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Conheça o mundo através da filatelia...
“Viaje” pelos continentes!

Nesta página você irá encontrar um resumo sobre a história do selo postal, algumas explicações sobre filatelia e links para os 5 Continentes (as 5 grandes divisões de nosso Planeta).

Chamamos de Continente uma grande massa de terra cercada pelas águas oceânicas. Também podemos nos referir como:

Use o seu “rato” sobre o mapa-múndi, escolha e clique no Continente e conheça cada um dos países que já emitiram selos postais sobre o animal que mais amo... Nas páginas dos países correspondentes, você irá encontrar uma paixão: toda a minha coleção de selos postais sobre girafas!

CONTINENTE AMERICANO - AMÉRICA DO SUL CONTINENTE AMERICANO - AMÉRICA CENTRAL CONTINENTE AMERICANO - AMÉRICA DO NORTE CONTINENTE AFRICANO CONTINENTE DA OCEANIA CONTINENTE ASIÁTICO CONTINENTE EUROPEU

A Geografia é considerada uma das mais antigas disciplinas acadêmicas da história da humanidade. Os estudos geográficos remontam à Grécia antiga.

Foi Estrabão (cerca de 63 a.C.-24 d.C.) quem registrou de maneira mais extensa o conhecimento geográfico da Antiguidade clássica, descrevendo locais e povos que conheceu em suas viagens. Em “Geografia” ou “Geográfica”, uma obra monumental em 17 volumes, ele apresenta um amplo panorama do mundo conhecido em sua época, da península Ibérica à Índia, do mar Negro, no sudeste da Europa, à Etiópia.

Outra obra de mesmo nome que também se tornou uma referência dos estudos geográficos foi a “Geografia”, de Claudius Ptolomeu (90-168 d.C.), um tratado em oito volumes, com uma coleção de 27 mapas.

Nota: Geografia Política ou Geopolítica é o ramo da Geografia que trata o Estado em suas relações com o meio. Muitos sites informam que a Turquia, por exemplo, está localizada na Ásia. Já outros sites, como GIRAFAMANIA, “classificam” o país na Europa...

Toda numeração ao lado, das páginas seguintes, significa a quantidade de peças filatélicas da coleção. Nesta relação há um total de 220 países e territórios. Se preferir, clique nos links abaixo... Com emissões filatélicas sobre girafas há:

Com lista de países, ilhas independentes, províncias, territórios e localidades, os quais emitiram aerogramas, blocos, carimbos, envelopes de primero dia, folhinhas, máximos postais e selos sobre girafas, incluindo variedades!

LISTA DE SELOS POSTAIS GIRAFÍDEOS DOS 5 CONTINENTES

LISTA EM OUTROS IDIOMAS DE TODOS OS PAÍSES DO MUNDO

Na foto, estou olhando para uma página da minha coleção de selos postais de Niassa (10/07/05).

By Katia Yamada, 10/07/05.
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CONHEÇA UM POUCO SOBRE A HISTÓRIA DOS SELOS...

Histórico das Comunicações

O origem do Correio ocorre desde o tempo mais remoto, no qual o homem sentiu a necessidade de contato com seus semelhantes, mesmo que eles estivessem distantes...

A necessidade de comunicação entre os seres começou com uma linguagem rudimentar, para transmitir suas mensagens, como: sinais de fumaça nas montanhas e planícies, sons de tambores nas selvas, toscos desenhos em cavernas.

Enquanto articulava os sons guturais em busca de uma linguagem, o homem das cavernas já procurava utilizar certos instrumentos como tambores, sinais de fumaça ou deixava marcas para transmitir suas mensagens, originando o que a evolução classificou de “meios de comunicação”.

A história dos correios remonta aos mais antigos impérios do Oriente, já existindo no Egito 4.700 anos antes de Cristo, em uma época em que os “velozes” mensageiros – os sigmanacis – levavam as mensagens a pé, a cavalo ou montados, em camelos...

Os egípcios foram responsáveis pelo descobrimento de um material revolucionário, leve, prático e muito apropriado para a escrita: o papiro. Substituindo, assim, as plaquetas de barro e as pedras onde eram gravadas as mensagens.

Na China, os Imperadores utilizavam mensageiros montados em cavalos velozes, para transportar suas correspondências. Quando os animais se cansavam, eram substituidos por outros durante todo o trajeto.

Quando o Império Romano já ocupava a maior parte das terras conhecidas, o Imperador César Augusto, implantou um serviço postal ligando a corte a todos os postos espalhados pelo território. Foram construídas estações postais ao longo das estradas, onde os mensageiros trocavam de cavalos, descançavam e seguiam até o seu destino final. Foram os romanos que inauguraram o primeiro serviço postal marítimo. As mensagens eram escritas em pergaminhos ou gravadas com estilete em tábua revestida de cera e, se fossem urgentes, eram transportadas em bigas, isto é, carros puxados por dois animais.

O serviço de correio a cavalo proliferou com o advento do feudalismo. Foi criado o Estafeta Particular, que eram correios particulares, organizados, mas restritos apenas aos reis, à nobreza e à Igreja. Com a decadência do feudalismo, foram surgindo novos serviços postais, sendo um dos mais famosos o implantado pela família Torre e Tasso (Thurn und Taxis)...

Até há uns 150 anos a entrega de cartas era muito incerta. O transporte era feito por mensageiros ou carruagens, chamadas de Dirigências Postais, que também transportavam passageiros, como na Inglaterra, por exemplo. Muitas vezes essas carruagens eram assaltadas e as cartas se perdiam no caminho. Após a Revolução Insdustrial, em meados do século XIX, as carruagens foram substituidas pelas locomotivas.

Entre os meios de comunicação existentes houve o transporte “aéreo” através de andorinhas bem treinadas e, mais tarde, dos pombos-correio, até hoje acionados em diferentes emergências...

O colecionismo de selos é eruditamente chamado de FILATELIA. Filatelia é uma palavra criada na França que tem sua origem nas palavras gregas PHILOS (amigo) e ATELIA (taxa, marca, selo) ou TELOS (imposto) ou ATELEIA (franqueamento, isenção de imposto).

Filatelia significa arte, ciência, mania de colecionar selos postais e peças que tenham relacionamento com franqueamento postal. É usada em todo o mundo para denominar o colecionismo de selos postais.

Segundo o site da Wikipédia, filatelia é o estudo e o colecionismo de selos postais e materiais relacionados. O objetivo deste hobby é selecionar selos para compor uma coleção que pode ser geral ou temática.

Existem coleções que além dos selos possui informações sobre o tema – parâmetro utilizado por muitas pessoas nas coleções temáticas. Enquanto entre as coleções gerais, pode-se dizer que se dividem em mundo e país. É frequente encontrar coleções com apenas selos de um país, assim como de qualquer lugar do mundo. Quando não seguem nenhum critério este tipo de coleção é usual entre iniciantes.

Apesar de diferenças entre os vários tipos de coleções, um único ideal une os filatelistas de todo o mundo: a vontade de conhecer mais sobre um lugar, objeto, pessoa, país etc. É o conhecimento que estimula os filatelistas a continuar com seu hobby, apesar da diminuição das correspondências via Correios.

A filatelia tem várias áreas de estudo, como: Filatelia Tradicional, História Postal, Pré-Filatelia, Marcofilia, Inteiros Postais, Filatelia Temática, Aero-Filatelia, Astro-Filatelia, Maximafilia, Filatelia Juvenil, Literatura Filatélica, Selos Fiscais, Classe Aberta e Um Quadro.

Você sabia que o Brasil, imitando o exemplo da Grã-Bretanha, foi o primeiro país do continente americano e o segundo no mundo a emitir um selo postal?

Os primeiros carimbos a indicar distâncias do mundo foram adotados na Inglaterra, em 1784. Os numerais abaixo ou ao lado dos nomes das agências denotavam a distância medida a partir de Londres e permitiam aos agentes postais determinar o valor do porte devido, baseados na distância neles estabelecida.

Esses carimbos foram suprimidos em 1795, quando foi verificado que muitas das distâncias estavam impropriamente estabelecidas e, por outro lado, posteriormente, restabelecidos em 1801. O uso destas marcas postais, com a indicação da distância, terminou em 1828. Entretanto algumas poucas agências, na Escócia e na Irlanda, continuaram a usá-las até meados de 1850, mesmo muito tempo depois do sistema de portes por distâncias ter sido abandonado...

No começo, as despesas de transporte das correspondências eram pagas pelo destinatário... Como, às vezes, o destinatário se recusava a receber uma carta e portanto pagar a taxa, o correio da Inglaterra sofria prejuízos. Então criou-se neste país, em 1837, o selo postal que era fixado na carta e comprado por quem a enviava...

Um inglês chamado Sir Rowland Hill (1795-1879), maestro de profissão, chegou a ser com o tempo Administrador do Correio da Inglaterra... Ele estabeleceu a adoção de um sistema de padrões tarifários e critérios de avaliações uniformes que permitia ao Correio da Inglaterra cobrar antecipadamente pelos serviços prestados para toda a nação.

Sir Howland Hill idealizou a reforma postal britânica, em 1840, a qual institui o selo Penny Black. A partir da reforma, não o destinatário e sim o remetente pagava antecipadamente as despesas de transporte da correspondência, que saía selada e carimbada, evitando assim o reaproveitamento do selo...

Seu projeto propunha uma solução inédita: as tarifas deveriam ser pagas através de um comprovante fixado no invólucro da carta, ou sobre o pacote a ser despachado. Os resultados dessa reforma postal inglesa se fizeram sentir imediatamente...

PENNY BLACK” – o primeiro selo do mundo!

Foram 3 anos de discussão no Parlamento Inglês para a aprovação da Lei de Reforma Postal...

Então, no dia 6 de maio de 1840, suas agências colocaram à venda os primeiros selos adesivos que permitiam a remessa da correspondência para qualquer ponto do país – dando origem assim, ao primeiro selo postal do mundo!

Até essa data, o pagamento pela prestação do serviço de transporte e entrega de correspondências era feito pelo destinatário. Primeiramente, ficou conhecido como “Penny Postage”, depois como “Penny Black”, devido a sua cor.

A chegada do selo foi fundamental para o sucesso da reforma postal, que revolucionou os Correios no mundo inteiro. Hill fez o esboço do primeiro selo postal para ser colocado nos envelopes. Um artista londrino Henry Corbould (1815-1905), encarregou-se de desenhar o selo, de cor preta.

Desenhou nele o perfil da Rainha Vitória, encimado pela palavra “POSTAGE”, tendo abaixo o valor da taxa “ONE PENNY” (duzentos e quarenta avos da libra esterlina). Na cor azul, emitido simultaneamente, foi lançado o selo de dois “pence”.

Abaixo (do lado esquerdo da tela), o Primeiro Bloco Postal Brasileiro, cujos selos mostram a efígie de Rowland Hill, quem promoveu a reorganização do serviço postal do Reino Unido. Emitido em 22/10/1938 (RHM: B-1), com 10 selos no valor facial de 400 réis cada (selo RHM: C-132), em comemoração à 1ª Exposição Filatélica Internacional – “BRAPEX”, ocorrida no Rio de Janeiro.

O primeiro bloco comemorativo mostra Rowland Hill. Ao lado retrato de Sir Rowland Hill.

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LINHA DO TEMPO E RESUMO DA HISTÓRIA DOS CORREIOS NO BRASIL

1500 – Uma carta escrita por Pero Vaz de Caminha é o primeiro registro da história postal brasileira.

Em 25/01/1663, a Coroa Portuguesa instalou o Correio-Mor no Brasil, responsável pelas trocas postais entre a coroa e a colônia. É nesta data de fundação do serviço postal no Brasil que se comemora o “Dia do Carteiro”. Como exemplo: em 03/08/1993, foi emitida a série “330 Anos dos Correios Brasileiros – Brasiliana 93”. Os 4 selos mostram, respectivamente: Paço Imperial, Agência do Correio de Petrópolis (máximo postal abaixo), Agência Central e Agência de Niterói. RHM: C-1855/C-1858.

Em 20/01/1798, foi criado o primeiro correio marítimo regular entre Portugal e Brasil, bem como correios terrestres entre os principais centros econômicos do Brasil e com o interior das Capitanias. Um regulamento provisório para o novo estabelecimento de correio foi publicado em 1º de abril de 1799.

1808 – Com a chegada da Família Real ao Brasil foi decretada a abertura dos portos por Dom João. Os correios marítimos sofreram um impulso considerável e o Brasil pode se comunicar com todo o mundo. Foi criado um serviço postal que começou a funcionar no Passo, residência da Família Real, E o primeiro regulamento postal ocorreu em 22/11/1808.

Quando Dona Leopoldina precisou mandar para Dom Pedro, em São Paulo, a notícia de que Portugal impediria o Independência do Brasil, confiou essa tarefa ao mensageiro Paulo Bregaro. A carta alcançou o então Príncipe Dom Pedro I nas margens do riacho Ipiranga, em 07/09/1822. Bregaro se tornou o Patrono dos Correios no Brasil.

Após a Independência, o correio passou por reformas. Foi instalado caixas coletoras pelas cidades e o transporte da correspondência era feito em sacos fechados e cadeados com selo imperial...

No Decreto de 05/03/1829, foi reorganizado o Correio Geral, em cujo regulamento postal foram introduzidos modernos subsídios aos trabalhos, com a finalidade de dotar o público de meios mais rápidos e seguros.

– Marechal Rondon viveu na época em que o principal meio de comunicação à distância era o telégrafo elétrico, inventado por Samuel Morse em 1832, e instalado pela primeira vez no Brasil em 1852. Para que ele funcionasse, postes e fios tinham que ser instalados por milhares de quilômetros. Os primeiros aparelhos foram instalados quando se tornou obrigatório o uso do Código Morse...

Em novembro de 1841, foi editada a Lei que possibilitava a reforma dos correios brasileiros e, em 29/11/1842, foi assinado o decreto regulamentando-a e permitindo a emissão de selos para a franquia de correspondência... No governo de Dom Pedro II, os Correios do Império sofreram reforma de base e nessas importantes modificações duas bases delas se destacaram:

►A criação do quadro de carteiros dos Correios da Coroa, para distribuição de correspondência nas capitais e grandes cidades, em 1842.

► A permissão para criação do selo postal e seu lançamento em 1º de agosto de 1843.

Assim, o Brasil se tornou o primeiro país da América a emitir selos postais, os olhos-de-bois, em 1843.

O pagamento pelo serviço postal era feito pelo destinatário até a criação do selo, em maio de 1840, na Inglaterra. Esse evento inaugurou a reforma postal mundial, alterando, entre outras coisas, o momento do pagamento, que passou a ser a cargo do remetente. O Brasil integrou-se a essa reforma em agosto de 1843, tornando-se o segundo país a emitir selos. Nessa ocasião, foi lançado o selo “Olho-de-boi”, primeiro selo brasileiro, impresso nos valores 30, 60 e 90 réis.

Dom Pedro II revoluciona o Correio do Brasil, instituindo o selo postal, conhecido como “Olho-de-boi”. Em 01/08/1843, foram emitidos três selos com valores faciais de 30, 60 e 90 réis. Esta série ficou conhecida como os “Olhos-de-Boi”. Pouco depois do famoso “Olho de Boi”, foi emitido o “Olho de Cabra”, ambos ainda sem picote...

Série completa dos “OLHOS-DE-BOI”, os primeiros selos brasileiros!

Sinete – Os sinetes são marcas gravadas no lacre para garantir a inviolabilidade das correspondências e foram adotados até a introdução do selo postal em 1843. As cartas eram lacradas com cera (mais tarde substituída por metal), que recebia, ainda derretida, a marca do Correio Imperial...

Mala do Correio Urbano da Corte – Para manter a integridade das correspondências durante o transporte, grossos sacos de tecido rústico com o selo imperial, fechados a cadeado, foram usados pelos Correios na época do Império no Brasil. Nos dias atuais, a corespondência é acomodada em caixetas de plástico rígido. A utilização de malas em tecido resistente permanece, com design moderno, no serviço de malote empresarial.

Escrita Pública – A escrita pública compõe o mobiliário das agências dos Correios desde o início do século XX. Essa peça tem a finalidade de servir de mesa para os clientes sobrescreverem e colarem os envelopes. Ao longo do século XX, esse móvel teve diversos estilos de design, sendo as agências, atualmente, equipadas com balcões de apoio.

As primeiras caixas de coleta do Império foram instaladas no Rio de Janeiro em 1845, nas fachadas dos prédios das agências, em cores variadas de acordo com o destino da correspondência... De fabricação holandesa, a primeira caixa de coleta do período republicano tinha dois metros de altura e cerca de meia tonelada. Durante muito tempo o brasão da república foi uma decoração recorrente nesses objetos, que atualmente são feitos em fibra de vidro e nas cores azul e amarela.

Em 1851 foi introduzida a telegrafia elétrica no Brasil, utilizando-se dois aparelhos Breguet de manivela e mostrador. A primeira ligação oficial foi realizada um ano depois entre o Palácio do Governo e o Quartel General do Rio de Janeiro, onde os aparelhos estavam instalados. Essa foi a inauguração das primeiras linhas telegráficas no Brasil...

Em 1876, Graham Bell obteve a patente da invenção do telefone. Em 1877, dom Pedro 2º solicitou a instalação das primeiras linhas telefônicas no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, no dia 01/07, o Brasil aderiu ao tratado de criação da União Geral dos Correios, celebrado em Berna (Suíça); tornando-se membro da União Postal Universal.

O último regulamento dos Correios no tempo do Império (1888) trazia em um dos seus artigos uma medida importantíssima: o Monopólio Postal... Abaixo, o primeiro selo emitido para portear jornais, que data de fevereiro de 1889; catálogo RHM: J1 (cifra oblíqua), valor facial de 10 réis (laranja).

Em 1896 os primeiros sinais radiofônicos foram transmitidos pelo físico italiano Marconi. No Brasil, a primeira transmissão aconteceu em 1922, mas o rádio só foi ao ar comercialmente em 1923.

Baudot – Para agilizar o tráfego telegráfico, a Repartição Geral dos Telégrafos do Império adquiriu os então modernos aparelhos Baudot. Em 1897, foram utilizados os primeiros aparelhos que conectavam a Estação Central do Rio de Janeiro e a de São Paulo. O desempenho extraordinário de até 300 telegramas por hora contribuiu para a instalação de 5.500 quilômetros de linhas já no início do século XX. O sistema funcionou até 1970.

Em 1921 começou o transporte de malas postais por via aérea no país...

1925 – Brasil adotou o franqueamento mecânico. O franqueamento mecânico de correspondências teve início em 1925, no Rio de Janeiro. As primeiras máquinas eram de fabricação inglesa da Universal Postal Frankers e imprimiam os valores dos selos de 20 até 1.000 réis, que vigoravam à época. No dia 25 de março do mesmo ano, partindo do Rio de Janeiro com destino a Buenos Aires três aviões conduzindo malas do correio iniciaram o serviço postal aéreo do Brasil para o exterior.

Balança Correios – Diversos tipos de balanças foram utilizadas pelos Correios para pesar correspondências e possibilitar a determinação do preço de acordo com tabela específica de tarifas. Exemplo disso, foi a aquisição de balanças Filizola desenvolvidas sob medida, nas quais o mostrador apresentava os valores e respectivas categorias de objetos postais.

Em 26/12/1931, houve a fusão da Diretoria Geral dos Telégrafos, resultando na criação do Departamento dos Correios e Telégrafos – DCT, subordinado ao Ministério de Viação e Obras Públicas. Em 1934 foi iniciado o uso de um dos primeiros sistemas de triagem mecanizada do mundo.

1941 – Foram introduzidas no serviço postal duas máquinas de triagem mecânica de correspondência, denominada “Transorma”.

As emissões ordinárias que por maior espaço de tempo conservaram os mesmos desenhos para cada valor de taxa postal, são as que nos meios filatélicos são conhecidas sob a designação de “Vovó” – nome dado devido a sua longa existência: 1920 a 1941...

Foram criados o Departamento de Correios e Telégrafos (DCT) e o Correio Aéreo Militar, que deu origem ao Correio Aéreo Nacional. O sistema de discagem direta à distância (DDD) data de 1958 e, em 1965, foi criada a Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel). Dois anos depois, criou-se Ministério das Comunicações, o que dá a uma ideia da dimensão que o setor atingia no país...

Até 1968, a grande maioria dos selos comemorativos brasileiros tinha impressão em uma só cor, com as mesmas técnicas e deficiências dos selos ordinários. Nesse ano, começaram a ocorrer melhorias significativas no processo de impressão, especialmente no que se referia ao tipo de papel, às técnicas utilizadas e aos mecanismos de segurança contra falsificações.

Em 20/03/1969, o DCT foi transformado em empresa pública com a denominação de Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT, que sob novas diretrizes empresariais transformou o antiquado Correio, em um dos mais confiáveis do mundo... No mesmo ano, o Brasil inaugurou a primeira estação de comunicação com satélites em Itaboraí, RJ.

A partir da criação da ECT, artistas plásticos e desenhistas promissores foram contratados para melhorar a qualidade das nossas emissões comemorativas e a Casa da Moeda do Brasil foi reequipada para garantir uma impressão compatível com o novo padrão, dentre as providências que foram adotadas para incrementar a Filatelia.

Em 1971, houve a edição do Guia Postal Brasileiro com o Código de Endereçamento Postal (CEP). Paralelamente, em 1972 foi criada a Telebrás (Telecomunicações Brasileiras S/A) e os primeiros “orelhões” foram instalados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Três anos mais tarde, o Brasil se integrou ao sistema de discagem direta internacional (DDI).

Como decorrência da modernização em sua concepção artística, os selos brasileiros tornaram-se mais atraentes e competitivos, obtendo importantes prêmios internacionais...

Paralelamente, nos anos 1980 chegaram ao país os cabos de fibra óptica e, uma década depois, os celulares. Em 1995 foi implantada a internet comercial no Brasil e em 1997 foi criada a Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações.

A Filatelia tem seu valor reconhecido em nosso país pelo Ministério da Cultura que a incluiu na Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). No Estado de São Paulo, a Secretaria Estadual da Cultura possui uma Comissão de Filatelia e Numismática, sendo o único Estado da Federação a ter um órgão deste tipo. A Prefeitura Municipal de São Paulo incluiu a Filatelia em sua Lei de Incentivo à Cultura. Desta forma, pode-se elaborar projetos para obter incentivos fiscais em todos os níveis... A Lei N° 10.923, de 30/12/1990, Art. 2° (artes plásticas, artes gráficas e filatelia).

Em 1997, foram lançados produtos com nova concepção temática visual e tecnológica, como a folha de selos variados da campanha “Criança e Cidadania” e, para as máquinas de auto-atendimento, a cartela de selos auto-adesivos (série “Cidadania”) e as etiquetas de franqueamento.

Com a proposta de sempre oferecer selos de significativo apelo temático e artístico, em 1998 a ECT lançou, entre outros, uma folha de selos sobre o tema “EXPO'98 – Oceanos”, e outra para homenagear a “XVI Copa do Mundo”, tendo como tema o Futebol-Arte, demonstrando que a Filatelia sempre está ao lado dos mais importantes acontecimentos do Brasil e do exterior.

2001 – Inauguração da agência dos Correios de Rio do Fogo, no Estado do Rio Grande do Norte (RN), concretizando-se o ideal de cobertura de 100% dos 5.565 municípios brasileiros à época.

2002 – Lançamento do Banco Postal.

Em 2004, as principais novidades foram: a aplicação da retícula estocástica na emissão “Preservação dos Manguezais e Zonas de Maré”, proporcionando efeitos de micropigmentação, e o recorte do selo de Natal, em formato de Papai Noel... ou o emitido em 2005, em formato de sino!

2009 – Criação do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) para estudo de um novo modelo de serviço postal...

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MEMÓRIAS DE UM AFETO: A COLEÇÃO DE CLARA
por Rita de Cássia Marques

Aos 11 anos, comecei a colecionar selos por colecionar. Juntava os que vinham em cartas, não me lembro porque comecei nem quais foram os primeiros. Fui guardando-os. Com o tempo, passei também a comprar alguns que achava bonitos e me lembro, especialmente, de uns em 3 dimensões, coloridos e que mudavam de acordo com a posição. Ficava a imaginar como selos tão grossos poderiam ser pregados num envelope de cartas...

Os selos guardados tomavam vulto e foi preciso comprar um álbum e depois outro. Eram guardados sem organização, pelo simples prazer de tê-los. Chegou a hora de entrar no curso de História e os interesses pelos estudos arrefeceram a paixão pelos selos.

Aos 20 anos, descobri que uma colega de trabalho, já com 80 anos, aposentada, mas que por ser sozinha, não faltava um dia sequer ao local de trabalho, também colecionava selos. Eu não tinha tido, até aquele momento, nenhum contato com filatelistas. Minha colega que, pelos selos, se tornou minha amiga Claraíde, foi me contando casos sobre como conseguia certos selos e me falava deles como de uma paixão antiga. Por conta de seu entusiasmo, fui reacendendo a minha paixão filatélica.

Comprei livros e catálogos para saber mais sobre os selos. As conversas continuavam e dos selos passaram para as viagens, das viagens para os livros, dos livros para os segredos. Ela, aos poucos, foi me transferindo seus cadernos de poesias e outros escritos. Era uma escritora secreta.

Escritos feitos em cadernos encapados com papel de presente de estampas floridas. Letra bonita. Romances com certos mistérios; amava O Vermelho e o Negro de Stendhal! Vieram os presentes de fotos, poucas, mas eram da sua juventude, um instantâneo de quando andava por uma avenida da cidade e outra na repartição pública. A sua memória estava sendo transferida para uma nova geração. Até que um dia, para se juntar aos escritos e fotos de juventude, veio a coleção de selos. Todos os selos brasileiros a partir de 1900! Agrupados em um bonito álbum, grosso e de capa vermelha. A coleção da Clara!

Eu, «guardadora» de selos usados e carimbados, me encantei com aquela coleção de selos sem carimbos, estampas limpas e sem manchas. Não tenho palavras para descrever a emoção de receber aquela coleção. Acompanhar a história do Brasil pelas imagens dos selos era espetacular. Contava às pessoas sobre o meu presente, poucas entendiam o que aquilo representava; algumas me falavam do valor do presente e que eu poderia ficar rica com a venda da coleção. Vender o meu presente? A coleção de toda a vida da minha amiga? Selos que vinha namorando desde os 11 anos? Os selos sonhados?

A minha amiga tinha sobrinhos que não gostavam de selos e se fosse para aquelas pequenas obras de arte serem vendidos, bastava deixá-los entre os pertences a serem herdados pela família. Os selos facilmente seriam vendidos. Ela me confidenciava esse temor e, depois do álbum vermelho, vieram as pastas com folhas inteiras e quadras de selos. Essas, segundo ela, deveriam ser usadas para fazer dinheiro e comprar mais selos para ampliar a coleção. O presente incluía a poupança para manter o amor do colecionador.

A coleção da Clara era objeto de zelo e afeto, um filho querido que precisaria ser cuidado. Na verdade, ao me transferir aquele legado, Clara estava me nomeando tutora de um afeto, um dos seus grandes amores. Um dia, ela não foi trabalhar. Não demorou para que fosse encontrada, caída no banheiro, por um dos seus sobrinhos. Não tinha mais vida. Seus bens foram repartidos entre os familiares, ninguém reclamou a coleção de selos. Será que souberam de sua existência?

Passados quase vinte anos, continuo a coleção. Novo álbum precisou ser comprado. Os selos brasileiros estão cada vez mais bonitos. As novidades não param: selo com cheiro, em braile, em papel reciclado, e até personalizado com a foto do remetente! A coleção continua sem preço.

Hoje, entre outros afazeres como docente universitária, trabalho no Centro de Memória da Medicina, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, onde lido com acervos privados, várias coleções de cartas, fotos, livros e objetos que são doadas pelas famílias de médicos, ex-professores e/ou ex-alunos da Faculdade. Memória descartada pelas famílias. Não me esqueço do espanto ao encontrar fotos do casamento e da lua-de-mel doadas pelos filhos, em meio a tantas caixas.

As pequenas lembranças, cuidadosamente guardadas por anos, num desejo de perpetuar os grandes afetos, no final, são somente objetos desnecessários, pois é difícil transferir sentimentos tão profundos. Que sorte tive eu por gostar de selos, que sorte teve a Clara de encontrar alguém empenhado em perpetuar seu amor pelas figuras, as quais, para a maioria das pessoas, só têm utilidade no franqueamento de cartas! Cartas que, nesses tempos de correio eletrônico, são facilmente substituídos pelo click no enviar...

Texto publicado originalmente na revista brasileira de filosofia e história das ciências (com âmbito no Cone Sul) “Episteme” (www.ilea.ufrgs.br/episteme), Porto Alegre, nº 20, suplemento especial, p. 165-166, jan./jun. 2005.


Nota: Dedicam-se à Filatelia personalidades como o ex-vice presidente Marco Maciel e o apresentador Cid Moreira... Veja mais na página dedicada a República Federativa do Brasil!

Agradeço ao Sr. Leão Marek pelos muitos ensinamentos, todos estes anos, sobretudo nas leituras e explicações sobre filigranas... Visite também as páginas:

VEÍCULOS POSTAIS

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Última atualização: 02/03/2010.
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