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Amigos em ou por Moçambique

Não apenas por causa de algumas referências em livros que tinha, acabei fazendo alguns contatos de interesses comuns pela República de Moçambique...

COUTINHO, João d'A.
Do Nyassa a Pemba. Os territorios da Companhia do Nyassa. O futuro porto comercial da Região dos Lagos. Lisboa, 1893. 247p. 1602/444

CAMPBELL, W.Y.
Travellers' records of Portuguese Nyassaland. Compiled by the late W.Y. Campbell (ed. by Sir Robert Edgcumbe). London, [1900]. viii, 325p. X.800/372

14/12/04: pedido de informações – Prezado Senhor, Sou historiador & bibliógrafo francês de Moçambique (e de Angola, Guiné e Timor também) e acabo de ver que o Senhor cita no seu trabalho sobre selos do Niassa o livro de Campbell. Gostaria de saber onde você encontrou este livro e se sabe se alguém tem um exemplar para vender ou permutar comigo. Agradeceria a fineza de uma resposta qualquer. Com os meus melhores cumprimentos. Prof. Dr. Rene Pelissier (viapelbooks@wanadoo.fr) 20 rue des Alluets – 78630 Orgeval – França.


GIORGIO BRUMEGI
Giorgio Micali – brumegi@tvcabo.co.mz (Maputo) – chicuembo@libero.it (Beira)
P.O.Box: 4577 – Maputo – Moçambique

Giorgio Micali
c/o COOPI
Rua Pinhero Chagas, 263
Beira – Moçambique

16/12/05: De Moçambique. Visitei o teu interessantíssimo site. Estou em Maputo e sou coleccionador de selos. Se posso ajudar para as tuas pesquisas e colecção é só dizer. Giorgio. Nota: abri a página onde falava da falta de resposta dos Correios de Moçambique; foi assim que decidi de enviar-lhe um email e saber o que posso fazer para um colega coleccionista.

03/01/06: Eu passei apenas um dia em Portugal (Lisboa) uma vez que estava de transito para Itália, a minha terra natal. De facto sou italiano mas vivo aqui em Moçambique já há bastante anos. Ir ao Niassa não é nada fácil. A viagém de carro é demasiado longa e a passagem de avião não é nada económica. Por acaso eu também ainda não conheço esta província faltando-me também Cabo Delgado (praticamente falta-me de conhecer mesmo os territórios da Copanhia do Niassa).

Os parques naturais estão ainda muito longe de serem como os que existem a África do Sul ou Zimbabwe (visitou o Kruger Park?). Os animais foram desaparecendo, sobretudo durante o período do conflito interno e por causa da caça furtiva. Não é nada fácil de ve-los. Girafas nunca vi em Moçambique. Os panfletos publicitários do Parque de Banhine mostram umas fotográfias de girafas mas aposto que foram tiradas na África do Sul.

Colecciono Ex-colonias portuguesas (sem Macau), Itália pre-1945, África do Sul, Rhodesias, Países balcanicos pre-1945. A colecção de Moçambique tem logicamente uma atenção particular. Do Niassa estão em faltas os primeiros selos da série de 1918 e alguns da série de 1921 com sobrecarga de Lisboa.

Se aparecerem novas emissões com girafas, pode contar comigo, apesar de ter abandonado a colecção dos selos modernos em 2000, quando os Correios começaram uma prática muito duvidosa. A maior parte dos selos que estão à venda desde então não são válidos para franquear cartas. Dizem que são “selos filatelicos” (sic!).

10/01/06: Puxa, não imaginava que ia ser tão complicado conseguir os selos da Série Zheng He, estão quase esgotados. Para conseguir umas séries soltas, até tive que entrar na tesouraria dos correios conseguindo comprar as últimas 3 séries. Nos balcões já não há, nem nos correios centrais nem em outros que visitei. Não estão completamente esgotados porque na loja dos serviços filatélicos ainda estão à venda algumas mini-folhas. Comprei uma para si. Achei isto suficiente porque a mini-folha é bastante cara.

Depois nos serviços filatélicos disseram-me que não foi aprontada nenhuma FDC mas que tinham um carimbo especial. Interessante porque quer dizer que o carimbo especial não é muito conhecido. Álias os carimbos são dois. Um de Maputo e um de Bejing. Utilizei então 2 das séries soltas que tinha comprado colando-as nos envelopes brancos e pedindo que os carimbassem. Infelizmente as séries que tinha conseguido são, com excepção de uma, em pares verticais (eu gosto mais dos pares horizontais) e somente uma com a margem da folha e por azar não aquela com a girafa.

Não são umas FDC muito bonitas mas é o melhor que se pode conseguir. Enviar estas FDC para que sejam consideradas circuladas foi impossível. Os correios aqui tem a mania que o que é filatélico não têm nada a ver com a correspôndencia normal. Para a correspondência normal os selos podiam ser anulados somente com o carimbo normal.

Entretanto, mesmo porque outra mania é que quando já não vendem os selos ao balcão os consideram não válidos, achei melhor ainda hoje enviar-lhe uma carta franqueada com um selo que eu próprio tinha (aquele com a girafa). A carta está franqueada unicamente com este selo pois 33.000 meticais é a tarifa para cartas simples para o estrangeiro. A carta está portanto perfeitamente em tarifa. Espero que a receba, quer dizer, espero que escape aos habituais roubos de correspondência que acontecem nos correios de Maputo. Não tive tempo de escrever alguma coisa, assim o envelope contem apenas uma folha branca. Não vale a pena de abri-lo quando o receber.

Resumindo, para si, agora tenho: 1 série de 2 selos se-tenant horizontal sem margens, 2 FDC uma com carimbo de Maputo e outra de Beijing (a única coisa que muda é o nome da cidade) e 1 mini-folha de 10 séries.

Estes selos custaram um total de 858.000 meticais equivalentes a mais ou menos US$34. Talvez possamos concordar uma troca de selos. Mais tarde posso enviar-lhe uma descrição mais detalhada dos selos que procuro e talvez possa ajudar.

Gostaria também saber se por acaso não vende um dos selos do Nyassa com o centro invertido. Se for afirmativo, a que preço? Mas só se tiver duplicados porque não vale absolutamente a pena de partir a série completa que tem (e eu não me posso permitir de compra-la toda). O difícil agora será encontrar uma maneira para que a mini-folha viaje sem perigo de se dobrar (as papelerias aqui não são muito fornecidas).

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22/01/06: Gostaria imensamente ter um selo do Niassa (o dos camelos) com o centro invertido. Posso só lhe dizer que me parece que no ebay não ultrapassa os US$30 e se for assim e, não lhe parecer muito pretencioso, para mim um selos destes é suficiente. Sempre do Niassa procuro os selos com sobretaxa e sobrecarga REPUBLICA imprimidas em Lisboa em 1921. Em geral, para a minha colecção especializada procuro selos em quantidade tipo Coroa e D.Luis de todas as ex-colónias portuguesas, rigorosamente USADOS e, por fim, selos de Companhia de Moçambique usados com carimbo bem visível.

23/01/06: Enviados! Os selos começaram hoje o longo caminho até o Brasil. Os enviei por Correio Azul, registado por maior segurança. Quanto tempo levem para chegar até si não consigo imaginar. 10/02/06: Recebi o envelope registrado “Correio Azul”!

22/02/06: Estou contente que recebeu tudo em perfeitas condições e sobretudo estou contente que gostou. Prometo que sempre que aparecer algo de filatélico (inclindo hístoria postal) relacionado com girafas o vou avisar. Sím, neste momento trabalho na Movimondo. Eu sou hidrogeólogo e me ocupo de fornecimento de água potável nalgumas aldeias a sul de Maputo. Movimondo é uma organização não governamental no profit. Infelizmente não é um trabalho muito estável e por vezes passo meses sem emprego. Mas gosto! E faço este trabalho já há 20 anos. Imagina, cheguei em Moçambique como voluntário para não fazer o serviço militar e mesmo na altura que por aqui havia a guerra. Mas gostei e fiquei e... casei! Com a família vou para Itália uma vez por ano ou cada 2 anos. Azar que o único mês para poder viajar é o mês de agosto por causa das ferias escolares do meu filho, exactamente o mês em que todas as lojas filatélicas estão fechadas. Estive no Brasil uma dezena de anos atrás, mas visitei somente a região do Rio de Janeiro.

Sérgio, lhe estou enviando a lista de faltas da minha colecção de Moçambique. Não são fáceis de encontrar e na sua maior parte são muito caros. Não se preocupe muito. Numa outra mensagem dizia que ficaria igualmente muito satisfeito com selos tipo Coroa e D.Luis de qualquer das ex-colonias portuguesas desde que sejam obliterados. Estes não são difíceis de encontrar. Mesmo repetidos servem pois estou tentar de especializar-me nestas duas emissões. Outra alternativa são os selos da Companhia de Moçambique, sempre obliterados. Mas não se sinta pressionado. Temos tudo o tempo que queremos.

12/06/06: Não está sendo facíl encontrar o que procuro, não é? Mas também da Itália não deve ser fácil. A minha colecção da Itália começa com os antigos estados italianos até o 1945. A parte do Reino da Itália (1861-1945) está quase completa faltando alguns selos bastante valiosos. Dos antigos estados faltam-me muitos mas também não deve ser fácil de encontrar os selos que me faltam.

Agora que fazer? Podemos alargar o horizonte dos selos a procurar, também porque devagarinho estou especializando a minha colecção de colónias portuguesas. Não posso especificar exactamente o que procuro (seria demasiado complicado) e assim posso dizer que procuro qualquer selos das ex-colónias portuguesas desde que sejam anteriores ao 1920 e usados.

Conheço um vendedor brasileiro que costuma ter selos das ex-colónias portuguesas... (Euclides – Botucatu) Espero de não estar a complicar muito. Mas também não te preocupar muito, ok? Tens razão. Não há selos italianos com girafas. Agora algum carimbo deve existir mas não conheço.

Estou a ler que nos finais de julho estarás na Itália. Eu também. No dia 1 de agosto chego a Roma e dois-três dias depois vou para Gallipoli (a minha cidade) para visitar a minha mãe. Acho que vou ficar com ela durante todas as férias e a 1 de Setembro tenho marcado o regresso para Moçambique. Sobre Milão e seus hotéis não sei mesmo o que dizer. Rarissimas vezes vou na região norte da Itália e se vou é para visitar os meus irmãos. Os dias das tuas férias não são poucas. Alugando um carro de certeza que será uma viagem fantastica.

16/06/06: Não é verdade que eu colecciono coisa valiosas e raras. Eu tenho a minha “filosofia” filatélica e digo que o que me interessa é conhecer os selos e não os milímetros de papelinho a mais ou a menos. Refiro-me por exemplo aos selos dos antigos Estados Italianos. Os que coleccionam isso, procuram selos com boas margens, perfeitos. Eu me contento com muito menos e selos com margem curtas ou um pouco adelgaçados servem na mesma, com a vantagem que custam o 10% ou menos dos outros. Se depois o interesse vai para os carimbos, então a perfeição dos selos conta ainda menos para mim. Por isso, não te assustes, não são raridades as que procuro. Claro é que é preciso conhecer algo do assunto, para não ser aldrabados. O mesmo aplica-se aos selos das colónias portuguesas. O que me falta não é tão fácil de encontrar. Então, como um coleccionador não gosta de ficar parado, aí comecei a investigar os carimbos. Por isso procuro em geral selos usados e mesmo duplicados. A colecção não está ao ponto de saber exactamente o que procuro e por isso por enquanto pretendo acumular material para depois analiza-lo. Loucuras de filatelistas, em suma.

Está bem, vou dar-te outras chances. Austria pre 1945? Croacia, Eslovenia, Bosnia, Yougoslavia pre 1945? Portugal pre 1945? Colonias italianas (destas tenho mesmo muito pouco)? Cartas circuladas de qualquer país para outro país pre 1945 (qualquer serve)? Post-cards com o selo colado do lado da fotografia (não entendo os máximum) circulados pre 1945?

Sobre os antigos estados italianos parece-me de lembrar que recorreste à pagina www.antichistati.com. É o melhor que há. A proposito de websites, prova a dar uma volta a www.selospostais.com. É um fórum de filatélia portugues ao qual participo. O meu nick é metical. E assim podes ver a minha cara (risos). Há alguns brasileiros que participam.

O selo do Nyassa comprei no ebay. Se calhar foi o Euclides que me vendeu .... Não, não foi ele, mas já comprei bastante selos dele e falta-me receber alguns que imagino estejam de viágem. O mundo não é assim tão grande e não me espanta que conhecia também o Euclides. Pensa, por exemplo, que num fórum italiano, conheci um outro filatelista que já tinha trabalhado em Moçambique. Aqui nós não nos encontramos, mas no fórum sim!

É verdade. A partir de Julho o metical muda para o metical da nova família (mas não era mais simples chama-lo novo metical?). Ninguem sabe ao certo como vai ser, assim como ninguem sabe porque decidiram uma coisa dessa que vai criar muitissima confusão, sobretudo na população menos alfabetizada. Como for, as noticias são que em julho começam a circular as novas moedas e notas mas ainda não mostraram os desenhos (já sei, se houver uma girafa...). O que se sabe é que a partir do proximo mes deveremos todos adaptar os nossos programas de contabilidade. As duas moedas estarão em circulação contemporaneamente até dezembro.

21/07/06: Já tinha lido o teu anterior email mas achei adiar a responder até não ter nas mãos a nova cédula com as girafas. É claro que a circulação está lenta e no mês passado tinham posto em circulação muitas cédulas novas dos velhos 100.000 MT e assim atrasou um pouco a aparecer. Hoje consegui. Olha Sérgio, como te disse vou viajar para Itália no próximo dia 31. O trabalho agora, para arrumar tudo antes da minha saída, é imenso e acho que não vou ter mesmo tempo de ir aos correios para te enviar a cédula. Se consegur, ok, caso contrário a vou levar comigo para Itália ou, mais tardar vou enviar no início de Setembro quando regressar a Maputo.

15/10/06: Cédula de 100 MTn. Olá Sérgio, finalmente! Apesar de ter voltado da Itália já faz mais de um mês, finalmente consegui preparar o envelope para enviar a cédula. Vai viajar esta semana.

02/11/06: Olá, já recebeste a cédula? Espero que sim, apesar de não saber bem quanto tempo leva normalmente uma carta para chegar ao Brasil. A minha viagem para Itália foi boa (e já um pouco esquecida). Deu para ficar algum tempo com a minha família depois de 2 anos de ausência. 44 peças sobre girafas? Não consigo imaginar que tipo de objectos podem ser. Ok, Sérgio, em relação a como resolver a questão da “divida”, poderás ver se dá para enviar o dinheiro via Paypal. O endereço que uso para paypal é chicuembo@libero.it. O valor da cédula corresponde mais ou menos a US$4. Se paypal for complicado, de facto não resta que enviar por correio registado e, como sugerias uma vez, no meio das paginas de uma revista. Ah, esqueci-me de enviar o panfleto que anunciava as novas cédulas e que pediste para te enviar. O tenho bem gardado e se calhar envio quando encontrar mais uma coisa (novos selos?) com girafas.

22/11/06: Cédula de 100 MTn. Olá Laurence (imagino que seja este o seu nome - apareceu no paypal), obrigado pela ajuda. A transferência do dinheiro está completa. Aproveito também para agradecer o Sérgio (imagino então que recebeu a cédula. Gostou?). Um abraço.

23/11/06: Olá, na minha colecção tenho o booklet do qual te envio o scan. No teu site não me parece de te-lo visto. Conhecias? A mesma publicidade está também em duas outras páginas de separação dos selos. Não fiquei nada contente em saber que ainda não recebeu a cédula. Já a enviei há bastante tempo, ou pelo menos o tempo que achava suficiente para chegar até aí. Enviei a carta no dia 16/10/06. Aguardamos mais um pouco, mas a seguir não me importo de enviar outra cédula.

13/07/07: Finalmente irei para a Itália... agora é certo porque vou pela Lufthansa... (risos) Chego lá no dia 28 de julho e fico até o dia 23 de agosto... E aí em Moçambique está tudo bem? Ainda está na Movimondo? Afinal, já conheceu a província do Niassa? (risos) Minha coleção continua crescendo... consegui mais alguns selos do Niassa, claro, e também algumas séries de países asiáticos sobre o Zheng He... entretanto nenhum carimbo especial como aqueles (de Maputo e Bejing) que você me enviou... tampouco algum FDC feito no capricho para mim.... aliás, favores que jamais vou esquecer... Assim como a nova cédula de Moçambique... 30/08/07: Contei sobre a viagem...

21/09/07: PARABENS pelos selos da tua autoria. Os vi no fórum de selos-postais mesmo antes de ler o teu email. Aliás se li só agora o teu email, e o enterior, é porque lembro-te que agora estou trabalhando em Beira. Entretanto não podia não enviar-te uma imagem da caixa de fosforos com a girafa. A caixa infelizmente não está em muitas boas condições. Mas para enviar para ti como faço? A tenho que necessariamente abrir desolando um lado.

23/09/07: Acabo de te enviar uma mensagem no SP e agora te envio a imagem do booklet da Rhodesia & Nyassaland. Esta é a única peça que tenho mas acho que não deve ser difícil para tu arranjar outra.

25/09/07: Digo-te logo que os teus trabalhos orginais são muito, muito mais bonitos e mais claros sobre o objectivo da emissão, e respondem muito bem às observações que fiz no fórum. As soluções gráficas que encontraste são impecáveis e ao ver os 6 selos juntos formam uma série muito mais harmonica. Parecia-me que os outros selos eram desenhos! Talvez o mapa podesse confundir e parecer que os animais seriam endêmicos das regiões brasileiras, mas o resultado não mudou. Mostrei os selos (a versão final) ao meu filho e ele logo disse “mas estes animais não vivem no Brasil”. Acho que foi errado o referendum no qual se deveria votar sim o animal mas também o zoológico mais bonito e assim poderia aparecer o nome deste nos selos e o problema teria sido resolvido tornando até desnecessário o aceno à jaula. Como for, Sérgio, mais uma vez parabéns para este sucesso. Deve ser mesmo fantástico ter um próprio selo na colecção. Afnal já te tinha enviado a magem do carné? Mmmh, estou a ficar destraido. Mas a imagem da caixa de fósforos não te tinha enviado, não? Que faço então, a abro para pode-la enviar para ti? Amanha volto para Beira e nos próximos meses não vou utilizar este endereço email.

31/10/07: Certamente que gostaria receber a série com os teus selos e está claro que te vou enviar de volta o envelope. Ainda não sei quando vou viajar de novo para Maputo. Talvez no Natal e só naqueles dias é que poderia ir aos correios e levantar a tua carta. Por isso nada há pressa. Se a mandares por correio registado, então poderias envia-la para Beira...

20/11/07: tua carta para Beira chegou ontem com aquele monte de selos girafas no envelope. Infelizmente, mas teria sido difícil o contrário, não chegou em perfeitas condições. Os selos colados nos cantos e na margem do envelope estão um pouco machucado e um levou os pontos do agrafador. E agora o conteudo. Primeirissima coisa que notei: os selos são muito mais bonitos de quanto as imagens no computer mostravam. Segundo: foi uma surpresa muito agradável e muito apreciada a tua assinatura nos postais e envelopes com os teus selos. Estou tão orgulhoso de ter a assinatura do autor que já a mostrei a todos os que me estavam a volta (mesmo se não percebem nada de selos - risos). Obrigado, Sérgio, foi uma surpresa mesmo bonita. E terceiro, gostei dos conjuntos de postais e envelopes. Estes chegaram em perfeitas condições.

06/01/08 (Online Selos-Postais.com): Estive em Maputo para o Natal e aí encontrei a outra tua carta com os selos dos zoológicos. Obrigadissimo, Sérgio, apreciei muitissimo. E, assim como prometido, enviai-te (agora não lembro a data exacta) os dois teus envelopes e a caixinha de fósforos. Agora estou de volta a Beira. Desculpa se não escrevi quando estava em Maputo, mas podes imaginar que estava preso com “assuntos” natalicios. Passei aí alguns dias de férias com a família. Logo que receber a minha carta (franqueada com não sei quantos selos de jogadores de football - infelizmente nada de girafas) avisa para saber se chegou tudo ok. PS: Coloquei na primeira página de meu site GIRAFAMANIA o primeiro selo postal com girafas do Brasil... Bem merecido! Eh, tens razão, podia ter sido melhor de jogadores de football mas aqui em Moçambique há uma forte crise de selos. Mas vais conservando o sobrescrito. Acho que vai ser o único que circulou de verdade com uma mini-folha inteira.

25/01/08: Muito obrigado pela devolução dos envelopes, também pela caixinha de fósforos, uma graça e única da coleção! Agradeço pela surpresa do Bilhete Postal... adorei! Mas ele é assim mesmo, em branco e preto ou tem em versão colorida também?

10/02/08: Não lembro absolutamente como aquela caixinha de fósforos veio parar nas minhas mãos. E até parece que são fósforos moçambicanos. É um facto que nunca mais vi outra. Eh, quando vi o postal numa papeleria de Beira, pensei logo que tinha que te enviar uma. Agora foi só para acompanhar os envelopes, mas se calhar preferes uma circulada. Infelizmente há só a versão a preto e branco.

09/10/09: Olá Giorgio! Quanto tempo. Espero que esteja tudo bem com você e sua família. Escrevo para te fazer um grande pedido... Por favor, veja esta página que acabei de montar e me ensine o que significa “Poste aperte”, também gostaria de saber se você conseguiria todos esses carimbos para a minha coleção... São 31 carimbos! É uma loucura isso! Imagine só como fiquei quando descobri...?! (risos) Será que algum conhecido seu ou alguém da Federação da Sociedade Filatélica Italiana tem todo esse conjunto para vender? Penso que é a primeira vez que aparece uma girafa em uma peça postal... Pena que é em um carimbo e não em um selo... Mas de qualquer forma quero todos eles! (risos) Mudando de assunto, conte-me, ainda está na Beira? Como anda Moçambique? Grande abraço e inté.

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EDÉRITO EDGAR JONASSE MANGUE, assina Edgar Jonasse (ederitomangue@yahoo.com.br)

27/08/08 – nascimento: 16/07/80 (IP: 196.28.233.19) / Chimoio Perdio inss, Bairro 1, 251, Cidade: Chimoio – Província de Manica – Mozambique. Info: outros. Mensagem: agradecia que me mandasse muitas mensagens.

29/08/08: de facto a página é sua na internet, como eu disse que não detinha de muita informação sobre a girafa nos parques e reservas no meu País. Gostaria de enriquecer os meus conhecimentos cerca de girrafas por isso que encontrei com muita satisfação o seu Site. bom trabalho.

29/08/08: Eu vivo na Província de Manica, desde o ano de 2000, e trabalho nas Áreas de Conservação. Quando vim para estudar, fiz o curso de Florestas no Instituto Agrário de Chimoio (IAC). Não conheço a Província do Niassa tenho também enorme curiosidade de lá chegar, se possível atrvessar para a República da Tânzania. Daí trabalhei na zona tampão do Parque Nacional de Gorongosa, na Província de Sofala. No projecto Envirotrade para sequestro de carbono, mas só trabalhei na fase inicial. Depois convidaram me para um projecto de irregação de pequena escala na cidade da Beira, a qual é a minha cidade natal. Fiz muito inventário florestais, mas nunca um faunisticos, é um sonho meu participar de um inventário faunístico. Agora, trabalho no departamento de áreas de conservação na Direcção Provicial de Turismo. Aqui garantimos o grau de cumprimento das actividades turísticas nas áreas de conservação ao nível da província envolvedo ás comunidades locais, monitorar os micro-projectos comunitários, desenvolvidos pelas comités de gestão dos recursos naturais, na partilha dos benefícios vindos por parte do Governo os 20% da taxa de exploração e pelo Operador da Coutada.

30/08/08: Sabe me dizer sobre as Pinturas Rupestres de Chinamapere? Gostaria de saber se animais foram pintados lá e, claro, se girafas foram pintadas nessa arte... Você que já trabalhou no Parque Nacional de Gorongosa, na Província de Sofala, teria algum panfleto ou fôlder desse parque para me arrumar? Ou mesmo trabalhando na Direcção Provicial de Turismo, na Província de Manica, você conseguiria para mim panfletos e folderes de qualquer parque ou reserva de outras províncias? Outro pedido: já que está envolvido com as comunidades locais da Província de Manica, você saberia me dizer se existem línguas locais? Meu interesse é conseguir a palavra GIRAFA em qualquer idioma ou língua regional...

30/08/08: O nome da reserva é Reserva Nacional de Chimanimani. Tenho até vergonha disso por que nunca lá fui, mas vamos abrir a semana do turismo lá na Reserva, vai ser a minha oportunidade de conhecer o Monte Binga porque localiza-se na reserva. Não prestei atenção no pormenor da girafa, se tá pintada ou não nas Pinturas Rupestres de Chinamapere. Você me deixa indignado, por que conhece melhor o meu país em relação a mim. Fui também surpreendido com um amigo Italiano quando ía a uma coutada numa comitiva de 5 Moçambicanos e ele, vimos um Monte e nenhum de nós conhecia o nome se não o estrangeiro. E foi ele quem me levou para as Pinturas Rupestres. Me desculpa mas é o nosso carácter, prometo me empenhar para lhe fornecer informações acerca do belo e vasto País... No próximo domingo já tá agendado em irmos as Pinturas Rupestres, mostrar uma colega, ela é de Equador. Então vou lhe responder a pergunta. Tudo bem vou lhe arrumar os panfletos e o nome da girafa em línguas locais. Me desculpe mais uma vez por não corresponder, tou tão envergonhado e fiquei ainda mais quando no dia 26 do mês corrente estava num seminário sobre a reflexão do valor cultural e histórico do Monte Bengo (Cabeça de Velho), vou lhe mandar também a fotográfia.

01/09/08: Gosto quando me chamam por Edgar. Por mim não há incómodo nenhum em me consultar coisas sobre o meu país. Ficarei satisfeito e orgulhoso quando lhe corresponder com as espectativas. Fique a vontade é um prazer. (risos) O amigo Italiano chama-se Diego Floriano. Não é o mesmo com o seu. O nome do local das Pinturas Rupestres é Chinhamapere e não Chinamapere é uma língua local e sempre estes prefixos entram, se não for Chi, Nha, Ma, Mu... por aí fora. Mando-lhe alguns nomes de Girafa com dialecto local: NHATE (em Nyungué, fala-se Na província de TETE), HULHO (em Xitsua, fala-se na província de Inhambane) mas ao pronunciar diz-se Hucho, FULIRA MUDENGA ou FULIRA NDENGA (em Ndau fala-se na Província de Manica na zona sul desta) o que significa “Come em cima”, existe também outras zonas onde se fala o Ndau que na verdade é ligeiramente diferente, outras zonas são nas províncias de Inhambane, Sofala e na vizinha República de Zimbabwé. MBUIRAUFU (em Xiteu). Mais outros nomes nas próximas mensagens. Agora, poderia me dizer quais as peças que tem coleccionadas, como adquiriu? Se as girafas aí no Brasil são mansas, se posso ter em fotos, de que cor é a girafa típica da América Latina em particular a Brasileira?

03/09/08: Olá Edgar! Muitíssimo obrigado por sua valiosa contribuição... Fiquei muito feliz com a minha lista de línguas crescer consideravelmente de uma só vez..., pois receber em cinco dialectos diferentes a palavra girafa foi muito além de minhas expectativas! Muitíssimo obrigado! Me conte foi difícil de arrumar ou conseguir essas palavras? Afinal? As girafas estão ou não pintadas em Chinhamapere... (risos), aliás obrigado pela correção deste nome... Quanto as peças da minha coleção, tenho elas em diversos tipos de materiais como... Todos os objetos que tenho na coleção somam quase três mil peças... Como eu adquiri tudo isso? Desde criança eu não ganho outra coisa a não ser girafas! (risos) Sabe o que é isso? Eu tenho 44 anos, portanto fazem 44 anos que só ganho de presentes girafas... (risos) Não estou reclamando disso não... estou brincando. Mas também sempre compro girafas quando encontro... principalmente quando viajo porque aqui no Brasil não temos muitos objetos com girafas... aqui temos mais brinquedos com esse animal porque as crianças adoram girafas... então temos bastante girafas de plástico para crianças brincar... Você me perguntou: "Girafas aí no Brasil são mansas, se posso ter em fotos, de que cor é a girafa típica da América Latina em particular a Brasileira?" As girafas são animais que só existem na África, são endêmicas do Continente Africano... não são da América Latina. Todas as girafas que existem aqui no Brasil ou em países vizinhos, ou mesmo na Europa e Ásia, são filhas ou netas de girafas que vieram da África... No Brasil temos maios ou menos 20 girafas... a maioria nasceu em zoológicos aqui mesmo... mas seus pais ou avos sempre vêm da África do Sul ou de algum zoológico da Europa, como da Alemanha, por exemplo, ou de outro país vizinho. Aqui no Brasil a maioria das girafas são da cor e da pelagem das girafas típicas da África do Sul, ou seja da Girafa-sul-africana (Giraffa camelopardalis giraffa), temos apenas duas Girafas-reticuladas (Giraffa camelopardalis reticulata). Esta mesma subespécie "reticulada", nos Estados Unidos, por exemplo, existem mais de cem animais espalhados por diversos zoológicos que aquele país possui... Quanto a elas serem mansas... penso que toda girafa é mansa e curiosa... por que perguntou isso? Você acha que girafas não são mansas? Edgar, voltando ao início, como posso conseguir uma lista de idiomas, línguas e dialectos falados em seu país? Ouvi dizer que são 16 diferentes línguas tribais e dialetos indígenas falados em Moçambique... mas acredito que existem mais... Tenho esses nomes: Xironga; Changana e Xitsonga (ambos dialetos falados no sul do país) Idiomas de Cabo Delgado: Emakhuwa, Kimwani, Shimakonde, Ximangoni... Idiomas do Niassa: Ciyao, Cinyanja, Elómwé, Emakhuwa... Em algum desses nomes você poderia arrumar a palavra girafa? Bem, muito obrigado novamente por sua ajuda.

24/10/2008: Eu escrevi algo que voce não tenha gostado...? Não me respondeu mais... aconteceu algo?

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EDUARDO DA CONCEIÇÃO MEDEIROS

Em 30/09/2003, escrevi para o senhor Eduardo Medeiros (edcmedeiros@hotmail.com) pedindo um exemplar da obra de sua autoria: HISTÓRIA DE CABO DELGADO E DO NIASSA – a qual ganhei de presente em 29/06/2004, vindo da Universidade de Évora.

“Prezado Sérgio Eduardo, terei muito gosto em lhe enviar o meu livro. Mande-me o seu endereço postal. Tome nota, também do meu e-mail em Coimbra para os próximos 5 meses. Saudações, Eduardo Medeiros.”

MEDEIROS, Eduardo da Conceição (ecm@uevora.pt)
www.dsoc.uevora.pt – www.uevora.pt
Universidade de Évora – Apartado 94
P-7002-554 – Évora – Portugal

Autor: Eduardo da Conceição Medeiros
Título: HISTÓRIA DE CABO DELGADO E DO NIASSA (1836-1929)
ISBN: n/c | Idioma: Português de Portugal
Editora: Central Impressora, Maputo – Patrocinado pela Cooperação Suíça
Ano da Obra – Copyright: 1997 | Edição: 1ª 1997
Segmento: Literatura Estrangeira – Literatura Portuguesa
Ficha Técnica – Tipo de capa: Brochura | Formato: cm. | Número de páginas: 252

Biografia:

Categoria profissional e local de trabalho: Professor Auxiliar,
Departamento de Sociologia, Universidade de Évora (dedicação exclusiva)

O Núcleo de Estudos Sobre África (NESA) é constituído por um grupo que realiza investigações na área dos Estudos Africanos e relacionados, e promove contatos com instituições similares, nacionais e internacionais.

O Núcleo é orientado pelo Professor Doutor Eduardo da Conceição Medeiros e está integrado no Grupo de Trabalho das Dinâmicas Culturais e Sociais do CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora – www.cidehus.uevora.pt

Habilitações:
1972 – Licenciatura em Ciências Sociais pela Universidade Livre de Bruxelas
1996 – Doutoramento em Antropologia Social e Cultural pela Universidade de Coimbra
1998-1999 – Pós-doutoramento sobre as estruturas do poder tradicional dos Makhuwa-Mmetthu do sul de Cabo Delgado, c. 1850-1930

Principais Publicações:
1988 – As etapas da escravatura no norte de Moçambique. Maputo, Arquivo Histórico de Moçambique, 80p + mapas (Col. Estudos, 04)
1988 – Bebidas moçambicanas de fabrico caseiro. Maputo, AHM, 113p + Il. (Col. Estudos 05)
1988 – Notas para a história das confrarias islâmicas na Ilha de Moçambique. Segundo um texto de Álvaro Pinto de Carvalho, re-escrito e anotado. In: Arquivo, Maputo, Boletim do Arquivo Histórico de Moçambique, nº 4, p. 59-66. Retomado em 1996: Irmandades muçulmanas do norte de Moçambique. In: Savana (Maputo), Ano III, nº 116, de 05/04/1996.
1990 – Evolução da fixação colona branca em Moçambique, 1930-1970. In: Boletim Informativo, Maputo, Serviços Culturais da Embaixada de Portugal, Inverno de 1990, p. 18-21.
1991 – Formas de cooperação e de ajuda-mútua nas comunidades Nyungwe de Tete (de colaboração com Albano Basílio Eliseu). In: Arquivo (Maputo), nº 10, 10/1991, p.169-184.
1993 – Monografias etnográficas de funcionários coloniais acerca de povos de Moçambique. Número especial do Boletim Informativo, Maputo, Serviços Culturais da Embaixada de Portugal, Primavera de 1993, 23p + fotografias.
1994 – O advento do mundo Sena. Das origens a 1918. In: Boletim Cultural, Beira, Centro Cultural Português, 10/1994, p. 3-10 + mapas.
1994 – Resenha biográfica de Manuel Simões Alberto. In: Boletim Informativo, Maputo, Serviços Culturais da Embaixada de Portugal, Inverno de 1994-95, p. 4-9.
1994 – Bibliografia de Manuel Simões Alberto (de col. com António Sopa). In: Boletim Informativo, Maputo, Serviços Culturais da Embaixada de Portugal, Inverno de 1994-95, p.10-17.
1996 – Etnias e etnicidades em Moçambique – Notas para o estudo da formação de entidades tribais e étnicas entre os povos de língua(s) emakhuwa e élómwè e advento da etnicidade macua e lómuè. In: Cientistas Portugueses Residentes no Estrangeiro, pela Fundação João Jacinto de Magalhães, em Aveiro.
1996 – Abdul Camal – O megama do Chiúre. In: Savana (Maputo), Ano III, nº 113, de 15/03/1996, páginas centrais.
1996 – Poderes tradicionais e regulados nos distritos de Memba (Nampula) e Milange (Zambézia). In: SAVANA (Maputo), Ano III, nº 115, de 29/03/1996, páginas centrais.
1997 – História de Cabo Delgado e do Niassa (C. 1836-1929), 252 páginas, mapas, ilustrações, paperback. Maputo, Central Impressora, 1997.
1997 – Contos populares moçambicanos. Maputo, Ndjira, e trad. Francesa: Contes traditionnels du Mozambique (Présentation, selection et notes). Paris, Chandeigne, 1999.
1997 – Etnias e Etnicidade em Moçambique. O advento do mundo Sena. Das origens a 1918. In: O Desafio Africano (Coord. de José Carlos Venâncio), Ed. Vega e Universidade da Beira Interior, p. 59-82.
1998 – O Clube Chinês da Beira (Moçambique), 1923-1975, artigo publicado na revista Macau, IIª série, nº 73, 05/1998, em Macau.
1999 – Mouros, islamizados e baneanes: Portuguese Historiography and Archival Sources on East African Muslim Communities. Two Tentative Checklists. In: Papers of The International Colloquium Islam in East Africa: New Sources (Archives, Archaelology, Oral History). Roma, 2-4/12/1999 (de colaboração com Manuel Lobato do CEHCA-IICT).
2001 – Contribution of the mozambican díaspora in the development of cultural identities on the Indian Ocean Islands, in: The African Díaspora ín the Indían Ocean (Shihan de S. Jayasuriya and Richard Pankhurst, eds.). London, AWP, Inc.

Projetos Ativos:
– Identidades, etnias e etnicidades
– As chefaturas Makhuwa-Mmethu do sul de Cabo Delgado [Etnicidade, evolução do poder tradicional; islamismo]

Áreas de Interesse:
– Antropologia e História de Moçambique [em particular das sociedades matrilineares do Norte]
– Construção das Etnicidades, Reestruturações sociais, sincretismos religiosos

Outros dados curriculares relevantes:

Atualmente: Coordenador do Núcleo de Estudos Sobre África (NESA) no Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDEHUS), da Universidade de Évora, desde 1999, e colaborador da Rede dos Centros de Estudos Africanos, em Portugal.

De 1976 a 1998:
– Docente na Universidade Eduardo Mondlane e na Universidade Pedagógica, em Maputo, Moçambique.
– Director do Departamento de Antropologia da Universidade Pedagógica, de 1986 a 1998, e do Departamento de Antropologia da Saúde, no Centro Regional de Desenvolvimento da Saúde (CRDS), em Maputo, de 1990 a 1992.
– Co-fundador e Editor da Revista Cadernos de História, do Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade Eduardo Mondlane (1985).

Outros: Membro de Instituições Académicas e Socio-Profissionais; colaborador em revista da especialidade e outras.

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Última atualização: 08/10/2009.
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