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CONSTELAÇÃO GIRAFA

A nossa Galáxia é a Via Láctea, com cerca de 10 bilhões de anos de idade e 200 bilhões de estrelas, agrupadas em constelações que, visíveis no céu, formam 88...

Uma delas é a constelação GIRAFA !

História

A constelação de Girafa é chamada “Camelopardalis” – o que significa Girafa. Às vezes, encontra-se grafada como Camelopardus, embora seu nome correto é CAMELOPARDALIS. Trata-se de uma constelação bastante extensa, composta por estrelas de pouco brilho, tornando-a de difícil localização no céu. Contém diversas estrelas e muitos objetos interessantes, todos de pequeno brilho.

Observada com binóculos potente a estrela b, pode-se notar ao seu lado um belo par de estrelas luminosas e de cores contrastantes: a azul é a nº 11 e a alaranjada a nº 12, segundo o catálogo de Flamsteed. A constelação realmente se parece com uma girafa. Nos meses de inverno a Girafa aparece ao contrário (veja abaixo). É melhor estudá-la no verão, quando está bem colocada.

Há em Girafa um aglomerado aberto que pode ser observado com relativa facilidade. Trata-se de NGC1.502, no qual se pode descobrir cerca de vinte estrelas de magnitude inferior à oitava. Entre elas há também uma dupla, mas sua distinção demanda algum esforço...

A constelação foi, provavelmente, inventada por Petrus Plancius (1552-1622), um holandês que marcou o seu nome na Cartografia enquanto trabalhou para a Companhia Holandesa Oriental da Índia.

Os seus mapas do mundo de 1592 e 1594 tornaram-se muito populares, enquanto as suas contribuições para os mapas estelares aconteceu em 1624, quando Girafa foi incluída por Jakob Bartsch (1600-1633) no seu livro sobre constelações.

Entretanto, alguns historiadores dizem que foi Bartsch quem inventou a constelação e que ele mesmo a batizou (1624) em honra da girafa – a que os antigos gregos chamavam de camelo-leopardo. Mas, ele preferia ver na constelação um camelo – nomeadamente o que trouxe Rebeca de Haran à Canaã para se casar com Isaac (Gênesis 24:61).

Nota: Monsenhor Pedro Arbex organizou um pequeno dicionário que inclui cerca de 400 palavras portuguesas de origem árabe... Há uma tabela com o nome de algumas das 88 constelações existentes, na qual encontramos o seu nome original (em latim), seu genitivo (caso de declinação de certas línguas) correspondente, e sua tradução (em português): Nominativo – Camelopardalis, Genitivo – Camelopardali, Nome em português – Girafa.

Cartão-postal que retrata a obra de Andreas Cellarius, extraída de “Maps of the Heavens” (Mapas dos Céus), Southern Hemisphere (Hemisfério Sul), Copperplate engraving on paper (gravura em cobre sobre papel), hand colored from de (colorido a mão a partir de) Atlas Coelestis seu Harmonia Macrocosmica (Atlas Celestial ou Harmonia Macrocósmica), Amsterdã, 1660.

Nota: O mapa original [cuja cópia tenho em um quadro] foi gravado em chapa de cobre com 38 × 49 cm, sob o título latino “Accuratissima Brasiliae Tabula”, este mapa foi publicado em 1630 por Johannes Janssonius ou J. Janssonius (1588-1664), em Amsterdã, na Holanda, na obra “Atlantis Maioris Appendix, sive Pars Altera...” ou talvez “Haemisphaerium Stellatum Boreale cum subiecto Haemisphaerio Terrestri” (algo como Hemisfério das Estrelas Boreais no Hemisfério Terrestre)...

Abaixo, FDC emitido por Granada (Grenada & Grenadines), com 2 selos comemorativos da série “Halley’s Comet 1985-6” (passagem do Cometa Halley). O envelope, com carimbo de primeiro dia de circulação (26/03/1986), mostra um desenho da girafa celestial – constelação girafa – com sua descrição histórica e mitológica, também o texto: “A long constellation of dim stars, the Giraffe is always above the horizon” (Uma longa constelação de estrelas, a Girafa está sempre abaixo do horizonte...).

Observação: parece que outros países também emitiram, após a passagem do cometa... e os FDCs não são catalogados... Scott: 744/746. NT

Outras emissões: Moçambique (1983), Coreia do Norte (1989 e 1999) e Ilhas Marshall (2008).

Nota: Na coleção há um selo da ex-Ioguslávia de 30/09/1978, emitido em comemoração ao 29º Congresso Internacional da Federação da Astronáutica (Yvert: 1626, Michel: 1743) que mostra um mapa estrelar do mundo... só que eu não sei se mostra a constelação Girafa...

Astrology and Astronomy Poster, Celestial Map of the Stars e Constellations of the Northern Hemisphere: Camelopardalis, Tarandus and Custos Messium... Nota: Há outro mapa antigo que mostra estrelas e constelações do Hemisfério Norte datado de 1856, de Burritt e Huntington, cujo título é: “The Constellations for Each Month in the Year”, Map VI (mais bonito do que o abaixo)... Ambos são encontrados no Ebay.

1856 Burritt / Huntington Map of the Stars & Constellations of the Northern Hemisphere. Description:

This rare hand colored map of the stars of the northern hemisphere was engraved W. G. Evans of New York for Burritt’s 1856 edition of the Atlas to Illustrate the Geography of the Heavens. It represents the night sky and constellations of the Northern Hemisphere. Constellations are drawn in detail and include depictions of the Zodiacal figures the stars are said to represent.

Included on this chart are Ursa Major (Great Bear or Big Dipper), Usra Minor (the Little Bear or Little Dipper), Draco (the Dragono), Cassiopeia (the W), Perseus, Camelopardalis, and Cepheus. Chart is quartered by lines indicating the Solstitial and Equinoctial Colures. This map, like all of Burritt’s charts, is based on the celestial cartographic work of Pardies and Doppelmayr.

Dated and copyrighted: “Entered according to Act of Congress in the year 1856 by F. J. Huntington in the Clerks Office of the District Court of the United States in the Southern District of N. York”. References: Rumsey 2853. Kidwell, Peggy Aldrich. “Elijah Burritt and the Geography of the Heavens”. Sky & Telescope 69 (Jan 1985). Publisher: Elijah Burritt and F. J. Huntington produced their important Burritt’s Geography of the Heavans out of their offices in Hartford, Connecticut, from approximately 1833 to 1856.

The work, while primarily educational in nature, was the seminal American geography of the period. Much of the nomenclature they developed, especially regarding the visible stars and constellations of the Southern Hemisphere, is still in use today. The Atlas itself consisted of eight charts depicting the Heavens seasonally and hemispherically. Constellations were depicted figurally though only the most important stars were noted. The Geography of the Heavans was the last decorative Celestial reference in the 19th century. Burrit’s Geography was among the most prized possessions of fantasy / horror writer H.P.

Lovecraft who wrote: “My maternal grandmother, who died when I was six, was a devoted lover of astronomy, having made that a specialty at Lapham Seminary, where she was educated; and though she never personally showed me the beauties of the skies, it is to her excellent but somewhat obsolete collection of astronomical books that I owe my affection for celestial science. Her copy of Burritt’s Geography of the Heavens is today the most prized volume in my library.” (to Maurice W. Moe, 1 January 1915) As a side not Elijah Burritt is the brother of the more famous Elihu Burritt, who was known for his philanthropic and social work. Size: Printed area measures 13.5 × 15 inches.


Aproveitando da temática “noite” desta página, você sabe quanto tempo as girafas dormem por dia?

Nós precisamos dormir 8 horas por dia, aproximadamente. As girafas não! Elas dormem cerca de 2 horas por dia, sempre em pé! Raramente elas deitam no chão.

Durante à noite, quando a temperatura fica mais amena nas Savanas da África, a atividade das girafas volta a se intensificar. É nesse período que elas costumam sair à procura de alimento...

Saiba mais na página sobre Comportamento!

Você sabia que, além da constelação Girafa, existem muitas constelações com nomes de animais?

Das 88 constelações oficiais, cerca de metade são animais... Só das 12 constelações utilizadas no zodíaco astrológico, por exemplo, existem 7 signos que representam animais: Áries (carneiro), Touro, Câncer (caranguejo), Leão, Escorpião, Capricórnio (Cabra) e Peixes.

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CONSTELAÇÃO CRUCIS ou CRUZEIRO DO SUL

A constelação mais representativa do Hemisfério Sul é a Cruz do Sul ou Cruzeiro do Sul que, além do Escudo Brasileiro e alguns selos postais (mostrados abaixo), integra as Bandeiras Nacionais do Brasil, Austrália, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné e Samoa Ocidental.

Cruzeiro do Sul é uma constelação meridional, também chamada “Crux” ou “Crucis”, está localizada no Hemisfério Celestial Sul, visível nos céus da Argentina, do Brasil, do Paraguai e do Uruguai – países-membros do Mercosul. “Cru” é o genitivo usado para organizar os nomes das estrelas segundo a ordem de grandeza.

O Hemisfério Celestial Sul é a metade sul resultante da intercessão da esfera celeste com a projeção da Linha do Equador terrestre. É no Hemisfério Celestial Sul que estão representadas as estrelas visíveis do Hemisfério Sul da Terra.

Nessa constelação as estrelas Acrux (Alfa) e Gacrux (Ghama) ajudam localizar na esfera celeste algumas coordenadas estratégicas indispensáveis para orientação astronômica.

A linha formada pelas estrelas Ghama da Crux (Norte) e Alfa da Crux (Sul – a mais brilhante), localiza-se entre as meridianas de dois importantes fusos siderais: o 13 e o 12, sendo que na linha do meio, do fuso 12, que é tangente a eclíptica nesse mapa, a meridiana do fuso 13 sideral está na vertical juntamente com as estrelas Acrux e Gacrux, que apontam para um ponto imaginário afastado 3º do Polo Sul Celeste...

Para localizar esse ponto, basta seguir o segmento dessas estrelas por aproximadamente 4,5 vezes o espaço entre elas...

De interesse astronômico, a constelação aponta ainda à mais notável nebulosa escura, a Nebulosa do Saco de Carvão. Trata-se de uma nuvem de poeira interespacial no alinhamento entre a terra e a constelação que ainda não foi devidamente iluminada pela luz das supernovas.

De interesse místico ou cabalístico muito explorada em medalhões e bandeiras, essa formação em cruz quando na vertical, refere-se a passagem no meridiano local do fuso treze sideral e é parte integrante de bandeiras dos países austrais...

As constelações vizinhas são Centaurus, a norte, leste e oeste, e Musca, ao sul.

Estrelas na Constelação Cruzeiro do Sul (Cru, Crux, Crucis), as letras gregas e os estados brasileiros que elas representam na Bandeira Nacional:

Dados históricos da Constelação Cruzeiro do Sul:

Notas: O Escudo do Exército Brasileiro contém a constelação do Cruzeiro do Sul, na cor prata. Cruzeiro do Sul é também o nome de 3 municípios, de três cidades brasileiras, localizadas nos estados do Acre (AC), Paraná (PR) e Rio Grande do Sul (RS).


Alguns “Selos Cruzeiros” emitidos pelo Brasil. Selo de 20/01/1890, com valor facial de 200 réis (violeta), da série RHM: 70/77. Ao lado esquerdo, selo sobrestampado com sobrecarga dupla...

Dos 4 selos da série emitida em 1898, “Selos Jornais de 1890 Sobrestampados” (RHM: 125/128), abaixo 1 deles (lado esquerdo), o selo verde com valor facial de 50 réis sobre 20, no exemplar com a varieade sobrecarga dupla (127).

Dos 7 emitidos em 25/06/1899, “Cruzeiros do Sul Sobretaxados”, da série RHM: 129/135, são mostrados 3 exemplares: acima (à direita) o selo verde com valor facial de 50 réis sobre 20 (129), abaixo o selo violeta 300 réis sobre 200 (131) e o selo amarelo-oliva 700 réis sobre 500 (133).

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Última atualização: 30/11/2014.
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