JONATHAN SWIFT (1667-1745)


Utilizando-se do pseudônimo, Isaac Bickerstaff, o autor e satirista, religioso e político influente, publica em 1726, o romance “As Viagens de Gulliver”.

Seu mais famoso trabalho foi publicado sob o título: “Travels into Several Remote Nations of the World”.

Supõe-se, ser o livro, um ataque à hipocrisia das cortes, homens de estado e partidos políticos, assim como uma profunda reflexão da sociedade humana... A primeira seção é tão imaginativa e divertida que logo tornou-se a história favorita das crianças.

Abaixo, dois retratos de Jonathan Swift em épocas distintas.

Jonathan Swift nasceu em 30/11/1667, em Dublin, capital da República da Irlanda. Órfão de pai, é entregue ao seu tio Godwin, o qual o manda estudar na escola Kilkenny Grammar School, em Dublin, em 1673.

Em 1681, Jonathan se matricula no Colégio da Trindade (Trinity College), em Dublin. Em 1688, recebe o diploma da congregação. Em 1689, vai para Moor Park, Surrey (Inglaterra) e, por alguns anos, torna-se secretário com Sir William Temple (1628-1699), estadista e escritor de grande prestígio. Lá, conhece Stella...

Em 1693, doutorou-se em Teologia pela Universidade de Oxford e, em 1965, assume o posto de Cônego em Kilbroot, na Irlanda. Volta para Moor Place e encontra o Sir Temple escrevendo um panfleto altamente conservador sobre a “Batalha dos Livros”, pelo qual foi muito atacado.

Swift, promovido por ele a secretário, viu-se obrigado a defendê-lo e redigiu, em 1697, “A Batalha dos Livros”. Por trás da defesa ironizava sutilmente tanto os conservadores quanto os liberais...

Com a morte de Sr. Temple em 1699, Swift, desempregado, pleiteia o cargo de Deão (coordenador de um grupo de párocos) de Surrey, mas as autoridades eclesiásticas consideravam o posto elevado demais para um pastor tão jovem e o nomeiam Cônego de Dublin.

Em 1701, publica anonimamente o “Discurso sobre as Dissensões entre os nobres e comuns em Atenas e Roma”.

Nessa obra, a alusão aos partidos ingleses é clara, como também é nítida a sua posição ao lado dos “whigs” (liberais). Por isso, “tories” (conservadores) passam a atacá-lo. No entanto, passa a ser admirado por estadistas como Somers (1651-1716) e Halifaz (1633-1695), de elevado prestígio junto ao governo.

Vislumbrando a possibilidade de ascender-se na Igreja anglicana e com ajuda dos políticos, Swift começa a viajar freqüentemente para Londres. Consegue então editores para “A Batalha dos Livros” e “O Conto de Tonel”.

Além disso, apoiado por escritores satíricos como Pope (1688-1744), Richard Steele (1672-1729) e Joseph Addison (1672-1719), ganha popularidade.

Em 1708, escreve um panfleto para desmascarar o astrólogo Patridge, tido por ele como charlatão. Sob o pseudônimo de Isaac Bickestaff profetizava, no estilo de adivinho, a morte de Patridge...

A luta entre os dois acirra-se em 1709 e Swift escreve o artigo “A Vingança de Isaac Bickertaff”, na qual resume satiricamente a disputa.

A ambição e as amizades fazem com que Swift permaneça em Londres, de onde envia numerosas cartas para Stella... Em seu “Diário”, falava de tudo: de encontros com aristocratas e políticos; das impressões suscitadas; das intrigas da corte; do fumo do Brasil; da invasão do Rio de Janeiro pelos franceses (1710); dos sonhos; das aversões etc.

Em 1713, torna-se Deão da Catedral de São Patrício (Saint Patrick), em Dublin.

Em 1725, começa escrever “As Viagens de Gulliver”, com o qual pretendia agredir ao mundo, não divertí-lo. A Enciclopédia Barsa assim se refere a essa obra:

“A obra-prima de Swift, Gulliver's Travels (1726; As viagens de Gulliver), que fez sucesso imediato, é um dos livros mais famosos e inteligentes da literatura universal. Da sátira aos whigs, recriados nos anões de Lilliput, à invectiva contra a humanidade em geral, o autor recompôs o mundo de acordo com sua fantasia mordaz. O grotesco é explorado sob todos os ângulos: na pequenez desprezível dos lilliputianos; na ampliação escatológica da miséria física dos gigantes de Brobdingnag; nas diatribes contra os juristas e a arte militar; na idiotice dos intelectuais de Laputa; e na superioridade do cavalo sobre o ser humano no reino dos Houyhnhnms. Expurgado das verdades e sátiras, esse livro se transformou num clássico da literatura infantil.”

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No ano de 1731, Swift faz da sua própria morte um objeto da sátira ao escrever um poema sobre a morte do Dr. Swift.

Sua última obra foi escrita em 1738, um ensaio destinado a despojar a conversação inglesa das banalidades e incorreções que o levam ao ridículo. Com o título de “A Conversação Polida”, a qual representava o resultado de vinte anos de observação e pesquisa.

Em 19/10/1745, Jonathan Swift, após um longo período de decadência mental e surdo, morre louco em Dublin. Ele é enterrado na Catedral de São Patrício. Em sua lápide, o epitáfio em latim, escrito por ele mesmo:

“Aqui jaz o corpo de JONATHAN SWIFT, doutor em Teologia e deão desta catedral, onde a colérica indignação não poderá mais dilacerar-lhe o coração. Segue passante, e imita, se puderes, esse que se consumiu até o extremo pela causa da Liberdade.”

Frases de sua autoria:

Cartão-postal de 17/03/2005 que comemora o Dia de São Patrício.


CURIOSIDADE

Abaixo, uma série de dois selos, emitida pela Irlanda em 30/11/1967 (Scott: 240/241, MW: C122/C123), para comemorar o aniversário de 300 anos do nascimento de Jonathan Swift.

Um selo mostra o busto do escritor e ao fundo o interior da Catedral de São Patrício, em Dublin; o outro selo mostra seu personagem mais famoso, Gulliver, e os “Liliputianos” (Lilliputians).

Ambos os selos tem variedades mínimas, mas são consideradas... Pontos mais claros ou mais escuros são classificados, sobretudo no catálogo “MW” – MacDonnell Whyte Stamps of Ireland Specialized Catalogue. MW: C122a (Spot on neck), C122b (spot on hat), C123a (Extra cloud), C123b (Circle flaw).

Abaixo, uma das diferenças de impressão: C122c (Thick lettering, cylinder 2).

Dean Swift Philart Postcard.

Envelope de Primeiro Dia de Emissão (FDC), emitido por Mônaco em 1978...

Outras emissões:
Hungria 1979 – Scott: 2617/2623 (7). Gulliver. JT
Ilhas Marshall 2001 – Scott: 777 Gulliver. NT
Romênia 1943.
Fonte: http://www.mundocultural.com.br
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CURIOSIDADES “LILIPUTIANAS”

Conheça miniaturas sobre GIRAFAS, um mundo “Liliputiano” – adjetivo de Lilipute – país imaginário do romance “As Viagens de Gulliver”, no qual os habitantes tinham apenas seis polegadas de altura...

GIRAFAS LILIPUTIANAS!

Leprechaun

“Leprechauns” são uma espécie de gnomos típicos da Irlanda... Eles têm roupinhas verdes e usam cartola...

“Fotografia Macro” é uma expressão utilizada para fotos do mundo do pequeno... Do muito, muito, muito pequeno. Daquilo que Gulliver precisaria de lupa para ver...

   

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Última atualização: 04/01/2007.
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