes todos os dias nem sempre é fácil, e muitas vezes, a escolha envolve principalmente, o tempo, o custo e o modo de preparo, pois a correria do dia-a-dia pede criatividade e agilidade em qualquer situação. Nesta Revista, a cada dia, uma equipe de técnicos em informações dedica-se a descobrir, informar, testar e analisar os assuntos. Estes profissionais também são, antes de tudo, pessoas “comuns” e consumidores. O trabalho que desenvolvem aqui depende muito de criatividade, de bom senso e de “olho clínico”. Parabéns! Parabéns à vocês que pesquisam, escrevem, informam, editam, servem, atendem (em especial a atendente Roberta, que com muita eficiência elucidou-me na discagem gratuita) e que sempre estão preocupados com o trabalho e com a clientela que a REVISTA VIAGEM E TURISMO preserva.

Parabéns! Parabéns à vencedora, Maria Alice Pinto, que com uma criatividade adorável e divertida irá realizar “A VIAGEM DOS SEUS SONHOS”... Faço votos que ela seja verdadeiramente degustada pela magia romântica da cidade luz e que não perca nada deste sonho por estar “borrifada” com os 1.000 litros de champanhe francês... Obrigado! Obrigado por publicar um trecho do meu texto, na pequena amostra das mais de 5 mil cartas que receberam e, fiquei muito feliz em saber que a minha carta também fez com que vocês sonhassem...

O futuro... Cada vez mais preocupados na importante tarefa de cuidar da informação e do atendimento aos seus clientes... De realizar um trabalho onde o lema é “conhecimento em primeiro lugar”... De possuir matérias práticas onde o resultado seja garantido... E que, daqui para frente, possam realizar cada vez mais e mais promoções similares... Os meus sinceros votos de agradecimento e de parabenização! À REVISTA VIAGEM E TURISMO e a todos que participam direta ou indiretamente.


EXPLICAÇÃO: outubro de 2005

Em vista dos e-mails e mensagens que recebo, com votos de BOA SORTE, na realização “A Viagem dos Meus Sonhos” (por causa do texto acima), sinto que devo RELATAR outro fato...

Antes de qualquer coisa, deixo registrado aqui os meus sinceros AGRADECIMENTOS e, igualmente, quero EXPLICAR que não fui à África através da promoção de março de 1998... infelizmente, pois teria sido muito mais econômico ;)

Entretanto, fiquei tão entusiasmado e feliz com tudo isso, pesquisa, promoção, ansiedade, a espera... que, quando foi publicado o resultado, mesmo com a decepção de não ter ganhado, eu me lembro que fiquei bastante satisfeito. Achei super justo e merecido!

Se não me falha a memória, foi uma professora da cidade do Rio de Janeiro quem ganhou a promoção “A Viagem dos Meus Sonhos”... Recordo-me bem de seu criativo texto, no qual ela narrou através de uma “receita” o que faria na capital da França – PARIS – destino que ela elegeu como “A Viagem dos Seus Sonhos”.

Então, sem piscar, juntei todas as minhas “economias”, esperei mais um tempo e, FELIZMENTE, em dezembro de 1998 (no mesmo ano), eu REALIZEI “A Viagem dos Meus Sonhos”! Foi maravilhosa! A África do Sul é um lindo país, bem diversificado, interessante... Bem melhor do que eu imaginei anteriormente, quando pesquisava sobre aquela Nação e escrevi o texto acima...

Foi tão proveitosa e cultural a minha viagem que, depois de um ano e meio, em agosto de 2000, realizei a exposição fotográfica “DE OLHO NA LIBERDADE”... (talvez, a melhor de minha carreira como fotógrafo) Enfim, a professora carioca ganhou e eu também! É isso.
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REVISTA VERO ALPHAVILLE
Ano 3 / Número 17 / Maio de 2001 / Seção Especial / Página 32. Circulação em Alphaville, Tamboré e Aldeia da Serra. Avenida Alphaville, 4.384 – sala 510/511, Shopping Service – Santana de Parnaíba, SP – CEP: 06483-300.

Através do Colecionismo, no dia 09/04/2001, a jornalista Daniela Maffei Talaat convidou-me por e-mail (revista@vero.com.br) à participar de uma matéria. Depois, entrevistou-me por telefone: 4152-8482.

“[...] O fotógrafo Sérgio Sakall, de 36 anos, tem uma coleção bem fora do comum. Há dezesseis anos ele começou a juntar miniaturas de girafas. Hoje, são cerca de quinhentas de diferentes tipos, épocas e lugares. Por causa da profissão, geralmente viaja muito. Em função disso, já trouxe peças da África do Sul, Alemanha, Argentina, Chile, Egito, Peru, Espanha, entre outros países, e de diversas regiões do Brasil. ‘Algumas são bem exóticas’, diz Sakall, que em uma viagem à Holanda comprou uma girafa feita de camisinha. Sua preferida é feita de osso de camelo, comprada no Egito. Segundo Sérgio, a maioria das pessoas pergunta o motivo do apego pela girafa. ‘Eu costumo dizer que sou alto e magro como ela’, conta. Apesar do carinho pela coleção, Sérgio expõe as girafas em prateleiras e não se importa quando alguma delas quebra. ‘O importante é que colecioná-las me agrada’. [...]”

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MATÉRIA DE CAPA REVISTA COLECIONE
Ano 1 / Número 4 / Agosto de 2001 / Seção Espaço Temático / Páginas 55, 56, 57 e 58
Revista oficial da página dos colecionadores! Leia na íntegra o texto publicado!

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REVISTA AUTÊNTICA (www.revistaautentica.com.br) – Publicação bimestral da Editora I9 (www.editorainove.com.br)
Ano II / Número 6 / Fevereiro de 2005 / Seção Variedades / Páginas 22 e 23

15/12/04: Entrevista para a Revista Autêntica: Estou fazendo uma matéria sobre colecionadores para a Revista Autêntica (uma revista nova, que está na sexta edição e que é distribuída aqui em São Paulo) e gostaria de saber se eu poderia incluir suas coleção de girafas na matéria. Na verdade, tenho que estar fechando a matéria com muita urgência e preciso solicitar ainda um fotógrafo para fazer as fotos com você e a coleção, então preciso de uma resposta assim que você receber este e-mail. Caso você tope o que preciso saber é quantos produtos você possui sobre o assunto, como e quando começou a coleção, se faz contato com outros colecionadores do mesmo assunto, quais os cuidados que precisa ter com a coleção, se em casa rola muito ciúmes com a coleção (da sua parte com as girafas e da parte dos outros com você) e a sua idade. Abraços, Anderson Cavalcante (Repórter da Revista Autêntica – andersonicavalcante@uol.com.br), Cel. (11) 9743-1766.

“Hoje as pessoas me chamam de louco e doente. Mas é incrível, sempre que ganho um presente, é algo ligado a girafas”, Sérgio Sakall com cabeça de girafa em fibra de vidro, foto by Artur Bragança (www.artur.fot.br) em 17/12/2004.

“Coleção de vidas e vida de colecionadores”
A mania de guardar objetos, além de tornar-se um registro histórico, pode decifrar a personalidade de cada um
Reportagem: Anderson Cavalcante

Uma simples coleção pode guardar muito mais do que se pensa. Coleções de discos, carros, filmes e fotos, entre outras coisas, podem tornar-se uma importante fonte de informações para futuras gerações. Mesmo quando “um amontoado de objetos” parece inútil aos olhos das pessoas, ele pode trazer em si a vida daqueles que, com muito esforço, juntaram cada peça da própria história. Colecionadores de carros, latas, máquinas fotográficas, materiais para construção, pacotes de sal e açúcar, barbies (bonecas), bebidas e miniaturas. Tudo pode se encontrar, mas entender o que leva estas pessoas a guardar estes objetos, nem sempre é tão fácil.

Keila Corrêa de Paula, desde pequena, mostrou interesse por coleções de selos, conchas e cartões-postais. Aos nove anos aprendeu a fazer origami (criar formas dobrando papel) e hoje, com seus 33 anos, possui 50 livros e fez vários cursos sobre o assunto. Mas sua verdadeira paixão teve início aos 14 anos, quando começou a juntar pastas, pelúcias, estojos, bonés e camisetas, todos com o tema do urso panda. “Quem ia a minha casa, via o quanto eu gostava deste bicho, então passei a ganhar muitas canecas, estatuetas e até pantufas de pandas. Hoje eu tenho mais de cem, muitos deles eu chamo pelo nome”, afirma.

Brincando com fogo – Como qualquer criança, colecionou selos, carteiras de fósforos, moedas, mas sem qualquer preocupação. Na juventude, depois de muita indecisão, ficou entusiasmado em seguir a carreira militar. Prestou vestibular e entrou na Academia Militar do Barro Branco, em São Paulo. Após quatros anos vivendo o internato militar saiu como aspirante e foi classificado no Corpo de Bombeiros, na Unidade de Busca e Salvamento, em 1968. Trabalhou nos grandes incêndios em São Paulo, como o dos Edifícios Andraus, Joelma e Grande Avenida, Canal 7, Canal 13, Teatro Paramount (atualmente Teatro Abril), nas grandes enchentes e outras ocorrências envolvendo vidas humanas. “No meu aniversário, em 1969, ganhei de presente da minha mulher, Cleyde, uma miniatura de uma escada mecânica – American La France – para decorar a minha escrivaninha, lá no Salvamento do Corpo de Bombeiros. Aí tudo começou”, conta Roberto Lemes da Silva, atualmente com 60 anos. Desde então, o coronel do Corpo de Bombeiros iniciou a coleção de sua vida. “Continuo vivendo as emoções de ser bombeiro. Para materializar meu amor e dedicação me tornei um colecionador. Hoje, tenho uma estante de vidro onde estão estacionadas mais de 180 miniaturas de veículos de Bombeiros e Ambulâncias de diversos países”, explica Roberto. O bombeiro garante que as miniaturas não são brinquedos e que seguem à risca dos modelos básicos de veículos de combate a incêndio, resgate, salvamento e aeroportos, e rindo muito, mostra o carinho e ciúme que possui pela coleção. “Em casa, a minha mulher e os meus dois filhos sempre estão colaborando comigo, mas deixo claro que criança não mexe em nada”.

Loucuras – Em 1964, com menos de um ano de idade, ganhou da mãe uma girafa de plástico flexível, um brinquedo típico para bebê levar à boca. “Há quem diga que foi previsão de mãe, ou seja, inconscientemente ela já sabia que aquele animal seria o meu predileto”, conta Sérgio Sakall. Ao completar 20 anos, possuía 15 girafas e aí percebeu que já era um colecionador. Sérgio já viajou até à Bélgica para buscar 50 peças de uma colecionadora que tinha itens repetidos. Além disso, já visitou a África do Sul e o Parque das Girafas, no Quênia. Com uma coleção que ultrapassa 2.500 objetos e mais 800 selos referentes ao assunto, ele explica que tem grande adoração pelos selos. Os Correios, inclusive, se interessam muito pela sua coleção, por ter um tema infantil, o que é considerado raro. Até o e-mail de Sérgio foi atingido pela febre e tem a lembrança às palavras “camelo pardalis”. O significado não poderia ser outro: na antiga Grécia, a girafa era conhecida como kamelo-pardalis, por ter a cabeça parecida com a de um camelo, e o corpo possuir manchas como os leopardos. “O importante no colecionismo é a confiança e amizade que aprendemos com as trocas. Não conheço nenhum outro meio tão confiável. As pessoas se respeitam muito e acho que isso se deve, principalmente, à filatelia (coleção de selos), onde as pessoas têm mais idade e passam um pouco de experiência aos mais jovens. Hoje, entre colecionadores, eu posso dizer que tenho muitos amigos”, finaliza Sérgio.

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ENTREVISTA REVISTA BELO HORIZONTE – 15/06/2005

Por Frederico Bottrel – Leia o texto!

GIRAFAMANIA foi matéria da Revista Döhler (www.dohler.com.br/revistadohler12/horas_vagas_1.htm), número 12, segundo semestre de 2005, juntamente com outros colecionadores e o Presidente da Associação de Modelismo de Joinville, Nivaldo Klein quem nutri amor pelo ferreomodelismo – coleção de trens e locomotivas em miniaturas.

Memória do Tempo – Bicicletas, piões, discos, camisetas de futebol e esta curiosa paixão pelo colecionismo... Paixões inveteradas – Se tem gente que trata suas coleções com naturalidade – ainda que com muito zelo –, há também as paixões inveteradas. Um paulistano gosta tanto de girafas que fez até um site para exibir sua coleção, o Girafamania. Mas Sérgio Sakall faz questão de distinguir o prazer do vício. E garante que seu hobby só lhe traz alegrias.

Origens – A museóloga Aurora Leon diz que o colecionismo, com todos os seus problemas – na Idade Média, as coleções eram patrimônio dos reis e imperadores –, foi um fenômeno necessário ao nascimento dos museus e das bibliotecas.

Futuro – “O museu do futuro pode chegar a tal ponto de consciência artística que seu acervo seja uma ação da coletividade”, defende Aurora. Já hoje os museus têm implicações sociais.

Conheça a coleção de girafas e as belas fotos do paulistano Sérgio Sakall (Nota: usa o link inativo)


REVISTA DO TATUAPÉ – www.revistadotatuape.com.br
Rua Serra de Botucatu, 1696 – Tatuapé, São Paulo (SP), Telefone: (11) 2941-7639

Ano 1, Nº 2, fevereiro/março 2006, Seção Perfil: Colecionando tesouros, Conheça os “tesouros” de colecionadores da região, página 36 a 39: MINHA MANIA, MINHA PAIXÃO – Colecionadores mostram seus acervos e falam sobre um dos hábitos mais antigos e populares do mundo. Por Rafael Sampaio F. Gomes. Fotos Ibrahim Cruz.

Uns consideram apenas um hobby. Outros, uma excelente forma de fazer amizades, conhecer lugares e adquirir conhecimento. Mas nenhum deles resiste às delícias do hábito de reunir, guardar e organizar objetos dos mais variados tipos, tamanhos e naturezas. Um dos hábitos mais antigos e populares do mundo, o colecionismo proporciona diversos prazeres aos seus praticantes.

Para o fotógrafo Sérgio Sakall, tudo começou muito cedo. O primeiro item do seu acervo é uma pequena girafa de plástico, que ele ganhou quando tinha um ano de idade. “A primeira girafa a gente nunca esquece”, brinca. Durante sua infância e adolescência, ele continuou a guardar objetos relacionados ao animal. Mas foi só aos 20 anos que Sakall descobriu realmente o sentido do colecionismo. Através do hábito de colecionar, o fotógrafo passou a ser um especialista em girafas, tanto do ponto de vista biológico quanto cultural. “Para mim, muito mais que um hobby, colecionar é uma forma de obter conhecimento”, diz o colecionador, que já participou de safáris no Quênia e na África do Sul, buscando imagens do seu animal predileto. Aliás, foi na arte folclórica da África do Sul que ele encontrou uma de suas peças mais interessantes. “É uma girafa de madeira, revestida de miçangas coloridas, similares às usadas por mulheres de uma tribo local”, conta.

Em suas viagens pelo mundo, além de estátuas e miniaturas, Sakall descobriu objetos dos mais variados tipos. Em um sex shop de Amsterdã, por exemplo, encontrou até um preservativo com o formato da cabeça do mamífero. Hoje, o acervo do fotógrafo, em seu apartamento no Tatuapé, conta com mais de 2.500 itens. São miniaturas de diversos materiais, como bronze, cera, cerâmica, chifre de boi, couro, cristal, estanho, ferro, fibra de vidro, isopor, madeira, osso de camelo, ovo de avestruz, papel, pedra, porcelana, prata, resina, vidro, entre vários outros, adquiridos em vários países como Alemanha, Argentina, Chile, Egito, Espanha, França, Holanda e Peru, assim como de várias regiões do Brasil. Recentemente, Sakall enveredou também pela filatelia, o que levou sua coleção a novos horizontes. Hoje, ele possui uma coleção temática com mais de 500 selos, de países como Angola, Camarões, Cuba, Etiópia, Hungria, Laos, Libéria e Moçambique. Entre os itens, uma raridade: o primeiro selo do mundo com a imagem de uma girafa, de Moçambique, datado de 1901.

UMA COLEÇÃO NOTÁVEL – Foi assistindo ao filme “Morrendo de Medo”, de 1953, com Jerry Lewis, que o tatuapeense Ricardo Kondrat, 42 anos, conheceu a cantora Carmen Miranda. “Fiquei encantado com seu jeito, seus trajes e sua voz”, revela. A partir desse momento, buscar informações sobre a diva da música transformou-se em seu programa preferido. Em mais de 25 anos de coleção, Kondrat reuniu mais de dois mil itens. Ao entrar no museu particular do colecionador, o visitante faz uma verdadeira viagem ao tempo. Além das fotos, discos, vídeos e pôsteres, fazem parte do acervo diversos objetos da época da cantora, como bijuterias, telefones e até um gramofone, de 1901, que funciona perfeitamente. “Com ele posso ouvir os discos de 78 rotações, como na época em que foram lançados”. Atualmente, Kondrat possui 31 LPs, 30 CDs, discos em 78 rotações, além de filmes americanos em vídeo. Mas alguns objetos merecem destaque. São eles: uma bolsa e dois pares de sandálias plataforma. O que eles têm de especial? Simplesmente pertenceram à própria Carmen Miranda. “Ganhei de presente dos irmãos de Carmen, ao encontrá-los em uma exposição”, diz Kondrat, todo orgulhoso. A bolsa, segundo o colecionador, foi adquirida pela cantora em 1938, em visita a Buenos Aires. Outro item que chama atenção é uma foto original, com o autógrafo da cantora.

OBJETOS INUSITADOS – Já o aposentado Elucha Zeminoi, mais conhecido como Elias, foge do lugar-comum. Nada de selos, moedas ou cartões telefônicos. Nas coleções dele, só constam artigos inusitados, por exemplo, chorõezinhos. Para quem não sabe o que é isso, o senhor Elias explica. “Antigamente, quando recebiam cheques pré-datados, os comerciantes marcavam o dia do depósito em um pequeno impresso, chamado chorãozinho, geralmente com dizeres bem- humorados”. Cerca de 400 chorõezinhos compõem esta coleção que é apenas uma das diversas que ele mantém. “Tenho 65 anos e coleciono coisas desde os 15. Acredito que é uma forma de preservar a história de um País que não liga muito para isso”, argumenta Elias, que sempre participa de eventos e exposições relacionados ao colecionismo. No seu grande acervo, que ocupa boa parte de sua casa na Vila Carrão, pode-se encontrar coleções de bilhetes de loteria de várias partes do mundo, ex-libris, selos de cigarros, material de propaganda política, cheques e até fichas telefônicas, esta última com informações sobre localidade, fabricante e material.

ÚTIL E AGRADÁVEL – Carlos Eduardo Estéfano, 34 anos, sempre gostou de colecionar. Na sua infância, foram figurinhas, hábito que adquiriu de seu pai. Mas na década de 90, aos 18 anos, com a abertura da economia brasileira, ele foi atraído pelas primeiras latinhas de cerveja importadas. “Acabei encontrando o que queria. Gosto de cerveja e de colecionar. Então uni o útil ao agradável”, explica Estéfano. A primeira latinha foi da cerveja alemã Dab. Animado com a idéia, Estéfano comprou todas as latas de cerveja nacionais disponíveis e continuou em busca das importadas e das raridades. Hoje, seu acervo beira cinco mil unidades, todas elas devidamente esvaziadas e numeradas. Ele conta que, como toda coleção, começou a custo baixo, e foi encarecendo à medida que crescia. Sua latinha mais rara, uma Skol comemorativa aos 150 anos da Independência, de 1972, foi adquirida por US$ 700. Outro tesouro guardado por Estéfano é uma latinha de cerveja americana Krueger, de 1939, “Lembre-se que a primeira lata do mundo foi fabricada em 1935”, informa, orgulhoso.

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REVISTA ROSSI – www.rossiresidencial.com.br
Ano 2 / Número 12 / Setembro/Outubro de 2008 / Seção Comportamento / Páginas 44 a 49
Capa: Ana Maria Braga / Kátia: editora da revista
Spring Editora Produtora Ltda. – www.springcom.com.br
Rua Ferreira de Araújo, 202 – 7º andar – Pinheiros – São Paulo (SP) – CEP: 05428-000
Fone/fax: (11) 3031-3174 / 3038-5566 – Giedre: (11) 3729-2779 / 8181-4339

17/03/2008: Giedre Moura (giedremoura@uol.com.br). Trabalho pra a aditora spring que publica as revistas rolling stones, revista da ferra, revista rossi, entre outras. Estou fazendo uma reportagem sobre colecionadores e achei muito interessante seu interesse por girafas! Será que vc aceitaria dar uma entrevista? obrigada!

02/09/2008: há um tempinho eu fiz uma entrevista com vc sobre colecionadores, lembra? Finalmente saiu e eu queria mandar um exemplar, vc me passa seu endereço? 3/9: Por favor, queira me desculpar... É tanta gente que escreve... e eu que “sofro” da memória complica tudo... 5/9: Querido, imagina. Ficaram bonitinhas as suas girafas na página, vc deve receber a revista na semana que vem... Certo, beijos.

Recebi a revista em 10/09/08, cuja matéria escrita por Giedre, com fotos Cia da Foto (Rafael Jacinto), ficou “mara”! É a melhor matéria que fizeram sobre a minha coleção! Além de super atenciosa, Giedre escreve mutíssimo bem! Seu texto é claro ao mesmo tempo quase poético... Ter citado a respeito de meu ciúme então, engraçado e legal... O fotógrafo tirou algumas fotos minhas com a cabeça de girafa... Como não foi publicada nenhuma dessas fotos (ainda bem), pedi que me enviasse para ver como ficou a minha cara ao lado de minha amada, que o Rafael cismou de fotografar... Foto (IMG_6940) recebida em 07/10/08, por Tatiana Engelbrecht (tatiana@springcom.com.br) Direção Editorial – Núcleo de Revistas Customizadas.

06/01/2014: Natalia Camoleze (natalia.camoleze@cafeeditora.com.br). Assunto: Entrevista para a Revista Rossi. Olá tudo bem? Meu nome é Natália, sou repórter da revista Rossi. Temos uma seção que se chama Fora do Expediente, que visa mostrar os hobbies das pessoas, vi seu site sobre as coleções de girafas e gostaria de saber se você possui além dessa coleção, mais algum hobbie e se aceitaria nos dar uma entrevista? Obrigada. Fico no aguardo. Um bom dia! Av. Nove de Julho, 4877 – Torre B, CJ. 42 – Itaim Bibi, CEP: 01407-200 – São Paulo (SP). T 3586-2233, C 99734-1610.

Nota: A Revista Rossi, uma publicação trimestral customizada, foi lançada em 2006 e, desde 2010, é produzida e editada pela Café Editora (www.cafeeditora.com.br), sob a coordenação da área de Marketing Institucional da Rossi.

07/01/14: Olá Natalia! Eu já fui entrevistado pela Rossi... Naquela época a editora era a Springcom... As fotos foram da Cia da Foto (Rafael Jacinto). Já a matéria foi assinada por Giedre Moura, cujo texto é claro e quase poético ao mesmo tempo... Outro hobby além de uma coleção com mais de 3 mil itens sobre girafas? Você está brincando comigo, não é Natalia? (rs) Já dei muitas entrevistas por causa da coleção; mas há anos não aceito mais por conta do mesmo problema de sempre: gente demais em meu pequeno apartamento... Apenas se você vier sozinha me entrevistar: aceito. Espero que me entenda... Não encontrei na Edição 34 a seção Fora do Expediente...

07/01/14: Olá Sérgio, ah que legal, como entrei na editora ano passado, não sabia da sua entrevista. A Seção Fora do Expediente sairá agora na edição #35. A ideia seria uma entrevista breve, pode até ser por email mesmo. Único problema que teria que ir um fotógrafo no seu apartamento, não sei se você toparia. Para essa seção, preciso mandar uma seleção para a Rossi aprovar, por isso estou selecionando as pessoas mais interessantes, com coisas diferentes. Para essa seleção preciso do seu ok para uma futura entrevista. Algum problema se fossemos fotografar no seu apartamento? Apenas um fotografo e alguém da produção? Muito obrigada pela atenção! Abraços. PS: Não respondi...

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REVISTA PROJETOS ESCOLARES ENSINO FUNDAMENTAL (1º ao 5º Ano) – www.projetosescolares.com.br
Ano 4 / Número 41 / Junho de 2009 / Seção Pequenos Investigadores / Páginas 23 a 25
Capa: Artes (Coleção de Selos, Folclore, Dia dos Pais)
Publicação do IBC – Instituto Brasileiro de Cultura – www.revistaonline.com.br
Editora On Line | ISSN 1980-2714 | Valor: R$ 6,99 ou € 3,00

A revista Projetos Escolares Educação Infantil é voltada ao interesse de educadores, responsáveis pela formação e desenvolvimento das crianças para um futuro melhor. Oferece diversas opções de oficinas e brincadeiras para as diferentes categorias de ensino, com atividades para serem realizadas dentro da sala de aula, além de diversos temas sobre reciclagem, musicalização, meio ambiente etc. Periodicidade mensal.

Tatiane Cotrim – tatianecotrim@editoraonline.com.br (09/06/09): Contato para entrevista da On Line Editora. Trabalho para a revista Projetos Escolares, direcionadas a professores do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental. Este mês estamos fazendo uma matéria sobre filatelia e selos. Queria convidá-lo para dar uma entrevista. Atenciosamente, redatora (11) 3393-7753.

10/06: Obrigado pelo convite. Penso que você notou sobre a minha coleção filatélica que é temática... Portanto, são selos postais do mundo inteiro apenas sobre um tema... Na coleção há também alguns itens correlatos, como o ocapi, zoológicos do mundo inteiro e parques e reservas nacionais do Continente Africano, por exemplo...

10/06: Obrigada pela resposta! Em princípio, eu tinha pensado em fazer um quadro sobre a sua coleção e a sua paixão pelas girafas (e os ocapi também, e tudo o que for relacionado à coleção), para explicar que as coleções podem ser temáticas. Acho que você poderia falar disso com bastante propriedade... Para obter as informações, o melhor seria fazer uma entrevista pelo telefone. Também estou falando com outros colecionadores, pois a matéria é bem extensa. Assim, se você quiser me indicar mais alguém, fique à vontade. Só quero esclarecer que o assunto é restrito aos selos. Segunda feira à tarde, umas 4 horas, você estará livre? Abs. PS: Você gosta das girafas, e eu, dos elefantes :-)

11/06/09: Combinado. Segunda-feira à tarde, 16 horas. Você imagina ou sabe o que existe na filatelia mundial sobre elefantes? Quase uma infinidade... Caso você quiser entrevistar algum comerciante filatélico, que eu acho muito bom em relação ao investimento do material, por exemplo, indicaria uma casa filatélica localizada na Rua Barão de Itapetininga, cujo dono é um senhor muito solícito que adora e entende de filatelia, claro... Conheço um monte de colecionadores de selos... em meu site Girafamania há uma parte (no final do mapa do site) dedicada a eles... Penso que conversando com você seria mais fácil perceber a pauta para saber quem indicar exatamente... Aliás, é muito mais fácil conhecer alguém que colecione selos do que alguém que tenha uma coleção abrangente como a minha, que ultrapassa a filatelia; embora eu goste e dedique mais nesse quesito...

Penso que sou tão apaixonado pela filatelia que lutei quase 4 anos para conseguir um selo postal brasileiro sobre a minha temática, o primeiro do país (provavelmente único), uma vez que não existia girafas em selo emitido pelo Brasil até então, embora elas estão presentes em vários selos postais de países europeus, por exemplo. E o melhor dessa história é que sou eu o artista desse selo; acho que você viu na primeira página de Girafamania. Essa história é legal porque, geralmente, as pessoas contratadas pelos Correios para a confecção de nossos selos são artistas e não filatelistas. Iniciei essa batalha por causa de ser filatelista... e por razões óbvias sonhava em ter um selo postal brasileiro com o meu animal predileto... Com o tempo, sob a qualidade de fotógrafo, acabei sendo convidado pelo Departamento de Filatelia dos Correios, em Brasília, para ser o artista desse selo... Por fim, foi um trabalho, ganhei para confeccionar o primeiro selo Girafa do Brasil, mas acima de tudo ganhei e pude agregar o selo Girafa brasileiro em minha coleção filatélica mundial na temática Girafas... Depois, fiquei sabendo que não se conhece algum filatelista temático, cujo nome aparece em um selo de sua temática...

Ligou: indiquei o Marek; disse que enviará a revista em meados de julho...

18/06/09: Respondendo as três mensagens... — Este selo é lindo mesmo... As imagens podem ser em jpeg mesmo, que nem foto. Será que você consegue salvar com 300 dpi de resolução? Além disso, queria colocar este selo em especial para abrir a matéria, já que estamos falando de você. / Acabei de enviar o meu selo, mas preferi ele sobre um cartão-postal infantil, carimbado com o carimbo de primeiro dia de circulação em 05/10/2007 (dia do lançamento do selo), cujo carimbo ilustra todos os 6 animais que compreendem a série de selos, incluindo a girafa, claro... ok?! Veja se ficou bom... — Sérgio, não perguntei; estes selos você escaneou ou fotografou? Como coloco o crédito da reprodução? Posso colocar como Acervo pessoal de Sérgio Sakall? / Os selos foram escaneados. Gostaria e acho melhor colocar o crédito como: Acervo Girafamania. — Selos Girafa e Ocapi da Bélgica, que tudo! Vou colocar como molde, assim o professor leva para a classe, com essa legenda que você me mandou! / Já que você gostou disso, então mando os dados corretos da série de animais do Zoológico de Antuérpia; daí você veja o que é melhor, ok?! Emitida em 03/06/1961, série de 6 valores em selos de taxa alusiva ao Zoológico de Antuérpia: “Zoo d’Anvers” (em francês, primeira língua nacional do Reino da Bélgica) ou “Zoo de Antwerpen” (em neerlandês, segundo idioma nacional do país). Todos os selos trazem o nome dos animais em inscrição bilíngue, assim como o nome do país (Belgique • België), e taxas adicionais para arrecadação de fundos a esse zoológico.

Selo “OKAPI • OKAPI”, com valor facial de 2 francos + 50 centavos de taxa
Selo “GIRAFFE • GIRAFE”, com valor facial de 2,50 francos + 1 franco de taxa

Anvers é como os belgas chamam a cidade de Antuérpia. Portanto os selos mostram animais que compreendem o acervo do Zoológico de Antuérpia. O legal deste envelope com carimbo de primeiro dia (que retrata a cabeça de um ocapi) é que, em seu lado esquerdo, mostra os dois únicos representantes vivos da família dos girafídeos (na família há espécies extintas), lado a lado, assim dá para se ter ideia do tamanho entre ambos, a girafa com 5 metros, geralmente, e o ocapi que tem altura aproximada de um cavalo. Tatiane, é possível que na matéria seja agregado o endereço eletrônico do portal Girafamania?

18/06: Obrigada! Vou colocar as informações que você passou. Os selos também ficaram bons. A indicação do site eu já coloquei no interior da revista, junto com a entrevista. Também vou divulgar na seção de serviços “onde encontrar”. Me passe o seu endereço para que depois eu envie o exemplar? Abs!

19/06: Sérgio, o reparte que recebemos na editora é bem pequeno... Se chegar bastante, lhe mando mais de uma. Você encontra a revista com certa facilidade em revistarias ou lojas ocmo a FNAC. Ela é um pouco difícil de ser encontrada porque o nosso forte é com assinaturas. Beijos!

22/06: Sérgio, tudo bom? Estava fazendo uma pesquisa e dei de cara com esse vídeo. Acho que são pessoas criando uma girafa-robô.. não tenho certeza... É muito longo e não pude ver tudo, mas como trata de girafas, tenho certeza que vai te interessar! Abs!

Recebi apenas um exemplar postado em Figueira Grande (SP), no dia 29/07/2009: Coleção de Selos, saiba como utilizar essas peças para ensinar História e Geografia da maneira prática e divertida. Página: 23.


MATÉRIA PUBLICADA NA REVISTA: SOU MAIS EU (03/2010)


Pedro Franco (pedrorochafranco@gmail.com), em 12/07/2011. Sérgio, sou repórter da Revista MRV e gostaria de entrevistá-lo para um reportagem sobre colecionadores. Se topar, peço que responda ao e-mail o quanto antes com seu contato. Ok? Att, Pedro Rocha Franco (31) 9388-6500. A Revista MRV (www.mrv.com.br/revista) é uma publicação bimestral da Medialuna Comunicação e Editora para a MRV Engenharia.

12/07/2011 – Olá Pedro! A revista é impressa ou apenas online? De qualquer forma pergunte que eu tentarei responder... Telefone residencial; mas amanhã, por exemplo, só poderei atender a partir das 15h... Obrigado. 13/07/11 – Sérgio, hoje também estou sem horário. Será que posso enviar-lhe as questões por e-mail? Preciso que responda o quanto antes. Vou mandar poucas perguntas, mas peço que detalhe bem cada resposta.

1) De onde surgiu a ideia de colecionar girafas? – Desde criança, pois eu tenho a minha primeira girafa de plástico, a qual ganhei de minha mãe quando tinha menos de 1 ano de idade. Porque eu amo o animal desde que eu visitava o zoológico de São Paulo ainda criança. Daí, comecei a juntar peças sobre girafas pelo apreço que sentia em relação ao animal. Depois, com o tempo, conheci o colecionismo temático e, então, fui promovido de juntador de peças a colecionador de verdade (eu tinha, aproximadamente, 20 anos nessa época; hoje, tenho 46).

2) Quantas girafas vc tem hoje? Qual a mais rara ou a mais inusitada? – Tenho, aproximadamente, 3.000 peças (objetos), mais uns 500 selos postais do mundo todo, uns 200 cartões-postais, 60 cartões telefônicos, umas 50 cédulas de países africanos, alguns quadros com pinturas, desenhos e pôsteres etc. A peça mais rara é um dos selos postais emitido por Niassa, uma ex-companhia portuguesa, atualmente, localizada no norte de Moçambique. Duas cédulas da Tanzânia emitidas no início dos anos 60 igualmente. Algumas peças antigas de cristal e porcelana também são difíceis de encontrar. Brinquedos obsoletos de marcas brasileiras como Estrela e Gulliver, por exemplo, também são raros. Tenho um pôster original do filme O noivo da girafa, de Mazzaropi, entretanto gostaria de ter outro modelo que soube através de um colecionador, mas jamais vi à venda...

3) Há quanto tempo tem o site? Como surgiu a ideia de virtualizar a coleção? – Criei o domínio GIRAFAMANIA.COM.BR em 09/04/2003. A maioria dos colecionadores adoram mostrar suas coleções. Adoro descobrir/ver coleções pela internet. Muitas vezes elas estão no exterior e, claro, esse meio facilita tudo. Penso que outros colecionadores também gostam disso... Desde que criei o sítio GIRAFAMANIA em 2003, eu posso dizer que a minha coleção dobrou! Eu recebo muitas informações sobre os girafídeos... Se antigamente as pessoas ligavam para me avisar de uma certa peça-girafa, por exemplo, hoje, as pessoas mais chegadas ainda ligam, entretanto recebo e-mail de muita gente (conhecidos ou não) informando sobre qualquer evento a respeito... Assim, não há como perder a estreia de um filme, por exemplo, ou o nascimento de uma girafa em algum zoológico...

4) O que já fez para conseguir uma peça nova para coleção? – Muita coisa. Mas uma situação inusitada que vivi para conseguir um exemplar da coleção ainda continua sendo uma camisinha-girafa: Difícil mesmo foi convencer a dona de uma loja exclusiva de camisa-de-vênus em Amsterdã, Holanda... Como a camisinha-girafa estava em falta (só havia uma peça de mostruário), a fulana relutou em me vender... Não bastasse tal dificuldade, meu constrangimento foi maior ainda, uma vez que aquela camisinha era absolutamente necessária... Enfim, a mulher cedeu aos apuros de colecionador e, hoje, em tempos que não se pode dispensar, a girafa-camisinha está em minha coleção! A peça está catalogada na página Origem Vegetal, uma vez que ela é feita de látex. A peça está dentro de um recipiente de plástico transparente com 6,5 centímetros de altura.

5) Qual seu contato com outros colecionadores? – Grande. Tenho vários amigos colecionadores temáticos ou não. Sou filiado a: SPP – Sociedade Philatélica Paulista (SP, desde 2002), ABRAJOF – Associação Brasileira de Jornalistas Filatélicos (SP, desde 2006), Club de Cambios y Correspondencia Internacional “Paz y Amistad” (Barcelona – Espanha, desde 2006). Sempre leio e procuro frequentar encontros, exposições e palestras do gênero.

6) O que pessoas próximas (amigos, família) acham da coleção? – A maioria acha exótica, diferente. Alguns que sou louco. Os mais íntimos que sou espiritualmente ou fui uma girafa na última encarnação... Ainda hei de fazer uma enquete de verdade a respeito... (rs)

7) Onde você guarda suas peças? Qual a maior? E você convida quem para conhecer sua coleção? – Em um cômodo (quarto) de meu apertamento. A maior peça é de madeira e tem cerca de minha altura: 1,92 m. Convido qualquer pessoa que se mostre interessada quando falo a respeito.

Bom, as questões são essas. Peço que me envie seus contatos e endereço para que possamos marcar uma fotografia sua com a coleção. Pode ser? Abs. Pedro

16/07/2011 – Sérgio, dúvidas sobre as respostas: no item 2 vc diz que tem 3 mil peças e mais 500 selos e outros objetos. Os 500 selos também são com imagens de girafas? O postal da Niassa também tem uma girafa? Ah. Qual sua profissão? E preciso do seu contato para marcarmos uma foto. Ok?

17/07 – Pedro, mas é claro que tudo contém a imagem de uma girafa... Sou fotógrafo. Moro em São Paulo; você está onde? Em BH suponho... Como se dará essa questão da foto? Posso enviar alguma coisa... Outra questão inusitada que eu gostaria que você incluisse na matéria foi a de realizar um selo postal brasileiro sobre girafa em outubro de 2007... Por puro hobby comecei a lutar junto aos Correios por essa causa como colecionador que sou... Depois de aprovada a ideia virei artista profissional dos Correios e fiz o primeiro selo postal brasileiro sobre girafa, cuja imagem também está na primeira página de Girafamania. Segue imagem do selo Niassa emitido em 1901, entre outros: selo da França emitido em 2000 e selo brasileiro emitido em 05/10/2007. Por favor, explique melhor essa questão de marcarmos foto... Aguardo.

19/07: Sérgio, estou com problema para fotográ-lo para a edição. Será que você poderia mandar duas ou três fotos do seu arquivo? Preciso de fotos de vc ao lado da coleção. É possível? Att, Pedro. 20/07: E daí serviram as fotos? 20/07: Sérgio, as fotos não ficaram tão boas. Será que vc tem outras e em melhor qualidade?

21/07: Pedro eu já te fiz algumas perguntas e você sequer me respondeu. Por enquanto tudo o que você me pediu eu procurei atender. Tive que digitar todas as respostas que já estão descritas com palavras similares em páginas de Girafamania. Já te enviei imagens de selos postais para sua melhor compreensão, uma vez que isso está mais do que explicado em Girafamania. Agora te enviei quatro fotografias de épocas distintas para maior riqueza de sua matéria e você me diz que não as aprova... Concordo que as imagens (eu3anos1967.jpg e eu38anos2002.jpg) não estejam tão boas; entretanto as outras duas fotos atuais, nas quais eu estou ao lado da coleção (como você me pediu), são de qualidade, ainda em alta resolução. Durante todos esses anos que mantenho Girafamania eu já tive adoráveis surpresas com jornalistas que elaboraram suas matérias baseados apenas em imagens disponíveis no sítio, além daquilo que está descrito em Girafamania... Pedro sem ressentimentos, mas mudei de ideia e atitude. Sinto muito, não quero mais te enviar outra foto, tampouco receber alguém em minha casa para fotografar a coleção; pois você nem ao menos apresentou a Revista MRV... Se quiser é isso que já tens.

21/07: Sérgio, acho que me entendeu errado. Às vezes, a comunicação pela internet é mais complicada. Não falei mal da qualidade das fotos. É só questão de resolução. A editora da revista me pediu para ver se vc teria outras fotos, pois aquelas estão em baixa ou média resolução. Provavelmente, ela iria ampliar uma foto e ai não conseguiu por causa da resolução. Agradeço bastante a sua atenção. Realmente, sempre solícito. Sobre não ter te apresentado a Revista MRV, te mandei um link (www.mrv.com.br/revista) para que possa conhecer a publicação. Bom, o que posso fazer é desculpar-me pela falta de entendimento e peço que compreenda a questão. Caso não queira enviar novas fotos, não tem problema. Mas posso ainda usá-lo como personagem da matéria? Att, Pedro.

Notas: As duas fotos atuais que enviei são de alta resolução. A pergunta final sugere que é ele quem entende errado ou não entende a comunicação pela internet, pois eu escrevi que não faria mais nada e que ele usasse o que já tinha, caso quisesse... Penso que ele não lê direito as mensagens ou não presta a devida atenção profissional. Não respondi.

Nº 12 setembro / outubro 2011 | capa: Paula Fernandes | Comportamento

Não tem preço – A lista é simplesmente interminável, mas, primeiro, a palavra de ordem é quantidade. Quem tem mais camisas de times, LPs, CDs, livros, miniaturas, canetas, latinhas de cerveja, sapatos, moedas e cédulas, perfumes, chapéus, óculos... Com o tempo, o critério principal é raridade, algo que, para os fissurados em coleções, não é nem de longe um problema. Basta um desejo forte e nem sempre explicável, paciência, perseverança e, dependendo da escolha, dinheiro. Sim, muitas vezes o investimento na “brincadeira” é alto e, em alguns casos, com o passar do tempo, a coleção não tem apenas valor afetivo, mas também de mercado. Um dos maiores colecionadores de livros raros no Brasil e no mundo, o empresário paulista José Mindlin começou sua empreitada aos 13 anos, adquirindo um exemplar de 1740 (o Discours sur l’Histoire Universelle, de Jacques-Bénigne Bossuet). Quando morreu, em fevereiro do ano passado, aos 94 anos, contava com mais de 40 mil volumes, com obras raríssimas e caríssimas. Entretanto, na arte de colecionar, vale de tudo, dos objetos mais simples e singelos aos mais exóticos e raros. No mundo dos famosos, as coleções também são item da fama: o ator norteamericano Johnny Depp junta esqueletos de animais, de insetos a pombas; a cantora Britney Spears, menos excêntrica, pelos menos como colecionadora, preferiu as bonecas. No Brasil, o apresentador de TV Amaury Júnior tem mais de 3 mil miniaturas de personagens do cinema e cerca de 5 mil DVDs; o escritor e jornalista Marcelo Duarte, autor do “Guia dos Curiosos”, herdou o hábito de colecionar do pai (que juntava objetos relacionados à Segunda Guerra) e contaminou sua própria família com a mania. Ele, a mulher e os filhos são colecionadores de latas de Coca-Cola, globos de vidro, miniaturas de heróis e, veja só, vários modelos de girafas. São mais de dez anos comprando e ganhando exemplares de girafas.

GIRAFAS – As “pescoçudas” estão na preferência também do fotógrafo paulista Sérgio Eduardo Sakall. Nas visitas ao zoológico, ele se apaixonou pelo animal. Ainda bebê, ganhou uma pequena girafa de plástico. Aos 45 anos, sua paixão resultou em mais de 4 mil itens de coleção relacionados ao tema. O vício é tanto que, para conseguir certas peças, os colecionadores enfrentam qualquer desafio. Certa vez, em Amsterdã (Holanda), ao entrar numa loja exclusiva de preservativos, o fotógrafo se deparou com uma camisinha-girafa. Mas era a última unidade do estoque e, por isso, a vendedora relutou em vendê-la. Ele tanto fez que conseguiu convencê-la. A camisinha holandesa está guardada em um cômodo de seu apartamento juntamente com as outras 4 mil peças, entre cartões postais e telefônicos, miniaturas, cédulas de países africanos e uma peça de madeira que mede 1,92 metro. Entre as raridades da coleção do fotógrafo, estão um selo emitido por Niassa (ex-companhia portuguesa, atualmente situada em Moçambique); duas cédulas da Tanzânia dos anos 1960; itens de cristal e porcelana; um pôster original do filme “O noivo da girafa”, de Mazzaropi; e um selo dos Correios criado por Sérgio, depois de muita insistência, em outubro de 2007. A mania do fotógrafo ganhou adeptos mundo afora, quando, em 2003, ele criou o site girafamania.com.br. Na internet, o “girafólogo” (neologismo para estudioso das girafas) mescla detalhes da vida do animal até curiosidades sobre colecionadores dos mais variados tipos e, claro, exibe suas peças. Mas, além de expor seu fascínio, o ponto alto do site é a proximidade com outros colecionadores. “Adoro descobrir coleções pela internet. Muitas vezes, elas estão no exterior e a internet facilita tudo”, conta Sérgio. Como ele, outros colecionadores se maravilham com as “esquisitices” alheias e solidarizam-se. “Desde que criei o site, minha coleção dobrou. Recebo muitas informações sobre os girafídeos”, brinca.

ÓCULOS EXÓTICOS – Claro que para colecionar é preciso ter um certo fascínio pelo tema. Por isso, nada mais natural que o oftalmologista Marcelo Martins Ferreira Júnior tenha 1,2 mil óculos. Filho de oftalmologista, ele via clientes, principalmente as crianças, brincarem com algumas unidades um tanto quanto exóticas na clínica médica do pai. Depois de uma viagem aos Estados Unidos, voltou com a mala cheia de óculos e decidiu encarar o rótulo de colecionador e praticamente se “profissionalizou”. Combinou com um amigo artesão que ele criaria os óculos mais inusitados. “Todo material que dava para grudar entre a orelha e o nariz entrava para a coleção”, conta, ressaltando que a coleção não é de óculos e, sim, de óculos exóticos. “O Elton John (cantor inglês) tem uma coleção dos óculos que ele usa; na Academia Nacional de Medicina, aqui no Rio, tem mais de 30 tipos usados por ex-presidentes. Mas a minha é diferente”, orgulha-se Marcelo. É verdade: os exemplares do oftalmologista são fascinantes. Eles exibem as combinações mais variadas que se pode imaginar: de bico de mamadeira a CDs, modelos em formato de animais (borboleta, elefante, gato, leão, mariposa etc) e uma série temática de personagens da Disney. A coleção, para Marcelo, não tem preço, assim como para a maioria dos que seguem esse caminho e brincam de juntar, juntar e juntar. Como Thiago Motta Zappaterra que, inicialmente, apenas amontoava latas de refrigerante no quarto para guardar canetas, moedas. Mas logo a coleção virou coisa séria.

LATAS E MINIATURAS – “Quando ia ao supermercado com meus pais, ia direto para a seção de latas e pegava todas diferentes, que ainda não tinha na coleção”. Hoje, passados 16 anos, são mais de 1,5 mil latas, com um valor sentimental impagável. “O quilo do alumínio é muito baixo”, brinca, ressaltando que jamais passaria por sua cabeça comercializá-las. Mas não são só latas que estão expostas no quarto de Thiago. Três anos depois de iniciar a primeira coleção, seguindo os passos de um amigo de colégio, começou a juntar cartões telefônicos. A coleção tem itens variados, como as tarjetas da Turma da Mônica, 007, Ayrton Senna e, inclusive, uns vindos do Japão. “Eu trocava os repetidos, ganhava, achava na rua, nos orelhões...” Mas, convenhamos, cartões não ocupam tanto espaço assim. No quarto de Thiago, são as miniaturas que atualmente têm destaque nas prateleiras. O novo xodó do colecionador obrigou-o a guardar em caixas tanto as latas quanto os cartões. “É a minha atual febre e, com certeza, vai durar muitos anos”, diz o autor do site Grandes Coleções (www.grandescolecoes.com.br).

Nota: Na matéria só tinha duas fotos bem pequenas da coleção do Marcelo... vai entender...!?

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Última atualização: 09/01/2014.
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