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CRÔNICAS

“A CORRESPONDÊNCIA SEM NÚMERO”, 05/2004

Na rua onde moro existem vários e vários endereços postais, sequer suponho quantos, pois além das residências térreas, há no mínimo 5 prédios com mais de 70 apartamentos cada um. Portanto, os endereços são inúmeros! Mal posso imaginar quantas cartas são entregues por dia apenas na minha rua Serra de Juréa.

Apesar disso, aconteceu, porém, que o carteiro não encontrou problema para me entregar uma carta registrada da França que estava sem o número do edifício em que resido...

Recentemente, ao chegar em casa, José (o porteiro) me entregou as correspondências como de costume e me deu o seguinte recado:

– Olha, o carteiro pediu para você avisar a quem te enviou esta carta que, em uma próxima vez, não se esqueça de colocar o número do prédio na correspondência!

Durante alguns segundos, permaneci atônito com tal recado. Examinei aquele envelope e, de fato, conferi grafados de maneira correta os seguintes dados: o nome da rua, o número de meu apartamento, o código de endereçamento postal (CEP), a cidade, o Estado, o país; entretanto, a correspondência estava sem o número do prédio!

Então, perguntei ao senhor José como foi que o carteiro descobriu que era minha aquela carta se eu nem o conhecia. Ele me respondeu:

– Ah! O senhor Juvenil (o carteiro) trabalha nesta rua há muito tempo. Ele lembrou de seu nome, sim. Mas me pediu para que eu confirmasse se era neste prédio mesmo...

E assim foi. Permanecemos alguns minutos conversando sobre o carteiro, sobre o que ele havia dito, sobre o costume que eles tinham de me entregar tantas cartas vindas do exterior, cartas registradas etc.

Meu sentimento de surpresa, também o de gratidão, deixou-me até embriagado. Depois, fiquei horas pensando na quantidade de gente que mora em minha rua... Da mesma maneira, quantos seriam os nomes que o carteiro tem “arquivados” em sua memória... Aliás, como e quem seria aquele carteiro? Como eu poderia lhe agradecer...

Mesmo com tantas incertezas rondando a minha mente, de uma coisa eu estava certo: havia razões mais do que justas para o carteiro obter um reconhecimento de seu trabalho e, claro, agradecimentos de minha parte (foi neste momento que eu pensei em escrever isso).

No dia seguinte, determinado, e logo cedo, fui tentar descobrir quem era aquele homem. Na agência dos Correios da praça Silvio Romero (zona Leste de São Paulo), próxima de minha casa, descobri onde se localiza o Centro de Distribuição Domiciliar da área na qual moro, chamado de CDD Tatuapé. A Flávia Augusto (Gerente Operacional) ficou feliz ao ouvir esta história e, com sua atenção e simpatia de sempre, prontamente me forneceu o telefone do CDD e o nome de seu supervisor: Alexandre Barra.

Aliás, a Flávia é outra excelente profissional, merece até um capítulo à parte, pois já me resolveu alguns problemas que tive com os Correios...

Bom, liguei para o número indicado, relatei tal história para o senhor Alexandre e lhe fiz algumas perguntas sobre o carteiro. Descobri seu nome: Juvenil Faustino, que ele trabalha entregando cartas na minha rua, também em muitas outras próximas, há mais de 23 anos!

Com espontaneidade, fiz os elogios adequados e falei sem parar sobre o que pensava àquele respeito. Que o senhor Juvenil soubesse de meu agradecimento. Que ele era um ótimo profissional. Que em tempos tão modernos, como os de hoje, é difícil de encontrar pessoas assim. Sobretudo um carteiro tão atento, sendo que em minha rua moram centenas e centenas de pessoas... Ainda completei com um comentário típico, confesso que com segunda intenção:

– Senhor Alexandre, penso que o senhor Juvenil deveria ser promovido ou reconhecido por seu trabalho. O senhor não acha?

Bem, finalizando, quero dizer que já dei o recado do senhor Juvenil ao meu amigo francês Pierre – quem me remeteu a correspondência sem número. E, ainda, desejo que este texto sirva de inspiração para os destinatários fazerem o mesmo que eu, também que todos os carteiros se sintam reconhecidos por seu trabalho e, claro, para os desatentos remetentes, que jamais mandem alguma correspondência sem número!

CDD Tatuapé – Rua Fernão Tavares, 135.


“CADÊ OS SELOS CAROS?”

É um infortúnio, para não dizer outra coisa, o que temos que “sofrer” para colar selos em cartas quando, estas, necessitam de grande valor em porte. Claro que me refiro às correspondências remetidas ao exterior, a partir de uma agência dos Correios que sequer tem selos...

Não entendo e nunca entendi o motivo de inúmeras agências de cidades do interior, ou mesmo das grandes capitais, não terem selos de maior valor facial, apenas aqueles ordinários valendo centavos.

Aqui, não é o caso de alimentar expectativas de que a culpa ou a resolução seria dos Correios brasileiros, afinal, também se sabe que em agências dos Correios de outros países acontece o mesmo. Por outro lado, cabe informar, registrar e quiçá melhorar o atendimento nessas agências, para que seus clientes sintam prazer em enviar cartas.

Recentemente, realizei uma troca de selos com um colecionador de Portugal. Ele me contou que os Correios da vilória esquecida em que reside atualmente, Bobadela, a quatro quilômetros distante de Lisboa, não têm selos de taxas altas para pagar o porte, só selitos com valor facial de trinta centavos de euros (€ 0,30) cada um. Por isso, além de pagar pelo registro (que levou o número: RR 8710 4474 9 PT), ainda teve que colar 20 desses selos sobre a caixa da encomenda!

Igualmente sofri quando remeti a encomenda dele. Aconteceu que a máquina registradora da agência do bairro onde moro, em São Paulo, estava quebrada, portanto também tive que colar 35 selos de centavos...

Em uma breve enquête que fiz, na agência central fui informado que, isso, era culpa das agências que não pediam os selos de maior valor para atenderam aos seus clientes. Entretanto, por outro lado escutei que a culpa era da agência central, uma vez que esta envia para suas filiais apenas selos de menor valor...

Afinal, qual é a razão de não se ter ao alcance de todos os selos mais caros?

Ainda que algum funcionário fizesse por nós o trabalho de selagem, tanto para o português como no meu caso, nada disso, porém, aconteceria se tais agências trabalhassem com selos de maior valor postal.

Afinal, alguém sabe onde estão os selos de maior porte facial?

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O DESTINO DE UMA GIRAFA QUE ATRAVESSOU MARES
A SAGA DA GIRAFA UNIDA PELA LÍNGUA

Um dia de 1971, uma estatueta-girafa (talvez arte das lhas Bijagó, Guiné-Bissau) atravessa o mar interior, aquele situado no meio de terras, mais conhecido como Mar Mediterrâneo, e vem diretamente da África para Portugal.

Como se deu tal proeza?

Um português chamado António, que não prestou serviço militar, foi morar naquelas terras para ser Topógrafo da Brigada de Estudos e Construção de Estradas de Guiné-Bissau, adquiriu a estatueta em algum lugar daquele país.

Certo dia ele mesmo justificou: “Nunca fiz a Guerra, nem nunca peguei em uma arma contra os meus irmãos e, se me obrigassem a isso, decerto que desertaria ou estaria sempre preso porque me recusaria... Acho que as guerras, um dia, vão acabar... quando o homem deixar de ser imbecil...”

Não! A girafa não veio a nado, tampouco caminhando – coisa que qualquer brasileiro maldoso supostamente pensaria nesta questão – ela viajou mesmo no porta-malas de um avião...

Passaram-se mais de trinta anos de solidão, sofrimento e maltratos... Período em que a girafa de madeira maciça perdeu um bocado de sua perna traseira, agora partida, e de sua cabeça falta-lhe um corno, o esquerdo, já o direito tem uma pequena falha, assim como outros machucados ocorreram pelo seu corpo todo.

Tais infortúnios, por um lado, são atribuídos pelas mãos de seus filhos que ainda pequeninos pulavam e atiravam com tudo ao chão, principalmente na casa de Alverca, onde viveram cerca de 20 anos. Por outro lado, tais desventuras se devem as diversas mudanças de residência porque sofreu.

Imaginem só, uma girafa vivendo entre meio aos portugueses, além dos maltratos, o que ela teve de “escutar”?

Contudo, a estatueta durou este tempo todo porque “seguiu” o homem que tem a mania de não se desfazer de certas coisas que lhe acompanham dentro das malas... Ora, ora, pois, pois (como dizem os portugueses), entretanto, seu destino traçado teve um curioso paradeiro... e um final feliz!

Camaradas já algum tempo, unidos pelo prazer filatélico, o senhor António e eu trocamos diversos materiais como bons colecionadores que somos. Um dia lhe pedi para que arrumasse uma série emitida por Guiné-Bissau que me faltava na coleção de selos postais alusivos sobre ocapis – o único parente das girafas.

Foi quando se lembrou da estatueta-girafa procedente do país em questão. Prontamente, ofereceu-me a peça e foi logo avisando sobre suas condições físicas, comprovando-me através de fotografias enviadas por endereço eletrônico.

Como a peça inteira não cabia em seu escaner, dividiu-a em duas partes, fez uma foto da metade anterior e outra da metade posterior. Mas, felizmente, a girafa em si não foi cortada ao meio, não!

Quem diria?! A pobre girafa, maltratada, ignorada e infeliz, atravessou o Oceano Atlântico, devidamente embalada e acondicionada em balastros, para chegar até o Brasil. Sabe-se que deu muito trabalho para arranjar uma caixa na qual acomodasse a peça, pois é grande, mede 42 centímetros.

Houve empenho ainda de sua esposa que não mediu esforços e trouxe até uma caixa de ferro, as do Whisky Dona Antónia, para ver se a girafa cabia dentro. Por fim, conseguiram uma caixa de fios de lã, daqueles para tricotar, e com certo “desenrascanço”, próprio de portugueses, nela acomodaram a “Senhora Dona Girafa”.

No Dicionário da Língua Portuguesa (Porto Editora), a palavra desenrascar é o mesmo que desembaraçar o que estava enrascado, em um significado, em outros quer dizer livrar de apuros ou sair de dificuldades.

Ainda bem que a embalagem final foi da caixa de fios de lã. Imagine se fosse na caixa do Whisky Dona Antónia, quantos selos o senhor António teria que colar, então?

Enfim, precisamente em São Paulo, no dia 17 de março de 2004, a girafa foi recebida em apoteose por seu novo dono – “alguém que a ame verdadeiramente, talvez lhe dê uma 'vida própria' e uma dignidade diferente, pois para mim sempre foi mais uma peça decorativa na minha casa anterior” (palavras do senhor António quando ofereceu a peça em 17 de dezembro de 2003).

Quero dizer que aceito, guardo e cuido de qualquer miniatura de girafa, assim como não tenho preconceitos quanto ao seu estado de conservação. Neste caso, seria interessante, sobretudo por causa de sua história... Foi o que lhe respondi naquele mesmo dia.

Depois, fiquei pensando em suas deficiências físicas e cheguei a conclusão de que nem eram de todo o mal assim. Afinal, um corno a menos de seus dois naturais poderia significar algo de bom, no mínimo, que a girafa teria sido menos chifruda do que outras... Pensando bem, ela viveu sozinha em Portugal, nem poderia ter mais corno mesmo...

Já no Brasil, a estatueta-girafa teve cuidados e ganhou até uma “aprótese”, para pelo menos poder ficar de pé, já que lhe faltava uma das pernas. Também nunca mais sofreu de solidão, pois se juntou a uma manada de, nada mais nada menos, 1.500 girafas!

Sua dignidade foi recuperada porque deixou de significar apenas uma peça, um simples objeto de decoração. A girafa de Guiné-Bissau passou a integrar uma das maiores coleções do mundo sobre girafas (eu só conheço uma maior do que a minha).

Hoje, a girafa representa histórias de vidas, de pessoas unidas pela mesma língua, pelo mesmo idioma, de pessoas que têm um passado em comum, uma forte ligação através de três países: Brasil, Guiné-Bissau e Portugal.

Aquela série de Guiné-Bissau que eu havia pedido no princípio de tudo, chegou no mesmo dia em que a girafa, só que numa carta registrada à parte – que até hoje não entendi o por quê? Eu já havia enviado ao senhor António 16 selos emitidos pelo Brasil, os quais faltavam em sua coleção.

Recapitulando, trata-se de uma peça em madeira, com cerca de 40 centímetros de altura, que está sem uma das pernas e ambas as orelhas... Ela não tem valor financeiro, entretanto uma longa história de dois amigos entre 3 países...

Apropriadamente a girafa nasceu em terras endêmicas, em Guiné-Bissau. Cruzou o Mediterrâneo. “Sofreu” por muito tempo em Portugal. Atravessou o Atlântico e, agora, está “gozando” de sua velhice no Brasil... onde alcançou fama e passou a ter “vida própria”, porque ela narra uma história, esta mesma história que termino agora!

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Renata Domit – renata @ domit.com.br (16/04/2011), Caro Sérgio, Navegando pela internet, encontrei seu site e percebi sua curiosidade a respeito do Programa Donato... Caso ainda tenha interesse em obter informações sobre o programa posso passar seu contato para uma das museólogas que trabalha com ele, e esta talvez, possa te ajudar com seu acervo. Atenciosamente.

Arte, Conservação e Restauro – www.conservacaoerestauro.com.br
Ângela Zampier e Renata Simone Domit – Especialistas em Conservação/Restauração de Bens Culturais Móveis (CECOR-UFMG)
Telefone: (41) 9936-1045, (41) 9972-0367 – contato@conservacaoerestauro.com.br

16/04: E ainda tem gente que desconfia e não bota fé na internet... Renata, além de restauradora você também deve ser um anjo solícito... (rs) Como bem viu em Girafamania já teclei com algumas pessoas, assim como perguntei a respeito para outras pessoalmente. Mas até a sua “chegada” ainda não consegui nada... Desejo que sua amiga museóloga seja outro anjo que queira me ajudar... Diga-me o que estava procurando na net quando caiu em meu sítio? Sempre quis conhecer alguém da área de restauro e igualmente não achava que seria uma pessoa jovem... (que ridículo ter pensado assim...) Você é e está em Curitiba? Tenho vários amigos nesta cidade, aliás penso que tenho sorte com ela, pois toda vez que a visitei sempre foi prazeroso... Eu moro em Sampa. Ao contrário de você não tenho habilidades manuais, muito menos delicadeza; exceto para montar arranjos florais... Portanto, em relação aos objetos de Girafamania, quase nem limpo ou mexo em algumas peças por medo de quebrar, por exemplo. Mas tenho algumas pecinhas “sentimentais”, isto é, nada de valor monetário, que estão guardadas porque quebraram... Geralmente são presentes que foram remetidos através dos Correios por amigos que moram em outros Estados. Uma amiga de Maceió, por exemplo, certa vez me deu umas girafinhas de cerâmica (tipo Mestre Vitalino) que quebraram, mas eu nunca consegui jogar fora, tampouco restaurá-las... Quisera que você estivesse aqui para conversarmos a respeito... Renata, posso agregar seu e-mail àquela página sobre Museologia? E, por favor, diga à museóloga que quero muuuuuuuuuito o programa para organizar toda a coleção Girafamania, com mais de três mil peças, sem contar filatelia, numismática, cartofilia, fotografia etc. Renata muitíssimo obrigado por sua solicitude e educação. PS: Por acaso você tem em seu acervo “infantil” alguma foto antiga que mostre as girafas do Zoo de Curutiba?

17/04: Caro Sérgio, Fico feliz em poder ajudá-lo! O nome da museóloga é Marcia e posso te adiantar que ela é uma pessoa muito inteligente e prestativa, talvez possa desenvolver com você uma alternativa do programa Donato. O email dela é... Entrei no seu site, por acaso, estava buscando algumas informações de museologia (tipologias de acervo). A respeito do email, acho mais conveniente não agregá-lo no seu site, já que estou lhe passando informações privilegiadas sobre o funcionamento interno do museu... não sei se você compreende? Bom, espero que o encontro com Marcia lhe renda frutos e me coloco a disposição para qualquer informação concernente à minha área, ok? Atenciosamente.

19/04: Muito obrigado Renata! Vou mandar um e-mail a ela... Mudando de assunto, lembrei que tenho uma peça a ser restaurada sim... Resumindo... Uma orelha eu tenho a peça à parte; portanto é apenas uma questão de colar. A outra orelha que falta na peça eu não sei como fazer... Mas a perna que falta eu gostaria que fosse substituída por outro material, ferro, como um prego grande, por exemplo. Assim a peça ficaria com as 3 pernas naturais e uma diferente, artificial, como uma prótese, exatamente para narrar a história da girafa... Não entendo disso, mas penso que um prego, cuja cabeça ficasse voltada para o chão, serveria de quarta perna e o objeto pararia em pé. O que achas?

25/04: Caso você mesmo realize a intervenção na peça, atente para duas coisas: 1º Para colar a orelha, procure um adesivo reversível (como PVA, cola forte, etc) nunca utilize adesivos agressivos e irreversíveis (como Super Bonder, durepoxi, etc). 2º Se optar por substituir a perna faltante, lembre-se que o suporte original é madeira, material orgânico e higroscópico, ou seja, em contato constante com o metal pode ocasionar a sua oxidação. Neste caso, em alguns anos a prótese irá ocasionar uma lesão na madeira. Você pode procurar utilizar aço inoxidável ou até mesmo uma prótese de acrílico, já que você quer que seja de material distinto do original. Qualquer dúvida, estou à disposição. Atenciosamente.

26/04: Muitíssimo obrigado pelos ensinamentos e explicações. Amei a ideia da prótese ser de acrílico... Renata desejo que você restaure a peça. Qual é o procedimento que devo tomar; posso te enviar através dos Correios? Aguardo sua resposta.

04/05: Caro Sérgio, Posso restaurar sua peça sem problemas, porém, receio que fique relativamente oneroso, já que você teria que enviar via correio (encomenda registrada). Caso ainda tenha interesse, peço a você que me envie uma foto da peça para podermos orçar o valor da restauração. Atenciosamente.

05/05: Renata, como havia dito sobre a sorte que tenho com Curitiba, e, talvez não por acaso, um amigo curitibano virá a Sampa neste final de semana... Ele me ligou ontem, contei esta história e já combinamos dele levar a estatueta-girafa metida em sua bagagem... É muito engraçado tudo isso. Portanto não gastarei com os Correios; apenas com o seu trabalho. Quando a peça estiver pronta ele pegará com você; depois a gente combina o que faz, pois de vez em quando ou eu ou ele viajamos entre as nossas cidades. Quiçá eu mesmo possa buscar a girafa; a qual estará viajando pela primeira vez no Brasil... (rs) Seguem 3 fotos da peça; se precisar mais é só dizer, ok?! Deixo sob os seus cuidados o que fazer na peça; a única coisa que quero é que a peça fique em pé. Uma orelha seguirá à parte, mas a outra eu nem imagino o que fazer para recompor na peça. Como confiei em você e no seu bom gosto nem precisa me dizer o que farás... Muito obrigado por querer restaurar a peça. Aguardo o orçamento. Abraços e inté.

05/05: Ok, Sergio, vou providenciar o orçamento o quanto antes para você poder averiguar os custos e caso seja do seu contento aprova-lo! 10/05: O orçamento está pronto? Renata onde você trabalha em Curitiba? Aguardo. 11/05: Olá Sergio, infelizmente não consegui formalizar o orçamento ainda, pois estou aguardando a cotação de alguns materiais. Tão logo eu receba estas informações, enviarei a você o orçamento e as informações necessárias para a entrega da peça, ok? Lamento o atraso, mas em breve lhe retorno com todas as informações.

17/05: Caro Sérgio, Novamente peço desculpas pela demora, mas finalmente, segue em anexo o orçamento da restauração da girafa. Caso confirme seu interesse a girafa poderá ser deixada na portaria do seguinte endereço... Bairro Bigorrilho... Aos cuidados de Angela (minha sócia). O nosso atelier fica em local afastado da cidade e este edifício encontra-se melhor localizado para o seu amigo levar a peça. Qualquer dúvida estou à sua disposição. Atenciosamente.

IDENTIFICAÇÃO, ESTADO DE CONSERVAÇÃO E PROPOSTA DE TRATAMENTO DE OBRAS

Proprietário: Sérgio Eduardo Sakall
Título: Girafa
Autor: Não identificado (talvez arte das lhas Bijagó, Guiné-Bissau)
Data: s/data (anterior a 1971)
Técnica: Madeira esculpida
Dimensões: cerca de 40 centímetros de altura
Estado de Conservação: Regular
Suporte: Com perdas na parte frontal inferior e frontal superior
Chassi:
Camada Pictórica: Não possui
Camada de Proteção:
Moldura:
Intervenções anteriores: Não possui
Proposta de Tratamento: Análise técnica, Embalagem, Documentação fotográfica/escrita, Higienização, Consolidação, Junção, Complementação, Apresentação estética, Camada de proteção.

17/05: Renata, muito obrigado. Claro que eu tenho interesse! Só faltou os seus dados para o depósito... Como diz no arquivo anexo, posso pagar metade agora e metade depois, né? Então dos R$ 470,00 (quatrocentos e setenta reais) eu deposito R$ 235,00 reais por estes dias... Agradeço novamente. 19/05: Banco do Brasil, Agênica 3051-1, C/C 14308-1. Hoje, fiz uma transferência entre as nossas contas no BB no valor de R$ 235,00 reais. Quando puder, por favor, confirme essa metade do pagamento para mim, ok?! Aproveitando, já me diz quando devo fazer a segunda parte do pagamento, isto é, queira agendar um dia... Eu já pedi para o meu amigo curitibano deixar a peça na portaria... só não sei quando ele fará isso... Por favor, mantenha-me informado. 19/05: Ok, Sérgio, confirmado o depósito de R$ 235,00. Vamos aguardar o seu amigo entregar a peça para podermos iniciar a contagem do prazo de entrega e para você depositar a segunda parte, pode ser? Assim podemos ir te informando o passo a passo do processo do restauro e quando estivermos no final combinamos o restante do depósito. Abraços.

08/07: Olá Sérgio, tudo bem? Escrevo para lhe informar que a sua girafa está em fase final de restauração. No momento, estamos finalizando a complementação da orelha direita que estava faltando. Espero que, dentro de alguns dias, possa lhe escrever para, enfim, combinarmos a entrega da peça. Atenciosamente, Renata Domit. 08/07: Ah! Finalmente alguma notícia... Pensei que ela havia fugido para à África, depois da prótese... (rs) Aliás, estou super curioso para saber como ficou a prótese... Obrigado Renata.

08/07: Sergio, Perdoe-nos pela demora em te dar algum retorno, mas infelizmente a confecção da prótese não foi tão simples como imaginávamos. Para que você pudesse remover para limpar, decidimos criar um tarugo apenas de encaixe. A perna da girafa fica então encaixada, e para ela ficar estável apenas sob encaixe sem cola, precisamos fazer alguns redimensionamentos no tamanho original da “prótese”, ou seja, ela ficou um pouco maior do que desejávamos, mas funciona perfeitamente! Para você ter uma idéia de como ficou vou anexar aqui o croqui do tarugo. 09/07: Renata, Não há o que perdoar. Obrigado pelo trabalho. Também pela imagem. Sanou minha curiosidade. Super interessante o encaixe... jamais imaginaria algo similar... tampouco um tarugo... Beijos e inté.

26/07: Renata, Será que eu poderei pegar a peça no dia de meu aniversário?! Estou indo a Curitiba no domingo dia 31/07. Ficarei por aí até dia 4 de agosto... O meu niver é daqui uma semana, no dia 2 de agosto, cai na terça-feira que vem... É possível? Aguardo...

27/07: Olá Sérgio, Pode ser sim, estamos finalizando o encaixe da orelha. A previsão é terminarmos até o final de semana. Podemos combinar de entregar a girafa no local onde você estará hospedado, ou como achar mais fácil. Por gentileza, nos passe o seu telefone para podermos contatá-lo. Atenciosamente.

28/07: Olá Renata, Obrigado por atender ao meu pedido. Iremos de carro e chegaremos em Curitiba no domingo dia 31/07. Celular... Eu não vou conhecer o seu atêlie?

29/07: Puxa Sérgio, infelizmente não será possível trazê-los até o atelier, pois eu e minha sócia estaremos participando de um curso e iremos apenas fazer uma pausa para podermos entregar a peça pessoalmente a você. O Hotel Deville tem localização central e o nosso atelier é um pouco afastado da cidade, dessa maneira, se for possível para você devemos encontra-lo no próprio hotel perto da hora do almoço na segunda-feira. Poderia ser assim? Se assim for possível para vocês eu ligo logo que estivermos nos dirigindo ao hotel, ok? Um abraço.

29/07: Ok! Combinado! No próprio hotel, na hora do almoço (das 12h às 13h), na segunda-feira dia 01 de agosto. Renata você e a Ângela gostaram do resultado? O valor que eu te devo é aquele mesmo: R$ 235,00 reais? Muito obrigado por ir até o hotel.

A primeira foto mostra a orelha direita, cuja peça estava à parte e que neste trabalho foi colada. A 2ª foto mostra a orelha esquerda que estava faltando e que foi totalmente reconstruída. A 3ª foto mostra a prótese de acrílico utilizada na pata traseira esquerda.

26/01/2012: Olá Sérgio, tudo bem? Como vai a sua coleção? Aumentando a cada dia, imagino! E a nossa girafa com prótese? Espero que o resultado tenha lhe agradado! Bom, lembrei-me do seu interesse no programa Donato do MNBA e estou lhe encaminhando este email que recebi sobre um software de gerenciamento de acervos. É bem possível que você já o conheça, mas em todo caso, aí vai! Espero que seja oportuno! Abraço.

Museu Cultural (www.museumcultural.com.br), Rua Sergipe, 401 cj 202 (11) 3259-0007 (Fernando Alves: / atendimento@museumcultural.com.br)
Museum Produção (producao@museumcultural.com.br): Biblioteca / Arquivo / Setor de Pesquisa Acervo... Encaminhamos informações sobre o software SOPHIA ACERVO especialmente concebido para informatização de acervos museológicos e arquivos históricos. Havendo interesse em uma demonstração e mais informações colocamo-nos a disposição...

Olá Renata! Que prazer receber mensagem sua. Estamos bem sim (coleção e eu), obrigado. A dita girafa que “sofreu” com a dolorosa substituição de partes do corpo já está restabelecida... Claro que estou feliz com o resultado, afinal o membro artificial supriu as funções da parte da perna perdida... (risos) Renata, muitíssimo obrigado pela lembrança e aviso... Não conhecia esse software de gerenciamento de acervos, não. Portanto, claro que foi conveniente, aliás, penso que qualquer informação vinda de você será apropriada ou favorável. Novamente agradeço por sua atenção. Beijos e inté. PS: Quando vier a Sampa e quiser conhecer a coleção, sinta-se convidada; é só agendar; ok?!

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Última atualização: 27/01/2012.
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