Página de GIRAFAMANIA dedicada ao:
Circo é um recinto circular, coberto, cercado de lona, todo desmontável, onde se realizam espetáculos de acrobacia, equitação, equilibrismo, palhaçadas, habilidades diversas, e cujos artistas formam um conjunto itinerante.
Antigamente, as girafas eram apresentadas em atrações circenses... Elas seguiam viagem andando até o destino ou eram transportadas dentro de carro reboque (trailer) de circo. Veja mais girafas com rodas e em veículos...
Pôster de 1860 sobre anúncio de compra... P.T. Barnum's Animals 1860 – Tamanho: 38x20 polegadas. Tipo: Fine-Art Print. O agente P.T. Barnum comprando animais selvagens na África Central para o maior show da Terra!
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Pôster de 1917, aproximadamente, sobre girafas do circo de Barnum & Bailey (Barnum & Bailey Giraffe Circus Poster)... Barnum & Bailey Greatest Show On Earth Exclusive Rare Zoological Features...
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Do lado esquerdo da tela, cartão-postal americano “Hi-Ya All! See you at Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus, Winter Quarters, Sarasota, Florida” e do lado direito, cartão-postal “S-35 Giraffe and Clow at Ringling Bros. and Barnum & Bailey Winter Quarters, Sarasota, Fla.”, cerca de 1985 (adquirido de Ricardo, em 08/08).
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A imagem abaixo (lado direito da tela) é uma espécie de pôster (não é um selo postal, embora seja no formato de um), traz a propaganda do Circo Charles (Circusschau Charles Grösste) e mostra “Marguerite”, a primeira e solitária girafa vinda do Egito, sendo puxada por dois homens fardados... Provavelmente, essa figura é da Alemanha, por volta dos anos de 1930...
Do lado esquerdo, capa de um DVD sobre Circos Britânicos que inclui a história do Circo Chipperfields nos anos 1950 e 60. Veja página Brinquedos Colecionáveis!
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Nos anos 70, os zoológicos do mundo todo abandonam o hábito de ensinar ou domar os animais, a fim de se distinguirem dos circos, e passam a mostrar principalmente o cotidiano dos animais: a alimentação, os cuidados, os jogos, a reprodução...
Atualmente, os circos são generalizadamente depreciados, sobretudo pelas ONGs, por causa de alguns circos que durante décadas maltrataram seus animais... Entretanto existem circos e circos...
Mas existem circos, sérios e respeitados, espalhados pelo mundo inteiro que ainda trabalham com animais... Abaixo, recorte de uma revista: Gisèle Smart e sua girafa...
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No Brasil, houve a apresentação do Circo Hatary, uma empresa de Walter Bartholo (há sua mídia em cartão telefônico da Telebrás)... Talvez, o mais conhecido tenha sido o Circo Garcia... Abaixo, leque perfeito de papelão original, década de 50, bem conservado, com propaganda do Garcia – O rei do circo!
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Eu visitei um circo muito especial, em Curitiba, quando estive naquelas terras participando da BRAPEX, ocorrida na última semana do mês de novembro de 2004. Chamado “Le Cirque” (O Circo – em francês), esteve em cartaz no Marumbi Expo Center, na rua Wenceslau Brás.
Abaixo, reproduzida e adaptada para GIRAFAMANIA, parte de uma matéria do jornal Correio Metropolitano de Curitiba (24/11/2004), feita por Liane Reifur, com fotos de Elton Damasio.
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A trajetória de uma família que há gerações se dedica a trazer alegria para crianças e adultos! Robert Stevanovich cuida pessoalmente dos animais. Com ele a girafa Chico, a zebra Zafira, a pônei Pica-flor, com Sol, seu filhote de 10 dias e o camelo Mohamed.
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Amália Stevanovich
“Eu morava em Santa Fé, Argentina, tinha 16 anos. O circo passou pela cidade. Fui fazer um teste, pois era patinadora, e passei. Fui embora com o circo e viajei o mundo todo. Me apaixonei pelo dono do circo, Luiz Stevanovich e acabamos nos casando.”
Poderia ser um roteiro de filme ou de novela, mas essa é a história de Amália Stevanovich. Uma mulher falante e descontraída com seus sessenta e poucos anos que é a atual proprietária do Le Cirque.
Amália é espanhola e mora no Brasil há 44 anos. Ela conta que os antepassados de seu marido, a família Stevanovich, eram do ramo circense desde o século 19 e em 1882 trouxeram o circo para a América Latina.
“Meu sogro atravessou o mundo, levou animais em navios para que crianças de todos os lugares pudessem conhecer um elefante, um leão, uma girafa”, relata a artista.
Luiz Stevanovich herdou o circo e as tradições e viveu intensamente até falecer em 1995, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Amália diz que nunca pensou em deixar a vida circense, nem de fechar o circo após ficar viúva.
“Eu não podia deixar o circo morrer. É uma tradição que só quem tem sangue de circense na veia entende. Eu entrei nessa vida e acho que nada é por acaso, por isso dei continuidade ao trabalho da família Stevanovich. Faço meu trabalho com muito amor e carinho para atender adultos e crianças”, conta.
Em 2002 o circo Norte Americano passou a se chamar Le Cirque, “a família de Luiz era de franceses e ioguslavos, daí veio a inspiração para o nome atual do circo”, explica.
Amalia Stevanovich com a elefanta Madras, uma vida inteira dedicada a fazer a alegria das pessoas.
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Um circo diferente
O slogan do Le Cirque é “Um circo diferente” e a proprietária do negócio justifica, “nosso espetáculo é de primeiro mundo. Eu quis fazer uma coisa diferente. Como a locução da apresentação ficou malhada, é coisa do passado, o Le Cirque não tem apresentador.
O espetáculo envolve o público, pois conta com o elemento surpresa. Entra uma atração após a outra. E enfim, nossa estrutura comporta 2300 pessoas sentadas confortavelmente em cadeiras e em camarotes, para poderem apreciar a apresentação”.
Outro diferencial é que o público participa do espetáculo, os palhaços chamam as famílias para participarem das brincadeiras e todos podem alimentar as girafas. “Nós misturamos a arte circense com a apresentação dos animais e somos o único circo da América Latina que tem um rinoceronte”, finaliza Amália.
Robert Stevanovich e o rinoceronte Thor, amor pelos animais como se eles fossem da família.
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Vida Mambembe
Os filhos de Luis Stevanovich Junior, Stefany, Emilian e Estevão, vivem de cidade em cidade, acompanhando os pais. Luis, George e Robert, três dos quatro filhos de Amália trabalham atualmente no circo da família. Augusto Stevanovich, o terceiro filho do casal é proprietário de um circo em Fortaleza.
O Le Cirque percorre todo Brasil, além de realizar turnês nos países latinos americanos. Geralmente os 26 artistas e 69 funcionários ficam de dois a três meses em cada local. Geralmente são percorridas as cidades grandes, pois muitos locais não oferecem estrutura para acomodar um circo grande.
Logo que chegam em uma cidade além de procurar a prefeitura para regularizar a estadia do circo, fazer contato com fornecedores de ração, a família Stevanovich procura escola para as crianças..
Driblando as dificuldades
A vida artista de circo é levar alegria para as pessoas, mas a realidade circense é difícil, muitos são os obstáculos que precisam ser superados para se continuar nesse ramo. “O circo sobrevive da união da família. Se não houverem laços, o circo não vai para frente”, declara Amália Stevanovich.
Uma das maiores dificuldades na manutenção do circo é conseguir driblar as despesas, e os maiores custos vêm da criação dos animais. Somente para alimentar os quatro elefantes, os dois camelos, as duas girafas, o rinoceronte, a zebra, os dois jegues e os seis pôneis são gastos muitos quilos de comida e cerragem para forrar as cocheiras. Segundo Robert, são necessários para alimentar diariamente os animais:
120Kg de farelo de trigo;
360Kg de alfafa;
750Kg de cana-de-açúcar;
640Kg de ração;
170Kg de cenoura;
Além de aveia, e incontáveis litros de água. “O custo é muito alto, por isso nós vivemos para o circo e a família toda tem que trabalhar para ajudar”, diz Robert. A cana-de-açúcar vem de Santa Catarina e são consumidas pelos elefantes. A alfafa vem de um fornecedor fixo de Bandeirantes, norte do Paraná.
O Le Cirque já passou pela Argentina e Uruguai, também em várias capitais brasileiras, Vitória (08/2001), Rio de Janeiro (2001), Recife (02/2002), Natal (05/2002), Salvador (2002), Brasília (03/2004) e Curitiba (11/2004)... Depois não soube mais...
Dividido em duas filiais, o “Le Cirque” foi criado em 1999, na França. Ligado ao Circo Divert, fixo em Paris, saiu de lá direto para Buenos Aires, e da Argentina veio ao Brasil. Já recebeu prêmios, destacando-se o Troféu Picadeiro de melhor circo de 2001 no Brasil.
Do lado esquerdo, George dono do circo “Le Cirque”. Foto de Isaumir Nascimento – Século O Diário, Vitória – Espírito Santo (08/2001). Do lado direito, foto de Iano Andrade – Tribuna do Norte, Natal – Rio Grande do Norte (10/05/2002).
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O circo possui duas girafas machos (“Kim” e “Chico”), ambas foram adquiridas no Zoológico de Los Angeles, em 1998... “As girafas, por exemplo, interagem com o público”, diz George Stevanovich, dirigente do circo.
“Chico” pegando comida do público e Jorge com a girafa “Chico”.
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Ah! Você sabia que a expressão brasileira “ser de circo” quer dizer que a pessoa é esperta e tem muita experiência?
– Eu ganhei um exemplar do jornal (reproduzido acima) da própria dona Amália, assim como um pacote de pipocas, algumas fotos das girafas (as duas acima) e ainda assisti ao espetáculo gratuitamente, em Curitiba (11/2004). Agradeço a dona Amália e aos seus filhos, sobretudo ao George, pela atenção e carinho... Le Cirque – Telefones: (41) 225-3937 (Cláudia) ou 9611-4219.
– Em junho de 2008 soube pela internet que no dia 6/4/2008, domingo pela manhã, ocorreu o velório de Amalia Stevanovich, no cemitério do Araça... O Brasil perdeu uma grande guerreira circense...
Última atualização: 11/11/2008. |