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Conheça o mundo através da filatelia...
“Viaje” pelos continentes!

Nesta página você irá encontrar um resumo sobre a história do selo postal, algumas explicações sobre filatelia e links para os 5 Continentes (as 5 grandes divisões de nosso Planeta).

Chamamos de Continente uma grande massa de terra cercada pelas águas oceânicas. Também podemos nos referir como:

Use o seu “rato” sobre o mapa-múndi, escolha, clique no Continente e conheça cada um dos países que já emitiram selos postais sobre o animal que mais amo... Nas páginas dos países correspondentes, você irá encontrar uma paixão: toda a minha coleção de selos postais sobre girafas!

CONTINENTE AMERICANO - AMÉRICA DO SUL CONTINENTE AMERICANO - AMÉRICA CENTRAL CONTINENTE AMERICANO - AMÉRICA DO NORTE CONTINENTE AFRICANO CONTINENTE DA OCEANIA CONTINENTE ASIÁTICO CONTINENTE EUROPEU

A Geografia é considerada uma das mais antigas disciplinas acadêmicas da história da humanidade. Os estudos geográficos remontam à Grécia antiga.

Foi Estrabão (cerca de 63 a.C.-24 d.C.) quem registrou de maneira mais extensa o conhecimento geográfico da Antiguidade clássica, descrevendo locais e povos que conheceu em suas viagens. Em “Geografia” ou “Geográfica”, uma obra monumental em 17 volumes, ele apresenta um amplo panorama do mundo conhecido em sua época, da península Ibérica à Índia, do mar Negro, no sudeste da Europa, à Etiópia.

Outra obra de mesmo nome que também se tornou uma referência dos estudos geográficos foi a “Geografia”, de Claudius Ptolomeu (90-168 d.C.), um tratado em oito volumes, com uma coleção de 27 mapas.

Nota: Geografia Política ou Geopolítica é o ramo da Geografia que trata o Estado em suas relações com o meio. Muitos sítios informam que a Turquia, por exemplo, está localizada na Ásia. Já outros, como GIRAFAMANIA, “classificam” o país na Europa...

Toda numeração ao lado, das páginas seguintes, significa a quantidade de peças filatélicas da coleção. Nesta relação há um total de 220 países e territórios. Se preferir, clique nos links abaixo... Com emissões filatélicas sobre girafas há:

Com lista de países, ilhas independentes, províncias, territórios e localidades, os quais emitiram aerogramas, blocos, carimbos, envelopes de primero dia, folhinhas, máximos postais e selos sobre girafas, incluindo variedades!

LISTA DE SELOS POSTAIS GIRAFÍDEOS DOS 5 CONTINENTES

LISTA EM OUTROS IDIOMAS DE TODOS OS PAÍSES DO MUNDO

Na foto, estou olhando para uma página da minha coleção de selos postais de Niassa (10/07/05).

By Katia Yamada, 10/07/05.
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CONHEÇA UM POUCO SOBRE A HISTÓRIA DO SELO POSTAL

O origem do Correio ocorre desde o tempo mais remoto, no qual o homem sentiu a necessidade de contato com seus semelhantes, mesmo que eles estivessem distantes...

A necessidade de comunicação entre os seres começou com uma linguagem rudimentar, para transmitir suas mensagens, como: sinais de fumaça nas montanhas e planícies, sons de tambores nas selvas, toscos desenhos em cavernas.

Enquanto articulava os sons guturais em busca de uma linguagem, o homem das cavernas já procurava utilizar certos instrumentos como tambores, sinais de fumaça ou deixava marcas para transmitir suas mensagens, originando o que a evolução classificou de “meios de comunicação”.

A história dos correios remonta aos mais antigos impérios do Oriente, já existindo no Egito 4.700 anos antes de Cristo, em uma época em que os “velozes” mensageiros – os sigmanacis – levavam as mensagens a pé, a cavalo ou montados, em camelos...

Os egípcios foram responsáveis pelo descobrimento de um material revolucionário, leve, prático e muito apropriado para a escrita: o papiro. Substituindo, assim, as plaquetas de barro e as pedras onde eram gravadas as mensagens.

Na China, os Imperadores utilizavam mensageiros montados em cavalos velozes, para transportar suas correspondências. Quando os animais se cansavam, eram substituidos por outros durante todo o trajeto.

Quando o Império Romano já ocupava a maior parte das terras conhecidas, o Imperador César Augusto, implantou um serviço postal ligando a corte a todos os postos espalhados pelo território. Foram construídas estações postais ao longo das estradas, onde os mensageiros trocavam de cavalos, descançavam e seguiam até o seu destino final. Foram os romanos que inauguraram o primeiro serviço postal marítimo. As mensagens eram escritas em pergaminhos ou gravadas com estilete em tábua revestida de cera e, se fossem urgentes, eram transportadas em bigas, isto é, carros puxados por dois animais.

O serviço de correio a cavalo proliferou com o advento do feudalismo. Foi criado o Estafeta Particular, que eram correios particulares, organizados, mas restritos apenas aos reis, à nobreza e à Igreja. Com a decadência do feudalismo, foram surgindo novos serviços postais, sendo um dos mais famosos o implantado pela família Torre e Tasso (Thurn und Taxis)...

Até há uns 150 anos a entrega de cartas era muito incerta. O transporte era feito por mensageiros ou carruagens, chamadas de Dirigências Postais, que também transportavam passageiros, como na Inglaterra, por exemplo. Muitas vezes essas carruagens eram assaltadas e as cartas se perdiam no caminho. Após a Revolução Insdustrial, em meados do século XIX, as carruagens foram substituidas pelas locomotivas.

Entre os meios de comunicação existentes houve o transporte “aéreo” através de andorinhas bem treinadas e, mais tarde, dos pombos-correio, até hoje acionados em diferentes emergências...

O colecionismo de selos é eruditamente chamado de FILATELIA. Filatelia é uma palavra criada na França que tem sua origem nas palavras gregas PHILOS (amigo) e ATELIA (taxa, marca, selo) ou TELOS (imposto) ou ATELEIA (franqueamento, isenção de imposto).

O substantivo Filatelia significa arte, ciência, mania de colecionar selos postais e peças que tenham relacionamento com franqueamento postal. É usada em todo o mundo para denominar o colecionismo de selos postais. Filatelia é um hobby que consiste em colecionar selos, colecionador de selos; estudo, análise e pesquisa de selos de correio.

Filatelismo (filatel+-ismo) substantivo proveniente de filatelia: significa gosto ou prática da filatelia.
Filatelista (filatel+-ista) substantivo: significa agente referente ao filatelismo.
Filatélico/a (filatel+-ico) adjetivo: significa referente à filatelia.
Filatelístico/a (filatel+-ístico e/ou filatelista+-ico): sufixo de adjetivos que significa pertence ou relação; a forma feminina gera substantivos.
Filatelicamente (filatel / adjetivo filatélica + sufixo -mente que significa de determinada maneira): quer dizer de modo filatélico.
Filatelizar (adjetivo filatélico + sufixo -izar que significa tornar, transformar em): quer dizer empregar filatelismo.

Segundo o sítio da Wikipédia, filatelia é o estudo e o colecionismo de selos postais e materiais relacionados. O objetivo deste hobby é selecionar selos para compor uma coleção que pode ser geral ou temática.

Existem coleções que além dos selos possui informações sobre o tema – parâmetro utilizado por muitas pessoas nas coleções temáticas. Enquanto entre as coleções gerais, pode-se dizer que se dividem em mundo e país. É frequente encontrar coleções com apenas selos de um país, assim como de qualquer lugar do mundo. Quando não seguem nenhum critério este tipo de coleção é usual entre iniciantes.

Apesar de diferenças entre os vários tipos de coleções, um único ideal une os filatelistas de todo o mundo: a vontade de conhecer mais sobre um lugar, objeto, pessoa, país etc. É o conhecimento que estimula os filatelistas a continuar com seu hobby, apesar da diminuição das correspondências via Correios.

A filatelia tem várias áreas de estudo, como: Filatelia Tradicional, História Postal, Pré-Filatelia, Marcofilia, Inteiros Postais, Filatelia Temática, Aero-Filatelia, Astro-Filatelia, Maximafilia, Filatelia Juvenil, Literatura Filatélica, Selos Fiscais, Classe Aberta e Um Quadro.

Você sabia que o Brasil, imitando o exemplo da Grã-Bretanha, foi o primeiro país do continente americano e o segundo no mundo a emitir um selo postal?

Os primeiros carimbos a indicar distâncias do mundo foram adotados na Inglaterra, em 1784. Os numerais abaixo ou ao lado dos nomes das agências denotavam a distância medida a partir de Londres e permitiam aos agentes postais determinar o valor do porte devido, baseados na distância neles estabelecida.

Esses carimbos foram suprimidos em 1795, quando foi verificado que muitas das distâncias estavam impropriamente estabelecidas e, por outro lado, posteriormente, restabelecidos em 1801. O uso destas marcas postais, com a indicação da distância, terminou em 1828. Entretanto algumas poucas agências, na Escócia e na Irlanda, continuaram a usá-las até meados de 1850, mesmo muito tempo depois do sistema de portes por distâncias ter sido abandonado...

No começo, as despesas de transporte das correspondências eram pagas pelo destinatário... Como, às vezes, o destinatário se recusava a receber uma carta e portanto pagar a taxa, o correio da Inglaterra sofria prejuízos. Então criou-se neste país, em 1837, o selo postal que era fixado na carta e comprado por quem a enviava...

Um inglês chamado Sir Rowland Hill (1795-1879), maestro de profissão, chegou a ser com o tempo Administrador do Correio da Inglaterra... Ele estabeleceu a adoção de um sistema de padrões tarifários e critérios de avaliações uniformes que permitia ao Correio da Inglaterra cobrar antecipadamente pelos serviços prestados para toda a nação.

Sir Howland Hill idealizou a reforma postal britânica, em 1840, a qual institui o selo Penny Black. A partir da reforma, não o destinatário e sim o remetente pagava antecipadamente as despesas de transporte da correspondência, que saía selada e carimbada, evitando assim o reaproveitamento do selo...

Seu projeto propunha uma solução inédita: as tarifas deveriam ser pagas através de um comprovante fixado no invólucro da carta, ou sobre o pacote a ser despachado. Os resultados dessa reforma postal inglesa se fizeram sentir imediatamente...

PENNY BLACK” – o primeiro selo do mundo!

Foram 3 anos de discussão no Parlamento Inglês para a aprovação da Lei de Reforma Postal...

Então, no dia 6 de maio de 1840, suas agências colocaram à venda os primeiros selos adesivos que permitiam a remessa da correspondência para qualquer ponto do país – dando origem assim, ao primeiro selo postal do mundo!

Até essa data, o pagamento pela prestação do serviço de transporte e entrega de correspondências era feito pelo destinatário. Primeiramente, ficou conhecido como “Penny Postage”, depois como “Penny Black”, devido a sua cor.

A chegada do selo foi fundamental para o sucesso da reforma postal, que revolucionou os Correios no mundo inteiro. Hill fez o esboço do primeiro selo postal para ser colocado nos envelopes. Um artista londrino Henry Corbould (1815-1905), encarregou-se de desenhar o selo, de cor preta.

Desenhou nele o perfil da Rainha Vitória, encimado pela palavra “POSTAGE”, tendo abaixo o valor da taxa “ONE PENNY” (duzentos e quarenta avos da libra esterlina). Na cor azul, emitido simultaneamente, foi lançado o selo de dois “pence”.

Abaixo (do lado esquerdo da tela), o Primeiro Bloco Postal Brasileiro, cujos selos mostram a efígie de Rowland Hill, quem promoveu a reorganização do serviço postal do Reino Unido. Emitido em 22/10/1938 (RHM: B-1), com 10 selos no valor facial de 400 réis cada (selo RHM: C-132), em comemoração à 1ª Exposição Filatélica Internacional – “BRAPEX”, ocorrida no Rio de Janeiro.

O primeiro bloco comemorativo mostra Rowland Hill. Ao lado retrato de Sir Rowland Hill.

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MEMÓRIAS DE UM AFETO: A COLEÇÃO DE CLARA
por Rita de Cássia Marques

Aos 11 anos, comecei a colecionar selos por colecionar. Juntava os que vinham em cartas, não me lembro porque comecei nem quais foram os primeiros. Fui guardando-os. Com o tempo, passei também a comprar alguns que achava bonitos e me lembro, especialmente, de uns em 3 dimensões, coloridos e que mudavam de acordo com a posição. Ficava a imaginar como selos tão grossos poderiam ser pregados num envelope de cartas...

Os selos guardados tomavam vulto e foi preciso comprar um álbum e depois outro. Eram guardados sem organização, pelo simples prazer de tê-los. Chegou a hora de entrar no curso de História e os interesses pelos estudos arrefeceram a paixão pelos selos.

Aos 20 anos, descobri que uma colega de trabalho, já com 80 anos, aposentada, mas que por ser sozinha, não faltava um dia sequer ao local de trabalho, também colecionava selos. Eu não tinha tido, até aquele momento, nenhum contato com filatelistas. Minha colega que, pelos selos, se tornou minha amiga Claraíde, foi me contando casos sobre como conseguia certos selos e me falava deles como de uma paixão antiga. Por conta de seu entusiasmo, fui reacendendo a minha paixão filatélica.

Comprei livros e catálogos para saber mais sobre os selos. As conversas continuavam e dos selos passaram para as viagens, das viagens para os livros, dos livros para os segredos. Ela, aos poucos, foi me transferindo seus cadernos de poesias e outros escritos. Era uma escritora secreta.

Escritos feitos em cadernos encapados com papel de presente de estampas floridas. Letra bonita. Romances com certos mistérios; amava O Vermelho e o Negro de Stendhal! Vieram os presentes de fotos, poucas, mas eram da sua juventude, um instantâneo de quando andava por uma avenida da cidade e outra na repartição pública. A sua memória estava sendo transferida para uma nova geração. Até que um dia, para se juntar aos escritos e fotos de juventude, veio a coleção de selos. Todos os selos brasileiros a partir de 1900! Agrupados em um bonito álbum, grosso e de capa vermelha. A coleção da Clara!

Eu, «guardadora» de selos usados e carimbados, me encantei com aquela coleção de selos sem carimbos, estampas limpas e sem manchas. Não tenho palavras para descrever a emoção de receber aquela coleção. Acompanhar a história do Brasil pelas imagens dos selos era espetacular. Contava às pessoas sobre o meu presente, poucas entendiam o que aquilo representava; algumas me falavam do valor do presente e que eu poderia ficar rica com a venda da coleção. Vender o meu presente? A coleção de toda a vida da minha amiga? Selos que vinha namorando desde os 11 anos? Os selos sonhados?

A minha amiga tinha sobrinhos que não gostavam de selos e se fosse para aquelas pequenas obras de arte serem vendidos, bastava deixá-los entre os pertences a serem herdados pela família. Os selos facilmente seriam vendidos. Ela me confidenciava esse temor e, depois do álbum vermelho, vieram as pastas com folhas inteiras e quadras de selos. Essas, segundo ela, deveriam ser usadas para fazer dinheiro e comprar mais selos para ampliar a coleção. O presente incluía a poupança para manter o amor do colecionador.

A coleção da Clara era objeto de zelo e afeto, um filho querido que precisaria ser cuidado. Na verdade, ao me transferir aquele legado, Clara estava me nomeando tutora de um afeto, um dos seus grandes amores. Um dia, ela não foi trabalhar. Não demorou para que fosse encontrada, caída no banheiro, por um dos seus sobrinhos. Não tinha mais vida. Seus bens foram repartidos entre os familiares, ninguém reclamou a coleção de selos. Será que souberam de sua existência?

Passados quase vinte anos, continuo a coleção. Novo álbum precisou ser comprado. Os selos brasileiros estão cada vez mais bonitos. As novidades não param: selo com cheiro, em braile, em papel reciclado, e até personalizado com a foto do remetente! A coleção continua sem preço.

Hoje, entre outros afazeres como docente universitária, trabalho no Centro de Memória da Medicina, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, onde lido com acervos privados, várias coleções de cartas, fotos, livros e objetos que são doadas pelas famílias de médicos, ex-professores e/ou ex-alunos da Faculdade. Memória descartada pelas famílias. Não me esqueço do espanto ao encontrar fotos do casamento e da lua-de-mel doadas pelos filhos, em meio a tantas caixas.

As pequenas lembranças, cuidadosamente guardadas por anos, num desejo de perpetuar os grandes afetos, no final, são somente objetos desnecessários, pois é difícil transferir sentimentos tão profundos. Que sorte tive eu por gostar de selos, que sorte teve a Clara de encontrar alguém empenhado em perpetuar seu amor pelas figuras, as quais, para a maioria das pessoas, só têm utilidade no franqueamento de cartas! Cartas que, nesses tempos de correio eletrônico, são facilmente substituídos pelo click no enviar...

Texto publicado originalmente na revista brasileira de filosofia e história das ciências (com âmbito no Cone Sul) “Episteme” (www.ilea.ufrgs.br/episteme), Porto Alegre, nº 20, suplemento especial, p. 165-166, jan./jun. 2005.


No Brasil, dedicam-se à Filatelia personalidades como o ex-vice presidente Marco Maciel e o apresentador Cid Moreira... Agradeço ao Sr. Leão Marek pelos muitos ensinamentos, todos estes anos, sobretudo nas leituras e explicações sobre filigranas... Visite também as páginas:

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Última atualização: 03/06/2011.
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