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Família: Bovidae – Connochaetes spp.
Os gnus migram todos os anos na companhia de zebras e gazelas em busca de pastos frescos e água. A fotografia abaixo mostra a migração dos gnus... Os filhotes são capazes de andar e correr pouco tempo depois do nascimento. Desta forma, podem fugir de leões e outros predadores.
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Connochaetes taurinus e Connochaetes gnou
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Mamíferos da mesma ordem das girafas, Artiodátilos, é nas famílias da classificação científica que ambos são separados: Suídeos e Girafídeos.
Suídeos: diz-se de, ou espécime dos suídeos, família de mamíferos onívoros, escavadores. Exemplos: porcos, porcos-do-mato e javalis. Nota: A palavra suíno é um adjetivo que significa do, ou próprio do porco; muitas vezes também é usada para nomear o animal.
Classificação Científica:
REINO – Animal (Animalia)
FILO – Cordados (Chordata)
SUBFILO – Vertebrados (Vertebrata)
CLASSE – Mamíferos (Mammalia)
ORDEM – Artiodáctilos, Ungulados (Artiodactyla,
Ungulata)
FAMÍLIA – Suídeos (Suidae)
A Família dos Suídeos possui três subfamílias: Babirousinae, Phacochoerinae e Suinae. Gêneros atuais desta família:
• Babyrousa (babirusa / Babirusas), com 4 espécies: Babyrousa babyrussa,
B. bolabatuensis, B. celebensis, B. togeanensis
• Hylochoerus (porco-gigante-da-floresta ou hilóquero / Giant forest hogs),
com 1 espécie: Hylochoerus meinertzhageni
• Phacochoerus (facochero ou javali-africano / Warthog significa “porco-verruguento”
/ Phacochère), com 2 espécies: P. aethiopicus, P. africanus
• Potamochoerus (potamochero / Bushpigs),
com 2 espécies: P. larvatus (potamochero / Bushpig), P. porcus
(potamochero-vermelho / Red River Hog)
• Sus (porcos / Pigs), com várias espécies (Sus spp.), entre elas:
Sus scrofa (javali-europeu ou porco-europeu / Wild boar / Sanglier)
Subespécie: Sus scrofa domesticus = sinônimo Sus domestica
(porco-doméstico / Pig)
Os “cards” abaixo mostram o javali-africano (lado esquerdo) e o potamochero-vermelho (lado direito)... Veja também o porco-espinho...
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– Javali-africano
O javali-africano é conhecido por Facochero em Portugal por causa de seu nome em francês ou mesmo por causa de seu nome científico; esta espécie também é conhecida como Facóreco... Distribuição: Ocorre em toda África abaixo do Saara. Alimentação: Onívora; onívoro mas prefere gramíneas. Dimensões: Cerca de 80 centímetros de comprimento e peso de até 100 kg.
Durante o dia é comum vê-los em pequenos grupos familiares pastando e à noite se recolhem para dormir em grandes buracos no solo que escavam ou aproveitam de animais que já tenham cavado. Nestes buracos entram de ré para posicionar-se de forma a poder sair rápido do buraco em caso de ameaça de predadores que são leões, leopardos e hienas. O javali-africano é um membro selvagem da família dos porcos. Os dentes que possui saindo da boca, são sua marca registrada, podem atingir cerca de 23 centímetros e têm como função a defesa dos machos nas suas disputas pelas fêmeas e contra seus predadores. Também são usadas para cavarem e chafurdarem o solo. Possuem dois pares, um superior maior e outro inferior menor. O inferior é extremamente afiado e perigoso.
Normalmente estes animais estão agrupados em 3 a 10 indivíduos apesar de grandes grupos de mais de 30 indivíduos já terem sido vistos. Estes grupos são compostos de vários machos com suas crias e suas parceiras que usualmente permanecem junto da sua família por diversas estações reprodutivas. É muito comum observar estes animais se alimentando de joelhos, dobrando as patas anteriores para se aproximarem mais confortavelmente das gramíneas. Vivem cerca de 15 anos na natureza enquanto em cativeiros podem aumentar para 18 anos sua expectativa de vida. Reprodução: Nascem até 6 filhotes no verão. Os filhotes atingem a maturidade entre 18 e 24 meses.
Abaixo, lista de selos postais alusivos ao javali-africano:
• África do Sul 1954 – Primeira
série de 14 selos regulares que mostra a fauna sul-africana, o primeiro selo
é de um javali. Esta série foi emitida em anos diferentes e tem diferença de
filigrana: cara de antílope (múltipla) e Brasão de Armas...
• África do Sul 2006
• Burundi 1971
• Estônia 1998 – Mini folhinha de 12 selos
com valor facial de 2,50 cada. Mini folhinha (bloco) sem picote, com 4 selos
de 2,50 cada, emitida pela Ilha Hiiumaa (Hakasia), com logo WWF.
• Guiné 1997
• Libéria 2001 – Folhinha com 20 valores
de $7,50 cada selo: Lost City. Folhinha com 12 valores de $10 cada selo: Vida
Selvagem Africana.
• República Centro Africana 1983/84
– Série com 2 valores: Proteção da Vida Selvagem. Floresta em fogo: 30fr e Hunters:
130fr.
• Rodésia 1978 – Primeira série de 15
selos regulares que mostra as Riquezas do País (Gemas, Animais e Quedas d'Água).
• Rússia 1988 – Série Fundos de Ajuda aos Zoológicos
da União Soviética.
• Senegal 1978 – Parque
Nacional Delta de Saloum.
• Tanzânia 1993 (Bloco): Vida
Selvagem nas Planícies da Tanzânia IV. Imprimida sobre pequena folhinha, formando
uma cena única, com 12 selos de valores iguais a 100 xelins cada.
• Zaire 1984 – Parque Nacional
Garamba.
• Zimbábue 1980 – Primeira série de
15 selos regulares que mostra as riquezas do país.
Visite o Museu do Suíno!
Museu do Suíno – Hiran Kunert e Sandra Pfüller
Rua Miguel Loreto Sobrinho, nº 420 – Bairro Industrial (perpendicular a Av.
Marcelo Gama)
Município de Cachoeira do Sul – Rio Grande do Sul (RS)
kunert.hiran@gmail.com – www.museudosuino.org
Nota: Conheci o sítio em 09/09/10, através de Ricardo. Lindas maquetes feitas pelo colecionador: Tropeirismo de porcos e Porcos nos pinheirais. Existem muitos países, sobretudo asiáticos, que emitiram selos postais em comemoração ao ano do porco, no horóscopo chinês. Outros emitiram selos alusivos à animais de fazenda, por exemplo.
O Museu do Suíno teve início em 1975 com uma coleção de miniaturas de porquinhos. Em 2005 foi oficialmente constituído como Museu (um dos tres existentes no mundo). Seu acervo ultrapassa 20.000 peças e tem como objetivos principais: resgatar e divulgar a história da suinocultura, e desmistificar o suíno e suas utilidades. Em 2011, o senhor Ilmo Pfuller sogro de Hiran e empresário do município, doou um edifício com mais de 250 metros quadrados para a nova sede do Museu. Neste local será o escritório (administração), oficina de restauração e manutenção das peças e o museu, dividido em 5 seções.
A família taiaçuídea (Tayassuidae) pertence à ordem dos artiodáctilos (Artiodactyla) e está incluída na subordem Suiformes. Composta por dois gêneros, Catagonus e Tayassu (sinônimo: Pecari), possui três espécies distintas: o caititu (Tayassu tajacu, Linnaeus, 1758), o queixada (Tayassu pecari, Link, 1795) e o taguá ou porco-do-chaco (Catagonus wagneri, Rusconi, 1930).
Em primeiro lugar, tais espécies de animais são erroneamente chamados de “porcos-do-mato” devido à sua aparente semelhança com os javalis, os quais pertencem a outra família.
Em segundo lugar, dois “porcos”, caititu e queixada, são muito parecidos entre si, entretanto várias características anatômicas os tornam diferentes. Também os caititus andam em bandos de 6 a 20 indivíduos, ao passo que as queixadas variam de 50 a 300 indivíduos. Ambas as espécies ocorrem no território nacional.
Nota: Existem diferentes espécies que recebem o mesmo nome popular... Se queremos nos referir ao porco-do-mato usamos as duas espécies abaixo, mas se quisermos ser mais específicos, então devemos separar ambas as espécies... Entretanto, Lévi-Strauss, antropólogo e filósofo francês, enfatiza que a semelhança ou a “pouca diferença” entre um caititu e uma queixada, reforça a ideia de que a semelhança entre os dois porcos selvagens é extremamente significativa para se estabelecer uma diferença...
Espécie: caititu – Tayassu tajacu, sinônimo: Pecari tajacu
– O nome popular dessa espécie não deve ser “cateto”, prefira caititu, pois
a palavra cateto significa qualquer dos lados adjacentes ao ângulo reto de um
triângulo retângulo, segundo o Aurélio. Morfologia: o caititu é menor, possui
um colar de pelo branco em volta do pescoço, tem uma crina indo da testa até
quase o final do dorso, cujos pelos se eriçam com facilidade. Distribuição geográfica:
sul dos Estados Unidos da América, nos estados do Texas, Novo México e Arizona,
até à Argentina.
Espécie: queixada – Tayassu pecari
– O nome popular dessa espécie de porco, “queixada”, origina da palavra queixo,
pois ele “range ou bate” os dentes de sua mandíbula. A atitude de bater os dentes
do queixada, quando irritado, é uma das causas da sua fama de agressivo. Morfologia:
o queixada é maior, possui o queixo branco e não possui um colar de pelo branco
em volta do pescoço, observável no caititu. Há também a presença de uma glândula
odorífera na região dorsal (no meio das costas). Distribuição geográfica: ocorre
desde Veracruz e Oaxaca, no sul do México; seguindo ao sul pelo oeste dos Andes,
até Esmeraldas e Pichincha, no Equador e, ao leste dos Andes, até Entre Rios,
na Argentina.
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Notas: As palavras “caititu, caitétu, caitetu” em tupi-guarani significam porco-do-mato, “de dente aguçado”... Ambos são também chamados de “pecaris”, cujo significado é “animal que faz muitos caminhos na mata”... A palavra “tayassu” também de origem indígena, “taía”, significa “animal de dentes afiados, aquele que rói”. Taiaçutuba, nome de uma ilha do Amazonas: de taîasu (porco selvagem, porco do mato) + tyba (ajuntamento, grande número).
Última atualização: 13/04/2012. |